SlideShare uma empresa Scribd logo
Les quatre cents coups et la 
Nouvelle Vague 
ANÁLISE DO FILME 
OS INCOMPREENDIDOS DE FRANÇOIS TRUFFAUT
FRANÇOIS 
TRUFFAUT
EM SEU PRIMEIRO FILME DE LONGA- METRAGEM, FRANÇOIS 
TRUFFAUT BUSCOU REFERÊNCIAS EM SUA PRÓPRIA BIOGRAFIA.
Se hoje a Nouvelle Vague soa como algo “cool” ou 
“intelectual”, na época ela não era vista dessa maneira com a 
intensidade de agora, passadas as décadas e produzido tantos 
estudos sobre ela. Os diretores associados ao que hoje é visto 
como um “movimento cinematográfico” na verdade não se 
organizavam para criar uma unidade em suas produções; o 
que fez com que eles fossem vistos como um grupo foi o fato 
de serem, no geral, amigos bastante ligados à produção da 
crítica e da análise fílmica, além de serem contestadores e 
sempre dispostos a desafiar dos padrões vigentes que 
definiam o que era cinema e o que não era.
Falar de “Os incompreendidos” é, indiretamente, falar do 
próprio Truffaut. Esse foi seu filme de estreia, que trouxe um 
roteiro com forte pegada autobiográfica. Na trama, 
acompanhamos Antoine Doinel, um menino que sofre entre 
os extremos da rigidez da escola e do desleixo dos pais, 
vagando por Paris e entrando em contato com situações 
pouco adequadas para uma criança.
A criança passa por pequenas aventuras próprias do universo 
infantil, como os castigos de um professor ou a gazeteada de 
alguma aula para ir ao cinema, mas aos poucos as situações 
vão se complicando ao ponto de Antoine fazer, no decorrer da 
trama, a transição entre a leveza da infância e a dureza da vida 
adulta, numa espécie de jornada de iniciação ao “mundo 
real”.
A fotografia em preto-e-branco, as tomadas surpreendentes, a 
captura extremamente realista nas externas que revelaram 
Paris como poucos filmes o fizeram e a fluidez da edição não 
envelheceram passadas tantas décadas do lançamento do 
filme. Todos esses elementos ganham ainda mais significado 
ao emoldurarem a performance extraordinária de Jean-Pierre 
Léaud, menino descoberto por Truffaut que viria a se tornar 
um dos mais aclamados atores da França.
Não foi por acaso que o ator se tornou quase que um alter ego de 
Truffaut no cinema. Não apenas por conta do trabalho exemplar de 
Jean-Pierre Léaud, mas toda a representação da infância no filme é 
extremamente bem elaborada. Em “Os incompreendidos”, os 
pequenos têm tanta profundidade quanto os adultos, e eventualmente 
até mais que eles, brutalizados por seguirem a vida após o complicado 
pós-guerra europeu, o que faz do filme também um interessante 
recorte de uma época.
• O roteiro, do próprio Truffaut, em parceria com Marcel 
Moussy, recusa o clima piegas que costuma lambuzar filmes 
sobre infância. 
• É quase um documentário, profundamente alegre em certas 
partes e triste, suave, melancólico no seu todo.
OS MOVIMENTOS DE CÂMERA 
• A utilizar a montagem narrativa linear, Truffaut permite que 
conheçamos o enredo sob a perspectiva do jovem Antoine . 
• Truffaut utiliza outro artifício: O movimento de câmera 
panorâmica que acompanha o protagonista, descrevendo o 
ambiente em que ele se encontra.
• Para evidenciar o sentimento de inadequação vivido pelo 
protagonista, principalmente nas cenas ocorridas no 
ambiente escolar, utilza-sea câmera alta (plongeé) para 
demonstrar a opressão de Antoine perante seu professor. 
• Outro momento em que esse recurso é utilizado é quando a 
mãe de Antoine (interpretada por Claire Murier) vai ao 
reformatório visitá-lo, para dizer que desistiu dele.
• Nas cenas em que Antoine aparece cometendo pequenos 
delitos ou faltando à aula, utiliza-se a câmera baixa (contra-plongeé), 
com o intuito de demonstrar o espírito livre e 
rebelde de Antoine. 
• A cena final é no mínimo instigante: a câmera Panorâmica 
acompanha a fuga de Antoine, até que ele entra no mar, 
brinca e o filme termina com Antoine “encarando” o 
telespectador. Uma maneira singular de terminar o filme.
HONORÉ DE BALZAC (1799 – 1850) 
• A observação balzaquiana mostra obsessão pelos detalhes: 
seus heróis são seres de carne e osso que comem, bebem e 
se relacionam sob o domínio de paixões fortes, e de quem se 
ficam conhecendo exaustivamente o físico, o vestuário, a 
habitação, o prestígio individual ou familiar, a fortuna 
pessoal, o status social e o domicílio.
• Balzac utiliza-se de um realismo que nunca se atomiza, mas, 
antes, liga e corporifica as espécies sociais como se fosse um 
método classificatório transposto das ciências zoológicas 
para a criação literária. Sua meta é a de penetrar a estrutura 
de uma sociedade inteira por meio de suas causalidades 
específicas. Trata-se de uma preciosa documentação sobre o 
panorama da sociedade francesa.
• O realismo é a característica central de sua obra, e tanto as 
espécies sociais quanto o meio ambiente fornecem à matéria 
romanesca a dimensão histórica em que se apoia. Balzac, 
patrono do romance no Ocidente, é ao mesmo tempo 
também um historiador de costumes; sua minúcia 
documentária coloca-o, sem dúvida, como precursor do 
realismo moderno.
1959 - MORRE HEITOR VILLA-LOBOS,COMPOSITOR 
DE RECONHECIMENTO INTERNACIONAL
GUERRA DO VIETNÃ (1959-1975)
A REVOLUÇÃO CUBANA - 1959
BARBIE, LANÇAMENTO DA BONECA EM 1959.
A BELA ADORMECIDA DA DISNEY - 1959
ELVIS E BEATLES - 1956 e1960
DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DAS CRIANÇAS 
UNICEF 1959 
- A criança gozará de proteção especial e disporá de 
oportunidade e serviços, a serem estabelecidos em lei por 
outros meios, de modo que possa desenvolver-se física, 
mental, moral, espiritual e socialmente de forma saudável e 
normal, assim como em condições de liberdade e dignidade. 
Ao promulgar leis com este fim, a consideração fundamental a 
que se atenderá será o interesse superior da criança.
NO BRASIL, O TEMA CRIANÇA E SOLIDÃO 
NA LITERATURA 
• José Lins do Rego – Menino de Engenho 
• Graciliano Ramos – Vidas Secas 
• João Guimarães Rosa – Contos
NO BRASIL, O TEMA CRIANÇA E SOLIDÃO 
NO CINEMA 
• Pixote, a lei do mais fraco (1981) 
• Central do Brasil (1998) 
• Cidade de Deus (2002) 
• Capitães da Areia (2011)
NEO-REALISMO ITALIANO 
Marco: 
para alguns estudiosos, o movimento 
começa com Obsessão (1943, de Luchino 
Visconti); 
para outros, com Roma, Cidade Aberta 
(1945, de Roberto Rossellini), filme este 
que primeiro chama a atenção para o 
movimento.
Roma, Cidade Aberta (Roberto Rossellini, 1945)
TEMÁTICAS 
- o fascismo e a guerra; 
- os problemas sociais no campo; 
- o desemprego e o subemprego urbanos; 
- o abandono de jovens e idosos; 
- o suicídio infantil; 
- a condição da mulher; 
- indagação psicológica 
- e relação do homem com a igreja.
Ladrões de Bicicleta (Vitorio De Sica, 1948)
CARACTERÍSTICAS 
- utilização dos planos de conjunto e dos 
planos médios; 
- enquadramento semelhante ao utilizado 
nos filmes de atualidades (documentários) 
- (a câmera só registra); 
- recusa de efeitos visuais; 
- narrativa em continuidade (não usa 
elipses); 
-imagem acinzentada, como no 
documentário;
- filmagens, quase sempre, em cenários 
reais; 
- utilização de não-atores juntamente com 
grandes atores, como Ingrid Bergman, 
Anna Magnani, etc.; 
- diálogos simples e uso de dialetos; 
- filmes de baixo orçamento; 
- o realismo em primeiro lugar, em certos 
momentos sendo documental; 
-quebra das fronteiras entre documentário 
e ficção;
- gravações em amplos exteriores 
(externas, com uso de luz natural); 
- perambulação dos personagens através 
das externas; 
- uso de plano-sequência; 
- adoção de temáticas políticas ou sociais 
como miséria, solidão, sofrimento 
relativas à conjuntura européia pós 2ª. 
Guerra Mundial.
Alemanha, Ano Zero (Roberto Rossellini, 1947)
Legado: Vai influenciar o Nuevo Cine 
Latino-Americano; o Cinema Novo 
Brasileiro; as cinematografias asiáticas, 
israelenses, do Afeganistão, e outras. 
Principais diretores: Roberto Rossellini, 
Vitorio De Sica e Luchino Visconti. 
Roteiristas: Cesare Zavatini, Suso Cecchi 
d'Amico e Enrico Medioli.
A Terra Treme (Luchino Visconti, 1948)
Filmografia resumida: 
– Roberto Rossellini = Roma, Cidade 
Aberta (1945), Paisá (1946), Alemanha, 
Ano Zero (1948); Europa 51 (1952); 
– Luchino Visconti = Obsessão (1943), A 
Terra Treme (1948); 
– Vitorio De Sica = Ladrões de Bicicleta 
(1948), Umberto D (1952).
NOUVELLE VAGUE 
Início: 
– a censura e a caça aos comunistas em 
Hollywood fez ruir seu cinema de visão 
crítica; 
– a Nouvelle Vague recuperou uma certa 
apatia que vivenciava o cinema mundial 
da época frente à conjuntura 
hollywoodiana, contando, para tal, com o 
apoio de espectadores engajados.
Os Incompreendidos (François Truffaut, 1959)
CARACTERÍSTICAS GERAIS: 
- foi um movimento de juventude (os 
jovens turcos – nome dados aos 
integrantes e referência ao movimento na 
Turquia que quis derrubar a monarquia); 
- havia um clima de discussão; 
- movimento cineclubista; 
- o papel da cinemateca francesa – o 
museu; 
- o papel da revista Cahiers Du Cinemá; 
- o crítico André Bazin;
- os futuros diretores do movimento começaram 
na crítica cinematográfica e só posteriormente 
passaram à realização cinematográfica; 
- interesse de seus realizadores pelo cinema 
americano e por cineastas como Hitchcock; 
- sofre influência do Neo-Realismo Italiano, 
especialmente de Roberto Rossellini; 
- a Nouvelle Vague tem característica intelectual, 
mas não se apóia em nenhuma instituição cultural 
ou acadêmica; 
- prevalência de filmes de baixo orçamento; 
- a Nouvelle Vague encerra-se com o movimento 
de maio de 1968, na França.
Os incompreendidos - 1959
O amor aos 20 anos- 1962
Beijos proibidos - 1968
Domicílio conjugal - 1970
Amor em fuga - 1979
Jean-Pierre Leaud na 62ª edição do Festival de Cannes – França, 23 de maio de 2009.
Jean-Pierre Leaud na 67ª edição do Festival de Cannes – França, 21 de maio de 2014.
Acossado (Jean-Luc Godard, 1959)
CARACTERÍSTICAS ESTILÍSTICAS: 
- a política dos autores – Truffaut defendia 
a idéia de que o diretor deveria ser livre 
do roteiro, de que não deveria ater-se à 
fidelidade das adaptações literárias; 
- realização de curtas; 
- romantismo e ingenuidade nas 
temáticas, principalmente em Truffaut; 
- uso de elipses e falsos raccords (tipo de 
corte que valoriza o princípio da 
continuidade); 
- descontinuidade;
- gravações nas ruas, com luz natural e 
som direto; 
- câmera na mão; 
- representação – encenação livre com 
diálogos soltos e com gírias; 
- cenas documentais e ficcionais; 
- montagem ágil; 
- uso de metalinguagem – o cinema filma 
o próprio cinema.
Hiroshima, Mon Amour (Alain Resnais, 1959)
Legado: Nuevo Cine Latino-Americano; 
Cinema Novo Brasileiro; Cinema Marginal 
Brasileiro; Cinema Novo Português, Novo 
Cinema Alemão, japonês e outros. 
Diretores principais: François Truffaut, 
Jean-Luc Godard, Eric Rohmer, Claude 
Chabrol, Alain Resnais, Louis Malle e 
outros.
Filmografia (alguns filmes): 
Alain Resnais = Hiroshima, Meu Amor 
(1959) e Ano Passado em Marienbad 
(1961). 
Erich Rohmer = O Signo de Leão (1959). 
François Truffaut = Os Incompreendidos 
(1959) e Jules e Jim (1961). 
Jean-Luc Godard = Acossado (1959).
CINEMA NOVO BRASIL 
Em 1955, o diretor Nelson Pereira dos Santos exibiu o 
primeiro filme responsável pela inauguração do Cinema Novo. 
“Rio 40 graus” oferecia uma narrativa simples, preocupada em 
ambientar sua narrativa com personagens e cenários que 
pudessem fazer um panorama da cidade que, na época, era a 
capital do país. Depois disso, outros cineastas baianos e 
cariocas simpatizaram com essa nova proposta estético-temática 
para o cinema brasileiro.
Esses filmes tocavam na problemática do subdesenvolvimento 
nacional e, por isso, inseriam trabalhadores rurais e sertanejos 
nordestinos em suas histórias. Além disso, comprovando seu 
tom realista, esses filmes também preferiram o uso de 
cenários simples ou naturais, imagens sem muito movimento 
e a presença de diálogos extensos entre as personagens. 
Geralmente, seriam essas as vias seguidas pelo cinema novo 
para criticar o artificialismo e a alienação atribuídos ao cinema 
norte-americano.
Na primeira etapa do Cinema Novo, que vai de 1960 a 1964, 
observamos os primeiros trabalhos dos diretores Cacá 
Diegues, Ruy Guerra, Paulo César Saraceni, Leon Hirszman, 
David Neves, Joaquim Pedro de Andrade, Luiz Carlos Barreto, 
Glauber Rocha e Nelson Pereira dos Santos. Entre outras 
produções dessa época podemos salientar os filmes “Vidas 
Secas” (1963), “Os Fuzis” (1963) e o prestigiado “Deus e o 
Diabo na Terra do Sol” (1964).
O segundo período do Cinema Novo, que vai de 1964 a 1968, 
dialoga com o agitado contexto de instalação da ditadura 
militar no Brasil. Os projetos desenvolvimentistas e o discurso 
em favor da ordem social passaram a figurar outro tipo de 
temática dentro do movimento. Entre outros filmes dessa 
época, se destacam: “O Desafio” (1965), “Terra em Transe” 
(1967) e “O Bravo Guerreiro” (1968). Após esse período, a 
predominância do discurso político engajado perde sua força 
na produção do cinema novo.
Essa nova mudança refletia a eficácia dos instrumentos de 
censura e repressão estabelecidos pela ditadura militar. Com 
isso, a crítica ácida e direta encontrada nas produções 
anteriores vai perder lugar para a representação de um Brasil 
marcado por sua exuberância e outras figuras típicas. Nesse 
mesmo período, o Cinema Novo se aproximou da proposta do 
Tropicalismo, movimento musical que criticava o nacionalismo 
ufanista e a aversão radical aos elementos da cultura 
estrangeira.
Nesse último período do Cinema Novo, que se estende de 
1968 a 1972, temos um volume menor de produções, entre as 
quais se destaca o filme Macunaíma (1969). Inspirado na obra 
homônima de Mário de Andrade, esse filme reconta a 
trajetória do festivo e sensual herói da literatura brasileira por 
meio das primorosas atuações de Grande Otelo e Paulo José. 
Por meio desse filme, vemos que a questão nacional passa a 
ser rearticulada fora dos limites da estética realista.
O exílio de alguns cineastas e a adaptação de outros 
participantes às oportunidades oferecidas pela crescente 
indústria cultural brasileira acabou desgastando o movimento. 
Aqueles que ainda se inspiravam nas propostas do Cinema 
Novo, a partir da década de 1970, vão passar a encabeçar uma 
outra fase do cinema brasileiro. O chamado “Cinema 
Marginal” vai dar continuidade à postura contestatória e o 
privilégio das questões político-sociais anteriormente 
defendidas pelo Cinema Novo.
ANÁLISE DO FILME OS INCOMPREENDIDOS DE FRANÇOIS TRUFFAUT PARA O VESTIBULAR UESB 2014

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Michelangelo antonioni
Michelangelo antonioniMichelangelo antonioni
Michelangelo antonioni
Nsampaio
 
Sharunas bartas
Sharunas bartasSharunas bartas
Sharunas bartas
Bia Tavares
 
Alain Resnais
Alain ResnaisAlain Resnais
Alain Resnais
António Teixeira
 
Siegfried Kracauer
Siegfried KracauerSiegfried Kracauer
Siegfried Kracauer
Cristiano Canguçu
 
Federico fellini apresentaçao
Federico fellini apresentaçaoFederico fellini apresentaçao
Federico fellini apresentaçao
catialiliana
 
Robert doisneu
Robert doisneuRobert doisneu
Robert doisneu
camila gross
 
Leni Riefenstahl
Leni RiefenstahlLeni Riefenstahl
Leni Riefenstahl
Lúcia Vieira
 
Tópicos Sobre o Cinema de Dario Argento
Tópicos Sobre o Cinema de Dario ArgentoTópicos Sobre o Cinema de Dario Argento
Tópicos Sobre o Cinema de Dario Argento
Lucas Santana
 
O fotojornalismo e a morte - Artigo
O fotojornalismo e a morte - ArtigoO fotojornalismo e a morte - Artigo
O fotojornalismo e a morte - Artigo
Alexandre Salvador
 
Hitchcock
HitchcockHitchcock
Hitchcock
Arthur Jacob
 
Hugo Münsterberg
Hugo MünsterbergHugo Münsterberg
Hugo Münsterberg
Cristiano Canguçu
 
Jean vigo
Jean vigoJean vigo
Jean vigo
Tiago Reis
 
Jean daniel pollet
Jean daniel polletJean daniel pollet
Jean daniel pollet
xiina
 
André Bazin
André BazinAndré Bazin
André Bazin
Cristiano Canguçu
 
Dan Bannino
Dan BanninoDan Bannino
Dan Bannino
Jéssica Brasil
 
O pós guerra e o cinema expressionista alemão
O pós guerra e o cinema expressionista alemão O pós guerra e o cinema expressionista alemão
O pós guerra e o cinema expressionista alemão
ianqueiroz42
 
Catia ribeiro
Catia ribeiroCatia ribeiro
Catia ribeiro
Catia Ribeiro
 
Krzysztof Kieslowski
Krzysztof Kieslowski Krzysztof Kieslowski
Krzysztof Kieslowski
FilipaSimao
 
Expressionismo
ExpressionismoExpressionismo
Expressionismo
tiafo17
 

Mais procurados (19)

Michelangelo antonioni
Michelangelo antonioniMichelangelo antonioni
Michelangelo antonioni
 
Sharunas bartas
Sharunas bartasSharunas bartas
Sharunas bartas
 
Alain Resnais
Alain ResnaisAlain Resnais
Alain Resnais
 
Siegfried Kracauer
Siegfried KracauerSiegfried Kracauer
Siegfried Kracauer
 
Federico fellini apresentaçao
Federico fellini apresentaçaoFederico fellini apresentaçao
Federico fellini apresentaçao
 
Robert doisneu
Robert doisneuRobert doisneu
Robert doisneu
 
Leni Riefenstahl
Leni RiefenstahlLeni Riefenstahl
Leni Riefenstahl
 
Tópicos Sobre o Cinema de Dario Argento
Tópicos Sobre o Cinema de Dario ArgentoTópicos Sobre o Cinema de Dario Argento
Tópicos Sobre o Cinema de Dario Argento
 
O fotojornalismo e a morte - Artigo
O fotojornalismo e a morte - ArtigoO fotojornalismo e a morte - Artigo
O fotojornalismo e a morte - Artigo
 
Hitchcock
HitchcockHitchcock
Hitchcock
 
Hugo Münsterberg
Hugo MünsterbergHugo Münsterberg
Hugo Münsterberg
 
Jean vigo
Jean vigoJean vigo
Jean vigo
 
Jean daniel pollet
Jean daniel polletJean daniel pollet
Jean daniel pollet
 
André Bazin
André BazinAndré Bazin
André Bazin
 
Dan Bannino
Dan BanninoDan Bannino
Dan Bannino
 
O pós guerra e o cinema expressionista alemão
O pós guerra e o cinema expressionista alemão O pós guerra e o cinema expressionista alemão
O pós guerra e o cinema expressionista alemão
 
Catia ribeiro
Catia ribeiroCatia ribeiro
Catia ribeiro
 
Krzysztof Kieslowski
Krzysztof Kieslowski Krzysztof Kieslowski
Krzysztof Kieslowski
 
Expressionismo
ExpressionismoExpressionismo
Expressionismo
 

Semelhante a ANÁLISE DO FILME OS INCOMPREENDIDOS DE FRANÇOIS TRUFFAUT PARA O VESTIBULAR UESB 2014

A Nouvelle Vague (1).ppt
A Nouvelle Vague (1).pptA Nouvelle Vague (1).ppt
A Nouvelle Vague (1).ppt
Anchieta Miranda
 
Claquete Alternativa 2015
Claquete Alternativa 2015Claquete Alternativa 2015
Claquete Alternativa 2015
Felipe Henrique
 
Breve história do cinema
Breve história do cinemaBreve história do cinema
Breve história do cinema
Thiago Assumpção
 
Grandes mestres do cinema
Grandes mestres do cinemaGrandes mestres do cinema
Grandes mestres do cinema
sergioborgato
 
Cinema, o mundo em movimento
Cinema, o mundo em movimentoCinema, o mundo em movimento
Cinema, o mundo em movimento
lorers
 
Cinema, filosofia e sociedade.pptx
Cinema, filosofia e sociedade.pptx   Cinema, filosofia e sociedade.pptx
Cinema, filosofia e sociedade.pptx
gabiimedeiros
 
CINEMA - Parte 2 (Desenvolvimento e indústria)
CINEMA - Parte 2 (Desenvolvimento e indústria)CINEMA - Parte 2 (Desenvolvimento e indústria)
CINEMA - Parte 2 (Desenvolvimento e indústria)
Mauricio Mallet Duprat
 
Cinema de portugal
Cinema de portugalCinema de portugal
Cinema de portugal
Sinziana Socol
 
Joaquìn Jordá
Joaquìn JordáJoaquìn Jordá
Joaquìn Jordá
galakcius
 
Joaquín Jordà
Joaquín JordàJoaquín Jordà
Joaquín Jordà
galakcius
 
Evolução do Cinema
Evolução do CinemaEvolução do Cinema
Evolução do Cinema
Michele Pó
 
Catia ribeiro
Catia ribeiroCatia ribeiro
Catia ribeiro
40711
 
Os Parisienses Sob A OcupaçãO
Os Parisienses Sob A OcupaçãOOs Parisienses Sob A OcupaçãO
Os Parisienses Sob A OcupaçãO
Henry Chinaglia Filho
 
Jean Rouch
Jean RouchJean Rouch
Jean Rouch
ritinha128
 
História do cinema brasileiro - apostila
História do cinema brasileiro -  apostilaHistória do cinema brasileiro -  apostila
História do cinema brasileiro - apostila
Carlos Zaranza
 
Paris Sob Nazismo
Paris Sob NazismoParis Sob Nazismo
Paris Sob Nazismo
GZ-Israel
 
A OcupaçãO Alemã A Paris
A OcupaçãO Alemã A ParisA OcupaçãO Alemã A Paris
A OcupaçãO Alemã A Paris
SoproLeve
 
power-point1.pptx
power-point1.pptxpower-point1.pptx
power-point1.pptx
WeslleyDias8
 
Paris Sob A OcupaçãO (Nx Power Lite) Gc
Paris Sob A OcupaçãO (Nx Power Lite) GcParis Sob A OcupaçãO (Nx Power Lite) Gc
Paris Sob A OcupaçãO (Nx Power Lite) Gc
Helena
 
Zucca paris sob a o
Zucca paris sob a o Zucca paris sob a o
Zucca paris sob a o
Ivan Gondim
 

Semelhante a ANÁLISE DO FILME OS INCOMPREENDIDOS DE FRANÇOIS TRUFFAUT PARA O VESTIBULAR UESB 2014 (20)

A Nouvelle Vague (1).ppt
A Nouvelle Vague (1).pptA Nouvelle Vague (1).ppt
A Nouvelle Vague (1).ppt
 
Claquete Alternativa 2015
Claquete Alternativa 2015Claquete Alternativa 2015
Claquete Alternativa 2015
 
Breve história do cinema
Breve história do cinemaBreve história do cinema
Breve história do cinema
 
Grandes mestres do cinema
Grandes mestres do cinemaGrandes mestres do cinema
Grandes mestres do cinema
 
Cinema, o mundo em movimento
Cinema, o mundo em movimentoCinema, o mundo em movimento
Cinema, o mundo em movimento
 
Cinema, filosofia e sociedade.pptx
Cinema, filosofia e sociedade.pptx   Cinema, filosofia e sociedade.pptx
Cinema, filosofia e sociedade.pptx
 
CINEMA - Parte 2 (Desenvolvimento e indústria)
CINEMA - Parte 2 (Desenvolvimento e indústria)CINEMA - Parte 2 (Desenvolvimento e indústria)
CINEMA - Parte 2 (Desenvolvimento e indústria)
 
Cinema de portugal
Cinema de portugalCinema de portugal
Cinema de portugal
 
Joaquìn Jordá
Joaquìn JordáJoaquìn Jordá
Joaquìn Jordá
 
Joaquín Jordà
Joaquín JordàJoaquín Jordà
Joaquín Jordà
 
Evolução do Cinema
Evolução do CinemaEvolução do Cinema
Evolução do Cinema
 
Catia ribeiro
Catia ribeiroCatia ribeiro
Catia ribeiro
 
Os Parisienses Sob A OcupaçãO
Os Parisienses Sob A OcupaçãOOs Parisienses Sob A OcupaçãO
Os Parisienses Sob A OcupaçãO
 
Jean Rouch
Jean RouchJean Rouch
Jean Rouch
 
História do cinema brasileiro - apostila
História do cinema brasileiro -  apostilaHistória do cinema brasileiro -  apostila
História do cinema brasileiro - apostila
 
Paris Sob Nazismo
Paris Sob NazismoParis Sob Nazismo
Paris Sob Nazismo
 
A OcupaçãO Alemã A Paris
A OcupaçãO Alemã A ParisA OcupaçãO Alemã A Paris
A OcupaçãO Alemã A Paris
 
power-point1.pptx
power-point1.pptxpower-point1.pptx
power-point1.pptx
 
Paris Sob A OcupaçãO (Nx Power Lite) Gc
Paris Sob A OcupaçãO (Nx Power Lite) GcParis Sob A OcupaçãO (Nx Power Lite) Gc
Paris Sob A OcupaçãO (Nx Power Lite) Gc
 
Zucca paris sob a o
Zucca paris sob a o Zucca paris sob a o
Zucca paris sob a o
 

Mais de João Marcos Professor Literatura

Medo
MedoMedo
áLbum de fotografias
áLbum de fotografiasáLbum de fotografias
áLbum de fotografias
João Marcos Professor Literatura
 
Skank Alexia Cd Velocia (2014) Rosa mostrou música à jogadora Alexia e ela ad...
Skank Alexia Cd Velocia (2014) Rosa mostrou música à jogadora Alexia e ela ad...Skank Alexia Cd Velocia (2014) Rosa mostrou música à jogadora Alexia e ela ad...
Skank Alexia Cd Velocia (2014) Rosa mostrou música à jogadora Alexia e ela ad...
João Marcos Professor Literatura
 
Por que algumas pessoas sofrem de depressão?
Por que algumas pessoas sofrem de depressão? Por que algumas pessoas sofrem de depressão?
Por que algumas pessoas sofrem de depressão?
João Marcos Professor Literatura
 
Triste fim exercícios
Triste fim exercíciosTriste fim exercícios
Triste fim exercícios
João Marcos Professor Literatura
 
Sagarana (1946)
Sagarana (1946)Sagarana (1946)

Mais de João Marcos Professor Literatura (7)

Medo
MedoMedo
Medo
 
áLbum de fotografias
áLbum de fotografiasáLbum de fotografias
áLbum de fotografias
 
Skank Alexia Cd Velocia (2014) Rosa mostrou música à jogadora Alexia e ela ad...
Skank Alexia Cd Velocia (2014) Rosa mostrou música à jogadora Alexia e ela ad...Skank Alexia Cd Velocia (2014) Rosa mostrou música à jogadora Alexia e ela ad...
Skank Alexia Cd Velocia (2014) Rosa mostrou música à jogadora Alexia e ela ad...
 
Por que algumas pessoas sofrem de depressão?
Por que algumas pessoas sofrem de depressão? Por que algumas pessoas sofrem de depressão?
Por que algumas pessoas sofrem de depressão?
 
Triste fim exercícios
Triste fim exercíciosTriste fim exercícios
Triste fim exercícios
 
Sagarana (1946)
Sagarana (1946)Sagarana (1946)
Sagarana (1946)
 
00 cinema de qualidade
00   cinema de qualidade00   cinema de qualidade
00 cinema de qualidade
 

Último

Química orgânica e as funções organicas.pptx
Química orgânica e as funções organicas.pptxQuímica orgânica e as funções organicas.pptx
Química orgânica e as funções organicas.pptx
KeilianeOliveira3
 
Famílias Que Contribuíram Para O Crescimento Do Assaré
Famílias Que Contribuíram Para O Crescimento Do AssaréFamílias Que Contribuíram Para O Crescimento Do Assaré
Famílias Que Contribuíram Para O Crescimento Do Assaré
profesfrancleite
 
the_story_garden_5_SB_with_activities.pdf
the_story_garden_5_SB_with_activities.pdfthe_story_garden_5_SB_with_activities.pdf
the_story_garden_5_SB_with_activities.pdf
CarinaSoto12
 
Atividades de Inglês e Espanhol para Imprimir - Alfabetinho
Atividades de Inglês e Espanhol para Imprimir - AlfabetinhoAtividades de Inglês e Espanhol para Imprimir - Alfabetinho
Atividades de Inglês e Espanhol para Imprimir - Alfabetinho
MateusTavares54
 
UFCD_8298_Cozinha criativa_índice do manual
UFCD_8298_Cozinha criativa_índice do manualUFCD_8298_Cozinha criativa_índice do manual
UFCD_8298_Cozinha criativa_índice do manual
Manuais Formação
 
Caça-palavras - ortografia S, SS, X, C e Z
Caça-palavras - ortografia  S, SS, X, C e ZCaça-palavras - ortografia  S, SS, X, C e Z
Caça-palavras - ortografia S, SS, X, C e Z
Mary Alvarenga
 
UFCD_10949_Lojas e-commerce no-code_índice.pdf
UFCD_10949_Lojas e-commerce no-code_índice.pdfUFCD_10949_Lojas e-commerce no-code_índice.pdf
UFCD_10949_Lojas e-commerce no-code_índice.pdf
Manuais Formação
 
05-os-pre-socraticos sociologia-28-slides.pptx
05-os-pre-socraticos sociologia-28-slides.pptx05-os-pre-socraticos sociologia-28-slides.pptx
05-os-pre-socraticos sociologia-28-slides.pptx
ValdineyRodriguesBez1
 
Sinais de pontuação
Sinais de pontuaçãoSinais de pontuação
Sinais de pontuação
Mary Alvarenga
 
educação inclusiva na atualidade como ela se estabelece atualmente
educação inclusiva na atualidade como ela se estabelece atualmenteeducação inclusiva na atualidade como ela se estabelece atualmente
educação inclusiva na atualidade como ela se estabelece atualmente
DeuzinhaAzevedo
 
Biologia - Jogos da memória genetico.pdf
Biologia - Jogos da memória genetico.pdfBiologia - Jogos da memória genetico.pdf
Biologia - Jogos da memória genetico.pdf
Ana Da Silva Ponce
 
Memorial do convento slides- português 2023
Memorial do convento slides- português 2023Memorial do convento slides- português 2023
Memorial do convento slides- português 2023
MatildeBrites
 
Pintura Romana .pptx
Pintura Romana                     .pptxPintura Romana                     .pptx
Pintura Romana .pptx
TomasSousa7
 
LIÇÃO 9 - ORDENANÇAS PARA UMA VIDA DE SANTIFICAÇÃO.pptx
LIÇÃO 9 - ORDENANÇAS PARA UMA VIDA DE SANTIFICAÇÃO.pptxLIÇÃO 9 - ORDENANÇAS PARA UMA VIDA DE SANTIFICAÇÃO.pptx
LIÇÃO 9 - ORDENANÇAS PARA UMA VIDA DE SANTIFICAÇÃO.pptx
WelidaFreitas1
 
Acróstico - Reciclar é preciso
Acróstico   -  Reciclar é preciso Acróstico   -  Reciclar é preciso
Acróstico - Reciclar é preciso
Mary Alvarenga
 
Arundhati Roy - O Deus das Pequenas Coisas - ÍNDIA.pdf
Arundhati Roy - O Deus das Pequenas Coisas - ÍNDIA.pdfArundhati Roy - O Deus das Pequenas Coisas - ÍNDIA.pdf
Arundhati Roy - O Deus das Pequenas Coisas - ÍNDIA.pdf
Ana Da Silva Ponce
 
Slides Lição 11, CPAD, A Realidade Bíblica do Inferno, 2Tr24.pptx
Slides Lição 11, CPAD, A Realidade Bíblica do Inferno, 2Tr24.pptxSlides Lição 11, CPAD, A Realidade Bíblica do Inferno, 2Tr24.pptx
Slides Lição 11, CPAD, A Realidade Bíblica do Inferno, 2Tr24.pptx
LuizHenriquedeAlmeid6
 
Especialidade - Animais Ameaçados de Extinção(1).pdf
Especialidade - Animais Ameaçados de Extinção(1).pdfEspecialidade - Animais Ameaçados de Extinção(1).pdf
Especialidade - Animais Ameaçados de Extinção(1).pdf
DanielCastro80471
 
O sentimento nacional brasiliero, segundo o historiador Jose Murlo de Carvalho
O sentimento nacional brasiliero, segundo o historiador Jose Murlo de CarvalhoO sentimento nacional brasiliero, segundo o historiador Jose Murlo de Carvalho
O sentimento nacional brasiliero, segundo o historiador Jose Murlo de Carvalho
analuisasesso
 
Caça-palavras ortografia M antes de P e B.
Caça-palavras    ortografia M antes de P e B.Caça-palavras    ortografia M antes de P e B.
Caça-palavras ortografia M antes de P e B.
Mary Alvarenga
 

Último (20)

Química orgânica e as funções organicas.pptx
Química orgânica e as funções organicas.pptxQuímica orgânica e as funções organicas.pptx
Química orgânica e as funções organicas.pptx
 
Famílias Que Contribuíram Para O Crescimento Do Assaré
Famílias Que Contribuíram Para O Crescimento Do AssaréFamílias Que Contribuíram Para O Crescimento Do Assaré
Famílias Que Contribuíram Para O Crescimento Do Assaré
 
the_story_garden_5_SB_with_activities.pdf
the_story_garden_5_SB_with_activities.pdfthe_story_garden_5_SB_with_activities.pdf
the_story_garden_5_SB_with_activities.pdf
 
Atividades de Inglês e Espanhol para Imprimir - Alfabetinho
Atividades de Inglês e Espanhol para Imprimir - AlfabetinhoAtividades de Inglês e Espanhol para Imprimir - Alfabetinho
Atividades de Inglês e Espanhol para Imprimir - Alfabetinho
 
UFCD_8298_Cozinha criativa_índice do manual
UFCD_8298_Cozinha criativa_índice do manualUFCD_8298_Cozinha criativa_índice do manual
UFCD_8298_Cozinha criativa_índice do manual
 
Caça-palavras - ortografia S, SS, X, C e Z
Caça-palavras - ortografia  S, SS, X, C e ZCaça-palavras - ortografia  S, SS, X, C e Z
Caça-palavras - ortografia S, SS, X, C e Z
 
UFCD_10949_Lojas e-commerce no-code_índice.pdf
UFCD_10949_Lojas e-commerce no-code_índice.pdfUFCD_10949_Lojas e-commerce no-code_índice.pdf
UFCD_10949_Lojas e-commerce no-code_índice.pdf
 
05-os-pre-socraticos sociologia-28-slides.pptx
05-os-pre-socraticos sociologia-28-slides.pptx05-os-pre-socraticos sociologia-28-slides.pptx
05-os-pre-socraticos sociologia-28-slides.pptx
 
Sinais de pontuação
Sinais de pontuaçãoSinais de pontuação
Sinais de pontuação
 
educação inclusiva na atualidade como ela se estabelece atualmente
educação inclusiva na atualidade como ela se estabelece atualmenteeducação inclusiva na atualidade como ela se estabelece atualmente
educação inclusiva na atualidade como ela se estabelece atualmente
 
Biologia - Jogos da memória genetico.pdf
Biologia - Jogos da memória genetico.pdfBiologia - Jogos da memória genetico.pdf
Biologia - Jogos da memória genetico.pdf
 
Memorial do convento slides- português 2023
Memorial do convento slides- português 2023Memorial do convento slides- português 2023
Memorial do convento slides- português 2023
 
Pintura Romana .pptx
Pintura Romana                     .pptxPintura Romana                     .pptx
Pintura Romana .pptx
 
LIÇÃO 9 - ORDENANÇAS PARA UMA VIDA DE SANTIFICAÇÃO.pptx
LIÇÃO 9 - ORDENANÇAS PARA UMA VIDA DE SANTIFICAÇÃO.pptxLIÇÃO 9 - ORDENANÇAS PARA UMA VIDA DE SANTIFICAÇÃO.pptx
LIÇÃO 9 - ORDENANÇAS PARA UMA VIDA DE SANTIFICAÇÃO.pptx
 
Acróstico - Reciclar é preciso
Acróstico   -  Reciclar é preciso Acróstico   -  Reciclar é preciso
Acróstico - Reciclar é preciso
 
Arundhati Roy - O Deus das Pequenas Coisas - ÍNDIA.pdf
Arundhati Roy - O Deus das Pequenas Coisas - ÍNDIA.pdfArundhati Roy - O Deus das Pequenas Coisas - ÍNDIA.pdf
Arundhati Roy - O Deus das Pequenas Coisas - ÍNDIA.pdf
 
Slides Lição 11, CPAD, A Realidade Bíblica do Inferno, 2Tr24.pptx
Slides Lição 11, CPAD, A Realidade Bíblica do Inferno, 2Tr24.pptxSlides Lição 11, CPAD, A Realidade Bíblica do Inferno, 2Tr24.pptx
Slides Lição 11, CPAD, A Realidade Bíblica do Inferno, 2Tr24.pptx
 
Especialidade - Animais Ameaçados de Extinção(1).pdf
Especialidade - Animais Ameaçados de Extinção(1).pdfEspecialidade - Animais Ameaçados de Extinção(1).pdf
Especialidade - Animais Ameaçados de Extinção(1).pdf
 
O sentimento nacional brasiliero, segundo o historiador Jose Murlo de Carvalho
O sentimento nacional brasiliero, segundo o historiador Jose Murlo de CarvalhoO sentimento nacional brasiliero, segundo o historiador Jose Murlo de Carvalho
O sentimento nacional brasiliero, segundo o historiador Jose Murlo de Carvalho
 
Caça-palavras ortografia M antes de P e B.
Caça-palavras    ortografia M antes de P e B.Caça-palavras    ortografia M antes de P e B.
Caça-palavras ortografia M antes de P e B.
 

ANÁLISE DO FILME OS INCOMPREENDIDOS DE FRANÇOIS TRUFFAUT PARA O VESTIBULAR UESB 2014

  • 1. Les quatre cents coups et la Nouvelle Vague ANÁLISE DO FILME OS INCOMPREENDIDOS DE FRANÇOIS TRUFFAUT
  • 3. EM SEU PRIMEIRO FILME DE LONGA- METRAGEM, FRANÇOIS TRUFFAUT BUSCOU REFERÊNCIAS EM SUA PRÓPRIA BIOGRAFIA.
  • 4. Se hoje a Nouvelle Vague soa como algo “cool” ou “intelectual”, na época ela não era vista dessa maneira com a intensidade de agora, passadas as décadas e produzido tantos estudos sobre ela. Os diretores associados ao que hoje é visto como um “movimento cinematográfico” na verdade não se organizavam para criar uma unidade em suas produções; o que fez com que eles fossem vistos como um grupo foi o fato de serem, no geral, amigos bastante ligados à produção da crítica e da análise fílmica, além de serem contestadores e sempre dispostos a desafiar dos padrões vigentes que definiam o que era cinema e o que não era.
  • 5. Falar de “Os incompreendidos” é, indiretamente, falar do próprio Truffaut. Esse foi seu filme de estreia, que trouxe um roteiro com forte pegada autobiográfica. Na trama, acompanhamos Antoine Doinel, um menino que sofre entre os extremos da rigidez da escola e do desleixo dos pais, vagando por Paris e entrando em contato com situações pouco adequadas para uma criança.
  • 6. A criança passa por pequenas aventuras próprias do universo infantil, como os castigos de um professor ou a gazeteada de alguma aula para ir ao cinema, mas aos poucos as situações vão se complicando ao ponto de Antoine fazer, no decorrer da trama, a transição entre a leveza da infância e a dureza da vida adulta, numa espécie de jornada de iniciação ao “mundo real”.
  • 7. A fotografia em preto-e-branco, as tomadas surpreendentes, a captura extremamente realista nas externas que revelaram Paris como poucos filmes o fizeram e a fluidez da edição não envelheceram passadas tantas décadas do lançamento do filme. Todos esses elementos ganham ainda mais significado ao emoldurarem a performance extraordinária de Jean-Pierre Léaud, menino descoberto por Truffaut que viria a se tornar um dos mais aclamados atores da França.
  • 8. Não foi por acaso que o ator se tornou quase que um alter ego de Truffaut no cinema. Não apenas por conta do trabalho exemplar de Jean-Pierre Léaud, mas toda a representação da infância no filme é extremamente bem elaborada. Em “Os incompreendidos”, os pequenos têm tanta profundidade quanto os adultos, e eventualmente até mais que eles, brutalizados por seguirem a vida após o complicado pós-guerra europeu, o que faz do filme também um interessante recorte de uma época.
  • 9. • O roteiro, do próprio Truffaut, em parceria com Marcel Moussy, recusa o clima piegas que costuma lambuzar filmes sobre infância. • É quase um documentário, profundamente alegre em certas partes e triste, suave, melancólico no seu todo.
  • 10. OS MOVIMENTOS DE CÂMERA • A utilizar a montagem narrativa linear, Truffaut permite que conheçamos o enredo sob a perspectiva do jovem Antoine . • Truffaut utiliza outro artifício: O movimento de câmera panorâmica que acompanha o protagonista, descrevendo o ambiente em que ele se encontra.
  • 11. • Para evidenciar o sentimento de inadequação vivido pelo protagonista, principalmente nas cenas ocorridas no ambiente escolar, utilza-sea câmera alta (plongeé) para demonstrar a opressão de Antoine perante seu professor. • Outro momento em que esse recurso é utilizado é quando a mãe de Antoine (interpretada por Claire Murier) vai ao reformatório visitá-lo, para dizer que desistiu dele.
  • 12. • Nas cenas em que Antoine aparece cometendo pequenos delitos ou faltando à aula, utiliza-se a câmera baixa (contra-plongeé), com o intuito de demonstrar o espírito livre e rebelde de Antoine. • A cena final é no mínimo instigante: a câmera Panorâmica acompanha a fuga de Antoine, até que ele entra no mar, brinca e o filme termina com Antoine “encarando” o telespectador. Uma maneira singular de terminar o filme.
  • 13. HONORÉ DE BALZAC (1799 – 1850) • A observação balzaquiana mostra obsessão pelos detalhes: seus heróis são seres de carne e osso que comem, bebem e se relacionam sob o domínio de paixões fortes, e de quem se ficam conhecendo exaustivamente o físico, o vestuário, a habitação, o prestígio individual ou familiar, a fortuna pessoal, o status social e o domicílio.
  • 14. • Balzac utiliza-se de um realismo que nunca se atomiza, mas, antes, liga e corporifica as espécies sociais como se fosse um método classificatório transposto das ciências zoológicas para a criação literária. Sua meta é a de penetrar a estrutura de uma sociedade inteira por meio de suas causalidades específicas. Trata-se de uma preciosa documentação sobre o panorama da sociedade francesa.
  • 15. • O realismo é a característica central de sua obra, e tanto as espécies sociais quanto o meio ambiente fornecem à matéria romanesca a dimensão histórica em que se apoia. Balzac, patrono do romance no Ocidente, é ao mesmo tempo também um historiador de costumes; sua minúcia documentária coloca-o, sem dúvida, como precursor do realismo moderno.
  • 16. 1959 - MORRE HEITOR VILLA-LOBOS,COMPOSITOR DE RECONHECIMENTO INTERNACIONAL
  • 17. GUERRA DO VIETNÃ (1959-1975)
  • 19. BARBIE, LANÇAMENTO DA BONECA EM 1959.
  • 20. A BELA ADORMECIDA DA DISNEY - 1959
  • 21. ELVIS E BEATLES - 1956 e1960
  • 22. DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DAS CRIANÇAS UNICEF 1959 - A criança gozará de proteção especial e disporá de oportunidade e serviços, a serem estabelecidos em lei por outros meios, de modo que possa desenvolver-se física, mental, moral, espiritual e socialmente de forma saudável e normal, assim como em condições de liberdade e dignidade. Ao promulgar leis com este fim, a consideração fundamental a que se atenderá será o interesse superior da criança.
  • 23. NO BRASIL, O TEMA CRIANÇA E SOLIDÃO NA LITERATURA • José Lins do Rego – Menino de Engenho • Graciliano Ramos – Vidas Secas • João Guimarães Rosa – Contos
  • 24. NO BRASIL, O TEMA CRIANÇA E SOLIDÃO NO CINEMA • Pixote, a lei do mais fraco (1981) • Central do Brasil (1998) • Cidade de Deus (2002) • Capitães da Areia (2011)
  • 25. NEO-REALISMO ITALIANO Marco: para alguns estudiosos, o movimento começa com Obsessão (1943, de Luchino Visconti); para outros, com Roma, Cidade Aberta (1945, de Roberto Rossellini), filme este que primeiro chama a atenção para o movimento.
  • 26. Roma, Cidade Aberta (Roberto Rossellini, 1945)
  • 27. TEMÁTICAS - o fascismo e a guerra; - os problemas sociais no campo; - o desemprego e o subemprego urbanos; - o abandono de jovens e idosos; - o suicídio infantil; - a condição da mulher; - indagação psicológica - e relação do homem com a igreja.
  • 28. Ladrões de Bicicleta (Vitorio De Sica, 1948)
  • 29. CARACTERÍSTICAS - utilização dos planos de conjunto e dos planos médios; - enquadramento semelhante ao utilizado nos filmes de atualidades (documentários) - (a câmera só registra); - recusa de efeitos visuais; - narrativa em continuidade (não usa elipses); -imagem acinzentada, como no documentário;
  • 30. - filmagens, quase sempre, em cenários reais; - utilização de não-atores juntamente com grandes atores, como Ingrid Bergman, Anna Magnani, etc.; - diálogos simples e uso de dialetos; - filmes de baixo orçamento; - o realismo em primeiro lugar, em certos momentos sendo documental; -quebra das fronteiras entre documentário e ficção;
  • 31. - gravações em amplos exteriores (externas, com uso de luz natural); - perambulação dos personagens através das externas; - uso de plano-sequência; - adoção de temáticas políticas ou sociais como miséria, solidão, sofrimento relativas à conjuntura européia pós 2ª. Guerra Mundial.
  • 32. Alemanha, Ano Zero (Roberto Rossellini, 1947)
  • 33. Legado: Vai influenciar o Nuevo Cine Latino-Americano; o Cinema Novo Brasileiro; as cinematografias asiáticas, israelenses, do Afeganistão, e outras. Principais diretores: Roberto Rossellini, Vitorio De Sica e Luchino Visconti. Roteiristas: Cesare Zavatini, Suso Cecchi d'Amico e Enrico Medioli.
  • 34. A Terra Treme (Luchino Visconti, 1948)
  • 35. Filmografia resumida: – Roberto Rossellini = Roma, Cidade Aberta (1945), Paisá (1946), Alemanha, Ano Zero (1948); Europa 51 (1952); – Luchino Visconti = Obsessão (1943), A Terra Treme (1948); – Vitorio De Sica = Ladrões de Bicicleta (1948), Umberto D (1952).
  • 36. NOUVELLE VAGUE Início: – a censura e a caça aos comunistas em Hollywood fez ruir seu cinema de visão crítica; – a Nouvelle Vague recuperou uma certa apatia que vivenciava o cinema mundial da época frente à conjuntura hollywoodiana, contando, para tal, com o apoio de espectadores engajados.
  • 37. Os Incompreendidos (François Truffaut, 1959)
  • 38. CARACTERÍSTICAS GERAIS: - foi um movimento de juventude (os jovens turcos – nome dados aos integrantes e referência ao movimento na Turquia que quis derrubar a monarquia); - havia um clima de discussão; - movimento cineclubista; - o papel da cinemateca francesa – o museu; - o papel da revista Cahiers Du Cinemá; - o crítico André Bazin;
  • 39. - os futuros diretores do movimento começaram na crítica cinematográfica e só posteriormente passaram à realização cinematográfica; - interesse de seus realizadores pelo cinema americano e por cineastas como Hitchcock; - sofre influência do Neo-Realismo Italiano, especialmente de Roberto Rossellini; - a Nouvelle Vague tem característica intelectual, mas não se apóia em nenhuma instituição cultural ou acadêmica; - prevalência de filmes de baixo orçamento; - a Nouvelle Vague encerra-se com o movimento de maio de 1968, na França.
  • 41. O amor aos 20 anos- 1962
  • 44. Amor em fuga - 1979
  • 45. Jean-Pierre Leaud na 62ª edição do Festival de Cannes – França, 23 de maio de 2009.
  • 46. Jean-Pierre Leaud na 67ª edição do Festival de Cannes – França, 21 de maio de 2014.
  • 47.
  • 49. CARACTERÍSTICAS ESTILÍSTICAS: - a política dos autores – Truffaut defendia a idéia de que o diretor deveria ser livre do roteiro, de que não deveria ater-se à fidelidade das adaptações literárias; - realização de curtas; - romantismo e ingenuidade nas temáticas, principalmente em Truffaut; - uso de elipses e falsos raccords (tipo de corte que valoriza o princípio da continuidade); - descontinuidade;
  • 50. - gravações nas ruas, com luz natural e som direto; - câmera na mão; - representação – encenação livre com diálogos soltos e com gírias; - cenas documentais e ficcionais; - montagem ágil; - uso de metalinguagem – o cinema filma o próprio cinema.
  • 51. Hiroshima, Mon Amour (Alain Resnais, 1959)
  • 52. Legado: Nuevo Cine Latino-Americano; Cinema Novo Brasileiro; Cinema Marginal Brasileiro; Cinema Novo Português, Novo Cinema Alemão, japonês e outros. Diretores principais: François Truffaut, Jean-Luc Godard, Eric Rohmer, Claude Chabrol, Alain Resnais, Louis Malle e outros.
  • 53. Filmografia (alguns filmes): Alain Resnais = Hiroshima, Meu Amor (1959) e Ano Passado em Marienbad (1961). Erich Rohmer = O Signo de Leão (1959). François Truffaut = Os Incompreendidos (1959) e Jules e Jim (1961). Jean-Luc Godard = Acossado (1959).
  • 54. CINEMA NOVO BRASIL Em 1955, o diretor Nelson Pereira dos Santos exibiu o primeiro filme responsável pela inauguração do Cinema Novo. “Rio 40 graus” oferecia uma narrativa simples, preocupada em ambientar sua narrativa com personagens e cenários que pudessem fazer um panorama da cidade que, na época, era a capital do país. Depois disso, outros cineastas baianos e cariocas simpatizaram com essa nova proposta estético-temática para o cinema brasileiro.
  • 55. Esses filmes tocavam na problemática do subdesenvolvimento nacional e, por isso, inseriam trabalhadores rurais e sertanejos nordestinos em suas histórias. Além disso, comprovando seu tom realista, esses filmes também preferiram o uso de cenários simples ou naturais, imagens sem muito movimento e a presença de diálogos extensos entre as personagens. Geralmente, seriam essas as vias seguidas pelo cinema novo para criticar o artificialismo e a alienação atribuídos ao cinema norte-americano.
  • 56. Na primeira etapa do Cinema Novo, que vai de 1960 a 1964, observamos os primeiros trabalhos dos diretores Cacá Diegues, Ruy Guerra, Paulo César Saraceni, Leon Hirszman, David Neves, Joaquim Pedro de Andrade, Luiz Carlos Barreto, Glauber Rocha e Nelson Pereira dos Santos. Entre outras produções dessa época podemos salientar os filmes “Vidas Secas” (1963), “Os Fuzis” (1963) e o prestigiado “Deus e o Diabo na Terra do Sol” (1964).
  • 57. O segundo período do Cinema Novo, que vai de 1964 a 1968, dialoga com o agitado contexto de instalação da ditadura militar no Brasil. Os projetos desenvolvimentistas e o discurso em favor da ordem social passaram a figurar outro tipo de temática dentro do movimento. Entre outros filmes dessa época, se destacam: “O Desafio” (1965), “Terra em Transe” (1967) e “O Bravo Guerreiro” (1968). Após esse período, a predominância do discurso político engajado perde sua força na produção do cinema novo.
  • 58. Essa nova mudança refletia a eficácia dos instrumentos de censura e repressão estabelecidos pela ditadura militar. Com isso, a crítica ácida e direta encontrada nas produções anteriores vai perder lugar para a representação de um Brasil marcado por sua exuberância e outras figuras típicas. Nesse mesmo período, o Cinema Novo se aproximou da proposta do Tropicalismo, movimento musical que criticava o nacionalismo ufanista e a aversão radical aos elementos da cultura estrangeira.
  • 59. Nesse último período do Cinema Novo, que se estende de 1968 a 1972, temos um volume menor de produções, entre as quais se destaca o filme Macunaíma (1969). Inspirado na obra homônima de Mário de Andrade, esse filme reconta a trajetória do festivo e sensual herói da literatura brasileira por meio das primorosas atuações de Grande Otelo e Paulo José. Por meio desse filme, vemos que a questão nacional passa a ser rearticulada fora dos limites da estética realista.
  • 60. O exílio de alguns cineastas e a adaptação de outros participantes às oportunidades oferecidas pela crescente indústria cultural brasileira acabou desgastando o movimento. Aqueles que ainda se inspiravam nas propostas do Cinema Novo, a partir da década de 1970, vão passar a encabeçar uma outra fase do cinema brasileiro. O chamado “Cinema Marginal” vai dar continuidade à postura contestatória e o privilégio das questões político-sociais anteriormente defendidas pelo Cinema Novo.