Conjugações 
1.ª — verbos em -ar (vogal temática -a) 
2.ª — verbos em -er (vogal temática -e) 
3.ª — verbos em -ir (vogal temática -i)
• Verbo regular — respeita o modelo da 
conjugação a que pertence 
• Verbo irregular — o seu tema verbal 
sofre modificações ao longo da 
conjugação
• verbo defetivo — não possui algumas 
formas (conjugação é incompleta) 
abolir 
falir
• verbo impessoal — só se flexiona na 
3.ª pessoa do singular e no infinitivo 
chover 
nevar 
gear
• verbo unipessoal — só e flexiona no 
infinitivo e na 3.ª pessoa (singular e 
plural) 
ladrar 
miar 
zurrar
A vocação cinematográfica do 
realizador foi despertada por uma oferta 
do pai: uma máquina de filmar e rolos de 
filme virgem. Dedicando-se raramente à 
escrita, Manoel de Oliveira destaca 
aspectos vivenciais que relata na primeira 
pessoa verbal, pelo que é possível afirmar 
que se expressa, no seu texto, um 
narrador autodiegético. Assim sendo, e 
uma vez que o autor do relato é o seu 
narrador, estamos perante um texto de 
natureza autobiográfica.
Um verbo é regular quando segue o 
modelo da sua conjugação (a primeira, 
de tema em a; a segunda, em e; a 
terceira, em i). Se o verbo apresentar 
modificações no radical (exemplo: 
«ouço», apesar de «ouvir») ou na flexão 
das pessoas («estou» [cfr. «canto»]; 
«estás» [cfr. «cantas»]), é irregular.
Verbos defetivos são os que, na sua 
flexão, não se apresentam em algumas 
pessoas ou tempos (por exemplo, os 
verbos «abolir» e «falir» não têm 1.ª 
pessoa do singular do Presente do 
Indicativo).
Há também verbos impessoais — 
exemplo: «chover», «haver», 
«amanhecer» —, que são os que não 
têm sujeito.
Há ainda os verbos unipessoais, os 
que, dado o seu sentido, só se 
costumam usar na 3.ª pessoa 
(exemplo: «cacarejar», «grasnar»).
Por fim, pode igualmente aparecer 
o termo «verbo abundante», que 
designa os verbos que têm mais que 
uma forma possível (em geral, duas 
formas no particípio passado — 
«pago» / «pagado»; «aceite» / 
«aceitado» —, ou, mais raramente, em 
outros tempos: «ele constrói» / «ele 
construi»; «comprazesse» / «com-prouvesse 
»; «requere» / «requer»; 
«diz» / «dize»).
Em «Debate sobre malbaratar», a 
estranheza de certas formas verbais não 
se deve apenas aos seus sons — como 
diz o comentador que, a dada altura, 
intervém —, antes se pode atribuir ao 
facto de se tratar de verbos que, na 
língua actual, se fossilizaram em poucas 
expressões idiomáticas, em fórmulas 
circunscritas a registos e contextos 
específicos («alijar responsabilidades»; 
«colmatar falhas»; «enveredar por 
(maus) caminhos ou por uma carreira»; 
«untar as mãos»).
Acabamos por estranhar a flexão 
desses verbos, sempre que surjam fora 
daquelas frases feitas e, ainda por cima, 
em diálogo (em registo literário, seria 
diferente). Sem as palavras que os 
costumam acompanhar, esses verbos 
parecem-nos quase agramaticais.
Em «Não faleci nada», o caso é 
parecido. O verbo «falecer» não é 
defetivo (tem as várias pessoas e 
tempos), mas, utilizado como verbo 
intransitivo e em situação de conversa 
banal, a sua flexão na 1.ª e na 2.ª pessoas 
do Pretérito Perfeito do Indicativo 
(«faleci», «faleceste») torna-se 
inverosímil.
Há vantagens em conhecer os três 
tempos primitivos, uma vez que estes 
nos permitem chegar à flexão dos 
tempos derivados.
Presente do Conjuntivo 
Colmatar / Colmato / Colmat-/ Colmate 
Malbaratar / Malbarato / Malbarat- / Malbarate 
Intuir / Intuo / Intu- / Intua 
Falecer / Faleço / Faleç- / Faleça
Exceções: ser, dar, estar, haver, ir, 
querer, saber (cujas primeiras pessoas 
do singular do Presente do Conjuntivo 
são: «seja», «dê», «esteja», «haja», 
«vá», «queira», «saiba»).
Imperativo 
Alijar / Alijas / Alija 
Untar / Untas / Unta 
Enveredar / Enveredais / Enveredai 
Esbanjar / Esbanjais / Esbanjai
Mais-que-Perfeito 
Fazer / Fizemos / Fize- / Fizera 
Ir / Fomos / Fo- / Fora 
Colmatar / Colmatámos / Colmata- / Colmatara
Imperfeito do Conjuntivo 
Trazer / Trouxemos / Trouxe- / Trouxesse 
Vir / Viemos / Vie- / Viesse 
Ver / Vimos / Vi- / Visse
Futuro do Conjuntivo 
Poder / Pudemos / Pude- / Puder 
Caber / Coubemos / Coube- / Couber 
Vislumbrar / Vislumbrámos / Vislumbra- / 
Vislumbrar
Futuro [do Indicativo] 
Untar / Untar / Untarei 
Vislumbrar / Vislumbrar / Vislumbrarei
Condicional (ou Futuro do Pretérito) 
Intuir / Intuir / Intuiria 
Almejar / Almejar / Almejaria
Imperfeito do Indicativo 
Almejar / Almejar / Almej- / Almejava 
Falecer / Falecer / Falec- / Falecia 
Intuir / Intuir / Intu- / Intuía
Exceções: ser, ter, vir, pôr (cujas 
1.ªs pessoas do Imperfeito são: «era», 
«tinha», «vinha», «punha»).
TPC — [Está em curso «trabalho 
grande» (microfilme autobiográfico). 
É também conveniente ir revendo 
gramática (em Gaveta de Nuvens, pus 
lista de conteúdos — os que demos até 
agora — que valeria a pena rever).] 
(Ter sempre entre as folhas que 
tragam para a aula aquela onde está o 
modelo de conjugação de verbo, com 
«Fazer».)
Apresentação para décimo ano de 2014 5, aula 27-28
Apresentação para décimo ano de 2014 5, aula 27-28

Apresentação para décimo ano de 2014 5, aula 27-28

  • 2.
    Conjugações 1.ª —verbos em -ar (vogal temática -a) 2.ª — verbos em -er (vogal temática -e) 3.ª — verbos em -ir (vogal temática -i)
  • 3.
    • Verbo regular— respeita o modelo da conjugação a que pertence • Verbo irregular — o seu tema verbal sofre modificações ao longo da conjugação
  • 4.
    • verbo defetivo— não possui algumas formas (conjugação é incompleta) abolir falir
  • 5.
    • verbo impessoal— só se flexiona na 3.ª pessoa do singular e no infinitivo chover nevar gear
  • 6.
    • verbo unipessoal— só e flexiona no infinitivo e na 3.ª pessoa (singular e plural) ladrar miar zurrar
  • 8.
    A vocação cinematográficado realizador foi despertada por uma oferta do pai: uma máquina de filmar e rolos de filme virgem. Dedicando-se raramente à escrita, Manoel de Oliveira destaca aspectos vivenciais que relata na primeira pessoa verbal, pelo que é possível afirmar que se expressa, no seu texto, um narrador autodiegético. Assim sendo, e uma vez que o autor do relato é o seu narrador, estamos perante um texto de natureza autobiográfica.
  • 10.
    Um verbo éregular quando segue o modelo da sua conjugação (a primeira, de tema em a; a segunda, em e; a terceira, em i). Se o verbo apresentar modificações no radical (exemplo: «ouço», apesar de «ouvir») ou na flexão das pessoas («estou» [cfr. «canto»]; «estás» [cfr. «cantas»]), é irregular.
  • 11.
    Verbos defetivos sãoos que, na sua flexão, não se apresentam em algumas pessoas ou tempos (por exemplo, os verbos «abolir» e «falir» não têm 1.ª pessoa do singular do Presente do Indicativo).
  • 12.
    Há também verbosimpessoais — exemplo: «chover», «haver», «amanhecer» —, que são os que não têm sujeito.
  • 13.
    Há ainda osverbos unipessoais, os que, dado o seu sentido, só se costumam usar na 3.ª pessoa (exemplo: «cacarejar», «grasnar»).
  • 14.
    Por fim, podeigualmente aparecer o termo «verbo abundante», que designa os verbos que têm mais que uma forma possível (em geral, duas formas no particípio passado — «pago» / «pagado»; «aceite» / «aceitado» —, ou, mais raramente, em outros tempos: «ele constrói» / «ele construi»; «comprazesse» / «com-prouvesse »; «requere» / «requer»; «diz» / «dize»).
  • 16.
    Em «Debate sobremalbaratar», a estranheza de certas formas verbais não se deve apenas aos seus sons — como diz o comentador que, a dada altura, intervém —, antes se pode atribuir ao facto de se tratar de verbos que, na língua actual, se fossilizaram em poucas expressões idiomáticas, em fórmulas circunscritas a registos e contextos específicos («alijar responsabilidades»; «colmatar falhas»; «enveredar por (maus) caminhos ou por uma carreira»; «untar as mãos»).
  • 17.
    Acabamos por estranhara flexão desses verbos, sempre que surjam fora daquelas frases feitas e, ainda por cima, em diálogo (em registo literário, seria diferente). Sem as palavras que os costumam acompanhar, esses verbos parecem-nos quase agramaticais.
  • 18.
    Em «Não falecinada», o caso é parecido. O verbo «falecer» não é defetivo (tem as várias pessoas e tempos), mas, utilizado como verbo intransitivo e em situação de conversa banal, a sua flexão na 1.ª e na 2.ª pessoas do Pretérito Perfeito do Indicativo («faleci», «faleceste») torna-se inverosímil.
  • 20.
    Há vantagens emconhecer os três tempos primitivos, uma vez que estes nos permitem chegar à flexão dos tempos derivados.
  • 21.
    Presente do Conjuntivo Colmatar / Colmato / Colmat-/ Colmate Malbaratar / Malbarato / Malbarat- / Malbarate Intuir / Intuo / Intu- / Intua Falecer / Faleço / Faleç- / Faleça
  • 22.
    Exceções: ser, dar,estar, haver, ir, querer, saber (cujas primeiras pessoas do singular do Presente do Conjuntivo são: «seja», «dê», «esteja», «haja», «vá», «queira», «saiba»).
  • 23.
    Imperativo Alijar /Alijas / Alija Untar / Untas / Unta Enveredar / Enveredais / Enveredai Esbanjar / Esbanjais / Esbanjai
  • 24.
    Mais-que-Perfeito Fazer /Fizemos / Fize- / Fizera Ir / Fomos / Fo- / Fora Colmatar / Colmatámos / Colmata- / Colmatara
  • 25.
    Imperfeito do Conjuntivo Trazer / Trouxemos / Trouxe- / Trouxesse Vir / Viemos / Vie- / Viesse Ver / Vimos / Vi- / Visse
  • 26.
    Futuro do Conjuntivo Poder / Pudemos / Pude- / Puder Caber / Coubemos / Coube- / Couber Vislumbrar / Vislumbrámos / Vislumbra- / Vislumbrar
  • 27.
    Futuro [do Indicativo] Untar / Untar / Untarei Vislumbrar / Vislumbrar / Vislumbrarei
  • 28.
    Condicional (ou Futurodo Pretérito) Intuir / Intuir / Intuiria Almejar / Almejar / Almejaria
  • 29.
    Imperfeito do Indicativo Almejar / Almejar / Almej- / Almejava Falecer / Falecer / Falec- / Falecia Intuir / Intuir / Intu- / Intuía
  • 30.
    Exceções: ser, ter,vir, pôr (cujas 1.ªs pessoas do Imperfeito são: «era», «tinha», «vinha», «punha»).
  • 33.
    TPC — [Estáem curso «trabalho grande» (microfilme autobiográfico). É também conveniente ir revendo gramática (em Gaveta de Nuvens, pus lista de conteúdos — os que demos até agora — que valeria a pena rever).] (Ter sempre entre as folhas que tragam para a aula aquela onde está o modelo de conjugação de verbo, com «Fazer».)