A Literatura Barroca
Contexto   histórico da época: <ul><li>- Reforma Luterana – 1517 </li></ul><ul><li>- Invasão de Roma ( por tropas francesa...
Como isso se reflete na arte? <ul><li>Movimento marcado pela dúvida </li></ul><ul><li>Arte repleta de contrastes </li></ul...
OBSERVE AS DIFERENÇAS ENTRE OBRAS RENASCENTISTAS E BARROCAS OBSERVE A  DIFERENÇA ENTRE AS OBRAS CLÁSSICAS E AS BARROCAS
1503-1507 – Mona Lisa, Leonardo da Vinci
1596 – Medusa, Caravaggio
 
 
ESCULTURAS
Uma Arte de Contrastes
Escuro/Claro
Divino Profano
Céu Terra
Carne Espírito
Pecado Perdão
Marcos iniciais do Barroco literário : <ul><li>Em Portugal : </li></ul><ul><li>1580 – Domínio Espanhol – D. Felipe II </li...
<ul><li>Arte da Contra Reforma </li></ul><ul><li>Conflito entre corpo e alma </li></ul><ul><li>Temática do desengano </li>...
Literatura Barroca Divida em duas tendências: <ul><li>Cultismo </li></ul><ul><li>(Gongorismo) </li></ul><ul><li>Busca da p...
O Barroco Brasileiro
SURGIMENTO NO BRASIL <ul><li>PROSOPOPEIA(1601 )- BENTO TEIXEIRA </li></ul><ul><li>Pequeno poema épico de 94 estrofes em oi...
AUTORES BARROCOS
Gregório de Matos Guerra (1636-1696)
Temas Básicos de sua produção OBRA Poesia Religiosa <ul><li>Poesia Amorosa </li></ul><ul><li>Amor elevado </li></ul><ul><l...
<ul><li>Oscilação entre o mundo terreno e a perspectiva de salvação </li></ul><ul><li>Imagem constante do homem ajoelhado ...
<ul><li>“ A vós correndo vou, braços sagrados, </li></ul><ul><li>Nessa cruz sacrossanta descobertos, </li></ul><ul><li>Que...
<ul><ul><ul><ul><ul><li>Pequei, Senhor, mas não porque hei pecado,  de vossa alta clemência me despido;  porque quanto mai...
<ul><li>Amor elevado </li></ul><ul><li>Anjo no nome, Angélica na cara, Isso é ser flor, e Anjo juntamente, Ser Angélica fl...
<ul><li>Forte critica estabelecida ao retratar o cenário político, social e cultural da Bahia. </li></ul><ul><li>Ironia co...
<ul><li>Que falta nesta cidade?... Verdade. </li></ul><ul><li>Que mais por sua desonra?... Honra. </li></ul><ul><li>Falta ...
À Bahia <ul><li>Triste Bahia! Ó quão dessemelhante  Estás e estou do nosso antigo estado!  Pobre te vejo a ti, tu a mi emp...
Padre Antônio Vieira (1608-1697)
<ul><li>Linguagem conceptista </li></ul><ul><li>Uso oratória/retórica </li></ul><ul><li>Utilização continua de passagens d...
<ul><li>1655- Sermão da Sexagésima </li></ul><ul><li>Resume a arte de pregar </li></ul><ul><li>Faz críticas diretas ao cul...
<ul><li>(...)O pregar há de ser como quem semeia, e não como quem ladrilha ou azuleja. Não fez Deus o céu em xadrez de est...
<ul><li>O padre alega neste sermão o mal que os  </li></ul><ul><li>holandeses poderiam fazer na Bahia e no Brasil </li></u...
<ul><li>(...) Olhai, Senhor, que já dizem os hereges insolentes com os sucessos prósperos que vós lhes dais ou permitis: j...
QUESTÕES
1. Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as afirmações abaixo sobre os dois grandes nomes do barroco brasileiro. (  ) A...
2. Leia o soneto abaixo, À Cidade da Bahia, de Gregório de Matos. <ul><li>Triste Bahia! Ó quão dessemelhante </li></ul><ul...
Assinale a alternativa correta em relação a esse soneto . <ul><li>Pelo forma de soneto e pelo tom satírico, o poema À Cida...
3. Leia o seguinte soneto de Gregório de Matos Guerra. “Nasce o Sol, e não dura mais que um dia, Depois da luz se segue a ...
4. Considere as afirmações abaixo sobre esse soneto . <ul><li>I-É um soneto barroco, característico do século XVII, que se...
5. Assinale a alternativa que preenche adequadamente as lacunas do texto abaixo, na ordem em que aparecem. Padre Antônio V...
6. Considere as seguintes afirmações sobre o padre Antônio Vieira. I .  Possui um estilo antigongórico, conceptista, carac...
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Barroco

  1. 1. A Literatura Barroca
  2. 2. Contexto histórico da época: <ul><li>- Reforma Luterana – 1517 </li></ul><ul><li>- Invasão de Roma ( por tropas francesas e espanholas ) – 1527 </li></ul><ul><li>- Milhões de europeus abandonam a religião católica. </li></ul><ul><li>- Concílio de Trento – 1545 </li></ul><ul><li>- Volta da Inquisição </li></ul><ul><li>- Volta do Index </li></ul>1. Crise do Renascimento: 2. Contra Reforma:
  3. 3. Como isso se reflete na arte? <ul><li>Movimento marcado pela dúvida </li></ul><ul><li>Arte repleta de contrastes </li></ul><ul><li>Jogo de luz e sombra </li></ul><ul><li>Conflito entre os prazeres corpóreos </li></ul><ul><li>e a as exigências da alma </li></ul>
  4. 4. OBSERVE AS DIFERENÇAS ENTRE OBRAS RENASCENTISTAS E BARROCAS OBSERVE A DIFERENÇA ENTRE AS OBRAS CLÁSSICAS E AS BARROCAS
  5. 5. 1503-1507 – Mona Lisa, Leonardo da Vinci
  6. 6. 1596 – Medusa, Caravaggio
  7. 9. ESCULTURAS
  8. 10. Uma Arte de Contrastes
  9. 11. Escuro/Claro
  10. 12. Divino Profano
  11. 13. Céu Terra
  12. 14. Carne Espírito
  13. 15. Pecado Perdão
  14. 16. Marcos iniciais do Barroco literário : <ul><li>Em Portugal : </li></ul><ul><li>1580 – Domínio Espanhol – D. Felipe II </li></ul><ul><li>Morte de Camões </li></ul><ul><li>No Brasil : </li></ul><ul><li>1601 – Prosopopéia de Bento Teixeira </li></ul>Quevedo Gongora
  15. 17. <ul><li>Arte da Contra Reforma </li></ul><ul><li>Conflito entre corpo e alma </li></ul><ul><li>Temática do desengano </li></ul>A vida é sonho A vida é breve <ul><li>Linguagem: Antíteses, inversões sintáticas, paradoxos, ausência de clareza </li></ul>Características
  16. 18. Literatura Barroca Divida em duas tendências: <ul><li>Cultismo </li></ul><ul><li>(Gongorismo) </li></ul><ul><li>Busca da perfeição formal por meio de um estilo rebuscado </li></ul><ul><li>Culto a forma </li></ul><ul><li>Conceptismo </li></ul><ul><li>(Quevedismo) </li></ul><ul><li>Jogo de idéias </li></ul><ul><li>Tentativa de dizer o máximo com o mínimo de palavras </li></ul><ul><li>Emprego de elipses, paradoxos e alegorias </li></ul>
  17. 19. O Barroco Brasileiro
  18. 20. SURGIMENTO NO BRASIL <ul><li>PROSOPOPEIA(1601 )- BENTO TEIXEIRA </li></ul><ul><li>Pequeno poema épico de 94 estrofes em oitava rima </li></ul><ul><li>Forte influência d’ Os Lusíadas </li></ul><ul><li>Autor celebra os feitos de Jorge Albuquerque Coelho(donatário da capitania de Pernambuco) </li></ul><ul><li>Não apresenta elementos barrocos </li></ul><ul><li>Valor meramente referencial </li></ul>
  19. 21. AUTORES BARROCOS
  20. 22. Gregório de Matos Guerra (1636-1696)
  21. 23. Temas Básicos de sua produção OBRA Poesia Religiosa <ul><li>Poesia Amorosa </li></ul><ul><li>Amor elevado </li></ul><ul><li>Amor obsceno </li></ul><ul><li>satírico </li></ul>Poesia Satírica
  22. 24. <ul><li>Oscilação entre o mundo terreno e a perspectiva de salvação </li></ul><ul><li>Imagem constante do homem ajoelhado implorando perdão por seus erros </li></ul><ul><li>A necessidade de ser perdoado contrasta-se com a exigência desse perdão </li></ul><ul><li>Jogo de palavras </li></ul>POESIA RELIGIOSA
  23. 25. <ul><li>“ A vós correndo vou, braços sagrados, </li></ul><ul><li>Nessa cruz sacrossanta descobertos, </li></ul><ul><li>Que, para receber-me, estais abertos </li></ul><ul><li>E, por não castigar-me, estais cravados .” </li></ul><ul><li>Buscando a Cristo </li></ul>
  24. 26. <ul><ul><ul><ul><ul><li>Pequei, Senhor, mas não porque hei pecado, de vossa alta clemência me despido; porque quanto mais tenho delinqüido, vos tenho a perdoar mais empenhado. </li></ul></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><ul><li>Se basta a vos irar tanto um pecado, a abrandar-vos sobeja um só gemido: que a mesma culpa, que vos há ofendido, vos tem para o perdão lisonjeado. </li></ul></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><ul><li>Se uma orelha perdida e já cobrada, glória tal e prazer tão repentino vos deu, como afirmais na sacra história, </li></ul></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><ul><li>eu sou, Senhor, a ovelha desgarrada, cobrai-a; e não queirais, pastor divino, perder na vossa ovelha a vossa glória </li></ul></ul></ul></ul></ul>
  25. 27. <ul><li>Amor elevado </li></ul><ul><li>Anjo no nome, Angélica na cara, Isso é ser flor, e Anjo juntamente, Ser Angélica flor, e Anjo florente, Em quem, senão em vós se uniformara? Quem veria uma flor, que a não cortara De verde pé, de rama florescente? E quem um Anjo vira tão luzente, Que por seu Deus, o não idolatrara? </li></ul><ul><li>Amor obsceno-satírico </li></ul><ul><li>Sou um sujo, e um patola, </li></ul><ul><li>de mau ser, má propensão, </li></ul><ul><li>porque se gasto o tostão, </li></ul><ul><li>é só com negras de Angola: </li></ul><ul><li>um sátiro salvajola, </li></ul><ul><li>a quem a universidade </li></ul><ul><li>não melhorou qualidade, </li></ul><ul><li>nem juízo melhorou, </li></ul><ul><li>e se acaso lá estudou, </li></ul><ul><li>foi loucura, e asnidade </li></ul>
  26. 28. <ul><li>Forte critica estabelecida ao retratar o cenário político, social e cultural da Bahia. </li></ul><ul><li>Ironia corrosiva e caricatural contra todos os setores da vida colonial baiana. </li></ul>
  27. 29. <ul><li>Que falta nesta cidade?... Verdade. </li></ul><ul><li>Que mais por sua desonra?... Honra. </li></ul><ul><li>Falta mais que se lhe ponha?... Vergonha. </li></ul><ul><li>O demo a viver se exponha, </li></ul><ul><li>Por mais que a fama a exalta, </li></ul><ul><li>Numa cidade onde falta </li></ul><ul><li>Verdade, honra, vergonha. </li></ul><ul><li>Quem a pôs neste rocrócio?... Negócio. </li></ul><ul><li>Quem causa tal perdição?... Ambição. </li></ul><ul><li>E no meio desta loucura?... Usura. </li></ul><ul><li>Notável desaventura </li></ul><ul><li>De um povo néscio e sandeu, </li></ul><ul><li>Que não sabe que perdeu </li></ul><ul><li>Negócio, ambição, usura. </li></ul><ul><li>Quais são seus doces objetos?... Pretos. </li></ul><ul><li>Tem outros bens mais maciços?... Mestiços. </li></ul><ul><li>Quais destes lhe são mais gratos?... Mulatos. </li></ul><ul><li>Dou ao Demo os insensatos, </li></ul><ul><li>Dou ao Demo o povo asnal, </li></ul><ul><li>Que estima por cabedal, </li></ul><ul><li>Pretos, mestiços, mulatos. </li></ul><ul><li>Quem faz os círios mesquinhos?... Meirinhos. </li></ul><ul><li>Quem faz as farinhas tardas?... Guardas. </li></ul><ul><li>Quem as tem nos aposentos?... Sargentos. </li></ul><ul><li>Os círios lá vem aos centos, </li></ul><ul><li>E a terra fica esfaimando, </li></ul><ul><li>Porque os vão atravessando </li></ul><ul><li>Meirinhos, guardas, sargentos. </li></ul><ul><li>Que vai pela clerezia?... Simonia. </li></ul><ul><li>E pelos membros da Igreja?... Inveja. </li></ul><ul><li>Cuidei que mais se lhe punha?... Unha </li></ul><ul><li>Sazonada caramunha, </li></ul><ul><li>Enfim, que na Santa Sé </li></ul><ul><li>O que mais se pratica é </li></ul><ul><li>Simonia, inveja e unha. </li></ul><ul><li>E nos frades há manqueiras?... Freiras. </li></ul><ul><li>Em que ocupam os serões?... Sermões. </li></ul><ul><li>Não se ocupam em disputas?... Putas. </li></ul><ul><li>Com palavras dissolutas </li></ul><ul><li>Me concluo na verdade, </li></ul><ul><li>Que as lidas todas de um frade </li></ul><ul><li>São freiras, sermões e putas. </li></ul><ul><li>O açúcar já acabou?... Baixou. </li></ul><ul><li>E o dinheiro se extinguiu?... Subiu. </li></ul><ul><li>Logo já convalesceu?... Morreu. </li></ul><ul><li>À Bahia aconteceu </li></ul><ul><li>O que a um doente acontece: </li></ul><ul><li>Cai na cama, e o mal cresce, </li></ul><ul><li>Baixou, subiu, morreu. </li></ul><ul><li>A Câmara não acode?... Não pode. </li></ul><ul><li>Pois não tem todo o poder?... Não quer. </li></ul><ul><li>É que o Governo a convence?... Não vence. </li></ul><ul><li>Quem haverá que tal pense, </li></ul><ul><li>Que uma câmara tão nobre, </li></ul><ul><li>Por ver-se mísera e pobre, </li></ul><ul><li>Não pode, não quer, não vence. </li></ul>
  28. 30. À Bahia <ul><li>Triste Bahia! Ó quão dessemelhante Estás e estou do nosso antigo estado! Pobre te vejo a ti, tu a mi empenhado, Rica te vi eu já, tu a mi abundante. </li></ul><ul><li>A ti trocou-te a máquina mercante, Que em tua larga barra tem entrado, A mim foi-me trocando, e tem trocado, Tanto negócio e tanto negociante. </li></ul><ul><li>Deste em dar tanto açúcar excelente Pelas drogas inúteis, que abelhuda Simples aceitas do sagaz Brichote. </li></ul><ul><li>Oh se quisera Deus que de repente Um dia amanheceras tão sisuda Que fora de algodão o teu capote! </li></ul>
  29. 31. Padre Antônio Vieira (1608-1697)
  30. 32. <ul><li>Linguagem conceptista </li></ul><ul><li>Uso oratória/retórica </li></ul><ul><li>Utilização continua de passagens da Bíblia(uso de parábolas) </li></ul><ul><li>Ataca vícios(corrupção, violência, arrogância, etc.) </li></ul><ul><li>Defende as virtudes cristãs(religiosidade, caridade, etc) </li></ul><ul><li>Defende índios </li></ul><ul><li>Mantém-se ambíguo frente aos escravos negros. </li></ul><ul><li>Não apresenta angustia barroca em seus sermões </li></ul>Caracteristicas
  31. 33. <ul><li>1655- Sermão da Sexagésima </li></ul><ul><li>Resume a arte de pregar </li></ul><ul><li>Faz críticas diretas ao cultismo e sua linguagem rebuscada. </li></ul><ul><li>Defende a argumentação clara e harmoniosa </li></ul>Principais Sermões
  32. 34. <ul><li>(...)O pregar há de ser como quem semeia, e não como quem ladrilha ou azuleja. Não fez Deus o céu em xadrez de estrelas, como os pregadores fazem o sermão em xadrez de palavras. Se de uma parte está branco, de outra há de estar negro; se de uma parte estádia, de outra há de estar noite? Se de uma parte dizem luz, da outra hão de dizer sombra; se de uma parte dizem desceu, da outra hão de dizer não subiu. Basta que não havemos dever num sermão duas palavras em paz? Todas hão de estar sempre em fronteira com o seu contrário? (...) </li></ul>Trecho do sermão:
  33. 35. <ul><li>O padre alega neste sermão o mal que os </li></ul><ul><li>holandeses poderiam fazer na Bahia e no Brasil </li></ul>1640- Sermão pelo bom sucesso das armas de Portugal contra as de Holanda
  34. 36. <ul><li>(...) Olhai, Senhor, que já dizem os hereges insolentes com os sucessos prósperos que vós lhes dais ou permitis: já dizem que, porque a sua, que eles chamam religião, é a verdadeira, por isso Deus os ajuda, e vencem; e porque a nossa é errada e falsa, por isso nos desfavorece, e somos vencidos. Assim o dizem, assim o pregam, e ainda mal, porque não faltará quem os creia. Pois é possível, Senhor, que hão de ser vossas permissões argumentos contra vossa fé? É possível que se hão de ocasionar de nossos castigos blasfêmias contra vosso nome? Que diga o herege que Deus está holandês?(...) </li></ul><ul><li>Abrasai, destruí, consumi-nos a todos; mas pode ser que algum dia queirais espanhóis e portugueses, e que não os acheis… Entrarão os hereges nesta igreja e nas outras; arrebatarão essa custódia, em que agora estais adorado dos anjos. Tomarão os cálices e vasos sagrados e aplicá-los-ão a suas nefandas embriaguezes. Derrubarão dos altares os vultos e estátuas dos santos; deformá-los-ão a cutiladas e metê-los-ão no fogo; e não perdoarão as mãos furiosas e sacrílegas nem às imagens tremendas de Cristo crucificado nem às da Virgem Maria.“(...) </li></ul>Trecho do sermão:
  35. 37. QUESTÕES
  36. 38. 1. Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as afirmações abaixo sobre os dois grandes nomes do barroco brasileiro. ( ) A obra de Gregório de Matos oscila entre os valores transcendentais e os valores mundanos, exemplificando as tensões do seu tempo. ( ) Os sermões do Padre Vieira caracterizam-se por uma construção de imagens desdobradas em numerosos exemplos que visam a enfatizar o conteúdo da pregação. ( ) Gregório de Matos e o Padre Vieira, em seus poemas e sermões, mostram exacerbados sentimentos patrióticos expressos em linguagem barroca. ( ) A produção satírica de Gregório de Matos e o tom dos sermões do Padre Vieira representam duas faces da alma barroca no Brasil. ( ) O poeta e o pregador alertam os contemporâneos para o desvio operado pela retórica retumbante e vazia. A seqüência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: (A) V - F - F - F - F. (B) V - V - V - V - F. (C) V - V - F - V - F. (D) F - F - V - V - V. (E) F - F - F - V - V.
  37. 39. 2. Leia o soneto abaixo, À Cidade da Bahia, de Gregório de Matos. <ul><li>Triste Bahia! Ó quão dessemelhante </li></ul><ul><li>Estás e estou do nosso antigo estado! </li></ul><ul><li>Pobre te vejo a ti, tu a mi empenhado, </li></ul><ul><li>Rica te vi eu já, tu a mi abundante. </li></ul><ul><li>A ti trocou-te a máquina mercante, </li></ul><ul><li>Que em tua larga barra tem entrado, </li></ul><ul><li>A mim foi-me trocando, e tem trocado, </li></ul><ul><li>Tanto negócio e tanto negociante. </li></ul><ul><li>Deste em dar tanto açúcar excelente </li></ul><ul><li>Pelas drogas inúteis, que abelhuda </li></ul><ul><li>Simples aceitas do sagaz Brichote. </li></ul><ul><li>Oh se quisera Deus que de repente </li></ul><ul><li>Um dia amanheceras tão sisuda </li></ul><ul><li>Que fora de algodão o teu capote! </li></ul>
  38. 40. Assinale a alternativa correta em relação a esse soneto . <ul><li>Pelo forma de soneto e pelo tom satírico, o poema À Cidade da Bahia antecipada o parnasianismo na poesia brasileira </li></ul><ul><li>Gregório optou, no seu poema, pelo tom satírico para melhor expressar sua crítica ao poder do clero </li></ul><ul><li>A Bahia é representada através de sua tristeza e antigüidade, enquanto o estrangeiro colonizador é valorizado por suas negociatas e seu vestuário. </li></ul><ul><li>O poema não dá referências sobre os meios de produção da época, limitando-se a expressar a tristeza do poema pelo seu empobrecimento </li></ul><ul><li>O poema constrói, através de imagens elaboradas, uma crítica à exploração econômica que sofreu a Bahia no período colonial. </li></ul>
  39. 41. 3. Leia o seguinte soneto de Gregório de Matos Guerra. “Nasce o Sol, e não dura mais que um dia, Depois da luz se segue a noite escura, Em tristes sombras morre a formosura, Em contínuas tristezas a alegria. Porém, se acaba o Sol, por que nascia? Se é tão formosa a Luz, por que não dura? Como a beleza assim se transfigura? Como o gosto da pena assim se fia? Mas no Sol, e na Luz falte a firmeza, Na formosura não se dê constância, E na alegria sinta-se tristeza. Começa o mundo enfim pela ignorância, E tem qualquer dos bens por natureza A firmeza somente na inconstância.” Considere as afirmações abaixo sobre esse soneto.
  40. 42. 4. Considere as afirmações abaixo sobre esse soneto . <ul><li>I-É um soneto barroco, característico do século XVII, que se compõe de um jogo de contrastes. </li></ul><ul><li>II-O primeiro quarteto reúne movimentos cíclicos da natureza, efeitos da passagem do tempo e sentimentos humanos. </li></ul><ul><li>III-O segundo quarteto expressa um inconfor­mismo com a passagem do tempo, expresso nas indagações do poeta. </li></ul><ul><li>Quais estão corretas? </li></ul><ul><li>(A) Apenas I. </li></ul><ul><li>(B) Apenas II. </li></ul><ul><li>(C) Apenas III. </li></ul><ul><li>(D) Apenas I e II. </li></ul><ul><li>(E) I , II e III. </li></ul>
  41. 43. 5. Assinale a alternativa que preenche adequadamente as lacunas do texto abaixo, na ordem em que aparecem. Padre Antônio Vieira é um dos principais autores do ........, movimento em que o homem é conduzido pela ........ e que tem, entre suas características, o ........, com seus jogos de palavras, de imagens e de construção, e o ........, o uso de silogismo, processo racional de demonstrar uma asserção (A) Gongorismo – exaltação vital – Cultismo – preciosismo (B) Conceptismo – fé – preciosismo – Gongorismo (C) Barroco – fé – Cultismo – Conceptismo (D) Conceptismo – depressão vital – Gongorismo – preciosismo (E) Barroco – depressão vital – Conceptismo – Cultismo
  42. 44. 6. Considere as seguintes afirmações sobre o padre Antônio Vieira. I . Possui um estilo antigongórico, conceptista, caracterizado pela clareza e pelo rigor sintático, dialético e lógico. II. Recusa, como cultista, o elemento imagístico, transformando-o em mero instrumento de convencimento dos fiéis. III. Recontextualiza passagens do Evangelho, uma vez que as vincula às idéias que quer expressar, explorando a analogia. <ul><li>Quais estão corretas? </li></ul><ul><li>( A) Apenas I. </li></ul><ul><li>(B) Apenas II. </li></ul><ul><li>(C) Apenas I e III. </li></ul><ul><li>(D) Apenas II e III. </li></ul><ul><li>(E) I, II e III. </li></ul>

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