SlideShare uma empresa Scribd logo
1
Cultura em Portugal
História A
Professora: Rosária Peixe
2
Índice
Introdução-------------------------------------------------------------------------------------------3
Os princípios defendidos pela geração de 70-------------------------------------------------4/5
Questão Coimbrã---------------------------------------------------------------------------------6/7
Objetivos das conferências do Casino-----------------------------------------------------8/9/10
Realismo/Naturalismo em Portugal-----------------------------------------------------11/12/13
Conclusão------------------------------------------------------------------------------------------14
Webgrafia------------------------------------------------------------------------------------------15
3
Introdução
A "Geração de 70" foi um movimento académico de Coimbra que veio
revolucionar várias dimensões da cultura portuguesa, da política à Literatura, onde a
renovação se manifestou com a introdução do realismo.~
Na segunda metade do século XIX, após a crise da implantação do liberalismo
em Portugal, o romantismo, com a morte de Garrett e com a retirada de Herculano,
esgotara as suas potencialidades.
Contra Castilho o ultra-romantismo revolta-se a geração intelectual que se
formava em Coimbra, por alturas de 1865. Assim, a primeira manifestação importante
dessa rebeldia foi a questão do bom senso e bom gosto (Questão coimbrã).
As Conferências do Casino foram mais uma forma de manifesto de geração,
sobre a sociedade portuguesa e uma forma de debater os grandes temas de época.
A Geração de 70 vai criando um novo romantismo, demasiadamente limitado
aos problemas e obsessões nacionais que levam à crença nos princípios de justiça e
igualdade; materialismo optimista graças ao progresso técnico, que explica o atraso do
passado pela passividade do Homem e a sua crença nas forças sobrenaturais),
provocando uma verdadeira revolução cultural. A questão Coimbrã, embora não tivesse
sido ainda o confronto entre Romantismo e realismo, cria as condições para a
instauração do Realismo em Portugal.
O Naturalismo difere do Realismo, mas não é independente dele. Ambos crêem
que a arte é a representação mimética e objectiva da realidade exterior.
O Naturalismo acabou por se tornar uma doutrina (instituiu que o indivíduo era
primária e fundamentalmente modelado pela hereditariedade, meio e educação - pela
"natureza").
4
Os princípios defendidos pela geração de 70
A "Geração de 70" foi um movimento académico de Coimbra que veio
revolucionar várias dimensões da cultura portuguesa, da política à Literatura, onde a
renovação se manifestou com a introdução do realismo.
Num ambiente
boémio na cidade
universitária de
Coimbra, Antero de
Quental, Eça, Oliveira
Martins, entre outros
jovens intelectuais,
reuniam-se para trocar
ideias, livros e formas para renovação da vida política e cultural portuguesa, que estava
a viver uma autêntica revolução com os novos meios de transportes ferroviários, que
traziam todos os dias novidades do centro da Europa, influenciando esta geração para as
novas ideologias. Foi o início da "Geração de 70".
Em Coimbra, esta geração gerou uma polémica em torno do confronto literário
com os ultra românticos do "Bom senso e Bom gosto" ou mais conhecido por a questão
coimbrã. Mais tarde, já em Lisboa, os agora licenciados reuniam-se no Casino
Lisbonense, para discutir os temas de cada reunião, que acabara por ser proibida pelo
governo.
Depois das reuniões, a geração de oiro de Coimbra acabou por não conseguir
fazer mais nada, muito menos executar os seus planos que revolucionaria o pais, e
Doc.1-geraçãode 70
5
acabando por considerarem-se "os vencidos da vida", que não conseguiram fazer nada
com que se comprometeram.
Na segunda metade do século XIX, após a crise da implantação do liberalismo
em Portugal, o romantismo, com a morte de Garrett e com a retirada de Herculano,
esgotara as suas potencialidades.
Contra Castilho o ultra-romantismo revolta-se a geração intelectual que se
formava em Coimbra, por alturas de 1865. Assim, a primeira manifestação importante
dessa rebeldia foi a questão do bom senso e bom gosto. Com ela, já se tem dito, se
iniciou o espirito contemporâneo nas letras portuguesas, com ela, entram em conflito
um novo espirito europeu e o ultra-romantismo. Um novo lirismo, mais de cariz crítico,
social e humanitário, ergueu-se contra o velho gosto literário, mas também, mais
amplamente, contra concepções políticas, históricas e filosóficas.
Chefiam este movimento Antero de Quental e Teófilo Braga, cuja obra mostra
bem as incompatibilidades, mais profundas do que as literárias, com a ordem vigente.
Em 1871, as Conferências Democráticas do Casino Lisbonense visam colocar
Portugal a par do movimento europeu e estudar as condições de transformação política,
económica e religiosa da sociedade portuguesa. Pode afirmar-se que a Geração de 70
procurou realizar, no nosso país, uma forma de revisão de valores, em reformar os
estilos de literatura e estilos de vida e em proceder a uma europeização cultural.
Questão Coimbrã
6
Também conhecida como a Questão do Bom Senso e Bom Gosto, foi
uma das mais importantes polémicas literárias portuguesas
e a maior em todo o século XIX.
A polémica começou em outubro de 1865, quando
António Feliciano de Castilho aludiu, na carta-posfácio ao
Poema da Mocidade, de Pinheiro Chagas, à moderna
escola de Coimbra e à sua poesia ininteligível,
ridicularizando o aparato filosófico e os novos modelos
literários de que ela se nutria ("temporal desfeito de obras,
de encómios, de sátiras, de plásticas, de estéticas, de
filosofias e de transcendências") numa referência provável
às teorias filosóficas e poéticas expostas nos prefácios a
Visão dos Tempos e Tempestades Sonoras (ambas de 1864), de Teófilo Braga e na nota
das Odes Modernas, de Antero de Quental (de julho de 1865). Para além disso, António
Feliciano de Castilho fez elogios rasgados a Pinheiro Chagas, chegando ao ponto de
propor o jovem poeta para reger a cadeira de Literatura no Curso Superior de Letras.
Estavam marcadas as posições, de um lado os intelectuais conservadores, do
outro a nova geração, aberta às recentes correntes europeias. Seguiram-se "Bom Senso e
Bom Gosto, folhetim a propósito da carta...", de Pinheiro Chagas, que acorreu em
defesa de Castilho, e, do lado dos coimbrões, os folhetos Teocracias Literárias, de
Teófilo Braga, e A Dignidade das Letras e as Literaturas Oficiais, de Antero. Neste
texto, Antero repudiava uma vez mais "as literaturas oficiais, governamentais,
subsidiadas, pensionadas, rendosas, para quem o pensamento é um ínfimo meio e não
um fim grande e exclusivo" e preconizava uma literatura que "se dirige ao coração, à
inteligência, à imaginação e até aos sentidos, toma o homem por todos os lados; toca
por isso em todos os interesses, todas as ideias, todos os sentimentos; influi no
indivíduo como na sociedade, na família como na praça pública; dispõe os espíritos;
Determina certas correntes de opinião; combate ou abre caminho a certas
tendências; e não é muito dizer que é ela quem prepara o berço onde se há de receber
esse misterioso filho do tempo - o futuro".
Doc.2-questãocoimbrã
7
Embora de origem literária, a questão alargou-se a outras áreas como a cultura, a
política e a filosofia. Esta refrega durou mais de um ano e envolveu nomes que já eram
ilustres, como Ramalho Ortigão e Camilo C. Branco.
Os artigos, folhetins e opúsculos em apoio de uma e de outra parte
multiplicaram-se, até que, a partir de março de 1866, a polémica começou a declinar em
quantidade e qualidade.
No entanto, a rotura provocada pela Questão Coimbrã iria abalar
irreversivelmente as estruturas socioculturais do país, lançando as sementes para o
debate de ideias e o projeto de reforma das mentalidades que norteariam a intervenção
da que viria a ser a Geração de 70. Aquela que constituiu a polémica mais importante da
nossa história literária, pois nela participou, em uma ou outra frente, praticamente toda a
inteligência da época, fez emergir uma geração nova, protagonista de uma revolução
cultural e literária cuja amplitude ultrapassaria até a do próprio Romantismo.
Objetivos das conferências do Casino
8
As Conferências do Casino foram mais uma forma de manifesto de geração,
sobre a sociedade portuguesa e uma forma de debater os grandes temas de época.
Estas reuniões tiveram lugar no Casino Lisbonense, no ano de 1871 pelo grupo do
Cenáculo, formado, mais ou menos, pelos ex-estudantes de Coimbra que constituem a
Geração de 70.
Foi, então, que o grupo de jovens escritores e intelectuais, reunidos em Lisboa
após concluírem os seus estudos em Coimbra, tendo sido Antero o grande
impulsionador desde os tempos universitários, incentivando os outros membros do
grupo em Proudhon.
A ideia destas palestras surgiu numa reunião do Cenáculo. Antero e Batalha
Reis alugaram a sala do Casino Lisbonense, situado no Largo da Abegoaria,
actualmente de Rafael Bordalo Pinheiro. Foi no jornal "Revolução de Setembro" que foi
feita a propaganda destas Conferências.
Conferencias realizadas:
"O Espírito das Conferências", por Antero de Quental
-Foi proposta a fusão deste artigo com: Antero de Quental;
-Nesta conferência, Antero de Quental discute idéias que colocassem Portugal em
consonância com a Europa.
“Causas da Decadência dos Povos Peninsulares", por Antero de Quental;
-Antero tenta explicar as razões do atraso português e do atraso espanhol a partir do
século XVII;
-A conferência sistematiza teses há muito defendidas por Alexandre Herculano;
-Martins escreverá a História da Civilização Ibérica, em 1879, e o Portugal
Contemporâneo em 1881, tendo como bases as teses de Herculano e Antero.
9
Para Antero as causas principais da decadência são três:
- A Contra-Reforma dirigida pelos Jesuítas
- A Centralização Política realizada pela Monarquia Absoluta.
- O sistema económico
realizado pelos
descobrimentos
"Literatura Portuguesa", por Augusto Soromenho;
-Foi proposta a fusão deste artigo com: A Literatura Nova - o Realismo como nova
expressão da arte;
-Eça de Queirós exalta a revolução política, científica e social
-Considera a literatura como produto social condicionado a determinismos rígidos;
crítica o Romantismo;
-Defende o Realismo, igualando-o a um consórcio entre a obra de arte e o meio social.
"A Literatura Nova ou O Realismo como nova expressão da arte," por Eça de
Queiroz;
Doc.3- conferênciasnocasino
10
-Foi proposta a fusão deste artigo com: A Literatura Nova - o Realismo como nova
expressão da arte;
-Eça de Queirós exalta a revolução política, científica e social; considera a literatura
como produto social condicionado a determinismos rígidos; crítica o Romantismo;
Ele defende o Realismo, igualando-o a um consórcio entre a obra de arte e o meio
social;Alguns exemplos são Coubert na pintura e Flaubert com a obra Madame Bovary.
"O Ensino", por Adolfo Coelho
-Foi proposta a fusão deste artigo com: Francisco Adolfo Coelho;
-Adolfo Coelho fala sobre a necessidade e fins do ensino;
-Examina as formas e seus tipos; entre Igreja e Estado; defende a separação entre ambos
e a promoção da liberdade do pensamento.
Realismo/Naturalismo em Portugal
11
A Geração de 70 vai criando um novo romantismo, demasiadamente limitado
aos problemas e obsessões nacionais (que chega a Portugal por influência estrangeira
europeia: irreligiosidade de Loisy e Renun; inconformismo com a tradição, fruto dos
avanços da ciência e técnica, que originam a crença de que o Homem superaria os seus
limites; supremacia da verdade física, com o desenvolvimento das ciências exactas e
experimentais; novas teorias filosóficas - idealismo de Hegel, socialismo de Proudhon,
Positivismo de Comte, e evolucionismo de Darwin e Lamark - que levam à crença nos
princípios de justiça e igualdade; materialismo optimista graças ao progresso técnico,.
Isto explica o atraso do passado pela passividade do Homem e a sua crença nas
forças sobrenaturais), provocando uma verdadeira revolução cultural: repensa e
questiona toda a cultura portuguesa desde as origens, fixando-se no ponto alto das
Descobertas; pretende preparar uma profunda transformação na ideologia política e
estrutural social portuguesas (isto é, a revolução republicana de 1910).
A questão Coimbrã, embora não tivesse sido ainda o confronto entre
Romantismo e realismo, cria as condições para a instauração do Realismo em Portugal,
Doc.4- pinturarealistadageração de 70
12
na medida em que se acentua o papel que cabe à literatura como fenómeno de
intervenção crítica na vida da colectividade.
Eça de Queirós definiu o Realismo como "uma base filosófica para todas as
concepções de espírito - uma lei, uma carta de guia, um roteiro do pensamento humano,
na eterna região do belo, do bom e do justo,(...)é a crítica do Homem,(...)para condenar
o que houver de mau na nossa sociedade.(...)É não simplesmente o expôr (o real)
minudente, trivial, fotográfico,(...)mas sim partir dele para a análise do Homem e
sociedade."
As características gerais do Realismo são: a análise e síntese da realidade com
objectividade, em oposição à subjectividade romântica; exactidão, veracidade e
abundância de pormenores, com o retrato fidelíssimo da natureza; total indiferença
perante o "Eu" subjectivo e pensante perante a natureza (o "Eu" romântico);
neutralidade de coração perante o bem e o mal, o feio e o bonito, vício e virtude; análise
corajosa de vícios e podridão da sociedade; relacionamento lógico entre as causas desse
comportamento (biológicas ou sociais, e a natureza interior e exterior da personagem);
admissão de temas cosmopolitas na literatura; uso de expressões simples e sem
convencionalismos (por oposição ao tom declamatório romântico).
O Naturalismo difere do Realismo, mas não é independente dele. Ambos crêem
que a arte é a representação mimética e objectiva da realidade exterior. Foi a partir desta
tendência geral para o Realismo mimético que o Naturalismo surgiu, sendo por isso
muitas vezes encarado como uma intensificação do Realismo. As características
principais são: tentativa de aplicar à literatura as descobertas e métodos da ciência do
séc.XIX (filosofia, sociologia, fisiologia, psicopatologia, entre outros), tentando
explicar as emoções através da sua manifestação física (apresenta, assim, mais razões
científicas do que o simples descrever dos factos do Realismo); resultou muitas vezes na
escolha de assuntos mais chocantes (alcoolismo, jogo, adultério, opressão social,
doenças, as suas causas e consequências), vocabulário mais terra-a-terra, motes mais
cativantes ou detalhes mais fotográficos.
O Naturalismo acabou por se tornar uma doutrina (instituiu que o indivíduo era
primária e fundamentalmente modelado pela hereditariedade, meio e educação - pela
13
"natureza"), com uma certa visão muito específica (Eça de Queirós chamou-lhe a
"forma científica que a arte assume") do Homem e do seu comportamento, tornando-se
mais concreto mas também mais limitado que o Realismo, embora que, como os olhos
do observador/escritor não são lentes inanimadas, a reprodução da realidade em cada
uma das obras Naturalistas, pode reconhecer-se como sendo individual, e os
Naturalistas acabam por afastar-se da própria teoria.
Escritores importantes enquadrados neste movimento Realista-Naturalista, são
Eça de Queirós, Antero de Quental e Oliveira Martins, por exemplo.
Conclusão
Doc.5- pinturarealistade Manet
14
Com este trabalho aprendemos que a geração de 70 teve um grande impacto na
sociedade da sua época apesar de não ter sido bem-sucedida no que respeita cumprir os
seus objectivos e a defender os seus princípios.
Aprendemos que a questão de Coimbra foi uma das mais importantes polémicas
literárias portuguesas onde Castilho criticou a geração de 70 afirmando que eles falavam
de temas que não estavam relacionados com a poesia e criticava-os dizendo que eles
possuíam falta de bom senso e de bom gosto.
Aprendemos que as Conferencias do Casino aconteceram num casino em
Lisboa e que se realizaram 5 conferencias sendo elas, a conferência “O Espírito das
Conferências", a conferência "Causas da Decadência dos Povos Peninsulares", a
conferência "Literatura Portuguesa", a conferência "A Literatura Nova ou O Realismo
como nova expressão da arte," e a conferência "O Ensino".
E por fim aprendemos que o realismo e o naturalismo são tem aspectos mas que
também tem aspectos em comum tais como a crença da arte é a representação mimética
e objectiva da realidade exterior.
Webgrafia
15
- http://pt.scribd.com/doc/48100228/Geracao-de-70#scribd
- http://pt.wikipedia.org/wiki/Gera%C3%A7%C3%A3o_de_70
- http://www.infopedia.pt/$geracao-de-70

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

MODERNISMO EM PORTUGAL
MODERNISMO EM PORTUGALMODERNISMO EM PORTUGAL
MODERNISMO EM PORTUGAL
luisant
 
Questão coimbrã
Questão coimbrãQuestão coimbrã
Questão coimbrã
Maria Sousa
 
Modernismo e Fernando Pessoa
Modernismo e Fernando PessoaModernismo e Fernando Pessoa
Modernismo e Fernando Pessoa
Carla Luís
 
Vanguardas Europeias - I Modernismo
Vanguardas Europeias - I ModernismoVanguardas Europeias - I Modernismo
Vanguardas Europeias - I Modernismo
Carlos Vieira
 
Romantismo em portugal aula 03
Romantismo em portugal   aula 03Romantismo em portugal   aula 03
Romantismo em portugal aula 03
xipolito
 
Globalização t2
Globalização t2Globalização t2
Globalização t2
Anabelafernandes
 
Fernando pessoa ortónimo
Fernando pessoa ortónimoFernando pessoa ortónimo
Fernando pessoa ortónimo
Raquel Martins
 
Cesário Verde
Cesário Verde Cesário Verde
Cesário Verde
Becre Celorico de Basto
 
Pessoa heteronimos
Pessoa heteronimosPessoa heteronimos
Pessoa heteronimos
FernandoLima654843
 
Trabalho sobre Os Maias - Episódios da Vida Romântica
Trabalho sobre Os Maias - Episódios da Vida RomânticaTrabalho sobre Os Maias - Episódios da Vida Romântica
Trabalho sobre Os Maias - Episódios da Vida Romântica
LuisMagina
 
Cesário Verde-Sistematização
Cesário Verde-SistematizaçãoCesário Verde-Sistematização
Cesário Verde-Sistematização
Dina Baptista
 
Fernando pessoa ortónimo e heterónimos
Fernando pessoa ortónimo e heterónimos Fernando pessoa ortónimo e heterónimos
Fernando pessoa ortónimo e heterónimos
Ricardo Amaral
 
Questão coimbrã
Questão coimbrãQuestão coimbrã
Questão coimbrã
CatarinaNeivas
 
Alma minha gentil, que te partiste
Alma minha gentil, que te partisteAlma minha gentil, que te partiste
Alma minha gentil, que te partiste
rita Silva
 
Características poéticas de Ricardo Reis
Características poéticas de Ricardo ReisCaracterísticas poéticas de Ricardo Reis
Características poéticas de Ricardo Reis
Dina Baptista
 
Análise do Jantar no Hotel Central
Análise do Jantar no Hotel CentralAnálise do Jantar no Hotel Central
Análise do Jantar no Hotel Central
Dina Baptista
 
Ricardo reis
Ricardo reisRicardo reis
Ricardo reis
Bruno Freitas
 
Cesário verde
Cesário verdeCesário verde
Cesário verde
ameliapadrao
 
Cesário+v.. (1)
Cesário+v.. (1)Cesário+v.. (1)
Cesário+v.. (1)
1103sancho
 
áLvaro de campos
áLvaro de camposáLvaro de campos
áLvaro de campos
Ana Teresa
 

Mais procurados (20)

MODERNISMO EM PORTUGAL
MODERNISMO EM PORTUGALMODERNISMO EM PORTUGAL
MODERNISMO EM PORTUGAL
 
Questão coimbrã
Questão coimbrãQuestão coimbrã
Questão coimbrã
 
Modernismo e Fernando Pessoa
Modernismo e Fernando PessoaModernismo e Fernando Pessoa
Modernismo e Fernando Pessoa
 
Vanguardas Europeias - I Modernismo
Vanguardas Europeias - I ModernismoVanguardas Europeias - I Modernismo
Vanguardas Europeias - I Modernismo
 
Romantismo em portugal aula 03
Romantismo em portugal   aula 03Romantismo em portugal   aula 03
Romantismo em portugal aula 03
 
Globalização t2
Globalização t2Globalização t2
Globalização t2
 
Fernando pessoa ortónimo
Fernando pessoa ortónimoFernando pessoa ortónimo
Fernando pessoa ortónimo
 
Cesário Verde
Cesário Verde Cesário Verde
Cesário Verde
 
Pessoa heteronimos
Pessoa heteronimosPessoa heteronimos
Pessoa heteronimos
 
Trabalho sobre Os Maias - Episódios da Vida Romântica
Trabalho sobre Os Maias - Episódios da Vida RomânticaTrabalho sobre Os Maias - Episódios da Vida Romântica
Trabalho sobre Os Maias - Episódios da Vida Romântica
 
Cesário Verde-Sistematização
Cesário Verde-SistematizaçãoCesário Verde-Sistematização
Cesário Verde-Sistematização
 
Fernando pessoa ortónimo e heterónimos
Fernando pessoa ortónimo e heterónimos Fernando pessoa ortónimo e heterónimos
Fernando pessoa ortónimo e heterónimos
 
Questão coimbrã
Questão coimbrãQuestão coimbrã
Questão coimbrã
 
Alma minha gentil, que te partiste
Alma minha gentil, que te partisteAlma minha gentil, que te partiste
Alma minha gentil, que te partiste
 
Características poéticas de Ricardo Reis
Características poéticas de Ricardo ReisCaracterísticas poéticas de Ricardo Reis
Características poéticas de Ricardo Reis
 
Análise do Jantar no Hotel Central
Análise do Jantar no Hotel CentralAnálise do Jantar no Hotel Central
Análise do Jantar no Hotel Central
 
Ricardo reis
Ricardo reisRicardo reis
Ricardo reis
 
Cesário verde
Cesário verdeCesário verde
Cesário verde
 
Cesário+v.. (1)
Cesário+v.. (1)Cesário+v.. (1)
Cesário+v.. (1)
 
áLvaro de campos
áLvaro de camposáLvaro de campos
áLvaro de campos
 

Semelhante a Cultura em Portugal

Ppt realismo (2)
Ppt realismo (2)Ppt realismo (2)
Ppt realismo (2)
Equipemundi2014
 
Antero de Quental, sua vida e sua escrita
Antero de Quental, sua vida e sua escritaAntero de Quental, sua vida e sua escrita
Antero de Quental, sua vida e sua escrita
Paula Duarte
 
O realismo e o naturalismo em portugal e no brasil
O realismo e o naturalismo em portugal e no brasilO realismo e o naturalismo em portugal e no brasil
O realismo e o naturalismo em portugal e no brasil
Jose Arnaldo Silva
 
Do Ultrarromantismo ao Realismo
Do Ultrarromantismo ao RealismoDo Ultrarromantismo ao Realismo
Do Ultrarromantismo ao Realismo
Lurdes Augusto
 
20124-Texto do artigo-91111-1-10-20151123.pdf
20124-Texto do artigo-91111-1-10-20151123.pdf20124-Texto do artigo-91111-1-10-20151123.pdf
20124-Texto do artigo-91111-1-10-20151123.pdf
BeatrizRodriguesVida
 
Os Maias Apresentação
Os Maias   Apresentação Os Maias   Apresentação
Os Maias Apresentação
joanana
 
A geração de 70
A geração de 70A geração de 70
A geração de 70
Cainha18
 
“OS VENCIDOS DA VIDA”: LITERATURA E PESSIMISMO EM PORTUGAL NO SÉCULO XIX
“OS VENCIDOS DA VIDA”: LITERATURA E PESSIMISMO EM PORTUGAL NO SÉCULO XIX“OS VENCIDOS DA VIDA”: LITERATURA E PESSIMISMO EM PORTUGAL NO SÉCULO XIX
“OS VENCIDOS DA VIDA”: LITERATURA E PESSIMISMO EM PORTUGAL NO SÉCULO XIX
Pedro Lima
 
Escola estadual professor João Cruz
Escola estadual professor João CruzEscola estadual professor João Cruz
Escola estadual professor João Cruz
LuizFernandoBicudo
 
Antero de Quental
Antero de QuentalAntero de Quental
Antero de Quental
010693
 
Certeau a cultura no plural
Certeau a cultura no pluralCerteau a cultura no plural
Certeau a cultura no plural
Myllena Azevedo
 
O impulso da geração de 70
O impulso da geração de 70O impulso da geração de 70
O impulso da geração de 70
anateresagranja
 
O impulso da geração de 70
O impulso da geração de 70O impulso da geração de 70
O impulso da geração de 70
anateresagranja
 
O impulso da geração de 70
O impulso da geração de 70O impulso da geração de 70
O impulso da geração de 70
anateresagranja
 
O impulso da geração de 70 2
O impulso da geração de 70 2O impulso da geração de 70 2
O impulso da geração de 70 2
anateresagranja
 
Realismo em Portugal
Realismo em Portugal Realismo em Portugal
Realismo em Portugal
Daniel Gonçalves
 
POESIA REALISTA PORTUGUESA
POESIA REALISTA PORTUGUESAPOESIA REALISTA PORTUGUESA
POESIA REALISTA PORTUGUESA
Italo Delavechia
 
Etnografi..
Etnografi..Etnografi..
Etnografi..
Familia Costa
 
O projeto estético e ideológico do modernismo brasileiro
O projeto estético e ideológico do modernismo brasileiroO projeto estético e ideológico do modernismo brasileiro
O projeto estético e ideológico do modernismo brasileiro
Paulo Konzen
 
Realismo Português
Realismo PortuguêsRealismo Português
Realismo Português
Vitor Barreto
 

Semelhante a Cultura em Portugal (20)

Ppt realismo (2)
Ppt realismo (2)Ppt realismo (2)
Ppt realismo (2)
 
Antero de Quental, sua vida e sua escrita
Antero de Quental, sua vida e sua escritaAntero de Quental, sua vida e sua escrita
Antero de Quental, sua vida e sua escrita
 
O realismo e o naturalismo em portugal e no brasil
O realismo e o naturalismo em portugal e no brasilO realismo e o naturalismo em portugal e no brasil
O realismo e o naturalismo em portugal e no brasil
 
Do Ultrarromantismo ao Realismo
Do Ultrarromantismo ao RealismoDo Ultrarromantismo ao Realismo
Do Ultrarromantismo ao Realismo
 
20124-Texto do artigo-91111-1-10-20151123.pdf
20124-Texto do artigo-91111-1-10-20151123.pdf20124-Texto do artigo-91111-1-10-20151123.pdf
20124-Texto do artigo-91111-1-10-20151123.pdf
 
Os Maias Apresentação
Os Maias   Apresentação Os Maias   Apresentação
Os Maias Apresentação
 
A geração de 70
A geração de 70A geração de 70
A geração de 70
 
“OS VENCIDOS DA VIDA”: LITERATURA E PESSIMISMO EM PORTUGAL NO SÉCULO XIX
“OS VENCIDOS DA VIDA”: LITERATURA E PESSIMISMO EM PORTUGAL NO SÉCULO XIX“OS VENCIDOS DA VIDA”: LITERATURA E PESSIMISMO EM PORTUGAL NO SÉCULO XIX
“OS VENCIDOS DA VIDA”: LITERATURA E PESSIMISMO EM PORTUGAL NO SÉCULO XIX
 
Escola estadual professor João Cruz
Escola estadual professor João CruzEscola estadual professor João Cruz
Escola estadual professor João Cruz
 
Antero de Quental
Antero de QuentalAntero de Quental
Antero de Quental
 
Certeau a cultura no plural
Certeau a cultura no pluralCerteau a cultura no plural
Certeau a cultura no plural
 
O impulso da geração de 70
O impulso da geração de 70O impulso da geração de 70
O impulso da geração de 70
 
O impulso da geração de 70
O impulso da geração de 70O impulso da geração de 70
O impulso da geração de 70
 
O impulso da geração de 70
O impulso da geração de 70O impulso da geração de 70
O impulso da geração de 70
 
O impulso da geração de 70 2
O impulso da geração de 70 2O impulso da geração de 70 2
O impulso da geração de 70 2
 
Realismo em Portugal
Realismo em Portugal Realismo em Portugal
Realismo em Portugal
 
POESIA REALISTA PORTUGUESA
POESIA REALISTA PORTUGUESAPOESIA REALISTA PORTUGUESA
POESIA REALISTA PORTUGUESA
 
Etnografi..
Etnografi..Etnografi..
Etnografi..
 
O projeto estético e ideológico do modernismo brasileiro
O projeto estético e ideológico do modernismo brasileiroO projeto estético e ideológico do modernismo brasileiro
O projeto estético e ideológico do modernismo brasileiro
 
Realismo Português
Realismo PortuguêsRealismo Português
Realismo Português
 

Mais de nanasimao

Hábitos de Leitura de Notícias dos Estudantes de JC
Hábitos de Leitura de Notícias dos Estudantes de JCHábitos de Leitura de Notícias dos Estudantes de JC
Hábitos de Leitura de Notícias dos Estudantes de JC
nanasimao
 
Sermão de Santo António aos peixes
Sermão de Santo António aos peixes Sermão de Santo António aos peixes
Sermão de Santo António aos peixes
nanasimao
 
A Revolução cientifica e o conhecimento do Homem e da Natureza
A Revolução cientifica e o conhecimento do Homem e da NaturezaA Revolução cientifica e o conhecimento do Homem e da Natureza
A Revolução cientifica e o conhecimento do Homem e da Natureza
nanasimao
 
Gótico Europeu
Gótico EuropeuGótico Europeu
Gótico Europeu
nanasimao
 
Auto/ Farsa de Inês Pereira
Auto/ Farsa de Inês PereiraAuto/ Farsa de Inês Pereira
Auto/ Farsa de Inês Pereira
nanasimao
 
Breve análise da Síria e Filândia
Breve análise da Síria e FilândiaBreve análise da Síria e Filândia
Breve análise da Síria e Filândia
nanasimao
 
Freedom House
Freedom HouseFreedom House
Freedom House
nanasimao
 
A imprensa escrita e o poder potilico- texto de Luís Felipe
A imprensa escrita e o poder potilico- texto de Luís FelipeA imprensa escrita e o poder potilico- texto de Luís Felipe
A imprensa escrita e o poder potilico- texto de Luís Felipe
nanasimao
 
Operação Lex
Operação LexOperação Lex
Operação Lex
nanasimao
 
Os telemóveis no mundo contemporâneo
Os telemóveis no mundo contemporâneoOs telemóveis no mundo contemporâneo
Os telemóveis no mundo contemporâneo
nanasimao
 
13 Reasons Why
13 Reasons Why 13 Reasons Why
13 Reasons Why
nanasimao
 
Rede Globo
Rede GloboRede Globo
Rede Globo
nanasimao
 
Ameaças e oportunidades num mundo multipolar
Ameaças e oportunidades num mundo multipolarAmeaças e oportunidades num mundo multipolar
Ameaças e oportunidades num mundo multipolar
nanasimao
 
Energia nuclear
Energia nuclearEnergia nuclear
Energia nuclear
nanasimao
 
A poluição dos mares e solos temas
A poluição dos mares e solos temas A poluição dos mares e solos temas
A poluição dos mares e solos temas
nanasimao
 
Jornal- O Districto de portalegre
Jornal- O Districto de portalegre  Jornal- O Districto de portalegre
Jornal- O Districto de portalegre
nanasimao
 
A propaganda Nazi
A propaganda Nazi A propaganda Nazi
A propaganda Nazi
nanasimao
 
Karl Blossfeldt
Karl BlossfeldtKarl Blossfeldt
Karl Blossfeldt
nanasimao
 
A publicidade: Persuação e Manipulação
A publicidade: Persuação e ManipulaçãoA publicidade: Persuação e Manipulação
A publicidade: Persuação e Manipulação
nanasimao
 
A imprensa na 2ª metade do século XIX
A imprensa na 2ª metade do século XIXA imprensa na 2ª metade do século XIX
A imprensa na 2ª metade do século XIX
nanasimao
 

Mais de nanasimao (20)

Hábitos de Leitura de Notícias dos Estudantes de JC
Hábitos de Leitura de Notícias dos Estudantes de JCHábitos de Leitura de Notícias dos Estudantes de JC
Hábitos de Leitura de Notícias dos Estudantes de JC
 
Sermão de Santo António aos peixes
Sermão de Santo António aos peixes Sermão de Santo António aos peixes
Sermão de Santo António aos peixes
 
A Revolução cientifica e o conhecimento do Homem e da Natureza
A Revolução cientifica e o conhecimento do Homem e da NaturezaA Revolução cientifica e o conhecimento do Homem e da Natureza
A Revolução cientifica e o conhecimento do Homem e da Natureza
 
Gótico Europeu
Gótico EuropeuGótico Europeu
Gótico Europeu
 
Auto/ Farsa de Inês Pereira
Auto/ Farsa de Inês PereiraAuto/ Farsa de Inês Pereira
Auto/ Farsa de Inês Pereira
 
Breve análise da Síria e Filândia
Breve análise da Síria e FilândiaBreve análise da Síria e Filândia
Breve análise da Síria e Filândia
 
Freedom House
Freedom HouseFreedom House
Freedom House
 
A imprensa escrita e o poder potilico- texto de Luís Felipe
A imprensa escrita e o poder potilico- texto de Luís FelipeA imprensa escrita e o poder potilico- texto de Luís Felipe
A imprensa escrita e o poder potilico- texto de Luís Felipe
 
Operação Lex
Operação LexOperação Lex
Operação Lex
 
Os telemóveis no mundo contemporâneo
Os telemóveis no mundo contemporâneoOs telemóveis no mundo contemporâneo
Os telemóveis no mundo contemporâneo
 
13 Reasons Why
13 Reasons Why 13 Reasons Why
13 Reasons Why
 
Rede Globo
Rede GloboRede Globo
Rede Globo
 
Ameaças e oportunidades num mundo multipolar
Ameaças e oportunidades num mundo multipolarAmeaças e oportunidades num mundo multipolar
Ameaças e oportunidades num mundo multipolar
 
Energia nuclear
Energia nuclearEnergia nuclear
Energia nuclear
 
A poluição dos mares e solos temas
A poluição dos mares e solos temas A poluição dos mares e solos temas
A poluição dos mares e solos temas
 
Jornal- O Districto de portalegre
Jornal- O Districto de portalegre  Jornal- O Districto de portalegre
Jornal- O Districto de portalegre
 
A propaganda Nazi
A propaganda Nazi A propaganda Nazi
A propaganda Nazi
 
Karl Blossfeldt
Karl BlossfeldtKarl Blossfeldt
Karl Blossfeldt
 
A publicidade: Persuação e Manipulação
A publicidade: Persuação e ManipulaçãoA publicidade: Persuação e Manipulação
A publicidade: Persuação e Manipulação
 
A imprensa na 2ª metade do século XIX
A imprensa na 2ª metade do século XIXA imprensa na 2ª metade do século XIX
A imprensa na 2ª metade do século XIX
 

Último

EBOOK_HORA DO CONTO_O SONHO DO EVARISTO_CARLA MORAIS_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_O SONHO DO EVARISTO_CARLA MORAIS_22_23EBOOK_HORA DO CONTO_O SONHO DO EVARISTO_CARLA MORAIS_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_O SONHO DO EVARISTO_CARLA MORAIS_22_23
Sandra Pratas
 
Caça-palavras - multiplicação
Caça-palavras  -  multiplicaçãoCaça-palavras  -  multiplicação
Caça-palavras - multiplicação
Mary Alvarenga
 
EBOOK_HORA DO CONTO_O SONHO DO EVARISTO_RITA E CLÁUDIA_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_O SONHO DO EVARISTO_RITA E CLÁUDIA_22_23EBOOK_HORA DO CONTO_O SONHO DO EVARISTO_RITA E CLÁUDIA_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_O SONHO DO EVARISTO_RITA E CLÁUDIA_22_23
Sandra Pratas
 
A Guerra do Presente - Ministério da Defesa.pdf
A Guerra do Presente - Ministério da Defesa.pdfA Guerra do Presente - Ministério da Defesa.pdf
A Guerra do Presente - Ministério da Defesa.pdf
Falcão Brasil
 
EMOCIONES PARA TRABAJAR EN LA AREA SOCIOEMOCIONAL
EMOCIONES PARA TRABAJAR EN LA AREA SOCIOEMOCIONALEMOCIONES PARA TRABAJAR EN LA AREA SOCIOEMOCIONAL
EMOCIONES PARA TRABAJAR EN LA AREA SOCIOEMOCIONAL
JocelynNavarroBonta
 
VOCÊ CONHECE AS HISTÓRIAS DA BIBLÍA - EMOJIES.pptx
VOCÊ CONHECE AS HISTÓRIAS DA BIBLÍA - EMOJIES.pptxVOCÊ CONHECE AS HISTÓRIAS DA BIBLÍA - EMOJIES.pptx
VOCÊ CONHECE AS HISTÓRIAS DA BIBLÍA - EMOJIES.pptx
mailabueno45
 
EBOOK_HORA DO CONTO_MARINELA NEVES & PAULA FRANCISCO_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_MARINELA NEVES & PAULA FRANCISCO_22_23EBOOK_HORA DO CONTO_MARINELA NEVES & PAULA FRANCISCO_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_MARINELA NEVES & PAULA FRANCISCO_22_23
Sandra Pratas
 
Aviação de Reconhecimento e Ataque na FAB. A Saga dos Guerreiros Polivalentes...
Aviação de Reconhecimento e Ataque na FAB. A Saga dos Guerreiros Polivalentes...Aviação de Reconhecimento e Ataque na FAB. A Saga dos Guerreiros Polivalentes...
Aviação de Reconhecimento e Ataque na FAB. A Saga dos Guerreiros Polivalentes...
Falcão Brasil
 
P0107 do aluno da educação municipal.pdf
P0107 do aluno da educação municipal.pdfP0107 do aluno da educação municipal.pdf
P0107 do aluno da educação municipal.pdf
Ceiça Martins Vital
 
Portfólio Estratégico da Força Aérea Brasileira (FAB).pdf
Portfólio Estratégico da Força Aérea Brasileira (FAB).pdfPortfólio Estratégico da Força Aérea Brasileira (FAB).pdf
Portfólio Estratégico da Força Aérea Brasileira (FAB).pdf
Falcão Brasil
 
Organograma do Ministério da Defesa (MD).pdf
Organograma do Ministério da Defesa (MD).pdfOrganograma do Ministério da Defesa (MD).pdf
Organograma do Ministério da Defesa (MD).pdf
Falcão Brasil
 
Os Setores Estratégicos da END - O Setor Cibernético.pdf
Os Setores Estratégicos da END - O Setor Cibernético.pdfOs Setores Estratégicos da END - O Setor Cibernético.pdf
Os Setores Estratégicos da END - O Setor Cibernético.pdf
Falcão Brasil
 
Escola de Comando e Estado-Maior da Aeronáutica (ECEMAR).pdf
Escola de Comando e Estado-Maior da Aeronáutica (ECEMAR).pdfEscola de Comando e Estado-Maior da Aeronáutica (ECEMAR).pdf
Escola de Comando e Estado-Maior da Aeronáutica (ECEMAR).pdf
Falcão Brasil
 
EBOOK_HORA DO CONTO_O MONSTRO DAS CORES_ANGELINA & MÓNICA_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_O MONSTRO DAS CORES_ANGELINA & MÓNICA_22_23EBOOK_HORA DO CONTO_O MONSTRO DAS CORES_ANGELINA & MÓNICA_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_O MONSTRO DAS CORES_ANGELINA & MÓNICA_22_23
Sandra Pratas
 
A Industria Brasileira de Defesa - Situação Atual e Perspectivas de Evolução.pdf
A Industria Brasileira de Defesa - Situação Atual e Perspectivas de Evolução.pdfA Industria Brasileira de Defesa - Situação Atual e Perspectivas de Evolução.pdf
A Industria Brasileira de Defesa - Situação Atual e Perspectivas de Evolução.pdf
Falcão Brasil
 
Slides Lição 3, CPAD, Rute e Noemi, Entrelaçadas pelo Amor.pptx
Slides Lição 3, CPAD, Rute e Noemi, Entrelaçadas pelo Amor.pptxSlides Lição 3, CPAD, Rute e Noemi, Entrelaçadas pelo Amor.pptx
Slides Lição 3, CPAD, Rute e Noemi, Entrelaçadas pelo Amor.pptx
LuizHenriquedeAlmeid6
 
Slide | Eurodeputados Portugueses (2024-2029) - Parlamento Europeu (atualiz. ...
Slide | Eurodeputados Portugueses (2024-2029) - Parlamento Europeu (atualiz. ...Slide | Eurodeputados Portugueses (2024-2029) - Parlamento Europeu (atualiz. ...
Slide | Eurodeputados Portugueses (2024-2029) - Parlamento Europeu (atualiz. ...
Centro Jacques Delors
 
Caderno_de_referencias_Ocupacaohumana_IV_FlaviaCoelho_compressed.pdf
Caderno_de_referencias_Ocupacaohumana_IV_FlaviaCoelho_compressed.pdfCaderno_de_referencias_Ocupacaohumana_IV_FlaviaCoelho_compressed.pdf
Caderno_de_referencias_Ocupacaohumana_IV_FlaviaCoelho_compressed.pdf
shirleisousa9166
 
Guia Genealógico da Principesca e Ducal Casa de Mesolcina, 2024
Guia Genealógico da Principesca e Ducal Casa de Mesolcina, 2024Guia Genealógico da Principesca e Ducal Casa de Mesolcina, 2024
Guia Genealógico da Principesca e Ducal Casa de Mesolcina, 2024
principeandregalli
 

Último (20)

FOTOS_AS CIÊNCIAS EM AÇÃO .
FOTOS_AS CIÊNCIAS EM AÇÃO                .FOTOS_AS CIÊNCIAS EM AÇÃO                .
FOTOS_AS CIÊNCIAS EM AÇÃO .
 
EBOOK_HORA DO CONTO_O SONHO DO EVARISTO_CARLA MORAIS_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_O SONHO DO EVARISTO_CARLA MORAIS_22_23EBOOK_HORA DO CONTO_O SONHO DO EVARISTO_CARLA MORAIS_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_O SONHO DO EVARISTO_CARLA MORAIS_22_23
 
Caça-palavras - multiplicação
Caça-palavras  -  multiplicaçãoCaça-palavras  -  multiplicação
Caça-palavras - multiplicação
 
EBOOK_HORA DO CONTO_O SONHO DO EVARISTO_RITA E CLÁUDIA_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_O SONHO DO EVARISTO_RITA E CLÁUDIA_22_23EBOOK_HORA DO CONTO_O SONHO DO EVARISTO_RITA E CLÁUDIA_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_O SONHO DO EVARISTO_RITA E CLÁUDIA_22_23
 
A Guerra do Presente - Ministério da Defesa.pdf
A Guerra do Presente - Ministério da Defesa.pdfA Guerra do Presente - Ministério da Defesa.pdf
A Guerra do Presente - Ministério da Defesa.pdf
 
EMOCIONES PARA TRABAJAR EN LA AREA SOCIOEMOCIONAL
EMOCIONES PARA TRABAJAR EN LA AREA SOCIOEMOCIONALEMOCIONES PARA TRABAJAR EN LA AREA SOCIOEMOCIONAL
EMOCIONES PARA TRABAJAR EN LA AREA SOCIOEMOCIONAL
 
VOCÊ CONHECE AS HISTÓRIAS DA BIBLÍA - EMOJIES.pptx
VOCÊ CONHECE AS HISTÓRIAS DA BIBLÍA - EMOJIES.pptxVOCÊ CONHECE AS HISTÓRIAS DA BIBLÍA - EMOJIES.pptx
VOCÊ CONHECE AS HISTÓRIAS DA BIBLÍA - EMOJIES.pptx
 
EBOOK_HORA DO CONTO_MARINELA NEVES & PAULA FRANCISCO_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_MARINELA NEVES & PAULA FRANCISCO_22_23EBOOK_HORA DO CONTO_MARINELA NEVES & PAULA FRANCISCO_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_MARINELA NEVES & PAULA FRANCISCO_22_23
 
Aviação de Reconhecimento e Ataque na FAB. A Saga dos Guerreiros Polivalentes...
Aviação de Reconhecimento e Ataque na FAB. A Saga dos Guerreiros Polivalentes...Aviação de Reconhecimento e Ataque na FAB. A Saga dos Guerreiros Polivalentes...
Aviação de Reconhecimento e Ataque na FAB. A Saga dos Guerreiros Polivalentes...
 
P0107 do aluno da educação municipal.pdf
P0107 do aluno da educação municipal.pdfP0107 do aluno da educação municipal.pdf
P0107 do aluno da educação municipal.pdf
 
Portfólio Estratégico da Força Aérea Brasileira (FAB).pdf
Portfólio Estratégico da Força Aérea Brasileira (FAB).pdfPortfólio Estratégico da Força Aérea Brasileira (FAB).pdf
Portfólio Estratégico da Força Aérea Brasileira (FAB).pdf
 
Organograma do Ministério da Defesa (MD).pdf
Organograma do Ministério da Defesa (MD).pdfOrganograma do Ministério da Defesa (MD).pdf
Organograma do Ministério da Defesa (MD).pdf
 
Os Setores Estratégicos da END - O Setor Cibernético.pdf
Os Setores Estratégicos da END - O Setor Cibernético.pdfOs Setores Estratégicos da END - O Setor Cibernético.pdf
Os Setores Estratégicos da END - O Setor Cibernético.pdf
 
Escola de Comando e Estado-Maior da Aeronáutica (ECEMAR).pdf
Escola de Comando e Estado-Maior da Aeronáutica (ECEMAR).pdfEscola de Comando e Estado-Maior da Aeronáutica (ECEMAR).pdf
Escola de Comando e Estado-Maior da Aeronáutica (ECEMAR).pdf
 
EBOOK_HORA DO CONTO_O MONSTRO DAS CORES_ANGELINA & MÓNICA_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_O MONSTRO DAS CORES_ANGELINA & MÓNICA_22_23EBOOK_HORA DO CONTO_O MONSTRO DAS CORES_ANGELINA & MÓNICA_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_O MONSTRO DAS CORES_ANGELINA & MÓNICA_22_23
 
A Industria Brasileira de Defesa - Situação Atual e Perspectivas de Evolução.pdf
A Industria Brasileira de Defesa - Situação Atual e Perspectivas de Evolução.pdfA Industria Brasileira de Defesa - Situação Atual e Perspectivas de Evolução.pdf
A Industria Brasileira de Defesa - Situação Atual e Perspectivas de Evolução.pdf
 
Slides Lição 3, CPAD, Rute e Noemi, Entrelaçadas pelo Amor.pptx
Slides Lição 3, CPAD, Rute e Noemi, Entrelaçadas pelo Amor.pptxSlides Lição 3, CPAD, Rute e Noemi, Entrelaçadas pelo Amor.pptx
Slides Lição 3, CPAD, Rute e Noemi, Entrelaçadas pelo Amor.pptx
 
Slide | Eurodeputados Portugueses (2024-2029) - Parlamento Europeu (atualiz. ...
Slide | Eurodeputados Portugueses (2024-2029) - Parlamento Europeu (atualiz. ...Slide | Eurodeputados Portugueses (2024-2029) - Parlamento Europeu (atualiz. ...
Slide | Eurodeputados Portugueses (2024-2029) - Parlamento Europeu (atualiz. ...
 
Caderno_de_referencias_Ocupacaohumana_IV_FlaviaCoelho_compressed.pdf
Caderno_de_referencias_Ocupacaohumana_IV_FlaviaCoelho_compressed.pdfCaderno_de_referencias_Ocupacaohumana_IV_FlaviaCoelho_compressed.pdf
Caderno_de_referencias_Ocupacaohumana_IV_FlaviaCoelho_compressed.pdf
 
Guia Genealógico da Principesca e Ducal Casa de Mesolcina, 2024
Guia Genealógico da Principesca e Ducal Casa de Mesolcina, 2024Guia Genealógico da Principesca e Ducal Casa de Mesolcina, 2024
Guia Genealógico da Principesca e Ducal Casa de Mesolcina, 2024
 

Cultura em Portugal

  • 1. 1 Cultura em Portugal História A Professora: Rosária Peixe
  • 2. 2 Índice Introdução-------------------------------------------------------------------------------------------3 Os princípios defendidos pela geração de 70-------------------------------------------------4/5 Questão Coimbrã---------------------------------------------------------------------------------6/7 Objetivos das conferências do Casino-----------------------------------------------------8/9/10 Realismo/Naturalismo em Portugal-----------------------------------------------------11/12/13 Conclusão------------------------------------------------------------------------------------------14 Webgrafia------------------------------------------------------------------------------------------15
  • 3. 3 Introdução A "Geração de 70" foi um movimento académico de Coimbra que veio revolucionar várias dimensões da cultura portuguesa, da política à Literatura, onde a renovação se manifestou com a introdução do realismo.~ Na segunda metade do século XIX, após a crise da implantação do liberalismo em Portugal, o romantismo, com a morte de Garrett e com a retirada de Herculano, esgotara as suas potencialidades. Contra Castilho o ultra-romantismo revolta-se a geração intelectual que se formava em Coimbra, por alturas de 1865. Assim, a primeira manifestação importante dessa rebeldia foi a questão do bom senso e bom gosto (Questão coimbrã). As Conferências do Casino foram mais uma forma de manifesto de geração, sobre a sociedade portuguesa e uma forma de debater os grandes temas de época. A Geração de 70 vai criando um novo romantismo, demasiadamente limitado aos problemas e obsessões nacionais que levam à crença nos princípios de justiça e igualdade; materialismo optimista graças ao progresso técnico, que explica o atraso do passado pela passividade do Homem e a sua crença nas forças sobrenaturais), provocando uma verdadeira revolução cultural. A questão Coimbrã, embora não tivesse sido ainda o confronto entre Romantismo e realismo, cria as condições para a instauração do Realismo em Portugal. O Naturalismo difere do Realismo, mas não é independente dele. Ambos crêem que a arte é a representação mimética e objectiva da realidade exterior. O Naturalismo acabou por se tornar uma doutrina (instituiu que o indivíduo era primária e fundamentalmente modelado pela hereditariedade, meio e educação - pela "natureza").
  • 4. 4 Os princípios defendidos pela geração de 70 A "Geração de 70" foi um movimento académico de Coimbra que veio revolucionar várias dimensões da cultura portuguesa, da política à Literatura, onde a renovação se manifestou com a introdução do realismo. Num ambiente boémio na cidade universitária de Coimbra, Antero de Quental, Eça, Oliveira Martins, entre outros jovens intelectuais, reuniam-se para trocar ideias, livros e formas para renovação da vida política e cultural portuguesa, que estava a viver uma autêntica revolução com os novos meios de transportes ferroviários, que traziam todos os dias novidades do centro da Europa, influenciando esta geração para as novas ideologias. Foi o início da "Geração de 70". Em Coimbra, esta geração gerou uma polémica em torno do confronto literário com os ultra românticos do "Bom senso e Bom gosto" ou mais conhecido por a questão coimbrã. Mais tarde, já em Lisboa, os agora licenciados reuniam-se no Casino Lisbonense, para discutir os temas de cada reunião, que acabara por ser proibida pelo governo. Depois das reuniões, a geração de oiro de Coimbra acabou por não conseguir fazer mais nada, muito menos executar os seus planos que revolucionaria o pais, e Doc.1-geraçãode 70
  • 5. 5 acabando por considerarem-se "os vencidos da vida", que não conseguiram fazer nada com que se comprometeram. Na segunda metade do século XIX, após a crise da implantação do liberalismo em Portugal, o romantismo, com a morte de Garrett e com a retirada de Herculano, esgotara as suas potencialidades. Contra Castilho o ultra-romantismo revolta-se a geração intelectual que se formava em Coimbra, por alturas de 1865. Assim, a primeira manifestação importante dessa rebeldia foi a questão do bom senso e bom gosto. Com ela, já se tem dito, se iniciou o espirito contemporâneo nas letras portuguesas, com ela, entram em conflito um novo espirito europeu e o ultra-romantismo. Um novo lirismo, mais de cariz crítico, social e humanitário, ergueu-se contra o velho gosto literário, mas também, mais amplamente, contra concepções políticas, históricas e filosóficas. Chefiam este movimento Antero de Quental e Teófilo Braga, cuja obra mostra bem as incompatibilidades, mais profundas do que as literárias, com a ordem vigente. Em 1871, as Conferências Democráticas do Casino Lisbonense visam colocar Portugal a par do movimento europeu e estudar as condições de transformação política, económica e religiosa da sociedade portuguesa. Pode afirmar-se que a Geração de 70 procurou realizar, no nosso país, uma forma de revisão de valores, em reformar os estilos de literatura e estilos de vida e em proceder a uma europeização cultural. Questão Coimbrã
  • 6. 6 Também conhecida como a Questão do Bom Senso e Bom Gosto, foi uma das mais importantes polémicas literárias portuguesas e a maior em todo o século XIX. A polémica começou em outubro de 1865, quando António Feliciano de Castilho aludiu, na carta-posfácio ao Poema da Mocidade, de Pinheiro Chagas, à moderna escola de Coimbra e à sua poesia ininteligível, ridicularizando o aparato filosófico e os novos modelos literários de que ela se nutria ("temporal desfeito de obras, de encómios, de sátiras, de plásticas, de estéticas, de filosofias e de transcendências") numa referência provável às teorias filosóficas e poéticas expostas nos prefácios a Visão dos Tempos e Tempestades Sonoras (ambas de 1864), de Teófilo Braga e na nota das Odes Modernas, de Antero de Quental (de julho de 1865). Para além disso, António Feliciano de Castilho fez elogios rasgados a Pinheiro Chagas, chegando ao ponto de propor o jovem poeta para reger a cadeira de Literatura no Curso Superior de Letras. Estavam marcadas as posições, de um lado os intelectuais conservadores, do outro a nova geração, aberta às recentes correntes europeias. Seguiram-se "Bom Senso e Bom Gosto, folhetim a propósito da carta...", de Pinheiro Chagas, que acorreu em defesa de Castilho, e, do lado dos coimbrões, os folhetos Teocracias Literárias, de Teófilo Braga, e A Dignidade das Letras e as Literaturas Oficiais, de Antero. Neste texto, Antero repudiava uma vez mais "as literaturas oficiais, governamentais, subsidiadas, pensionadas, rendosas, para quem o pensamento é um ínfimo meio e não um fim grande e exclusivo" e preconizava uma literatura que "se dirige ao coração, à inteligência, à imaginação e até aos sentidos, toma o homem por todos os lados; toca por isso em todos os interesses, todas as ideias, todos os sentimentos; influi no indivíduo como na sociedade, na família como na praça pública; dispõe os espíritos; Determina certas correntes de opinião; combate ou abre caminho a certas tendências; e não é muito dizer que é ela quem prepara o berço onde se há de receber esse misterioso filho do tempo - o futuro". Doc.2-questãocoimbrã
  • 7. 7 Embora de origem literária, a questão alargou-se a outras áreas como a cultura, a política e a filosofia. Esta refrega durou mais de um ano e envolveu nomes que já eram ilustres, como Ramalho Ortigão e Camilo C. Branco. Os artigos, folhetins e opúsculos em apoio de uma e de outra parte multiplicaram-se, até que, a partir de março de 1866, a polémica começou a declinar em quantidade e qualidade. No entanto, a rotura provocada pela Questão Coimbrã iria abalar irreversivelmente as estruturas socioculturais do país, lançando as sementes para o debate de ideias e o projeto de reforma das mentalidades que norteariam a intervenção da que viria a ser a Geração de 70. Aquela que constituiu a polémica mais importante da nossa história literária, pois nela participou, em uma ou outra frente, praticamente toda a inteligência da época, fez emergir uma geração nova, protagonista de uma revolução cultural e literária cuja amplitude ultrapassaria até a do próprio Romantismo. Objetivos das conferências do Casino
  • 8. 8 As Conferências do Casino foram mais uma forma de manifesto de geração, sobre a sociedade portuguesa e uma forma de debater os grandes temas de época. Estas reuniões tiveram lugar no Casino Lisbonense, no ano de 1871 pelo grupo do Cenáculo, formado, mais ou menos, pelos ex-estudantes de Coimbra que constituem a Geração de 70. Foi, então, que o grupo de jovens escritores e intelectuais, reunidos em Lisboa após concluírem os seus estudos em Coimbra, tendo sido Antero o grande impulsionador desde os tempos universitários, incentivando os outros membros do grupo em Proudhon. A ideia destas palestras surgiu numa reunião do Cenáculo. Antero e Batalha Reis alugaram a sala do Casino Lisbonense, situado no Largo da Abegoaria, actualmente de Rafael Bordalo Pinheiro. Foi no jornal "Revolução de Setembro" que foi feita a propaganda destas Conferências. Conferencias realizadas: "O Espírito das Conferências", por Antero de Quental -Foi proposta a fusão deste artigo com: Antero de Quental; -Nesta conferência, Antero de Quental discute idéias que colocassem Portugal em consonância com a Europa. “Causas da Decadência dos Povos Peninsulares", por Antero de Quental; -Antero tenta explicar as razões do atraso português e do atraso espanhol a partir do século XVII; -A conferência sistematiza teses há muito defendidas por Alexandre Herculano; -Martins escreverá a História da Civilização Ibérica, em 1879, e o Portugal Contemporâneo em 1881, tendo como bases as teses de Herculano e Antero.
  • 9. 9 Para Antero as causas principais da decadência são três: - A Contra-Reforma dirigida pelos Jesuítas - A Centralização Política realizada pela Monarquia Absoluta. - O sistema económico realizado pelos descobrimentos "Literatura Portuguesa", por Augusto Soromenho; -Foi proposta a fusão deste artigo com: A Literatura Nova - o Realismo como nova expressão da arte; -Eça de Queirós exalta a revolução política, científica e social -Considera a literatura como produto social condicionado a determinismos rígidos; crítica o Romantismo; -Defende o Realismo, igualando-o a um consórcio entre a obra de arte e o meio social. "A Literatura Nova ou O Realismo como nova expressão da arte," por Eça de Queiroz; Doc.3- conferênciasnocasino
  • 10. 10 -Foi proposta a fusão deste artigo com: A Literatura Nova - o Realismo como nova expressão da arte; -Eça de Queirós exalta a revolução política, científica e social; considera a literatura como produto social condicionado a determinismos rígidos; crítica o Romantismo; Ele defende o Realismo, igualando-o a um consórcio entre a obra de arte e o meio social;Alguns exemplos são Coubert na pintura e Flaubert com a obra Madame Bovary. "O Ensino", por Adolfo Coelho -Foi proposta a fusão deste artigo com: Francisco Adolfo Coelho; -Adolfo Coelho fala sobre a necessidade e fins do ensino; -Examina as formas e seus tipos; entre Igreja e Estado; defende a separação entre ambos e a promoção da liberdade do pensamento. Realismo/Naturalismo em Portugal
  • 11. 11 A Geração de 70 vai criando um novo romantismo, demasiadamente limitado aos problemas e obsessões nacionais (que chega a Portugal por influência estrangeira europeia: irreligiosidade de Loisy e Renun; inconformismo com a tradição, fruto dos avanços da ciência e técnica, que originam a crença de que o Homem superaria os seus limites; supremacia da verdade física, com o desenvolvimento das ciências exactas e experimentais; novas teorias filosóficas - idealismo de Hegel, socialismo de Proudhon, Positivismo de Comte, e evolucionismo de Darwin e Lamark - que levam à crença nos princípios de justiça e igualdade; materialismo optimista graças ao progresso técnico,. Isto explica o atraso do passado pela passividade do Homem e a sua crença nas forças sobrenaturais), provocando uma verdadeira revolução cultural: repensa e questiona toda a cultura portuguesa desde as origens, fixando-se no ponto alto das Descobertas; pretende preparar uma profunda transformação na ideologia política e estrutural social portuguesas (isto é, a revolução republicana de 1910). A questão Coimbrã, embora não tivesse sido ainda o confronto entre Romantismo e realismo, cria as condições para a instauração do Realismo em Portugal, Doc.4- pinturarealistadageração de 70
  • 12. 12 na medida em que se acentua o papel que cabe à literatura como fenómeno de intervenção crítica na vida da colectividade. Eça de Queirós definiu o Realismo como "uma base filosófica para todas as concepções de espírito - uma lei, uma carta de guia, um roteiro do pensamento humano, na eterna região do belo, do bom e do justo,(...)é a crítica do Homem,(...)para condenar o que houver de mau na nossa sociedade.(...)É não simplesmente o expôr (o real) minudente, trivial, fotográfico,(...)mas sim partir dele para a análise do Homem e sociedade." As características gerais do Realismo são: a análise e síntese da realidade com objectividade, em oposição à subjectividade romântica; exactidão, veracidade e abundância de pormenores, com o retrato fidelíssimo da natureza; total indiferença perante o "Eu" subjectivo e pensante perante a natureza (o "Eu" romântico); neutralidade de coração perante o bem e o mal, o feio e o bonito, vício e virtude; análise corajosa de vícios e podridão da sociedade; relacionamento lógico entre as causas desse comportamento (biológicas ou sociais, e a natureza interior e exterior da personagem); admissão de temas cosmopolitas na literatura; uso de expressões simples e sem convencionalismos (por oposição ao tom declamatório romântico). O Naturalismo difere do Realismo, mas não é independente dele. Ambos crêem que a arte é a representação mimética e objectiva da realidade exterior. Foi a partir desta tendência geral para o Realismo mimético que o Naturalismo surgiu, sendo por isso muitas vezes encarado como uma intensificação do Realismo. As características principais são: tentativa de aplicar à literatura as descobertas e métodos da ciência do séc.XIX (filosofia, sociologia, fisiologia, psicopatologia, entre outros), tentando explicar as emoções através da sua manifestação física (apresenta, assim, mais razões científicas do que o simples descrever dos factos do Realismo); resultou muitas vezes na escolha de assuntos mais chocantes (alcoolismo, jogo, adultério, opressão social, doenças, as suas causas e consequências), vocabulário mais terra-a-terra, motes mais cativantes ou detalhes mais fotográficos. O Naturalismo acabou por se tornar uma doutrina (instituiu que o indivíduo era primária e fundamentalmente modelado pela hereditariedade, meio e educação - pela
  • 13. 13 "natureza"), com uma certa visão muito específica (Eça de Queirós chamou-lhe a "forma científica que a arte assume") do Homem e do seu comportamento, tornando-se mais concreto mas também mais limitado que o Realismo, embora que, como os olhos do observador/escritor não são lentes inanimadas, a reprodução da realidade em cada uma das obras Naturalistas, pode reconhecer-se como sendo individual, e os Naturalistas acabam por afastar-se da própria teoria. Escritores importantes enquadrados neste movimento Realista-Naturalista, são Eça de Queirós, Antero de Quental e Oliveira Martins, por exemplo. Conclusão Doc.5- pinturarealistade Manet
  • 14. 14 Com este trabalho aprendemos que a geração de 70 teve um grande impacto na sociedade da sua época apesar de não ter sido bem-sucedida no que respeita cumprir os seus objectivos e a defender os seus princípios. Aprendemos que a questão de Coimbra foi uma das mais importantes polémicas literárias portuguesas onde Castilho criticou a geração de 70 afirmando que eles falavam de temas que não estavam relacionados com a poesia e criticava-os dizendo que eles possuíam falta de bom senso e de bom gosto. Aprendemos que as Conferencias do Casino aconteceram num casino em Lisboa e que se realizaram 5 conferencias sendo elas, a conferência “O Espírito das Conferências", a conferência "Causas da Decadência dos Povos Peninsulares", a conferência "Literatura Portuguesa", a conferência "A Literatura Nova ou O Realismo como nova expressão da arte," e a conferência "O Ensino". E por fim aprendemos que o realismo e o naturalismo são tem aspectos mas que também tem aspectos em comum tais como a crença da arte é a representação mimética e objectiva da realidade exterior. Webgrafia