Arcadismo

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Ilustração didática sobre o movimento árcade e seu contexto histórico e social.
Atualizado em 28/02/2013.

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Arcadismo

  1. 1. Et in arcadia egoNicolas Lancret Arcadismo Nicolas Poussin
  2. 2. 1760 1776 1789 1789Revolução Independência Revolução InconfidênciaIndustrial dos EUA Francesa Mineira Contexto histórico-social (século XVIII)
  3. 3. “Iluminismofoi um movimento intelectual que surgiu durante o século Iluminismo XVIII na Europa, que defendia o uso da razão (luz) contra o antigo regime (trevas) e pregava maior liberdade econômica e política. Este movimento promoveu mudanças políticas, econômicas e sociais, baseadas nos ideais de liberdade, igualdade e fraternidade.”
  4. 4. Todas as coisas podem ser compreendidas, resolvidas e decididas pelo poder da razão. Rousseau D’Alembert Diderot Montesquieu "A natureza fez o "A ignorância "A injustiça que "A miséria da homem feliz e não fica tão se faz a um é condição bom, mas a distante da uma ameaça humana é tal que sociedade verdade que se faz a a dor é seu deprava-o e quanto o todos” sentimento mais torna-o preconceito." vivo." miserável."
  5. 5. Isaac Voltaire Descartes Kant Newton “O melhor “Viver sem “O homem não governo é filosofar é o que é nada além"Construímos aquele em que se chama ter os daquilo que amuros demais e há o menor olhos fechados educação faz pontes de número de sem nunca os dele. menos." homens haver tentado inúteis.” abrir.”
  6. 6. a figura do centro representa a verdade – rodeada por luz intensa (o símbolo central do iluminismo). Conhecimento para todosDuas outras figuras:à direita, a razão e a filosofia, estão a retirar o mantosobre a verdade.Frontispício da Encyclopédie(1772), desenhado por Charles-NicolasCochin.
  7. 7. O mito Arcádia Na mitologia grega, a Arcádia era a morada de Pan, deus da natureza e padroeiro dos pastores.Curiosidade...Diversas palavras surgiram donome de Pan: pânico (apalavra "pânico" se supõederivar dos temores deviajantes que ouviam o som desua flauta durante a solidãonoturna), panacéia, panteísmoentre tantas outras. O DeusPan é muitas vezes chamado deFauno, Sylvanus, Lupercus. Seulado feminino é a Fauna.
  8. 8. Pan Deus dos bosquesÉ o protetor dos pastores, veio aomundo com chifres, orelhas e pernasde bode. Pan é filho de Mercúrio e daninfa Dríope. Era bastante natural queo mensageiro dos deuses, sempreconsideradointermediário, estabelecesse atransição entre os deuses de formahumana e os de forma animal.Parece, contudo, que o nascimento dePan provocou certa emoção em suamãe, que ficou assustadíssima com tãoesquisita formação. As más línguasdizem que, quando Mercúrioapresentou o filho aos demaisdeuses, todo o Olimpo desatou a rir.
  9. 9. Na literatura a Arcádia converteu-se em pretexto de evocações poéticas da vida pastoril; a paisagem idealizada era amena e fértil, onde vivia uma comunidade intocada de pastores e deidades rústicas.“Naquele arbusto o rouxinol suspira,Ora nas folhas a abelhinha pára,Ora nos ares sussurrando gira:Que alegre campo! Que manhã tão clara!Mas ah! Tudo o que vês, se eu não te vira,Mais tristeza que a morte me causara.”(Bocage, , Manuel M. Barbosa Du. Obras de Bocage. Porto: Lello & amp; Irmão 1968
  10. 10. Lemas Árcades Carpe Diem Fugere Urbem Inutilia Truncat Locus Amoenus Aurea Mediocritas
  11. 11. Influenciados pelo poetalatino Horácio, os árcadesdefendiam o bucolismocomo ideal de vida, istoé, uma vida simples enatural, junto aocampo, distante doscentros urbanos. Talprincípio era reforçadopelo pensamento dofilósofo francês JeanJacquesRousseau, segundo o quala civilização corrompe oscostumes do homem, quenasce naturalmente bom.
  12. 12. O lugar ameno, onde se encontra a paz para o amor,vida simples, bucólica, pastoril; tudo issoera só um estado de espírito, uma vezque todos os poetas árcades moravam na cidade. O fingimento poético justifica o uso de pseudônimos pastoris.
  13. 13. A frase em latim resumegrande parte da estéticaárcade. Ela significa que "asinutilidades devem serbanidas" e vai ao encontrodo desprezo pelo exagero epelo rebuscamento. Porisso, outros modelos erambuscados pelos árcades: asimplicidade e o equilíbrio.
  14. 14. Outro traço presente advindoda poesia grega é a idealização de uma vida pobre e feliz no campo, em oposição à vida luxuosa e triste na cidade
  15. 15. Literatura “O escritor árcade é um pintor de situações”•Inventa uma musa•Inventa um pseudônimo•Cria um ambiente pastoril•Tem sonhos, ideais
  16. 16. Autores Brasileiros Poesia Poesia Lírica Épica Cláudio Tomás Silva SantaManuel da Antonio Basílio da Rita Alvarenga Gama Costa Gonzaga Durão
  17. 17. Cláudio Manuel da Costa Produção Literária: 1. Obras Poéticas , publicado em1768 – lírica 2. Vila Rica, publicado sua musa: Nize postumamente, em 1839- épica. Glauceste SaturnioPreso e interrogado sobre seu envolvimento na Inconfidência Mineira, é encontrado morto nacela, o que é aceito como suicídio. É considerado o mentor dos outros rebeldes mineiros.
  18. 18. Lira LXII “Torno a ver-vos, ó montes; o destino Aqui me torna a pôr nestes outeiros, Onde um tempo os gabões deixei grosseiros Pelo traje da corte rico e fino Aqui estou entre Almendro, entre Corino, Os meus fiéis, meus doces companheiros, Vendo correr os míseros vaqueiros Atrás de seu cansado desatino. Se o bem desta choupana pode tanto, Que chega ater mais preço, e mais valia, Que da cidade o lisonjeiro encanto; Aqui descanse a louca fantasia; E o que até agora se tornava em pranto, Se converta em afetos de alegria.”( OUTEIRO= colina)(GABÕES= casaco com capuz e mangas longas)( pastores da Arcádia grega)(DESATINO= sonho, loucura, ilusão)(CHOUPANA= casa humilde, de sapé)
  19. 19. Tomás Antonio Gonzaga Dirceu sua musa: Marília 1792 1786 Participa do grupo de poetas inconfidentes. É preso em 1789 e passa três anos na prisão, no Rio de Janeiro. A pena perpétua é comutada para degredo e ele embarca para Moçambique.
  20. 20. É bom, minha Marília, é bom ser dono Em Marília deDe um rebanho que cubra monte e prado;Porém, gentil pastora, o teu agrado Dirceu, fala doVale mais que um rebanho, e mais que um trono. seu amor porGraças, Marília bela, Maria JoaquinaGraças à minha Estrela! Dorotéia de (lira XIII) Seixas, a Marília dos poemas. (editora Martin Claret)
  21. 21. Cartas Chilenas é um conjunto de 13 poemas (cartas) que circularam anonimamente em Vila Rica, entre 1787 e 1788. Seus versos assumem um tom satírico. Nesta obra, o autor satiriza o governador de Minas Gerais, Luís da Cunha Meneses. As cartas, embora fossem anônimas, foram atribuídas a Tomás Antonio Gonzaga.“Quem assina essas cartas é um certo Critilo, que escreve a um amigo, Doroteu.” (OLIVEIRA ,Damaris Q. Parede)
  22. 22. Soneto 3 Enganei-me, enganei-me - paciência!“Engano” Acreditei às vezes, cri, Ormia, Que a tua singeleza igualaria A tua mais que angélica aparência. Enganei-me, enganei-me - paciência! Ao menos conheci que não devia Pôr nas mãos de uma externa galhardia O prazer, o sossego e a inocência. Enganei-me, cruel, com teu semblante, E nada me admiro de faltares, Que esse teu sexo nunca foi constante. Mas tu perdeste mais em me enganares: Que tu não acharás um firme amante, E eu posso de traidoras ter milhares. voz de Paulo Autran
  23. 23. Silva Alvarenga Merece ser lembrado pelo cultivo de rondós e madrigais em que destaca a flora a e a fauna nacionais ( o beija-flor, a onça, a pomba, os cajueiros) e pela sensualidade nas metonímias.Pseudônimo: Alcindo PalmirenoMusa: GlauraObras de Destaque:“O desertor das letras” “Glaura- poemas eróticos”
  24. 24. Deixo, ó Glaura, a triste lidaDeixo, ó Glaura, a triste lida Submergida em doce calma;Submergida em doce calma;E a minha alma ao bem se entrega,Que lhe nega o teu rigor. E a minha alma ao bem se entrega, Que lhe nega a teu rigor. O Beija-flor Toco o néctar precioso,Neste bosque alegre e rindo Que a mortais não se permite;Sou amante afortunado, É o insulto sem limite,E desejo ser mudado Mas ditoso o meu ardor;No mais lindo beija-flor. Já me chamas atrevido,Todo o corpo num instante Já me prendes no regaço;Se atenua, exala e perde; Não me assusta o terno laçoÉ já de oiro, prata e verde É fingido o meu temor.A brilhante e nova cor. Deixo, ó Glaura, a triste lidaDeixo, ó Glaura, a triste lida Submergida em doce calma;Submergi da em doce calma; E a minha alma ao bem se entrega,E a minha alma ao bem se entrega, Que lhe nega o teu rigor.Que lhe nega o teu rigor. Se disfarças os meus erros,Vejo as penas e a figura, E me soltas por piedade,Provo as asas, dando giros; Não estimo a liberdade,Acompanham-me os suspiros, Busco os ferros por favor.E a ternura do pastor. Não me julgues inocente,E num vôo feliz ave Nem abrandes meu castigo,Chego intrépido até onde Que sou bárbaro inimigo,Riso e pérolas esconde Insolente e roubador.O suave e puro amor. Deixo, ó Glaura, a triste lida Submergida em doce calma; E a minha alma ao bem se entrega, Que lhe nega o teu rigor.
  25. 25. Basílio da Gama Santa Rita Durão
  26. 26. Filmografia IndicadaOS INCONFIDENTES XICA DA SILVA (1972) (1976) A MISSÃO Amadeus (1986) (1984)
  27. 27. Diálogos contemporâneos com o Arcadismo O movimento árcade deixou sua marca na busca pela vida simples. Esse ideal ainda ecoa em diversas manifestações culturais , como a música e a filosofia.
  28. 28. Compositor: Gilson Campos“Casinha Branca” Eu tenho andado tão sozinho ultimamente Às vezes saio a caminhar Que não vejo pela cidade em minha frente À procura de amizades Nada que me dê prazer Vou seguindo a multidão Sinto cada vez Mas eu me retraio olhando mais longe a felicidade em cada rosto Vendo em minha mocidade Cada um tem seu mistério Tanto sonho a perecer Seu sofrer, sua ilusão Eu queria ter na vida Eu queria ter na vida simplesmente simplesmente Um lugar de mato verde Um lugar de mato verde Pra plantar e pra colher Pra plantar e pra colher Ter uma casinha branca Ter uma casinha branca de varanda de varanda Um quintal e uma janela Um quintal e uma janela Para ver o sol nascer Para ver o sol nascer http://www.youtube.com/watch?v=noBkmEczxeY
  29. 29. Casinha de Sapé Compositor: HyldonNão estou dispostoA esquecer seu rosto de vezE acho que é tão normalDizem que sou loucoPor eu ter um gosto assimGostar de quem não gosta de mimJogue suas mãos para o céuE agradeça se acaso tiverAlguém que você gostaria queEstivesse sempre com vocêNa rua, na chuva, na fazendaOu numa casinha de sapêJogue suas mãos para o céuE agradeça se acaso tiverAlguém que você gostaria queEstivesse sempre com vocêNa rua, na chuva, na fazendaOu numa casinha de sapê http://www.youtube.com/watch?v=t_8fXk6nkEk
  30. 30. Casa no Campo(composição: Zé Rodrix)Eu quero uma casa no campoOnde eu possa compor muitos rocks ruraisE tenha somente a certezaDos amigos do peito e nada maisEu quero uma casa no campoOnde eu possa ficar no tamanho da pazE tenha somente a certezaDos limites do corpo e nada maisEu quero carneiros e cabras pastando solenesNo meu jardimEu quero o silêncio das línguas cansadasEu quero a esperança de óculosMeu filho de cuca legalEu quero plantar e colher com a mãoA pimenta e o salEu quero uma casa no campoDo tamanho ideal, pau-a-pique e sapéOnde eu possa plantar meus amigosMeus discos, meus livrosE nada mais http://www.youtube.com/watch?v=UbPbeXl3wMc&feature=player_embedded
  31. 31. FontesWILLIAM ROBERTO CEREJA, THEREZA COCHAR MAGALHÃESPanorama da Literatura Portuguesa , ed. Atual, 1997.Google imageshttp://historia.portalmidis.com.brOLIVEIRA,Damaris Q. Parede.disponível em:http://pt.scribd.com/doc/38830701/CartasChilenas-EXERCICIOSwww.wikipedia.comwww.madras.com.br/blog/1.gifwww.vestibular1.com.br/revisao/arcadismo.dochttp://www.mpbfm.com.br/letraemusicadetalhe.asp?id=9528http://www.sohistoria.com.br/resumos/iluminismo.php Pesquisa e Organização Profª Cláudia Heloísa Cunha Andria Contato: clauheloisa@yahoo.com.br

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