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• Cultismo: também chamado de Gongorismo,
devido ao seu maior representante, o poeta
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valorização da forma do texto e procura enfatizar
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figuras de linguagem.
• Conceptismo: enfatiza o plano das ideias do texto,
e procura ressaltá-las, evidenciando-as e as
tornando o mais claras possível; O espanhol D.
Francisco de Quevedo é o mais influente autor
desse estilo;
Pe. Antônio Vieira (1608-1697)
“Devemos dar muitas graças a Deus por fazer este homem
católico, porque se não o fosse poderia dar muito cuidado a
Igreja de Deus”
• Nasceu em Lisboa, mas com apenas seis anos de idade
mudou-se com a família para a Bahia;
• Sua ação foi decisiva para a promulgação da “Lei da
Liberdade dos Índios”, em 1655;
• Foi perseguido pela inquisição, que cassou-lhe a palavra
em 1667.
• Depois de anos em Roma conseguiu a isenção da
inquisição, concedida por Clemente X
• Seus últimos anos foram vividos na Bahia, onde organizou
suas obras para publicação;
• Morreu em Salvador em 18 de julho de 1697.
Pe. Antônio Vieira (1608-1697)
Suas principais obras são:
• Sermões (perto de 200, organizados em 16 volumes);
• Cartas (cerca de 500, publicadas em 3 volumes)
Postumamente:
• História do futuro;
• Esperanças de Portugal;
Estilo:
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ou rebuscamentos metafóricos;
• Discurso engenhoso, inventivo, original, sem ser
pedante e obscuro;
O Sermão da Sexagésima
1. Exórdio ou introdução:
• O tema do Sermão da Sexagésima é a Parábola do
semeador, tirada do Evangelho segundo São Lucas.
• Na exposição, Vieira pergunta: “se a palavra de Deus é
tão poderosa; se apalavra de Deus tem hoje tantos
pregadores, por que não vemos hoje nenhum fruto da
palavra de Deus?” E explica que: “Esta tão grande e tão
importante dúvida será a matéria do sermão”.
2. Na demonstração, examina todas as possíveis causas da
ineficiência dos sermões. A culpa seria ou de Deus, ou dos
ouvintes, ou do pregador. Depois de eliminar as duas
primeiras possibilidades; conclui que a culpa é do
pregador.
O Sermão da Sexagésima
Ao analisar o estilo, Vieira faz uma crítica
veemente ao Cultismo, que considera afetado e
obscuro.
3. Vieira diz na conclusão: “Semen est verbum Dei.
Sabeis, cristãos, a causa por que se faz hoje tão
pouco fruto com tantas pregações? É porque as
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Com base no excerto acima, escreva um texto explicando como a estrutura socia...
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O Barroco português e seu maior orador

  • 2. Momento histórico• O Rei da Espanha, Filipe II, realizou a integração de Portugal ao império espanhol, após dois anos de disputas pela sucessão de D. Sebastião, desaparecido na Batalha de Alcácer Quibir. • Declínio comercial e naval do reino mesmo com as exportações do açúcar brasileiro; • Mito do sebastianismo;
  • 3. • Perda de colônias orientais e de parte do território brasileiro; • Em 1640, após conflito militar, Portugal reconquista sua independência levando ao trono o primeiro rei da dinastia de Bragança: D. João IV; Momento histórico
  • 4. Momento histórico• Portugal vive um novo período de riqueza com a descoberta do ouro em Minas Gerais, o que permitiu a D. João V a construção de palácios e templos monumentais; • Portugal e Espanha tornam-se os baluartes da Contra-reforma;
  • 5. Características • Pessimismo; • Desequilíbrio entre a razão e a emoção, entre a fé e a razão, antropocentrismo e teocentrismo, mundo material e mundo espiritual; • Dualidade; contradição; • Tendência à ilusão (fuga a realidade objetiva, subjetivismo) • Tendência à alusão (descrição indireta); • Predomínio de figuras como a metáfora, a antítese, o paradoxo, a hipérbole, o hipérbato;
  • 6. CaracterísticasTendências do Barroco literário • Cultismo: também chamado de Gongorismo, devido ao seu maior representante, o poeta espanhol D. Luís de Góngora, consiste na valorização da forma do texto e procura enfatizar a expressividade deste através do uso (e abuso) das figuras de linguagem. • Conceptismo: enfatiza o plano das ideias do texto, e procura ressaltá-las, evidenciando-as e as tornando o mais claras possível; O espanhol D. Francisco de Quevedo é o mais influente autor desse estilo;
  • 7. Pe. Antônio Vieira (1608-1697) “Devemos dar muitas graças a Deus por fazer este homem católico, porque se não o fosse poderia dar muito cuidado a Igreja de Deus” • Nasceu em Lisboa, mas com apenas seis anos de idade mudou-se com a família para a Bahia; • Sua ação foi decisiva para a promulgação da “Lei da Liberdade dos Índios”, em 1655; • Foi perseguido pela inquisição, que cassou-lhe a palavra em 1667. • Depois de anos em Roma conseguiu a isenção da inquisição, concedida por Clemente X • Seus últimos anos foram vividos na Bahia, onde organizou suas obras para publicação; • Morreu em Salvador em 18 de julho de 1697.
  • 8. Pe. Antônio Vieira (1608-1697) Suas principais obras são: • Sermões (perto de 200, organizados em 16 volumes); • Cartas (cerca de 500, publicadas em 3 volumes) Postumamente: • História do futuro; • Esperanças de Portugal; Estilo: • Conceptista; • Obtém efeitos extraordinários sem exageros sintáticos ou rebuscamentos metafóricos; • Discurso engenhoso, inventivo, original, sem ser pedante e obscuro;
  • 9. O Sermão da Sexagésima 1. Exórdio ou introdução: • O tema do Sermão da Sexagésima é a Parábola do semeador, tirada do Evangelho segundo São Lucas. • Na exposição, Vieira pergunta: “se a palavra de Deus é tão poderosa; se apalavra de Deus tem hoje tantos pregadores, por que não vemos hoje nenhum fruto da palavra de Deus?” E explica que: “Esta tão grande e tão importante dúvida será a matéria do sermão”. 2. Na demonstração, examina todas as possíveis causas da ineficiência dos sermões. A culpa seria ou de Deus, ou dos ouvintes, ou do pregador. Depois de eliminar as duas primeiras possibilidades; conclui que a culpa é do pregador.
  • 10. O Sermão da Sexagésima Ao analisar o estilo, Vieira faz uma crítica veemente ao Cultismo, que considera afetado e obscuro. 3. Vieira diz na conclusão: “Semen est verbum Dei. Sabeis, cristãos, a causa por que se faz hoje tão pouco fruto com tantas pregações? É porque as palavras dos pregadores são palavras, mas não são palavras de Deus”.