Instituto Federal Goiano campus Urutaí 
Laboratório de Microbiologia 
Disciplina de Microbiologia 
PRINCÍPIOS 
BÁSICOS EM 
MICROBIOLOGIA 
Prof. Milton Luiz da Paz Lima
Experimentos de Louis Pasteur 
Dr. Milton Luiz da Paz Lima 
2
CONCEITOS 
 Assepsia: Isento de todo germe séptico 
 Limpeza: Ação ou efeito de limpar 
 Desinfetar: "Esterilizar-não totalidade" um ambiente, um 
instrumento, ou livrar de infecção uma parte do corpo, pela destruição 
ou inativação de­substâncias 
ou organismos patogênicos 
 Desinfestação: Livrar de insetos, roedores ou outros animais 
infestantes, capazes de transmitir infecção, e que estão presentes 
numa pessoa, em sua roupa, ou no meio em que vive. 
 Esterilização: tornar livre de microrganismos 
 Preparo de Meios de Cultura: receitas especiais para cultivo de 
microrganismos. 
 Isolamento: retirada de propágulos da fonte para uma condição 
artificial. 
 Repicagem: manipulação de propágulos de microrganismos em 
condições artificiais. 
 Conservação: de cepas de microrganismos. 
3 Dr. Milton Luiz da Paz Lima
DDEESSIINNFFEETTAANNTTEESS 
 são sanitizantes utilizados na indústria farmacêutica, são 
substâncias ou produtos capazes de destruir, indiscriminadamente, 
os microrganismos de uma superfície ou instrumento, sem no 
entanto, eliminar as formas esporuladas. 
 Utensílios do laboratório não podem ser esterilizados; 
 Desinfetantes: substâncias químicas de superficial ou profunda; 
influenciados pelo tempo, concentração, durabilidade. 
4 Dr. Milton Luiz da Paz Lima
EEsstteerriilliizzaaççããoo 
 Via calor 
 Álcool, cloro, iodo e fenol 
 Via vapor (autoclave) 
 Radiação UV 
 Gases tóxicos e 
 Filtragem 
5 Dr. Milton Luiz da Paz Lima
MMééttooddooss FFííssiiccooss 
Calor (Fis) Úmido: materiais que não alteram 
sua forma sob elevada temperatura. Vapor 
Saturado – AUTOCLAVE. 10-15 min 121 o.C 
sob pressão 1,1 e 0,7 kgf/cm2. Para solos 
descanso por 4-5 dias! 
Calor (Fis) Seco: tempo maior, uso da 
ESTUFA ESTERILIZADORA. Temperaturas 
maiores via calor úmido; 1 hora 180 o.C, 2 h 
170 o.C, 4-6 h a 140 o.C 
6 Dr. Milton Luiz da Paz Lima
MMééttooddooss FFííssiiccooss 
 Flambagem: agulhas, estiletes, bisturis, alça de Drigalski. Bico 
de Bunsen ou lamparina com álcool. Temperatura de 45 o.C – 
metal fica avermelhado. Objetos de vidro várias vezes na 
chama. 
 Filtragem: Separação física de microrganismos. Tipos de 
membrana de celulose, filtro de vidro, filtros de amiantos 
7 Dr. Milton Luiz da Paz Lima
8 Dr. Milton Luiz da Paz Lima
MMééttooddooss FFííssiiccooss 
 Radiação UV: Desarranjo dos ácidos nucléicos; Lâmpadas que 
emitem UV (250-265 nm). Estão acopladas a câmara de Fluxo 
Laminar. 
 Radiação Gama e Beta: Esterilização a baixas temperaturas e alto 
poder de penetração; para materiais termosensíveis. 
Dr. Milton Luiz da Paz Lima 9
MMÉÉTTOODDOOSS QQUUÍÍMMIICCOOSS 
 Esterilizantes: 
Óxido de etileno: elevado poder de penetração período 
de 3 horas para esterilização, 
Formaldeído: baixo poder de penetração; restringe ao 
uso em incubadoras. 
Oxido de propileno: menor poder de penetração 5-10 mL 
de óxido de propileno por 24 h. Meios de cultura em 
placas de Petri. 
10 Dr. Milton Luiz da Paz Lima
MMÉÉTTOODDOOSS QQUUÍÍMMIICCOOSS 
 Desinfestantes: 
Álcool 70%: desinfestação de superfícies como câmaras 
de fluxo e superfícies de trabalho. Imersão de 
fragmentos por 30 a 60 seg. 
Hipoclorito de Na e Ca: Ação oxidante; eficiente para 
eliminar organismos saprófitas da superfície dos tecidos 
vegetais, atua nas [0,05 a 1%] por 30 a 60 seg. 
Peróxido de Hidrogênio: Ação oxidante, [5%], usado 
como desinfetante de tecidos vegetais. 
11 Dr. Milton Luiz da Paz Lima
HHiiggiieenniizzaaççããoo ddoo LLaabboorraattóórriioo 
Bancadas e todas as superfícies devem 
ser desinfestadas; 
Piso limpo diariamente com solução 
desinfestante. 
Entrada do laboratório com pano 
úmido com solução desinfestante; 
Compartimentalização dos locais do 
laboratório – área suja e área limpa. 
Autoclavagem de vidrarias 121 o.C por 
20 min. Alguns casos esterilização a 
seco na estufa 
12 Dr. Milton Luiz da Paz Lima
13 Dr. Milton Luiz da Paz Lima
AAUUTTOOCCLLAAVVEE 
14 Dr. Milton Luiz da Paz Lima
15 Dr. Milton Luiz da Paz Lima
EEssttuuffaa ddee eesstteerriilliizzaaççããoo 
16 Dr. Milton Luiz da Paz Lima
IInnccuubbaaddoorraa ee BBiiccoo ddee BBuunnsseenn 
Dr. Milton Luiz da Paz Lima 
Bico de Bunsen 
17 Câmara de Crescimento
EEQQUUIIPPAAMMEENNTTOOSS 
18 Dr. Milton Luiz da Paz Lima
Câmara de fluxo vertical 
19 Dr. Milton Luiz da Paz Lima
Câmara de fluxo horizontal 
20 Dr. Milton Luiz da Paz Lima
21 Dr. Milton Luiz da Paz Lima
Câmara Asséptica 
22 Dr. Milton Luiz da Paz Lima
23 Dr. Milton Luiz da Paz Lima
24 Dr. Milton Luiz da Paz Lima
25 Dr. Milton Luiz da Paz Lima
26 Dr. Milton Luiz da Paz Lima
Métodos físicos de controle do 
crescimento microbiano 
27 Dr. Milton Luiz da Paz Lima
Câmara de Fluxo laminar 
28 Dr. Milton Luiz da Paz Lima
29 Dr. Milton Luiz da Paz Lima
Teste de Patogenicidade ou 
postulados de Koch 
 o organismo deve estar associado a todas as 
plantas e ao mesmo sintoma; 
 o organismo deve ser isolado e cultivado 
axenicamente (cultura pura livre de 
contaminantes) em meio de cultura, e seus 
dados morfológicos anotados; 
 o organismo vindo de cultura pura deve ser 
inoculado em plantas hospedeiras 
susceptíveis iguais às que originalmente ele 
fora isolado, e induzir os mesmos sintomas 
anteriormente encontrados; 
 o organismo deve ser isolado novamente em 
cultura pura e apresentar as mesmas 
características observadas anteriormente. 
30 Dr. Milton Luiz da Paz Lima
31 Dr. Milton Luiz da Paz Lima
Uso de Meios de culturas 
 Somente para fungos e bactérias 
 Não utiliza-se meio de cultura para: 
 Vírus e nematóides. 
 biotróficos como oídios (Blumeria, Erysiphe, Microsphaera e 
Sphaerotheca), míldios (Peronospora, Bremia e 
Plasmopara), ferrugens (Puccinia, Uromyces e Transchelia) 
e carvões (Tilletia, Ustillago, Sphaceloma e Urocystis). 
32 Dr. Milton Luiz da Paz Lima
Nutrientes nos meios de Cultura 
 Elementos essenciais: Os principais são: C , H, O, N (função: 
principais constituintes da estrutura celular), S (função: 
constituinte da cisteína, metionina, fosfato de tiamina, 
coenzima A, biotina e ácido alfa-lipóico), P (função: 
constituinte do ácido nucléico, fosfolipídeos e nucleotídeos), K 
(função: principal cátion inorgânico da célula; é o cofator de 
algumas enzimas), Mg (função: cofator de diversas enzimas; 
está presente na parede celular, membranas e éster fosfato), 
Ca [função: cofator de enzimas; presente em exoenzimas 
(amilases e proteases); dipicolinato de cálcio (presente 
também na parede celular e) é o componente mais importante 
dos endósporos] e Fe (presente nos citocromos, ferrodoxinas e 
outras proteínas ferro-sulfurosas; cofator de algumas enzimas 
[algumas desidratases]). Além destes fazem-se presentes 
outros bio-elementos utilizados em menor quantidade pelos 
organismos tais como Zn, Mn, Na, Cl, Mo, Se, Co, Cu, W e 
Ni. 
33 Dr. Milton Luiz da Paz Lima
Condições Especiais de Meios 
 Elementos estimulantes: Alguns sais com: MgSO4.7H2O, 
CaCO3, etc. 
 Elementos tamponantes: responsáveis pela estabilização do 
pH, tais como: K2HPO4, Na2HPO4 e CaCO3. 
 Elementos solidificantes: ágar e menos freqüentemente, 
gelatina. 
 Elementos inibidores: antibióticos e ácidos orgânicos, etc. 
 Elementos indicadores: substâncias que conferem uma 
característica especial à colônia a qual se pretende isolar. 
34 Dr. Milton Luiz da Paz Lima
Quanto a composição os meios 
podem ser: 
 Semi-sintéticos: com constituintes de 
composição química indefinida (caldo de 
batata, caldo de verduras, extrato de 
malte, extrato de carne, extrato de 
levedura, peptona, caseína hidrolizada, 
ágar, suco de tomate, e outros) e outros 
constituintes de composição química do 
meio é definida (Sais minerais e 
carboidratos); 
 Sintéticos: com todos os constituintes 
de composição química definida (Sais 
minerais, carboidratos, vitaminas e 
aminoácidos). 
35 Dr. Milton Luiz da Paz Lima
 Quanto à consistência: (a) Líquido: sem constituinte 
solidificante; (b) Sólido: possui como constituinte solidificante 
a gelatina ou ágar. 
 Quanto à finalidade: (a) Não seletivo: onde vários tipos de 
organismos podem crescer; (b) Semi-seletivo: onde poucos 
tipos de organismos são capazes de desenvolver; (c) Seletivo: 
onde uma espécie ou gênero de organismo se desenvolve. 
36 Dr. Milton Luiz da Paz Lima
Meio BDA 
 Composição: 200g de batata descascada e fatiada; 
20g dextrose; 15g ágar; 1 L água destilada; 
 Preparo: descascar, fatiar e pesar 200 g de batata; 
cozinhar as batatas por trinta minutos em 1,2 L de 
água; filtrar e manter o caldo; pesar e colocar em um 
frasco com capacidade superior a 1,2 L a dextrose 
(glucose) e o ágar; adicionar o caldo ao frasco, 
completando o volume para 1l; tampar o frasco com 
rolha termo-resistente ou algodão; misturar e 
dissolver o conteúdo em banho-maria por 15 minutos; 
autoclavar o frasco por 20 minutos (121oC, 1 atm); 
resfriar a 50oC ou a temperatura onde seja suportável 
segurar o frasco e vertê-lo. 
37 Dr. Milton Luiz da Paz Lima
Receitas de Meios de Cultura para 
FUNGOS 
 Meio Ágar-água: 15-20g de ágar e 1000ml de água destilada. 
 Meio Suco de tomate - ST (10%): 12-18g de ágar, 3g de CaCO3, 
100 ml de suco de tomate temperado (“SuperBom” temperado ou 
normal) e 900ml de água destilada. 
 Meio V8 (10%): 12-18g de ágar, 3g de CaCO3, 100ml de suco de 
tomate V8 e 900ml de água. 
 Malte-ágar: 25g de extrato de malte, 15-20g de ágar e 1000 ml de 
água destilada. 
 Solução de Czapek em ágar: 30g de sacarose, 2g de NaNO3, 1g de 
KH2PO4, 0,5g de MgSO4.7H2O, 0,5g de KCl, 0,01g de FeSO4.7H2O, 
0,01g de ágar e 1l de água. 
 Meio ágar Leonian modificado: 6,25g de maltose, 6,25g de extrato 
de malte, 1,25g de KH2PO4, 1g de extrato de levedura, 0,25g de 
MgSO4.7H2O, 0,625g de peptona, 20g de ágar e 1000ml de água 
destilada. 
 Meio ágar Rosa de Bengala de Martin: 10 g de glicose, 5 g de 
peptona, 1g de KH2PO4, 0,5g de MgSO4.7H2O, 0,03 g de 
estreptomicina, 15 g de ágar e 1000 ml de água destilada. 
38 Dr. Milton Luiz da Paz Lima
Receitas de Meios de Cultura para 
FUNGOS 
 Meio ágar de farinha de milho: 60g de farinha de milho amarelo, 15g ágar e 1000ml 
de água destilada. 
 Meio ágar de farinha de aveia: 100g de farinha de aveia, 15g de ágar e 1000ml de 
água destilada. 
 Meio de Nash Snyder: 15g de peptona, 1g de KH2PO4, 0,5g de MgSO4.7H2O, 1g de 
PCNB a 75 % PM, 0,12g de neomicina em 100ml de água, 1g de streptomicina em 
100ml de água, 15g de ágar e 700ml de água destilada. 
 Meio de Reis: 50mg de benomyl em 100ml de água, 500mg de sulfato de 
streptomicina em 100ml de água, 30mg de sulfato de neomicina em 100ml de água 
destilada, 3ml de captam (solução estoque = 133,33mg [75% pm] em 100ml de água), 
5ml de Botram (=dicloram; solução estoque = 200mg [50% pm] em 100ml de água), 
10g de ágar, 15g de batata com casca em fatias e 2,5g de sacarose, 700ml de água. 
 Meio de Oxygall: 10g de dextrose, 10g de peptona, 15g de oxygall, 0,4g de 
estreptomicina, 20g ágar e 1000ml de água destilada. 
 Meio ágar para extrato de plantas (variável a composição): 50g do vegetal, 12g 
ágar e 1000 mL de caldo de planta. 
39 Dr. Milton Luiz da Paz Lima
Receitas e Meio de Cultura para 
Bactérias 
 Meio ágar nutritivo (NA): 3g de extrato de carne, 5-10g de peptona, 2,5g de 
glicose, 15-20g de ágar, 1l de água destilada. Após a autoclavagem, acrescentar 50ml 
de solução autoclavada de glicose (10%) e 1ml de MgSO4.7H2O 1M, ajustar para pH 
7,2. 
 Meio 523 (Kado e Heskett): 10g de sacarose, 8g de caseína hidrolizada, 4g de 
extrato de levedura, 2g de K2HPO4, 300mg de MgSO4.7H2O, 20g de ágar e 1000ml 
de água. 
 Meio ágar caldo nutritivo de extrato de levedura: 8g de caldo nutritivo, 2g de 
extrato de levedura, 2g de K2HPO4, 2g de KH2PO4, 15g de ágar e 1000ml de água 
destilada. Meio líquido padrão para a bacteriologia com pH = 6,6-7,0. 
 Caldo de extrato de carne: 3g de extrato de carne, 5g de peptona e 1000ml de 
água. 
 Meio de extrato de levedura-dextrose-CACO3 (YDC): 10g de extrato de levedura, 
20g de glicose, 2 g de CaCO3, 15g de ágar e 1000ml de água destilada. A glicose deve 
ser autoclavada separadamente. O meio deve ser resfriado a 50 o.C em ‘banho maria’, 
e o CaCO3 acrescentado por agitação antes de ser vertido nas placas. 
 Meio King B (KB): 20g de protease peptona no. 3, 2,5g de K2HPO4.3H2O, 6g 
MgSO4.7H2O, 15ml de glicerol, 15g de ágar e 1000ml de água destilada. 
40 Dr. Milton Luiz da Paz Lima
Receitas e Meio de Cultura para 
Bactérias 
 Meio NDLA (Nutriente-dextrose-levedura-ágar): 5g de extrato 
de carne, 10g de peptona, 4g de extrato de levedura, 5g de 
dextrose, 0,5g de K2HPO4, 20g de ágar, 1000ml de água. 
 Meio PSA (potato-sucrose-ágar): 300g de batata picada e fervida 
em 1250ml de água, 2g Na2HPO4, 0,5g de Ca(NO3)2, 15g de 
sacarose, 5g de peptona, 20g de ágar. 
 Meio glucose peptona ágar (GP): 5g peptona bacteriológica, 20g 
de glucose, 0,5g K2HPO4 (anidro), 0,25g MgSO4.7H2O, 15g de ágar 
no 3, 1l de água, pH 7,2-7,4. 
 Meio sacarose nutriente ágar (SNA) ou meio Levan (Lev): 28g 
nutriente ágar (Oxoid, CM3), 50g sacarose, 1000ml de água destilada 
(pH 7,2 ). 
 Meio nutriente dextrose ágar (NDA): 28g nutriente ágar (Oxoid, 
CM3), 10g D-glucose, 1000ml de água destilada (pH 7,2). 
41 Dr. Milton Luiz da Paz Lima

Principios basico de microbiologia

  • 1.
    Instituto Federal Goianocampus Urutaí Laboratório de Microbiologia Disciplina de Microbiologia PRINCÍPIOS BÁSICOS EM MICROBIOLOGIA Prof. Milton Luiz da Paz Lima
  • 2.
    Experimentos de LouisPasteur Dr. Milton Luiz da Paz Lima 2
  • 3.
    CONCEITOS  Assepsia:Isento de todo germe séptico  Limpeza: Ação ou efeito de limpar  Desinfetar: "Esterilizar-não totalidade" um ambiente, um instrumento, ou livrar de infecção uma parte do corpo, pela destruição ou inativação de­substâncias ou organismos patogênicos  Desinfestação: Livrar de insetos, roedores ou outros animais infestantes, capazes de transmitir infecção, e que estão presentes numa pessoa, em sua roupa, ou no meio em que vive.  Esterilização: tornar livre de microrganismos  Preparo de Meios de Cultura: receitas especiais para cultivo de microrganismos.  Isolamento: retirada de propágulos da fonte para uma condição artificial.  Repicagem: manipulação de propágulos de microrganismos em condições artificiais.  Conservação: de cepas de microrganismos. 3 Dr. Milton Luiz da Paz Lima
  • 4.
    DDEESSIINNFFEETTAANNTTEESS  sãosanitizantes utilizados na indústria farmacêutica, são substâncias ou produtos capazes de destruir, indiscriminadamente, os microrganismos de uma superfície ou instrumento, sem no entanto, eliminar as formas esporuladas.  Utensílios do laboratório não podem ser esterilizados;  Desinfetantes: substâncias químicas de superficial ou profunda; influenciados pelo tempo, concentração, durabilidade. 4 Dr. Milton Luiz da Paz Lima
  • 5.
    EEsstteerriilliizzaaççããoo  Viacalor  Álcool, cloro, iodo e fenol  Via vapor (autoclave)  Radiação UV  Gases tóxicos e  Filtragem 5 Dr. Milton Luiz da Paz Lima
  • 6.
    MMééttooddooss FFííssiiccooss Calor(Fis) Úmido: materiais que não alteram sua forma sob elevada temperatura. Vapor Saturado – AUTOCLAVE. 10-15 min 121 o.C sob pressão 1,1 e 0,7 kgf/cm2. Para solos descanso por 4-5 dias! Calor (Fis) Seco: tempo maior, uso da ESTUFA ESTERILIZADORA. Temperaturas maiores via calor úmido; 1 hora 180 o.C, 2 h 170 o.C, 4-6 h a 140 o.C 6 Dr. Milton Luiz da Paz Lima
  • 7.
    MMééttooddooss FFííssiiccooss Flambagem: agulhas, estiletes, bisturis, alça de Drigalski. Bico de Bunsen ou lamparina com álcool. Temperatura de 45 o.C – metal fica avermelhado. Objetos de vidro várias vezes na chama.  Filtragem: Separação física de microrganismos. Tipos de membrana de celulose, filtro de vidro, filtros de amiantos 7 Dr. Milton Luiz da Paz Lima
  • 8.
    8 Dr. MiltonLuiz da Paz Lima
  • 9.
    MMééttooddooss FFííssiiccooss Radiação UV: Desarranjo dos ácidos nucléicos; Lâmpadas que emitem UV (250-265 nm). Estão acopladas a câmara de Fluxo Laminar.  Radiação Gama e Beta: Esterilização a baixas temperaturas e alto poder de penetração; para materiais termosensíveis. Dr. Milton Luiz da Paz Lima 9
  • 10.
    MMÉÉTTOODDOOSS QQUUÍÍMMIICCOOSS Esterilizantes: Óxido de etileno: elevado poder de penetração período de 3 horas para esterilização, Formaldeído: baixo poder de penetração; restringe ao uso em incubadoras. Oxido de propileno: menor poder de penetração 5-10 mL de óxido de propileno por 24 h. Meios de cultura em placas de Petri. 10 Dr. Milton Luiz da Paz Lima
  • 11.
    MMÉÉTTOODDOOSS QQUUÍÍMMIICCOOSS Desinfestantes: Álcool 70%: desinfestação de superfícies como câmaras de fluxo e superfícies de trabalho. Imersão de fragmentos por 30 a 60 seg. Hipoclorito de Na e Ca: Ação oxidante; eficiente para eliminar organismos saprófitas da superfície dos tecidos vegetais, atua nas [0,05 a 1%] por 30 a 60 seg. Peróxido de Hidrogênio: Ação oxidante, [5%], usado como desinfetante de tecidos vegetais. 11 Dr. Milton Luiz da Paz Lima
  • 12.
    HHiiggiieenniizzaaççããoo ddoo LLaabboorraattóórriioo Bancadas e todas as superfícies devem ser desinfestadas; Piso limpo diariamente com solução desinfestante. Entrada do laboratório com pano úmido com solução desinfestante; Compartimentalização dos locais do laboratório – área suja e área limpa. Autoclavagem de vidrarias 121 o.C por 20 min. Alguns casos esterilização a seco na estufa 12 Dr. Milton Luiz da Paz Lima
  • 13.
    13 Dr. MiltonLuiz da Paz Lima
  • 14.
    AAUUTTOOCCLLAAVVEE 14 Dr.Milton Luiz da Paz Lima
  • 15.
    15 Dr. MiltonLuiz da Paz Lima
  • 16.
    EEssttuuffaa ddee eesstteerriilliizzaaççããoo 16 Dr. Milton Luiz da Paz Lima
  • 17.
    IInnccuubbaaddoorraa ee BBiiccooddee BBuunnsseenn Dr. Milton Luiz da Paz Lima Bico de Bunsen 17 Câmara de Crescimento
  • 18.
    EEQQUUIIPPAAMMEENNTTOOSS 18 Dr.Milton Luiz da Paz Lima
  • 19.
    Câmara de fluxovertical 19 Dr. Milton Luiz da Paz Lima
  • 20.
    Câmara de fluxohorizontal 20 Dr. Milton Luiz da Paz Lima
  • 21.
    21 Dr. MiltonLuiz da Paz Lima
  • 22.
    Câmara Asséptica 22Dr. Milton Luiz da Paz Lima
  • 23.
    23 Dr. MiltonLuiz da Paz Lima
  • 24.
    24 Dr. MiltonLuiz da Paz Lima
  • 25.
    25 Dr. MiltonLuiz da Paz Lima
  • 26.
    26 Dr. MiltonLuiz da Paz Lima
  • 27.
    Métodos físicos decontrole do crescimento microbiano 27 Dr. Milton Luiz da Paz Lima
  • 28.
    Câmara de Fluxolaminar 28 Dr. Milton Luiz da Paz Lima
  • 29.
    29 Dr. MiltonLuiz da Paz Lima
  • 30.
    Teste de Patogenicidadeou postulados de Koch  o organismo deve estar associado a todas as plantas e ao mesmo sintoma;  o organismo deve ser isolado e cultivado axenicamente (cultura pura livre de contaminantes) em meio de cultura, e seus dados morfológicos anotados;  o organismo vindo de cultura pura deve ser inoculado em plantas hospedeiras susceptíveis iguais às que originalmente ele fora isolado, e induzir os mesmos sintomas anteriormente encontrados;  o organismo deve ser isolado novamente em cultura pura e apresentar as mesmas características observadas anteriormente. 30 Dr. Milton Luiz da Paz Lima
  • 31.
    31 Dr. MiltonLuiz da Paz Lima
  • 32.
    Uso de Meiosde culturas  Somente para fungos e bactérias  Não utiliza-se meio de cultura para:  Vírus e nematóides.  biotróficos como oídios (Blumeria, Erysiphe, Microsphaera e Sphaerotheca), míldios (Peronospora, Bremia e Plasmopara), ferrugens (Puccinia, Uromyces e Transchelia) e carvões (Tilletia, Ustillago, Sphaceloma e Urocystis). 32 Dr. Milton Luiz da Paz Lima
  • 33.
    Nutrientes nos meiosde Cultura  Elementos essenciais: Os principais são: C , H, O, N (função: principais constituintes da estrutura celular), S (função: constituinte da cisteína, metionina, fosfato de tiamina, coenzima A, biotina e ácido alfa-lipóico), P (função: constituinte do ácido nucléico, fosfolipídeos e nucleotídeos), K (função: principal cátion inorgânico da célula; é o cofator de algumas enzimas), Mg (função: cofator de diversas enzimas; está presente na parede celular, membranas e éster fosfato), Ca [função: cofator de enzimas; presente em exoenzimas (amilases e proteases); dipicolinato de cálcio (presente também na parede celular e) é o componente mais importante dos endósporos] e Fe (presente nos citocromos, ferrodoxinas e outras proteínas ferro-sulfurosas; cofator de algumas enzimas [algumas desidratases]). Além destes fazem-se presentes outros bio-elementos utilizados em menor quantidade pelos organismos tais como Zn, Mn, Na, Cl, Mo, Se, Co, Cu, W e Ni. 33 Dr. Milton Luiz da Paz Lima
  • 34.
    Condições Especiais deMeios  Elementos estimulantes: Alguns sais com: MgSO4.7H2O, CaCO3, etc.  Elementos tamponantes: responsáveis pela estabilização do pH, tais como: K2HPO4, Na2HPO4 e CaCO3.  Elementos solidificantes: ágar e menos freqüentemente, gelatina.  Elementos inibidores: antibióticos e ácidos orgânicos, etc.  Elementos indicadores: substâncias que conferem uma característica especial à colônia a qual se pretende isolar. 34 Dr. Milton Luiz da Paz Lima
  • 35.
    Quanto a composiçãoos meios podem ser:  Semi-sintéticos: com constituintes de composição química indefinida (caldo de batata, caldo de verduras, extrato de malte, extrato de carne, extrato de levedura, peptona, caseína hidrolizada, ágar, suco de tomate, e outros) e outros constituintes de composição química do meio é definida (Sais minerais e carboidratos);  Sintéticos: com todos os constituintes de composição química definida (Sais minerais, carboidratos, vitaminas e aminoácidos). 35 Dr. Milton Luiz da Paz Lima
  • 36.
     Quanto àconsistência: (a) Líquido: sem constituinte solidificante; (b) Sólido: possui como constituinte solidificante a gelatina ou ágar.  Quanto à finalidade: (a) Não seletivo: onde vários tipos de organismos podem crescer; (b) Semi-seletivo: onde poucos tipos de organismos são capazes de desenvolver; (c) Seletivo: onde uma espécie ou gênero de organismo se desenvolve. 36 Dr. Milton Luiz da Paz Lima
  • 37.
    Meio BDA Composição: 200g de batata descascada e fatiada; 20g dextrose; 15g ágar; 1 L água destilada;  Preparo: descascar, fatiar e pesar 200 g de batata; cozinhar as batatas por trinta minutos em 1,2 L de água; filtrar e manter o caldo; pesar e colocar em um frasco com capacidade superior a 1,2 L a dextrose (glucose) e o ágar; adicionar o caldo ao frasco, completando o volume para 1l; tampar o frasco com rolha termo-resistente ou algodão; misturar e dissolver o conteúdo em banho-maria por 15 minutos; autoclavar o frasco por 20 minutos (121oC, 1 atm); resfriar a 50oC ou a temperatura onde seja suportável segurar o frasco e vertê-lo. 37 Dr. Milton Luiz da Paz Lima
  • 38.
    Receitas de Meiosde Cultura para FUNGOS  Meio Ágar-água: 15-20g de ágar e 1000ml de água destilada.  Meio Suco de tomate - ST (10%): 12-18g de ágar, 3g de CaCO3, 100 ml de suco de tomate temperado (“SuperBom” temperado ou normal) e 900ml de água destilada.  Meio V8 (10%): 12-18g de ágar, 3g de CaCO3, 100ml de suco de tomate V8 e 900ml de água.  Malte-ágar: 25g de extrato de malte, 15-20g de ágar e 1000 ml de água destilada.  Solução de Czapek em ágar: 30g de sacarose, 2g de NaNO3, 1g de KH2PO4, 0,5g de MgSO4.7H2O, 0,5g de KCl, 0,01g de FeSO4.7H2O, 0,01g de ágar e 1l de água.  Meio ágar Leonian modificado: 6,25g de maltose, 6,25g de extrato de malte, 1,25g de KH2PO4, 1g de extrato de levedura, 0,25g de MgSO4.7H2O, 0,625g de peptona, 20g de ágar e 1000ml de água destilada.  Meio ágar Rosa de Bengala de Martin: 10 g de glicose, 5 g de peptona, 1g de KH2PO4, 0,5g de MgSO4.7H2O, 0,03 g de estreptomicina, 15 g de ágar e 1000 ml de água destilada. 38 Dr. Milton Luiz da Paz Lima
  • 39.
    Receitas de Meiosde Cultura para FUNGOS  Meio ágar de farinha de milho: 60g de farinha de milho amarelo, 15g ágar e 1000ml de água destilada.  Meio ágar de farinha de aveia: 100g de farinha de aveia, 15g de ágar e 1000ml de água destilada.  Meio de Nash Snyder: 15g de peptona, 1g de KH2PO4, 0,5g de MgSO4.7H2O, 1g de PCNB a 75 % PM, 0,12g de neomicina em 100ml de água, 1g de streptomicina em 100ml de água, 15g de ágar e 700ml de água destilada.  Meio de Reis: 50mg de benomyl em 100ml de água, 500mg de sulfato de streptomicina em 100ml de água, 30mg de sulfato de neomicina em 100ml de água destilada, 3ml de captam (solução estoque = 133,33mg [75% pm] em 100ml de água), 5ml de Botram (=dicloram; solução estoque = 200mg [50% pm] em 100ml de água), 10g de ágar, 15g de batata com casca em fatias e 2,5g de sacarose, 700ml de água.  Meio de Oxygall: 10g de dextrose, 10g de peptona, 15g de oxygall, 0,4g de estreptomicina, 20g ágar e 1000ml de água destilada.  Meio ágar para extrato de plantas (variável a composição): 50g do vegetal, 12g ágar e 1000 mL de caldo de planta. 39 Dr. Milton Luiz da Paz Lima
  • 40.
    Receitas e Meiode Cultura para Bactérias  Meio ágar nutritivo (NA): 3g de extrato de carne, 5-10g de peptona, 2,5g de glicose, 15-20g de ágar, 1l de água destilada. Após a autoclavagem, acrescentar 50ml de solução autoclavada de glicose (10%) e 1ml de MgSO4.7H2O 1M, ajustar para pH 7,2.  Meio 523 (Kado e Heskett): 10g de sacarose, 8g de caseína hidrolizada, 4g de extrato de levedura, 2g de K2HPO4, 300mg de MgSO4.7H2O, 20g de ágar e 1000ml de água.  Meio ágar caldo nutritivo de extrato de levedura: 8g de caldo nutritivo, 2g de extrato de levedura, 2g de K2HPO4, 2g de KH2PO4, 15g de ágar e 1000ml de água destilada. Meio líquido padrão para a bacteriologia com pH = 6,6-7,0.  Caldo de extrato de carne: 3g de extrato de carne, 5g de peptona e 1000ml de água.  Meio de extrato de levedura-dextrose-CACO3 (YDC): 10g de extrato de levedura, 20g de glicose, 2 g de CaCO3, 15g de ágar e 1000ml de água destilada. A glicose deve ser autoclavada separadamente. O meio deve ser resfriado a 50 o.C em ‘banho maria’, e o CaCO3 acrescentado por agitação antes de ser vertido nas placas.  Meio King B (KB): 20g de protease peptona no. 3, 2,5g de K2HPO4.3H2O, 6g MgSO4.7H2O, 15ml de glicerol, 15g de ágar e 1000ml de água destilada. 40 Dr. Milton Luiz da Paz Lima
  • 41.
    Receitas e Meiode Cultura para Bactérias  Meio NDLA (Nutriente-dextrose-levedura-ágar): 5g de extrato de carne, 10g de peptona, 4g de extrato de levedura, 5g de dextrose, 0,5g de K2HPO4, 20g de ágar, 1000ml de água.  Meio PSA (potato-sucrose-ágar): 300g de batata picada e fervida em 1250ml de água, 2g Na2HPO4, 0,5g de Ca(NO3)2, 15g de sacarose, 5g de peptona, 20g de ágar.  Meio glucose peptona ágar (GP): 5g peptona bacteriológica, 20g de glucose, 0,5g K2HPO4 (anidro), 0,25g MgSO4.7H2O, 15g de ágar no 3, 1l de água, pH 7,2-7,4.  Meio sacarose nutriente ágar (SNA) ou meio Levan (Lev): 28g nutriente ágar (Oxoid, CM3), 50g sacarose, 1000ml de água destilada (pH 7,2 ).  Meio nutriente dextrose ágar (NDA): 28g nutriente ágar (Oxoid, CM3), 10g D-glucose, 1000ml de água destilada (pH 7,2). 41 Dr. Milton Luiz da Paz Lima