Posição do pronome relativamente ao vocábulo a que se liga ênclise próclise mesóclise
ênclise Deu - me  a notícia próclise Não  me   deu  a notícia Digo que  te   levo  à escola Me   diga ... mesóclise Dar - me - ás  a notícia. Levá - la - ia  à escola.
ênclise Deu - me  a notícia próclise Não  me   deu  a notícia NEG. Digo que  te   levo  à escola SUBORD. Me   diga ... BRAS. mesóclise Dar - me - ás  a notícia. FUTURO Levá - la - ia  à escola. CONDIC.
Futuro  (com pronome) Condicional  (idem) dá-lo-ei dá-lo-ia dá-lo-ás  dá-lo-ias dá-lo-á dá-lo-ia dá-lo-emos dá-lo-íamos dá-lo-eis dá-lo-íeis dá-lo-ão dá-lo-iam
dar-me-ei dar-me-ia ...   ...
darás-me dar-me-ás darias-me dar-me-ias
 
Índia, Goa (Panjim)  Rosário / padeiro Português ainda sobrevive, mas num contexto em que outras  línguas  predominam. Interferências do inglês («Eu prefer»).
Portugal, Lisboa Belarmindo / guardafreio Variante  europeia  do português; dialeto de  Lisboa   «tem que» (por «tem de)
Brasil, Rio de Janeiro  Márcio / vendedor de rua Variante  brasileira (ou sul-americana)  do português, num sociole c to  popular , em contexto relativamente  formal .  Sintaxe: próclise (« me  chama»); «nessa manhã» (por ‘ esta  manhã’); Léxico: «bala» (‘guloseima’). Fonética: palatalização de t: «tris[txi]» («triste»); ditongação em «ma[i]s» («mas»). Tratamento: você +  3.ª  pessoa.
Moçambique, Maputo Mia [Couto] / escritor Variante  europeia  do português Léxico: «normar» (‘regulamentar’).
Índia, Goa (Panjim) Rosário Rosário, além de português, fala hindi, inglês, «arabic». Dificuldades no conjuntivo: «talvez faleceu» (‘talvez  falecesse ’)
Portugal, Lisboa Zulmira e Paulo / reformados Dialeto:  do Norte? ; socioleto:  origens populares . Ligeiras hesitações: «niveles» (‘níveis’); «li[v]erdade» (‘liberdade’).
Moçambique, Maputo Izdine / radialista Como se trata de programa de rádio, o meio  oral   é um tanto falso: o discurso está preparado e o registo só aparentemente é  informal . Fonética: vocalismo menos reduzido: «Beir[á]».
Moçambique, Beira Dinho / estudante Variante  africana (moçambicana)  do português, por parte de adolescente que terá outra língua materna (talvez uma língua do grupo bantu). Sintaxe: «ele» como complemento directo: «conheço ele» (‘conheço-o’); próclise nas subordinadas: «quando desligou-se energia». Léxico: «já» (por ‘logo’).
Brasil, Rio de Janeiro Rejane / vendedora de imobiliário O registo não pode ser muito  informal , já que se fala com clientes. Sintaxe: próclise: « me  perdoe» (‘perdoe-me’).
Brasil, Rio de Janeiro Rogério [e Márcio] / pregador Socioleto: português popular (com infracções várias à norma culta brasileira).  Sintaxe: marcas do plural simplificadas («essas bala»; «elas pesa»); «mim» como sujeito («para mim organizar»). Léxico: «tem» (‘há’); «açougue» (‘talho’). Fonética: epêntese («corrup[i]ta»);  cr  por  cl  («cic[r]one»);  -r  omitido («ri» por « rir »); vocalismo átono pouco reduzido («porqu[ê]» por «porque»).
Moçambique, Beira Dinho [e Deolinda] Léxico: «a caminho de mais velha»; «dar uma mão direita».
Moçambique, Inhaca  Mia Couto Tratando-se de escritor inventivo, é difícil distinguir o que é «neologístico» e o que é devido à variante  africana . Léxico: «normar» (‘regulamentar’); «os mais velhos»; «outras» (‘diferentes’).
Brasil, Rio (Barra da Tijuca)  Rejane Fonética:  r  final omitido («m[á]» por « mar »); palatalização de  t  e  d  («gen[txi]», «ver[dxi]»); ditongações («l[uis]» por « luz »)
Moçambique, Beira Dinho Sintaxe: possessivo sem artigo (« minhas  duas irmãs»).
Portugal, Lisboa Uliengue e Sofia / estudantes Nascidos em Angola e Moçambique.  Fonética: vocalismo átono menos reduzido. Sintaxe: ênclise («Todos os vizinhos  conhecem-se ») em casos de próclise no português europeu.
Portugal, Lisboa José Saramago / escritor Variante  europeia  do português. Dialeto de  Lisboa.
Índia, Goa (Loutolim) Mário e Emiliano / proprietários
Portugal, Lisboa José Saramago Registo formal, mas não demasiado «purista». «tinha que» (por «tinha de»).
deve-se escrever > jamais  se escreve diz-se que o julgamento se realizará > o julgamento ... comprarás as abelhas > ... localizaríamos o meliante > ... traremos o avião > ... beijarei a sogra > ... abriria a garrafa > ... direi as mentiras > ...  venderão ao esquimó o gelado > ...
deve-se escrever > jamais  se escreve diz-se que o julgamento se realizará > o julgamento  realizar-se-á comprarás as abelhas >  comprá-las-ás localizaríamos o meliante >  localizá-lo-íamos traremos o avião >  trá-lo-emos beijarei a sogra >  beijá-la-ei abriria a garrafa >  abri-la-ia direi as mentiras >  di-las-eis   venderão ao esquimó o gelado >  vender-lho-ão
TPC  — Prepara leitura em voz alta, tendencialmente expressiva, dos seguintes poemas (em redondilha) de Camões: «Descalça vai para a fonte» (p. 137); «De que me serve fugir»» (p. 157); «Quem ora soubesse» (p. 159). (Citei pelo mote, já que este será lido também.)

Apresentação para décimo ano de 2011 2, aula 44

  • 1.
  • 2.
    Posição do pronomerelativamente ao vocábulo a que se liga ênclise próclise mesóclise
  • 3.
    ênclise Deu -me a notícia próclise Não me deu a notícia Digo que te levo à escola Me diga ... mesóclise Dar - me - ás a notícia. Levá - la - ia à escola.
  • 4.
    ênclise Deu -me a notícia próclise Não me deu a notícia NEG. Digo que te levo à escola SUBORD. Me diga ... BRAS. mesóclise Dar - me - ás a notícia. FUTURO Levá - la - ia à escola. CONDIC.
  • 5.
    Futuro (compronome) Condicional (idem) dá-lo-ei dá-lo-ia dá-lo-ás dá-lo-ias dá-lo-á dá-lo-ia dá-lo-emos dá-lo-íamos dá-lo-eis dá-lo-íeis dá-lo-ão dá-lo-iam
  • 6.
  • 7.
  • 8.
  • 9.
    Índia, Goa (Panjim) Rosário / padeiro Português ainda sobrevive, mas num contexto em que outras línguas predominam. Interferências do inglês («Eu prefer»).
  • 10.
    Portugal, Lisboa Belarmindo/ guardafreio Variante europeia do português; dialeto de Lisboa «tem que» (por «tem de)
  • 11.
    Brasil, Rio deJaneiro Márcio / vendedor de rua Variante brasileira (ou sul-americana) do português, num sociole c to popular , em contexto relativamente formal . Sintaxe: próclise (« me chama»); «nessa manhã» (por ‘ esta manhã’); Léxico: «bala» (‘guloseima’). Fonética: palatalização de t: «tris[txi]» («triste»); ditongação em «ma[i]s» («mas»). Tratamento: você + 3.ª pessoa.
  • 12.
    Moçambique, Maputo Mia[Couto] / escritor Variante europeia do português Léxico: «normar» (‘regulamentar’).
  • 13.
    Índia, Goa (Panjim)Rosário Rosário, além de português, fala hindi, inglês, «arabic». Dificuldades no conjuntivo: «talvez faleceu» (‘talvez falecesse ’)
  • 14.
    Portugal, Lisboa Zulmirae Paulo / reformados Dialeto: do Norte? ; socioleto: origens populares . Ligeiras hesitações: «niveles» (‘níveis’); «li[v]erdade» (‘liberdade’).
  • 15.
    Moçambique, Maputo Izdine/ radialista Como se trata de programa de rádio, o meio oral é um tanto falso: o discurso está preparado e o registo só aparentemente é informal . Fonética: vocalismo menos reduzido: «Beir[á]».
  • 16.
    Moçambique, Beira Dinho/ estudante Variante africana (moçambicana) do português, por parte de adolescente que terá outra língua materna (talvez uma língua do grupo bantu). Sintaxe: «ele» como complemento directo: «conheço ele» (‘conheço-o’); próclise nas subordinadas: «quando desligou-se energia». Léxico: «já» (por ‘logo’).
  • 17.
    Brasil, Rio deJaneiro Rejane / vendedora de imobiliário O registo não pode ser muito informal , já que se fala com clientes. Sintaxe: próclise: « me perdoe» (‘perdoe-me’).
  • 18.
    Brasil, Rio deJaneiro Rogério [e Márcio] / pregador Socioleto: português popular (com infracções várias à norma culta brasileira). Sintaxe: marcas do plural simplificadas («essas bala»; «elas pesa»); «mim» como sujeito («para mim organizar»). Léxico: «tem» (‘há’); «açougue» (‘talho’). Fonética: epêntese («corrup[i]ta»); cr por cl («cic[r]one»); -r omitido («ri» por « rir »); vocalismo átono pouco reduzido («porqu[ê]» por «porque»).
  • 19.
    Moçambique, Beira Dinho[e Deolinda] Léxico: «a caminho de mais velha»; «dar uma mão direita».
  • 20.
    Moçambique, Inhaca Mia Couto Tratando-se de escritor inventivo, é difícil distinguir o que é «neologístico» e o que é devido à variante africana . Léxico: «normar» (‘regulamentar’); «os mais velhos»; «outras» (‘diferentes’).
  • 21.
    Brasil, Rio (Barrada Tijuca) Rejane Fonética: r final omitido («m[á]» por « mar »); palatalização de t e d («gen[txi]», «ver[dxi]»); ditongações («l[uis]» por « luz »)
  • 22.
    Moçambique, Beira DinhoSintaxe: possessivo sem artigo (« minhas duas irmãs»).
  • 23.
    Portugal, Lisboa Ulienguee Sofia / estudantes Nascidos em Angola e Moçambique. Fonética: vocalismo átono menos reduzido. Sintaxe: ênclise («Todos os vizinhos conhecem-se ») em casos de próclise no português europeu.
  • 24.
    Portugal, Lisboa JoséSaramago / escritor Variante europeia do português. Dialeto de Lisboa.
  • 25.
    Índia, Goa (Loutolim)Mário e Emiliano / proprietários
  • 26.
    Portugal, Lisboa JoséSaramago Registo formal, mas não demasiado «purista». «tinha que» (por «tinha de»).
  • 27.
    deve-se escrever >jamais se escreve diz-se que o julgamento se realizará > o julgamento ... comprarás as abelhas > ... localizaríamos o meliante > ... traremos o avião > ... beijarei a sogra > ... abriria a garrafa > ... direi as mentiras > ... venderão ao esquimó o gelado > ...
  • 28.
    deve-se escrever >jamais se escreve diz-se que o julgamento se realizará > o julgamento realizar-se-á comprarás as abelhas > comprá-las-ás localizaríamos o meliante > localizá-lo-íamos traremos o avião > trá-lo-emos beijarei a sogra > beijá-la-ei abriria a garrafa > abri-la-ia direi as mentiras > di-las-eis venderão ao esquimó o gelado > vender-lho-ão
  • 29.
    TPC —Prepara leitura em voz alta, tendencialmente expressiva, dos seguintes poemas (em redondilha) de Camões: «Descalça vai para a fonte» (p. 137); «De que me serve fugir»» (p. 157); «Quem ora soubesse» (p. 159). (Citei pelo mote, já que este será lido também.)