CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS, EDUCAÇÃO E LETRAS
CAMPUS DE MARECHAL RONDON
LITERATURA BRASILEIRA II
O PROJETO ESTÉTICO E IDEO...
MODERNISMO BRASILEIRO:
O CONTEXTO HISTÓRICO
Nas primeiras décadas do século XX, o Brasil passou por uma rápida transformaç...
MODERNISMO BRASILEIRO:
O CONTEXTO HISTÓRICO
Separam-se, cada vez mais, as estruturas da vida pública nacional: de um lado,...
UMA CULTURA BRASILEIRA
No movimento modernista brasileiro, apoiado nas vanguardas
europeias, os autores defendiam a identi...
O PROJETO MODERNISTA
A ideia de destruição proposta pelos modernistas tinha como objetivo,
em um primeiro momento, o rompi...
O NACIONALISMO
O nacionalismo surge no horizonte do grupo modernista apenas
em 1924. O ataque ao “passadismo” é substituíd...
A SEMANA DE ARTE MODERNA
Na década de 1920, a cidade de São Paulo era
considerada a cidade mais moderna de todo o Brasil.
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ANTECEDENTES DA SEMANA DE 22
Entre os principais antecedentes da Semana estão: a volta de
Oswald de Andrade da Europa, ond...
OS GRUPOS MODERNISTAS
Os principais movimentos ou correntes do modernismo brasileiro :
 MOVIMENTO PAU-BRASIL
 MOVIMENTO ...
A LITERATURA COLONIAL
Europeus de diversas nacionalidades que aqui estiveram deixaram documentos
importantes sobre o Brasi...
A RELEITURA MODERNISTA DA
IDENTIDADE NACIONAL
 A primeira geração do Modernismo vai se debruçar sobre os
textos do século...
O primeiro momento modernista, devido ao seu caráter
anárquico e sentido destruidor, é o mais radical de todos os três
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O Movimento Pau-Brasil, criado por Oswald
de Andrade e Tarsila do Amaral, tinha
como objetivo a redescoberta e
revalorizaç...
DO MANIFESTO AO LIVRO
Na obra Pau-Brasil, Oswald de Andrade põe em prática as
ideias do manifesto de mesmo nome. Na primei...
Os quadros das próximas páginas fazem parte da
chamada galeria antropofágica de Tarsila do
Amaral. É com o quadro Abaporu,...
Abaporu: termo indígena que significa “aquele que come
gente”,“antropófago”. De acordo com a crença indígena, comer o inim...
Antropofagia–TarsiladoAmaral
A primeira fase, conhecida como
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1922 a 1930.
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conhecida como a fase da consolidação das
conquistas anteriores. Essa fase su...
A terceira fase, de 1945 em diante, é
conhecida como a fase da reflexão e
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Os principais autores da geração
heróica: Oswald de Andrade, Manuel
Bandeira, Raul Bopp, Alcântara
Machado e Mário de Andr...
DESCOBRIMENTO
Abancado à escrivaninha em São Paulo
Na minha casa da rua Lopes Chaves
De supetão senti um friúme por dentro...
MÁRIO DE ANDRADE:
PERSONALIDADE DO MODERNISMO BRASILEIRO
Se um movimento deve a uma grande personalidade parte significati...
LITERATURA CONTEMPORÂNEA
O LEGADO MODERNISTA
Ainda que não se possa desprezar a importância de escritores
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O uso de diferentes registros pode ser identificado como
elemento importante do ideário modernista, ma...
É importante ressaltar aquelas características de contestação do
modernismo que libertaram os escritores brasileiros de um...
O LEGADO MODERNISTA
A busca por padrões autônomos e formas autênticas que
representassem a criação estética nacional não s...
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Ainda na década de 1930, a prosa literária, por meio do
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O projeto estético e ideológico do modernismo brasileiro
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O projeto estético e ideológico do modernismo brasileiro

  1. 1. CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS, EDUCAÇÃO E LETRAS CAMPUS DE MARECHAL RONDON LITERATURA BRASILEIRA II O PROJETO ESTÉTICO E IDEOLÓGICO DO MODERNISMO PROF. PAULO KONZEN
  2. 2. MODERNISMO BRASILEIRO: O CONTEXTO HISTÓRICO Nas primeiras décadas do século XX, o Brasil passou por uma rápida transformação econômica, social, política e cultural, que se gestava há algum tempo. Isto porque a implantação do novo regime, que havia acenado para mudanças que redefiniriam a conjuntura nacional, com a implantação da democracia, a separação entre Estado e Igreja e a possibilidade do voto (ainda que com exceções), prosseguia com a manutenção da política oligárquica, do coronelismo e das “relações federativas”, não tornando favorável a participação popular na Primeira República. VISCARDI, Cláudia Maria Ribeiro. O teatro das oligarquias: uma revisão da política do “café com leite”. Belo Horizonte: ComArte, 2001, p. 11. As diversas transformações tiveram início ainda no Império, com a abolição da escravatura e a passagem para relações capitalistas de produção, as quais propiciaram a ampliação do mercado interno e da divisão social do trabalho, sendo motivada pelo processo de urbanização e pela vinda dos imigrantes europeus. LINHARES, Maria Yedda Linhares (Org.). História geral do Brasil. 9. ed. Rio de Janeiro: Campus, 1990, p. 183. Paralelamente, deslocam-se ou marginalizam-se os antigos escravos em diversos locais do país, o que, por consequência, aumenta as fileiras da pequena classe média, da classe operária e do subproletariado. FAUSTO, Boris. História do Brasil. 8. ed. São Paulo: Edusp, 2000, p. 32.
  3. 3. MODERNISMO BRASILEIRO: O CONTEXTO HISTÓRICO Separam-se, cada vez mais, as estruturas da vida pública nacional: de um lado, arranjos políticos manejados pelas oligarquias rurais, e de outro, os novos extratos sócio-econômicos não representados pelo poder oficial. Desse quadro, emergem diversos movimentos sociais e urbanos, em tempos e lugares diferentes, os quais expressavam a insatisfação com a nova ordem: Cangaço, Canudos, Contestado, Movimento Operário, Revolta da Vacina, Revolta da Chibata, Revolta do Forte de Copacabana, Coluna Prestes e o surgimento do Partido Comunista Brasileiro. No conjunto, estas manifestações testemunhavam o estado geral de uma nação que se desenvolvia à custa de graves desequilíbrios, construindo-se como respostas do povo contra a situação de miséria e opressão em que vivia. BOSI, Alfredo. História concisa da literatura brasileira. 2. ed. São Paulo: Cultrix, 1974, p. 341. No âmbito cultural, embora as preferências estéticas fossem pelo eclético e europeizado, desde a primeira década do século XX já era possível detectar um anseio de renovação em alguns espíritos vanguardistas e inconformados, de diversos setores da sociedade, que discordavam dos valores antigos e tradicionais. Essa fase de transição foi periodizada estilisticamente como “sincretismo” e encerra todos os germes que irão desenvolver-se no modernismo. Nesse período, destaca-se a valorização do Brasil do interior através de Euclides da Cunha e Monteiro Lobato. Nesse momento, já se revelava um processo de afirmação da identidade nacional brasileira, uma tentativa de construção sociocultural na qual o povo brasileiro se reconhecesse. Em substituição aos tais valores conservacionistas, surge uma “tendência dinâmica”, propondo uma superação constante, baseada na ideia de “modernidade”. COUTINHO, Afrânio; SOUSA, J. Galante de. Enciclopédia de literatura brasileira. São Paulo: Global; Rio de Janeiro: Fundação Biblioteca Nacional/ABL, 2001, p. 1083.
  4. 4. UMA CULTURA BRASILEIRA No movimento modernista brasileiro, apoiado nas vanguardas europeias, os autores defendiam a identidade nacional, propondo uma revisão do fazer literário: reivindicavam um sistema gramatical brasileiro, uma ruptura com a dicção retórica portuguesa. Seus princípios consistiam na ideia de uma cultura popular como bem a ser preservado e vetor determinante de nossa identidade. O modernismo brasileiro afirmou-se sobretudo como movimento “abrasileirador” da cultura.
  5. 5. O PROJETO MODERNISTA A ideia de destruição proposta pelos modernistas tinha como objetivo, em um primeiro momento, o rompimento com estéticas passadas, em especial a parnasiana: a ênfase oratória, a eloquência, o culto da rima rica, da linguagem classicizante e lusitanizante. A proposta inicial do movimento consistia numa ruptura das subordinações acadêmicas; destruição do espírito conservador e conformista; demolição de tabus e preconceitos e defesa do direito à pesquisa estética, atualização da inteligência artística e estabilização de uma consciência criadora nacional. Os modernistas valorizaram a incorporação de gírias e de sintaxe irregular, a aproximação da linguagem oral de vários segmentos da sociedade, a reconstrução da cultura brasileira e a revisão crítica da história e das tradições culturais do país.
  6. 6. O NACIONALISMO O nacionalismo surge no horizonte do grupo modernista apenas em 1924. O ataque ao “passadismo” é substituído pela ênfase na elaboração de uma cultura nacional. Os ideais passam a ser ideológicos, discutindo o nacional e o popular em nossa literatura. Celebram o primitivismo, isto é, nossas origens indígenas e não europeias, apoiando-se no folclore, nos aspectos míticos e lendários da cultura popular. Os autores do Modernismo buscaram no índio e no negro os elementos primordiais da cultura brasileira, além de buscar retratar a mistura de culturas e raças existentes no país. Contudo, o nacionalismo modernista não se caracteriza pelo ufanismo romântico. Assume agora uma perspectiva crítica, um tom anárquico e desabusado. COUTINHO, Afrânio; SOUSA, J. Galante de. Enciclopédia de literatura brasileira. São Paulo: Global; Rio de Janeiro: Fundação Biblioteca Nacional/ABL, 2001, p. 1089-1092.
  7. 7. A SEMANA DE ARTE MODERNA Na década de 1920, a cidade de São Paulo era considerada a cidade mais moderna de todo o Brasil. Moderna em todos os sentidos, tanto nos aspectos positivos, quanto nos aspectos negativos da modernidade. Já nessa época mostrava uma grande desigualdade: de um lado os grandes proprietários de indústrias, a alta sociedade cafeeira, símbolos da riqueza, e de outro os operários, os imigrantes, símbolos da miséria e da exploração. Influenciadas pelas vanguardas europeias e pelo Modernismo português, as manifestações modernas no Brasil começam a aparecer muito antes da Semana de Arte Moderna de 1922.
  8. 8. ANTECEDENTES DA SEMANA DE 22 Entre os principais antecedentes da Semana estão: a volta de Oswald de Andrade da Europa, onde entrou em contato com as inovações propostas pelos movimentos de vanguarda, principalmente com o Futurismo de Marinetti; a primeira exposição dos quadros expressionistas de Lasar Segall; a fundação da Revista Orpheu, símbolo do Modernismo em Portugal; a publicação de vários livros dos autores que participariam mais tarde da Semana de 22 e o grande estopim e a grande mola propulsora do Modernismo, segundo muitos estudiosos: a exposição da pintora Anita Malfatti, que recebeu uma forte crítica de Monteiro Lobato, no artigo intitulado “Paranóia ou Mistificação?”.
  9. 9. OS GRUPOS MODERNISTAS Os principais movimentos ou correntes do modernismo brasileiro :  MOVIMENTO PAU-BRASIL  MOVIMENTO VERDE-AMARELO  MOVIMENTO ANTROPOFÁGICO Após a realização da Semana de Arte Moderna, muitos dos artistas e escritores da época reuniram-se em torno de projetos coletivos, tais como as revistas de divulgação das ideias modernistas:  REVISTA KLAXON  REVISTA DE ANTROPOFAGIA  REVISTA VERDE  TERRA ROXA E OUTRAS TERRAS
  10. 10. A LITERATURA COLONIAL Europeus de diversas nacionalidades que aqui estiveram deixaram documentos importantes sobre o Brasil de então. Além da Carta do Descobrimento de Pero Vaz Caminha, destaca-se também "Duas Viagens ao Brasil" (1557), do alemão Hans Staden, que descreve pormenorizadamente o modo de vida dos Tupinambás, dos quais o autor foi prisioneiro em 1554. Outros textos importantes são "Viagem à Terra do Brasil", de Jean de Léry e "As Singularidades da França-Antártica", de André Thevet, que documentam a tentativa de colonização francesa na baía da Guanabara. Os jesuítas também produziram obras sobre o período, como as "Cartas", de Manuel da Nóbrega e José de Anchieta. Esse conjunto de textos permitiu o conhecimento de diversos fatos históricos da época. Em sua totalidade, as obras documentam diversos aspectos da implantação do processo colonial em território brasileiro. Nesse sentido, sua importância é indiscutível: trata-se do relato dos acontecimentos pela perspectiva privilegiada de participantes ou testemunhas oculares.
  11. 11. A RELEITURA MODERNISTA DA IDENTIDADE NACIONAL  A primeira geração do Modernismo vai se debruçar sobre os textos do século 16 para propor uma nova noção de nacionalismo, que questionava satiricamente os padrões culturais europeus seguidos no Brasil.  A carta de Pero Vaz de Caminha é ironizada no capítulo 9 (Carta prás Icamiabas) do "Macunaíma", de Mário de Andrade.  No livro "Pau-Brasil", Oswald de Andrade compôs vários poemas com frases extraídas dos autores do século 16, de modo a criar uma versão paródica do modo tradicional de narrar a história do Brasil.
  12. 12. O primeiro momento modernista, devido ao seu caráter anárquico e sentido destruidor, é o mais radical de todos os três momentos desse movimento. Isso se dá devido à necessidade de ruptura com a tradição acadêmica da época. Para conseguir isso e para manifestar todas as ideias modernistas que as revistas e os manifestos propunham, os modernistas, no campo da literatura, fizeram uso de muitos recursos de linguagem: liberdade formal, aproximação da linguagem poética com a da prosa, metalinguagem, valorização do cotidiano etc. Além da nova linguagem, o primeiro momento modernista também é caracterizado pelo nacionalismo exacerbado; pela procura de uma "língua nacional", ou seja, a língua falada pelo povo nas ruas; pela reescritura de textos do passado, na forma de paródia; e pela incorporação do humor e irreverência. Dentre todas essas características, o humor e a irreverência foram as grandes marcas da literatura desse primeiro momento modernista.
  13. 13. O Movimento Pau-Brasil, criado por Oswald de Andrade e Tarsila do Amaral, tinha como objetivo a redescoberta e revalorização da cultura primitiva brasileira. Oswald queria uma poesia de exportação, daí o nome Pau-Brasil, nome do primeiro produto exportado pelo Brasil.
  14. 14. DO MANIFESTO AO LIVRO Na obra Pau-Brasil, Oswald de Andrade põe em prática as ideias do manifesto de mesmo nome. Na primeira parte do livro, intitulada "História do Brasil", Oswald recupera com surpreendente vigor poético documentos de nossa literatura de informação. Na segunda, "Poemas da colonização", ele revê momentos de nossa fase colonial em poemas com grande poder de síntese. O autor relata ainda a paisagem brasileira, cenas do cotidiano e faz poesia metalinguística. Se utiliza largamente do verso livre e de uma linguagem extremamente simples, aproximando-se do coloquial.
  15. 15. Os quadros das próximas páginas fazem parte da chamada galeria antropofágica de Tarsila do Amaral. É com o quadro Abaporu, que tem início o Movimento Antropofágico. Segundo a própria artista, a ideia do movimento surgiu quando ela resolveu dar esse quadro de presente ao então marido Oswald de Andrade. O movimento tinha como objetivo “devorar” a cultura estrangeira, para reelaborá-la com autonomia. GALERIA ANTROPOFÁGICA
  16. 16. Abaporu: termo indígena que significa “aquele que come gente”,“antropófago”. De acordo com a crença indígena, comer o inimigo significava assimilar suas qualidades.
  17. 17. Antropofagia–TarsiladoAmaral
  18. 18. A primeira fase, conhecida como heróica, compreende o período de 1922 a 1930.
  19. 19. A segunda fase se estende de 1930 a 1945 e é conhecida como a fase da consolidação das conquistas anteriores. Essa fase subdivide-se em dois grupos: na poesia destacam-se Carlos Drummond de Andrade, Cecília Meireles e Vinícius de Moraes; e a prosa é representada, entre outros autores, por José Lins do Rego, Graciliano Ramos e Jorge Amado.
  20. 20. A terceira fase, de 1945 em diante, é conhecida como a fase da reflexão e da universalidade temática. Os principais autores desse período são: Guimarães Rosa, Clarice Lispector e João Cabral de Melo Neto.
  21. 21. Os principais autores da geração heróica: Oswald de Andrade, Manuel Bandeira, Raul Bopp, Alcântara Machado e Mário de Andrade.
  22. 22. DESCOBRIMENTO Abancado à escrivaninha em São Paulo Na minha casa da rua Lopes Chaves De supetão senti um friúme por dentro. Fiquei trêmulo, muito comovido Com o livro palerma olhando pra mim. Não vê que me lembrei que lá no Norte, meu Deus! Muito longe de mim Na escuridão ativa da noite que caiu Um homem pálido magro de cabelo escorrendo nos olhos, Depois de fazer uma pele com a borracha do dia, Faz pouco se deitou, está dormindo. Esse homem é brasileiro que nem eu. Mário de Andrade
  23. 23. MÁRIO DE ANDRADE: PERSONALIDADE DO MODERNISMO BRASILEIRO Se um movimento deve a uma grande personalidade parte significativa de seu êxito, é inegável que, no caso do Modernismo, tanto na fase demolidora e heróica como também em seu período mais construtivo, essa personalidade dirigente foi a de Mário de Andrade, que, no conto, na epopeia do Macunaíma, na poesia, na crítica e teoria literárias, na linguagem, nos estudos folclóricos, para não referir os vários outros setores onde sua ação se fez sentir, deixou o sinete de sua capacidade criadora e inovadora em conquistas definitivas para a inteligência brasileira, conquistas tão importantes como realizações positivas quanto como lições e exemplos da genuína e correta atitude do espírito brasileiro, de agora em diante, no que concerne à literatura, seja no aspecto temático ou formal, na inspiração ou na técnica. (COUTINHO, Afrânio. Introdução à literatura no Brasil. RJ: Civilização Brasileira, 1978, p. 281-282).
  24. 24. LITERATURA CONTEMPORÂNEA
  25. 25. O LEGADO MODERNISTA Ainda que não se possa desprezar a importância de escritores e pensadores do início do século, como João do Rio, Lima Barreto, Euclides da Cunha, dentre outros, coube na verdade aos modernistas de São Paulo, como Oswald e Mário de Andrade, do Nordeste, como Gilberto Freyre e Jorge de Lima e do Sul, como Augusto Meyer e Raul Bopp, promover uma reorientação de toda a cultura brasileira, no sentido de aproximá-la de uma compreensão mais factual da realidade histórica, sociológica e antropológica. MORICONI, Ítalo. Como e por que ler a poesia brasileira do século XX. Rio de Janeiro: Objetiva, 2002, p. 31-32.
  26. 26. O LEGADO MODERNISTA O uso de diferentes registros pode ser identificado como elemento importante do ideário modernista, marcado pela reação estético-literária ao conservadorismo e à estagnação que perduravam na grande maioria das obras literárias desde o final do século 19, sacralizando o culto da forma e os purismos linguísticos. Em muitos dos escritos modernistas, pelo emprego de recursos corrosivos como a paródia e a ironia, o ataque era dirigido à noção de linguagem que, tanto na prosa como na poesia, era a do intelectual para o intelectual, desprezando muitas vezes a fala popular, o folclore ou qualquer outra forma de manifestação cultural menos erudita. (COUTINHO, Afrânio. Introdução à literatura no Brasil. RJ: Civilização Brasileira, 1978, p. 281-282).
  27. 27. É importante ressaltar aquelas características de contestação do modernismo que libertaram os escritores brasileiros de uma imemorial e voluntária subordinação aos cânones clássicos de Portugal, permitindo-lhes adotar uma linguagem mais livre, mais solta, mais natural, de inspiração regional e popular, o que representou sem dúvida um enriquecimento e uma libertação para a nossa língua literária, tornando realidade aquilo que os românticos apenas tentaram fazer. Como movimento, o modernismo se apresenta como concepção de vida, gerando um estilo novo de enfrentar a realidade brasileira, fosse nos processos de dominá-la, fosse nas formas de representá-la artisticamente. (COUTINHO, Afrânio. Introdução à literatura no Brasil. RJ: Civilização Brasileira, 1978, p. 278). O LEGADO MODERNISTA
  28. 28. O LEGADO MODERNISTA A busca por padrões autônomos e formas autênticas que representassem a criação estética nacional não se restringiu ao âmbito artístico. Ela se deu igualmente no pensamento social, segundo o qual os intelectuais procuraram criar novos modos de tratar e compreender a cultura e a história do Brasil, estabelecendo novas interpretações e valores para a identidade nacional e dando início à consolidação do pensamento sociológico brasileiro. Já o ano de 1930 inicia um período de intensa fermentação política, social e cultural. É na primeira metade dessa década que nascem as primeiras tentativas de interpretação de conjunto da história, da economia e da sociedade brasileira.
  29. 29. O LEGADO MODERNISTA Ainda na década de 1930, a prosa literária, por meio do romance e no conto, retrata a decadência da aristocracia rural, a formação do proletariado urbano, a luta do trabalhador, o êxodo rural, as cidades em rápida transformação. Cenários estes que serviram de base para a expansão e proliferação dos ensaios de interpretação do país, de Gilberto Freyre, Paulo Prado, Sérgio Buarque de Holanda e Caio Prado Júnior. Todos assentados na índole modernista em busca da síntese explicativa dos múltiplos aspectos da vida social brasileira e de seu desenvolvimento histórico, em suma, de sua brasilidade. COUTINHO, Afrânio; SOUSA, J. Galante de. Enciclopédia de literatura brasileira. São Paulo: Global; Rio de Janeiro: Fundação Biblioteca Nacional/ABL, 2001, p. 1092-1093.

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