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Universidade Federal do Delta do Parnaíba
Curso de Bacharelado em Fisioterapia
DOENÇAS RESTRITIVAS
Prof. Me. Rebeca Barbosa da Rocha
Parnaíba, PI
DEFINIÇÃO
Conjunto heterogêneo de doenças
por padrão
pulmonares definida
restritivo na espirometria.
CARACTERÍSTICAS
Qual a diferença entre alteração
obstrutiva e restritiva?
CARACTERÍSTICAS
↓distensibilidade
pulmonar
↑resistência ao
fluxo aéreo
Doença restritiva Doença obstrutiva
CARACTERÍSTICAS
↓distensibilidade
pulmonar
Comprometimento da
expansão pulmonar;
↓volume (CPT)
EPIDEMIOLOGIA
• Difícil estimar a prevalência;
• Alguns indivíduos tem mais
restritivas:
risco de desenvolver alterações
IDOSOS
↑ Incidência de
algumas doenças
MULHERES
↑ Incidência de
sarcoidose;
fibrose
idiopática?
OBESOS
↓volumes
pulmonares
atribuída a
obesidade central
FUMANTES
↑ incidência de
fibrose idiopática
EPIDEMIOLOGIA
• Pessoas expostas a agentes específicos no
trabalho podem ter maior risco de desenvolver
doenças restritivas;
• Amianto, pó de carvão, etc.
• Inflamação→ cicatrização → padrão restritivo.
ETIOLOGIA
CAUSAS INTRÍNSECAS
• Fibrose pulmonar
idiopática;
• Esclerose sistêmica;
• Sarcoidose.
CAUSAS EXTRÍNSECAS
• Obesidade;
• Alterações neuromusculares;
• Ascite;
• Alteração pleural (derrame,
cicatriz, asbestose).
• PO de cirurgias torácicas e
abdominais
PATOFISIOLOGIA
ALTERAÇÕES INTRÍNSECAS
• Inflamação do parênquima
pulmonar → deposição de
colágeno;
• Barreira física às trocas
gasosas;
ALTERAÇÕES EXTRÍNSECAS
• Função mecânica alterada;
PATOFISIOLOGIA
COMPLACÊNCIA PULMONAR
• Sistema em série → soma das
complacências das estruturas;
• Pulmão rígido → redução de
complacência;
• Distensibilidade torácica reduzida-
obesidade e cifoescoliose;
Maior geração de
pressão e necessidades
de energia dos
músculos respiratórios
para qualquer volume
corrente
PATOFISIOLOGIA
HIPOXEMIA
Alteração Intrínseca
Difusão gasosa
Alteração Extrínseca
Hipoventilação
PaO2<60 mmHg
PaCO2>45 mmHg
PATOFISIOLOGIA
CARACTERÍSTICAS FUNCIONAIS
PATOFISIOLOGIA
CARACTERÍSTICAS FUNCIONAIS
• ↓ CPT e CVF
• VEF1- reduz de forma mais sutil
inalterado;
• VEF1/CVF- preservada ou aumenta;
• ↑ frequência respiratória.
ou permanece
ALTERAÇÕES
INTRÍSECAS
Fibrose pulmonar;
Esclerose sistêmica;
ALTERAÇÕES
INTRÍSECAS
Fibrose
pulmonar
DEFINIÇÃO
Pneumopatia intersticial fibrosante
crônica, progressiva, restrita ao pulmão
e de etiologia desconhecida.
EPIDEMIOLOGIA
• Acomete adultos com mais de 50 anos;
• Predominante no sexo masculino;
• Doença intersticial mais frequente: 4,6 a 16,3
casos/100.000.
FATORES DE RISCO
Tabagismo
Exposição ambiental
Refluxo gastresofágico
Fatores genéticos (5% fibrose familiar)
Agentes microbiológicos
PATOGÊNESE
• Liberação de fatores de crescimento pelas células epiteliais→ recrutamento de
fibroblastos;
• Fibroblastos → mioblasto= deposição excessiva de colágeno;
• Substituição do parênquima normal por fibrose.
Fatores
ambientais
Indivíduos
predispostos
Cascata
fibrogênica
QUADRO CLÍNICO
Quadro clínico inespecífico
Sintomas negligenciados Diagnóstico tardio
Dispneia progressiva e tosse seca
Estertores finos
Segunda bulha
hiperfonética
Baqueteamento
digital Edema de MMII
DIAGNÓSTICO
• Diagnóstico por exclusão: abestose, doenças sistêmicas,
toxicidade por drogas;
• Dosagem de anticorpos que estão mais expressos em outras
doenças;
• Tomografia computadorizada de alta resolução (diferenciar
entre as demais pneumonias intersticiais).
DIAGNÓSTICO
A American Thoracic Society (ATS) e a European Respiratory
Society (ERS) recomendam que, na presença de dispneia, tosse
não produtiva, idade maior do que 50 anos, hábito de
tabagismo, ausculta pulmonar com estertores crepitantes
inspiratórios nas bases pulmonares e abaulamento digital, o
paciente seja encaminhado para exames de radiografia de tórax
e tomografia computadorizada de alta resolução (TCAR )
DIAGNÓSTICO
DIAGNÓSTICO
FISIOTERAPIA
• Oxigenoterapia → hipoxemia em
repouso e ao exercício;
• Reabilitação pulmonar
 Aeróbico;
 Exercícios resistidos de MMSS e MII;
ALTERAÇÕES
INTRÍSECAS
Esclerose
sistêmica
(esclerodermia)
DEFINIÇÃO
Doença autoimune heterogênea que afeta o
tecido conectivo da pele e de órgãos internos,
como esôfago, coração, rins e pulmões.
Doença crônica e autoimune caracterizada
pela produção excessiva de colágeno, lesão
celular endotelial e obliteração microvascular
e costuma levar a fibrose cutâneo mucosa e
envolvimento visceral progressivos.
EPIDEMIOLOGIA
• Incidência estimada de cerca de 10 casos
por milhão de indivíduos ao ano;
• Maior incidência em mulheres;
PATOGÊNESE
Autoanticorpos
Acometimento
de vasos
Disfunção de fibroblastos:↑
deposição de matriz extracelular
QUADRO CLÍNICO
• Cutâneo: alterações que modificam os aspecto e estrutura da pele;
• Vascular: Fenômeco de Raynaud, úlceras isquêmicas;
• Musculoesqueléticas: artrite, tendinite;
• Neuromuscular: Sarcopenia, redução de força muscular;
• Pulmonar: Fibrose; hipertensão pulmonar;
HIPERTENSÃO PULMONAR
• Prevalência de 10 a 12% em pacientes com Esclerose
sistêmica;
• Mecanismos: remodelamento dos pequenos e médios
vasos pulmonares, perda de leito vascular.
Dispneia progressiva,
fadiga, Segunda bulha
Hiperfonética, estase
jugular, aumento do
volume hepático e
edema em membros
inferiores
ALTERAÇÕES
EXTRÍNSECAS
• Derrame
pleural;
• Abestose;
• Obesidade;
ALTERAÇÕES
EXTRÍNSECAS
Derrame pleural
DEFINIÇÃO
Acúmulo anormal de líquido no espaço pleural
Epidemiologia
1 milhão de pessoas ao ano
Dados semelhantes ao dos
EUA
FISIOPATOLOGIA
Produção do líquido
pleural: 0,01 mL/
kg/hora.
Absorção→ linfáticos.
Acúmulo
↑ produção
↓absorção
FISIOPATOLOGIA
Transudato
↑P. hidrostática
↓P. osmótica
Exsudato
↑ permeabilidade
capilar
FISIOPATOLOGIA
TRANSUDATO
• Líquidos com baixo teor de proteína;
• Insuficiência cardíaca congestiva;
Extravasamento
de edema
Capilar →
interstício
Em contato com
pleura
Espaço pleural
FISIOPATOLOGIA
EXSUDATO
• Leitos capilares lesionados no pulmão, pleura ou tecidos adjacentes;
• Pneumonia, embolia pulmonar;
Processo
inflamatório
lesão
Extravasamento
de líquido com
↑ proteína
QUADRO CLÍNICO
• Tosse seca;
• Dor torácica;
• Dispneia.
- Volume e a velocidade de
formação do derrame
- Reserva cardiopulmonar
-Processo inflamatório
-Extensão do acometimento
-Doença de base
QUADRO CLÍNICO
TOSSE SECA
• Esporádica → inflamação pleural;
• Derrames volumosos → infecção bacteriana → tosse
produtiva;
QUADRO CLÍNICO
DISPNEIA
• Volume → velocidade de acúmulo;
• ↓ VC → maior valor de FC;
• Influência da tosse e dor torácica;
• Estado funcional cardiorrespiratório;
QUADRO CLÍNICO
DOR TORÁCICA (DOR PLEURÍTICA);
• Em pontada e intensidade moderada;
• Nervo frênico- ombro e região cervical.
ALTERAÇÕES
EXTRÍNSECAS
ASBESTOSE
DEFINIÇÃO
Fibrose intersticial pulmonar consequente à
exposição à poeira de asbesto.
EPIDEMIOLOGIA
• 272 óbitos em 2010;
• uma coorte de 828 trabalhadores de uma
indústria de fibrocimento na região de São
Paulo encontrou prevalência de asbestose de
8,9%.
FISIOPATOLOGIA
AMIANTO- Mineral antigo explorado pelos
humanos desde os tempos pré-históricos por
causa de sua durabilidade, calor e resistência
e sua natureza fibrosa, o que lhe permitiu ser
maleável.
FISIOPATOLOGIA
Exposição
ocupacional
Deposição de
fibras de amianto
no pulmão
FISIOPATOLOGIA
Fibrose de
bronquíolo
Capilar →
interstício
↓complacência
Volume
pulmonar
FISIOPATOLOGIA
• Doença difusa e bilateral;
• Ocorre com ou sem espessamento pleural;
QUADRO CLÍNICO
• Dispneia progressiva;
• Tosse seca;
• Ausculta: estertores finos;
• Fases finais: hipoxemia, baqueteamento digital e
cor pulmonale.
ALTERAÇÕES
EXTRÍNSECAS
Obesidade
SÍNDROME DA HIPOVENTILAÇÃO DA OBESIDADE
Hipoventilação no indivíduo com IMC elevado (>30kg/m2),
enquanto acordado, associada à presença de distúrbio
respiratório do sono quando não pode ser atribuída a outras
causas que levem à hipoventilação.
HIPOXEMIA HIPERCAPNIA
FISIOPATOLOGIA
Não está claro o papel da obstrução no
desenvolvimento da hipercapnia.
Obstrução de VA
superiores
Mecânica respiratória
Aumento do trabalho respiratório.
Fraqueza muscular respiratória e maior consumo
de oxigênio.
FISIOPATOLOGIA
↓ Volumes pulmonares
Mecânica respiratória
Estimula a ventilação
Resistência a leptina ou mecanismos para chegar
ao líquido cefalorraquidiano;
↓ complacência da parede torácica e sistema
respiratório
Leptina
FATORES DE RISCO ASSOCIADOS
• Redução da função pulmonar;
• Redução da força muscular;
• Apneia do sono severa;
EPIDEMIOLOGIA
• Dados epidemiológicos dependendo da
região do estudo → 3 a 33%.
• Brasil → ????
SINAIS E SINTOMAS
SINAIS E SINTOMAS
• Ronco alto;
• Episódios noturnos de asfixia com apneias;
• Sonolência diurna excessiva;
• Cefaleia matinal.
SINAIS E SINTOMAS
• Fadiga;
• Dispneia;
• Edema periférico;
FISIOTERAPIA
PRESSÃO POSITIVA DURANTE O SONO
• Evita colapsos e eventos obstrutivos;
• Favorece a ventilação alveolar;
• Melhora a oxigenação durante todo o
ciclo ventilatório.
FISIOTERAPIA
REFERÊNCIAS
MARTINS, Milton de Arruda et al. Clínica Médica: doenças cardiovasculares, doenças respiratórias,
emergências e terapia intensiva. Barueri, SP: Manole. . Acesso em: 12 nov. 2023. , 2016
Martinez-Pitre PJ, Sabbula BR, Cascella M. Restrictive Lung Disease. [Updated 2023 Jul 25]. In: StatPearls
[Internet]. Treasure Island (FL): StatPearls Publishing; 2023 Jan-. Available from:
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK560880/
Mokhlesi B. Obesity hypoventilation syndrome: a state-of-the-art review. Respir Care. 2010 Oct;55(10):1347-
62; discussion 1363-5. PMID: 20875161.
MURRAY & NADEL. Tratado de medicina respiratória. 6. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2017.
Simões LP, Alves GAA. Fisioterapia na síndrome da hipoventilação da obesidade. In: Associação Brasileira de
Fisioterapia Cardiorrespiratória e Fisioterapia em Terapia Intensiva; Martins JA, Reis LFF, Andrade FMD,
organizadores. PROFISIO Programa de Atualização em Fisioterapia em Terapia Intensiva Adulto: Ciclo 9. Porto
Alegre: Artmed Panamericana; 2018. p. 117–44. (Sistema de Educação Continuada a Distância, v. 2).
Bons estudos!