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Memorial do
Convento
José Saramago
 Capítu
lo V
Capítulo V
Este capítulo começa por dizer que D. Maria Ana não irá comparecer ao
auto de fé e explica porquê.
- Cerimónia durante a qual eram tornadas
públicas as sentenças do Tribunal da Inquisição e
onde os hereges, os feiticeiros, os judeus e os
cristãos-novos eram “humilhados”.
- Geralmente, decorriam em locais públicos
e contavam com a presença eclesiástica e civil.
“(…) solene cerimónia, tão levantadeira das
almas, ato tão de fé, a procissão compassada, a
descansada leitura das sentenças, as descaídas figuras
dos condenados, as lastimosas vozes, o cheiro da
carne estalando quando lhe chegam as labaredas e
vai pingando para as brasas a pouca gordura que
sobejou dos cárceres.”
D. Maria Ana encontra-se de luto pelo
falecimento do seu irmão. Contudo, não é este o
motivo pelo qual não marcará presença no auto de fé.
A rainha está grávida e, para além de
afrontamentos, esta tem tido sangramentos que lhe
causaram grande debilitação.
O capítulo
prossegue com uma
caracterização deste auto
de fé, em especifico, e do
ambiente que o envolve.
Capítulo V
Participarão cento e quatro
penitenciados, entre os quais
cinquenta e um são homens e
cinquenta e três mulheres.
Entre as mulheres, duas
serão “relaxadas ao braço secular”.
Eufemismo;
Significa, neste caso, que ambas
as mulheres serão entregues ao
poder secular (≠ poder sagrado),
que, por sua vez, na pessoa do
carrasco, irá executá-las.
Instala-se um
sentimento de alegria por
ser domingo e haver auto
de fé, que faz as pessoas
saírem de casa e encherem
o Rossio.
2
1
Capítulo VAs mulheres estão à janela,
viradas para a praça, preocupadas
com a sua aparência física e a
observar o seu pretendente
(confirmado ou aspirante).
Caracterização:
“vestidas e toucadas a primor”;
“à alemoa”;
“com o seu vermelhão nas faces
e no colo”;
“fazendo trejeitos com a boca”,
“visagens várias”;
“todas viradas para a rua”;
“estarão seguros os sinaizinhos
do rosto, no canto da boca o
beijocador, na borbulhinha o
encobridor, debaixo do olho o
desatinado”.
3
O povo ao gritar
“furiosos impropérios”, as
mulher ao “guincharem” e os
frades ao “alanzoarem”, criam
uma atmosfera animalesca, em
que estes são os predadores e os
condenados as presas.
Gera-se, então, um clima
de insultos e imundice verbal e
física por parte do povo, que
tanto gosta destes autos de fé.
4
Capítulo V
Simeão de Oliveira e Sousa caso
raro e confuso; dizia ser qualificador
do Santo Ofício, dizia a missa,
confessa e pregava, mas,
simultaneamente, assegurava ser
herege e judeu; para além disto,
afirmava ter o direito de escolher o
seu próprio nome e, deste modo,
tanto se podia chamar Teodoro
Pereira de Sousa como frei Manuel
de Graça, entre outros nomes.
5
Domingos Afonso Lagareiro fingia ter visões
para que o tivessem como santo e fazia curas,
através de bênçãos, palavras e cruzes, entre
outras superstições.
Padre António Teixeira de Sousa
“solicitava” mulheres.
Sebastiana Maria de Jesus um quarto de
cristão nova; tinha visões e revelações e ouvia
vozes do céu.
Sebastiana Maria de Jesus é caracterizada
como sendo uma feiticeira e uma carrana, o que, no
contexto do auto de fé, era uma injúria grave.
Implicava que esta lançava feitiços, que era imunda.
Era considerada uma bruxa.
Capítulo V
Sebastiana Maria de
Jesus introduziu-nos a outras
personagens bastante
importantes. Esta é mãe de
Blimunda.
Blimunda aparece-
nos, pela primeira vez na
história, neste capítulo. Esta
foi ver a mãe ao auto de fé.
No meio da multidão,
Sebastiana descobre a sua
filha. Junto de Blimunda está
o Padre Bartolomeu
Lourenço e um homem alto
que, segundo Sebastiana,
está muito próximo da sua
filha – Baltasar Mateus,
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Após travar contacto visual
com a sua mãe, Blimunda pergunta a
Baltasar o seu nome e este responde-
lhe, dando-lhe, assim, o direito de
perguntar o que quiser. Mais tarde
Blimunda admite que fora a sua mãe
que lhe pedira para fazer tal pergunta.
“Ali vai
minha mãe”
– expressão
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Já em casa, Blimunda chora
desesperadamente, pois apercebe-se que
não se poderá despedir de sua mãe.
Perante esta situação, o Padre
Bartolomeu Lourenço tenta fazê-la
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então há que respeitá-la.
É quando o auto de fé termina que Blimunda se
dirige para casa. O padre vai com ela, assim como
Baltasar, que achou que as breves palavras que tinham
trocado eram razão suficiente para o fazer.
Ao chegarem a casa, Blimunda deixa a porta
aberta para que Sete-Sóis possa entrar.
Capítulo V
Blimunda prepara o jantar e, assim que está
pronto, serve os homens. Esta espera que Baltasar
termine a sua refeição para usar a sua colher, tornando o
que fora dele, seu.
Dá-se o casamento simbólico.
O casal fica sozinho. Baltasar admite estar
encantado por Blimunda, diz que ela o olhou por
dentro. Esta desmente-o.
Nessa noite, Blimunda
perde a virgindade. Com o
sangue da sua virgindade, esta
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seu amante.
Capítulo V
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Memorial do Convento - Cap. V

  • 2. Capítulo V Este capítulo começa por dizer que D. Maria Ana não irá comparecer ao auto de fé e explica porquê. - Cerimónia durante a qual eram tornadas públicas as sentenças do Tribunal da Inquisição e onde os hereges, os feiticeiros, os judeus e os cristãos-novos eram “humilhados”. - Geralmente, decorriam em locais públicos e contavam com a presença eclesiástica e civil. “(…) solene cerimónia, tão levantadeira das almas, ato tão de fé, a procissão compassada, a descansada leitura das sentenças, as descaídas figuras dos condenados, as lastimosas vozes, o cheiro da carne estalando quando lhe chegam as labaredas e vai pingando para as brasas a pouca gordura que sobejou dos cárceres.” D. Maria Ana encontra-se de luto pelo falecimento do seu irmão. Contudo, não é este o motivo pelo qual não marcará presença no auto de fé. A rainha está grávida e, para além de afrontamentos, esta tem tido sangramentos que lhe causaram grande debilitação.
  • 3. O capítulo prossegue com uma caracterização deste auto de fé, em especifico, e do ambiente que o envolve. Capítulo V Participarão cento e quatro penitenciados, entre os quais cinquenta e um são homens e cinquenta e três mulheres. Entre as mulheres, duas serão “relaxadas ao braço secular”. Eufemismo; Significa, neste caso, que ambas as mulheres serão entregues ao poder secular (≠ poder sagrado), que, por sua vez, na pessoa do carrasco, irá executá-las. Instala-se um sentimento de alegria por ser domingo e haver auto de fé, que faz as pessoas saírem de casa e encherem o Rossio. 2 1
  • 4. Capítulo VAs mulheres estão à janela, viradas para a praça, preocupadas com a sua aparência física e a observar o seu pretendente (confirmado ou aspirante). Caracterização: “vestidas e toucadas a primor”; “à alemoa”; “com o seu vermelhão nas faces e no colo”; “fazendo trejeitos com a boca”, “visagens várias”; “todas viradas para a rua”; “estarão seguros os sinaizinhos do rosto, no canto da boca o beijocador, na borbulhinha o encobridor, debaixo do olho o desatinado”. 3 O povo ao gritar “furiosos impropérios”, as mulher ao “guincharem” e os frades ao “alanzoarem”, criam uma atmosfera animalesca, em que estes são os predadores e os condenados as presas. Gera-se, então, um clima de insultos e imundice verbal e física por parte do povo, que tanto gosta destes autos de fé. 4
  • 5. Capítulo V Simeão de Oliveira e Sousa caso raro e confuso; dizia ser qualificador do Santo Ofício, dizia a missa, confessa e pregava, mas, simultaneamente, assegurava ser herege e judeu; para além disto, afirmava ter o direito de escolher o seu próprio nome e, deste modo, tanto se podia chamar Teodoro Pereira de Sousa como frei Manuel de Graça, entre outros nomes. 5 Domingos Afonso Lagareiro fingia ter visões para que o tivessem como santo e fazia curas, através de bênçãos, palavras e cruzes, entre outras superstições. Padre António Teixeira de Sousa “solicitava” mulheres. Sebastiana Maria de Jesus um quarto de cristão nova; tinha visões e revelações e ouvia vozes do céu. Sebastiana Maria de Jesus é caracterizada como sendo uma feiticeira e uma carrana, o que, no contexto do auto de fé, era uma injúria grave. Implicava que esta lançava feitiços, que era imunda. Era considerada uma bruxa.
  • 6. Capítulo V Sebastiana Maria de Jesus introduziu-nos a outras personagens bastante importantes. Esta é mãe de Blimunda. Blimunda aparece- nos, pela primeira vez na história, neste capítulo. Esta foi ver a mãe ao auto de fé. No meio da multidão, Sebastiana descobre a sua filha. Junto de Blimunda está o Padre Bartolomeu Lourenço e um homem alto que, segundo Sebastiana, está muito próximo da sua filha – Baltasar Mateus, Sete-Sóis. Após travar contacto visual com a sua mãe, Blimunda pergunta a Baltasar o seu nome e este responde- lhe, dando-lhe, assim, o direito de perguntar o que quiser. Mais tarde Blimunda admite que fora a sua mãe que lhe pedira para fazer tal pergunta. “Ali vai minha mãe” – expressão fria. Já em casa, Blimunda chora desesperadamente, pois apercebe-se que não se poderá despedir de sua mãe. Perante esta situação, o Padre Bartolomeu Lourenço tenta fazê-la entender que se esta é a vontade de Deus, então há que respeitá-la.
  • 7. É quando o auto de fé termina que Blimunda se dirige para casa. O padre vai com ela, assim como Baltasar, que achou que as breves palavras que tinham trocado eram razão suficiente para o fazer. Ao chegarem a casa, Blimunda deixa a porta aberta para que Sete-Sóis possa entrar. Capítulo V Blimunda prepara o jantar e, assim que está pronto, serve os homens. Esta espera que Baltasar termine a sua refeição para usar a sua colher, tornando o que fora dele, seu. Dá-se o casamento simbólico. O casal fica sozinho. Baltasar admite estar encantado por Blimunda, diz que ela o olhou por dentro. Esta desmente-o. Nessa noite, Blimunda perde a virgindade. Com o sangue da sua virgindade, esta desenha uma cruz no peito do seu amante.
  • 8. Capítulo V Quando acordam, Sete-Sóis vê Blimunda deitada a comer pão. Ao abrir os olhos, esta promete nunca o olhar por dentro. Maria José Santos N.12 12ºA