O professor e suas tecnologias
          Prof. Alex Sandro Gomes, CIn UFPE
“Eu acredito que o cinema está
        destinado a revolucionar nosso
sistema educacional e que em poucos
     anos ele vai suplantar largamente,
    se não inteiramente, o uso de livros
    didáticos.”  Thomas Edison, 1922.
“O Tempo no qual o rádio portátil
  vai ser tão comum na sala de aula
 como o quadro negro. A instrução
 pelo rádio vai ser integrada na vida
    escolar e aceito como um meio
educacional.”  W. Levenson, 1945.
“Não vai existir escola no futuro. Eu
acho que o computador vai suplantar
a escola…”   Seymour Papert, 1984.
Crença excessiva
  nas tecnologias.
           Cependant, 90% d’entre eux
      sont satisfaits de cette opération:
     l’ordinateur remotive, et l’élève et
                           l’enseignant...
www.missionfourgous-tice.fr/operation-portable
As tecnologias na escola
       Como elas podem transformar as relações didáticas?
Tecnologias na escola.
Tecnologias em torno da escola.
Instantaneidade, transmídia e multimídia.
Diversidade de experiências.
O uso de tecnologias estende as experiências de ensino para fora da sala de
aula permitindo uma gama de novas situações didáticas na sala de aula e em
colaboração.
Diversidade de situações didáticas.
A complementaridade de métodos e técnicas representa um real aumento do
tempo de envolvimento dos alunos com professores, colegas e conteúdos.
Geração Y.
“Essa geração não é pior, é apenas diferente”. Eles têm desejo de liberdade,
necessidade de configurar, querem detalhes, gostam de diversão, gostam de se
relacionar, e têm necessidade por velocidade.
Sala
Tutoring   Sala   Internet   Celular   TV
O Triângulo Didático.
Anderson, 2004.
Relação aluno-professor
     Como as tecnologias podem mudar a didática nesta relação?
Precisa ter uma
      boa ergonomia
      para o docente.
            A interface deve refletir as
        estruturas da prática docente,
     desde o planejamento, passando
       por processos de mediação da
   aprendizagem, até as atividades de
avaliação, monitoramento e avaliação
      Gomes et al., Colaboração, Comunicação e
Aprendizagem em Rede Social Educativa, In Xavier
        A. C. (Ed.) Hipertexto e Cibercultura, 2011.
Criar
  comunidades de
   aprendizagem e
        de prática.
     Professores e alunos podem criar
                                redes.
Professores podem criar comunidades
                         de interesse.
Dispor materiais
antes das aulas.
Deixar que alunos
     discutam os
temas depois das
            aulas.
Permitir avaliar
          os alunos
   formativamente.
    Avaliação formativa, diagnóstica e
formadora dos alunos criando exames
      a partir de bancos de questões.
Deve
     proporcionar
        formas de
    comunicação
   que aproximam
     professores e
           alunos.
      Constitui-se como um canal de
     comunicação entre os alunos e o
 professor nos contextos de ensino e
   aprendizagem, mudando a relação
              entre professor e aluno.
Citando Robert E. Slavin, “A dinâmica
     mais importante na educação é a
   interação entre professor e aluno”.
Deve diminuir
  a espera entre
uma dúvida e sua
       resposta.
Por meio de celulares e redes sociais
 as dúvidas de cada participante são
  resolvidas pelo coletivo do grupo.
   O professor acompanha e atende
   individualmente cada solicitação.
Ajudar a
  perceber o que
  os participantes
            fazem.
       Sinais de presença e de ações
 realizadas por outros participantes
ajudam a dar consciência das ações
                        dos colegas.
Permite monitorar
        atividades.
Facilidade para integrar com sistemas
    de monitoramento de indicadores
   de qualidade, informando dados já
  definidos e dados de engajamento e
participação nas situações mediadas a
                            distância.
Relação professor-saber
    Como as tecnologias podem mudar a didática nesta relação?
Permite ao
professor ser
autor de seu
planejamento.
Deve permitir ao professor planejar
sequências de aulas e mediar a
aprendizagem usando seus materiais,
seus temas, suas fontes.
Deve permitir
organizar
sequências de
aulas e materiais.
Será possível criar e compartilhar
planos de aulas e materiais. A rede
pode avaliar cada um dos planos,
permitindo criar uma consciência
coletiva acerca de cada uma das
contribuições da rede.
Permitir
acompanhar o
desempenho dos
alunos segundo
descritores.
Uso de descritores para indexar
as situações, atividades e materiais
e assim permitir monitorar de que
maneira os alunos estão usando os
materiais e espaços em relação aos
itens das Matrizes de Referência,
Temas, Tópicos e Descritores
associados a cada um deles.
MEC. http://j.mp/rR9twL
Ajudar na reflexão
de sua prática.
Relação aluno-saber
 Como as tecnologias podem mudar a didática nesta relação?
Autonomia
Ao buscar ajuda em uma rede
social para resolver problemas que
não consegue sozinho, o aluno
exercita de forma progressivamente
consciente habilidades importantes
para a construção autônoma de
conhecimento.
Deve permitir
experimentar
uma diversidade
de situações.
Deve permitir o
compartilhamen-
to amplo.
Esse comportamento ganha forma
de ajuda mútua em processos de
resolução de problemas, busca de
informações, permitindo processos
complexos de mediação em
rede e constituição de zonas de
desenvolvimento proximal (Vygotsky).
•	 Os alunos podem sugerir materiais;
•	 Os alunos podem avaliar a qualidade
   de cada aula.
Fase de Perfomance

                                  Autocontrole
                                     Imagem
                                  Autoinstrução
                               Estratégia de tarefas


                                Autoobservação
                                  Autogravação
                               Autoexperimentação



                                                                               Mediar
                                                                               fenômenos de
      Fase de
Conhecimento Prévio
                                                                               autorregulação da
    Análise de Tarefas
                                                       Fase de Autoreflexão
                                                                               aprendizagem.
    Definição de metas                                    Autojulgamento
Planejamento de estratégias                                Autoavaliação
                                                                               1.	Diagnostica as necessidades de
                                                          Atribuição Casual
                                                                                  aprendizagem;
    Automotivação                                                              2.	Formula objetivos de aprendizagem;
      Autoeficácia                                          Autoreação         3.	Seleciona estratégias de
Expectativas de resultados                              Autosatisfação/afeto      aprendizagem;
    Interesses/valores                                  Adaptativo/Defensivo   4.	Implementa as estratégias
        intrínsecos                                                               selecionadas;
 Orientação para meta de                                                       5.	Avalia resultados.
      aprendizagem                                                             Mesmo alunos mais dedicados
                                                                               apresentam dificuldade nesse
                                                                               momento (ZIMMERMAN, 2002)
“O Redu é uma importante iniciativa                “O Redu propõe uma nova cara para
que possibilita um novo paradigma de               os AVAs, incorporando recursos de
ambiente virtual de aprendizagem, no               ambientes informais, como redes
qual professores, alunos e conteúdos               sociais. Assim, é uma iniciativa que
convivem, interagem e se aproximam,                procura fugir do fordismo, que marca
sem barreiras, sem burocracias, sem                a EaD no Brasil, em direção a uma
distância transacional.”                           educação interativa e colaborativa.”
                          Romero Tori                                          João Mattar
                 Ph.D. Escola Politécnica da USP                            Ph.D., TIDD-PUC-SP




“O Redu é como um bálsamo para os                  “Vale salientar que a contribuição
problemas da Educação.”                            maior deste trabalho se acha na
                  Margareth Zaponi                 coplagem da teoria com a pratica,
         Secretária Executiva de Gestão de Rede,   o que deve convocar os conceitos
Secretaria de Educação do Estado de Pernambuco     fundamentais de instrumentação e
                                                   instrumentalização numa reflexão
                                                   didactica continua.”
                                                           Prof. Dr. Jean-Claude Régnier
                                                              UMR 5191 ICAR - Université de Lyon
www.redu.com.br
educarcom.redu.com.br



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NonCommercial-NoDerivs 3.0 Unported License. To view a copy

of this license, visit http://creativecommons.org/licenses/by-nc-

nd/3.0/ or send a letter to Creative Commons, 444 Castro Street,

Suite 900, Mountain View, California, 94041, USA.

Anderson Duarte - REDU

  • 1.
    O professor esuas tecnologias Prof. Alex Sandro Gomes, CIn UFPE
  • 2.
    “Eu acredito queo cinema está destinado a revolucionar nosso sistema educacional e que em poucos anos ele vai suplantar largamente, se não inteiramente, o uso de livros didáticos.”  Thomas Edison, 1922.
  • 3.
    “O Tempo noqual o rádio portátil vai ser tão comum na sala de aula como o quadro negro. A instrução pelo rádio vai ser integrada na vida escolar e aceito como um meio educacional.”  W. Levenson, 1945.
  • 4.
    “Não vai existirescola no futuro. Eu acho que o computador vai suplantar a escola…”   Seymour Papert, 1984.
  • 6.
    Crença excessiva nas tecnologias. Cependant, 90% d’entre eux sont satisfaits de cette opération: l’ordinateur remotive, et l’élève et l’enseignant... www.missionfourgous-tice.fr/operation-portable
  • 7.
    As tecnologias naescola Como elas podem transformar as relações didáticas?
  • 8.
  • 9.
    Tecnologias em tornoda escola. Instantaneidade, transmídia e multimídia.
  • 10.
    Diversidade de experiências. Ouso de tecnologias estende as experiências de ensino para fora da sala de aula permitindo uma gama de novas situações didáticas na sala de aula e em colaboração.
  • 11.
    Diversidade de situaçõesdidáticas. A complementaridade de métodos e técnicas representa um real aumento do tempo de envolvimento dos alunos com professores, colegas e conteúdos.
  • 12.
    Geração Y. “Essa geraçãonão é pior, é apenas diferente”. Eles têm desejo de liberdade, necessidade de configurar, querem detalhes, gostam de diversão, gostam de se relacionar, e têm necessidade por velocidade.
  • 14.
  • 15.
    Tutoring Sala Internet Celular TV
  • 16.
  • 17.
    Relação aluno-professor Como as tecnologias podem mudar a didática nesta relação?
  • 18.
    Precisa ter uma boa ergonomia para o docente. A interface deve refletir as estruturas da prática docente, desde o planejamento, passando por processos de mediação da aprendizagem, até as atividades de avaliação, monitoramento e avaliação Gomes et al., Colaboração, Comunicação e Aprendizagem em Rede Social Educativa, In Xavier A. C. (Ed.) Hipertexto e Cibercultura, 2011.
  • 19.
    Criar comunidadesde aprendizagem e de prática. Professores e alunos podem criar redes. Professores podem criar comunidades de interesse.
  • 20.
  • 21.
    Deixar que alunos discutam os temas depois das aulas.
  • 22.
    Permitir avaliar os alunos formativamente. Avaliação formativa, diagnóstica e formadora dos alunos criando exames a partir de bancos de questões.
  • 23.
    Deve proporcionar formas de comunicação que aproximam professores e alunos. Constitui-se como um canal de comunicação entre os alunos e o professor nos contextos de ensino e aprendizagem, mudando a relação entre professor e aluno. Citando Robert E. Slavin, “A dinâmica mais importante na educação é a interação entre professor e aluno”.
  • 24.
    Deve diminuir a espera entre uma dúvida e sua resposta. Por meio de celulares e redes sociais as dúvidas de cada participante são resolvidas pelo coletivo do grupo. O professor acompanha e atende individualmente cada solicitação.
  • 25.
    Ajudar a perceber o que os participantes fazem. Sinais de presença e de ações realizadas por outros participantes ajudam a dar consciência das ações dos colegas.
  • 26.
    Permite monitorar atividades. Facilidade para integrar com sistemas de monitoramento de indicadores de qualidade, informando dados já definidos e dados de engajamento e participação nas situações mediadas a distância.
  • 27.
    Relação professor-saber Como as tecnologias podem mudar a didática nesta relação?
  • 28.
    Permite ao professor ser autorde seu planejamento. Deve permitir ao professor planejar sequências de aulas e mediar a aprendizagem usando seus materiais, seus temas, suas fontes.
  • 29.
    Deve permitir organizar sequências de aulase materiais. Será possível criar e compartilhar planos de aulas e materiais. A rede pode avaliar cada um dos planos, permitindo criar uma consciência coletiva acerca de cada uma das contribuições da rede.
  • 30.
    Permitir acompanhar o desempenho dos alunossegundo descritores. Uso de descritores para indexar as situações, atividades e materiais e assim permitir monitorar de que maneira os alunos estão usando os materiais e espaços em relação aos itens das Matrizes de Referência, Temas, Tópicos e Descritores associados a cada um deles. MEC. http://j.mp/rR9twL
  • 31.
  • 32.
    Relação aluno-saber Comoas tecnologias podem mudar a didática nesta relação?
  • 33.
    Autonomia Ao buscar ajudaem uma rede social para resolver problemas que não consegue sozinho, o aluno exercita de forma progressivamente consciente habilidades importantes para a construção autônoma de conhecimento.
  • 34.
  • 35.
    Deve permitir o compartilhamen- toamplo. Esse comportamento ganha forma de ajuda mútua em processos de resolução de problemas, busca de informações, permitindo processos complexos de mediação em rede e constituição de zonas de desenvolvimento proximal (Vygotsky). • Os alunos podem sugerir materiais; • Os alunos podem avaliar a qualidade de cada aula.
  • 36.
    Fase de Perfomance Autocontrole Imagem Autoinstrução Estratégia de tarefas Autoobservação Autogravação Autoexperimentação Mediar fenômenos de Fase de Conhecimento Prévio autorregulação da Análise de Tarefas Fase de Autoreflexão aprendizagem. Definição de metas Autojulgamento Planejamento de estratégias Autoavaliação 1. Diagnostica as necessidades de Atribuição Casual aprendizagem; Automotivação 2. Formula objetivos de aprendizagem; Autoeficácia Autoreação 3. Seleciona estratégias de Expectativas de resultados Autosatisfação/afeto aprendizagem; Interesses/valores Adaptativo/Defensivo 4. Implementa as estratégias intrínsecos selecionadas; Orientação para meta de 5. Avalia resultados. aprendizagem Mesmo alunos mais dedicados apresentam dificuldade nesse momento (ZIMMERMAN, 2002)
  • 37.
    “O Redu éuma importante iniciativa “O Redu propõe uma nova cara para que possibilita um novo paradigma de os AVAs, incorporando recursos de ambiente virtual de aprendizagem, no ambientes informais, como redes qual professores, alunos e conteúdos sociais. Assim, é uma iniciativa que convivem, interagem e se aproximam, procura fugir do fordismo, que marca sem barreiras, sem burocracias, sem a EaD no Brasil, em direção a uma distância transacional.” educação interativa e colaborativa.” Romero Tori João Mattar Ph.D. Escola Politécnica da USP Ph.D., TIDD-PUC-SP “O Redu é como um bálsamo para os “Vale salientar que a contribuição problemas da Educação.” maior deste trabalho se acha na Margareth Zaponi coplagem da teoria com a pratica, Secretária Executiva de Gestão de Rede, o que deve convocar os conceitos Secretaria de Educação do Estado de Pernambuco fundamentais de instrumentação e instrumentalização numa reflexão didactica continua.” Prof. Dr. Jean-Claude Régnier UMR 5191 ICAR - Université de Lyon
  • 38.
    www.redu.com.br educarcom.redu.com.br This work islicensed under the Creative Commons Attribution- NonCommercial-NoDerivs 3.0 Unported License. To view a copy of this license, visit http://creativecommons.org/licenses/by-nc- nd/3.0/ or send a letter to Creative Commons, 444 Castro Street, Suite 900, Mountain View, California, 94041, USA.