Epidemias em um Mundo Interligado Carolina Scatena (Unifesp) Eduardo Pereira (ITA) Marcelo Gomes (UFRGS) Rachel Cabral (UFF) Rebeca Cabral (UFPE) Ygor Speranza (UFRJ)
Sumário Conceitos Básicos Epidemias e epidemiologias Modelando diferentes transmissões O vírus Influenza e sua modelagem SIR e Variações SIR clássico SIR com dinâmica vital SIR com dinâmica sazonal Modelos SIR acoplados em Rede Epidemias e globalização Modelo SIR em rede  Experimentos com uma Rede SIR Dispersão do pico de infecção Efeito de bloqueios sanitários
Epidemias e Epidemiologia  Uma doença é dita uma  epidemia  se o número de casos por unidade de tempo superar o valor da incidência máxima esperada. M odelos  epidemiológicos  permitem prever a evolução temporal e/ou espacial de uma infecção, possibilitando às autoridades a tomada de medidas   para controlá-la.  CONCEITOS BÁSICOS Epidemias Período P este de Atenas  428 a.C. Peste Negra   S éculo XIV   Dengue Século XVII (Brasil) Gripe Espanhola Século XX Gripe Aviária Século XX E bola  1976 (Zaire) Hantavirose  1977 (Coréia) Aids 1981 (EUA) Hepatite C   1989 (EUA) Doença da “Vaca Louca” 1986 (Reino Unido)
Modelos e Transmissões Para desenvolver um modelo matemático em epidemiologia, deve-se conhecer a biologia da propagação de doença para, então, empregar métodos de quantificação dos aspectos essenciais da dinâmica da transmissão do agente infeccioso.  Tipos de Transmissão Vertical Contato Direto Horizontal Contato Indireto Vetor Fômito CONCEITOS BÁSICOS
Exemplo de transmissão direta da Influenza através de um espirro CONCEITOS BÁSICOS
A Influenza A Influenza é uma doença causada pelo vírus RNA da família  Orthomyxoviridae , transmitida por via direta. O modelo  SIR  se adequa bem à Influenza graças a sua transmissão direta e breve período de recuperação. CONCEITOS BÁSICOS Nome Data Mortes Sorotipo Gripe Espanhola 1910-1920 40- 100 milhões H1N1 Gripe  Asiática 1957-1958 1- 1,5 milhão H2N2 Gripe de Hong Kong 1968-1969 0.75- 1 milhão H3N3
Modelo SIR  :  taxa de infecciosidade.  :  taxa de recuperação. S I R   SIR E VARIAÇÕES
Modelo SIR SIR E VARIAÇÕES
Espaço de fases – Modelo SIR SIR E VARIAÇÕES
SIR Vital  :  taxa de infecciosidade.  :  taxa de recuperação.  :  taxa de natalidade. S I R     SIR E VARIAÇÕES
SIR Vital SIR E VARIAÇÕES
Espaço de fases (dinâmica vital) SIR E VARIAÇÕES
SIR com Efeitos Sazonais S I R  (t)    SIR E VARIAÇÕES  :  taxa de infecciosidade em função do tempo.  :  taxa de recuperação.  :  taxa de natalidade.
SIR com Efeitos Sazonais SIR E VARIAÇÕES
Epidemias e a Globalização A globalização é um fator de propagação de epidemias, devido aos deslocamentos populacionais.  As epidemias são reportadas rapidamente, o que influencia o risco de difusão além de fronteiras. SIR ACOPLADOS EM REDE
Rede SIR SIR ACOPLADOS EM REDE
Modelo de Rede SIR P ij : probabilidade do indivíduo do sítio  i  visitar o sítio  j . Num modelo de  visitas , os indivíduos voltam imediatamente após o contato com indivíduos de sítios vizinhos. N 1 N 1 N 2 N 3 I R S P 12 P 21 P 13 P 31 P 32 P 23 SIR ACOPLADOS EM REDE
Estudo de Caso: Duas Populações p 12 p 21 População 1 População 2 SIR ACOPLADOS EM REDE
Probabilidade de Infecção 1 1 Sítio 1 Sítio 2 1 1 2 1 2 1 SIR ACOPLADOS EM REDE Sítio 1 Sítio 2 Sítio 1 Sítio 2 Sítio 1 Sítio 2
Duas Populações Conectadas SIR ACOPLADOS EM REDE
Modelo para Rede SIR SIR ACOPLADOS EM REDE
Simulação da Rede: Duas Populações EXPERIMENTOS
REDE COM DUAS POPULAÇÕES
REDE COM DUAS POPULAÇÕES
REDE COM DUAS POPULAÇÕES Itália?!?
REDE COM DUAS POPULAÇÕES
Estudo de Caso: Quatro Populações P 1 P 3 P 4 P 2 EXPERIMENTOS
Caso 1  Caso 2   (k = 2)  (k = 3) P 1 P 3 P 4 P 2 P 3 P 4 P 2 P 1 REDE COM QUATRO POPULAÇÕES
REDE COM QUATRO POPULAÇÕES
SIR sem Rede No modelo SIR básico, se  s 0 <β / γ , então dI/dt<0 Vt>0. A vacinação em massa pode tornar  s 0 <β /  γ   e, portanto, evitar a disseminação da infecção. O comportamento previsto pelo SIR com sazonalidade reflete o padrão de determinadas epidemias (ex.:surtos de sarampo oscilam com períodos de ~2anos). CONCLUSÕES
SIR com Rede Os valores de I 1  e I 2  no auge da infecção nos respectivos sítios depende das constantes  ρ ij  e da razão entre o tamanho das cidades, porém na população total esta dependência é rapidamente quebrada. Quanto antes ocorre o isolamento, mais tarde é o pico de infecção na cidade 2, o que permitiria um tempo maior para estudo de controle. CONCLUSÕES
SIR com Rede O número final de removidos, tanto na população total como nas cidades individuais, independe da probabilidade de interação entre as cidades. O tempo do pico total de infecção é menor quando a população em que a infecção se inicia possui um número maior de conexões . CONCLUSÕES
Agradecimentos Ao Prof. Roberto Kraenkel. Aos monitores Daniel e Fran. Ao IFT – UNESP pelo apoio. Aos colegas do curso. VALEU! FINALMENTE...

Epidemias Em Um Mundo Interligado

  • 1.
    Epidemias em umMundo Interligado Carolina Scatena (Unifesp) Eduardo Pereira (ITA) Marcelo Gomes (UFRGS) Rachel Cabral (UFF) Rebeca Cabral (UFPE) Ygor Speranza (UFRJ)
  • 2.
    Sumário Conceitos BásicosEpidemias e epidemiologias Modelando diferentes transmissões O vírus Influenza e sua modelagem SIR e Variações SIR clássico SIR com dinâmica vital SIR com dinâmica sazonal Modelos SIR acoplados em Rede Epidemias e globalização Modelo SIR em rede Experimentos com uma Rede SIR Dispersão do pico de infecção Efeito de bloqueios sanitários
  • 3.
    Epidemias e Epidemiologia Uma doença é dita uma epidemia se o número de casos por unidade de tempo superar o valor da incidência máxima esperada. M odelos epidemiológicos permitem prever a evolução temporal e/ou espacial de uma infecção, possibilitando às autoridades a tomada de medidas para controlá-la. CONCEITOS BÁSICOS Epidemias Período P este de Atenas 428 a.C. Peste Negra S éculo XIV Dengue Século XVII (Brasil) Gripe Espanhola Século XX Gripe Aviária Século XX E bola 1976 (Zaire) Hantavirose 1977 (Coréia) Aids 1981 (EUA) Hepatite C 1989 (EUA) Doença da “Vaca Louca” 1986 (Reino Unido)
  • 4.
    Modelos e TransmissõesPara desenvolver um modelo matemático em epidemiologia, deve-se conhecer a biologia da propagação de doença para, então, empregar métodos de quantificação dos aspectos essenciais da dinâmica da transmissão do agente infeccioso. Tipos de Transmissão Vertical Contato Direto Horizontal Contato Indireto Vetor Fômito CONCEITOS BÁSICOS
  • 5.
    Exemplo de transmissãodireta da Influenza através de um espirro CONCEITOS BÁSICOS
  • 6.
    A Influenza AInfluenza é uma doença causada pelo vírus RNA da família Orthomyxoviridae , transmitida por via direta. O modelo SIR se adequa bem à Influenza graças a sua transmissão direta e breve período de recuperação. CONCEITOS BÁSICOS Nome Data Mortes Sorotipo Gripe Espanhola 1910-1920 40- 100 milhões H1N1 Gripe Asiática 1957-1958 1- 1,5 milhão H2N2 Gripe de Hong Kong 1968-1969 0.75- 1 milhão H3N3
  • 7.
    Modelo SIR : taxa de infecciosidade.  : taxa de recuperação. S I R   SIR E VARIAÇÕES
  • 8.
    Modelo SIR SIRE VARIAÇÕES
  • 9.
    Espaço de fases– Modelo SIR SIR E VARIAÇÕES
  • 10.
    SIR Vital : taxa de infecciosidade.  : taxa de recuperação.  : taxa de natalidade. S I R     SIR E VARIAÇÕES
  • 11.
    SIR Vital SIRE VARIAÇÕES
  • 12.
    Espaço de fases(dinâmica vital) SIR E VARIAÇÕES
  • 13.
    SIR com EfeitosSazonais S I R  (t)    SIR E VARIAÇÕES  : taxa de infecciosidade em função do tempo.  : taxa de recuperação.  : taxa de natalidade.
  • 14.
    SIR com EfeitosSazonais SIR E VARIAÇÕES
  • 15.
    Epidemias e aGlobalização A globalização é um fator de propagação de epidemias, devido aos deslocamentos populacionais. As epidemias são reportadas rapidamente, o que influencia o risco de difusão além de fronteiras. SIR ACOPLADOS EM REDE
  • 16.
    Rede SIR SIRACOPLADOS EM REDE
  • 17.
    Modelo de RedeSIR P ij : probabilidade do indivíduo do sítio i visitar o sítio j . Num modelo de visitas , os indivíduos voltam imediatamente após o contato com indivíduos de sítios vizinhos. N 1 N 1 N 2 N 3 I R S P 12 P 21 P 13 P 31 P 32 P 23 SIR ACOPLADOS EM REDE
  • 18.
    Estudo de Caso:Duas Populações p 12 p 21 População 1 População 2 SIR ACOPLADOS EM REDE
  • 19.
    Probabilidade de Infecção1 1 Sítio 1 Sítio 2 1 1 2 1 2 1 SIR ACOPLADOS EM REDE Sítio 1 Sítio 2 Sítio 1 Sítio 2 Sítio 1 Sítio 2
  • 20.
    Duas Populações ConectadasSIR ACOPLADOS EM REDE
  • 21.
    Modelo para RedeSIR SIR ACOPLADOS EM REDE
  • 22.
    Simulação da Rede:Duas Populações EXPERIMENTOS
  • 23.
    REDE COM DUASPOPULAÇÕES
  • 24.
    REDE COM DUASPOPULAÇÕES
  • 25.
    REDE COM DUASPOPULAÇÕES Itália?!?
  • 26.
    REDE COM DUASPOPULAÇÕES
  • 27.
    Estudo de Caso:Quatro Populações P 1 P 3 P 4 P 2 EXPERIMENTOS
  • 28.
    Caso 1 Caso 2 (k = 2) (k = 3) P 1 P 3 P 4 P 2 P 3 P 4 P 2 P 1 REDE COM QUATRO POPULAÇÕES
  • 29.
    REDE COM QUATROPOPULAÇÕES
  • 30.
    SIR sem RedeNo modelo SIR básico, se s 0 <β / γ , então dI/dt<0 Vt>0. A vacinação em massa pode tornar s 0 <β / γ e, portanto, evitar a disseminação da infecção. O comportamento previsto pelo SIR com sazonalidade reflete o padrão de determinadas epidemias (ex.:surtos de sarampo oscilam com períodos de ~2anos). CONCLUSÕES
  • 31.
    SIR com RedeOs valores de I 1 e I 2 no auge da infecção nos respectivos sítios depende das constantes ρ ij e da razão entre o tamanho das cidades, porém na população total esta dependência é rapidamente quebrada. Quanto antes ocorre o isolamento, mais tarde é o pico de infecção na cidade 2, o que permitiria um tempo maior para estudo de controle. CONCLUSÕES
  • 32.
    SIR com RedeO número final de removidos, tanto na população total como nas cidades individuais, independe da probabilidade de interação entre as cidades. O tempo do pico total de infecção é menor quando a população em que a infecção se inicia possui um número maior de conexões . CONCLUSÕES
  • 33.
    Agradecimentos Ao Prof.Roberto Kraenkel. Aos monitores Daniel e Fran. Ao IFT – UNESP pelo apoio. Aos colegas do curso. VALEU! FINALMENTE...