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Simbolismo
O que caracteriza a poesia simbolista? Na França, a poesia da segunda metade  do século XIX  assumiu duas formas:   o Parnasianismo o Simbolismo Os parnasianos consideravam  um poema o fruto de um exaustivo trabalho  de sabedoria e perfeição rítmica e musical que pretendia descrever objetivamente a realidade. Da evolução do Parnasianismo surgiu  o chamado Simbolismo, que queria fugir da rigidez estética parnasiana  em direção a uma poesia  mais livre nos temas e na forma.
[object Object],O poeta viajante, de Gustavo Moureau
Ícones  Simbolistas Baudelaire começou a escrever sob os ideais parnasianos. Sua evolução rumo ao Simbolismo deu-se no livro  As Flores do Mal  (18 57).  Seu trabalho foi tão importante que todos os poetas posteriores declararam-se de alguma forma devedores à sua poesia. Baudelaire inventou a poesia da cidade, com massas anônimas, prazeres proibidos, miséria. Entre seus temas estão a beleza, a mulher, a boemia, a embriaguez, a morte e o tédio.  Stéphane Mallarmé (1842-1898) Charles Baudelaire  (1821-1867) Paul Verlaine  (1844-1896) Arthur Rimbaud  (1854-1891)
Les fleurs du mal “ As  Flores do Mal   não contêm poemas nem lendas nem nada que tenha que ver com uma forma narrativa. Não há nelas nenhum discurso filosófico. A política está ausente por completo. As descrições, escassas, são sempre densas de significado. Mas no livro tudo é fascinação, música, sensualidade abstrata e poderosa.” As  Flores do Mal  foi editado em 1857 provocando imediatamente um grande escândalo. Seis poemas do livro foram condenados e proibidos de circular. Os editores Poulet-Melassis et de Broise tinham no armazém duzentos exemplares a quando da condenação e para não destruírem os livros, limitaram-se a retirar as páginas dos poemas proibidos. Nasceram assim os exemplares amputados que são disputadíssimos pelos bibliófilos, valendo quantias avultadas.  Baudelaire foi um dos primeiros a compreender o declínio da arte no mundo capitalista. O artista moderno nasce ao cair das alturas. Exilado no meio da multidão, fabrica flores do mal. Toda a sua força vem justamente dessa negatividade.
Gustave Moureau Os simbolistas procuraram  resgatar a relação do homem com o sagrado , com a liturgia e com os símbolos. Buscam o sentimento de totalidade, que se daria numa  integração da poesia com a vida cósmica , como se ela, a poesia, fosse uma religião.  Sua forma de tratar a realidade é radicalmente  diferente da dos realistas.  Não aceitam a separação entre sujeito e objeto ou entre objetivo e subjetivo. Partem do princípio de que  é impossível o retrato fiel do objeto ; o papel do artista, no caso seria o de sugeri-lo, por meio de tentativas, sem querer esgotá-lo. Desses modo,  a obra de arte nunca é perfeita ou acabada, mas aberta, podendo sempre ser modificada ou refeita.
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O Simbolismo no Brasil ,[object Object],[object Object],[object Object]
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1.   Cruz e Sousa   -  O Cavador do Infinito. ,[object Object],[object Object]
Parnasianismo o culto da noite,  certo satanismo,  pessimismo,morte poesia meditativa e filosófica preocupação formal,  o verbalismo requintado,  a força das imagens Cruz e Souza Realismo Romantismo
"Inexorável“ Ó meu Amor, que já morreste,  Ó meu Amor, que morta estás!  Lá nessa cova a que desceste  Ó meu Amor, que já morreste,  Ah! Nunca mais florescerás?  Ao teu esquálido esqueleto,  Que tinha outrora de uma flor  A graça e o encanto do amuleto  Ao teu esquálido esqueleto  Não voltará novo esplendor?
[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],Violões que choram...   Ah! plangentes violões dormente, mornos,   Soluços ao luar, choros ao vento...   Tristes perfis, os mais vagos contornos,   Bocas murmurejantes de lamento.   Noites de além, remotas, que eu recordo,   Noites de solidão, noites remotas   que nos azuis da Fantasia bordo,   Vou constelando de visões ignotas.   Sutis palpitações à luz da lua,   Anseio dos momentos mais saudosos   Quando lá choram na deserta rua   As cordas vivas dos violões chorosos.   Quando os sons dos violões vão soluçando,   Quando os sons dos violões nas cordas gemem,   E vão dilacerando e deliciando,   Rasgando as almas que nas sombras tremem.
Poesia metafísica- a dor do existir ,[object Object],[object Object],[object Object],http://www.youtube.com/watch?v=PKjlgDy9-Jk&feature=related Cárcere de Almas
2. Alphonsus de Guimaraens. ,[object Object],[object Object],[object Object]
Quando Ismália enlouqueceu, Pôs-se na torre a sonhar... Viu uma lua no céu, Viu outra lua no mar. No sonho em que se perdeu, Banhou-se toda em luar... Queria subir ao céu, Queria descer ao mar... E, no desvario seu, Na torre pôs-se a cantar... Estava perto do céu, Estava longe do mar... E como um anjo pendeu As asas para voar... Queria a lua do céu, Queria a lua do mar... As asas que Deus lhe deu Ruflaram de par em par... Sua alma subiu ao céu, Seu corpo desceu ao mar. Ismália Video em  http://www.youtube.com/watch?v=_9ooRosBXiw
3.Augusto dos Anjos Augusto dos Anjos (1884-1914) nasceu na Paraíba. Foi educado nas primeiras letras pelo pai e estudou no Liceu Paraibano, onde viria a ser professor. Precoce poeta brasileiro, compôs os primeiros versos aos 7 anos de idade. Em 1903, ingressou no curso de Direito na Faculdade de Direito do Recife. Morreu de pneumonia, em Minas Gerais.
as fases de sua  produção literária A obra de Augusto dos Anjos pode ser dividida, não com rigor, em três fases “ Ao Luar” sua produção mais complexa  e madura “ Psicologia de um Vencido” visão de mundo peculiar “ Saudade  e  Versos Íntimos” muito influenciada pelo simbolismo e  sem a originalidade
Versos Íntimos Vês! Ninguém assistiu ao formidável Enterro de tua última quimera. Somente a Ingratidão - esta pantera - Foi tua companheira inseparável! Acostuma-te à lama que te espera! O Homem, que, nesta terra miserável, Mora, entre feras, sente inevitável Necessidade de também ser fera. Othon Bastos recita – youtube http://www.youtube.com/watch?v=J0rj7us5Zok Toma um fósforo. Acende teu cigarro! O beijo, amigo, é a véspera do escarro, A mão que afaga é a mesma que apedreja. Se a alguém causa inda pena a tua chaga, Apedreja essa mão vil que te afaga, Escarra nessa boca que te beija!
PSICOLOGIA DE UM VENCIDO Eu, filho do carbono e do amoníaco, Monstro de escuridão e rutilância, Sofro, desde a epigênese da infância, A influência má dos signos do zodíaco. Profundissimamente hipocondríaco, Este ambiente me causa repugnância… Sobe-me à boca uma ânsia análoga à ânsia Que se escapa da boca de um cardíaco. Já o verme - este operário das ruínas - Que o sangue podre das carnificinas Come, e á vida em geral declara guerra, Anda a espreitar meus olhos para roê-los, E há de deixar-me apenas os cabelos, Na frialdade inorgânica da terra!
Ao Luar Quando, à noite, o Infinito se levanta A luz do luar, pelos caminhos quedos Minha tactil intensidade é tanta Que eu sinto a alma do Cosmos nos meus dedos! Quebro a custódia dos sentidos tredos E a minha mão, dona, por fim, de quanta Grandeza o Orbe estrangula em seus segredos, Todas as coisas íntimas suplanta! Penetro, agarro, ausculto, apreendo, invado, Nos paroxismos da hiperestesia, O Infinitésimo e o Indeterminado... Transponho ousadamente o átomo rude E, transmudado em rutilância fria, Encho o Espaço com a minha plenitude!
Crítica literária Sua linguagem  agressivamente crua,com ritmados jogos de palavras, idéias, e rimas geniais, causava  repulsa na crítica e no grande público  da época.  Eu   somente apresentou grande vendagem anos após a sua morte. Muitas divergências há entre os críticos de  Augusto dos Anjos  quanto à apreciação de sua obra e suas posições são geralmente extremas. De qualquer forma, seja por ácidas críticas destrutivas, seja através de entusiasmos exaltados de sua obra poética, Augusto dos Anjos está longe de se passar despercebido na literatura brasileira. “ o uso inusitado dos adjetivos por Augusto dos Anjos, e qualifica seus substantivos como extremamente sinestésicos, criando dimensões desconhecidas para a adjetivação convencional. Manuel Bandeira destaca o uso das sinéreses como forma de representar a impossibilidade da língua, ou da matéria, para expressar os ideais do espírito. Portanto, os recursos estilísticos de Augusto dos Anjos se reconhecem como geniais.” (BARROS, Eudes.  A Poesia de Augusto dos Anjos: uma Análise de Psicologia e Estilo  )
 
 
Diálogos com o simbolismo Além de códigos literários novos, o simbolismo abriu campo para as correntes artísticas do século XX, principalmente o Expressionismo e o Surrealismo, também preocupados com a expressão e com as zonas inexploradas da mente humana, como o inconsciente e a loucura.  Vladimir Kush
Vladimir Kush
Renée Magritte
Salvador Dali
Hugo Simberg (finlandês) “O Anjo ferido”
Gustav Klimt (austríaco) “O beijo”
Flores do Mal Eu quis você E me perdi Você não viu E eu não senti Não acredito nem vou julgar Você sorriu, ficou e quis me provocar Quis dar uma volta em todo o mundo Mas não é bem assim que as coisas são Seu interesse é só traição E mentir é fácil demais Mentir é fácil demais Mentir é fácil demais Mentir é fácil demais Tua indecência não serve mais Tão decadente e tanto faz Quais são as regras? O que ficou? O seu cinismo essa sedução Volta pro esgoto baby Vê se alguém lhe quer O que ficou é esse modelito da estação passada Extorsão e drogas demais Todos já sabem o que você faz Teu perfume barato, teus truques banais Você acabou ficando pra trás Porque mentir é fácil demais Mentir é fácil demais Mentir é fácil demais Mentir é fácil demais Volta pro esgoto baby e vê se alguém lhe quer Renato Russo In  Uma outra Estação, 1997
Fontes ,[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],Pesquisa e organização Profa.  Cláudia Heloísa Cunha Andria  [email_address]

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  • 2. O que caracteriza a poesia simbolista? Na França, a poesia da segunda metade do século XIX assumiu duas formas: o Parnasianismo o Simbolismo Os parnasianos consideravam um poema o fruto de um exaustivo trabalho de sabedoria e perfeição rítmica e musical que pretendia descrever objetivamente a realidade. Da evolução do Parnasianismo surgiu o chamado Simbolismo, que queria fugir da rigidez estética parnasiana em direção a uma poesia mais livre nos temas e na forma.
  • 3.
  • 4. Ícones Simbolistas Baudelaire começou a escrever sob os ideais parnasianos. Sua evolução rumo ao Simbolismo deu-se no livro As Flores do Mal (18 57). Seu trabalho foi tão importante que todos os poetas posteriores declararam-se de alguma forma devedores à sua poesia. Baudelaire inventou a poesia da cidade, com massas anônimas, prazeres proibidos, miséria. Entre seus temas estão a beleza, a mulher, a boemia, a embriaguez, a morte e o tédio. Stéphane Mallarmé (1842-1898) Charles Baudelaire (1821-1867) Paul Verlaine (1844-1896) Arthur Rimbaud (1854-1891)
  • 5. Les fleurs du mal “ As Flores do Mal não contêm poemas nem lendas nem nada que tenha que ver com uma forma narrativa. Não há nelas nenhum discurso filosófico. A política está ausente por completo. As descrições, escassas, são sempre densas de significado. Mas no livro tudo é fascinação, música, sensualidade abstrata e poderosa.” As Flores do Mal foi editado em 1857 provocando imediatamente um grande escândalo. Seis poemas do livro foram condenados e proibidos de circular. Os editores Poulet-Melassis et de Broise tinham no armazém duzentos exemplares a quando da condenação e para não destruírem os livros, limitaram-se a retirar as páginas dos poemas proibidos. Nasceram assim os exemplares amputados que são disputadíssimos pelos bibliófilos, valendo quantias avultadas. Baudelaire foi um dos primeiros a compreender o declínio da arte no mundo capitalista. O artista moderno nasce ao cair das alturas. Exilado no meio da multidão, fabrica flores do mal. Toda a sua força vem justamente dessa negatividade.
  • 6. Gustave Moureau Os simbolistas procuraram resgatar a relação do homem com o sagrado , com a liturgia e com os símbolos. Buscam o sentimento de totalidade, que se daria numa integração da poesia com a vida cósmica , como se ela, a poesia, fosse uma religião. Sua forma de tratar a realidade é radicalmente diferente da dos realistas. Não aceitam a separação entre sujeito e objeto ou entre objetivo e subjetivo. Partem do princípio de que é impossível o retrato fiel do objeto ; o papel do artista, no caso seria o de sugeri-lo, por meio de tentativas, sem querer esgotá-lo. Desses modo, a obra de arte nunca é perfeita ou acabada, mas aberta, podendo sempre ser modificada ou refeita.
  • 7.
  • 8.
  • 9.
  • 10.
  • 11. Parnasianismo o culto da noite, certo satanismo, pessimismo,morte poesia meditativa e filosófica preocupação formal, o verbalismo requintado, a força das imagens Cruz e Souza Realismo Romantismo
  • 12. "Inexorável“ Ó meu Amor, que já morreste, Ó meu Amor, que morta estás! Lá nessa cova a que desceste Ó meu Amor, que já morreste, Ah! Nunca mais florescerás? Ao teu esquálido esqueleto, Que tinha outrora de uma flor A graça e o encanto do amuleto Ao teu esquálido esqueleto Não voltará novo esplendor?
  • 13.
  • 14.
  • 15.
  • 16. Quando Ismália enlouqueceu, Pôs-se na torre a sonhar... Viu uma lua no céu, Viu outra lua no mar. No sonho em que se perdeu, Banhou-se toda em luar... Queria subir ao céu, Queria descer ao mar... E, no desvario seu, Na torre pôs-se a cantar... Estava perto do céu, Estava longe do mar... E como um anjo pendeu As asas para voar... Queria a lua do céu, Queria a lua do mar... As asas que Deus lhe deu Ruflaram de par em par... Sua alma subiu ao céu, Seu corpo desceu ao mar. Ismália Video em http://www.youtube.com/watch?v=_9ooRosBXiw
  • 17. 3.Augusto dos Anjos Augusto dos Anjos (1884-1914) nasceu na Paraíba. Foi educado nas primeiras letras pelo pai e estudou no Liceu Paraibano, onde viria a ser professor. Precoce poeta brasileiro, compôs os primeiros versos aos 7 anos de idade. Em 1903, ingressou no curso de Direito na Faculdade de Direito do Recife. Morreu de pneumonia, em Minas Gerais.
  • 18. as fases de sua produção literária A obra de Augusto dos Anjos pode ser dividida, não com rigor, em três fases “ Ao Luar” sua produção mais complexa e madura “ Psicologia de um Vencido” visão de mundo peculiar “ Saudade e Versos Íntimos” muito influenciada pelo simbolismo e sem a originalidade
  • 19. Versos Íntimos Vês! Ninguém assistiu ao formidável Enterro de tua última quimera. Somente a Ingratidão - esta pantera - Foi tua companheira inseparável! Acostuma-te à lama que te espera! O Homem, que, nesta terra miserável, Mora, entre feras, sente inevitável Necessidade de também ser fera. Othon Bastos recita – youtube http://www.youtube.com/watch?v=J0rj7us5Zok Toma um fósforo. Acende teu cigarro! O beijo, amigo, é a véspera do escarro, A mão que afaga é a mesma que apedreja. Se a alguém causa inda pena a tua chaga, Apedreja essa mão vil que te afaga, Escarra nessa boca que te beija!
  • 20. PSICOLOGIA DE UM VENCIDO Eu, filho do carbono e do amoníaco, Monstro de escuridão e rutilância, Sofro, desde a epigênese da infância, A influência má dos signos do zodíaco. Profundissimamente hipocondríaco, Este ambiente me causa repugnância… Sobe-me à boca uma ânsia análoga à ânsia Que se escapa da boca de um cardíaco. Já o verme - este operário das ruínas - Que o sangue podre das carnificinas Come, e á vida em geral declara guerra, Anda a espreitar meus olhos para roê-los, E há de deixar-me apenas os cabelos, Na frialdade inorgânica da terra!
  • 21. Ao Luar Quando, à noite, o Infinito se levanta A luz do luar, pelos caminhos quedos Minha tactil intensidade é tanta Que eu sinto a alma do Cosmos nos meus dedos! Quebro a custódia dos sentidos tredos E a minha mão, dona, por fim, de quanta Grandeza o Orbe estrangula em seus segredos, Todas as coisas íntimas suplanta! Penetro, agarro, ausculto, apreendo, invado, Nos paroxismos da hiperestesia, O Infinitésimo e o Indeterminado... Transponho ousadamente o átomo rude E, transmudado em rutilância fria, Encho o Espaço com a minha plenitude!
  • 22. Crítica literária Sua linguagem agressivamente crua,com ritmados jogos de palavras, idéias, e rimas geniais, causava repulsa na crítica e no grande público da época. Eu somente apresentou grande vendagem anos após a sua morte. Muitas divergências há entre os críticos de Augusto dos Anjos quanto à apreciação de sua obra e suas posições são geralmente extremas. De qualquer forma, seja por ácidas críticas destrutivas, seja através de entusiasmos exaltados de sua obra poética, Augusto dos Anjos está longe de se passar despercebido na literatura brasileira. “ o uso inusitado dos adjetivos por Augusto dos Anjos, e qualifica seus substantivos como extremamente sinestésicos, criando dimensões desconhecidas para a adjetivação convencional. Manuel Bandeira destaca o uso das sinéreses como forma de representar a impossibilidade da língua, ou da matéria, para expressar os ideais do espírito. Portanto, os recursos estilísticos de Augusto dos Anjos se reconhecem como geniais.” (BARROS, Eudes. A Poesia de Augusto dos Anjos: uma Análise de Psicologia e Estilo )
  • 23.  
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  • 25. Diálogos com o simbolismo Além de códigos literários novos, o simbolismo abriu campo para as correntes artísticas do século XX, principalmente o Expressionismo e o Surrealismo, também preocupados com a expressão e com as zonas inexploradas da mente humana, como o inconsciente e a loucura. Vladimir Kush
  • 29. Hugo Simberg (finlandês) “O Anjo ferido”
  • 30. Gustav Klimt (austríaco) “O beijo”
  • 31. Flores do Mal Eu quis você E me perdi Você não viu E eu não senti Não acredito nem vou julgar Você sorriu, ficou e quis me provocar Quis dar uma volta em todo o mundo Mas não é bem assim que as coisas são Seu interesse é só traição E mentir é fácil demais Mentir é fácil demais Mentir é fácil demais Mentir é fácil demais Tua indecência não serve mais Tão decadente e tanto faz Quais são as regras? O que ficou? O seu cinismo essa sedução Volta pro esgoto baby Vê se alguém lhe quer O que ficou é esse modelito da estação passada Extorsão e drogas demais Todos já sabem o que você faz Teu perfume barato, teus truques banais Você acabou ficando pra trás Porque mentir é fácil demais Mentir é fácil demais Mentir é fácil demais Mentir é fácil demais Volta pro esgoto baby e vê se alguém lhe quer Renato Russo In Uma outra Estação, 1997
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