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Química Orgânica Teórica 1 – Adições Eletrofílicas

Prof. Gustavo Pozza Silveira

CURSO: QUÍMICA
QUIMICA ORGÂNICA TEÓRICA 1

Adição Eletrofílica a Alcenos

Prof. Gustavo Pozza Silveira
gustavo.silveira@iq.ufrgs.br

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INTRODUÇÃO
Teste de identificação de alcenos consiste em observar o desaparecimento
da coloração marrom de Br2 com consequente formação do 1,2dibromoalcano.

Br2 possui um orbital s* LUMO de baixa energia (HOMO alto) sendo
assim um eletrófilo.

Compostos 1,2-dibromos são utilizados na preparação de alcenos e
alcinos. Neste capítulo são abordadas suas preparações.
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SN2 em brometos de alquila: neste caso o ataque carbono no carbono
eletrofílico, porém o princípio assemelha-se ao da adição eletrofílica.

Nas adições eletrofílicas o ataque nucleofílico ocorre no LUMO do bromo, porém
o grupo de saída sai com um par de elétrons como na substituição acima.

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Setas Curvas (revisão)
A adição eletrofílica de brometo a alcenos pode ser representada pelo ataque
nucleofílico do alceno ao bromo para formar o intermediário positivo bromônio
mais o contra-ion brometo.

Porém, a maneira mais correta de representar essas reações seria considerar que
o bromo eletrofílico também possui um par de elétrons o qual ataca o orbita p
vazio do alceno. No entanto, a representação acima é a mais comumente
utilizada.

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Para entender a formação do íon bromônio, pode-se traçar um paralelo
com formação de íons oxônio os quais são carbocátions bastante
estabilizados.

Todavia, apesar da semelhança dos dois sistemas, cabe ressaltar que
neste caso os íons abaixo não são formas canônicas e o cátion da
esquerda na realidade não existe.

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Portanto, o mecanismo completo para formação de 1,2-dibromo
derivados passsa pela formação do íon bromônio seguido de reabertura
do ciclo de 3 membros bastante reativo pelo ataque nucleofílico do
brometo formado na primeira etapa.

Em termos de orbitais moleculares de fronteira, tem-se a seguinte relação:

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Formação de Epóxidos
Ácido peroxi-carboxílico é um ácido mais fraco que
o ácido carboxílico, pois sua base conjugada perde
a estabilização extra por ressonância.

Porém, a ligação O−O é fraca, portanto o LUMO s* é de baixa energia
facilitando o ataque nucleofílico levando a geração de carboxilato o qual é
uma base conjugada fraca (bom GS) devido a ressonância.

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Preparação de Peróxi-ácidos
A preparação dos peroxi-ácidos que são utilizados para transferência de
oxigenio eletrofílico se da pela reação do respectivo anidrido ácido com
peróxido de hidrogênio ou Oxone (KHSO5).

Como visto no slide anterior, o peroxi-ácido formado possui um oxigênio
eletrofílico que pode ser facilmente atacado por um nucleófilo.

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Mecanismo de Epoxidação
Numa primeira observação o desenho deste mecanismo parece bastante
complexo. Deve-se começar pelo ataque nucleofílico do alceno a ligação
ao orbital s* da ligação fraca O−O a qual leva a formação de uma nova
carbonila.

O ET desta reação representa um mecanismo
concertado. Perceba que a epoxidação ocorre
por uma das faces do alceno.

Reação estreosseletiva ou estereoespecífica?
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Estereosseletividade
A estereosseletividade das epoxidações é mantida durante o curso da
reação. Assim, alcenos trans levarão a formação dos epóxidos trans.
Por sua vez, alcenos cis produzirão epóxidos cis.

Exemplos

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Epoxidação vs Substituintes no
alceno
Quanto mais substituido for o alceno, mais rápida ocorrerá a epoxidação.

A explicação para este fato e a mesma abordada para estabilidade de
formação dos alcenos mais substituidos em reações de eliminação.
Efeito hiperconjugativo da ligação s vizinha.
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Efeito hiperconjugativo da ligação s vizinha
explicado através de TOM.

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Regiosseletividade

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Neste caso a diferença de reatividade foi utilizada a fim de obter-se a
epoxidação regiosseletiva do alceno mais substituido.

A epoxidação ocorre em apenas uma das duplas do dieno, pois o
oxigênio atua retirando, por efeito indutivo, elétrons da segunda dupla
impedindo uma nova epoxidação.

O par carbonato de sódio/acetato de sódio funciona como tampão.
Lembre-se que a reação leva a formação de acetato.
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Exercício: quando a reação abaixo é realizada a baixa temperatura e
com um equivalente do peróxi-ácido em solução tamponada o monoepóxi do ciclopentadieno é obtido. Por que essas precauções são
necessárias para a dupla peroxidação não ocorrer?

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Espiro Ciclos
Espiro epóxido obtido a partir de do emprego de peróxi-p-nitrobenzóico
como oxidante que é um perigoso explosivo. A necessidade deste peróxi
acido bastante reativo tem relação com a baixa reatividade do substrato.

Espiro ciclos são ciclos os quais possuem um carbono adjacente a
ambos ciclos.
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Aflatoxinas estão entre os compostos mais carcinogênicos para o Ser Humano
(fungos-origem natural!) e são encontrados em alimentos mofados. Estudos
mostram que estes compostos ligam-se ao DNA.
(epoxona)

Aflatoxina
Dimetildioxirano (epoxona) é facilmente preparado pela oxidação de acetona com
KHSO5. Excelente reagente de tranferência de O eletrofílico.

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Toxicidade do Benzeno
As enzimas do figado tentam transformar benzeno em algum composto mais
hidrossolúvel. Porém, o epóxido formado é extremamente reativo levando a
danificação do DNA por processo semelhante a das aflotoxinas.

RH + O2 + NADPH + H+ → ROH + H2O + NADP+

CytP450Oxidase-1OG2

Chemical structure
of DNA
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Regiosseletividade
A adição eletrofílica em alcenos é regiosseletiva devido a formação de
carboncátion mais estável.

Como prever a regiosseletividade nas seguintes adições eletrofílicas
quando os alcenos não são simétricos?

estireno

1-bromo-1-feniletano

isobuteno

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Brometo de t-butila
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Regiosseletividade
No primeiro caso tem-se o adição eletrofílica do hidrogênio no carbono mais
hidrogenado (Markonikov). O importante é observar a formação do carbocátion
benzílico muito estável.

Não havaria possibilidade de formar um carbocátion primário. Assim, o brometo
jamais atacaria o outro carbono.

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Regiosseletividade
De modo semelhante ao caso anterior, o único produto obtivo para
adição eletrofílica é o brometo de t-butila, visto que o carbocátion
primario não seria formado.

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Regiosseletividade
Após formação do carbocátion terciário estável, a eliminação pode ocorrer a
partir de ambos hidrogênios (em verde ou amarelo). Essas reações estão em
equilíbrio conforme representado pelas setas abaixo. Assim, é possível a
formação do alceno mais substituído (termodinâmico) ou o menos, que neste
caso é o material de partida.

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Exercício: aonde você esperaria que ocorra a adição
eletrofílica de HCl nos seguintes alcenos?

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Como visto durante as eliminações, OH− não é um bom GS. Uma
maneira de transformá-lo em um melhor GS é proceder a reação em
meio ácido protonando-o para permitir sua saída como H2O.

Deste forma, é possível transformarmos o produto cinético (Z) no
termodnâmico (E). Esta reação foi vista nos mecanismos E1
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E ainda, outros nucleófilos podem interceptar o
carbocátion formado.

Perceba que após a formação do carbocátion há uma etapa de
substuição igual a vista nas SN1.
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Exercício: dê o mecanismo para a seguinte reação:

Exercício: explique esse resultado:

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Adição Eletrofílica em Dienos
Em dienos, o ataque eletrofílico pode ocorrer em qualquer uma das
duplas formando um carbocátion alílico. Porém, no caso do isopreno
este substituição ocorre apenas em uma delas devido a estabilização
extra causada pelo grupo metila.

Note que a metila não ajuda a estabilizar o cátion formado.
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Adição Eletrofílica em Dienos
Apesar das duas formas canônicas possíveis, o ataque do brometo
procederá pelo lado de menor impedimento estérico.

Porém, utilizando-se bromo molecular, tem-se a possibilidade de
formação de dois isômeros constitucionais.

Qual deles formará mais rapidamente e Por quê?
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Produto Cinético vs Termodinâmico
Produto cinético
Produto cinético de uma reação é aquele que pode ser gerado mais
rápidamente, mas que nem sempre é o mais estável (neste caso: alceno menos
substituído é formado e ataque ao carbono mais impedido).

Produto termodinâmico
Produto termodinâmico (neste caso: alceno mais substituído é gerado e ataque
ao carbono menos impedido) é o mais estável, porém as vezes necessita de
mais tempo para ser formado.

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Exercício: sugira o mecanimos e os produtos
formados nas seguintes reações:

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Regiosseletividade
Íons bromônios abrem o anel regiosseletivamente. No caso de alcenos
assimétricos ésta observação não é importante, pois independemente da
forma de abertura do anel o produto gerado é o mesmo.

Por que?
Porém, utilizando-se um solvente reativo como metanol o
ataque procederá no carbono mais estericamente
impedido.

SN1 ou SN2?
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Como resolver esse quebra cabeças?
SN2

−H+

SN1

−H+

A reação segue um mecanismo SN1 ou SN2?

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SN1 ou SN2?
A reação anterior procede por um mecanismo intermediário ao SN1 e
SN2. Com a formação do bromônio é criado uma carga parcial positiva
no carbono terciário e no bromo. Como consequência, ocorre a formação
de uma ligação C−Br longa e fraca.

O nucleófilo ataca o carbono mais impedido, porém com uma carga
parcial positiva, indo por uma SN2 diferente. Este tipo de SN2 é chamada
de SN2 loose.

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Bromoidrinas
A preparação de epóxidos também pode ser realizada a partir de bromoidrinas
formadas pela reação do respectivo alceno com bromo molecular em água. A
bromoidrina é desprotonada por hidróxido gerando o intermediário bromoalcóxi. Finamente, reação SN2 leva a formação de epóxido e liberação de
brometo.

A vantagem deste método é a de se evitar a utilização de peroxi-ácidos.

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Exercícios: qual serão os produtos de adição de
bromo aquoso aos seguintes alcenos:

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Vel. de brominação de Alcenos
A velocidade de brominação de alcenos segue a mesma lógica
apresentada para halogenação e epoxidação de alcenos. Por que?

Efeito hiperconjugativo aumento da densidade de elétrons na dupla mais substituída.
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Regiosseletividade em Epóxidos
A regiosseletividade de abertura de epóxidos depende das condições
experimentais empregadas. Em meio ácido a reação procede via SN2 loose
levando ao ataque no carbono mais substituído resultando no produto
termodinâmico.

Por sua vez, quando a reação é realizada em meio básico (Nu forte) o ataque
procede no carbono menos substituído através de um mecanismo SN2
resultando no produto cinético.
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ET SN2 loose para Epóxidos
Após a protonação do oxigênio ocorre a formação de uma ligação fraca C−O. O
ataque do solvente ocorre no carbono mais impedido como foi discutido para o
bromônio.

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Epóxidos
Quando a reação ocorre em meio básico não há, evidentemente,
protonação do oxigênio. Sendo o nucleófilo forte, o ataque ao carbono
menos impedido ocorre via SN2.

Lembrando que o pKa de álcoois terciários é em torno de 18, enquanto
que primarios são semelhantes a 16. Assim, a formação da base mais
fraca será facilitada em meio metanólico.

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Epóxidos
Os casos anteriores de abertura de epóxidos em meio ácido eram
extrema (carbo terciário). Perceba no exemplo abaixo que haverá
competição na regiosseletividade. Ou seja, ataque no carbono com carga
parcialmente positiva versus ataque no carbono mais desempedido.

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O ataque nucleofílico em epóxidos simétricos leva a
formação de uma mistura racêmica. Por que?
Epoxidação do ciclohexeno com ácido metacloroperbenzóico leva ao
respectivo epóxido. Abertura do epóxido com dimetilamina gera o amino
álcool racêmico anti.

Note que o ataque nucleofílico ocorre pelo lado oposto do epóxido via
SN2. Porém, como a molécula é simétrica, a probabilidade de atacar um
dos dois carbonos do epóxido levando ao produto anti é igual.

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Produto anti Racêmico
Como discutido no slide anterior, o ataque do nucleófilo tem a mesma
probabilidade de ocorrer em qualquer dos lados do epóxido para formação do
produto anti. Como consequência, o produto racêmico é obtido.

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Produto anti Racêmico
De modo semelhante, tratamento do cicloexeno com bromo molecular em
tetracloreto de carbono (solvente bastante inerte, porém banido!!! Potencial
destruidor da camada de ozônio.) leva a formação do respectivo 1,2-dibromo
anti racêmico. Evidência de reação que procede por mecanismo SN2.

Mecanismo

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Produto anti Racêmico
O cicloexeno não é uma molécula planar. Porém, contrariamente ao
cicloexano, em virtude da dupla no cicloexeno, 4 carbonos podem ficar no
mesmo plano. O íon bromônio quando formado leva a um produto diaxial que
rapidamente sofrerá uma inversão a fim de formar a conformação diequatorial.

Adição estereosseletiva ou estereoespecífica?
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Produto anti Racêmico
Pelo mesmo princípio, alcenos cis levarão a formação do composto 1,2dibromado anti. Adição estereoespecífica.

e

Colocando-se o maior número de carbonos (cadeia principal) no plano, seguindo
de rotação de 180o em torno da ligação s percebe-se que o isômero formado é o
anti.

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Produto syn Racêmico
Alcenos E levarão a formação dos respectivos 1,2-dibromo derivados
syn racêmicos. Adição estereoespecífica.
e

Rearranjando de modo semelhante ao feito no slide anterior, o produto
formado, neste caso específico, é meso (aquiral). Porém, se
trocássemos uma das metilas por um outro grupo alquila teríamos o par
de diastereoisômeros syn.

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Exercício: bromação em meio aquoso do seguinte alceno
gera apenas um único produto. Qual a estrutura e
estereoquímica do produto formado?

Exercício: sugira um mecanismo para a seguinte reação. Qual
a estereoquímica e conformação do produto?

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Bromação com NBS
N-bromosuccinimida é uma importante e interessante fonte alternativa a
utilização de Br2. Bromo molecular é irritante da mucosa nasal cujo odor se
assemelha ao de hipoclorito (kiboa).

E ainda, NBS é uma fonte de íons Br+, pois a concentração de Br− em solução é
basetante baixa. Assim, não há competição entre íons brometo e o nucleófilo pelo
bromônio.

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Bromação com NBS
Bromação do trans-bromoestireno com NBS em meio aquoso leva aos
respectivos diastereoisômeros syn. Em virtude da concentração de íons
brometo em solução ser baixa, não há competição pelo bromônio com a
água.

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Bromação com NBS
A utilização de NBS permite que mesmo empregando-se álcool
propargílico como nucleófilo, e não como solvente, não ocorra
competição com íons brometo nesta reação.

O álcool abaixo poderia reagir via SN2 loose ou por SN2 devido ao efeito
estérico. Note que a reação ocorre com inversão (comprovação do
bromônio).

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Formação de g-Lactonas
Finalmente, halogenação de alcenos seguido de ataque intramolecular é
uma importante metodologia para prepararção de g-lactonas. Mesmo
utilizando-se Br2 o ataque intramolecular para formação da lactona é
preferencial.

Bromo é o halogênio mais utilizado nessas reações, pois só perde para
iodo em termos de reatividade. Porém, derivados bromados são
geralmente mais estáveis que os iodados. No entanto, iodo derivados
são mais utilizados nessas lactonizações.

Lactonas de 5 membros são formadas preferencialmente!
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Adição de Água
A preparação de alcenos a partir de álcoois primários é facilmente obtida pela
transformação da hidroxila em um bom GS. Isto pode ser conseguido utilizandose um ácido forte. Porém, e o caminho inverso? Como transformar um alceno
num álcool?

Quando o carbocátion formado é terciário, pode-se facilmente prever aonde
ocorrerá o ataque da água para geração do respectivo álcool.

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Adição de Água
Alcenos são nucleófilos moles os quais irão interagir com eletrófilos moles como
cátions de metais de transição (por exemplo Hg2+). Assim, uma alternativa para
obter-se o controle regiosseletivo da adição de água é a utilização de metais de
transição.

Existe duas formas de representar o complexo formado entre o metal de
transição e a dupla. O traço no meio da dupla mostra a formação desse
complexo metálico que pode ser alternativamente representado como um cliclo
de três membros semelhante ao íon bromônio.

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Oximercuração
Uma fonte de íon Hg2+ bastante empregada é o Hg(OAc)2.

Mecanismo

O eletrófilo Hg2+ é atacado pelo alceno levando a formação do íon mercurínio.
Como esperado, a água ataca pelo lado mais impedido via mecanismo SN2 loose
levando ao álcool secundário. Finalmente, a ligação fraca Hg−C pode ser clicvada
pelo emprego de um hidreto.
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Hidratação de Alcinos
Oximercuração funciona muito bem com alcinos. Assim, o produto formado
deveria ser o apresentado no final do esquema abaixo.

No entanto, o produto isolado a partir da oximercuração de alcinos é uma cetona.
O próton é atacado pelo C=C, porém é transferido para o oxigênio. A ligação C=O
é mais forte que uma C=C.

Finalmente, a ligação fraca Hg−C é clicvada para formar a respectiva cetona.
(enol)

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Conclusão
Adição eletrofílica a dupla ligação leva a formação de ciclos de 3 membros com
Hg2+, Br2 e peróxi-ácidos (este último pode ser isolado como epóxidos). Todas as
3 classes reagem com nucleófilos para produzir compostos 1,2-difunionalizados
com (1) regiosseletividade e (2) estereosseletividade. Protonação da dupla leva
a formação de carbocátion que pode ser atacado por nucleófilos como haletos.

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Adição Syn
(Mecanismo concertado - pericíclicas)

Tetróxido de ósmio é adicionado Syn a alcenos. Assim,
alcenos E levarão a dióis Syn.

Por sua vez, alcenos Z formarão dióis anti.

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Adição Syn
(Mecanismo concertado - pericíclicas)
O mecanismo é concertado. Todas as ligações movem-se ao mesmo tempo.
Essas reações são conhecidas como pericíclicas.

Ósmio VIII é reduzido a ósmio VI durante a oxidação.

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Adição Syn
(Mecanismo concertado - pericíclicas)
Para evitar a utilização de 1 equiv. do reagente caro OsO4, pode-se fazer a
reação usando-se um agente redutor. Para tanto, emprega-se Fe(III) ou NMO.

A interação do tetróxido de ósmio pode ocorrer tanto com o HOMO, quanto com
o LUMO.

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Hidroboração
Boro no borano possui um orbital p vazio.

Este orbital é capaz de aceitar pares de elétrons levando a uma estrutura
tetraédrica.

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Hidroboração
Acenos e alcinos podem reagir com boranos através de adição eletrofílica.
Porém, neste caso tem-se um mecanismo concertado. Perceba que um
hidrogênio no borano foi substituído por um grupo alquílico.

O hidrogênio sempre entra no carbono menos hidrogenado (antiMarkovnicov). Neste caso, foi utilizado excesso de borano para ser obtido o
borano tri-alquilado.
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Hidroboração
(mecanismo)
O mecanismo é concertado formando o ET quaternário.

Boranos reagem violentamente com ar (chama verde). Oxidação mais branda
pode ser realizada com peróxido e hidróxido de sódio para levar ao álcool
primário.

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Hidroboração
(mecanismo)
A hidroxila continua não sendo bom grupo de saída, porém a fraca ligação
O―O é quebrada facilitando a saída do OH. Subsequente ataque da hidroxila
ao boro seguido de neutralização gera o álcool primário.

B(OH)3 é a espécie mais estável para boro, visto que B com octeto completo e
a estrutura neutralizada.

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63
Química Orgânica Teórica 1 – Adições Eletrofílicas

Prof. Gustavo Pozza Silveira

Hidroboração
(Exemplo)
Atualmente, oxidações do borano são realizadas com reagentes menos nocivos
e mais baratos como percarbonato de sódio e perborato de sódio. Adição de
água é cis e o OH é formado no carbono menos subsituidos.

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  • 1. Química Orgânica Teórica 1 – Adições Eletrofílicas Prof. Gustavo Pozza Silveira CURSO: QUÍMICA QUIMICA ORGÂNICA TEÓRICA 1 Adição Eletrofílica a Alcenos Prof. Gustavo Pozza Silveira gustavo.silveira@iq.ufrgs.br www.iq.ufrgs.br/biolab 1
  • 2. Química Orgânica Teórica 1 – Adições Eletrofílicas Prof. Gustavo Pozza Silveira INTRODUÇÃO Teste de identificação de alcenos consiste em observar o desaparecimento da coloração marrom de Br2 com consequente formação do 1,2dibromoalcano. Br2 possui um orbital s* LUMO de baixa energia (HOMO alto) sendo assim um eletrófilo. Compostos 1,2-dibromos são utilizados na preparação de alcenos e alcinos. Neste capítulo são abordadas suas preparações. www.iq.ufrgs.br/biolab 2
  • 3. Química Orgânica Teórica 1 – Adições Eletrofílicas Prof. Gustavo Pozza Silveira SN2 em brometos de alquila: neste caso o ataque carbono no carbono eletrofílico, porém o princípio assemelha-se ao da adição eletrofílica. Nas adições eletrofílicas o ataque nucleofílico ocorre no LUMO do bromo, porém o grupo de saída sai com um par de elétrons como na substituição acima. www.iq.ufrgs.br/biolab 3
  • 4. Química Orgânica Teórica 1 – Adições Eletrofílicas Prof. Gustavo Pozza Silveira Setas Curvas (revisão) A adição eletrofílica de brometo a alcenos pode ser representada pelo ataque nucleofílico do alceno ao bromo para formar o intermediário positivo bromônio mais o contra-ion brometo. Porém, a maneira mais correta de representar essas reações seria considerar que o bromo eletrofílico também possui um par de elétrons o qual ataca o orbita p vazio do alceno. No entanto, a representação acima é a mais comumente utilizada. www.iq.ufrgs.br/biolab 4
  • 5. Química Orgânica Teórica 1 – Adições Eletrofílicas Prof. Gustavo Pozza Silveira Para entender a formação do íon bromônio, pode-se traçar um paralelo com formação de íons oxônio os quais são carbocátions bastante estabilizados. Todavia, apesar da semelhança dos dois sistemas, cabe ressaltar que neste caso os íons abaixo não são formas canônicas e o cátion da esquerda na realidade não existe. www.iq.ufrgs.br/biolab 5
  • 6. Química Orgânica Teórica 1 – Adições Eletrofílicas Prof. Gustavo Pozza Silveira Portanto, o mecanismo completo para formação de 1,2-dibromo derivados passsa pela formação do íon bromônio seguido de reabertura do ciclo de 3 membros bastante reativo pelo ataque nucleofílico do brometo formado na primeira etapa. Em termos de orbitais moleculares de fronteira, tem-se a seguinte relação: www.iq.ufrgs.br/biolab 6
  • 7. Química Orgânica Teórica 1 – Adições Eletrofílicas Prof. Gustavo Pozza Silveira Formação de Epóxidos Ácido peroxi-carboxílico é um ácido mais fraco que o ácido carboxílico, pois sua base conjugada perde a estabilização extra por ressonância. Porém, a ligação O−O é fraca, portanto o LUMO s* é de baixa energia facilitando o ataque nucleofílico levando a geração de carboxilato o qual é uma base conjugada fraca (bom GS) devido a ressonância. www.iq.ufrgs.br/biolab 7
  • 8. Química Orgânica Teórica 1 – Adições Eletrofílicas Prof. Gustavo Pozza Silveira Preparação de Peróxi-ácidos A preparação dos peroxi-ácidos que são utilizados para transferência de oxigenio eletrofílico se da pela reação do respectivo anidrido ácido com peróxido de hidrogênio ou Oxone (KHSO5). Como visto no slide anterior, o peroxi-ácido formado possui um oxigênio eletrofílico que pode ser facilmente atacado por um nucleófilo. www.iq.ufrgs.br/biolab 8
  • 9. Química Orgânica Teórica 1 – Adições Eletrofílicas Prof. Gustavo Pozza Silveira Mecanismo de Epoxidação Numa primeira observação o desenho deste mecanismo parece bastante complexo. Deve-se começar pelo ataque nucleofílico do alceno a ligação ao orbital s* da ligação fraca O−O a qual leva a formação de uma nova carbonila. O ET desta reação representa um mecanismo concertado. Perceba que a epoxidação ocorre por uma das faces do alceno. Reação estreosseletiva ou estereoespecífica? www.iq.ufrgs.br/biolab 9
  • 10. Química Orgânica Teórica 1 – Adições Eletrofílicas Prof. Gustavo Pozza Silveira Estereosseletividade A estereosseletividade das epoxidações é mantida durante o curso da reação. Assim, alcenos trans levarão a formação dos epóxidos trans. Por sua vez, alcenos cis produzirão epóxidos cis. Exemplos www.iq.ufrgs.br/biolab 10
  • 11. Química Orgânica Teórica 1 – Adições Eletrofílicas Prof. Gustavo Pozza Silveira Epoxidação vs Substituintes no alceno Quanto mais substituido for o alceno, mais rápida ocorrerá a epoxidação. A explicação para este fato e a mesma abordada para estabilidade de formação dos alcenos mais substituidos em reações de eliminação. Efeito hiperconjugativo da ligação s vizinha. www.iq.ufrgs.br/biolab 11
  • 12. Química Orgânica Teórica 1 – Adições Eletrofílicas Prof. Gustavo Pozza Silveira Efeito hiperconjugativo da ligação s vizinha explicado através de TOM. www.iq.ufrgs.br/biolab 12
  • 13. Química Orgânica Teórica 1 – Adições Eletrofílicas Prof. Gustavo Pozza Silveira Regiosseletividade www.iq.ufrgs.br/biolab 13
  • 14. Química Orgânica Teórica 1 – Adições Eletrofílicas Prof. Gustavo Pozza Silveira Neste caso a diferença de reatividade foi utilizada a fim de obter-se a epoxidação regiosseletiva do alceno mais substituido. A epoxidação ocorre em apenas uma das duplas do dieno, pois o oxigênio atua retirando, por efeito indutivo, elétrons da segunda dupla impedindo uma nova epoxidação. O par carbonato de sódio/acetato de sódio funciona como tampão. Lembre-se que a reação leva a formação de acetato. www.iq.ufrgs.br/biolab 14
  • 15. Química Orgânica Teórica 1 – Adições Eletrofílicas Prof. Gustavo Pozza Silveira Exercício: quando a reação abaixo é realizada a baixa temperatura e com um equivalente do peróxi-ácido em solução tamponada o monoepóxi do ciclopentadieno é obtido. Por que essas precauções são necessárias para a dupla peroxidação não ocorrer? www.iq.ufrgs.br/biolab 15
  • 16. Química Orgânica Teórica 1 – Adições Eletrofílicas Prof. Gustavo Pozza Silveira Espiro Ciclos Espiro epóxido obtido a partir de do emprego de peróxi-p-nitrobenzóico como oxidante que é um perigoso explosivo. A necessidade deste peróxi acido bastante reativo tem relação com a baixa reatividade do substrato. Espiro ciclos são ciclos os quais possuem um carbono adjacente a ambos ciclos. www.iq.ufrgs.br/biolab 16
  • 17. Química Orgânica Teórica 1 – Adições Eletrofílicas Prof. Gustavo Pozza Silveira Aflatoxinas estão entre os compostos mais carcinogênicos para o Ser Humano (fungos-origem natural!) e são encontrados em alimentos mofados. Estudos mostram que estes compostos ligam-se ao DNA. (epoxona) Aflatoxina Dimetildioxirano (epoxona) é facilmente preparado pela oxidação de acetona com KHSO5. Excelente reagente de tranferência de O eletrofílico. www.iq.ufrgs.br/biolab 17
  • 18. Química Orgânica Teórica 1 – Adições Eletrofílicas Prof. Gustavo Pozza Silveira Toxicidade do Benzeno As enzimas do figado tentam transformar benzeno em algum composto mais hidrossolúvel. Porém, o epóxido formado é extremamente reativo levando a danificação do DNA por processo semelhante a das aflotoxinas. RH + O2 + NADPH + H+ → ROH + H2O + NADP+ CytP450Oxidase-1OG2 Chemical structure of DNA www.iq.ufrgs.br/biolab 18
  • 19. Química Orgânica Teórica 1 – Adições Eletrofílicas Prof. Gustavo Pozza Silveira Regiosseletividade A adição eletrofílica em alcenos é regiosseletiva devido a formação de carboncátion mais estável. Como prever a regiosseletividade nas seguintes adições eletrofílicas quando os alcenos não são simétricos? estireno 1-bromo-1-feniletano isobuteno www.iq.ufrgs.br/biolab Brometo de t-butila 19
  • 20. Química Orgânica Teórica 1 – Adições Eletrofílicas Prof. Gustavo Pozza Silveira Regiosseletividade No primeiro caso tem-se o adição eletrofílica do hidrogênio no carbono mais hidrogenado (Markonikov). O importante é observar a formação do carbocátion benzílico muito estável. Não havaria possibilidade de formar um carbocátion primário. Assim, o brometo jamais atacaria o outro carbono. www.iq.ufrgs.br/biolab 20
  • 21. Química Orgânica Teórica 1 – Adições Eletrofílicas Prof. Gustavo Pozza Silveira Regiosseletividade De modo semelhante ao caso anterior, o único produto obtivo para adição eletrofílica é o brometo de t-butila, visto que o carbocátion primario não seria formado. www.iq.ufrgs.br/biolab 21
  • 22. Química Orgânica Teórica 1 – Adições Eletrofílicas Prof. Gustavo Pozza Silveira Regiosseletividade Após formação do carbocátion terciário estável, a eliminação pode ocorrer a partir de ambos hidrogênios (em verde ou amarelo). Essas reações estão em equilíbrio conforme representado pelas setas abaixo. Assim, é possível a formação do alceno mais substituído (termodinâmico) ou o menos, que neste caso é o material de partida. www.iq.ufrgs.br/biolab 22
  • 23. Química Orgânica Teórica 1 – Adições Eletrofílicas Prof. Gustavo Pozza Silveira Exercício: aonde você esperaria que ocorra a adição eletrofílica de HCl nos seguintes alcenos? www.iq.ufrgs.br/biolab 23
  • 24. Química Orgânica Teórica 1 – Adições Eletrofílicas Prof. Gustavo Pozza Silveira Como visto durante as eliminações, OH− não é um bom GS. Uma maneira de transformá-lo em um melhor GS é proceder a reação em meio ácido protonando-o para permitir sua saída como H2O. Deste forma, é possível transformarmos o produto cinético (Z) no termodnâmico (E). Esta reação foi vista nos mecanismos E1 www.iq.ufrgs.br/biolab 24
  • 25. Química Orgânica Teórica 1 – Adições Eletrofílicas Prof. Gustavo Pozza Silveira E ainda, outros nucleófilos podem interceptar o carbocátion formado. Perceba que após a formação do carbocátion há uma etapa de substuição igual a vista nas SN1. www.iq.ufrgs.br/biolab 25
  • 26. Química Orgânica Teórica 1 – Adições Eletrofílicas Prof. Gustavo Pozza Silveira Exercício: dê o mecanismo para a seguinte reação: Exercício: explique esse resultado: www.iq.ufrgs.br/biolab 26
  • 27. Química Orgânica Teórica 1 – Adições Eletrofílicas Prof. Gustavo Pozza Silveira Adição Eletrofílica em Dienos Em dienos, o ataque eletrofílico pode ocorrer em qualquer uma das duplas formando um carbocátion alílico. Porém, no caso do isopreno este substituição ocorre apenas em uma delas devido a estabilização extra causada pelo grupo metila. Note que a metila não ajuda a estabilizar o cátion formado. www.iq.ufrgs.br/biolab 27
  • 28. Química Orgânica Teórica 1 – Adições Eletrofílicas Prof. Gustavo Pozza Silveira Adição Eletrofílica em Dienos Apesar das duas formas canônicas possíveis, o ataque do brometo procederá pelo lado de menor impedimento estérico. Porém, utilizando-se bromo molecular, tem-se a possibilidade de formação de dois isômeros constitucionais. Qual deles formará mais rapidamente e Por quê? www.iq.ufrgs.br/biolab 28
  • 29. Química Orgânica Teórica 1 – Adições Eletrofílicas Prof. Gustavo Pozza Silveira Produto Cinético vs Termodinâmico Produto cinético Produto cinético de uma reação é aquele que pode ser gerado mais rápidamente, mas que nem sempre é o mais estável (neste caso: alceno menos substituído é formado e ataque ao carbono mais impedido). Produto termodinâmico Produto termodinâmico (neste caso: alceno mais substituído é gerado e ataque ao carbono menos impedido) é o mais estável, porém as vezes necessita de mais tempo para ser formado. www.iq.ufrgs.br/biolab 29
  • 30. Química Orgânica Teórica 1 – Adições Eletrofílicas Prof. Gustavo Pozza Silveira Exercício: sugira o mecanimos e os produtos formados nas seguintes reações: www.iq.ufrgs.br/biolab 30
  • 31. Química Orgânica Teórica 1 – Adições Eletrofílicas Prof. Gustavo Pozza Silveira Regiosseletividade Íons bromônios abrem o anel regiosseletivamente. No caso de alcenos assimétricos ésta observação não é importante, pois independemente da forma de abertura do anel o produto gerado é o mesmo. Por que? Porém, utilizando-se um solvente reativo como metanol o ataque procederá no carbono mais estericamente impedido. SN1 ou SN2? www.iq.ufrgs.br/biolab 31
  • 32. Química Orgânica Teórica 1 – Adições Eletrofílicas Prof. Gustavo Pozza Silveira Como resolver esse quebra cabeças? SN2 −H+ SN1 −H+ A reação segue um mecanismo SN1 ou SN2? www.iq.ufrgs.br/biolab 32
  • 33. Química Orgânica Teórica 1 – Adições Eletrofílicas Prof. Gustavo Pozza Silveira SN1 ou SN2? A reação anterior procede por um mecanismo intermediário ao SN1 e SN2. Com a formação do bromônio é criado uma carga parcial positiva no carbono terciário e no bromo. Como consequência, ocorre a formação de uma ligação C−Br longa e fraca. O nucleófilo ataca o carbono mais impedido, porém com uma carga parcial positiva, indo por uma SN2 diferente. Este tipo de SN2 é chamada de SN2 loose. www.iq.ufrgs.br/biolab 33
  • 34. Química Orgânica Teórica 1 – Adições Eletrofílicas Prof. Gustavo Pozza Silveira Bromoidrinas A preparação de epóxidos também pode ser realizada a partir de bromoidrinas formadas pela reação do respectivo alceno com bromo molecular em água. A bromoidrina é desprotonada por hidróxido gerando o intermediário bromoalcóxi. Finamente, reação SN2 leva a formação de epóxido e liberação de brometo. A vantagem deste método é a de se evitar a utilização de peroxi-ácidos. www.iq.ufrgs.br/biolab 34
  • 35. Química Orgânica Teórica 1 – Adições Eletrofílicas Prof. Gustavo Pozza Silveira Exercícios: qual serão os produtos de adição de bromo aquoso aos seguintes alcenos: www.iq.ufrgs.br/biolab 35
  • 36. Química Orgânica Teórica 1 – Adições Eletrofílicas Prof. Gustavo Pozza Silveira Vel. de brominação de Alcenos A velocidade de brominação de alcenos segue a mesma lógica apresentada para halogenação e epoxidação de alcenos. Por que? Efeito hiperconjugativo aumento da densidade de elétrons na dupla mais substituída. www.iq.ufrgs.br/biolab 36
  • 37. Química Orgânica Teórica 1 – Adições Eletrofílicas Prof. Gustavo Pozza Silveira Regiosseletividade em Epóxidos A regiosseletividade de abertura de epóxidos depende das condições experimentais empregadas. Em meio ácido a reação procede via SN2 loose levando ao ataque no carbono mais substituído resultando no produto termodinâmico. Por sua vez, quando a reação é realizada em meio básico (Nu forte) o ataque procede no carbono menos substituído através de um mecanismo SN2 resultando no produto cinético. www.iq.ufrgs.br/biolab 37
  • 38. Química Orgânica Teórica 1 – Adições Eletrofílicas Prof. Gustavo Pozza Silveira ET SN2 loose para Epóxidos Após a protonação do oxigênio ocorre a formação de uma ligação fraca C−O. O ataque do solvente ocorre no carbono mais impedido como foi discutido para o bromônio. www.iq.ufrgs.br/biolab 38
  • 39. Química Orgânica Teórica 1 – Adições Eletrofílicas Prof. Gustavo Pozza Silveira Epóxidos Quando a reação ocorre em meio básico não há, evidentemente, protonação do oxigênio. Sendo o nucleófilo forte, o ataque ao carbono menos impedido ocorre via SN2. Lembrando que o pKa de álcoois terciários é em torno de 18, enquanto que primarios são semelhantes a 16. Assim, a formação da base mais fraca será facilitada em meio metanólico. www.iq.ufrgs.br/biolab 39
  • 40. Química Orgânica Teórica 1 – Adições Eletrofílicas Prof. Gustavo Pozza Silveira Epóxidos Os casos anteriores de abertura de epóxidos em meio ácido eram extrema (carbo terciário). Perceba no exemplo abaixo que haverá competição na regiosseletividade. Ou seja, ataque no carbono com carga parcialmente positiva versus ataque no carbono mais desempedido. www.iq.ufrgs.br/biolab 40
  • 41. Química Orgânica Teórica 1 – Adições Eletrofílicas Prof. Gustavo Pozza Silveira O ataque nucleofílico em epóxidos simétricos leva a formação de uma mistura racêmica. Por que? Epoxidação do ciclohexeno com ácido metacloroperbenzóico leva ao respectivo epóxido. Abertura do epóxido com dimetilamina gera o amino álcool racêmico anti. Note que o ataque nucleofílico ocorre pelo lado oposto do epóxido via SN2. Porém, como a molécula é simétrica, a probabilidade de atacar um dos dois carbonos do epóxido levando ao produto anti é igual. www.iq.ufrgs.br/biolab 41
  • 42. Química Orgânica Teórica 1 – Adições Eletrofílicas Prof. Gustavo Pozza Silveira Produto anti Racêmico Como discutido no slide anterior, o ataque do nucleófilo tem a mesma probabilidade de ocorrer em qualquer dos lados do epóxido para formação do produto anti. Como consequência, o produto racêmico é obtido. www.iq.ufrgs.br/biolab 42
  • 43. Química Orgânica Teórica 1 – Adições Eletrofílicas Prof. Gustavo Pozza Silveira Produto anti Racêmico De modo semelhante, tratamento do cicloexeno com bromo molecular em tetracloreto de carbono (solvente bastante inerte, porém banido!!! Potencial destruidor da camada de ozônio.) leva a formação do respectivo 1,2-dibromo anti racêmico. Evidência de reação que procede por mecanismo SN2. Mecanismo www.iq.ufrgs.br/biolab 43
  • 44. Química Orgânica Teórica 1 – Adições Eletrofílicas Prof. Gustavo Pozza Silveira Produto anti Racêmico O cicloexeno não é uma molécula planar. Porém, contrariamente ao cicloexano, em virtude da dupla no cicloexeno, 4 carbonos podem ficar no mesmo plano. O íon bromônio quando formado leva a um produto diaxial que rapidamente sofrerá uma inversão a fim de formar a conformação diequatorial. Adição estereosseletiva ou estereoespecífica? www.iq.ufrgs.br/biolab 44
  • 45. Química Orgânica Teórica 1 – Adições Eletrofílicas Prof. Gustavo Pozza Silveira Produto anti Racêmico Pelo mesmo princípio, alcenos cis levarão a formação do composto 1,2dibromado anti. Adição estereoespecífica. e Colocando-se o maior número de carbonos (cadeia principal) no plano, seguindo de rotação de 180o em torno da ligação s percebe-se que o isômero formado é o anti. www.iq.ufrgs.br/biolab 45
  • 46. Química Orgânica Teórica 1 – Adições Eletrofílicas Prof. Gustavo Pozza Silveira Produto syn Racêmico Alcenos E levarão a formação dos respectivos 1,2-dibromo derivados syn racêmicos. Adição estereoespecífica. e Rearranjando de modo semelhante ao feito no slide anterior, o produto formado, neste caso específico, é meso (aquiral). Porém, se trocássemos uma das metilas por um outro grupo alquila teríamos o par de diastereoisômeros syn. www.iq.ufrgs.br/biolab 46
  • 47. Química Orgânica Teórica 1 – Adições Eletrofílicas Prof. Gustavo Pozza Silveira Exercício: bromação em meio aquoso do seguinte alceno gera apenas um único produto. Qual a estrutura e estereoquímica do produto formado? Exercício: sugira um mecanismo para a seguinte reação. Qual a estereoquímica e conformação do produto? www.iq.ufrgs.br/biolab 47
  • 48. Química Orgânica Teórica 1 – Adições Eletrofílicas Prof. Gustavo Pozza Silveira Bromação com NBS N-bromosuccinimida é uma importante e interessante fonte alternativa a utilização de Br2. Bromo molecular é irritante da mucosa nasal cujo odor se assemelha ao de hipoclorito (kiboa). E ainda, NBS é uma fonte de íons Br+, pois a concentração de Br− em solução é basetante baixa. Assim, não há competição entre íons brometo e o nucleófilo pelo bromônio. www.iq.ufrgs.br/biolab 48
  • 49. Química Orgânica Teórica 1 – Adições Eletrofílicas Prof. Gustavo Pozza Silveira Bromação com NBS Bromação do trans-bromoestireno com NBS em meio aquoso leva aos respectivos diastereoisômeros syn. Em virtude da concentração de íons brometo em solução ser baixa, não há competição pelo bromônio com a água. www.iq.ufrgs.br/biolab 49
  • 50. Química Orgânica Teórica 1 – Adições Eletrofílicas Prof. Gustavo Pozza Silveira Bromação com NBS A utilização de NBS permite que mesmo empregando-se álcool propargílico como nucleófilo, e não como solvente, não ocorra competição com íons brometo nesta reação. O álcool abaixo poderia reagir via SN2 loose ou por SN2 devido ao efeito estérico. Note que a reação ocorre com inversão (comprovação do bromônio). www.iq.ufrgs.br/biolab 50
  • 51. Química Orgânica Teórica 1 – Adições Eletrofílicas Prof. Gustavo Pozza Silveira Formação de g-Lactonas Finalmente, halogenação de alcenos seguido de ataque intramolecular é uma importante metodologia para prepararção de g-lactonas. Mesmo utilizando-se Br2 o ataque intramolecular para formação da lactona é preferencial. Bromo é o halogênio mais utilizado nessas reações, pois só perde para iodo em termos de reatividade. Porém, derivados bromados são geralmente mais estáveis que os iodados. No entanto, iodo derivados são mais utilizados nessas lactonizações. Lactonas de 5 membros são formadas preferencialmente! www.iq.ufrgs.br/biolab 51
  • 52. Química Orgânica Teórica 1 – Adições Eletrofílicas Prof. Gustavo Pozza Silveira Adição de Água A preparação de alcenos a partir de álcoois primários é facilmente obtida pela transformação da hidroxila em um bom GS. Isto pode ser conseguido utilizandose um ácido forte. Porém, e o caminho inverso? Como transformar um alceno num álcool? Quando o carbocátion formado é terciário, pode-se facilmente prever aonde ocorrerá o ataque da água para geração do respectivo álcool. www.iq.ufrgs.br/biolab 52
  • 53. Química Orgânica Teórica 1 – Adições Eletrofílicas Prof. Gustavo Pozza Silveira Adição de Água Alcenos são nucleófilos moles os quais irão interagir com eletrófilos moles como cátions de metais de transição (por exemplo Hg2+). Assim, uma alternativa para obter-se o controle regiosseletivo da adição de água é a utilização de metais de transição. Existe duas formas de representar o complexo formado entre o metal de transição e a dupla. O traço no meio da dupla mostra a formação desse complexo metálico que pode ser alternativamente representado como um cliclo de três membros semelhante ao íon bromônio. www.iq.ufrgs.br/biolab 53
  • 54. Química Orgânica Teórica 1 – Adições Eletrofílicas Prof. Gustavo Pozza Silveira Oximercuração Uma fonte de íon Hg2+ bastante empregada é o Hg(OAc)2. Mecanismo O eletrófilo Hg2+ é atacado pelo alceno levando a formação do íon mercurínio. Como esperado, a água ataca pelo lado mais impedido via mecanismo SN2 loose levando ao álcool secundário. Finalmente, a ligação fraca Hg−C pode ser clicvada pelo emprego de um hidreto. www.iq.ufrgs.br/biolab 54
  • 55. Química Orgânica Teórica 1 – Adições Eletrofílicas Prof. Gustavo Pozza Silveira Hidratação de Alcinos Oximercuração funciona muito bem com alcinos. Assim, o produto formado deveria ser o apresentado no final do esquema abaixo. No entanto, o produto isolado a partir da oximercuração de alcinos é uma cetona. O próton é atacado pelo C=C, porém é transferido para o oxigênio. A ligação C=O é mais forte que uma C=C. Finalmente, a ligação fraca Hg−C é clicvada para formar a respectiva cetona. (enol) www.iq.ufrgs.br/biolab 55
  • 56. Química Orgânica Teórica 1 – Adições Eletrofílicas Prof. Gustavo Pozza Silveira Conclusão Adição eletrofílica a dupla ligação leva a formação de ciclos de 3 membros com Hg2+, Br2 e peróxi-ácidos (este último pode ser isolado como epóxidos). Todas as 3 classes reagem com nucleófilos para produzir compostos 1,2-difunionalizados com (1) regiosseletividade e (2) estereosseletividade. Protonação da dupla leva a formação de carbocátion que pode ser atacado por nucleófilos como haletos. www.iq.ufrgs.br/biolab 56
  • 57. Química Orgânica Teórica 1 – Adições Eletrofílicas Prof. Gustavo Pozza Silveira Adição Syn (Mecanismo concertado - pericíclicas) Tetróxido de ósmio é adicionado Syn a alcenos. Assim, alcenos E levarão a dióis Syn. Por sua vez, alcenos Z formarão dióis anti. www.iq.ufrgs.br/biolab 57
  • 58. Química Orgânica Teórica 1 – Adições Eletrofílicas Prof. Gustavo Pozza Silveira Adição Syn (Mecanismo concertado - pericíclicas) O mecanismo é concertado. Todas as ligações movem-se ao mesmo tempo. Essas reações são conhecidas como pericíclicas. Ósmio VIII é reduzido a ósmio VI durante a oxidação. www.iq.ufrgs.br/biolab 58
  • 59. Química Orgânica Teórica 1 – Adições Eletrofílicas Prof. Gustavo Pozza Silveira Adição Syn (Mecanismo concertado - pericíclicas) Para evitar a utilização de 1 equiv. do reagente caro OsO4, pode-se fazer a reação usando-se um agente redutor. Para tanto, emprega-se Fe(III) ou NMO. A interação do tetróxido de ósmio pode ocorrer tanto com o HOMO, quanto com o LUMO. www.iq.ufrgs.br/biolab 59
  • 60. Química Orgânica Teórica 1 – Adições Eletrofílicas Prof. Gustavo Pozza Silveira Hidroboração Boro no borano possui um orbital p vazio. Este orbital é capaz de aceitar pares de elétrons levando a uma estrutura tetraédrica. www.iq.ufrgs.br/biolab 60
  • 61. Química Orgânica Teórica 1 – Adições Eletrofílicas Prof. Gustavo Pozza Silveira Hidroboração Acenos e alcinos podem reagir com boranos através de adição eletrofílica. Porém, neste caso tem-se um mecanismo concertado. Perceba que um hidrogênio no borano foi substituído por um grupo alquílico. O hidrogênio sempre entra no carbono menos hidrogenado (antiMarkovnicov). Neste caso, foi utilizado excesso de borano para ser obtido o borano tri-alquilado. www.iq.ufrgs.br/biolab 61
  • 62. Química Orgânica Teórica 1 – Adições Eletrofílicas Prof. Gustavo Pozza Silveira Hidroboração (mecanismo) O mecanismo é concertado formando o ET quaternário. Boranos reagem violentamente com ar (chama verde). Oxidação mais branda pode ser realizada com peróxido e hidróxido de sódio para levar ao álcool primário. www.iq.ufrgs.br/biolab 62
  • 63. Química Orgânica Teórica 1 – Adições Eletrofílicas Prof. Gustavo Pozza Silveira Hidroboração (mecanismo) A hidroxila continua não sendo bom grupo de saída, porém a fraca ligação O―O é quebrada facilitando a saída do OH. Subsequente ataque da hidroxila ao boro seguido de neutralização gera o álcool primário. B(OH)3 é a espécie mais estável para boro, visto que B com octeto completo e a estrutura neutralizada. www.iq.ufrgs.br/biolab 63
  • 64. Química Orgânica Teórica 1 – Adições Eletrofílicas Prof. Gustavo Pozza Silveira Hidroboração (Exemplo) Atualmente, oxidações do borano são realizadas com reagentes menos nocivos e mais baratos como percarbonato de sódio e perborato de sódio. Adição de água é cis e o OH é formado no carbono menos subsituidos. www.iq.ufrgs.br/biolab 64