Nossos amigos os microrganismos...Ana Claudia Souza RodriguesFarmácia – Annhanguera-Uniderp2011
MICROBIOTAA princípiomicrorganismossãoconsideradoscontaminantesoucolonizantes no material clínico.
MICROBIOTAComensalismo das bactérias com seres humanos:Auxilia nos processos digestivos e metabolização dos alimentosProtege contra infecçõesEstimula Resposta imuneRN – colonização de Trato digestivo, mucosas
COLONIZAÇÃOColonização:presença e microrganismosempele, mucosassemcausarmanifestaçõesclínicasouimunológicas e geralmenteprevenindo a entrada de potenciaispatógenos . Procedimentosinvasivos.Pode ser transitória, permanenteouevoluirparainfecção.
INFECÇÃOMultiplicação de microrganismos no organismo, principalmentenadependência de inóculo e virulência do agente e condições do hospedeiro;Resposta do hospedeiro com reaçãoinflamatória. Sinais e sintomas de reaçõeslocaiscomo edema, calor, rubor, pus ousistêmicoscomofebre, calafrios, sepse, coagulação intravascular, choque.
CABEÇAOUVIDO EXTERNO: SCNPrincipais patógenos: S. pneumoniae, Pseudomonasaeruginosae espécies da familia Enterobacteriaceae.OLHOS: SCN, Haemophilusspp., Neisseriaspp., Streptococcusviridans.Principais patógenos: S. pneumoniae, S. aureus, H. Influenzae, N. gonorrhoeae, Chlamydiatrachomatis, P. aeruginosae Bacilluscereus.
Trato respiratório superior: BOCA, OROFARINGE e NASOFARINGEPara cada aeróbio existem de 10 a 100 anaeróbios colonizando a região.Geralmente causam faringites: S. pyogenesFrequentemente causam sinusites: S. pneumoniae, S. aureus, H. influenzaee M. catarrhalis.Podem causar infecções: S. pyogenes, S. pneumoniae, S. aureus, Neisseriameningitidis, H. influenzae, Moraxellacatarrhalise Enterobacteriaceae
COLONIZANTES DO TRATO RESPIRATÓRIO SUPERIOR
Trato respiratório inferior : Laringe, traquéia, brônquiosEstéreisColonização transitória TRS  - Candida, SCN ou outros microrganismos quando o indivíduo está hospitalizado.Principais patógenos: S. pneumoniae, S. aureus, P. aeruginosae espécies da família Enterobacteriaceae como Klebsiella.Aspiração frequente infecção polimicrobiana: anaeróbios(Peptostreptococcus, cocos e bacilos Gram negativos)
APARELHO DIGESTIVOEsôfago – raramente tem infecções. Esofagites geralmente são causadas por Candida e vírus.Estômago – bactérias tolerantes à ácidos – Lactobacillus, Streptococcus, Helicobacterpylorí.ID – anaeróbios (Peptostreptococcus, Porphyromonase Prevotella). Salmonellae Campylobacterpodem estar presentes em pequenas quantidades e serem assintomáticos.
APARELHO DIGESTIVOIG – 10 n aeróbios e 1000 X 10 n anaeróbiosColonizantes – Candida, Bifidobacterium, Eubacterium, Bacteroides, Enterococcus eEnterobacteriaceae como E. coli.Principaisinfecções- E. coli, Salmonella spp., Shigella spp., Yersinia spp., CampylobactereBacteroidesfragilis.USO DE ATB, EXPOSIÇÃO A OUTROS MO
APARELHO GENITOURINÁRIOColonização na porção anterior da uretra e vagina.Bexiga – colonização transitóriaUretra anterior - lactobacilos, estreptococos e estafilococos coagulase-negativos. Colonização transitória por microrganismos fecais (Enterococcus, Enterobacteriaceae e Candida). Principais patógenos: N. gonorrhoeaeeC. trachomatis.
APARELHO GENITOURINÁRIOVagina – população comensal muito heterogêneaRN – 6 semanas – Lactobacillusestafilococos, estreptococos e Enterobacteriaceae.Puberdade: surgem também Strepto grupo B, Enterococcus, Gardnerella, Mycoplasma, Ureaplasma e anaeróbiosVaginites - N. gonorrhoeae, Mobiluncus, Gardnerella, Trichomonasvaginalis, C. albicanseCandidaglabrata.
PELEStaphylococcuscoagulasa-negativo,S. aureus(em menor grau), Clostridiumperfringens, corinebacterias e propionibacterias, Candida e Malasseziafurfur.Colonização transitória de Gram negativos.
MICROBIOTA TRANSITÓRIAMicrorganismosadquiridosporcontatodireto com o meioambiente, contaminam a peletemporariamente e nãosãoconsideradoscolonizantesMicrorganismosfacilmenteremovidosImportância no ambientehospitalarFáciltransmissão
MICROBIOTA RESIDENTEMicrorganismosquevivem e se multiplicamnascamadasmaisprofundasdapele, glândulassebáceas, folículospilosos, feridasoutrajetosfistulosos;Staphylococcus coagulasenegativaParcialmenteeliminados: “Anti-sépticos”Baixavirulência, maspodem ser responsáveisporinfecçõessistêmicas gravesPacientesimunodeprimidosProcedimentosinvasivos
CONTROLE DE INFECÇÃOANTISSEPSIA, DESINFECÇÃO E ESTERILIZAÇÃO
AntissepsiaProcedimentocapaz de açãoletalouinibitóriadareproduçãomicrobiana, de baixacausticidade e hipoalergênico, destinado à aplicaçãoempele e mucosa íntegras. O anti-séptico, juntamente com o processo de limpeza, deve ser capaz de remover a microbiotatransitória e diminuirsignificativamente a microbiotaresidente, além de evitarouretardar a multiplicaçãomicrobiana.					(CDC, 2002; LARSON, 1995).Reduz o número de microrganismosvivos.
SOLUÇÕES AUTORIZADASSoluçãoalcoólica (etílico e isopropílico)Soluçõesiodadas (iodoemálcool)Iodóforos( polivinilpirrolidona-PVPI)Clorohexedine(1,6 di-4-clorofenil-diguanido-hexano)Sol aquosa de permanganoto de potássioSoluçãoaquosa à base de sais de prataOutros
ÁLCOOL –Não possui efeito residual, ressecam a pele pois eliminam lipídeos e são inativados pela matéria orgânica. Por isso deve a superfície da pele deve ser limpa antes desse produto.Iodados – Um pouco mais tóxicos, tem pequena atividade residual e também são inativados por matéria orgânica.
DESINFECÇÃODestruição da maior parte dos agentes microbianos, com exceção de formas resistentes como esporos, vírus, Mycobactérias etc.ALTO NÍVEL – GERMICIDAS - Aldeídos, ác. Peracéticos, peróxido (só ficam alguns esporos).NÍVEL MÉDIO – Álcool, hipoclorito de sódio (só ficam esporos).BAIXO NÍVEL – Hipoclorito de sódio com menos de 0,5%
ESTERILIZAÇÃODestruição completa de todas os microrganismos (bactérias inclusive esporos, fungos e vírus) Física (Calor úmido, Calor seco e filtros ultramilipore, radiação e raios UV)Gasosa (óxido de etileno - alquilação de grupos químicos, formaldeido ou peróxido de hidrogênio gasosos)Química (ácido paraacético e glutaraldeido)
ESTERELIZAÇÃOAUTOCLAVAÇÃO É IMBATÍVEL – o vapor e a pressão desnatura proteínas
BIOSSEGURANÇA Conjunto de ações voltadas para prevenção, minimização ou eliminação de riscos inerentes às atividades de pesquisa, produção, ensino, desenvolvimento tecnológico e prestação de serviços, as quais possam comprometer a saúde do homem, dos animais, do meio ambiente ou a qualidade dos trabalhos desenvolvidos.PROTEÇÃO INDIVIDUAL Jaleco comprido
 Luvas
 Óculos
 Máscara
 Sapatos fechados
ÓCULOS DE PROTEÇÃO
MÁSCARA
SAPATOS
CONSIDERAÇÕES GERAISVia de Exposição          Procedimento de riscoFluidos bocas, olhos, nariz, pele- Pele / mucosaObjetos / Equipamentos com superfícies contaminadasAerossóis- Inalação
BOAS PRÁTICAS  Lavar as mãos antes e após a jornada

Aula 2 - M

  • 1.
    Nossos amigos osmicrorganismos...Ana Claudia Souza RodriguesFarmácia – Annhanguera-Uniderp2011
  • 2.
  • 3.
    MICROBIOTAComensalismo das bactériascom seres humanos:Auxilia nos processos digestivos e metabolização dos alimentosProtege contra infecçõesEstimula Resposta imuneRN – colonização de Trato digestivo, mucosas
  • 4.
    COLONIZAÇÃOColonização:presença e microrganismosempele,mucosassemcausarmanifestaçõesclínicasouimunológicas e geralmenteprevenindo a entrada de potenciaispatógenos . Procedimentosinvasivos.Pode ser transitória, permanenteouevoluirparainfecção.
  • 5.
    INFECÇÃOMultiplicação de microrganismosno organismo, principalmentenadependência de inóculo e virulência do agente e condições do hospedeiro;Resposta do hospedeiro com reaçãoinflamatória. Sinais e sintomas de reaçõeslocaiscomo edema, calor, rubor, pus ousistêmicoscomofebre, calafrios, sepse, coagulação intravascular, choque.
  • 6.
    CABEÇAOUVIDO EXTERNO: SCNPrincipaispatógenos: S. pneumoniae, Pseudomonasaeruginosae espécies da familia Enterobacteriaceae.OLHOS: SCN, Haemophilusspp., Neisseriaspp., Streptococcusviridans.Principais patógenos: S. pneumoniae, S. aureus, H. Influenzae, N. gonorrhoeae, Chlamydiatrachomatis, P. aeruginosae Bacilluscereus.
  • 7.
    Trato respiratório superior:BOCA, OROFARINGE e NASOFARINGEPara cada aeróbio existem de 10 a 100 anaeróbios colonizando a região.Geralmente causam faringites: S. pyogenesFrequentemente causam sinusites: S. pneumoniae, S. aureus, H. influenzaee M. catarrhalis.Podem causar infecções: S. pyogenes, S. pneumoniae, S. aureus, Neisseriameningitidis, H. influenzae, Moraxellacatarrhalise Enterobacteriaceae
  • 8.
    COLONIZANTES DO TRATORESPIRATÓRIO SUPERIOR
  • 9.
    Trato respiratório inferior: Laringe, traquéia, brônquiosEstéreisColonização transitória TRS - Candida, SCN ou outros microrganismos quando o indivíduo está hospitalizado.Principais patógenos: S. pneumoniae, S. aureus, P. aeruginosae espécies da família Enterobacteriaceae como Klebsiella.Aspiração frequente infecção polimicrobiana: anaeróbios(Peptostreptococcus, cocos e bacilos Gram negativos)
  • 10.
    APARELHO DIGESTIVOEsôfago –raramente tem infecções. Esofagites geralmente são causadas por Candida e vírus.Estômago – bactérias tolerantes à ácidos – Lactobacillus, Streptococcus, Helicobacterpylorí.ID – anaeróbios (Peptostreptococcus, Porphyromonase Prevotella). Salmonellae Campylobacterpodem estar presentes em pequenas quantidades e serem assintomáticos.
  • 11.
    APARELHO DIGESTIVOIG –10 n aeróbios e 1000 X 10 n anaeróbiosColonizantes – Candida, Bifidobacterium, Eubacterium, Bacteroides, Enterococcus eEnterobacteriaceae como E. coli.Principaisinfecções- E. coli, Salmonella spp., Shigella spp., Yersinia spp., CampylobactereBacteroidesfragilis.USO DE ATB, EXPOSIÇÃO A OUTROS MO
  • 12.
    APARELHO GENITOURINÁRIOColonização naporção anterior da uretra e vagina.Bexiga – colonização transitóriaUretra anterior - lactobacilos, estreptococos e estafilococos coagulase-negativos. Colonização transitória por microrganismos fecais (Enterococcus, Enterobacteriaceae e Candida). Principais patógenos: N. gonorrhoeaeeC. trachomatis.
  • 13.
    APARELHO GENITOURINÁRIOVagina –população comensal muito heterogêneaRN – 6 semanas – Lactobacillusestafilococos, estreptococos e Enterobacteriaceae.Puberdade: surgem também Strepto grupo B, Enterococcus, Gardnerella, Mycoplasma, Ureaplasma e anaeróbiosVaginites - N. gonorrhoeae, Mobiluncus, Gardnerella, Trichomonasvaginalis, C. albicanseCandidaglabrata.
  • 14.
    PELEStaphylococcuscoagulasa-negativo,S. aureus(em menorgrau), Clostridiumperfringens, corinebacterias e propionibacterias, Candida e Malasseziafurfur.Colonização transitória de Gram negativos.
  • 15.
    MICROBIOTA TRANSITÓRIAMicrorganismosadquiridosporcontatodireto como meioambiente, contaminam a peletemporariamente e nãosãoconsideradoscolonizantesMicrorganismosfacilmenteremovidosImportância no ambientehospitalarFáciltransmissão
  • 16.
    MICROBIOTA RESIDENTEMicrorganismosquevivem ese multiplicamnascamadasmaisprofundasdapele, glândulassebáceas, folículospilosos, feridasoutrajetosfistulosos;Staphylococcus coagulasenegativaParcialmenteeliminados: “Anti-sépticos”Baixavirulência, maspodem ser responsáveisporinfecçõessistêmicas gravesPacientesimunodeprimidosProcedimentosinvasivos
  • 17.
    CONTROLE DE INFECÇÃOANTISSEPSIA,DESINFECÇÃO E ESTERILIZAÇÃO
  • 18.
    AntissepsiaProcedimentocapaz de açãoletalouinibitóriadareproduçãomicrobiana,de baixacausticidade e hipoalergênico, destinado à aplicaçãoempele e mucosa íntegras. O anti-séptico, juntamente com o processo de limpeza, deve ser capaz de remover a microbiotatransitória e diminuirsignificativamente a microbiotaresidente, além de evitarouretardar a multiplicaçãomicrobiana. (CDC, 2002; LARSON, 1995).Reduz o número de microrganismosvivos.
  • 19.
    SOLUÇÕES AUTORIZADASSoluçãoalcoólica (etílicoe isopropílico)Soluçõesiodadas (iodoemálcool)Iodóforos( polivinilpirrolidona-PVPI)Clorohexedine(1,6 di-4-clorofenil-diguanido-hexano)Sol aquosa de permanganoto de potássioSoluçãoaquosa à base de sais de prataOutros
  • 20.
    ÁLCOOL –Não possuiefeito residual, ressecam a pele pois eliminam lipídeos e são inativados pela matéria orgânica. Por isso deve a superfície da pele deve ser limpa antes desse produto.Iodados – Um pouco mais tóxicos, tem pequena atividade residual e também são inativados por matéria orgânica.
  • 21.
    DESINFECÇÃODestruição da maiorparte dos agentes microbianos, com exceção de formas resistentes como esporos, vírus, Mycobactérias etc.ALTO NÍVEL – GERMICIDAS - Aldeídos, ác. Peracéticos, peróxido (só ficam alguns esporos).NÍVEL MÉDIO – Álcool, hipoclorito de sódio (só ficam esporos).BAIXO NÍVEL – Hipoclorito de sódio com menos de 0,5%
  • 23.
    ESTERILIZAÇÃODestruição completa detodas os microrganismos (bactérias inclusive esporos, fungos e vírus) Física (Calor úmido, Calor seco e filtros ultramilipore, radiação e raios UV)Gasosa (óxido de etileno - alquilação de grupos químicos, formaldeido ou peróxido de hidrogênio gasosos)Química (ácido paraacético e glutaraldeido)
  • 24.
    ESTERELIZAÇÃOAUTOCLAVAÇÃO É IMBATÍVEL– o vapor e a pressão desnatura proteínas
  • 25.
    BIOSSEGURANÇA Conjunto deações voltadas para prevenção, minimização ou eliminação de riscos inerentes às atividades de pesquisa, produção, ensino, desenvolvimento tecnológico e prestação de serviços, as quais possam comprometer a saúde do homem, dos animais, do meio ambiente ou a qualidade dos trabalhos desenvolvidos.PROTEÇÃO INDIVIDUAL Jaleco comprido
  • 26.
  • 27.
  • 28.
  • 29.
  • 32.
  • 33.
  • 35.
  • 42.
    CONSIDERAÇÕES GERAISVia deExposição Procedimento de riscoFluidos bocas, olhos, nariz, pele- Pele / mucosaObjetos / Equipamentos com superfícies contaminadasAerossóis- Inalação
  • 43.
    BOAS PRÁTICAS Lavar as mãos antes e após a jornada