Cinema de ficção versus cinema de realidade1
A palavra “documentário”Nas ciências humanas:Segunda metade do séc. XIXConotação representacionalCaráter comprobatórioNo cinema:Razões pragmáticasFinal dos anos 1920, início dos anos 1930Escola Documental Inglesa2
SurgimentoA partir de 1922Divergências na consideração da narrativaDomínio, não gêneroContraponto à ficçãoFinalidadeReferenteSaturaçãoSistema de estúdioMontagemCaráter comercial e star system3
Ideal de verdade estabelecidoPonto em comum entre documentário e ficçãoVerdade não resulta de criação cinematográficaNão é efeito-verdade criado pelo cinema através de processos imagético-narrativos"A verdade era tida como algo externo, dado de antemão, e que se expunha como objeto de descoberta e revelação pelo cinema”4
Ideal de verdade estabelecidoNarrativas de grandes acontecimentosPersonagens exemplaresHeróis civilizadoresVisões totalizantes como verdades absolutas5
O Documentário Clássico6
O Documentário ClássicoModelo, cânone ou referênciaRecusa da ficçãoSubdivido em dois pólos:Documentário etnográficoInvestigação e reportagemPrimeiros grandes documentaristas7
Robert Flaherty (1884-1951)Observação participanteDocumentário etnográficoNanook ofthe North (1922)InauguralContraponto à artificialidadeManofAran (1934)Entre ficção e documentárioIdealização8
John Grierson (1898-1972)Documentário etnográficoProdutor e diretor“Tratamento poético das realidades”Responsável pela nomenclaturaDocumentário socialDrifters (1929)9
DzigaVertov (1896-1954)Investigação e reportagemCine-olho, cinema-verdade e montagemRenovação das atualidadesExperimentalismoAnti-ilusionismo construtivoKino-eye (1924)Manwith a moviecamera (1930)Sociedade soviética pós-revolução“Tomar a vida de improviso”10
LeniRiefenstahl (1902-2003)Propaganda política alemãPróxima de Adolf Hitler e de Joseph GoebbelsInovações estéticasAvanços na montagemTriumphdesWillens (1935)Obsevacional?Representação?Olympia (1938)Subjetividade imersa na realidade11
Frank Capra (1897-1991)Whywefight series (1942-1945)Prelude to War (1943)Documentário e política:Encomenda governamentalLenin: propaganda ideológicaExperimentação e compromissoIdealização: glória e patriotismoDomínio públicohttp://www.archive.org/details/PreludeToWar12
Alberto Cavalcanti (1897-1982)Vanguardas francesas Documentário inglêsAntecipação das sinfonias urbanasCotidiano urbanoImportância do som ambienteRien que lesheures(1926)AntropocinematografiaImagens da realidade e realidade das imagens13
Jean Vigo (1905-1934)“Ponto de vista documentado” À propos de Nice (1929)Filme  silenciosoDesigualdade socialVisão satíricaNaturalismoColaboração de Boris Kaufman14
O Documentário Moderno15
Sinfonias UrbanasSubgênero do cinema documentalProliferado entre 1925-30Walter Ruttman (1887-1941)Joris Ivens (1898-1989)Participam também:CavalcantiVertovVigo16
O cinema se estrutura como linguagemContexto de extrema racionalidadePós-guerraNecessidade de novo fundamentoLinguagem e fonocentrismoCinema sem especificidadeDiferenciação entre narrativo e experimental17
Novas característicasNovo realismo ético-estéticoInflexão do cinema modernoNovas prerrogativas do direto, do campo, do ao vivo:Proliferação de denominaçõesNova base técnicaDiferentes métodos de filmagemNovo circuito das imagens objetivas e subjetivas18
Jean Rouch (1917-2004)Chronique d'un été (1960)Dirige juntamente a Edgar MorinDocumentário participativoCinema-verdadeLimites da representaçãoUso de nova aparelhagem técnica19
Documentário Contemporâneo20
Década de 1960Noções de interatividadeAuto-reflexividadeParticipação políticaArte como projeto de transformação social21
Década de 1970Revisa legado “ficcional” do documentárioDesarticula linguagemEncaminhamento para novo construtivismo“Cinema de não-ficção”22
Últimas décadasCultura cibernético-informacionalAmbiente videográfico e digital“Perda da realidade”Reality showsSimilaridade de desafios:Roger and Me (Michael Moore, 1989)33 (KikoGoifman, 2004)Cabra marcado para morrer (Coutinho,  1984)Ônibus 174 (José Padilha, 2002)23
Narrativas documentais na ficçãoDúvidas na classificaçãoDivergência de modelos clássicosConcebidas através da montagemDois indicados ao último Oscar:TheHurLocker (KathrynBigelow, 2009)In the loop (Armando Iannucci, 2009)Exploração dos limitesJogo de cena (Coutinho, 2007)24
ReferênciasAUMONT, J.; MARIE, M. Dicionário teórico e crítico de cinema.  3 ed. Campinas: Papirus, 2007. Dancyger, K. Técnicas de edição para cinema e vídeo: história, teoria e prática. Rio de Janeiro: Elsevier, 2003.FLAHERTY, R. How I filmed Nanook of the North. DisponívelNICHOLS, B. Introdução ao documentário. 3. ed. Campinas, São Paulo: Papirus, 2008. RAMOS, F. V. P. O que é documentário. Disponível em: http://www.bocc.ubi.pt/pag/pessoa-fernao-ramos-o-que-documentario.pdf.RAMOS, F. V. P. Mas afinal... o que é mesmo documentário?. São Paulo: Senac, 2008. TEIXEIRA, F. E. Documentário Moderno, in História do cinema mundial. Campinas: Ed. Papirus, 2006.VERTOV, D. Kino-eye: thewritingsofDzigaVertov. Berkeley: Univ. ofCalifornia, c1984.25
Suporte TécnicoFelipe Martinelli Orsini26

CS304 - O Documentário Clássico

  • 1.
    Cinema de ficçãoversus cinema de realidade1
  • 2.
    A palavra “documentário”Nasciências humanas:Segunda metade do séc. XIXConotação representacionalCaráter comprobatórioNo cinema:Razões pragmáticasFinal dos anos 1920, início dos anos 1930Escola Documental Inglesa2
  • 3.
    SurgimentoA partir de1922Divergências na consideração da narrativaDomínio, não gêneroContraponto à ficçãoFinalidadeReferenteSaturaçãoSistema de estúdioMontagemCaráter comercial e star system3
  • 4.
    Ideal de verdadeestabelecidoPonto em comum entre documentário e ficçãoVerdade não resulta de criação cinematográficaNão é efeito-verdade criado pelo cinema através de processos imagético-narrativos"A verdade era tida como algo externo, dado de antemão, e que se expunha como objeto de descoberta e revelação pelo cinema”4
  • 5.
    Ideal de verdadeestabelecidoNarrativas de grandes acontecimentosPersonagens exemplaresHeróis civilizadoresVisões totalizantes como verdades absolutas5
  • 6.
  • 7.
    O Documentário ClássicoModelo,cânone ou referênciaRecusa da ficçãoSubdivido em dois pólos:Documentário etnográficoInvestigação e reportagemPrimeiros grandes documentaristas7
  • 8.
    Robert Flaherty (1884-1951)ObservaçãoparticipanteDocumentário etnográficoNanook ofthe North (1922)InauguralContraponto à artificialidadeManofAran (1934)Entre ficção e documentárioIdealização8
  • 9.
    John Grierson (1898-1972)DocumentárioetnográficoProdutor e diretor“Tratamento poético das realidades”Responsável pela nomenclaturaDocumentário socialDrifters (1929)9
  • 10.
    DzigaVertov (1896-1954)Investigação ereportagemCine-olho, cinema-verdade e montagemRenovação das atualidadesExperimentalismoAnti-ilusionismo construtivoKino-eye (1924)Manwith a moviecamera (1930)Sociedade soviética pós-revolução“Tomar a vida de improviso”10
  • 11.
    LeniRiefenstahl (1902-2003)Propaganda políticaalemãPróxima de Adolf Hitler e de Joseph GoebbelsInovações estéticasAvanços na montagemTriumphdesWillens (1935)Obsevacional?Representação?Olympia (1938)Subjetividade imersa na realidade11
  • 12.
    Frank Capra (1897-1991)Whywefightseries (1942-1945)Prelude to War (1943)Documentário e política:Encomenda governamentalLenin: propaganda ideológicaExperimentação e compromissoIdealização: glória e patriotismoDomínio públicohttp://www.archive.org/details/PreludeToWar12
  • 13.
    Alberto Cavalcanti (1897-1982)Vanguardasfrancesas Documentário inglêsAntecipação das sinfonias urbanasCotidiano urbanoImportância do som ambienteRien que lesheures(1926)AntropocinematografiaImagens da realidade e realidade das imagens13
  • 14.
    Jean Vigo (1905-1934)“Pontode vista documentado” À propos de Nice (1929)Filme silenciosoDesigualdade socialVisão satíricaNaturalismoColaboração de Boris Kaufman14
  • 15.
  • 16.
    Sinfonias UrbanasSubgênero docinema documentalProliferado entre 1925-30Walter Ruttman (1887-1941)Joris Ivens (1898-1989)Participam também:CavalcantiVertovVigo16
  • 17.
    O cinema seestrutura como linguagemContexto de extrema racionalidadePós-guerraNecessidade de novo fundamentoLinguagem e fonocentrismoCinema sem especificidadeDiferenciação entre narrativo e experimental17
  • 18.
    Novas característicasNovo realismoético-estéticoInflexão do cinema modernoNovas prerrogativas do direto, do campo, do ao vivo:Proliferação de denominaçõesNova base técnicaDiferentes métodos de filmagemNovo circuito das imagens objetivas e subjetivas18
  • 19.
    Jean Rouch (1917-2004)Chroniqued'un été (1960)Dirige juntamente a Edgar MorinDocumentário participativoCinema-verdadeLimites da representaçãoUso de nova aparelhagem técnica19
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  • 21.
    Década de 1960Noçõesde interatividadeAuto-reflexividadeParticipação políticaArte como projeto de transformação social21
  • 22.
    Década de 1970Revisalegado “ficcional” do documentárioDesarticula linguagemEncaminhamento para novo construtivismo“Cinema de não-ficção”22
  • 23.
    Últimas décadasCultura cibernético-informacionalAmbientevideográfico e digital“Perda da realidade”Reality showsSimilaridade de desafios:Roger and Me (Michael Moore, 1989)33 (KikoGoifman, 2004)Cabra marcado para morrer (Coutinho, 1984)Ônibus 174 (José Padilha, 2002)23
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    Narrativas documentais naficçãoDúvidas na classificaçãoDivergência de modelos clássicosConcebidas através da montagemDois indicados ao último Oscar:TheHurLocker (KathrynBigelow, 2009)In the loop (Armando Iannucci, 2009)Exploração dos limitesJogo de cena (Coutinho, 2007)24
  • 25.
    ReferênciasAUMONT, J.; MARIE,M. Dicionário teórico e crítico de cinema.  3 ed. Campinas: Papirus, 2007. Dancyger, K. Técnicas de edição para cinema e vídeo: história, teoria e prática. Rio de Janeiro: Elsevier, 2003.FLAHERTY, R. How I filmed Nanook of the North. DisponívelNICHOLS, B. Introdução ao documentário. 3. ed. Campinas, São Paulo: Papirus, 2008. RAMOS, F. V. P. O que é documentário. Disponível em: http://www.bocc.ubi.pt/pag/pessoa-fernao-ramos-o-que-documentario.pdf.RAMOS, F. V. P. Mas afinal... o que é mesmo documentário?. São Paulo: Senac, 2008. TEIXEIRA, F. E. Documentário Moderno, in História do cinema mundial. Campinas: Ed. Papirus, 2006.VERTOV, D. Kino-eye: thewritingsofDzigaVertov. Berkeley: Univ. ofCalifornia, c1984.25
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