Em «para dar infantes à coroa
portuguesa» (ll. 2-3), o sujeito é
a) nulo expletivo.
b) nulo subentendido, reportando-se a D.
João.
c) nulo subentendido, reportando-se a D.
Maria Ana.
d) «infantes».
D. Maria Ana Josefa, que chegou há mais
de dois anos para dar infantes à coroa
portuguesa
«Que caiba a culpa ao rei, nem pensar,
primeiro porque a esterilidade não é mal
dos homens, das mulheres sim, por isso
são repudiadas tantas vezes [...]» (ll. 5-7)
mostra que o narrador
[discurso direto livre]

a) é participante e está a ser irónico.
b) está focalizado segundo a perspectiva
de Baltasar.
c) é objectivo.
[d. d. l.]
d) ainda que omnisciente, assume uma voz
marcada pelos preconceitos de época.
«e inda agora a procissão vai na praça»
(ll. 8-9) significa que
a) o rei ainda teria mais filhos ilegítimos.
b) só naquele momento começavam as
relações entre rei e rainha.
c) rei e a rainha teriam vários filhos.
d) uma procissão atravessava realmente
a praça.
No longo período nas linhas 18-33, é-nos
dito que o rei
a) era persistente, embora impotente, ao
contrário do que se esperaria de um jovem.
b) é vigoroso, tem vinte e um anos, mas, por a
rainha ser pouco atraente, não concretiza o ato
sexual.
c) tem relações sexuais com a rainha duas
vezes por semana, ejaculando muito esperma.
d) não cumpria os chamados «deveres
conjugais», por «cristianíssima retenção
moral».
os líquidos comuns […], pródigos os do
soberano, como se espera de um homem
que ainda não fez vinte e dois anos
[além das orações]
rainha que, a mais das preces, se
sacrifica a uma imobilidade total depois
de retirar-se de si e da cama o esposo,
para que se não perturbem em seu
gerativo acomodamento os líquidos
comuns, escassos os seus por falta de
estímulo e tempo, e cristianíssima
retenção moral
Ainda no mesmo período (ll. 18-33),
ficamos a saber que a rainha,
a) nas suas relações sexuais, revelava-se
humilde e paciente, pelo que se prolongavam os
jogos amorosos com o rei.
b) além de rezar, após o ato sexual ficava o mais
possível imóvel, a fim de aumentar as
possibilidades de gerar um filho.
c) rebelde e sensual, não era, porém, suficientemente estimulada por o ato sexual ser rápido.
d) porque para ela era grande sacrifício ter
relações sexuais, duranrte o ato rezava e ficava
imóvel.
O sujeito de «fizeram inchar» (l. 32) é
a)nulo indeterminado.
b)«líquidos comuns».
c)nulo subentendido.
d)composto. «nem a persistência do rei
[…] nem a paciência e humildade da
rainha […] fizeram inchar até hoje a
barriga de D. Maria Ana»
«inchar a barriga de D. Maria Ana» (ll. 3233) é
a)uma anáfora.
b)uma perífrase [eufemística] para
‘engravidam a rainha’.
c)alusão brincalhona aos iogurtes
Actívia. |
d)hipérbole.
A basílica que o rei está a levantar (ao
longo do parágrafo das ll. 34-59) é
a)um modelo de brincar.
b)a verdadeira Basílica de S. Pedro.
c)o modelo do Convento de Mafra.
d)o Convento de Mafra.
O pronome «elas» (l. 52) tem como
referente
a) «a ordem e a solenidade» (50).
b) «camaristas» (52)
c) «as vigilantes entidades» (51), cujo
antecendente é «as figuras dos profetas
e dos santos» (46).
d) «coisas sagradas» (50).
Na linha 60, «no» é
a) ‘nu’, porque despiram o rei.
b) uma anáfora (que, precedida de nasal,
implica um ene). [despiram-*o >-no]
c) o pronome «nos» abreviado.
d) uma catáfora cujo referente é «o rei».
antecedente

Que espere. Por enquanto, ainda el-rei está
a preparar-se para a noite. Despiram-no os
camaristas
anáfora
(pronome)
A enumeração nas linhas 60-66 visa
a) enfatizar a importância do ato que se
seguiria.
b) mostrar o poder de D. João V.
c) justificar a impotência do rei.
d) caricaturar a repartição de tarefas
pelos servidores do rei.
«já não tarda um minuto que D. João V
se encaminhe ao quarto da rainha» (ll.
67-68) passa-se
a)em Mafra.
b)na praça de S. Pedro.
c)em Roma.
d)em Lisboa.
O conector que introduz o último período
(l. 69) tem sentido
a)consecutivo.
b)de adição.
c)de oposição. (preparativos versus visita)
d)conclusivo.
A visita que se anuncia no último
parágrafo do texto (ll. 69-70) visa propor
ao rei que
a) prometa ter um filho.
b) seja mais paciente com Maria Ana.
c) faça uma promessa.
d) visite Mafra.
A gravidez da rainha virá a ser atribuída a
a) um milagre de franciscano.
b) um milagre do Papa Francisco.
c) um milagre de Eusébio.
d) ereção [= o erigir, o construir] do convento
de Mafra.
A promessa de construção do convento
teve de ser cumprida dado o nascimento
de
a) D. Maria Bárbara.
b) D. João V.
c) Baltasar.
d) D. José.
Um amigo de Baltasar chamava-se
a) João Lisboa.
b) João Elvas.
c) José Castelo Branco.
d) João Portalegre.
Sete-Sóis e Blimunda foram casados,
ainda que pouco convencionalmente, por
a) Bartolomeu.
b) Frei Miguel da Anunciação.
c) Frei António de S. José.
d) Baltasar.
Blimunda e Baltasar conheceram-se
a) em Mafra, durante a construção do
convento.
b) em Lisboa, no baptizado do infante.
c) durante a guerra.
d) em Lisboa, quando a mãe de Blimunda
era vítima da Inquisição.
Blimunda via por dentro
a) antes de comer pão, de manhã.
b) depois de beber água.
c) à noite, depois de jantar.
d) antes de fazer cocó, de manhã.
Grupo I

100 pontos

A

70

1
2
3
4

20 (12 + 8)
20 (12 + 8)
15 (9 + 6)
15 (9 + 6)

B

30 (18 + 12)

60

40
Escreve texto expositivo-argumentativo com
vinte conectores, um de cada fila do quadro da p.
344. Assegura-te de que se trata mesmo de
conector (por vezes, usamos a mesma expressão
mas sem a função de articulador que interessa
aqui — por exemplo, na frase «ficou em primeiro
lugar», «em primeiro lugar» não é conector).
Procura que o texto não pareça demasiado
artificial. Se os articuladores ficarem muito
concentrados, a exposição perderá naturalidade.
Sublinha os conectores. Depois, sob a
redação, copia-os e classifica cada um (segundo a
ideia expressa, conforme as designações no
manual).
TPC — Completa o trabalho que
iniciaste em aula.
(Se ainda não o fizeste, termina
leitura leitura de Memorial do Convento.)

Apresentação para décimo segundo ano de 2013 4, aula 77

  • 2.
    Em «para darinfantes à coroa portuguesa» (ll. 2-3), o sujeito é a) nulo expletivo. b) nulo subentendido, reportando-se a D. João. c) nulo subentendido, reportando-se a D. Maria Ana. d) «infantes».
  • 3.
    D. Maria AnaJosefa, que chegou há mais de dois anos para dar infantes à coroa portuguesa
  • 4.
    «Que caiba aculpa ao rei, nem pensar, primeiro porque a esterilidade não é mal dos homens, das mulheres sim, por isso são repudiadas tantas vezes [...]» (ll. 5-7) mostra que o narrador [discurso direto livre] a) é participante e está a ser irónico. b) está focalizado segundo a perspectiva de Baltasar. c) é objectivo. [d. d. l.] d) ainda que omnisciente, assume uma voz marcada pelos preconceitos de época.
  • 5.
    «e inda agoraa procissão vai na praça» (ll. 8-9) significa que a) o rei ainda teria mais filhos ilegítimos. b) só naquele momento começavam as relações entre rei e rainha. c) rei e a rainha teriam vários filhos. d) uma procissão atravessava realmente a praça.
  • 6.
    No longo períodonas linhas 18-33, é-nos dito que o rei a) era persistente, embora impotente, ao contrário do que se esperaria de um jovem. b) é vigoroso, tem vinte e um anos, mas, por a rainha ser pouco atraente, não concretiza o ato sexual. c) tem relações sexuais com a rainha duas vezes por semana, ejaculando muito esperma. d) não cumpria os chamados «deveres conjugais», por «cristianíssima retenção moral».
  • 7.
    os líquidos comuns[…], pródigos os do soberano, como se espera de um homem que ainda não fez vinte e dois anos
  • 8.
    [além das orações] rainhaque, a mais das preces, se sacrifica a uma imobilidade total depois de retirar-se de si e da cama o esposo, para que se não perturbem em seu gerativo acomodamento os líquidos comuns, escassos os seus por falta de estímulo e tempo, e cristianíssima retenção moral
  • 9.
    Ainda no mesmoperíodo (ll. 18-33), ficamos a saber que a rainha, a) nas suas relações sexuais, revelava-se humilde e paciente, pelo que se prolongavam os jogos amorosos com o rei. b) além de rezar, após o ato sexual ficava o mais possível imóvel, a fim de aumentar as possibilidades de gerar um filho. c) rebelde e sensual, não era, porém, suficientemente estimulada por o ato sexual ser rápido. d) porque para ela era grande sacrifício ter relações sexuais, duranrte o ato rezava e ficava imóvel.
  • 10.
    O sujeito de«fizeram inchar» (l. 32) é a)nulo indeterminado. b)«líquidos comuns». c)nulo subentendido. d)composto. «nem a persistência do rei […] nem a paciência e humildade da rainha […] fizeram inchar até hoje a barriga de D. Maria Ana»
  • 11.
    «inchar a barrigade D. Maria Ana» (ll. 3233) é a)uma anáfora. b)uma perífrase [eufemística] para ‘engravidam a rainha’. c)alusão brincalhona aos iogurtes Actívia. | d)hipérbole.
  • 12.
    A basílica queo rei está a levantar (ao longo do parágrafo das ll. 34-59) é a)um modelo de brincar. b)a verdadeira Basílica de S. Pedro. c)o modelo do Convento de Mafra. d)o Convento de Mafra.
  • 13.
    O pronome «elas»(l. 52) tem como referente a) «a ordem e a solenidade» (50). b) «camaristas» (52) c) «as vigilantes entidades» (51), cujo antecendente é «as figuras dos profetas e dos santos» (46). d) «coisas sagradas» (50).
  • 14.
    Na linha 60,«no» é a) ‘nu’, porque despiram o rei. b) uma anáfora (que, precedida de nasal, implica um ene). [despiram-*o >-no] c) o pronome «nos» abreviado. d) uma catáfora cujo referente é «o rei».
  • 15.
    antecedente Que espere. Porenquanto, ainda el-rei está a preparar-se para a noite. Despiram-no os camaristas anáfora (pronome)
  • 16.
    A enumeração naslinhas 60-66 visa a) enfatizar a importância do ato que se seguiria. b) mostrar o poder de D. João V. c) justificar a impotência do rei. d) caricaturar a repartição de tarefas pelos servidores do rei.
  • 17.
    «já não tardaum minuto que D. João V se encaminhe ao quarto da rainha» (ll. 67-68) passa-se a)em Mafra. b)na praça de S. Pedro. c)em Roma. d)em Lisboa.
  • 18.
    O conector queintroduz o último período (l. 69) tem sentido a)consecutivo. b)de adição. c)de oposição. (preparativos versus visita) d)conclusivo.
  • 19.
    A visita quese anuncia no último parágrafo do texto (ll. 69-70) visa propor ao rei que a) prometa ter um filho. b) seja mais paciente com Maria Ana. c) faça uma promessa. d) visite Mafra.
  • 20.
    A gravidez darainha virá a ser atribuída a a) um milagre de franciscano. b) um milagre do Papa Francisco. c) um milagre de Eusébio. d) ereção [= o erigir, o construir] do convento de Mafra.
  • 21.
    A promessa deconstrução do convento teve de ser cumprida dado o nascimento de a) D. Maria Bárbara. b) D. João V. c) Baltasar. d) D. José.
  • 22.
    Um amigo deBaltasar chamava-se a) João Lisboa. b) João Elvas. c) José Castelo Branco. d) João Portalegre.
  • 23.
    Sete-Sóis e Blimundaforam casados, ainda que pouco convencionalmente, por a) Bartolomeu. b) Frei Miguel da Anunciação. c) Frei António de S. José. d) Baltasar.
  • 24.
    Blimunda e Baltasarconheceram-se a) em Mafra, durante a construção do convento. b) em Lisboa, no baptizado do infante. c) durante a guerra. d) em Lisboa, quando a mãe de Blimunda era vítima da Inquisição.
  • 25.
    Blimunda via pordentro a) antes de comer pão, de manhã. b) depois de beber água. c) à noite, depois de jantar. d) antes de fazer cocó, de manhã.
  • 27.
    Grupo I 100 pontos A 70 1 2 3 4 20(12 + 8) 20 (12 + 8) 15 (9 + 6) 15 (9 + 6) B 30 (18 + 12) 60 40
  • 29.
    Escreve texto expositivo-argumentativocom vinte conectores, um de cada fila do quadro da p. 344. Assegura-te de que se trata mesmo de conector (por vezes, usamos a mesma expressão mas sem a função de articulador que interessa aqui — por exemplo, na frase «ficou em primeiro lugar», «em primeiro lugar» não é conector). Procura que o texto não pareça demasiado artificial. Se os articuladores ficarem muito concentrados, a exposição perderá naturalidade. Sublinha os conectores. Depois, sob a redação, copia-os e classifica cada um (segundo a ideia expressa, conforme as designações no manual).
  • 30.
    TPC — Completao trabalho que iniciaste em aula. (Se ainda não o fizeste, termina leitura leitura de Memorial do Convento.)