Curso Proinfo Tecnologias na Educação : ensinando e aprendendo com as TIC
Nome do cursista: Sémebber Silva Lino
Turma: B
Tutor: Márcia Maria

                                    Atividade 1


                             UNIDADE 4: Atividade 1
               Tecnologias: Possibilidades de Contribuições

      De acordo com Papert, o sujeito age sobre o objeto de conhecimento, que não
se reduz ao objeto concreto, mas depende de outros mediadores como a família, a
escola, o meio social. O professor viabiliza um ambiente com situações criadas
para que o sujeito possa se desenvolver de forma ativa, realizando suas próprias
descobertas. O aprendiz está em constante atividade na interação com o ambiente,
com os recursos materiais e com o outro. Elaborando e reelaborando as próprias
hipóteses.
      Nessa abordagem construcionista o computador pode ser um aliado na
construção do conhecimento. Pois trata-se de um instrumento que permite a
interação aluno-objeto, aluno-aluno e aluno-professor, baseada nos desafios e
trocas de experiências. Dentre outros recursos, um texto, uma imagem, o
computador permite a linguagem de programação, como é o caso do Logo. O
ambiente criado em torno do Logo prioriza a Pedagogia de Projetos, onde as
diversas áreas do conhecimento podem ser integradas nas resoluções de
diferentes problemas, numa atitude cooperativa do grupo, facilitada pelo professor.
O logo possibilita ao professor a possibilidade de acompanhar, passo a passo, o
raciocínio lógico da criança e ver como é capaz de analisar o que fez. Permite que a
criança     comande      suas    ações     e     tenha   respostas     imediatas.
      Na abordagem instrucionista o computador pode ser usado como maquina de
ensinar. È uma abordagem implementada por softwares ou seja, alguém coloca no
computador uma série de informações e essas informações são passadas ao aluno
na forma de um tutorial, exercício-e-prática ou jogos.
      Esses podem fazer perguntas e receber respostas no sentido de verificar se a
informação foi retida. A tarefa de administrar o processo de ensino, pode ser
executada pelo próprio computador, livrando o professor da tarefa de correção de
provas e exercícios. A interação entre o aprendiz e o computador consiste na leitura
da tela (ou escuta da informação fornecida), no avanço, na sequência de
informação, na escolha de informação, e na resposta de perguntas que são
fornecidas ao sistema.
Este é um sistema bastante utilizado nos cursos profissionalizantes da área de
informática.

      O uso de tecnologias na escola pública brasileira foi iniciado timidamente
com projetos pilotos em escolas no final dos anos oitenta do século XX. Nesses
projetos, algumas experiências ocorriam com o uso do computador em atividades
disciplinares e muitas outras eram extracurriculares e ocorriam em horários
diferentes daqueles em que os alunos frequentavam a escola. Nas duas situações
era possível observar que as práticas apresetavam-se com base em uma das
seguintes abordagens: instrucionista ou construcionista. A prática pedagógica
concreta não se desenvolve exclusivamente em uma dessa abordagens. Valente
(1999) comenta que a prática oscila entre esses dois eixos, mas há sempre um eixo
predominante, o qual se relaciona com as concepções do educador sobre
conhecimento, ensino, aprendizagem e currículo.
        Conforme estudamos na Unidade I, o uso de tecnologias nas atividades de
distintas naturezas provoca avanços na ciência e nos conhecimentos que exigem a
abertura da escola aos acontecimentos e sua integração aos diferentes espaços de
produção do saber, o que implica em flexibilidade do currículo que passa a ter uma
visão mais ampla e integradora entre os conheicmentos sistematizados e aceitos
socialmente e os conheicmentos que emergem no contexto, na vida das pessaos,
nas diferentes linguagens de cominicação que fazem parte da cultura. Por ora,
vamos compreender as abordagens construicionista e instrucionista e situar o
trabalho com projetos no bojo dessas concepções.
        Com relação à questão da utilização de computadores na educação, vejo que
a utilização do computador como instrumento de aprendizagem pode ser bastante
positiva. O computador no contexto educativo pode ser entendido como uma
ferramenta por meio da qual o aluno idealiza e desenvolve um conhecimento, seja
reproduzindo um saber ou construindo uma aprendizagem. Dessa maneira o
aprendizado é estimulado pelo fato de o aluno executar uma tarefa por meio do
computador, como é o caso de softwares de jogos educativos e de simulação.
        O aluno deve ser encorajado a explorar, criar, inovar, dentro de situações de
aprendizagem não previamente estruturadas, mas devidamente planejadas. Assim,
o aprendizado que ocorre nestas situações pode ser mais frutífero e mais
duradouro. Ao aluno é permitido errar e refazer. Ao aluno se permite levar adiante
uma solução para um determinado problema, ainda que seja óbvio que a solução
não vai funcionar, valorizando assim o fazer pedagógico.
        O aluno, longe de ser um mero observador que só reage quando solicitado,
passa a ser um participante ativo no processo de construção de sua própria
aprendizagem.
        Para a realização de ações pedagógicas significativas utilizando o de
construção do conhecimento pelo aluno, como produto do seu próprio
engajamento intelectual ou do aluno como um todo. o que está sendo proposto é
uma nova abordagem educacional que muda o paradigma pedagógico do
instrucionismo para o construcionismo.
        O objetivo da introdução do computador na educação não deve ser o
modismo ou esta atualizado com relação às inovações tecnológicas
O computador como um recurso é preciso que se invista na formação de
professores o quanto antes.Porque o professor tem ai um papel fundamental. É
importante citar também a necessidade de estruturar projetos que viabilizem a
prática da utilização do computador no processo de ensino-aprendizagem,
incorporando-o como um instrumento na mediação da relação professor-aluno.
        O surgimento do computador na educação tem provocado vários
questionamentos em relação aos métodos e práticas pedagógicas, utilizadas até
então no dia a dia das escolas. Porém tem que se tomar cuidado para não se deixar
levar pelo deslumbramento que estas tecnologias podem causar e também refletir
sobre os benefícios que ela poderá trazer para o ensino aprendizagem dos
educandos.
Segundo José Armando Valente, há duas formas de utilizar o computador: de
forma instrucionista ou construcionista cabe ao professor escolher de que forma
quer utilizá-lo.
       Valente deixa claro que na forma instrucionista o professor estará usando a
tecnologia apenas como uma ferramenta a mais na maneira tradicional de transmitir
conteúdos, ou seja, o professor estaria informatizando os métodos tradicionais de
instrução.
       Já na forma construcionista o aluno passa a ser o construtor de seu próprio
conhecimento e a ênfase está na aprendizagem e não na instrução. Vale lembrar,
que a sociedade de hoje cobra profissionais preparados para lidar com as
mudanças tecnológicas, que sejam críticos, pensantes e capazes de adaptar-se às
constantes mudanças.
       Sendo assim a escola deverá preparar melhor seus alunos para atuarem no
meio em que vivem, propiciando atividades instigadoras, desafiadoras, mas que
sejam possíveis de serem realizadas pelos mesmos e que os levem a crescer em
seu processo ensino-aprendizagem, ao mesmo tempo em que possibilitam a
interação e a construção do conhecimento pelos próprios educandos.
(ex: construção de cartazes, slides, jogos, fóruns de debates, criação de blogs,
wikis,etc.dentro dostemas estudados).
       |Isto implica numa mudança de postura por parte dos profissionais da
educação e conseqüentemente na formação que deverá ser oferecida aos mesmos.

Ativ01

  • 1.
    Curso Proinfo Tecnologiasna Educação : ensinando e aprendendo com as TIC Nome do cursista: Sémebber Silva Lino Turma: B Tutor: Márcia Maria Atividade 1 UNIDADE 4: Atividade 1 Tecnologias: Possibilidades de Contribuições De acordo com Papert, o sujeito age sobre o objeto de conhecimento, que não se reduz ao objeto concreto, mas depende de outros mediadores como a família, a escola, o meio social. O professor viabiliza um ambiente com situações criadas para que o sujeito possa se desenvolver de forma ativa, realizando suas próprias descobertas. O aprendiz está em constante atividade na interação com o ambiente, com os recursos materiais e com o outro. Elaborando e reelaborando as próprias hipóteses. Nessa abordagem construcionista o computador pode ser um aliado na construção do conhecimento. Pois trata-se de um instrumento que permite a interação aluno-objeto, aluno-aluno e aluno-professor, baseada nos desafios e trocas de experiências. Dentre outros recursos, um texto, uma imagem, o computador permite a linguagem de programação, como é o caso do Logo. O ambiente criado em torno do Logo prioriza a Pedagogia de Projetos, onde as diversas áreas do conhecimento podem ser integradas nas resoluções de diferentes problemas, numa atitude cooperativa do grupo, facilitada pelo professor. O logo possibilita ao professor a possibilidade de acompanhar, passo a passo, o raciocínio lógico da criança e ver como é capaz de analisar o que fez. Permite que a criança comande suas ações e tenha respostas imediatas. Na abordagem instrucionista o computador pode ser usado como maquina de ensinar. È uma abordagem implementada por softwares ou seja, alguém coloca no computador uma série de informações e essas informações são passadas ao aluno na forma de um tutorial, exercício-e-prática ou jogos. Esses podem fazer perguntas e receber respostas no sentido de verificar se a informação foi retida. A tarefa de administrar o processo de ensino, pode ser executada pelo próprio computador, livrando o professor da tarefa de correção de provas e exercícios. A interação entre o aprendiz e o computador consiste na leitura da tela (ou escuta da informação fornecida), no avanço, na sequência de informação, na escolha de informação, e na resposta de perguntas que são fornecidas ao sistema. Este é um sistema bastante utilizado nos cursos profissionalizantes da área de informática. O uso de tecnologias na escola pública brasileira foi iniciado timidamente com projetos pilotos em escolas no final dos anos oitenta do século XX. Nesses projetos, algumas experiências ocorriam com o uso do computador em atividades
  • 2.
    disciplinares e muitasoutras eram extracurriculares e ocorriam em horários diferentes daqueles em que os alunos frequentavam a escola. Nas duas situações era possível observar que as práticas apresetavam-se com base em uma das seguintes abordagens: instrucionista ou construcionista. A prática pedagógica concreta não se desenvolve exclusivamente em uma dessa abordagens. Valente (1999) comenta que a prática oscila entre esses dois eixos, mas há sempre um eixo predominante, o qual se relaciona com as concepções do educador sobre conhecimento, ensino, aprendizagem e currículo. Conforme estudamos na Unidade I, o uso de tecnologias nas atividades de distintas naturezas provoca avanços na ciência e nos conhecimentos que exigem a abertura da escola aos acontecimentos e sua integração aos diferentes espaços de produção do saber, o que implica em flexibilidade do currículo que passa a ter uma visão mais ampla e integradora entre os conheicmentos sistematizados e aceitos socialmente e os conheicmentos que emergem no contexto, na vida das pessaos, nas diferentes linguagens de cominicação que fazem parte da cultura. Por ora, vamos compreender as abordagens construicionista e instrucionista e situar o trabalho com projetos no bojo dessas concepções. Com relação à questão da utilização de computadores na educação, vejo que a utilização do computador como instrumento de aprendizagem pode ser bastante positiva. O computador no contexto educativo pode ser entendido como uma ferramenta por meio da qual o aluno idealiza e desenvolve um conhecimento, seja reproduzindo um saber ou construindo uma aprendizagem. Dessa maneira o aprendizado é estimulado pelo fato de o aluno executar uma tarefa por meio do computador, como é o caso de softwares de jogos educativos e de simulação. O aluno deve ser encorajado a explorar, criar, inovar, dentro de situações de aprendizagem não previamente estruturadas, mas devidamente planejadas. Assim, o aprendizado que ocorre nestas situações pode ser mais frutífero e mais duradouro. Ao aluno é permitido errar e refazer. Ao aluno se permite levar adiante uma solução para um determinado problema, ainda que seja óbvio que a solução não vai funcionar, valorizando assim o fazer pedagógico. O aluno, longe de ser um mero observador que só reage quando solicitado, passa a ser um participante ativo no processo de construção de sua própria aprendizagem. Para a realização de ações pedagógicas significativas utilizando o de construção do conhecimento pelo aluno, como produto do seu próprio engajamento intelectual ou do aluno como um todo. o que está sendo proposto é uma nova abordagem educacional que muda o paradigma pedagógico do instrucionismo para o construcionismo. O objetivo da introdução do computador na educação não deve ser o modismo ou esta atualizado com relação às inovações tecnológicas O computador como um recurso é preciso que se invista na formação de professores o quanto antes.Porque o professor tem ai um papel fundamental. É importante citar também a necessidade de estruturar projetos que viabilizem a prática da utilização do computador no processo de ensino-aprendizagem, incorporando-o como um instrumento na mediação da relação professor-aluno. O surgimento do computador na educação tem provocado vários questionamentos em relação aos métodos e práticas pedagógicas, utilizadas até então no dia a dia das escolas. Porém tem que se tomar cuidado para não se deixar levar pelo deslumbramento que estas tecnologias podem causar e também refletir sobre os benefícios que ela poderá trazer para o ensino aprendizagem dos educandos.
  • 3.
    Segundo José ArmandoValente, há duas formas de utilizar o computador: de forma instrucionista ou construcionista cabe ao professor escolher de que forma quer utilizá-lo. Valente deixa claro que na forma instrucionista o professor estará usando a tecnologia apenas como uma ferramenta a mais na maneira tradicional de transmitir conteúdos, ou seja, o professor estaria informatizando os métodos tradicionais de instrução. Já na forma construcionista o aluno passa a ser o construtor de seu próprio conhecimento e a ênfase está na aprendizagem e não na instrução. Vale lembrar, que a sociedade de hoje cobra profissionais preparados para lidar com as mudanças tecnológicas, que sejam críticos, pensantes e capazes de adaptar-se às constantes mudanças. Sendo assim a escola deverá preparar melhor seus alunos para atuarem no meio em que vivem, propiciando atividades instigadoras, desafiadoras, mas que sejam possíveis de serem realizadas pelos mesmos e que os levem a crescer em seu processo ensino-aprendizagem, ao mesmo tempo em que possibilitam a interação e a construção do conhecimento pelos próprios educandos. (ex: construção de cartazes, slides, jogos, fóruns de debates, criação de blogs, wikis,etc.dentro dostemas estudados). |Isto implica numa mudança de postura por parte dos profissionais da educação e conseqüentemente na formação que deverá ser oferecida aos mesmos.