UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ
 HOSPITAL UNIVERSITÁRIO JOÃO DE BARROS BARRETO
PROGRAMA DE RESIDÊNCIA MÉDICA EM PNEUMOLOGIA
   Grupo heterogêneo de doenças inflamatórias
    imuno-mediadas que afetam diversos
    órgãos/sistemas.
   Envolvimento pulmonar é comum, podendo
    ocorrer em qualquer um de seus componentes:
     Parênquima, vias aéreas, pleura, vasos e músculos
      respiratórios.
   As manifestações pulmonares podem ser freqüentes e
    precederem, acompanharem ou procederem os
    demais sintomas sistêmicos;
   Quando presentes, são fator de gravidade e de
    aumento da mortalidade.
   Cerca de 15% dos pacientes com doenças pulmonares
    intersticiais (DPI) foram diagnosticados como
    portadores de DTC após investigação.
   Identificar doença intersticial oculta
   Sugerir o padrão histopatológico subjacente
   Quantificar a gravidade da doença.
   Excluir as possibilidades de reação pulmonar
    a drogas e doenças oportunistas.
   Não existe consenso se deve ser usada como
    rastreamento ou se apenas na presença de sinais
    e sintomas.
   Na presença de alterações ao exame clínico ou
    nos testes de função pulmonar, mesmo na
    ausência de alterações à radiografia de tórax, a
    TCAR deve ser sempre solicitada.
   A combinação de mais de um tipo histológico
    pode ser encontrada.
   Combinação mais comum: PINE + PO
    Particularmente em pacientes com PM/DM e
    DMTC.
   Quando comparados aos pacientes com PIU
    e FPI, aqueles com PIU e DTC têm menos
    faveolamento na TCAR.
   Teste que mede a transferência do CO do gás
    inspirado até o volume capilar pulmonar, ou
    seja, a transferência dos gases dos alvéolos
    até o interior das hemácias.
   O teste é rápido e indolor.
   Reprodutível
   Os obstáculos são o custo relativamente alto
    e a complexidade do equipamento
   Os fatores que influenciam a taxa de
    transferência do O2 através da membrana
    alvéolo-capilar incluem:
     o gradiente de pressão parcial através da
      membrana
     a distância para a difusão
     a área de superfície da membrana.
   Avaliação e acompanhamento de DPOC.
   Avaliação e acompanhamento das doenças restritivas,
    permitindo determinar se a restrição está relacionada
    a alterações extrapulmonares ou a causas
    intrapulmonares;
   Doenças intersticiais difusas – na detecção precoce e
    no acompanhamento de alterações pulmonares.
   Doenças vasculares que comprometem o pulmão –
    insuficiência cardíaca congestiva, embolia pulmonar,
    hipertensão arterial pulmonar, doenças do tecido conjuntivo
    com envolvimento vascular pulmonar
   Avaliação pré-operatória de cirurgia de ressecção pulmonar;
   Avaliação de incapacidade para o trabalho;
   Determinação da necessidade de oxigenoterapia.
   Interpretação – Classificação:

     Elevada Acima de 140% previsto

     Normal 75 – 140%

     Redução leve 61 – 75%

     Redução moderada 41 – 60%

     Redução acentuada ≤ 40%
   Técnicas:
   Respiração única: “single breath”
   Respiração múltipla
     “multi breath”
     “rebreathing”
   A técnica “single breath” é a mais utilizada,
    em razão da facilidade para o paciente,
    tempo reduzido e custo de execução menor.
   Após colocar o bocal e o grampo nasal, o paciente começa a respirar
    calmamente, em volume de ar corrente.
   Assim que a respiração é estabilizada o paciente é ordenado a esvaziar
    totalmente os pulmões e voltar a enchê-los, de maneira firme e forte.
   Neste momento é inalada uma mistura contendo CO 0,3% e Hélio 10%.
   Quando atinge o nível da capacidade pulmonar total o paciente faz uma
    apnéia por 10 segundos.
   Ao fim desse tempo os pulmões são esvaziados por completo, sendo
    essa amostra captada pelo analisador.
   Teste que mede quantidade de ar que entra e sai dos
    pulmões. é um exame simples na aparência, mas
    diversos requisitos precisam ser preenchidos para um
    teste adequado.
   No mínimo três manobras adequadas devem ser
    feitas e o melhor resultado é usado para avaliação.
   Múltiplas medidas são obtidas desta manobra. As
    mais usadas são: Capacidade Vital Forçada (CVF), o
    (VEF1)
   Estes valores são expressos como porcentagens em
    comparação a valores previstos derivados para a
    população brasileira, que variam com a estatura,
    idade, raça e sexo.
   Distúrbio restritivo + DCO reduzida: é o mais
    encontrado nas pneumopatias fibrosantes.
   Comprometimento de vias aéreas (e em
    fumantes): DVO pode ser observado.
   Nas bronquiolites, um padrão inespecífico, com
    redução proporcional da CVF e do VEF1, pode
    ser observado.
   Doença vascular: DCO desproporcionalmente
    reduzida, com volumes pulmonares
    preservados ou pouco afetados.
   Na restrição extra-pulmonar: volumes
    alterados + DCO normal ou apenas
    levemente reduzida.
   Não há consenso se as provas funcionais devem ser
    usadas na rotina de avaliação inicial de pacientes com
    DTC na ausência de sintomas sugestivos ou alterações
    radiográficas pulmonares.
   Sugere-se realizar nas DTC com alta prevalência de
    DPI (ESP, PM/DM) ou doença vascular pulmonar (ESP,
    LES)
   Na AR, DCO < 54% do previsto é um preditor
    altamente específico para a progressão da
    fibrose pulmonar
   Na PM/DM a DCO < 45% também indica
    maior mortalidade.
   Pacientes com dispnéia desproporcional aos
    demais achados.
   Presença de fibrose clinicamente
    significativa, mas na ausência de dispnéia
    relevante ou doença aparentemente estável.
   Quando o PSAP pelo ecocardiograma é
    normal ou limítrofe
     Sinal indireto de HP: elevada relação VE/VCO2
   Valores de corte para avaliação de piora:
     Queda CVF > 10% basal
     Queda de 15% para a DCO
   Valores limítrofes podem indicar piora se associados à
    piora clínica ou tomográfica.
   Doença avançada melhor parâmetro: SpO2
   Em pacientes em uso de O2, medidas decrescentes da
    SpO2 com fluxos fixos de O2 podem indicar progressão da
    doença.
   Doença autoimune caracterizada por envolvimento
    vascular, ativação fibroblástica e produção excessiva de
    colágeno, levando ao surgimento de fibrose em diversos
    órgãos.
   Etiologia desconhecida.
   Predomínio no sexo feminino
     Possível correlação com HLA-DR1 e/ou DQB1 DR4.

     Anticorpos específicos: Anti-Scl70 e Anti-centrômero
   DPI clinicamente significativa ocorre em cerca de 40%
    dos pacientes ESP (e em até 80% das necropias),
   Principal causa de morbidade e mortalidade.
   O envolvimento pulmonar é mais comum quando
    anticorpos anti-DNA topoisomerase estão presentes
    (anti-Scl 70).
   Pode ocorrer tanto na forma difusa quanto na
    localizada.
   Avaliação Pulmonar é mandatória na rotina
    inicial desses pacientes.
   Recomendação: DCO + TCAR
     A medição do DCO na ESP se correlaciona melhor
     com a gravidade da doença e acometimento pela
     TCAR que outros parâmetros funcionais.
   Risco aumentado de Neoplasia maligna de
    pulmão.
INTENSIFICAÇÃO NO
VIDRO FOSCO SUBPLEURAL   DECÚBITO VENTRAL
   Pacientes com doença extensa tem pior
    evolução, e devem portanto ser tratados.
     Doença extensa: comprometimento acima de
     20% do parênquima pulmonar,

     Doença limitada: caracterizada pelo

     comprometimento abaixo de 20%.
   A porcentagem de envolvimento na TCAR (infiltrado
    reticular e vidro fosco) deve ser analisada em cinco níveis e
    a média dos escores obtidos deve ser calculada:
     Nível 01: Origem dos grandes vasos

     Nível 02: Carina principal

     Nível 03: Confluência venosa pulmonar

     Nível 04: Corte imediatamente acima do diafragma direito e

     Nível 5: Corte situado entre 3 e 4.
   Nos casos com limite indeterminado na TCAR
    avaliar gravidade através de testes de função
    pulmonar:
     Doença extensa: CVF < 70%
     Doença Limitada : CVF ≥ 70%
   Objetivos do tratamento:
     Aumentar a tolerância ao exercício
     Melhorar a qualidade de vida
     Prolongar a sobrevida.
     Impedir a progressão da doença.
      ▪ Portanto, a estabilidade funcional não deve ser
        considerada uma falha terapêutica.
   Bons resultados em pacientes com alveolite.
   Alta incidência de efeitos tóxicos.
   Complicação mais comum: Cistite
    hemorrágica.
     Opção 01: 100 mg VO/dia por 12 meses.
     Opção 02: 0,6mg/m² IV por 6 meses, seguida de
      mais 6 meses de azatioprina.
     Apresentação: Comprimidos de 50 e 100 mg
   Não existem dados convincentes mostrando que doses
    elevadas sejam eficazes.
   Em geral, associa-se prednisona na dose de 10 mg/dia aos
    imunossupressores.
   Em um estudo, pacientes tratados com ciclofosfamida e
    corticosteróide em doses alta e baixa foram comparados.
     Não houve maior elevação da CVF no grupo tratado com doses
      elevadas de corticosteróide.
   Inibidor da proliferação dos linfócitos e pode ter efeito
    antifibrótico relacionado à inibição do TGF-ß.
   Acredita-se que o Micofenalato tenha eficácia e
    segurança superior comparado com a ciclofosfamida
    via oral por 12 meses.
     Dose: 500 mg 2 x/dia, em geral 1 g/2x/dia.

     Apresentação: Comprimidos de 500 mg
   Correlação RGE versus DPI: CONTROVERSO


   Na prática: tratamento agressivo para minimizar
    as complicações esofágicas é necessário.


   Avaliar se apenas o tratamento clínico da DRGE,
    é suficiente.
   Transplante de Células tronco
   Anticorpos anti-IL13
   Imatinibe
   Rituximabe
   Transplante
     Devido à possível relação entre refluxo e bronquiolite obliterante em
      pacientes submetidos a transplante pulmonar, os portadores de ES
      não são considerados bons candidatos ao transplante pulmonar
   Encontram-se no grupo das miopatias inflamatórias
    idiopáticas (Grupo heterogêneo de distúrbios agudos,
    subagudos ou crônicos que se caracterizam por:
     Fraqueza muscular proximal,

     Aumento de enzimas musculares (miosite)

     Anormalidades específicas na eletromiografia

     Presença de células inflamatórias na biópsia muscular.
   8,5 casos para cada 1 milhão de habitantes.
   Predomínio: sexo feminino e negros.
   Doença intersticial ocorre em torno de 60% dos
    pacientes e em até 1/3 dos casos a doença pulmonar
    precede as manifestações músculo-esqueléticas.
   Anticorpos anti-sintetase: anti-Jo1
   Outros: Anti-PM/Scl – Indicativo de superposição de
    ES e PM.
   Mais comum: Opacidades em vidro fosco e
    consolidação nos lobos inferiores, superposto
    a um fundo de infiltrado reticular com
    bronquiectasias de tração.
   Outros:
     Consolidações peribrônquicas refletindo PO, que
      pode estar associada com PINE;
     Consolidações extensas
     DPI fibrótica, do tipo PINE ou PIU.
     CT scan shows patchy areas of consolidation (arrowheads) in both
              the central and the peripheral portions of the lungs.
©1999 by Radiological Society of North America   Akira M et al. Radiology 1999;210:333-338
A-Consolidações. B – 1 ano após: progressão da área de opacidade mesmo em uso de CTC.
      Bronquectasias de tração e pequenos cistos em áreas de vidro fosco. C- 2 anos depois:
      faveolamento.


©1999 by Radiological Society of North America   Akira M et al. Radiology 1999;210:333-338
   Têm papel tanto no rastreamento como no
    seguimento.
   Relação VEF1/CVF normal ou elevada.
   Redução da:
     Capacidade pulmonar total (CPT)
     Volume residual (VR)

     CVF
     DCO (fator de pior prognóstico na doença).
   Padrão predominante: PINE
   Outros: PIU e PO (PIU > PO)
   Fatores de pior prognóstico da DPI:
   Níveis baixos de CPK
   DCO < 45%
   Histologia pulmonar de dano alveolar difuso (DAD) ou
    PIU
   Neutrofilia no LBA
   Opacidades extensas em vidro fosco (refletindo
    provável DAD).
   Deve se basear na extensão e rapidez de
    progressão da pneumopatia.
   Início do tratamento depende dos seguintes
    fatores:
     Gravidade da dispnéia
     Alterações da função pulmonar
     Necessidade de tratamento da miosite
     subjacente.
   Pacientes assintomáticos e com alterações
    discretas dos volumes pulmonares e da DCO:
     Observação, com avaliação seriada.
   Pacientes com dispnéia e evidência de
    distúrbio respiratório nas provas funcionais:
     Terapia imunossupressora é usualmente indicada.
   Corticosteróide é o pilar do tratamento
   Prednisona 1 mg/kg de peso ideal (até 60 mg)
    é dada no primeiro mês, reduzindo-se para 40
    mg por mais 2 meses, seguindo-se por
    redução posterior da dose dependendo da
    resposta.
   Pacientes com pneumonia intersticial aguda
    (PIA) e insuficiência respiratória aguda (IRA):
     Metilprednisolona 1g/dia por três dias, seguido por
      corticosteróide oral.
   Nesses casos um segundo agente
    imunossupressor, usualmente ciclofosfamida, é
    tipicamente adicionado.
   Doença Pulmonar Progressiva:
     Corticóide oral + Azatioprina

   Outras opções de segundo imunossupressor:
     MMF
     Inibidores da calcineurina
      ▪ Ciclosporina
      ▪ Tacrolimo
     Ciclofosfamida (Doença Grave – 6 meses -> MMF)
     MTX
   Corticosteróide, ciclofosfamida e um inibidor
    da calcineurina podem ser associados .
   Alternativas:
   Rituximabe (1 g em duas doses,
    administradas com uma semana de
    intervalo).
   Imunoglobulinas em casos de ausência de
    resposta aos imunossupressores.
   Pacientes em uso de corticosteróide em altas
    doses (ex, prednisona ≥ 20 mg/dia) associado
    a um agente imunossupressor.
     01 comprimido de sulfametoxazol/trimetropim
     (400/80 mg) diariamente.
Visitem o Blog da Pneumo em:
http://www.residenciapneumologiahujbb.wordpress.com/

Esclerose Sistêmica Progressiva e Polimiosite e Dermatomiosite

  • 1.
    UNIVERSIDADE FEDERAL DOPARÁ HOSPITAL UNIVERSITÁRIO JOÃO DE BARROS BARRETO PROGRAMA DE RESIDÊNCIA MÉDICA EM PNEUMOLOGIA
  • 4.
    Grupo heterogêneo de doenças inflamatórias imuno-mediadas que afetam diversos órgãos/sistemas.  Envolvimento pulmonar é comum, podendo ocorrer em qualquer um de seus componentes:  Parênquima, vias aéreas, pleura, vasos e músculos respiratórios.
  • 5.
    As manifestações pulmonares podem ser freqüentes e precederem, acompanharem ou procederem os demais sintomas sistêmicos;  Quando presentes, são fator de gravidade e de aumento da mortalidade.  Cerca de 15% dos pacientes com doenças pulmonares intersticiais (DPI) foram diagnosticados como portadores de DTC após investigação.
  • 7.
    Identificar doença intersticial oculta  Sugerir o padrão histopatológico subjacente  Quantificar a gravidade da doença.  Excluir as possibilidades de reação pulmonar a drogas e doenças oportunistas.
  • 8.
    Não existe consenso se deve ser usada como rastreamento ou se apenas na presença de sinais e sintomas.  Na presença de alterações ao exame clínico ou nos testes de função pulmonar, mesmo na ausência de alterações à radiografia de tórax, a TCAR deve ser sempre solicitada.
  • 9.
    A combinação de mais de um tipo histológico pode ser encontrada.  Combinação mais comum: PINE + PO Particularmente em pacientes com PM/DM e DMTC.  Quando comparados aos pacientes com PIU e FPI, aqueles com PIU e DTC têm menos faveolamento na TCAR.
  • 11.
    Teste que mede a transferência do CO do gás inspirado até o volume capilar pulmonar, ou seja, a transferência dos gases dos alvéolos até o interior das hemácias.  O teste é rápido e indolor.  Reprodutível  Os obstáculos são o custo relativamente alto e a complexidade do equipamento
  • 12.
    Os fatores que influenciam a taxa de transferência do O2 através da membrana alvéolo-capilar incluem:  o gradiente de pressão parcial através da membrana  a distância para a difusão  a área de superfície da membrana.
  • 13.
    Avaliação e acompanhamento de DPOC.  Avaliação e acompanhamento das doenças restritivas, permitindo determinar se a restrição está relacionada a alterações extrapulmonares ou a causas intrapulmonares;  Doenças intersticiais difusas – na detecção precoce e no acompanhamento de alterações pulmonares.
  • 14.
    Doenças vasculares que comprometem o pulmão – insuficiência cardíaca congestiva, embolia pulmonar, hipertensão arterial pulmonar, doenças do tecido conjuntivo com envolvimento vascular pulmonar  Avaliação pré-operatória de cirurgia de ressecção pulmonar;  Avaliação de incapacidade para o trabalho;  Determinação da necessidade de oxigenoterapia.
  • 15.
    Interpretação – Classificação:  Elevada Acima de 140% previsto  Normal 75 – 140%  Redução leve 61 – 75%  Redução moderada 41 – 60%  Redução acentuada ≤ 40%
  • 16.
    Técnicas:  Respiração única: “single breath”  Respiração múltipla  “multi breath”  “rebreathing”  A técnica “single breath” é a mais utilizada, em razão da facilidade para o paciente, tempo reduzido e custo de execução menor.
  • 17.
    Após colocar o bocal e o grampo nasal, o paciente começa a respirar calmamente, em volume de ar corrente.  Assim que a respiração é estabilizada o paciente é ordenado a esvaziar totalmente os pulmões e voltar a enchê-los, de maneira firme e forte.  Neste momento é inalada uma mistura contendo CO 0,3% e Hélio 10%.  Quando atinge o nível da capacidade pulmonar total o paciente faz uma apnéia por 10 segundos.  Ao fim desse tempo os pulmões são esvaziados por completo, sendo essa amostra captada pelo analisador.
  • 19.
    Teste que mede quantidade de ar que entra e sai dos pulmões. é um exame simples na aparência, mas diversos requisitos precisam ser preenchidos para um teste adequado.  No mínimo três manobras adequadas devem ser feitas e o melhor resultado é usado para avaliação.  Múltiplas medidas são obtidas desta manobra. As mais usadas são: Capacidade Vital Forçada (CVF), o (VEF1)  Estes valores são expressos como porcentagens em comparação a valores previstos derivados para a população brasileira, que variam com a estatura, idade, raça e sexo.
  • 22.
    Distúrbio restritivo + DCO reduzida: é o mais encontrado nas pneumopatias fibrosantes.  Comprometimento de vias aéreas (e em fumantes): DVO pode ser observado.  Nas bronquiolites, um padrão inespecífico, com redução proporcional da CVF e do VEF1, pode ser observado.
  • 23.
    Doença vascular: DCO desproporcionalmente reduzida, com volumes pulmonares preservados ou pouco afetados.  Na restrição extra-pulmonar: volumes alterados + DCO normal ou apenas levemente reduzida.
  • 24.
    Não há consenso se as provas funcionais devem ser usadas na rotina de avaliação inicial de pacientes com DTC na ausência de sintomas sugestivos ou alterações radiográficas pulmonares.  Sugere-se realizar nas DTC com alta prevalência de DPI (ESP, PM/DM) ou doença vascular pulmonar (ESP, LES)
  • 25.
    Na AR, DCO < 54% do previsto é um preditor altamente específico para a progressão da fibrose pulmonar  Na PM/DM a DCO < 45% também indica maior mortalidade.
  • 26.
    Pacientes com dispnéia desproporcional aos demais achados.  Presença de fibrose clinicamente significativa, mas na ausência de dispnéia relevante ou doença aparentemente estável.  Quando o PSAP pelo ecocardiograma é normal ou limítrofe  Sinal indireto de HP: elevada relação VE/VCO2
  • 28.
    Valores de corte para avaliação de piora:  Queda CVF > 10% basal  Queda de 15% para a DCO  Valores limítrofes podem indicar piora se associados à piora clínica ou tomográfica.  Doença avançada melhor parâmetro: SpO2  Em pacientes em uso de O2, medidas decrescentes da SpO2 com fluxos fixos de O2 podem indicar progressão da doença.
  • 31.
    Doença autoimune caracterizada por envolvimento vascular, ativação fibroblástica e produção excessiva de colágeno, levando ao surgimento de fibrose em diversos órgãos.  Etiologia desconhecida.  Predomínio no sexo feminino  Possível correlação com HLA-DR1 e/ou DQB1 DR4.  Anticorpos específicos: Anti-Scl70 e Anti-centrômero
  • 32.
    DPI clinicamente significativa ocorre em cerca de 40% dos pacientes ESP (e em até 80% das necropias),  Principal causa de morbidade e mortalidade.  O envolvimento pulmonar é mais comum quando anticorpos anti-DNA topoisomerase estão presentes (anti-Scl 70).  Pode ocorrer tanto na forma difusa quanto na localizada.
  • 33.
    Avaliação Pulmonar é mandatória na rotina inicial desses pacientes.  Recomendação: DCO + TCAR  A medição do DCO na ESP se correlaciona melhor com a gravidade da doença e acometimento pela TCAR que outros parâmetros funcionais.  Risco aumentado de Neoplasia maligna de pulmão.
  • 35.
    INTENSIFICAÇÃO NO VIDRO FOSCOSUBPLEURAL DECÚBITO VENTRAL
  • 39.
    Pacientes com doença extensa tem pior evolução, e devem portanto ser tratados.  Doença extensa: comprometimento acima de 20% do parênquima pulmonar,  Doença limitada: caracterizada pelo comprometimento abaixo de 20%.
  • 40.
    A porcentagem de envolvimento na TCAR (infiltrado reticular e vidro fosco) deve ser analisada em cinco níveis e a média dos escores obtidos deve ser calculada:  Nível 01: Origem dos grandes vasos  Nível 02: Carina principal  Nível 03: Confluência venosa pulmonar  Nível 04: Corte imediatamente acima do diafragma direito e  Nível 5: Corte situado entre 3 e 4.
  • 41.
    Nos casos com limite indeterminado na TCAR avaliar gravidade através de testes de função pulmonar:  Doença extensa: CVF < 70%  Doença Limitada : CVF ≥ 70%
  • 42.
    Objetivos do tratamento:  Aumentar a tolerância ao exercício  Melhorar a qualidade de vida  Prolongar a sobrevida.  Impedir a progressão da doença. ▪ Portanto, a estabilidade funcional não deve ser considerada uma falha terapêutica.
  • 43.
    Bons resultados em pacientes com alveolite.  Alta incidência de efeitos tóxicos.  Complicação mais comum: Cistite hemorrágica.  Opção 01: 100 mg VO/dia por 12 meses.  Opção 02: 0,6mg/m² IV por 6 meses, seguida de mais 6 meses de azatioprina.  Apresentação: Comprimidos de 50 e 100 mg
  • 44.
    Não existem dados convincentes mostrando que doses elevadas sejam eficazes.  Em geral, associa-se prednisona na dose de 10 mg/dia aos imunossupressores.  Em um estudo, pacientes tratados com ciclofosfamida e corticosteróide em doses alta e baixa foram comparados.  Não houve maior elevação da CVF no grupo tratado com doses elevadas de corticosteróide.
  • 45.
    Inibidor da proliferação dos linfócitos e pode ter efeito antifibrótico relacionado à inibição do TGF-ß.  Acredita-se que o Micofenalato tenha eficácia e segurança superior comparado com a ciclofosfamida via oral por 12 meses.  Dose: 500 mg 2 x/dia, em geral 1 g/2x/dia.  Apresentação: Comprimidos de 500 mg
  • 46.
    Correlação RGE versus DPI: CONTROVERSO  Na prática: tratamento agressivo para minimizar as complicações esofágicas é necessário.  Avaliar se apenas o tratamento clínico da DRGE, é suficiente.
  • 47.
    Transplante de Células tronco  Anticorpos anti-IL13  Imatinibe  Rituximabe  Transplante  Devido à possível relação entre refluxo e bronquiolite obliterante em pacientes submetidos a transplante pulmonar, os portadores de ES não são considerados bons candidatos ao transplante pulmonar
  • 49.
    Encontram-se no grupo das miopatias inflamatórias idiopáticas (Grupo heterogêneo de distúrbios agudos, subagudos ou crônicos que se caracterizam por:  Fraqueza muscular proximal,  Aumento de enzimas musculares (miosite)  Anormalidades específicas na eletromiografia  Presença de células inflamatórias na biópsia muscular.  8,5 casos para cada 1 milhão de habitantes.  Predomínio: sexo feminino e negros.
  • 50.
    Doença intersticial ocorre em torno de 60% dos pacientes e em até 1/3 dos casos a doença pulmonar precede as manifestações músculo-esqueléticas.  Anticorpos anti-sintetase: anti-Jo1  Outros: Anti-PM/Scl – Indicativo de superposição de ES e PM.
  • 51.
    Mais comum: Opacidades em vidro fosco e consolidação nos lobos inferiores, superposto a um fundo de infiltrado reticular com bronquiectasias de tração.  Outros:  Consolidações peribrônquicas refletindo PO, que pode estar associada com PINE;  Consolidações extensas  DPI fibrótica, do tipo PINE ou PIU.
  • 53.
    CT scan shows patchy areas of consolidation (arrowheads) in both the central and the peripheral portions of the lungs. ©1999 by Radiological Society of North America Akira M et al. Radiology 1999;210:333-338
  • 54.
    A-Consolidações. B –1 ano após: progressão da área de opacidade mesmo em uso de CTC. Bronquectasias de tração e pequenos cistos em áreas de vidro fosco. C- 2 anos depois: faveolamento. ©1999 by Radiological Society of North America Akira M et al. Radiology 1999;210:333-338
  • 57.
    Têm papel tanto no rastreamento como no seguimento.  Relação VEF1/CVF normal ou elevada.  Redução da:  Capacidade pulmonar total (CPT)  Volume residual (VR)  CVF  DCO (fator de pior prognóstico na doença).
  • 58.
    Padrão predominante: PINE  Outros: PIU e PO (PIU > PO)
  • 59.
    Fatores de pior prognóstico da DPI:  Níveis baixos de CPK  DCO < 45%  Histologia pulmonar de dano alveolar difuso (DAD) ou PIU  Neutrofilia no LBA  Opacidades extensas em vidro fosco (refletindo provável DAD).
  • 60.
    Deve se basear na extensão e rapidez de progressão da pneumopatia.  Início do tratamento depende dos seguintes fatores:  Gravidade da dispnéia  Alterações da função pulmonar  Necessidade de tratamento da miosite subjacente.
  • 61.
    Pacientes assintomáticos e com alterações discretas dos volumes pulmonares e da DCO:  Observação, com avaliação seriada.  Pacientes com dispnéia e evidência de distúrbio respiratório nas provas funcionais:  Terapia imunossupressora é usualmente indicada.
  • 62.
    Corticosteróide é o pilar do tratamento  Prednisona 1 mg/kg de peso ideal (até 60 mg) é dada no primeiro mês, reduzindo-se para 40 mg por mais 2 meses, seguindo-se por redução posterior da dose dependendo da resposta.
  • 63.
    Pacientes com pneumonia intersticial aguda (PIA) e insuficiência respiratória aguda (IRA):  Metilprednisolona 1g/dia por três dias, seguido por corticosteróide oral.  Nesses casos um segundo agente imunossupressor, usualmente ciclofosfamida, é tipicamente adicionado.
  • 64.
    Doença Pulmonar Progressiva:  Corticóide oral + Azatioprina  Outras opções de segundo imunossupressor:  MMF  Inibidores da calcineurina ▪ Ciclosporina ▪ Tacrolimo  Ciclofosfamida (Doença Grave – 6 meses -> MMF)  MTX
  • 65.
    Corticosteróide, ciclofosfamida e um inibidor da calcineurina podem ser associados .  Alternativas:  Rituximabe (1 g em duas doses, administradas com uma semana de intervalo).  Imunoglobulinas em casos de ausência de resposta aos imunossupressores.
  • 66.
    Pacientes em uso de corticosteróide em altas doses (ex, prednisona ≥ 20 mg/dia) associado a um agente imunossupressor.  01 comprimido de sulfametoxazol/trimetropim (400/80 mg) diariamente.
  • 67.
    Visitem o Blogda Pneumo em: http://www.residenciapneumologiahujbb.wordpress.com/