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CAPÍTULO 3


    GESTÃO FINANCEIRA DE
    ESTOQUES E LOGÍSTICA

Coordenação: Prof. Dr. Alberto Borges Matias
   Finanças Corporativas de Curto Prazo
Objetivos

• Apresentar a importância da gestão de estoques
  para o capital de giro
• Mostrar as principais questões envolvidas na
  gestão de estoques
• Apresentar modelos que auxiliam na gestão de
  estoques
• Mostrar como a logística e a gestão da cadeia de
  suprimentos podem contribuir para a gestão do
  capital de giro
Introdução

• Gestão do capital de giro
  – Ativo circulante
  – Passivo circulante
• Ativo circulante: gerenciamento de caixa, crédito
  e estoques
• Estabelecer nível adequado de estoque: custos
  riscos
  – Maior volume: maior necessidade de capital de
    giro
  – Menor volume: prejudica conclusão de metas
• Manter ativo o ciclo operacional
Ciclo Operacional, Financeiro e
 Econômico
                         Compra Matéria-prima
  Compra          Início        Fim                        Recebimento
Matéria-prima   Fabricação   Fabricação         Vendas       Vendas



          PME MP         PMF          PME PA

                        Ciclo Operacional


                        Ciclo Econômico


        PMP          Ciclo Financeiro (Caixa)            PMR

        Pagamento das
           compras
Ciclo Operacional, Financeiro e
 Econômico
  Compra           Início         Fim                       Recebimento
Matéria-prima    Fabricação    Fabricação        Vendas       Vendas



          PME             PMF          PME PA
                MP

                        Ciclo Econômico

                              PME
        PMP           Ciclo Financeiro (Caixa)            PMR


   Diminuir o Ciclo de Caixa:

                PMP              PME                  PMR
Estoques

• Estoque influencia PME das empresas
  – Aumentos no volume de estoque sem respectivo
    aumento no volume de vendas, elevam PME

• Alinhamento das finanças com marketing,
  vendas, compras e produção para manutenção
  de nível de estoque

• Evitar rupturas no ciclo operacional
Estoques

• Razões para manter nível adequado de
  estoques:
  – Tornar o fluxo econômico contínuo
  – Características particulares de cada setor
  – Expectativa de aumento nos preços dos insumos
  – Proteção contra perdas inflacionárias
  – Política de venda dos fornecedores (descontos)

     OS ESTOQUES SÃO ESSENCIAIS PARA AS
  VENDAS E AS VENDAS SÃO NECESSÁRIAS PARA
                   OS LUCROS
Tipos de Estoques

•   Matéria-prima
•   Produtos em elaboração
•   Produtos acabados
•   Embalagens
•   Produtos em trânsito
•   Estoque em consignação

       INVESTIMENTO EM ESTOQUES É UM DOS
        FATORES MAIS IMPORTANTES PARA A
    ADEQUADA GESTÃO FINANCEIRA DAS EMPRESAS
Previsão de Vendas
• Praticamente todas as empresas necessitam planejar
  seus recursos de produção, distribuição e aquisição de
  insumos ou serviços em face de condições futuras
  incertas.
• É necessário prever as vendas, antes de estabelecer o
  melhor nível de estoque
• Previsões inadequadas de vendas implicam em nível
  inadequado de estoques

• É preciso organizar a previsão de vendas de acordo com
  as necessidades dos diversos departamentos da empresa
Processo Integrado de Previsão

• Incorporam dados e informações de diversas
  fontes, não somente dos departamentos de
  marketing e vendas, mas também de outras
  áreas, como depósitos e varejistas

• Utilizam técnicas estatísticas e matemáticas,
  sistemas de apoio à decisão e gerenciam o
  impacto do esforço de vendas sobre as vendas
  reais
Processo Integrado de Previsão



Bases de Dados       Processo de Previsão de Vendas         Usuários

  Históricos                                                    Áreas
                     Gerenciamento das Previsões
- Vendas                                                    - Finanças
 - Preço                             Sistemas de                 -
  - Promoções        Técnicas de                            Marketing
                                       Apoio à
    -                 Previsão                                     -
                                       Decisão
Concorrência                                                Produção
                                                             - Compras
                                                                - Logística
                 Processo Integrado de Previsão de Vendas
Erros de previsão
• Contínuo monitoramento dos erros de previsão
  são importantes:
  – Determinação de estoque de segurança (diminuir
    o risco da falta de algum produto)
  – Modelos de previsão de vendas necessitam de
    reavaliação
  – Feedback sobre as sensibilidade do tomador de
    decisão (comportamentos tendenciosos)
  – Julgamentos humanos (pressões internas)
• Auxílio de tecnologias de informação
  – Estreitamento entre varejista e fabricante
Gestão Financeira de Estoques

• Principais aspectos relacionados com a gestão
  financeira de estoque:
  – Riscos
  – Custos

• Riscos inerentes ao estoque:
  –   Furto            Riscos operacionais
  –   Deterioração
  –   Obsolescência
                        Riscos de mercado
  –   Queda nos preços
Custos relacionados a estoques
• Custos de Estocagem
   – Custo de oportunidade, aluguel, manutenção, seguro,
     obsolescência, refrigeração, iluminação
• Custo de encomendar, embarcar e receber
   – Dispêndios com deslocamentos, custo dos registros e
     contratos administrativos
• Custo de ineficiência de estoques
   – Perdas de vendas, ruptura dos cronogramas de
     produção, insatisfação dos clientes
• Custo de qualidade
   – Falhas e inconformidades, trocas em garantia e
     assistência técnica, imagem e reputação da empresa,
     tempo ocioso
Estoques: Vantagens x Custos

                               PERDAS DE VENDAS
ERROS NO ESTABELECIMENTO
  DOS NÍVEIS DE ESTOQUE
                                ELEVADOS CUSTOS
                                   ESTOCAGEM


   As vantagens de possuir estoques devem ser
    comparadas com os custos de estocagem


    MAU CONTROLE               PREJUDICIAL PARA A
                                LUCRATIVIDADE DA
    DOS ESTOQUES                    EMPRESA
Giro dos estoques
• Diminuir custos de estoque significa diminuir custos de
  produção e distribuição
• Para se avaliar o desempenho da gestão de estoques:
  Giro ou rotação do recursos investidos em estoque
  (índice de renovação do estoque em determinado
  período)

    Giro dos estoques = Custo da Mercadoria Vendida
                                 Estoque Médio

• Quanto maior o giro, maior deve ser a rentabilidade dos
  recursos investidos
Administração de Estoques
• Objetivo
  – Proporcionar nível adequado de estoque
     • Sustentar operações da empresa
     • Menor custo possível


        A DECISÃO DE QUANTO E QUANDO
     COMPRAR É UMA DAS MAIS IMPORTANTES
            NA GESTÃO DE ESTOQUES
Áreas da empresa e Estoque
• Muitas decisões relativas a estoques são tomadas
  por outras áreas devido às características físicas do
  estoque

                   Áreas
    Preferências
                           Compras   Vendas   Finanças

       Sortimento

        Estoques
        Dispersão
Administração de estoques

   A delimitação funcional de áreas (Financeira, RH,
          Marketing) vem perdendo o sentido




 Necessidade de decisões integradas, conjuntas e não
                     segregadas



O ESTOQUE É UM ATIVO FÍSICO QUE NECESSITA DE
 INVESTIMENTOS E GERA CUSTOS E BENEFÍCIOS
Abordagens para Gestão de Estoque

• Métodos para auxiliar o administrador na gestão
  de estoques:

  – Curva ABC

  – Lote Econômico de Compras (LEC)
Curva ABC
• Prioridade de estoque
• Processo para monitorar estoques
• Hierarquização dos estoques (dar atenção aos
  itens mais representativos)
• Listar os produtos de acordo com suas
  movimentações de valor
  Taxa de uso x Valor Individual
• Itens com alta movimentação de valor
  demandam controle mais cuidadoso
  – Consumo, prazo e valor do estoque
Curva ABC
  • Usado para mostrar, por ordem de importância, a
    contribuição de cada item para o efeito total



                                                       LEI DE PARETO
   %
CUMULATIVA
 DO VALOR
                                                       (REGRA 80/20)
  TOTAL




                                                     % DO NÚMERO
                                                     TOTAL DE ITENS
                   20        50                100



        A: rigor    B: LEC        C: menor rigor
Lote Econômico de Compras - LEC




                                                  LEC




         2(Cpu )(V )      Q = Quantidade
LEC =
            Ce u          Q* = Quantidade Ótima

CT = Custo Total
Ce = Custo de Estocagem
Cp = Custo do Pedido
Estoque de Segurança

• O LEC é um modelo determinístico
• Quantidade de recursos demandado pela
  empresa é incerta
  – Excesso de estoque
  – Falta de estoque
  – Atrasos na entrega
  – Falhas no processo

• Estoque de segurança é uma porcentagem da
  demanda prevista
Estoque de Segurança
Estoque de Segurança

• O estoque de segurança depende da
  variabilidade da demanda, medida pelo desvio
  padrão da demanda (σ) e do risco que a
  empresa pretende incorrer para não haver falta
  de estoque, que corresponde aos valores da
  variável z
                   ES = Z . σ


         ES = z . σ = 1,65 . 91 = 150,15
Sistema de Informação de Estoques
• Apoio computacional aos cálculos envolvidos na
  gestão de estoques
• Funções:
  – Atualizar registros de estoques
  – Gerar registros de estoques
  – Gerar pedidos (quanto e quando)
     • Método da linha vermelha
  – Atualizar nível de demanda
  – Ajudar na previsão de vendas
• Foca o processo de produção, mas pode ser
  aplicado a finanças devido à importância de se
  avaliar o aspecto financeiro dos processos
Gestão Operacional de Estoques

• Modelos

  – MRP (ou MRP I)
  – MRP II
  – OPT
  – JUST IN TIME
MRP - Material Requirements Planning
• Permite calcular quantos e que tipos de materiais são
  necessários ao processo produtivo e em que momento



                          MRP
 FORNECIMENTO                               DEMANDA
  PRODUTOS E                               PRODUTOS E
   SERVIÇOS           DECISÃO DE            SERVIÇOS
                     QUANTIDADE E
                   MOMENTO DE FLUXO
                     DE RECURSOS
   RECURSOS                               CONSUMIDORES
MRP II - MANUFACTURING RESOURCES PLANNING
  • Permite avaliar as implicações da demanda futura em
    áreas como marketing, finanças e engenharia, assim
    como as implicações em relação à necessidade de
    materiais

       MRP                                  MRP II


    FOCO NA GESTÃO                     SISTEMA CORPORATIVO
     OPERACIONAL

 AUXILIA PLANEJAMENTO E              APOIO AO PLANEJAMENTO
CONTROLE DA NECESSIDADE                 DA NECESSIDADE DE
      DE MATERIAIS                    TODOS OS RECURSOS DO
                                             NEGÓCIO
OPT - OPTIMIZED PRODUCTION TECHNOLOGY

• Técnica computadorizada que auxilia a
  programação de sistemas produtivos ao ritmo
  dotado pelos recursos mais carregados
  (gargalos)

• Se a atividade exceder a capacidade do gargalo,
  há formação de estoques

• Não sobrecarregar o sistema produtivo

• Teoria das restrições (Goldratt)
JIT – JUST IN TIME
• Filosofia de gestão empresarial criada no
  Japão, baseada em dois fundamentos:
  – Eliminação total dos estoques
  – Produção puxada pela demanda

• A empresa deve reduzir ao máximo:
  –   Número de defeitos
  –   Período de tempo do processo produtivo
  –   Volume de matéria-prima
  –   Movimentação de estoque
  –   Complexidade da linha de produção
JIT – JUST IN TIME



                     Fábrica


Fornecedores                              Clientes
                   Não há estoques
               intermediários ou finais
Compras – Relacionamento Tradicional

• Uma visão simplista da atividade de compras é o mero
  ato de comprar

                      Produto

     FORNECEDOR                      COMPRADOR



                      Dinheiro


               Relacionamento Tradicional
Compras – Relacionamento Mútuo



                 Apoio
               Tecnologia
               Informação
  FORNECEDOR                 COMPRADOR
                Confiança
               Compromisso
                Eficácia
Área de Compras
• O preço é o fator mais associado à
  responsabilidade de compra, é o custo mais
  visível
• Custo total representa mais do que o preço
  – Inclui estocagem, inspeção, conserto, retificação,
    defeitos, manutenção, impostos, etc.
• Área de compras tem o poder de adicionar
  valor ao processo produtivo
• Modalidade eletrônica de compra
Logística
• Missão:
   – Dispor a mercadoria ou o serviço determinado, no
     lugar determinado, no momento determinado e nas
     condições desejadas
• A logística não lida com detalhes de processos de
  produção, tais como o controle do estoque em processo
  e qualidade das operações
• O valor é expresso em termos de tempo e lugar
• Produtos ou serviços não tem valor a menos que
  estejam sob a posse do cliente quando (tempo) e onde
  (lugar) desejam consumí-lo
Logística
• Tecnologia da informação e gerenciamento logístico

  – Sistemas de Informações Logísticas
     • Sistemas de Gerenciamento de Transportes
     • Sistemas de Gerenciamento de Armazéns
     • Sistemas de Planejamento Logístico
     • Sistemas de Processamento de Pedidos e
      Atendimento ao Cliente
     • Banco de Dados Logístico
     • Sistemas de Gerenciamento de Estoques
     • ERP
Integração da Cadeia de Suprimentos

• A Logística refere-se à gestão de fluxo de bens e
  serviços, e informações relativas a estes, a partir
  de uma empresa, até os clientes finais, através
  de um canal de distribuição

• A Gestão da Cadeia de Suprimentos possui uma
  abrangência maior, com gerenciamento além
  das fronteiras da empresa
Evolução dos conceitos

FORNECEDORES    FORNECEDORES                 CLIENTES DE      CLIENTES DE
 DE 2ª CAMADA    DE 1ª CAMADA                  1ª CAMADA         2ª CAMADA
                                                             CLIENTES DE
                                                               2ª CAMADA




                                 UNIDADE
                                PRODUTIVA




                GESTÃO DE MATERIAIS GESTÃO DISTRIB. FÍSICA
                                                 LOGÍSTICA


                     GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS
Gestão da Cadeia de Suprimentos

• Coordenar os principais clientes e fornecedores
  no planejamento e reabastecimento de estoques
  – Manufatura sob encomenda
  – Uso de operadores logísticos
  – Integração de redes de distribuição
  – Soluções híbridas de rede de transportes
• Esforços na integração do gerenciamento da
  cadeia de abastecimento têm possibilitado
  melhorias no desempenho das empresas, tais
  como redução dos custos
Relações na Cadeia de Suprimentos

                           Fornecedores de Serviços
                           • Modelos de dados padronizados
                           • Objetivos padronizados



Fabricante                                                     CD Varejo/ Atacadista
• Informações do produto                                       • Previsão
• Promoção/Marketing e                                         • Retirada de mercadorias
                                                               • Estoque/ Pedido
   Planos de advertência
                                                               • Carregamento
• Mercadoria encomendada
                                                               • Armazenamento/ Reclamação




                                 Transportadoras               Loja Varejo
Outro Setor (ex. IRI, Nielsen)   • Informações de transporte   • Previsão
• Comportamento de compra        • Avaliação de Rota           • Movimentação
• Pesquisa                       • Viabilidade de cargas       • Estoque/ Pedido
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      2004.
WIGHT, O. Manufacturing Resources Planning: MRP II. Oliver Wight Ltd., 1984.

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Cap 3 - Gestão financeira de estoques e logística

  • 1. CAPÍTULO 3 GESTÃO FINANCEIRA DE ESTOQUES E LOGÍSTICA Coordenação: Prof. Dr. Alberto Borges Matias Finanças Corporativas de Curto Prazo
  • 2. Objetivos • Apresentar a importância da gestão de estoques para o capital de giro • Mostrar as principais questões envolvidas na gestão de estoques • Apresentar modelos que auxiliam na gestão de estoques • Mostrar como a logística e a gestão da cadeia de suprimentos podem contribuir para a gestão do capital de giro
  • 3. Introdução • Gestão do capital de giro – Ativo circulante – Passivo circulante • Ativo circulante: gerenciamento de caixa, crédito e estoques • Estabelecer nível adequado de estoque: custos riscos – Maior volume: maior necessidade de capital de giro – Menor volume: prejudica conclusão de metas • Manter ativo o ciclo operacional
  • 4. Ciclo Operacional, Financeiro e Econômico Compra Matéria-prima Compra Início Fim Recebimento Matéria-prima Fabricação Fabricação Vendas Vendas PME MP PMF PME PA Ciclo Operacional Ciclo Econômico PMP Ciclo Financeiro (Caixa) PMR Pagamento das compras
  • 5. Ciclo Operacional, Financeiro e Econômico Compra Início Fim Recebimento Matéria-prima Fabricação Fabricação Vendas Vendas PME PMF PME PA MP Ciclo Econômico PME PMP Ciclo Financeiro (Caixa) PMR Diminuir o Ciclo de Caixa: PMP PME PMR
  • 6. Estoques • Estoque influencia PME das empresas – Aumentos no volume de estoque sem respectivo aumento no volume de vendas, elevam PME • Alinhamento das finanças com marketing, vendas, compras e produção para manutenção de nível de estoque • Evitar rupturas no ciclo operacional
  • 7. Estoques • Razões para manter nível adequado de estoques: – Tornar o fluxo econômico contínuo – Características particulares de cada setor – Expectativa de aumento nos preços dos insumos – Proteção contra perdas inflacionárias – Política de venda dos fornecedores (descontos) OS ESTOQUES SÃO ESSENCIAIS PARA AS VENDAS E AS VENDAS SÃO NECESSÁRIAS PARA OS LUCROS
  • 8. Tipos de Estoques • Matéria-prima • Produtos em elaboração • Produtos acabados • Embalagens • Produtos em trânsito • Estoque em consignação INVESTIMENTO EM ESTOQUES É UM DOS FATORES MAIS IMPORTANTES PARA A ADEQUADA GESTÃO FINANCEIRA DAS EMPRESAS
  • 9. Previsão de Vendas • Praticamente todas as empresas necessitam planejar seus recursos de produção, distribuição e aquisição de insumos ou serviços em face de condições futuras incertas. • É necessário prever as vendas, antes de estabelecer o melhor nível de estoque • Previsões inadequadas de vendas implicam em nível inadequado de estoques • É preciso organizar a previsão de vendas de acordo com as necessidades dos diversos departamentos da empresa
  • 10. Processo Integrado de Previsão • Incorporam dados e informações de diversas fontes, não somente dos departamentos de marketing e vendas, mas também de outras áreas, como depósitos e varejistas • Utilizam técnicas estatísticas e matemáticas, sistemas de apoio à decisão e gerenciam o impacto do esforço de vendas sobre as vendas reais
  • 11. Processo Integrado de Previsão Bases de Dados Processo de Previsão de Vendas Usuários Históricos Áreas Gerenciamento das Previsões - Vendas - Finanças - Preço Sistemas de - - Promoções Técnicas de Marketing Apoio à - Previsão - Decisão Concorrência Produção - Compras - Logística Processo Integrado de Previsão de Vendas
  • 12. Erros de previsão • Contínuo monitoramento dos erros de previsão são importantes: – Determinação de estoque de segurança (diminuir o risco da falta de algum produto) – Modelos de previsão de vendas necessitam de reavaliação – Feedback sobre as sensibilidade do tomador de decisão (comportamentos tendenciosos) – Julgamentos humanos (pressões internas) • Auxílio de tecnologias de informação – Estreitamento entre varejista e fabricante
  • 13. Gestão Financeira de Estoques • Principais aspectos relacionados com a gestão financeira de estoque: – Riscos – Custos • Riscos inerentes ao estoque: – Furto Riscos operacionais – Deterioração – Obsolescência Riscos de mercado – Queda nos preços
  • 14. Custos relacionados a estoques • Custos de Estocagem – Custo de oportunidade, aluguel, manutenção, seguro, obsolescência, refrigeração, iluminação • Custo de encomendar, embarcar e receber – Dispêndios com deslocamentos, custo dos registros e contratos administrativos • Custo de ineficiência de estoques – Perdas de vendas, ruptura dos cronogramas de produção, insatisfação dos clientes • Custo de qualidade – Falhas e inconformidades, trocas em garantia e assistência técnica, imagem e reputação da empresa, tempo ocioso
  • 15. Estoques: Vantagens x Custos PERDAS DE VENDAS ERROS NO ESTABELECIMENTO DOS NÍVEIS DE ESTOQUE ELEVADOS CUSTOS ESTOCAGEM As vantagens de possuir estoques devem ser comparadas com os custos de estocagem MAU CONTROLE PREJUDICIAL PARA A LUCRATIVIDADE DA DOS ESTOQUES EMPRESA
  • 16. Giro dos estoques • Diminuir custos de estoque significa diminuir custos de produção e distribuição • Para se avaliar o desempenho da gestão de estoques: Giro ou rotação do recursos investidos em estoque (índice de renovação do estoque em determinado período) Giro dos estoques = Custo da Mercadoria Vendida Estoque Médio • Quanto maior o giro, maior deve ser a rentabilidade dos recursos investidos
  • 17. Administração de Estoques • Objetivo – Proporcionar nível adequado de estoque • Sustentar operações da empresa • Menor custo possível A DECISÃO DE QUANTO E QUANDO COMPRAR É UMA DAS MAIS IMPORTANTES NA GESTÃO DE ESTOQUES
  • 18. Áreas da empresa e Estoque • Muitas decisões relativas a estoques são tomadas por outras áreas devido às características físicas do estoque Áreas Preferências Compras Vendas Finanças Sortimento Estoques Dispersão
  • 19. Administração de estoques A delimitação funcional de áreas (Financeira, RH, Marketing) vem perdendo o sentido Necessidade de decisões integradas, conjuntas e não segregadas O ESTOQUE É UM ATIVO FÍSICO QUE NECESSITA DE INVESTIMENTOS E GERA CUSTOS E BENEFÍCIOS
  • 20. Abordagens para Gestão de Estoque • Métodos para auxiliar o administrador na gestão de estoques: – Curva ABC – Lote Econômico de Compras (LEC)
  • 21. Curva ABC • Prioridade de estoque • Processo para monitorar estoques • Hierarquização dos estoques (dar atenção aos itens mais representativos) • Listar os produtos de acordo com suas movimentações de valor Taxa de uso x Valor Individual • Itens com alta movimentação de valor demandam controle mais cuidadoso – Consumo, prazo e valor do estoque
  • 22. Curva ABC • Usado para mostrar, por ordem de importância, a contribuição de cada item para o efeito total LEI DE PARETO % CUMULATIVA DO VALOR (REGRA 80/20) TOTAL % DO NÚMERO TOTAL DE ITENS 20 50 100 A: rigor B: LEC C: menor rigor
  • 23. Lote Econômico de Compras - LEC LEC 2(Cpu )(V ) Q = Quantidade LEC = Ce u Q* = Quantidade Ótima CT = Custo Total Ce = Custo de Estocagem Cp = Custo do Pedido
  • 24. Estoque de Segurança • O LEC é um modelo determinístico • Quantidade de recursos demandado pela empresa é incerta – Excesso de estoque – Falta de estoque – Atrasos na entrega – Falhas no processo • Estoque de segurança é uma porcentagem da demanda prevista
  • 26. Estoque de Segurança • O estoque de segurança depende da variabilidade da demanda, medida pelo desvio padrão da demanda (σ) e do risco que a empresa pretende incorrer para não haver falta de estoque, que corresponde aos valores da variável z ES = Z . σ ES = z . σ = 1,65 . 91 = 150,15
  • 27. Sistema de Informação de Estoques • Apoio computacional aos cálculos envolvidos na gestão de estoques • Funções: – Atualizar registros de estoques – Gerar registros de estoques – Gerar pedidos (quanto e quando) • Método da linha vermelha – Atualizar nível de demanda – Ajudar na previsão de vendas • Foca o processo de produção, mas pode ser aplicado a finanças devido à importância de se avaliar o aspecto financeiro dos processos
  • 28. Gestão Operacional de Estoques • Modelos – MRP (ou MRP I) – MRP II – OPT – JUST IN TIME
  • 29. MRP - Material Requirements Planning • Permite calcular quantos e que tipos de materiais são necessários ao processo produtivo e em que momento MRP FORNECIMENTO DEMANDA PRODUTOS E PRODUTOS E SERVIÇOS DECISÃO DE SERVIÇOS QUANTIDADE E MOMENTO DE FLUXO DE RECURSOS RECURSOS CONSUMIDORES
  • 30. MRP II - MANUFACTURING RESOURCES PLANNING • Permite avaliar as implicações da demanda futura em áreas como marketing, finanças e engenharia, assim como as implicações em relação à necessidade de materiais MRP MRP II FOCO NA GESTÃO SISTEMA CORPORATIVO OPERACIONAL AUXILIA PLANEJAMENTO E APOIO AO PLANEJAMENTO CONTROLE DA NECESSIDADE DA NECESSIDADE DE DE MATERIAIS TODOS OS RECURSOS DO NEGÓCIO
  • 31. OPT - OPTIMIZED PRODUCTION TECHNOLOGY • Técnica computadorizada que auxilia a programação de sistemas produtivos ao ritmo dotado pelos recursos mais carregados (gargalos) • Se a atividade exceder a capacidade do gargalo, há formação de estoques • Não sobrecarregar o sistema produtivo • Teoria das restrições (Goldratt)
  • 32. JIT – JUST IN TIME • Filosofia de gestão empresarial criada no Japão, baseada em dois fundamentos: – Eliminação total dos estoques – Produção puxada pela demanda • A empresa deve reduzir ao máximo: – Número de defeitos – Período de tempo do processo produtivo – Volume de matéria-prima – Movimentação de estoque – Complexidade da linha de produção
  • 33. JIT – JUST IN TIME Fábrica Fornecedores Clientes Não há estoques intermediários ou finais
  • 34. Compras – Relacionamento Tradicional • Uma visão simplista da atividade de compras é o mero ato de comprar Produto FORNECEDOR COMPRADOR Dinheiro Relacionamento Tradicional
  • 35. Compras – Relacionamento Mútuo Apoio Tecnologia Informação FORNECEDOR COMPRADOR Confiança Compromisso Eficácia
  • 36. Área de Compras • O preço é o fator mais associado à responsabilidade de compra, é o custo mais visível • Custo total representa mais do que o preço – Inclui estocagem, inspeção, conserto, retificação, defeitos, manutenção, impostos, etc. • Área de compras tem o poder de adicionar valor ao processo produtivo • Modalidade eletrônica de compra
  • 37. Logística • Missão: – Dispor a mercadoria ou o serviço determinado, no lugar determinado, no momento determinado e nas condições desejadas • A logística não lida com detalhes de processos de produção, tais como o controle do estoque em processo e qualidade das operações • O valor é expresso em termos de tempo e lugar • Produtos ou serviços não tem valor a menos que estejam sob a posse do cliente quando (tempo) e onde (lugar) desejam consumí-lo
  • 38. Logística • Tecnologia da informação e gerenciamento logístico – Sistemas de Informações Logísticas • Sistemas de Gerenciamento de Transportes • Sistemas de Gerenciamento de Armazéns • Sistemas de Planejamento Logístico • Sistemas de Processamento de Pedidos e Atendimento ao Cliente • Banco de Dados Logístico • Sistemas de Gerenciamento de Estoques • ERP
  • 39. Integração da Cadeia de Suprimentos • A Logística refere-se à gestão de fluxo de bens e serviços, e informações relativas a estes, a partir de uma empresa, até os clientes finais, através de um canal de distribuição • A Gestão da Cadeia de Suprimentos possui uma abrangência maior, com gerenciamento além das fronteiras da empresa
  • 40. Evolução dos conceitos FORNECEDORES FORNECEDORES CLIENTES DE CLIENTES DE DE 2ª CAMADA DE 1ª CAMADA 1ª CAMADA 2ª CAMADA CLIENTES DE 2ª CAMADA UNIDADE PRODUTIVA GESTÃO DE MATERIAIS GESTÃO DISTRIB. FÍSICA LOGÍSTICA GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS
  • 41. Gestão da Cadeia de Suprimentos • Coordenar os principais clientes e fornecedores no planejamento e reabastecimento de estoques – Manufatura sob encomenda – Uso de operadores logísticos – Integração de redes de distribuição – Soluções híbridas de rede de transportes • Esforços na integração do gerenciamento da cadeia de abastecimento têm possibilitado melhorias no desempenho das empresas, tais como redução dos custos
  • 42. Relações na Cadeia de Suprimentos Fornecedores de Serviços • Modelos de dados padronizados • Objetivos padronizados Fabricante CD Varejo/ Atacadista • Informações do produto • Previsão • Promoção/Marketing e • Retirada de mercadorias • Estoque/ Pedido Planos de advertência • Carregamento • Mercadoria encomendada • Armazenamento/ Reclamação Transportadoras Loja Varejo Outro Setor (ex. IRI, Nielsen) • Informações de transporte • Previsão • Comportamento de compra • Avaliação de Rota • Movimentação • Pesquisa • Viabilidade de cargas • Estoque/ Pedido
  • 43. Referências ALLEN, W. B. The Logistics Revolution and Transportation. In: Annals of the American Academy of Political and Social Science. Sage. USA. pp. 106-16, September, 1997 ASSAF NETO, A.; SILVA, C. A. T. Administração do Capital de Giro. São Paulo, Atlas, 1997. ATHIÉ, E. Os novos desafios do consumo e como as empresas de classe mundial estão respondendo a estes desafios. http://www.aslog.org.br/Download/Accenture.zip (19/10/2002), 2002. BAILY, P.; FARMER, D; JESSOP, D.; JONES, D. Compras: Princípios e Administração. São Paulo, Atlas, 2000. BNDES.. Arranjos e Sistemas Produtivos Locais e as Novas Políticas de Desenvolvimento Industrial e Tecnológico. Disponível em www.bndes.gov.br/conhecimento/notatec/ntecis.pdf. Acesso em janeiro de 2005. BNDES-Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico. Arranjos e Sistemas Produtivos Locais e as Novas Políticas de Desenvolvimento Industrial e Tecnológico. Disponível em www.bndes.gov.br/conhecimento/notatec/ntecis.pdf. Acesso em julho de 2005. BORGES, A. Logística Colaborativa. http://www.aslog.org.br/Download/Logistica.zip (19/10/2002), 2002. BRAGA, R. Fundamentos e Técnicas de Administração Financeira. São Paulo: Atlas, 1995. BRIGHAN, E.; WESTON, J. F. Administração Financeira das Empresas. Rio de Janeiro, Interamericana, 1979. BRIGHAN, E.; WESTON, J. F. Essentials of Managerial Finance. New York, Holt, Rinchart and Wiston, 1968. DIAS, M. A. P. Administração de Materiais: uma Abordagem Logística. São Paulo, Atlas, 1996. FLEURY, P. F.; WANKE, P.; FIGUEIREDO, F. F. Logística Empresarial. São Paulo, Atlas, 2000. FORTES, Rogério Rezende Sá. Impacto do Aumento da Complexidade do Veículo na Cadeia Logística: no caso da Fiat Automóveis S.A. Universidade Federal de Santa Catarina. 2001 (dissertação em Engenharia da Produção). GITMAN, L. J. Princípios de Administração Financeira. São Paulo, Harbra, 1997. GOLDRATT, W. M.; COX, J. The Goal. North River Press, 1986. LANGLEY, J. C. The Evolution of Logistics Concept. Journal of Business Logistics. V. 7, n 2, pp.1-13. MARIANO, S. A Tecnologia da Informação Aplicada no Desenvolvimento dos Processos Logísticos. http://www.aslog.org.br/Download/ibmec.zip (19/10/2002), 2002. MUSETTI, M. A. A Identificação da Entidade Gestora Logística; uma Contribuição para seu Processo de Formação e Educação. Tese (Doutorado). Escola de Engenharia de São Carlos, Universidade de São Paulo, São Carlos, 2000. ORLICKY, J. Material Requirements Planning. McGraw-Hill, 1975. PADOVEZE, C. L. Contabilidade Gerencial. São Paulo: Atlas, 1997 SLACK, N., CHAMBERS, S., JOHNSTON, R. Administração da Produção. São Paulo: Atlas, 2002. 2ª Edição. SLACK, N., CHAMBERS, S., JOHNSTON, R. Administração da Produção. 2ª ed. São Paulo: Atlas, 2002. SOUSA, A. F.; LUPORINI, C. E. M.; SOUZA, M. S. Gestão do Capital de Giro. Caderno de Pesquisas em Administração. São Paulo, v.1, n. 3, 1996. WANKE, P. O Processo de Previsão de Vendas nas Empresas: aspectos organizacionais e tecnológicos.www.coppead.ufrj.br/pesquisa/cel. Acesso em 2004. WIGHT, O. Manufacturing Resources Planning: MRP II. Oliver Wight Ltd., 1984.