DIAGNÓSTICO E   TRATAMENTO DA INCONTINÊNCIA URINÁRIA
“ Os mesmos acontecimentos, ou situações exteriores afetam de modo diverso cada pessoa e, em igual ambiente cada um vive num mundo diferente. “(Arthur Schopenhauer)“Conclui-se que a Incontinência Urinária pode gerar sofrimento e que as mulheres incontinentes enfrentam dificuldades para lidar com esse problema.”Chirlei A FerreiraRev Latino-am Enfermagem 2008 julho-agosto; 16(4):779-86www.eerp.usp.br/rlae
INTRODUÇÃOINCONTINÊNCIA URINÁRIAChirlei A Ferreira
INCONTINÊNCIA URINÁRIABREVE HISTÓRICOOs primeiros relatos vêm do Egito através dos Papiros (Papyrus Smith e PapyrusEbers) que descreviam casos de incontinência devido a trauma em  vértebras.Os Egipcios foram os primeiros a identificar diferentes formas de incontinência nas mulheres e criarem os pressários utilizados até hoje.Os gregos dominados pelos conhecimentos de Hipócrates (460-377 a.C) escreveram extensamente sobre as doenças do trato urinário:ClaudiusGalem (129-201)  foi um dos primeiros a compreender as contrações musculares e a diferença clínica da paralisia vesical após o trauma espinhal, assim como a obstrução vesical  devido a presença de pedras.WilhelmFabriciusHildanes (1560-1634) criou o modelo de deambulação utilizando bexiga de porço aderido ao corpo,Paré ou Fabricius sugeriram o clampeamento peniano que deu origem ao clamp utilizado até hoje.Chirlei A Ferreira
CONCEITOINCONTINÊNCIA URINÁRIAé a queixa de qualquer perda  involuntária de urina. Deve estar associada a especificações para melhor defini-la: tipo, freqüência, gravidade, impacto social na higiene e qualidade de vida. Sua intensidade é medida através do número de proteção, mudança de roupa íntima ou roupas exteriores. Chirlei A Ferreira
CLASSIFICAÇÃOIncontinência urinária de :  é a perda de urina que ocorre quando a pessoa tosse, espirra, ri, sobe escada, corre etc. Geralmente estes casos são de causa anatômica.Incontinência por urgência: as pessoas que tem este tipo de sintoma relatam que quando tem vontade de urinar não têm tempo de chegar ao banheiro. Isto também ocorre quando ouvem barulho de água. Chirlei A Ferreira
CLASSIFICAÇÃOIncontinência urinária por bexiga hiper reflexa:  quadro é semelhante ao da urgência, mas tem como característica a presença de doenças neurológicas (AVC, Parkinson).Incontinência paradoxal :é a perda de urina que ocorre em pessoas com retenção urinária (obstrução uretral, hipocontratilidade da bexiga).Chirlei A Ferreira
PREVALÊNCIADe acordo com estimativas atuais , cerca de 5% da população brasileira sofre de perda de urina. A prevalência é maior nas mulheres devido a fatores anatômicos e varia de 12% aos 50 anos até 25% aos 80 anos.Chirlei A Ferreira
REVISÃO ANATÔMICAINCONTINÊNCIA URINÁRIAChirlei A FerreiraUNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO
ESTRUTURAS ÓSSEAS E LIGAMENTOSChirlei A Ferreira
SISTEMA DE SUSTENTAÇÃO DA PELVEChirlei A FerreiraA   PELVE  ÓSSEA  É   REVESTIDA   EXTERIORMENTE   PELAS  PARTES  MOLES  E  A  SUPERFÍCIE  INTERNA  OU  ESCAVAÇÃO  PÉLVICA  POR MÚSCULOS  E  APONEUROSES MÚSCULOSPARIETAISM. PIRIFORMEM. OBTURADORDIAFRAGMA PÉLVICODIAFRAGMA UROGENITALMÚSCULOS DOASSOALHO PÉLVICOAS  FIBRAS   MUSCULARES  DE  UM  LADO  DO  DIAFRAGMA PÉLVICO NÃO SE JUNTAM COM O LADO OPOSTO FORMANDO UM PONTO FRÁGIL  CHAMADO “RETINÁCULO UTERIS” QUE FAVORECE  OS  PROLAPSOS GENITAIS
SISTEMA DE SUSTENTAÇÃO – ASSOALHO PÉLVICOChirlei A FerreiraDIAFRAGMA PÉLVICOM. ELEVADOR         M. COCCÍGEO DOÂNUSM. PUBORRETALM. PUBOCOCCÍGEOM. ILIOCOCCÍGEO
SISTEMA DE SUSTENTAÇÃO – DIAFRAGMA URO-GENITALChirlei A FerreiraTRÍGONO UROGENITAL : M. ÍSQUEOCAVERNOSO
M. BULBOESPONJOSO
M. TRANSVERSO SUPERF.DO PERÍNEOM. TRANSVERSO PROFUNDO DO PERÍNEO
M. ESFÍNCTER  DA URETRASISTEMA DE SUSTENTAÇÃO – DIAFRAGMA URO-GENITALChirlei A FerreiraTRÍGONO   ANAL :M. TRANSVERSO  SUPER-           FICIAL E  PROFUNDO  DOPERÍNEO M. GLÚTEO MÁXIMOINERVAÇÃO PÉLVICAChirlei A FerreiraPLEXO HIPOGÁSTRICOSIMPÁTICOPARASSIMPÁTICOPARASSIMPÁTICO SACRAISFIBRAS SIMPÁTICAS DO PLEXO SOLARGÂNGLIOS SIMPÁTICO SACRAIS
FISIOLOGIA DA MICÇÃOINCONTINÊNCIA URINÁRIAChirlei A Ferreira
NEUROFISIOLOGIA DA MICÇÃO Chirlei A FerreiraINIBIÇÃO DO DETRUSORCONSCIENTEINCONSCIENTEGÂNGLIOS BASAISCÓRTEX CEREBRALMAIS DE 50% DA CAPACIDADE VESICALINICIO DO ENCHIMENTOMEDULA S2 e S4NERVOS PÉLVICOSFIBRAS AFERENTES PROPRIOCEPTIVAS NOS RECEPTORES VESICAIS
NEUROFISIOLOGIA DA MICÇÃO Chirlei A FerreiraLocal e Hora Adequados Relaxamento do assoalho pélvico e rabdoesfíncterSupressão dos efeitos inibitórios de córtexDescarga parassimpáticaNervos pélvicosContração detrusora (60cmH2O)Abertura do colo vesical e encurtamento da uretraMicção
NEUROFISIOLOGIA DA MICÇÃO Chirlei A FerreiraMicçãoDiminuição do fluxo urinárioDiminuição da pressão vesicalContração do assoalho pélvico e rabdoesfíncterInibição  inconsciente nos gânglios basais Inicio da Fase de Armazenamento
FISIOLOGIA DA MICÇÃOENCHIMENTORELAXAMENTOChirlei A Ferreira
DIAGNÓSTICOINCONTINÊNCIA URINÁRIAChirlei A Ferreira
DIAGNÓSTICOQUEIXAS FREQUENTES(FORMAS DE EXPRESSÃO)StressPerda pelo esforço(tosse, riso, espirro...);TransbordamentoNão esvazia completamente a bexigaDorme a noite toda, mas, ao levantar-se perde urina. Sente urgência para urinar, mas às vezes não pode; Não esvazia completamente a bexiga após a micção; Acordar a noite para urinar. Chirlei A Ferreira
FATORES PREDISPONENTESFATORESParto vaginal: mais freqüente em multíparas;Alterações anatômicas:  relacionada a prolapsos comprometendo estruturas esfincterianas e nervos;Idade;Deficiência Estrogênica;Cirurgias Prévias para a correção de prolapso genital podem levar a incontinência;TabagismoObesidadeChirlei A Ferreira
FATORES PREDISPONENTESChirlei A Ferreira
FATORES PREDISPONENTESChirlei A Ferreira
ANAMNESEQueixa e duração dos sintomas;Tipos de sintomas;Tempo de aparecimento dos sintomas;Situações que ocorre a perda;Fator desencadeante;Hábitos de vida(cigarro, álcool, alimentação, obesidade);Medicações;Hábitos intestinais: número de evacuações por semana/ período de tempo para evacuar;Fatores que melhoram e que pioram os sintomas;Relacionamento com cirurgia ou parto normal.Chirlei A Ferreira
EXAME FÍSICOINSPECÇÃO ABDOMINALEstado da pele,cicatrizes/aderências,estrias, zonas dolorosas,hérnias.ASSOALHO PÉLVICOPresença de irritação local;Presença de corrimentos;Presença de escoriações;Presença de micoses;Presença de cicatrizes;Presença de epsiotomias;Presença de varicosidades;Mucosa hiperêmica.Chirlei A Ferreira
EXAME FÍSICOForça Muscular (Abdominal e assoalho pélvico)Diástase dos retos abdominaisNúcleo fibroso central do períneoChirlei A Ferreira
EXAME FÍSICOTônus da musculatura perineal:através da palpação das  paredes vaginais, capacidade de realizar contração voluntária (introduzindo-se os dedos indicadores e dedos médios  devidamente calçados de luva, dentro do canal vaginal);Tônus da musculatura glúteaabdominal e adutora:· alterações de sensibilidade· em pacientes idosos ou debilitados solicita-se a deambulação e as possíveis alterações posturais como desequilíbrios, instabilidades motoras.Chirlei A Ferreira
EXAME FÍSICOPRESENÇA DE PROLAPSOSA avaliação sistemática por prolapsos dos órgãos pélvicos é altamente recomendado, Mulheres que apresentam prolapsos de órgãos pélvicos devem ter seus prolapsos tratados apropriadamente, Chirlei A Ferreira
EXAMES COMPLEMENTARESSedimento urinário e urocultura;Teste da elevação do colo vesical ou teste de Bonney:Bexiga vazia, posição de litotomia, introduz uma sonda de Foley n°12 na luz uretral, infla-se o balão e com um leve movimento traciona-se a sonda em direção a sínfise púbica, com o objetivo de avaliar a mobilidade do colo vesical, introduz soro fisiológico e posteriormente avalia a perda urinária sem e com manobra de elevação uretral;Teste contestado, considerado somente como avaliação cistométricaChirlei A Ferreira
EXAMES COMPLEMENTARESTeste do Cotonete ou “Q tiptest” Consiste na avaliação do desvio rotacional do colo vesical, para trás e para baixo da sínfise pública, aferido em graus, mediante esforço físico.Estudiosos como Stanton diz que esse teste por ter um falso positivo de até 50%, tem a vantagem da inocuidade e praticidade, uma vez realizado de forma correta.Chirlei A Ferreira
URODINÂMICAINDICAÇÕES:O estudo urodinâmico está indicado nos pacientes que apresentam incontinência urinária, obstrução infravesical e disfunção vesical de origem neurogênica primária ou adquirida, sendo utilizado como exame diagnóstico e de seguimento.Chirlei A Ferreira
ESTUDOS MICCIONAIS  DE FLUXO E PRESSÃOEstudos de fluxo-pressão são essenciais para uma classificação funcional completa das desordens do Trato Urinário Inferior.DEFINIÇÃO DOS PARÂMETROS:		1. Tempo de abertura: tempo entre a elevação da pressão do detrusor e o início do fluxo. Tempos prolongados ocorrem em obstruções das vias de esvaziamento do trato urinário inferior.		2. Pressões pré-miccionais: pressão imediatamente anterior ao início da contração da micção		3. Pressões de abertura: pressão registrada no início da micção.		4. Pressões de fluxo máximo: é a pressão que ocorre durante o fluxo máximo.		5. Pressão vesical máxima: pressão máxima de micção independentemente do fluxo.		6. Pressão de contração no fluxo máximo: Pves no fluxo máximo – Pvespré-miccional.Chirlei A Ferreira
ULTRASSOM NA MOBILIDADE DA JUNÇÃO URETRO-VESICALO exame ultrassonográfico da Junção Uretro - Vesical e da Uretra Proximal tem sido usado cada vez mais na avaliação pré-operatória de pacientes com Incontinência Urinária de Esforço e no pós-operatório, para estabelecer parâmetros topográficos de posicionamento da junção e da uretra proximal.Chirlei A Ferreira
TRATAMENTO DA INCONTINÊNICA URINÁRIAChirlei A Ferreira
ABORDAGEM  INICIALINTERVENÇÕES NO ESTILO DE VIDATreinamento do assoalho pélvico para mulheres com incontinência  por estresse, urgência ou mista,Redução do peso, do fumo, modificação da dieta e ingestão  de líquidos (evitar cafeína)DEFICIÊNCIA ESTROGÊNICAReposição local ou sistêmicaTRATAMENTO DE INFECÇÕESUso de medicação adequadaINCONTINÊNCIA URINÁRIA POR INSTABILIDADE DO DETRUSORCasos de instabilidade do detrusor a introdução de antimuscarínicos.Chirlei A FerreiraInicialmente mantida por 8-12 semanas antes de referência a tratamentos mais agressivos
TRATAMENTO CONSERVADORREFORÇO DA ASSOALO PÉLVICO ATRAVÉS DA FISIOTERAPIAUso de cones vaginais, Eletro estimulação da musculatura pélvicaChirlei A Ferreira
TRATAMENTO CONSERVADORPACIENTES COM PROLAPSOS SEM CONDIÇÕES CIRÚRGICASUSO DE PRESSÁRIOSChirlei A Ferreira
TRATAMENTO ESPECIALIZADOINCONTINÊNCIA  URINÁRIA GENUÍNARecomendado nas pacientes que apresentam  algum grau de mobilidade da junção uretra-vesicalInclui diversas formas de tratamento cirúrgico e não cirúrgicoProcedimentos de suspensão retro-pubica, Operação de Sling cuja finalidade é elevar essa junçãoPacientes com DEFICIÊNCIA ESFINCTERIANA e limitada mobilidade junção uretro-vesical, os procedimentos de escolha são: Sling, injeções de agentes artificial para realizar a compressão da região do esfincter.URGÊNCIA URINÁRIA POR HIPERATIVIDADE DO DETRUSORPode ser tratada por neuromodulação ou  acréscimo vesicalA toxina botulínica esta se mostrando como um bom tratamento sintomático dos casos de hiperatividade do  detrusor não responsiva a outras terapias.Chirlei A Ferreira
TRATAMENTO ESPECIALIZADOTRATAMENTO DOS PROLAPSOSConservador,Reconstrução cirúrgicaChirlei A Ferreira
Chirlei A Ferreira
Chirlei A Ferreira
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASChirlei A Ferreira
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASSCHULTHEISS D, A BriefHistoryofUrinaryIncontinenceand its Treatment, in EvaluationandTreatmentofUrinaryIncontinence, PelvicOrganProlapseandFaecalIncontinence, 2005, 21-34GOODE AEP, MILLS I , SHULL B,  YOUSHIBA M,  ZUBIETA R.  InitialAssessmentofIncontinence, inEvaluationandTreatmentofUrinaryIncontinence, PelvicOrganProlapseandFaecalIncontinence, 2005, cap.9, 485-517.HIGA R, LOPES MHBM, TURATO EG.  PsiychoculturalMeaningsofUrinaryincontince in women: a rewiew. Rev. Latino-am Enfermagem, 2008 julho-agosto; 16(4):779-86BRANDT FT, et.  Al. Ultrassonografia uretrovesical como método eficaz de avaliação dos parâmetros prognósticos de tratamento cirúrgico da incontinência de esforço. In RadiolBras, 2009 mai/Jun; 42 (3): 165-169ABRAMS P et al. 3rd InternationalConsultationonIncontinenceRecommendationsoftheInternationalScientificCommittee: EvaluationandTreatmentofUrinaryIncontinence, PelvicOrganProlapseandFaecalIncontinence, 2005.Chirlei A Ferreira

DiagnóStico E Tratamento Da IncontinêNcia UrináRia Chirlei

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    DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DA INCONTINÊNCIA URINÁRIA
  • 2.
    “ Os mesmosacontecimentos, ou situações exteriores afetam de modo diverso cada pessoa e, em igual ambiente cada um vive num mundo diferente. “(Arthur Schopenhauer)“Conclui-se que a Incontinência Urinária pode gerar sofrimento e que as mulheres incontinentes enfrentam dificuldades para lidar com esse problema.”Chirlei A FerreiraRev Latino-am Enfermagem 2008 julho-agosto; 16(4):779-86www.eerp.usp.br/rlae
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  • 4.
    INCONTINÊNCIA URINÁRIABREVE HISTÓRICOOsprimeiros relatos vêm do Egito através dos Papiros (Papyrus Smith e PapyrusEbers) que descreviam casos de incontinência devido a trauma em vértebras.Os Egipcios foram os primeiros a identificar diferentes formas de incontinência nas mulheres e criarem os pressários utilizados até hoje.Os gregos dominados pelos conhecimentos de Hipócrates (460-377 a.C) escreveram extensamente sobre as doenças do trato urinário:ClaudiusGalem (129-201) foi um dos primeiros a compreender as contrações musculares e a diferença clínica da paralisia vesical após o trauma espinhal, assim como a obstrução vesical devido a presença de pedras.WilhelmFabriciusHildanes (1560-1634) criou o modelo de deambulação utilizando bexiga de porço aderido ao corpo,Paré ou Fabricius sugeriram o clampeamento peniano que deu origem ao clamp utilizado até hoje.Chirlei A Ferreira
  • 5.
    CONCEITOINCONTINÊNCIA URINÁRIAé aqueixa de qualquer perda involuntária de urina. Deve estar associada a especificações para melhor defini-la: tipo, freqüência, gravidade, impacto social na higiene e qualidade de vida. Sua intensidade é medida através do número de proteção, mudança de roupa íntima ou roupas exteriores. Chirlei A Ferreira
  • 6.
    CLASSIFICAÇÃOIncontinência urinária de: é a perda de urina que ocorre quando a pessoa tosse, espirra, ri, sobe escada, corre etc. Geralmente estes casos são de causa anatômica.Incontinência por urgência: as pessoas que tem este tipo de sintoma relatam que quando tem vontade de urinar não têm tempo de chegar ao banheiro. Isto também ocorre quando ouvem barulho de água. Chirlei A Ferreira
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    CLASSIFICAÇÃOIncontinência urinária porbexiga hiper reflexa: quadro é semelhante ao da urgência, mas tem como característica a presença de doenças neurológicas (AVC, Parkinson).Incontinência paradoxal :é a perda de urina que ocorre em pessoas com retenção urinária (obstrução uretral, hipocontratilidade da bexiga).Chirlei A Ferreira
  • 8.
    PREVALÊNCIADe acordo comestimativas atuais , cerca de 5% da população brasileira sofre de perda de urina. A prevalência é maior nas mulheres devido a fatores anatômicos e varia de 12% aos 50 anos até 25% aos 80 anos.Chirlei A Ferreira
  • 9.
    REVISÃO ANATÔMICAINCONTINÊNCIA URINÁRIAChirleiA FerreiraUNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO
  • 10.
    ESTRUTURAS ÓSSEAS ELIGAMENTOSChirlei A Ferreira
  • 11.
    SISTEMA DE SUSTENTAÇÃODA PELVEChirlei A FerreiraA PELVE ÓSSEA É REVESTIDA EXTERIORMENTE PELAS PARTES MOLES E A SUPERFÍCIE INTERNA OU ESCAVAÇÃO PÉLVICA POR MÚSCULOS E APONEUROSES MÚSCULOSPARIETAISM. PIRIFORMEM. OBTURADORDIAFRAGMA PÉLVICODIAFRAGMA UROGENITALMÚSCULOS DOASSOALHO PÉLVICOAS FIBRAS MUSCULARES DE UM LADO DO DIAFRAGMA PÉLVICO NÃO SE JUNTAM COM O LADO OPOSTO FORMANDO UM PONTO FRÁGIL CHAMADO “RETINÁCULO UTERIS” QUE FAVORECE OS PROLAPSOS GENITAIS
  • 12.
    SISTEMA DE SUSTENTAÇÃO– ASSOALHO PÉLVICOChirlei A FerreiraDIAFRAGMA PÉLVICOM. ELEVADOR M. COCCÍGEO DOÂNUSM. PUBORRETALM. PUBOCOCCÍGEOM. ILIOCOCCÍGEO
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    SISTEMA DE SUSTENTAÇÃO– DIAFRAGMA URO-GENITALChirlei A FerreiraTRÍGONO UROGENITAL : M. ÍSQUEOCAVERNOSO
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    M. TRANSVERSO SUPERF.DOPERÍNEOM. TRANSVERSO PROFUNDO DO PERÍNEO
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    M. ESFÍNCTER DA URETRASISTEMA DE SUSTENTAÇÃO – DIAFRAGMA URO-GENITALChirlei A FerreiraTRÍGONO ANAL :M. TRANSVERSO SUPER- FICIAL E PROFUNDO DOPERÍNEO M. GLÚTEO MÁXIMOINERVAÇÃO PÉLVICAChirlei A FerreiraPLEXO HIPOGÁSTRICOSIMPÁTICOPARASSIMPÁTICOPARASSIMPÁTICO SACRAISFIBRAS SIMPÁTICAS DO PLEXO SOLARGÂNGLIOS SIMPÁTICO SACRAIS
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    FISIOLOGIA DA MICÇÃOINCONTINÊNCIAURINÁRIAChirlei A Ferreira
  • 18.
    NEUROFISIOLOGIA DA MICÇÃOChirlei A FerreiraINIBIÇÃO DO DETRUSORCONSCIENTEINCONSCIENTEGÂNGLIOS BASAISCÓRTEX CEREBRALMAIS DE 50% DA CAPACIDADE VESICALINICIO DO ENCHIMENTOMEDULA S2 e S4NERVOS PÉLVICOSFIBRAS AFERENTES PROPRIOCEPTIVAS NOS RECEPTORES VESICAIS
  • 19.
    NEUROFISIOLOGIA DA MICÇÃOChirlei A FerreiraLocal e Hora Adequados Relaxamento do assoalho pélvico e rabdoesfíncterSupressão dos efeitos inibitórios de córtexDescarga parassimpáticaNervos pélvicosContração detrusora (60cmH2O)Abertura do colo vesical e encurtamento da uretraMicção
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    NEUROFISIOLOGIA DA MICÇÃOChirlei A FerreiraMicçãoDiminuição do fluxo urinárioDiminuição da pressão vesicalContração do assoalho pélvico e rabdoesfíncterInibição inconsciente nos gânglios basais Inicio da Fase de Armazenamento
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  • 23.
    DIAGNÓSTICOQUEIXAS FREQUENTES(FORMAS DEEXPRESSÃO)StressPerda pelo esforço(tosse, riso, espirro...);TransbordamentoNão esvazia completamente a bexigaDorme a noite toda, mas, ao levantar-se perde urina. Sente urgência para urinar, mas às vezes não pode; Não esvazia completamente a bexiga após a micção; Acordar a noite para urinar. Chirlei A Ferreira
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    FATORES PREDISPONENTESFATORESParto vaginal:mais freqüente em multíparas;Alterações anatômicas: relacionada a prolapsos comprometendo estruturas esfincterianas e nervos;Idade;Deficiência Estrogênica;Cirurgias Prévias para a correção de prolapso genital podem levar a incontinência;TabagismoObesidadeChirlei A Ferreira
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    ANAMNESEQueixa e duraçãodos sintomas;Tipos de sintomas;Tempo de aparecimento dos sintomas;Situações que ocorre a perda;Fator desencadeante;Hábitos de vida(cigarro, álcool, alimentação, obesidade);Medicações;Hábitos intestinais: número de evacuações por semana/ período de tempo para evacuar;Fatores que melhoram e que pioram os sintomas;Relacionamento com cirurgia ou parto normal.Chirlei A Ferreira
  • 28.
    EXAME FÍSICOINSPECÇÃO ABDOMINALEstadoda pele,cicatrizes/aderências,estrias, zonas dolorosas,hérnias.ASSOALHO PÉLVICOPresença de irritação local;Presença de corrimentos;Presença de escoriações;Presença de micoses;Presença de cicatrizes;Presença de epsiotomias;Presença de varicosidades;Mucosa hiperêmica.Chirlei A Ferreira
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    EXAME FÍSICOForça Muscular(Abdominal e assoalho pélvico)Diástase dos retos abdominaisNúcleo fibroso central do períneoChirlei A Ferreira
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    EXAME FÍSICOTônus damusculatura perineal:através da palpação das paredes vaginais, capacidade de realizar contração voluntária (introduzindo-se os dedos indicadores e dedos médios devidamente calçados de luva, dentro do canal vaginal);Tônus da musculatura glúteaabdominal e adutora:· alterações de sensibilidade· em pacientes idosos ou debilitados solicita-se a deambulação e as possíveis alterações posturais como desequilíbrios, instabilidades motoras.Chirlei A Ferreira
  • 31.
    EXAME FÍSICOPRESENÇA DEPROLAPSOSA avaliação sistemática por prolapsos dos órgãos pélvicos é altamente recomendado, Mulheres que apresentam prolapsos de órgãos pélvicos devem ter seus prolapsos tratados apropriadamente, Chirlei A Ferreira
  • 32.
    EXAMES COMPLEMENTARESSedimento urinárioe urocultura;Teste da elevação do colo vesical ou teste de Bonney:Bexiga vazia, posição de litotomia, introduz uma sonda de Foley n°12 na luz uretral, infla-se o balão e com um leve movimento traciona-se a sonda em direção a sínfise púbica, com o objetivo de avaliar a mobilidade do colo vesical, introduz soro fisiológico e posteriormente avalia a perda urinária sem e com manobra de elevação uretral;Teste contestado, considerado somente como avaliação cistométricaChirlei A Ferreira
  • 33.
    EXAMES COMPLEMENTARESTeste doCotonete ou “Q tiptest” Consiste na avaliação do desvio rotacional do colo vesical, para trás e para baixo da sínfise pública, aferido em graus, mediante esforço físico.Estudiosos como Stanton diz que esse teste por ter um falso positivo de até 50%, tem a vantagem da inocuidade e praticidade, uma vez realizado de forma correta.Chirlei A Ferreira
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    URODINÂMICAINDICAÇÕES:O estudo urodinâmicoestá indicado nos pacientes que apresentam incontinência urinária, obstrução infravesical e disfunção vesical de origem neurogênica primária ou adquirida, sendo utilizado como exame diagnóstico e de seguimento.Chirlei A Ferreira
  • 35.
    ESTUDOS MICCIONAIS DE FLUXO E PRESSÃOEstudos de fluxo-pressão são essenciais para uma classificação funcional completa das desordens do Trato Urinário Inferior.DEFINIÇÃO DOS PARÂMETROS: 1. Tempo de abertura: tempo entre a elevação da pressão do detrusor e o início do fluxo. Tempos prolongados ocorrem em obstruções das vias de esvaziamento do trato urinário inferior. 2. Pressões pré-miccionais: pressão imediatamente anterior ao início da contração da micção 3. Pressões de abertura: pressão registrada no início da micção. 4. Pressões de fluxo máximo: é a pressão que ocorre durante o fluxo máximo. 5. Pressão vesical máxima: pressão máxima de micção independentemente do fluxo. 6. Pressão de contração no fluxo máximo: Pves no fluxo máximo – Pvespré-miccional.Chirlei A Ferreira
  • 36.
    ULTRASSOM NA MOBILIDADEDA JUNÇÃO URETRO-VESICALO exame ultrassonográfico da Junção Uretro - Vesical e da Uretra Proximal tem sido usado cada vez mais na avaliação pré-operatória de pacientes com Incontinência Urinária de Esforço e no pós-operatório, para estabelecer parâmetros topográficos de posicionamento da junção e da uretra proximal.Chirlei A Ferreira
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    TRATAMENTO DA INCONTINÊNICAURINÁRIAChirlei A Ferreira
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    ABORDAGEM INICIALINTERVENÇÕESNO ESTILO DE VIDATreinamento do assoalho pélvico para mulheres com incontinência por estresse, urgência ou mista,Redução do peso, do fumo, modificação da dieta e ingestão de líquidos (evitar cafeína)DEFICIÊNCIA ESTROGÊNICAReposição local ou sistêmicaTRATAMENTO DE INFECÇÕESUso de medicação adequadaINCONTINÊNCIA URINÁRIA POR INSTABILIDADE DO DETRUSORCasos de instabilidade do detrusor a introdução de antimuscarínicos.Chirlei A FerreiraInicialmente mantida por 8-12 semanas antes de referência a tratamentos mais agressivos
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    TRATAMENTO CONSERVADORREFORÇO DAASSOALO PÉLVICO ATRAVÉS DA FISIOTERAPIAUso de cones vaginais, Eletro estimulação da musculatura pélvicaChirlei A Ferreira
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    TRATAMENTO CONSERVADORPACIENTES COMPROLAPSOS SEM CONDIÇÕES CIRÚRGICASUSO DE PRESSÁRIOSChirlei A Ferreira
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    TRATAMENTO ESPECIALIZADOINCONTINÊNCIA URINÁRIA GENUÍNARecomendado nas pacientes que apresentam algum grau de mobilidade da junção uretra-vesicalInclui diversas formas de tratamento cirúrgico e não cirúrgicoProcedimentos de suspensão retro-pubica, Operação de Sling cuja finalidade é elevar essa junçãoPacientes com DEFICIÊNCIA ESFINCTERIANA e limitada mobilidade junção uretro-vesical, os procedimentos de escolha são: Sling, injeções de agentes artificial para realizar a compressão da região do esfincter.URGÊNCIA URINÁRIA POR HIPERATIVIDADE DO DETRUSORPode ser tratada por neuromodulação ou acréscimo vesicalA toxina botulínica esta se mostrando como um bom tratamento sintomático dos casos de hiperatividade do detrusor não responsiva a outras terapias.Chirlei A Ferreira
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    TRATAMENTO ESPECIALIZADOTRATAMENTO DOSPROLAPSOSConservador,Reconstrução cirúrgicaChirlei A Ferreira
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    REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASSCHULTHEISS D,A BriefHistoryofUrinaryIncontinenceand its Treatment, in EvaluationandTreatmentofUrinaryIncontinence, PelvicOrganProlapseandFaecalIncontinence, 2005, 21-34GOODE AEP, MILLS I , SHULL B, YOUSHIBA M, ZUBIETA R. InitialAssessmentofIncontinence, inEvaluationandTreatmentofUrinaryIncontinence, PelvicOrganProlapseandFaecalIncontinence, 2005, cap.9, 485-517.HIGA R, LOPES MHBM, TURATO EG. PsiychoculturalMeaningsofUrinaryincontince in women: a rewiew. Rev. Latino-am Enfermagem, 2008 julho-agosto; 16(4):779-86BRANDT FT, et. Al. Ultrassonografia uretrovesical como método eficaz de avaliação dos parâmetros prognósticos de tratamento cirúrgico da incontinência de esforço. In RadiolBras, 2009 mai/Jun; 42 (3): 165-169ABRAMS P et al. 3rd InternationalConsultationonIncontinenceRecommendationsoftheInternationalScientificCommittee: EvaluationandTreatmentofUrinaryIncontinence, PelvicOrganProlapseandFaecalIncontinence, 2005.Chirlei A Ferreira
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