exergásia [z] n.f. recurso estilístico que
  consiste na repetição de uma ou mais
  ideias por palavras diversas, mas
  sinónimas, cujo significado sobre
  gradualmente, como: «passava a vida
  a imaginar, a fantasiar, a idear
  delícias»; sinonímia (Do gr. exergasía,
  «aperfeiçoamento, trabalho de
  composição»)
garança n.f. 1 BOTÂNICA um dos nomes
 vulgares da granza (planta tintorial) 2
 cor vermelha obtida desta planta (Do
 frânc. wratja, «id.», pelo fr. garance,
 «id.»)
turgimão n.m. 1 intérprete oficial de uma
  legação ou embaixada europeia, nos
  países do Oriente 2 [fig.] alcoviteiro (Do
  ár. tarjúman, «intérprete»)

turificar v.tr. 1 incensar 2 [fig.] adular;
  lisonjear (Do lat. turificare, «id.»)
O dia em que eu nasci moura e pereça,
não o queira jamais o tempo dar,
não torne mais ao mundo, e, se tornar,
eclipse nesse passo o sol padeça.
A luz lhe falte, o sol se [lhe] escureça,
Mostre o mundo sinais de se acabar,
nasçam-lhe monstros, sangue chova o ar,
a mãe ao próprio filho não conheça.
As pessoas pasmadas, de ignorantes,
as lágrimas no rosto, a cor perdida,
cuidem que o mundo já se destruiu.
Ó gente temerosa, não te espantes,
Que este dia deitou ao mundo a vida
Mais desgraçada que jamais se viu!
Perfilados de medo, agradecemos
o medo que nos salva da loucura.
Decisão e coragem valem menos
e a vida sem viver é mais segura.
Aventureiros já sem aventura,
perfilados de medo combatemos
irónicos fantasmas à procura
do que não fomos, do que não seremos.
Perfilados de medo, sem mais voz,
o coração nos dentes oprimido,
os loucos, os fantasmas somos nós.
Rebanho pelo medo perseguido,
já vivemos tão juntos e tão sós
que da vida perdemos o sentido.
Das tuas mãos de vidro, carregadas
De jóias tilitantes e doentes,
Das palavras que trazes afogadas,
Das coisas que não dizes mas entendes.
Do teu olhar virado às madrugadas
De fantásticos e exóticos orientes,
Do teu andar de tule, das estocadas
Dos gestos que não fazes mas que sentes.
Dos teus dedos sinistros, de tão brancos,
Dos teus cabelos lisos, de tão brandos,
Dos teus lábios azuis, de tanta cor,
É que me vem a fúria de bater-te,
É que me vem a raiva de morder-te,
Meu amor! Meu amor! Meu amor!
Poeta, é certo, mas de cetineta[,]
fulgurante de mais para alguns olhos,
bom artesão na arte da proveta,
narciso de lombardas e repolhos.
Cozido à portuguesa, mais as carnes
suculentas da auto-importância,
com toicinho e talento, ambas partes
do meu caldo entornado na infância.
Nos olhos, uma folha de hortelã,
que é verde como a esperança que amanhã
amanheça de vez a desventura.
Poeta de combate, disparate,
palavrão de machão no escaparate,
porém morrendo aos poucos de ternura.
Poligónica forma pró-dislate
orniturricaturra pró-falsete
sulfactídica amostra disparate
encefalicoesteticorretrete

protossónico vate calafate
tripanado linfático filete
xadrezista charada chequemate
torniquete cacete cacetete
tartufácil engodo redundante
taralhoco barroco bipedante
apócrifo proscénio pró-toleima

leucócito bacilo obliterante
lexicólogo rícino purgante
pirotecnicotécnica almorreima.
Quem ora soubesse
onde o Amor nace,
que o semeasse!
D' Amor e seus danos
me fiz lavrador;
semeava amor
e colhia enganos.
não vi, em meus anos,
homem que apanhasse
o que semeasse.
Vi terra florida
de lindos abrolhos,
lindos para os olhos,
duros para a vida;
Mas a rês perdida
que tal erva pace
em forte hora nace.
Com quanto perdi,
trabalhava em vão;
se semeei grão,
grande dor colhi.
Amor nunca vi
que muito durasse,
que não magoasse.
exergásia [z] n.f. recurso estilístico que
  consiste na repetição de uma ou mais
  ideias por palavras diversas, mas
  sinónimas, cujo significado sobre
  gradualmente, como: «passava a vida
  a imaginar, a fantasiar, a idear
  delícias»; sinonímia (Do gr. exergasía,
  «aperfeiçoamento, trabalho de
  composição»)
garança n.f. 1 BOTÂNICA um dos nomes
 vulgares da granza (planta tintorial) 2
 cor vermelha obtida desta planta (Do
 frânc. wratja, «id.», pelo fr. garance,
 «id.»)
turgimão n.m. 1 intérprete oficial de uma
  legação ou embaixada europeia, nos
  países do Oriente 2 [fig.] alcoviteiro (Do
  ár. tarjúman, «intérprete»)

turificar v.tr. 1 incensar 2 [fig.] adular;
  lisonjear (Do lat. turificare, «id.»)
Redige um verbete de palavra inventada
(criada por ti — portanto, não dicionarizada
e nem mesmo conhecida de qualquer
falante). Palavra deve ter aparência
plausível, considerado o padrão português,
e ter três aceções, pelo menos.
   Não te esqueças de incluir no verbete a
abreviatura da classe gramatical e uma
abonação — isto é, uma frase
exemplificativa, entre aspas — de cada
acepção.
   No final do verbete, podes pôr
etimologia, mas esta já não será obrigatória.
TPC — Melhora verbete que criaste.
Passa-o a computador (aproveitando
potencialidades de layout).
Apresentação para décimo ano de 2011 2, aula 47 a

Apresentação para décimo ano de 2011 2, aula 47 a

  • 2.
    exergásia [z] n.f.recurso estilístico que consiste na repetição de uma ou mais ideias por palavras diversas, mas sinónimas, cujo significado sobre gradualmente, como: «passava a vida a imaginar, a fantasiar, a idear delícias»; sinonímia (Do gr. exergasía, «aperfeiçoamento, trabalho de composição»)
  • 3.
    garança n.f. 1BOTÂNICA um dos nomes vulgares da granza (planta tintorial) 2 cor vermelha obtida desta planta (Do frânc. wratja, «id.», pelo fr. garance, «id.»)
  • 4.
    turgimão n.m. 1intérprete oficial de uma legação ou embaixada europeia, nos países do Oriente 2 [fig.] alcoviteiro (Do ár. tarjúman, «intérprete») turificar v.tr. 1 incensar 2 [fig.] adular; lisonjear (Do lat. turificare, «id.»)
  • 6.
    O dia emque eu nasci moura e pereça, não o queira jamais o tempo dar, não torne mais ao mundo, e, se tornar, eclipse nesse passo o sol padeça.
  • 7.
    A luz lhefalte, o sol se [lhe] escureça, Mostre o mundo sinais de se acabar, nasçam-lhe monstros, sangue chova o ar, a mãe ao próprio filho não conheça.
  • 8.
    As pessoas pasmadas,de ignorantes, as lágrimas no rosto, a cor perdida, cuidem que o mundo já se destruiu.
  • 9.
    Ó gente temerosa,não te espantes, Que este dia deitou ao mundo a vida Mais desgraçada que jamais se viu!
  • 11.
    Perfilados de medo,agradecemos o medo que nos salva da loucura. Decisão e coragem valem menos e a vida sem viver é mais segura.
  • 12.
    Aventureiros já semaventura, perfilados de medo combatemos irónicos fantasmas à procura do que não fomos, do que não seremos.
  • 13.
    Perfilados de medo,sem mais voz, o coração nos dentes oprimido, os loucos, os fantasmas somos nós.
  • 14.
    Rebanho pelo medoperseguido, já vivemos tão juntos e tão sós que da vida perdemos o sentido.
  • 16.
    Das tuas mãosde vidro, carregadas De jóias tilitantes e doentes, Das palavras que trazes afogadas, Das coisas que não dizes mas entendes.
  • 17.
    Do teu olharvirado às madrugadas De fantásticos e exóticos orientes, Do teu andar de tule, das estocadas Dos gestos que não fazes mas que sentes.
  • 18.
    Dos teus dedossinistros, de tão brancos, Dos teus cabelos lisos, de tão brandos, Dos teus lábios azuis, de tanta cor,
  • 19.
    É que mevem a fúria de bater-te, É que me vem a raiva de morder-te, Meu amor! Meu amor! Meu amor!
  • 21.
    Poeta, é certo,mas de cetineta[,] fulgurante de mais para alguns olhos, bom artesão na arte da proveta, narciso de lombardas e repolhos.
  • 22.
    Cozido à portuguesa,mais as carnes suculentas da auto-importância, com toicinho e talento, ambas partes do meu caldo entornado na infância.
  • 23.
    Nos olhos, umafolha de hortelã, que é verde como a esperança que amanhã amanheça de vez a desventura.
  • 24.
    Poeta de combate,disparate, palavrão de machão no escaparate, porém morrendo aos poucos de ternura.
  • 26.
    Poligónica forma pró-dislate orniturricaturrapró-falsete sulfactídica amostra disparate encefalicoesteticorretrete protossónico vate calafate tripanado linfático filete xadrezista charada chequemate torniquete cacete cacetete
  • 27.
    tartufácil engodo redundante taralhocobarroco bipedante apócrifo proscénio pró-toleima leucócito bacilo obliterante lexicólogo rícino purgante pirotecnicotécnica almorreima.
  • 29.
    Quem ora soubesse ondeo Amor nace, que o semeasse!
  • 30.
    D' Amor eseus danos me fiz lavrador; semeava amor e colhia enganos. não vi, em meus anos, homem que apanhasse o que semeasse.
  • 31.
    Vi terra florida delindos abrolhos, lindos para os olhos, duros para a vida; Mas a rês perdida que tal erva pace em forte hora nace.
  • 32.
    Com quanto perdi, trabalhavaem vão; se semeei grão, grande dor colhi. Amor nunca vi que muito durasse, que não magoasse.
  • 34.
    exergásia [z] n.f.recurso estilístico que consiste na repetição de uma ou mais ideias por palavras diversas, mas sinónimas, cujo significado sobre gradualmente, como: «passava a vida a imaginar, a fantasiar, a idear delícias»; sinonímia (Do gr. exergasía, «aperfeiçoamento, trabalho de composição»)
  • 35.
    garança n.f. 1BOTÂNICA um dos nomes vulgares da granza (planta tintorial) 2 cor vermelha obtida desta planta (Do frânc. wratja, «id.», pelo fr. garance, «id.»)
  • 36.
    turgimão n.m. 1intérprete oficial de uma legação ou embaixada europeia, nos países do Oriente 2 [fig.] alcoviteiro (Do ár. tarjúman, «intérprete») turificar v.tr. 1 incensar 2 [fig.] adular; lisonjear (Do lat. turificare, «id.»)
  • 37.
    Redige um verbetede palavra inventada (criada por ti — portanto, não dicionarizada e nem mesmo conhecida de qualquer falante). Palavra deve ter aparência plausível, considerado o padrão português, e ter três aceções, pelo menos. Não te esqueças de incluir no verbete a abreviatura da classe gramatical e uma abonação — isto é, uma frase exemplificativa, entre aspas — de cada acepção. No final do verbete, podes pôr etimologia, mas esta já não será obrigatória.
  • 38.
    TPC — Melhoraverbete que criaste. Passa-o a computador (aproveitando potencialidades de layout).