SlideShare uma empresa Scribd logo
Thomas Kuhn

A Estrutura das Revoluções
         Científicas
Principais conceitos
•   Paradigma.
•   Incomensurabilidade do paradigma.
•   Ciência Normal.
•   Anomalia.
•   Ciência Extraordinária.
•   Revolução científica.
Paradigma: Teoria ou conjunto de teorias
 que formam uma visão do mundo e diz o
            que é a ciência

• Para Kuhn, o termo Paradigma possui
  vários aspectos, entre os quais:

  – Lógicos: modo como estão organizadas as
    principais equações e os principais
    pensamentos. Ex.: para Newton f=m.a, para
    Einstein e=m.c2.
– Metafísicos: modo como se concebe a
  realidade. Para Newton a natureza é um
  conjunto de partículas sob a acção de forças.
- Axiológicos: Um paradigma consiste
numa interpretação que revela
simplicidade e coerência na forma como
as teorias resumem a realidade. Aliás,
estas características contribuem para a
sua aceitabilidade por parte dos cientistas.
• Aspectos técnicos: O paradigma também
  reflecte modelos de resolução dos
  problemas e promulga técnicas e métodos
  adequados de investigação. Além disso, o
  paradigma transporta consigo
  determinados aspectos conceptuais muito
  próprios. Ex. A teoria da evolução das
  espécies de Darwin possui uma manta de
  conceitos muito específicos.
• Aspectos sociológicos: O paradigma
  reflecte um acordo consensual por parte
  da comunidade científica. Para tal, o
  defensor do paradigma terá de apresentar
  uma proposta, uma visão do mundo, de
  forma convincente e persuasiva.
Incomensurabilidade dos
          Paradigmas
• Dois paradigmas não se comparam um
  com o outro. São duas visões antagónicas
  da realidade. Entre dois paradigmas não
  existe continuidade. Por ex.:
Paradigma ptolemaico/Paradigma
  copernicano

Não se pode viver com dois paradigmas de
 forma simultânea.
Ciência Normal
• Institucionalização do paradigma. Quando o paradigma
  se torna aceite pela comunidade científica é aplicado a
  todos os momentos das investigações, promovendo-se
  no ensino e apresentando-se de forma natural no
  quotidiano da ciência. Por isso , quando se fala em
  pesquisas científicas estas são nomeadas: Temos a
  óptica ondulatória, a óptica corpuscular e a óptica onda-
  partícula. Actualmente a óptica física diz-nos que a luz é
  composta por fotões. Assim, toda a pesquisa é
  condicionada por este paradigma. Quando o paradigma
  passa a ser ensinado nas escolas é porque já é
  considerado ciência normal.
Objectivo da Ciência Normal
      Resolução de quebra-cabeças (enígmas)

• O papel fundamental da ciência normal não é de
  mostrar novidades. Pretende, acima de tudo,
  explicar algum facto pelo paradigma existente.
  Imagine-se que se encontra um novo planeta
  com vida, embora só possua gases. O
  paradigma dominante diz que a vida exige a
  presença de certas condições que não se
  encontram nesse planeta. Qual o papel da
  ciência normal? Arranjar forma de explicar este
  novo facto a partir das teorias já existentes.
Objectivos da Ciência Normal
              (cont.)
• É isto que confere à ciência a ideia de que
  consiste num quebra-cabeças. Quando
  partimos para a resolução de algum jogo
  partimos com a convicção que tem uma
  solução. Também a ciência quando parte
  para um problema encara-o como enigma
  que, à partida tem solução dentro das
  regras do paradigma. Qualquer problema
  que não seja explicado pelo paradigma é
  suspenso até melhor oportunidade.
Anomalia
• Uma anomalia consiste na constatação de que a natureza violou as
  expectativas paradigmáticas que governam a ciência normal.
• Por exemplo, a descoberta do oxigénio. A palavra descoberta
  sugere que houve um momento único e uma única pessoa que
  processaram a descoberta. Ora, Kuhn diz que a descoberta é um
  processo moroso. A descoberta oxigénio tanto se ficou a dever a
  Priestley como a Lavoisier ou até a todos aqueles que contribuíram
  para a descoberta. Além disso, a própria constatação da existência
  de oxigénio não foi rapidamente aceite. Durante o séc. XVIII havia a
  ideia paradigmática de que todas as substâncias que se queimam
  têm um elemento comum: o flogisto. Foi somente com Lavoisier que
  se concluiu que o fenómeno da combustão deveria ser interpretado
  ao contrário do que ensinava a teoria flogística: em lugar de perder
  flogisto, elemento imaginário que não deveria existir, os corpos
  quando se queimam, ou se oxidam, absorvem oxigénio.
• Temos, desta forma uma anomalia que desencadeou uma crise do
  paradigma.
Crise do Paradigma
• Se as anomalias se tornarem fecundas e
  com tendência perene, originam-se
  determinadas condições que levam à
  mudança de paradigma.
     - Fracasso do paradigma dominante
  em resolver os seus próprios problemas;
     - Insegurança dos cientistas;
     - Pressões sócio-culturais.
A Ciência Extraordinária: ou a
     resistência ou a mudança
• A ciência extraordinária consiste num acto
  suspensivo da teoria. Os cientistas,
  perante uma anomalia, tentam a todo o
  custo manter o paradigma.
• Caso isso não seja possível, começa-se a
  pensar numa alternativa. Aparece um
  novo paradigma que, depois de se tornar
  aceite pela comunidade científica,
  apresenta-se como ciência normal.

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Conhecimento Científico - Popper
Conhecimento Científico - PopperConhecimento Científico - Popper
Conhecimento Científico - Popper
Jorge Barbosa
 
DESCARTES 11ANO
DESCARTES 11ANODESCARTES 11ANO
DESCARTES 11ANO
Beatriz Cruz
 
Objeções_falsificacionismo
Objeções_falsificacionismoObjeções_falsificacionismo
Objeções_falsificacionismo
Isabel Moura
 
Filosofia da Arte
Filosofia da Arte Filosofia da Arte
Filosofia da Arte
VeraJesus14
 
Objectividade científica e racionalidade científica
Objectividade científica e racionalidade científicaObjectividade científica e racionalidade científica
Objectividade científica e racionalidade científica
AMLDRP
 
O que é paradigma segundo thomas kuhn
O que é paradigma segundo thomas kuhnO que é paradigma segundo thomas kuhn
O que é paradigma segundo thomas kuhn
Míria Alves Cirqueira
 
Impressões e ideias
Impressões e ideiasImpressões e ideias
Impressões e ideias
Luis De Sousa Rodrigues
 
Popper e kuhn
Popper e kuhnPopper e kuhn
Popper e kuhn
Manuela Machado
 
A incomensurabilidade dos paradigmas
A incomensurabilidade dos paradigmasA incomensurabilidade dos paradigmas
A incomensurabilidade dos paradigmas
Luis De Sousa Rodrigues
 
Resumos filosofia 11
Resumos filosofia 11Resumos filosofia 11
Resumos filosofia 11
Dylan Bonnet
 
Teoria racionalista de Descartes
Teoria racionalista de DescartesTeoria racionalista de Descartes
Teoria racionalista de Descartes
Elisabete Silva
 
Gramática 11º ano
Gramática 11º anoGramática 11º ano
Gramática 11º ano
Luis Antonio
 
Revoluções Científicas - Kuhn
Revoluções Científicas - KuhnRevoluções Científicas - Kuhn
Revoluções Científicas - Kuhn
Jorge Barbosa
 
Comparação_Popper_kuhn
Comparação_Popper_kuhn Comparação_Popper_kuhn
Comparação_Popper_kuhn
Isabel Moura
 
Kant e Stuart Mill
Kant e Stuart MillKant e Stuart Mill
Kant e Stuart Mill
Joana Filipa Rodrigues
 
A revolução científica
A revolução científicaA revolução científica
A revolução científica
Luis De Sousa Rodrigues
 
Determinismo e Livre-arbítrio - Filosofia 10º Ano
Determinismo e Livre-arbítrio - Filosofia 10º AnoDeterminismo e Livre-arbítrio - Filosofia 10º Ano
Determinismo e Livre-arbítrio - Filosofia 10º Ano
Pedro Francisco
 
Descartes críticas
Descartes críticasDescartes críticas
Descartes críticas
Helena Serrão
 

Mais procurados (20)

Popper contra o indutivismo
Popper contra o indutivismoPopper contra o indutivismo
Popper contra o indutivismo
 
Conhecimento Científico - Popper
Conhecimento Científico - PopperConhecimento Científico - Popper
Conhecimento Científico - Popper
 
DESCARTES 11ANO
DESCARTES 11ANODESCARTES 11ANO
DESCARTES 11ANO
 
Objeções_falsificacionismo
Objeções_falsificacionismoObjeções_falsificacionismo
Objeções_falsificacionismo
 
Filosofia da Arte
Filosofia da Arte Filosofia da Arte
Filosofia da Arte
 
Objectividade científica e racionalidade científica
Objectividade científica e racionalidade científicaObjectividade científica e racionalidade científica
Objectividade científica e racionalidade científica
 
O que é paradigma segundo thomas kuhn
O que é paradigma segundo thomas kuhnO que é paradigma segundo thomas kuhn
O que é paradigma segundo thomas kuhn
 
Impressões e ideias
Impressões e ideiasImpressões e ideias
Impressões e ideias
 
Popper e kuhn
Popper e kuhnPopper e kuhn
Popper e kuhn
 
A incomensurabilidade dos paradigmas
A incomensurabilidade dos paradigmasA incomensurabilidade dos paradigmas
A incomensurabilidade dos paradigmas
 
Resumos filosofia 11
Resumos filosofia 11Resumos filosofia 11
Resumos filosofia 11
 
Tipos de conhecimento
Tipos de conhecimentoTipos de conhecimento
Tipos de conhecimento
 
Teoria racionalista de Descartes
Teoria racionalista de DescartesTeoria racionalista de Descartes
Teoria racionalista de Descartes
 
Gramática 11º ano
Gramática 11º anoGramática 11º ano
Gramática 11º ano
 
Revoluções Científicas - Kuhn
Revoluções Científicas - KuhnRevoluções Científicas - Kuhn
Revoluções Científicas - Kuhn
 
Comparação_Popper_kuhn
Comparação_Popper_kuhn Comparação_Popper_kuhn
Comparação_Popper_kuhn
 
Kant e Stuart Mill
Kant e Stuart MillKant e Stuart Mill
Kant e Stuart Mill
 
A revolução científica
A revolução científicaA revolução científica
A revolução científica
 
Determinismo e Livre-arbítrio - Filosofia 10º Ano
Determinismo e Livre-arbítrio - Filosofia 10º AnoDeterminismo e Livre-arbítrio - Filosofia 10º Ano
Determinismo e Livre-arbítrio - Filosofia 10º Ano
 
Descartes críticas
Descartes críticasDescartes críticas
Descartes críticas
 

Semelhante a Thomas kuhn

A estrutura das revoluções científicas
A estrutura das revoluções científicasA estrutura das revoluções científicas
A estrutura das revoluções científicas
Carlos Jonathan Santos
 
A estrutura das revoluçoes cientificas
A estrutura das revoluçoes cientificasA estrutura das revoluçoes cientificas
A estrutura das revoluçoes cientificas
Boutchich Sanaa
 
O método das ciencias da natureza
O método das ciencias da naturezaO método das ciencias da natureza
O método das ciencias da natureza
Fatima Freitas
 
Khun, pop..
Khun, pop..Khun, pop..
Khun, pop..
pyteroliva
 
16 o método científico
16 o método científico16 o método científico
16 o método científico
Joao Balbi
 
A01 +metodologia+cientifica
A01 +metodologia+cientificaA01 +metodologia+cientifica
A01 +metodologia+cientifica
Adriana Guimarães
 
De popper à nova heterodoxia
De popper à nova heterodoxiaDe popper à nova heterodoxia
De popper à nova heterodoxia
Rodrigo Garbelotti Barsotti
 
Thomas kuhn
Thomas kuhnThomas kuhn
Thomas kuhn
André Silva
 
aula.pptx aula cientificismo revolução cient
aula.pptx aula cientificismo revolução cientaula.pptx aula cientificismo revolução cient
aula.pptx aula cientificismo revolução cient
PabloGabrielKdabra
 
A Evolução da Ciência.pdf. Resumo do tema "A evolução da Ciência" .
A Evolução da Ciência.pdf. Resumo do tema "A evolução da Ciência" .A Evolução da Ciência.pdf. Resumo do tema "A evolução da Ciência" .
A Evolução da Ciência.pdf. Resumo do tema "A evolução da Ciência" .
filipepereira406050
 
( Espiritismo) # - ademir l xavier jr - doutrina espírita e as chamadas ciê...
( Espiritismo)   # - ademir l xavier jr - doutrina espírita e as chamadas ciê...( Espiritismo)   # - ademir l xavier jr - doutrina espírita e as chamadas ciê...
( Espiritismo) # - ademir l xavier jr - doutrina espírita e as chamadas ciê...
Instituto de Psicobiofísica Rama Schain
 
Ciência natural: os pressupostos filosóficos
Ciência natural: os pressupostos filosóficosCiência natural: os pressupostos filosóficos
Ciência natural: os pressupostos filosóficos
Leonardo Kaplan
 
6 metodo cientifico
6 metodo cientifico 6 metodo cientifico
6 metodo cientifico
Erica Frau
 
Kuhn e a estructura das revoluçoes cientificas
Kuhn e a estructura das revoluçoes cientificasKuhn e a estructura das revoluçoes cientificas
Kuhn e a estructura das revoluçoes cientificas
Boutchich Sanaa
 
O que é ciência - Prof. Chibene. Unicamp
O que é ciência - Prof. Chibene. UnicampO que é ciência - Prof. Chibene. Unicamp
O que é ciência - Prof. Chibene. Unicamp
Carlos Alberto Monteiro
 
Designação de campo ciência e epistemologia [1]
Designação de campo  ciência e epistemologia [1]Designação de campo  ciência e epistemologia [1]
Designação de campo ciência e epistemologia [1]
MarliQLeite
 
A racionalidade científica e os Paradigmas - Kuhn
A racionalidade científica e os Paradigmas - KuhnA racionalidade científica e os Paradigmas - Kuhn
A racionalidade científica e os Paradigmas - Kuhn
Helena Serrão
 
Thomas kuhn
Thomas kuhnThomas kuhn
Thomas kuhn
Letícia Carline
 
Philosophy of science and science of philosophy
Philosophy of science and science of philosophyPhilosophy of science and science of philosophy
Philosophy of science and science of philosophy
Osame Kinouchi
 
Estrutura das revoluções científicas
Estrutura das revoluções científicasEstrutura das revoluções científicas
Estrutura das revoluções científicas
Cilmara Cristina Dos Santos
 

Semelhante a Thomas kuhn (20)

A estrutura das revoluções científicas
A estrutura das revoluções científicasA estrutura das revoluções científicas
A estrutura das revoluções científicas
 
A estrutura das revoluçoes cientificas
A estrutura das revoluçoes cientificasA estrutura das revoluçoes cientificas
A estrutura das revoluçoes cientificas
 
O método das ciencias da natureza
O método das ciencias da naturezaO método das ciencias da natureza
O método das ciencias da natureza
 
Khun, pop..
Khun, pop..Khun, pop..
Khun, pop..
 
16 o método científico
16 o método científico16 o método científico
16 o método científico
 
A01 +metodologia+cientifica
A01 +metodologia+cientificaA01 +metodologia+cientifica
A01 +metodologia+cientifica
 
De popper à nova heterodoxia
De popper à nova heterodoxiaDe popper à nova heterodoxia
De popper à nova heterodoxia
 
Thomas kuhn
Thomas kuhnThomas kuhn
Thomas kuhn
 
aula.pptx aula cientificismo revolução cient
aula.pptx aula cientificismo revolução cientaula.pptx aula cientificismo revolução cient
aula.pptx aula cientificismo revolução cient
 
A Evolução da Ciência.pdf. Resumo do tema "A evolução da Ciência" .
A Evolução da Ciência.pdf. Resumo do tema "A evolução da Ciência" .A Evolução da Ciência.pdf. Resumo do tema "A evolução da Ciência" .
A Evolução da Ciência.pdf. Resumo do tema "A evolução da Ciência" .
 
( Espiritismo) # - ademir l xavier jr - doutrina espírita e as chamadas ciê...
( Espiritismo)   # - ademir l xavier jr - doutrina espírita e as chamadas ciê...( Espiritismo)   # - ademir l xavier jr - doutrina espírita e as chamadas ciê...
( Espiritismo) # - ademir l xavier jr - doutrina espírita e as chamadas ciê...
 
Ciência natural: os pressupostos filosóficos
Ciência natural: os pressupostos filosóficosCiência natural: os pressupostos filosóficos
Ciência natural: os pressupostos filosóficos
 
6 metodo cientifico
6 metodo cientifico 6 metodo cientifico
6 metodo cientifico
 
Kuhn e a estructura das revoluçoes cientificas
Kuhn e a estructura das revoluçoes cientificasKuhn e a estructura das revoluçoes cientificas
Kuhn e a estructura das revoluçoes cientificas
 
O que é ciência - Prof. Chibene. Unicamp
O que é ciência - Prof. Chibene. UnicampO que é ciência - Prof. Chibene. Unicamp
O que é ciência - Prof. Chibene. Unicamp
 
Designação de campo ciência e epistemologia [1]
Designação de campo  ciência e epistemologia [1]Designação de campo  ciência e epistemologia [1]
Designação de campo ciência e epistemologia [1]
 
A racionalidade científica e os Paradigmas - Kuhn
A racionalidade científica e os Paradigmas - KuhnA racionalidade científica e os Paradigmas - Kuhn
A racionalidade científica e os Paradigmas - Kuhn
 
Thomas kuhn
Thomas kuhnThomas kuhn
Thomas kuhn
 
Philosophy of science and science of philosophy
Philosophy of science and science of philosophyPhilosophy of science and science of philosophy
Philosophy of science and science of philosophy
 
Estrutura das revoluções científicas
Estrutura das revoluções científicasEstrutura das revoluções científicas
Estrutura das revoluções científicas
 

Mais de António Daniel

Exame de filosofia critérios
Exame de filosofia   critériosExame de filosofia   critérios
Exame de filosofia critérios
António Daniel
 
Exame filosofia 2ª fase
Exame filosofia 2ª faseExame filosofia 2ª fase
Exame filosofia 2ª fase
António Daniel
 
A aprendizagem
A aprendizagemA aprendizagem
A aprendizagem
António Daniel
 
Kant. Conhecimento.
Kant. Conhecimento.Kant. Conhecimento.
Kant. Conhecimento.
António Daniel
 
Fundamentação metafísica dos costumes
Fundamentação metafísica dos costumesFundamentação metafísica dos costumes
Fundamentação metafísica dos costumes
António Daniel
 
Fundamentação metafísica dos costumes
Fundamentação metafísica dos costumesFundamentação metafísica dos costumes
Fundamentação metafísica dos costumes
António Daniel
 
Cepticismo
CepticismoCepticismo
Cepticismo
António Daniel
 
Mente corpo
Mente corpoMente corpo
Mente corpo
António Daniel
 
Utilitarismo
UtilitarismoUtilitarismo
Utilitarismo
António Daniel
 
Thomas hobbes
Thomas hobbesThomas hobbes
Thomas hobbes
António Daniel
 
John locke
John lockeJohn locke
John locke
António Daniel
 
Truísmos à volta da beleza
Truísmos à volta da belezaTruísmos à volta da beleza
Truísmos à volta da beleza
António Daniel
 
Fundamentação metafísica dos costumes
Fundamentação metafísica dos costumesFundamentação metafísica dos costumes
Fundamentação metafísica dos costumes
António Daniel
 
Determinismo, libertismo e determinismo moderado
Determinismo, libertismo e determinismo moderadoDeterminismo, libertismo e determinismo moderado
Determinismo, libertismo e determinismo moderado
António Daniel
 
Estética
EstéticaEstética
Estética
António Daniel
 
Concepções de justiça e john rawls
Concepções de justiça e john rawlsConcepções de justiça e john rawls
Concepções de justiça e john rawls
António Daniel
 

Mais de António Daniel (16)

Exame de filosofia critérios
Exame de filosofia   critériosExame de filosofia   critérios
Exame de filosofia critérios
 
Exame filosofia 2ª fase
Exame filosofia 2ª faseExame filosofia 2ª fase
Exame filosofia 2ª fase
 
A aprendizagem
A aprendizagemA aprendizagem
A aprendizagem
 
Kant. Conhecimento.
Kant. Conhecimento.Kant. Conhecimento.
Kant. Conhecimento.
 
Fundamentação metafísica dos costumes
Fundamentação metafísica dos costumesFundamentação metafísica dos costumes
Fundamentação metafísica dos costumes
 
Fundamentação metafísica dos costumes
Fundamentação metafísica dos costumesFundamentação metafísica dos costumes
Fundamentação metafísica dos costumes
 
Cepticismo
CepticismoCepticismo
Cepticismo
 
Mente corpo
Mente corpoMente corpo
Mente corpo
 
Utilitarismo
UtilitarismoUtilitarismo
Utilitarismo
 
Thomas hobbes
Thomas hobbesThomas hobbes
Thomas hobbes
 
John locke
John lockeJohn locke
John locke
 
Truísmos à volta da beleza
Truísmos à volta da belezaTruísmos à volta da beleza
Truísmos à volta da beleza
 
Fundamentação metafísica dos costumes
Fundamentação metafísica dos costumesFundamentação metafísica dos costumes
Fundamentação metafísica dos costumes
 
Determinismo, libertismo e determinismo moderado
Determinismo, libertismo e determinismo moderadoDeterminismo, libertismo e determinismo moderado
Determinismo, libertismo e determinismo moderado
 
Estética
EstéticaEstética
Estética
 
Concepções de justiça e john rawls
Concepções de justiça e john rawlsConcepções de justiça e john rawls
Concepções de justiça e john rawls
 

Thomas kuhn

  • 1. Thomas Kuhn A Estrutura das Revoluções Científicas
  • 2. Principais conceitos • Paradigma. • Incomensurabilidade do paradigma. • Ciência Normal. • Anomalia. • Ciência Extraordinária. • Revolução científica.
  • 3. Paradigma: Teoria ou conjunto de teorias que formam uma visão do mundo e diz o que é a ciência • Para Kuhn, o termo Paradigma possui vários aspectos, entre os quais: – Lógicos: modo como estão organizadas as principais equações e os principais pensamentos. Ex.: para Newton f=m.a, para Einstein e=m.c2.
  • 4. – Metafísicos: modo como se concebe a realidade. Para Newton a natureza é um conjunto de partículas sob a acção de forças.
  • 5. - Axiológicos: Um paradigma consiste numa interpretação que revela simplicidade e coerência na forma como as teorias resumem a realidade. Aliás, estas características contribuem para a sua aceitabilidade por parte dos cientistas.
  • 6. • Aspectos técnicos: O paradigma também reflecte modelos de resolução dos problemas e promulga técnicas e métodos adequados de investigação. Além disso, o paradigma transporta consigo determinados aspectos conceptuais muito próprios. Ex. A teoria da evolução das espécies de Darwin possui uma manta de conceitos muito específicos.
  • 7. • Aspectos sociológicos: O paradigma reflecte um acordo consensual por parte da comunidade científica. Para tal, o defensor do paradigma terá de apresentar uma proposta, uma visão do mundo, de forma convincente e persuasiva.
  • 8. Incomensurabilidade dos Paradigmas • Dois paradigmas não se comparam um com o outro. São duas visões antagónicas da realidade. Entre dois paradigmas não existe continuidade. Por ex.: Paradigma ptolemaico/Paradigma copernicano Não se pode viver com dois paradigmas de forma simultânea.
  • 9. Ciência Normal • Institucionalização do paradigma. Quando o paradigma se torna aceite pela comunidade científica é aplicado a todos os momentos das investigações, promovendo-se no ensino e apresentando-se de forma natural no quotidiano da ciência. Por isso , quando se fala em pesquisas científicas estas são nomeadas: Temos a óptica ondulatória, a óptica corpuscular e a óptica onda- partícula. Actualmente a óptica física diz-nos que a luz é composta por fotões. Assim, toda a pesquisa é condicionada por este paradigma. Quando o paradigma passa a ser ensinado nas escolas é porque já é considerado ciência normal.
  • 10. Objectivo da Ciência Normal Resolução de quebra-cabeças (enígmas) • O papel fundamental da ciência normal não é de mostrar novidades. Pretende, acima de tudo, explicar algum facto pelo paradigma existente. Imagine-se que se encontra um novo planeta com vida, embora só possua gases. O paradigma dominante diz que a vida exige a presença de certas condições que não se encontram nesse planeta. Qual o papel da ciência normal? Arranjar forma de explicar este novo facto a partir das teorias já existentes.
  • 11. Objectivos da Ciência Normal (cont.) • É isto que confere à ciência a ideia de que consiste num quebra-cabeças. Quando partimos para a resolução de algum jogo partimos com a convicção que tem uma solução. Também a ciência quando parte para um problema encara-o como enigma que, à partida tem solução dentro das regras do paradigma. Qualquer problema que não seja explicado pelo paradigma é suspenso até melhor oportunidade.
  • 12. Anomalia • Uma anomalia consiste na constatação de que a natureza violou as expectativas paradigmáticas que governam a ciência normal. • Por exemplo, a descoberta do oxigénio. A palavra descoberta sugere que houve um momento único e uma única pessoa que processaram a descoberta. Ora, Kuhn diz que a descoberta é um processo moroso. A descoberta oxigénio tanto se ficou a dever a Priestley como a Lavoisier ou até a todos aqueles que contribuíram para a descoberta. Além disso, a própria constatação da existência de oxigénio não foi rapidamente aceite. Durante o séc. XVIII havia a ideia paradigmática de que todas as substâncias que se queimam têm um elemento comum: o flogisto. Foi somente com Lavoisier que se concluiu que o fenómeno da combustão deveria ser interpretado ao contrário do que ensinava a teoria flogística: em lugar de perder flogisto, elemento imaginário que não deveria existir, os corpos quando se queimam, ou se oxidam, absorvem oxigénio. • Temos, desta forma uma anomalia que desencadeou uma crise do paradigma.
  • 13. Crise do Paradigma • Se as anomalias se tornarem fecundas e com tendência perene, originam-se determinadas condições que levam à mudança de paradigma. - Fracasso do paradigma dominante em resolver os seus próprios problemas; - Insegurança dos cientistas; - Pressões sócio-culturais.
  • 14. A Ciência Extraordinária: ou a resistência ou a mudança • A ciência extraordinária consiste num acto suspensivo da teoria. Os cientistas, perante uma anomalia, tentam a todo o custo manter o paradigma. • Caso isso não seja possível, começa-se a pensar numa alternativa. Aparece um novo paradigma que, depois de se tornar aceite pela comunidade científica, apresenta-se como ciência normal.