Mutualismo Adriano Cherchiglia, André Chalom Mellina Zanon Brêda, Tiago Porto Aranha Métodos Matemáticos em Biologia de Populações IFT – UNESP, Fevereiro de 2008.
Mutualismo Importância Conceitos e definições Introdução Primeiros modelos O básico Mutualismo obrigatório Capacidade de suporte Resposta funcional Problemas Quebra de mutualismo Artigo Resultados Nosso modelo Populações Modelo Acácea-Girafa-Formiga Análise qualitativa Simulações
Introdução Historicamente menos estudado Domínio do Cerrado Grande diversidade biológica 10.000 ssp plantas vasculares Solos: Arenosos, ácidos, pobres em nutrientes ( ~ deserto) Paradoxo? Importância:
Introdução Historicamente menos estudado Domínio do Cerrado Grande diversidade biológica 10.000 ssp plantas vasculares Solos: Arenosos, ácidos, pobres em nutrientes ( ~ deserto) Paradoxo? Não, MUTUALISMO!! Importância:
Introdução Historicamente menos estudado Domínio do Cerrado Grande diversidade biológica 10.000 ssp plantas vasculares Solos: Arenosos, ácidos, pobres em nutrientes ( ~ deserto) Paradoxo? Não, MUTUALISMO!! Grande parte da biomassa do planeta é composta por mutualistas Ex: Micorrizas (fungos e plantas) Polinizadores (insetos e plantas) Flora intestinal (mamíferos e microorganismos) Importância:
Introdução Conceitos e definições: Mutualismo  - Interação entre duas espécies com benefício p/ ambas ou  (+/+)
Introdução Conceitos e definições: Mutualismo  - Interação entre duas espécies com benefício p/ ambas ou  (+/+)
Introdução Conceitos e definições: Mutualismo
Introdução Sem conflito entre as Ssp.: Só coisas boas. Motorista – consegue andar (+) Pedestres – boa ação (+) Conceitos e definições: Mutualismo
Introdução Sem conflito entre as Ssp.: Só coisas boas. Motorista – consegue andar (+) Pedestres – boa ação (+) Com conflito entre as Ssp.: Interesse e exploração mútua. Motorista – consegue andar  (+) , gasta mais gasolina (-) Pedestres – conseguem carona  (+) , gasto de energia (-)  Conceitos e definições: Mutualismo Balanço líquido positivo Condições ecológicas vigentes
Primeiros modelos O básico:
Primeiros modelos O básico:
Obrigatório ou facultativo Crescimento ilimitado! Primeiros modelos O básico:
Primeiros modelos Mutualismo Obrigatório:
Primeiros modelos Mutualismo Obrigatório:
Primeiros modelos Capacidade de suporte:
Primeiros modelos Coexistência estável Dependência dos parâmetros Capacidade de suporte:
f e g crescentes e limitadas Primeiros modelos Resposta funcional:
f e g crescentes e limitadas Depende das funções escolhidas! Primeiros modelos Resposta funcional:
Resposta funcional tipo II
Qual o termo de saturação mais adequado? Escolha arbitrária, mas a influência é grande Primeiros modelos Problemas:
Qual o termo de saturação mais adequado? Escolha arbitrária, mas a influência é grande Capacidade de suporte “conjunta”? Impossibilidade de modelar o mutualismo obrigatório Primeiros modelos Problemas:
Qual o termo de saturação mais adequado? Escolha arbitrária, mas a influência é grande Capacidade de suporte “conjunta”? Impossibilidade de modelar o mutualismo obrigatório Quebra de mutualismo! Não se leva em conta o “custo” do mutualismo Primeiros modelos Problemas:
Quebra de mutualismo KLEE – Kenia Long –term Exclosure Experiment (1995-2005) Artigo:
Quebra de mutualismo Na natureza... KLEE – Kenia Long –term Exclosure Experiment (1995-2005) Artigo: Girafa Acácia Formiga Interação + Interação -
Quebra de mutualismo Com a exclusão dos herbívoros... Redução no número de nectários e recompensa para formigas Aumento na mortalidade  e  diminuição no crescimento de Acácias Resultados: Girafa Acácia Formiga
Girafas se alimentam exclusivamente de Acácias Formigas, na ausência de Acácias, se alimentam de outras plantas A presença de formigas prejudica a alimentação das girafas  Na presença de girafas as formigas e as plantas são mutualistas  Na ausência de girafas as formigas se tornam parasitas das Acácias Nosso Modelo Premissas:
Nosso Modelo Acácias (A) Populações:
Termo logístico Nosso Modelo Acácias (A) Populações:
Termo mutualismo - parasitismo Nosso Modelo Acácias (A) Populações:
Nosso Modelo Acácias (A) Populações:
Termo predação Nosso Modelo Acácias (A) Populações:
Nosso Modelo Girafas(G) Populações:
Termo logístico com morte natural Nosso Modelo Girafas(G) Populações:
Termo de herbivoria Nosso Modelo Girafas(G) Populações:
Termo de interação  Formiga-Girafa Nosso Modelo Girafas(G) Populações:
Nosso Modelo Formigas(F) Populações:
Termo logístico Nosso Modelo Formigas(F) Populações:
Termo de interação Formiga - Acácia Nosso Modelo Formigas(F) Populações:
Nosso Modelo Formigas(F) Populações:
Nosso Modelo Modelo Acácia-Girafa-Formiga:
Pontos Fixos  (A,F,G) Nosso Modelo Análise qualitativa:
Pontos fixos 4 e 5: Nosso Modelo Análise qualitativa:
Pontos fixos 4 e 5: Populações Negativas! Nosso Modelo Análise qualitativa:
Condições de existência Ponto fixo 6:  hKa > kg Nosso Modelo Análise qualitativa:
Condições de existência Ponto fixo 6:  hKa > kg Nosso Modelo Análise qualitativa:
Condições de existência Ponto fixo 6:  hKa > kg Condição não satisfeita! Nosso Modelo Análise qualitativa:
Condições de existência Ponto fixo 6:  hKa > kg Termo de herbivoria Nosso Modelo Análise qualitativa:
Condições de existência Ponto fixo 6:  hKa > kg Nosso Modelo Análise qualitativa:
Condições de existência Ponto fixo 7:  jb<1 Ka> -bKf  Nosso Modelo Análise qualitativa:
Condições de existência Ponto fixo 7:  jb<1 Ka> -bKf  j,b – usualmente menores  que 1 b - Termo mutualismo – parasitismo j  - Termo de interação Formiga - Acácia Nosso Modelo Análise qualitativa:
Condições de existência Ponto fixo 7:  jb<1 Ka> -bKf  Ka>Kf  -  acácias: habitat principal das formigas Nosso Modelo Análise qualitativa:
Condições de existência Ponto fixo 8:  1 + ch> bj +cij  Ka> -bKf  hKa> Kg + ijKa + iKf - bhKf - bjKg Nosso Modelo Análise qualitativa:
Parâmetros: ra - 0.5 Ka - 100.0 c - 0.1 rg - 0.5 Kg - 20.0 h - 0.6 i - 0.3 rf - 0.5 Kf - 100.0 Nosso Modelo b – máx: 0.2 min: -0.08 j - máx: 0.19 min:  0.15 Simulação:
F A Condições Iniciais A = 9 F = 50 G = 0
A F F e  A G Condições Iniciais A = 9 F = 50 G = 5
F e  A G
Agradecimentos Aos professor Roberto Aos monitores Aos colegas de curso

Mutualismo

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    Mutualismo Adriano Cherchiglia,André Chalom Mellina Zanon Brêda, Tiago Porto Aranha Métodos Matemáticos em Biologia de Populações IFT – UNESP, Fevereiro de 2008.
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    Mutualismo Importância Conceitose definições Introdução Primeiros modelos O básico Mutualismo obrigatório Capacidade de suporte Resposta funcional Problemas Quebra de mutualismo Artigo Resultados Nosso modelo Populações Modelo Acácea-Girafa-Formiga Análise qualitativa Simulações
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    Introdução Historicamente menosestudado Domínio do Cerrado Grande diversidade biológica 10.000 ssp plantas vasculares Solos: Arenosos, ácidos, pobres em nutrientes ( ~ deserto) Paradoxo? Importância:
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    Introdução Historicamente menosestudado Domínio do Cerrado Grande diversidade biológica 10.000 ssp plantas vasculares Solos: Arenosos, ácidos, pobres em nutrientes ( ~ deserto) Paradoxo? Não, MUTUALISMO!! Importância:
  • 5.
    Introdução Historicamente menosestudado Domínio do Cerrado Grande diversidade biológica 10.000 ssp plantas vasculares Solos: Arenosos, ácidos, pobres em nutrientes ( ~ deserto) Paradoxo? Não, MUTUALISMO!! Grande parte da biomassa do planeta é composta por mutualistas Ex: Micorrizas (fungos e plantas) Polinizadores (insetos e plantas) Flora intestinal (mamíferos e microorganismos) Importância:
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    Introdução Conceitos edefinições: Mutualismo - Interação entre duas espécies com benefício p/ ambas ou (+/+)
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    Introdução Conceitos edefinições: Mutualismo - Interação entre duas espécies com benefício p/ ambas ou (+/+)
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    Introdução Conceitos edefinições: Mutualismo
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    Introdução Sem conflitoentre as Ssp.: Só coisas boas. Motorista – consegue andar (+) Pedestres – boa ação (+) Conceitos e definições: Mutualismo
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    Introdução Sem conflitoentre as Ssp.: Só coisas boas. Motorista – consegue andar (+) Pedestres – boa ação (+) Com conflito entre as Ssp.: Interesse e exploração mútua. Motorista – consegue andar (+) , gasta mais gasolina (-) Pedestres – conseguem carona (+) , gasto de energia (-) Conceitos e definições: Mutualismo Balanço líquido positivo Condições ecológicas vigentes
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    Obrigatório ou facultativoCrescimento ilimitado! Primeiros modelos O básico:
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    Primeiros modelos Coexistênciaestável Dependência dos parâmetros Capacidade de suporte:
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    f e gcrescentes e limitadas Primeiros modelos Resposta funcional:
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    f e gcrescentes e limitadas Depende das funções escolhidas! Primeiros modelos Resposta funcional:
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    Qual o termode saturação mais adequado? Escolha arbitrária, mas a influência é grande Primeiros modelos Problemas:
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    Qual o termode saturação mais adequado? Escolha arbitrária, mas a influência é grande Capacidade de suporte “conjunta”? Impossibilidade de modelar o mutualismo obrigatório Primeiros modelos Problemas:
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    Qual o termode saturação mais adequado? Escolha arbitrária, mas a influência é grande Capacidade de suporte “conjunta”? Impossibilidade de modelar o mutualismo obrigatório Quebra de mutualismo! Não se leva em conta o “custo” do mutualismo Primeiros modelos Problemas:
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    Quebra de mutualismoKLEE – Kenia Long –term Exclosure Experiment (1995-2005) Artigo:
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    Quebra de mutualismoNa natureza... KLEE – Kenia Long –term Exclosure Experiment (1995-2005) Artigo: Girafa Acácia Formiga Interação + Interação -
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    Quebra de mutualismoCom a exclusão dos herbívoros... Redução no número de nectários e recompensa para formigas Aumento na mortalidade e diminuição no crescimento de Acácias Resultados: Girafa Acácia Formiga
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    Girafas se alimentamexclusivamente de Acácias Formigas, na ausência de Acácias, se alimentam de outras plantas A presença de formigas prejudica a alimentação das girafas Na presença de girafas as formigas e as plantas são mutualistas Na ausência de girafas as formigas se tornam parasitas das Acácias Nosso Modelo Premissas:
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    Nosso Modelo Acácias(A) Populações:
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    Termo logístico NossoModelo Acácias (A) Populações:
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    Termo mutualismo -parasitismo Nosso Modelo Acácias (A) Populações:
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    Nosso Modelo Acácias(A) Populações:
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    Termo predação NossoModelo Acácias (A) Populações:
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    Termo logístico commorte natural Nosso Modelo Girafas(G) Populações:
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    Termo de herbivoriaNosso Modelo Girafas(G) Populações:
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    Termo de interação Formiga-Girafa Nosso Modelo Girafas(G) Populações:
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    Termo logístico NossoModelo Formigas(F) Populações:
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    Termo de interaçãoFormiga - Acácia Nosso Modelo Formigas(F) Populações:
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    Nosso Modelo ModeloAcácia-Girafa-Formiga:
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    Pontos Fixos (A,F,G) Nosso Modelo Análise qualitativa:
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    Pontos fixos 4e 5: Nosso Modelo Análise qualitativa:
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    Pontos fixos 4e 5: Populações Negativas! Nosso Modelo Análise qualitativa:
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    Condições de existênciaPonto fixo 6: hKa > kg Nosso Modelo Análise qualitativa:
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    Condições de existênciaPonto fixo 6: hKa > kg Nosso Modelo Análise qualitativa:
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    Condições de existênciaPonto fixo 6: hKa > kg Condição não satisfeita! Nosso Modelo Análise qualitativa:
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    Condições de existênciaPonto fixo 6: hKa > kg Termo de herbivoria Nosso Modelo Análise qualitativa:
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    Condições de existênciaPonto fixo 6: hKa > kg Nosso Modelo Análise qualitativa:
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    Condições de existênciaPonto fixo 7: jb<1 Ka> -bKf Nosso Modelo Análise qualitativa:
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    Condições de existênciaPonto fixo 7: jb<1 Ka> -bKf j,b – usualmente menores que 1 b - Termo mutualismo – parasitismo j - Termo de interação Formiga - Acácia Nosso Modelo Análise qualitativa:
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    Condições de existênciaPonto fixo 7: jb<1 Ka> -bKf Ka>Kf - acácias: habitat principal das formigas Nosso Modelo Análise qualitativa:
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    Condições de existênciaPonto fixo 8: 1 + ch> bj +cij Ka> -bKf hKa> Kg + ijKa + iKf - bhKf - bjKg Nosso Modelo Análise qualitativa:
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    Parâmetros: ra -0.5 Ka - 100.0 c - 0.1 rg - 0.5 Kg - 20.0 h - 0.6 i - 0.3 rf - 0.5 Kf - 100.0 Nosso Modelo b – máx: 0.2 min: -0.08 j - máx: 0.19 min: 0.15 Simulação:
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    F A CondiçõesIniciais A = 9 F = 50 G = 0
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    A F Fe A G Condições Iniciais A = 9 F = 50 G = 5
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    F e A G
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    Agradecimentos Aos professorRoberto Aos monitores Aos colegas de curso