Francisco José Kliemann Neto, Dr.




                                    1
Programa
1. Problemática Atual da Área de Gestão de Custos
2. Terminologia e Conceitos Básicos
3. Princípios de Custeio
   3.1. Absorção Total
   3.2. Absorção Ideal
   3.3. Variável
4. Análise de Custo-Volume-Lucro (CVL)
5. Métodos de Custeio
   5.1. Custo-Padrão
   5.2. Centros de Custos
   5.3. Custeio Baseado em Atividades (Activity-Based Costing - ABC)
   5.4. Unidades de Esforço de Produção (UEPs)
. 5.5. Exemplos ilustrativos e estudos de caso
6. Gestão Estratégica de Custos
                                                                       2
Custos Gerenciais

Problemática Atual




                     3
Reflexões:

 “O maior desperdício é          O ambiente de negócios
  fazer eficientemente                  mudou:
    aquilo que não é
  necessário (que não           as informações de custos
     agrega valor)”                   devem mudar.

                                • O que nossa empresa espera do
                                            futuro?
Não gerencie seus negócios
no terceiro milênio com um       •Toda mudança traz riscos, mas
sistema de contabilidade de        qual é o risco de não mudar?
    custos dos anos 40.
                                                   Robert Kaplan
                                                                   4
“DIGA-ME COMO ME CONTROLAS QUE EU SABEREI
               COMO AGIR”
                         Goldratt


“SE VOCÊ CONHECE O SEU INIMIGO E CONHECE A
SI MESMO, NÃO PRECISA TEMER O RESULTADO DE
        UMA CENTENA DE BATALHAS”

                       Sun Tzu, 500 a.C.

                                             5
CONTROLE



    NÃO, NÃO FAÇO A MENOR
    IDÉIA... MAS PRECISAMOS
     DESCOBRIR ONDE É QUE
         ACERTAMOS...




                              6
Produtividade = OUTPUT
                             INPUT

                                  Jan       Fev       Mar


            Quantidade            100       120          80
            Custo Total           100       144          72
            Custo Unitário        1,00      1,20       0,90
            Produtividade          -
Produtividade≠ produzir mais
Produtividade = produzir melhor
Deve-se eliminar tudo que não agrega valor aos produtos/serviços,
mas sempre na ótica do consumidor.                                  7
Sistema - Organização Humana

                                                    VALOR OU
    VALOR                                           QUALIDADE
                                                                      C
             INPUT
                      “Hardware”
                                                     OUTPUT           L
Materiais             Equipamentos
                      e Materiais    “Humanware”
                                                                      I
                                  Elemento Humano
                                                                      E
                                                                      N
Energia               “Software”                     PRODUTO          T
                      Procedimentos                         SERVIÇO   E
Informação

             GASTOS                                  FATURAMENTO


                                                                          8
Avaliação da Produtividade

         INSUMOS                EMPRESA        PRODUTOS

                  GASTOS             FATURAMENTO


                      Faturamento   (visão do mercado)
Produtividade =
                       Gastos       (visão da empresa)

(... visão de curto prazo!)


                                                          9
Exemplo:


                                    A           B

                   Preço          100,00    100,00

                   Gastos          80,00     60,00

                   Custos          70,00     30,00

                   Lucro           20,00     40,00
Maior Eficiência                        A

Maior Valor (‘Produtividade’)               B
                                                     10
Exemplo:


* mão-de-obra = 10,00/hora          8 h/dia   80,00/dia
* produto X = 1 h/unidade (padrão eficiente)
* produção = 5 unidades
* tempo total utilizado = 6 horas




                                                          11
Exemplo - Continuação
a. Análise Convencional
  “custo” = 80,00 = 16,00/unidade
            5
    b. Análise Necessária
       custo = 1 h x 10,00/hora = 10,00/unidade
       custos =      50,00
       ineficiência = 10,00
       ociosidade = 20,00
                     80,00
        c. Preço = 14,00      Lucro = 4,00 (e não prejuízo = 2,00)

                                                                     12
Avaliação e Custeio - Objetivos

Objetivos
a. Curto Prazo: Garantir a sobrevivência das empresas.
b. Longo Prazo:
Eliminar deficiências *




                                                         13
Definições

GASTO - Valor dos bens e/ou serviços adquiridos (engajados) pela empresa.


CUSTO - Valor dos bens e/ou serviços consumidos eficientemente na
  produção de outros bens e/ou serviços. É aquilo que deveria ter sido
  gasto.

PERDA - Valor dos bens e/ou serviços consumidos de forma anormal ou
  involuntária. Pode ser devido à ociosidade (recursos não usados) ou à
  ineficiência (recursos mal usados).

PERDA = GASTO - CUSTO


                                                                            14
Evolução do Processo de Formação de Preços
                    Preço = Custo + Lucro   Contabilidade


                    Lucro = Preço - Custo   Controle

                                            Gerenciamento
                    Custo = Preço - Lucro




                        Custo-meta


 É necessário separar o processo de formação de custos do
              processo de formação de preços.
                                                            15
A Lógica da Melhoria Contínua

     Eliminar/Reduzir Proteções




    Identificação dos Problemas




      Eliminação das Causas
                                  16
Composição do Trabalho

Efetivo - Agrega valor ao produto
    Ex.: - Usinar (ato)
         - Montar (ato)
Adicional - Não acrescenta valor, gera custos (suporta o
   trabalho efetivo).
   Ex.: - Preparar máquinas/fábrica
        - Movimentar materiais
Perda - Tudo o que eleva o custo do produto ou serviço
   Ex.: - Refugos/Sobras
         - Paradas/Esperas
         - Inspeções/Controles
         - Contagens                                       17
Lógica de Melhoria

Mantendo a mesma “quantidade”(esforço) de trabalho:
   1. Eliminar perdas
   2. Reduzir trabalho adicional
   3. Aumentar trabalho efetivo (sem forçar o ritmo de trabalho)




                                                                   18
Fábrica Anterior

     ESTOQUE
                 REBARBAÇÃO          LIMPEZA
                 S = 372,14 m2     S = 25,60 m2




  INJEÇÃO
S = 622,50 m2



                                                  19
Fábrica Atual


                ÁREA LIBERADA                         ÁREA LIBERADA




                                “LIMPEZA DAS PEÇAS”




  INJEÇÃO,
REBARBAÇÃO E
   LIMPEZA
 S= 622,50 m2


                                                                      20
Condições de Competitividade do Mercado
                                     METAS DA EMPRESA

         Princípios de Administração       Processo de
                 da Produção              Gerenciamento

         Técnicas de Administração
         da Produção Compatíveis
             com os Princípios

          Princípios de Controle e       Processo de
                   Custeio             Controle e Custeio
           Técnicas de Controle e
         Custeio Compatíveis com os
                  Princípios                                21
O Novo Paradigma de Controle

              Planejamento                  Controle

45 / hora
50 / hora     µ   = 50/ hora              55 / hora
55 / hora

                                 + 2 52     -3



               Impõe-se uma mudança nos referenciais
                  de eficiência e de competitividade!



                                                        22
Problemática de Custeio


 CUSTOS VARIÁVEIS                   CUSTOS DIRETOS

           X                                 X

    CUSTOS FIXOS                   CUSTOS INDIRETOS


Princípios de Custeio             Métodos de Custeio
a. Custeio por Absorção Total     a. Custo-Padrão
b. Custeio por Absorção Ideal     b. Centros de Custos
c. Custeio Variável               c. ABC
                                  d. UEPs

         Princípios + Métodos = Sistema de Custeio       23
Custos



Terminologia e Conceitos Básicos




                                   24
Origem da Contabilidade de Custos

Nasceu com a Revolução Industrial, e tinha como objetivos iniciais:
 – Avaliação de inventários de matérias-primas, de produtos fabricados e de
 produtos vendidos, tudo ao final de um determinado período.
 – Verificar os resultados obtidos pelas empresas   como   conseqüência   da
 fabricação e venda de seus produtos.


Custos produtivos considerados: matéria-prima (MP) e mão-de-obra
  direta (MOD).




                                                                               25
Evolução da Contabilidade de Custos

- A contabilidade de custos
                                                    Reformulação dos
não é uma “CIÊNCIA”           Necessidades de       objetivos da
estática, e com o passar      evolução dadas as     contabilidade de
dos anos, ampliou             complicações da       custos
consideravelmente seu         produção
campo de atuação,
abrangendo, também, as
                                                      • Avaliação de
empresas de serviços.
                                                      inventários e de
                              • Crescimento das
- Fator básico nesta                                  resultados;
                              organizações;
evolução: o                                           • Planejamento e
desenvolvimento dos           • Intensificação da
                                                      controle das
sistemas de                   concorrência;
                                                      atividades;
processamento eletrônico      • Escassez de
de dados.                                             •Tomada de
                              recursos;
                                                      decisões.
                              • Surgimento de
                              novos custos.                              26
Objetivos Atuais da Contabilidade de Custos

Avaliação de inventários e determinação de resultados
   – Avaliação de inventários de matérias-primas, de produtos em processo e de
     produtos acabados, assim como a determinação de resultados.
Planejamento e controle das atividades empresariais
   –   Preparação de orçamentos
   –   Determinação de preços
   –   Análise do comportamento dos custos
   –   Determinação do volume de produção
   –   Determinação de responsabilidades
   –   Etc...
Tomadas de decisões
   –   Fabricar ou sub-contratar
   –   Eliminação e/ou agregação de linhas de produtos
   –   Aceitar ou rejeitar pedidos especiais
   –   Etc...
                                                                                 27
Contabilidade Gerencial de Custos

   Consiste na organização sistematizada de informações relativas
aos custos de uma empresa.

• Compreende três fases:                       Divulgação
                                      (informação sobre os custos)

          Apuração
  (levantamento dos custos)

                                             Análise
                                      (tabulação, aferição e
                                     comparação dos custos)

                                                                     28
Contabilidade Gerencial de Custos

Não é um fim em si mesmo; é uma forma de apoiar os objetivos
  organizacionais, sejam eles quais forem.

É um meio para melhorar a competitividade e a excelência
  empresarial num mercado cada vez mais globalizado.
Fornece subsídios para:
    – Avaliação de estoques e determinação de resultados;
    – Planejamento e controle das atividades empresariais;
    – Tomada de decisões.




                                                               29
Detalhamento (nível de agregação) adequado na
       definição de um sistema de custos

  $                         Custo das
                           informações

                             Benefício das
                             informações




                     Quantidade de
                      informações
                                             30
Classificação de Custos

A. Quanto ao Grau de Média:
  - Custo total x custo unitário
B. Quanto à Variabilidade:
  - Custo fixo x custo variável
  - Custo semi-fixo (escalonado) x custo semi-variável
  (misto)
C. Quanto à Facilidade de Atribuição:
  - Custo direto x custo indireto
                                                         31
Classificação de Custos


A. Quanto ao Grau de Média:

   Custo Total: valor bens e/ou serviços consumidos para
     fabricar um conjunto de unidades do produto.


   Custo Unitário: é obtido pela divisão do Custo Total pelo
     número de unidades produzidas.



                                                               32
Classificação de Custos

B. Quanto à Variabilidade:
   Custo Variável: constante por unidade, varia direta e
     proporcionalmente ao volume de atividades.
       Ex.: Custo da matéria-prima.
      Custo Unitário          Custo Total

        $                      $



                       Q                     Q
                                                           33
Classificação de Custos

B. Quanto à Variabilidade:
   Custo Fixo: permanece constante no curto prazo, indiferente
     do volume de atividades. Diminui à medida que a produção
     aumenta.
      Ex.: Seguro da Fábrica.
      Custo Unitário          Custo Total
        $                      $



                       Q                     Q
                                                                 34
Classificação de Custos

B. Quanto à Variabilidade:

   Custo Semi-Variável (ou Composto)

                        $


                   CF
                               Q



                                       35
Classificação de Custos

B. Quanto à Variabilidade:

   Custo Semi-Fixo (ou Escalonado)

                     $



                               Q



                                       36
Classificação de Custos

C. Quanto à Facilidade de Atribuição:

   Custo Direto: facilmente atribuível a um determinado produto
     ou atividade.
      Ex.: Custo da matéria-prima.


   Custo Indireto: quando há dificuldade de atribuição aos
     produtos ou às atividades.
       Ex.: Salário dos gerentes.


                                                                  37
Custo de Produção (CP)

   Valor de todos os bens e/ou serviços consumidos no processo
produtivo num determinado período. Elementos básicos:
   Matérias-Primas (MP)
    - Materiais integrantes do produto acabado.
   Mão-de-Obra (MOD)
    - Mão-de-Obra fácil e diretamente consignável a um
      determinado produto (ou serviço).
   Custos Indiretos de Fabricação (CIF)
    - Todos os custos de produção, exceto MP e MOD.
                      CP = MP + MOD + CIF
                                                                 38
Custos de Transformação (CT)

   Custos incorridos para transformar matéria-prima em produtos
acabados. Corresponde ao valor agregado (mais-valia) de
produção.
   Conceito de extrema importância, pois reflete os “verdadeiros”
custos de uma empresa industrial. Isto porque uma empresa vende
seu trabalho, isto é, o valor agregado às matérias-primas utilizadas,
que deveriam ser apenas objetos de trabalho.


                          CT = MOD + CIF


                                                                        39
Os Grandes Princípios de Custeio

1. CUSTEIO POR ABSORÇÃO TOTAL
=> Todos os custos fixos são distribuídos à produção.


2. CUSTEIO POR ABSORÇÃO IDEAL
=> Somente uma parcela ideal (normal) dos custos fixos é distribuída
à produção.


3. CUSTEIO VARIÁVEL
=> Os custos fixos não são distribuídos à produção.
                                                                       40
Absorção Total x Custeio Variável

Ex.: CF = 1.000,00/mês       v = 10,00/unidade
• Se Q = 10 unidades/mês, então
      Custo Unitário = 10,00 + 1.000,00 = 110,00
                            10
• Se Q = 5 unidades/mês, então
     Custo Unitário = 10,00 + 1.000,00 = 210,00
                                   5
• Se Q = 1 unidade/mês, então
     Custo Unitário = 10,00 + 1.000,00 = 1.010,00
                                  1
• Se Q = 0 unidade/mês, então
     Custo Unitário = _________ + 1.000,00 =
                                       0            41
Cálculo dos Custos Unitários

                                        Custo Fixo
Custeio por Absorção Total = v +
                                      Produção Boa

                                        Custo Fixo
Custeio por Absorção Ideal = v +
                                   Capacidade Instalada

Custeio Variável           = v + Fixo




                                                          42
Absorção Total x Absorção Ideal

Ex.: CF = 10.000,00/mês
    QNORMAL = 1.000 unidades/mês CFUNIT.= 10,00/unidade
• Se Q = 800 unidades/mês
    a. Custeio por Absorção Total:          “Os custos fixos
       CF = 10.000,00 = 12,50/unidade       devem ser rateados
               800                          entre        toda   a
    b. Custeio por Absorção Ideal:          produção”.
                                           “A produção boa não
       CF = 10.000,00 = 10,00/unidade      deve ser penalizada
              1.000                        pelas variações do
    Perda = 200 x 10,00/unidade = 2.000,00 nível de atividade”.
                                                                    43
Exercício de Apoio 1:

     O gerente de vendas da empresa ABC está preocupado com a contínua
queda das vendas de seus produtos. Analisando o mercado, ele observou que a
concorrência sofreu reduções de vendas menos significativas do que sua
empresa, o que lhe fez concluir que o maior problema estava nos custos de
produção. Em função disso, mandou fazer um levantamento das principais
informações relativas ao cálculo dos custos de produção dos produtos fabricados
pela empresa. Essas informações são as seguintes:

                                       Produto A       Produto B    Produto C
   Custos fixos ($/mês)                10.000,00       20.000,00    15.000,00
   Custos variáveis unitários            20,00           15,00         30,00
   Capacidade produção (un./hora)          5               4             5
   Jornada de trabalho (horas/mês)        200             200           200

                                                                                  44
Exercício de Apoio 1 - Continuação

    Além desses dados, foram ainda levantadas algumas informações
relativas à efetiva utilização da capacidade instalada da empresa:

                              Produto A   Produto B    Produto C
      Produção realizada:
         a - Março              1.000        700          800
         b - Abril                800        600          800
         c - Maio                 600        500          600
         d - Junho                500        400          500
   Horas trabalhadas:
         a - Março                200        200          200
         b - Abril                200        180          160
         c - Maio                 140        160          140
         d - Junho                140        120          100        45
Exercício de Apoio 1 - Continuação

    A empresa utiliza os princípios do custeio por absorção total, e
calcula seus preços de venda da seguinte forma:
Preço = (custos variáveis unitários + custos fixos unitários) x 1,4.
   PEDE-SE:
   a. Com base nos dados apresentados, calcule os custos de
produção dos três produtos para os 4 meses analisados,
considerando:
     a 1. Custeio por absorção total.
     a 2. Custeio por absorção ideal.
     a 3. Custeio variável.

   b. Classifique em eficientes e/ou ineficientes os gastos incorridos
pela empresa nos 4 meses analisados.
                                                                         46
Exercício de Apoio 1 - Continuação

                            A       B     C
Custo variável/un.         20,00   15,00 30,00
Custo fixo/un.             10,00   25,00 15,00
Custo total/un.            30,00   40,00 45,00

a) Cálculo dos Custos Unitários

                  A                B                 C
        Total Ideal Var.     Total Ideal Var.   Tota l Ideal
Var.
Março
Abril
Maio
Junho
                                                               47
Cálculo dos Custos Unitários - Produto A
                                       Custo Fixo
a. Custeio por Absorção Total = v +
                                      Produção Boa

                10.000
Março: 20 +              = 30,00
                1.000
                10.000
Abril:   20 +            = 32,50
                 800
                10.000
Maio: 20 +               = 36,67
                 600

Junho: 20 + 10.000       = 40,00
                                                     48
             500
Cálculo dos Custos Unitários - Produto A
                                      Custo Fixo
b. Custeio por Absorção Ideal = v +
                                      Capacidade Inst.

                 10.000
Março: 20 +               = 30,00
                  1.000
                 10.000
Abril:   20 +             = 30,00
                  1.000
                 10.000
Maio: 20 +                = 30,00
                  1.000
                10.000
Junho: 20 +               = 30,00
                1.000                                    49
Cálculo dos Custos Unitários - Produto A

c. Custeio Variável       = v + Fixo

Março: 20 +           = 20,00


Abril:   20 +         = 20,00


Maio: 20 +            = 20,00


Junho: 20 +           = 20,00
                                              50
Exercício de Apoio 1 - Continuação

                          A     B     C
Custo variável/un.       20,00 15,00 30,00
Custo fixo/un.           10,00 25,00 15,00
Custo total/un.          30,00 40,00 45,00

a) Cálculo dos Custos Unitários

                 A                       B                        C
      Total   Ideal    Var.   Total    Ideal     Var.    Total     Ideal Var.
Março 30,00   30,00   20,00   43,57   40,00    15,00    48,75    45,00 30,00
Abril 32,50   30,00   20,00   48,33   40,00    15,00    48,75    45,00 30,00
Maio 36,67    30,00   20,00   55,00   40,00    15,00    55,00    45,00 30,00
Junho 40,00   30,00   20,00   65,00   40,00    15,00    60,00    45,00 30,00
                                                                                51
Exercício de Apoio 1 - Continuação

b) Cálculo das Perdas (em valores totais)
                   A                 B                              C
         Custo    Inef. Ocios. Custo Inef.           Ocios. Custo Inef. Ocios.
 Março
 Abril
 Maio
 Junho

                 Março         Abril        Maio          Junho
 Capacidade 1.000            1.000         1.000         1.000          Ociosidade
                      Ø                Ø           300            300
 Utilização   1.000          1.000          700           700
                         Ø           200           100            200   Ineficiência
 Produção     1.000           800           600           500
                                                                                  52
Exercício de Apoio 1 - Continuação

                 A                       B                       C
      Custo    Inef.   Ocios. Custo      Inef.     Ocios.    Custo Inef.   Ocios.
Março 30.000      -      -     28.000      2.500     -      36.000 3.000      -
Abril 24.000   2.000    -      24.000      3.000   2.000    36.000 -       3.000
Maio 18.000    1.000   3.000 20.000        3.500    4.000   27.000 1.500   4.500
Junho 15.000   2.000   3.000 16.000        2.000    8.000   22.500 -       7.500



               Março         Abril        Maio          Junho
Capacidade 1.000           1.000         1.000         1.000
                       Ø             Ø           300           300 Ociosidade
Utilização   1.000         1.000          700           700
                       Ø                         100           200 Ineficiência
Produção     1.000          800 200       600           500
                                                                                    53
Exercício de Apoio 2:

    Você acaba de ser contratado para gerenciar a área de custos da empresa
SM, e sua primeira incumbência é a de recalcular os custos dos produtos por ela
fabricados, bem como avaliar sua lucratividade. Recorrendo ao banco de dados
da empresa, você obtém os seguintes números relativos ao último mês de
produção:
                                         Produto A               Produto B
   Tempo-padrão de produção                1h/un.                0,5 h/un.
   Produção boa                            50 un.                 40 un.
   Refugos                                 20 un.                 20 un.
   Custos variáveis unitários             10,00/un.              20,00/un.
    Esses dois produtos são fabricados numa única máquina, a qual trabalha
numa jornada regular de trabalho de 200 horas. No mês analisado, entretanto,
essa máquina trabalhou apenas 150 horas, das quais 100 horas no produto A e
50 horas no produto B. Sabendo-se que os custos fixos de produção somam $
2.000,00/mês, PEDE-SE:                                                            54
Exercício de Apoio 2 - Continuação



a) Utilizando-se dos três princípios de custeio, calcule os custos
unitários dos dois produtos.


b) Detalhe os gastos incorridos pela empresa, classificando-os em
eficientes, ociosos, refugados e ineficientes.




                                                                     55
IDÉIAS BÁSICAS




                 56
IDÉIAS BÁSICAS




                 57
Análise de Custo - Volume - Lucro
 (Análise de Gasto - Volume - Lucro)




                                       58
Análise C-V-L



                             Objetivos
   PLANEJAMENTO                +                    LUCRO
                             Meios
   LUCRO = Variável-resultado da gestão empresarial.

   Análise C-V-L
    Técnica que permite estudar os inter-relacionamentos entre
Custos, Volume ou Nível de Atividade e Receitas, para medir sua
influência sobre o lucro.

                                                                  59
Break-Even Point

           15%
     %
     003
                             A expressão “Ponto de
     7
9


                          Equilíbrio”     está     sendo
         CF


    50                    gradativamente       substituída
                          por “Análise Custo-Volume-
                          Lucro”, pois o Ponto de
                          Equilíbrio é apenas uma das
                          partes do estudo das relações
                          entre receitas e gastos.



                                                             60
Importância da Análise C-V-L

• Apóia a Tomada de Decisões relativamente a:
   – Fabricar ou comprar
   – Introdução de linhas de produto
   – Determinação de preços de venda
   – Dimensionamento da empresa
• Planejamento
   – Facilita a elaboração de orçamentos
   – Permite a projeção de lucros
   – Induz à redução de gastos
• Controle
   – Facilita o controle orçamentário
   – Permite a realização de orçamentos flexíveis

                                                    61
Ponto de Equilíbrio em Empresas Monoprodutoras


    A análise CVL baseia-se na identificação do volume de atividade
 (ou faturamento) mínimo, onde a empresa não terá nem lucro nem
 prejuízo.
                 RECEITAS = CUSTOS + LUCRO
    Por definição, no ponto de equilíbrio, L = 0. Portanto, para o caso
 particular de uma empresa monoprodutora, essa igualdade poderá
 ser escrita da seguinte maneira:
                          p x Q = CF + v x Q
    p = Preço de Venda Unitário
    v = Custos Variáveis Unitários
    Q = Quantidade Produzida e Vendida do Produto
    CF = Custos Fixos do Período de Análise                               62
Ponto de Equilíbrio em Empresas Monoprodutoras


    Isolando-se “Q” na equação anterior, chega-se a:

                         Q* = CF = CF
                              p - v MCu
    Q* = Quantidade de Equilíbrio
    MCu = Margem de Contribuição Unitária = p - v
    MCu representa a parcela do preço de venda que poderá ser
 utilizada para a cobertura dos custos fixos e para a obtenção do
 lucro.
    A Margem de Contribuição Total (MCT) é calculada por:
             MCT = R - v x Q ou MCT = MCu x Q                       63
Exemplo Ilustrativo
                        Empresa “A”    Empresa “B”
              MCu         10,00             15,00
              p           20,00          1.015,00
              v           10,00          1.000,00
              RCu         0,50          15 = 0,015
                                      1.015


MCu           Lucratividade
RCu           Rentabilidade
        MCu
RCu =
         p                                           64
Ponto de Equilíbrio em Empresas Monoprodutoras


    O faturamento de equilíbrio numa empresa monoprodutora é
 dado por:

    Ro = p x Q* = CF = CF
                 1 - (v / p) RCu
    Ro = Faturamento de Equilíbrio
    RCu = Razão de Contribuição Unitária = MCu
                                            p
    RCu representa a percentagem com que cada unidade
 monetária obtida pela venda do produto/serviço contribui para cobrir
 os custos fixos e gerar o lucro - Representa a “Rentabilidade
 Variável” dos produtos/serviços.
                                                                        65
Representação Gráfica de Q* e Ro


            $
                             RT
                                  CT

RCu    Ro                              v

                                       CF
                                   Q
                   Q*

                  MCu
                                            66
Representação Gráfica Alternativa


                             $
                                                     L
Resultado Líquido




                    L
                                 P.E.

                                        Nível de Atividade
                    P
                                                Área de Lucro
                        CF
                                                Área de Prejuízo

                                                                   67
Exemplo 1 - Análise da MCu e da RCu

                          Empresa “A”   Empresa “B”
              p               10,00          20,00
              v                6,00          16,00
              CF          300.000,00      300.000,00
              MCu              4,00           4,00
              RCu              0,40           0,20
              Q*             75.000         75.000
              Ro          750.000,00    1.500.000,00


   A empresa “A” encontra-se em melhor situação que “B”, apesar
das duas apresentarem a mesma MCu e o mesmo Q*. A possui
uma RCu duas vezes maior do que “B”, o que lhe confere uma
maior rentabilidade (e um menor risco).                           68
Exemplo 1 - Continuação

                          RB
                               CB

                               RA

                                    CA
1.500


 750

 300

                               Q
                75
                                         69
Análise C-V-L
                   Exercício de Apoio 1
    A empresa “XX” opera uma cadeia de sapatarias e está tentando
descobrir se vale a pena abrir outra loja, que teria as seguintes
relações de custo e receita:
   CUSTOS VARIÁVEIS
   Preço de Venda                    $ 5,00 / par
   Custo dos Sapatos                 $ 4,00 / par
   Comissão dos Vendedores           $ 0,25 / par
   CUSTOS FIXOS ANUAIS
   Aluguel                           $ 5.500,00
   Salários                          $ 17.600,00
   Serviços Públicos                 $ 2.100,00
   Outros Custos Fixos               $ 4.800,00
                                                                    70
Análise C-V-L
        Exercício de Apoio 1 - Continuação
   PEDE-SE:
    a. Determine o ponto de equilíbrio anual em termos monetários e
de unidades físicas.
    b. Se forem vendidos 35.000 pares, qual será o lucro líquido da
empresa?
    c. Se o gerente da loja receber $0,05 por par, a título de
comissão, qual será o ponto de equilíbrio em termos monetários e de
unidades físicas?
    d. Buscando-se os dados originais, se o pagamento de
comissões for interrompido em favor de um aumento salarial no
montante de $8.000,00, qual será o ponto de equilíbrio em termos
monetários e em unidades físicas?
    e. Baseando-se nos dados originais, se o gerente receber $0,10
por par vendido acima do ponto de equilíbrio, qual será o lucro
líquido da empresa na venda de 50.000 pares?
                                                                      71
Análise C-V-L
                   Exercício de Apoio 2
    Um fabricante de painéis solares está indeciso entre COMPRAR
ou FABRICAR um determinado componente.
    Se ele decidir pela fabricação, deverá realizar um investimento
fixo de $3.500,00 por mês, incorrendo ainda em custos variáveis de
$1,00 por unidade fabricada.
    Alternativamente, um fornecedor lhe propõe os seguintes preços:
    a. $1,55/unidade para Q <= 10.000 unidades;
    b. $1,30/unidade para Q > 10.000 unidades.

   Analise o problema e forneça ao empresário elementos que o
ajudem a tomar uma boa decisão.

                                                                      72
Análise C-V-L - Pressupostos Simplificadores

    a) Preços de venda constantes para qualquer nível de atividade;
    b) Todos os custos podem ser classificados em Fixos e Variáveis;
    c) Custos Fixos constantes para qualquer nível de atividade;
    d) Custos Variáveis diretamente proporcionais ao volume de
produção;
    e) Preços dos insumos constantes para qualquer volume de
compras;
    f) Durante o horizonte de planejamento, não haverá mudanças na
política administrativa, no processo produtivo, na eficiência de
homens e máquinas, nem no controle dos custos;
    g) No caso de empresas multiprodutoras, a participação dos
produtos na receita total será conhecida;
    h) O volume de produção e vendas apresentarão um alto grau de
sincronização.
                                                                       73
Exemplo 2
Indústria Automatizada X Indústria Manufatureira
 Empresa Integrada X Empresa Descentralizada

                      Empresa “A”   Empresa “B”
           Receitas   100.000,00      100.000,00
           CF          70.000,00       30.000,00
           Q              10.000         10.000
           p               10,00           10,00
           v                2,00            6,00
           MCu              8,00            4,00
           RCu              0,80            0,40
           Q*              8.750           7.500
           Ro          87.500,00       75.000,00




                                                   74
Exemplo 2
Indústria Automatizada X Indústria Manufatureira

    O exemplo 2 mostra a decisão típica de automação, pois a
 empresa “A” possui grandes investimentos fixos, compensados por
 pequenos custos variáveis - uma grande MCu. Contrariamente, “B”
 possui investimento fixo pequeno, mas com um custo variável bem
 maior, o que representa uma MCu menor.
    A empresa “A”, para ser rentável, necessita de um volume de
 produção e vendas bem mais significativo do que a empresa “B”,
 sendo também bem mais sensível a eventuais variações nos níveis
 de atividade (o que implica numa alavancagem operacional e num
 nível de risco bem maior para a empresa “A” do que para a empresa
 “B”).

                                                                     75
Exemplo 2
Indústria Automatizada X Indústria Manufatureira


              $



                  A
         70

                  B
         30

                                              Q
                  2500 5000 7500 8750 10000
                                                   76
Margem de Segurança
  Como medir o risco?
                               R - Ro
                        MS =            x 100
                                R
   “A Margem de Segurança identifica qual a % de faturamento que
pode ser perdida sem que a empresa incorra em prejuízo.”


  MSA = 100.000 - 87.500 x 100 = 12,5%
            100.000

  MSB = 100.000 -75.000 x 100 = 25,0%
            100.000                                                77
Margem de Contribuição e os Fatores Restritivos


    A produção e venda prioritária dos produtos com maior margem
 de contribuição não implicará na maximização dos lucros totais da
 empresa.
    Isto se dá por existirem fatores restritivos, que limitam a produção
 ou venda dos diversos produtos. O mais comum é o tempo utilizado
 por um produto nos vários estágios do processo.
    O critério a ser adotado para a escolha dos produtos que
 maximizarão os lucros, a uma dada capacidade, é a maior
 contribuição possível por unidade do fator restritivo.



                                                                           78
Exemplo 1 - Utilização Diferenciada da Estrutura de
                     Produção

                          Produto “A”    Produto “B”
          Preço              20,00          30,00
           v                 14,00          18,00
          MCu                 6,00          12,00
          RCu                 30 %          40 %
          Produção/hora 3 unidades      1 unidade
          MCu/hora           18,00         12,00




                                                       79
Exemplo 2 - Rotação de Estoques Diferenciada


                     Loja “A”     Loja “B”
       Preço            8,00        7,00
        v               6,00        6,00
       MCu              2,00        1,00
       RCu              25 %        14 %
       Vendas/ano   20.000 un.   44.000 un.
       MCT/ano      40.000,00    44.000,00




                                               80
Exemplo Ilustrativo

        Custo Fixo = 100.000              % FAT 0,40            0,30       0,30

                                          RCu = 0,4 x 0,4 + 0,3 x 0,3 + 0,3 x 0,2 = 0,31 = 31%
                A         B       C
Preço         10           10      10     Ro = CF       RA = Ro x % A       QA = R
                                                                                   A
                                               Rcu
v                   6         7       8                                            PA
                                                        RB = Ro x % B       QB =
                                                                                   RB
MCu                 4         3       2
                                                                                   PB
RCu            0,40      0,30     0,20                  RC = Ro x % C       QC =
                                                                                   RC
CF especif. 36.000 15.000 18.000
                                                                                   Pc
CF comuns               31.000
                                                                                           81
Ponto de Equilíbrio em Empresas Multiprodutoras


     Dada a raridade de empresas monoprodutoras, é necessário
 adaptar-se os conceitos para empresas multiprodutoras.
     Em empresas multiprodutoras, Q* só pode ser determinado
 depois de calcular-se o ponto de equilíbrio em unidades monetárias.
     Por esta razão, é preciso deduzir uma expressão que permita
 determinar o ponto de equilíbrio em unidades monetárias sem
 necessidade de conhecer previamente o ponto de equilíbrio em
 unidades físicas.
     Recomenda-se a definição de uma RCu média para a empresa,
 a qual será representativa dos produtos que fabrica. A RCu média
 será obtida pela média das RCu’s dos diversos produtos da
 empresa, ponderadas por suas respectivas participações no
 faturamento.
                      RCu = Σ RCu “i” x % “i”                          82
Ponto de Equilíbrio em Empresas Multiprodutoras

     Produto         RCu “i”         % no Faturamento        Ponderação
      1              RCu 1                  %1               RCu 1 x % 1
      2              RCu 2                  %2               RCu 2 x % 2
      -              -------                -----            ----------------
      n              RCu n                  %n               RCu n x % n


    A empresa estará definindo um “produto fictício” que representará
 toda produção, sendo a RCu desse produto a calculada acima. A
 seqüência de cálculos é a mesma seguida para empresas
 monoprodutoras.
    Para a participação dos produtos no faturamento, poderá utilizar-se
 tanto dados históricos de vendas quanto projeções (ou estimativas) para
 os períodos futuros que se queira analisar.                                    83
Exemplo Ilustrativo


   Produto         RCu            % no Faturamento         Ponderação
      1            0,30                  50%               0,15
      2            0,20                  30%               0,06
      3            0,10                  20 %              0,02
                                                    RCu = 0,23
Se CF = 460.000,00            Ro = 460.000,00 = 2.000.000,00
                                         0,23
R1 = 2.000.000,00 x 0,5 = 1.000.000,00     Se p1 = 10,00   Q1* = 100.000
R2 = 2.000.000,00 x 0,3 = 600.000,00       Se p2 = 12,00   Q2* = 50.000
R3 = 2.000.000,00 x 0,2 = 400.000,00       Se p3 = 8,00    Q3* = 50.000
                                                                           84
Exemplo Geral


                     Produto “A”    Produto “B”     Produto “C”
       p                  10,00          10,00          10,00
       v                   6,00           5,00           7,50
       % Fat.             50 %            30 %           20 %
       CF            120.000,00     100.000,00      80.000,00
       MCu                 4,00           5,00           2,50
       RCu                 0,40           0,50           0,25



   Além dos custos fixos específicos a cada linha de produtos, ainda
existem $100.000,00 de custos fixos comuns aos três produtos.

                                                                       85
Exemplo Geral - Solução


a. Q* e Ro para cobrir os custos específicos das linhas de produtos:

                        Q* = CF e Ro = CF
                             MCu       RCu

        Q1* = 30.000 e R 1 = 300.000,00
        Q2* = 20.000 e R 2 = 200.000,00
        Q3* = 32.000 e R 3 = 320.000,00




                                                                       86
Exemplo Geral - Solução (Continuação)


b. Q* e Ro para cobrir os custos fixos comuns:

RCu = ( 0,4 x 0,5) + (0,5 x 0,3) + (0,25 x 0,2) = 0,4

Ro = CF = 100.000,00 = 250.000,00
     RCu     0,4

        R 1 = 250.000,00 x 0,5 = 125.000,00      Q1* = 12.500
        R 2 = 250.000,00 x 0,3 = 75.000,00       Q2* = 7.500
        R 3 = 250.000,00 x 0,2 = 50.000,00       Q3* = 5.000


                                                                87
Exemplo Geral - Solução (Continuação)


c. Q* e Ro para cobrir a totalidade dos custos fixos da empresa:


        Q1* = 42.500            e       R 1 = 425.000,00
        Q2* = 27.500            e       R 2 = 275.000,00
        Q3* = 37.000            e       R 3 = 370.000,00
        QT* = 107.000           e       RT = 1.070.000,00




                                                                   88
Pontos de Equilíbrio Contábil, Econômico e Financeiro


      A diferença entre esses três pontos de equilíbrio são os custos fixos
   a serem considerados em cada caso:
      a. Ponto de Equilíbrio Contábil: são levados em conta todos os
   custos fixos contábeis relacionados com o funcionamento da empresa.
      b. Ponto de Equilíbrio Econômico: adiciona-se aos custos fixos
   anteriormente citados, todos os custos de oportunidade, como por
   exemplo aqueles referentes ao uso do capital próprio, ao possível
   aluguel das edificações (caso a empresa seja proprietária), perda de
   salários, etc..
      c. Ponto de Equilíbrio Financeiro: os únicos custos fixos a serem
   considerados são aqueles que serão efetivamente desembolsados no
   período de análise, isto é, aqueles que onerarão financeiramente a
   empresa.                                                                   89
Pontos de Equilíbrio Contábil, Econômico e Financeiro


     Exemplo:

     Dados Gerais:

     - Preço de venda: $8,00/unidade.
     - Custos variáveis: $6,00/unidade.
     - Custos fixos: $4.000,00/ano (dos quais $800,00 de depreciação)
     - Patrimônio líquido da empresa: $10.000,00.
     - Taxa mínima de remuneração do capital investido: 10% ao ano.


                                                                        90
Ponto de Equilíbrio Contábil - Qc*


              Qc* = 4.000,00 = 2.000 unidades/ano.
                       2,00

   Análise:
   Identifica a quantidade mínima a ser vendida para cobrir os
custos contábeis da empresa.
   Representa o ponto de equilíbrio operacional e é adequado para
análises de médio prazo.




                                                                    91
Ponto de Equilíbrio Econômico - Qe*


      Qe* = 4.000,00 + 1.000,00 = 2.500 unidades/ano.
                    2,00
   Análise:
   Mostra a quantidade mínima que a empresa terá que vender para
assegurar a rentabilidade real, dada pela taxa de mínima
remuneração do capital investido. É adequado para análises de
longo prazo.
   Os custos de oportunidade são muito subjetivos e difíceis de
serem calculados - são apenas um instrumento gerencial de apoio à
tomada de decisões, não representando os custos reais da empresa.


                                                                    92
Ponto de Equilíbrio Financeiro - Qf *


         Qf * = 4.000,00 - 800,00 = 1.600 unidades/ano.
                       2,00

   Análise:
    Informa o quanto a empresa terá que vender para não ficar sem
dinheiro e, assim, ter que tomar empréstimos, prejudicando ainda
mais sua lucratividade. É adequado para análises de curto prazo.
    Se a empresa estiver operando abaixo do ponto de equilíbrio
financeiro, ela poderá até mesmo cogitar uma interrupção temporária
de suas atividades.

                                                                      93
Análise C-V-L
                   Exercício de Apoio 3
    Milton Poeta é dono e administrador do Motel Paraíso. Poeta é
um engenheiro qualificado e poderia ganhar um salário de $9.600,00
por ano, mas prefere ser dono de seu próprio negócio. Para tanto,
investiu todas as suas economias, num total de $30.000,00, na
construção do motel.
    O motel tem 50 quartos disponíveis, que são alugados a $8,00
por dia. Os custos variáveis de operar o motel montam a $1,60 por
dia e por quarto alugado. Os gastos fixos mensais e a utilização
histórica são os seguintes:
 Depreciação          $ 2.400,00 Quartos/Semestre Abr - Set Out - Mar
 Impostos e Seguros $ 2.000,00        Alugáveis        9150      9100
 Manutenção           $ 1.280,00      Alugados         5050      8700
 Diversos             $ 720,00           Vagos         4100       400
                                                                        94
Análise C-V-L
        Exercício de Apoio 3 - Continuação
   PEDE-SE:
    a. Elabore uma demonstração (desdobrada em estações de 6
meses), mostrando se o Sr. Poeta está ganhando ou perdendo
dinheiro no ano.
    b. Qual o número de aluguéis por mês que ele precisa ter para
atingir os pontos de equilíbrio (considerar uma taxa de mínima
remuneração do capital de 10% ao ano):
    b.1. Econômico
    b.2. Contábil
    b.3. Financeiro
    c. Supondo que os gastos fixos de manutenção e diversos sejam
elimináveis a curto prazo, determine a quantidade mínima de quartos
alugados que justificaria o funcionamento do motel.
                                                                      95
Ponto de Fechamento (QF*)


   O ponto de fechamento QF* indica o nível de atividade mínimo
que justificará o funcionamento da empresa como um todo ou de
uma linha de produtos em particular.
   Sua definição baseia-se no fato de uma parte dos custos fixos
serem elimináveis - a curto prazo, o que faz a empresa incorrer em
alguns custos fixos (os não elimináveis a curto prazo*) mesmo que
encerre completamente suas atividades em geral (ou atividades de
produção de uma linha de produtos em particular).
   * aluguéis, seguros, parte da mão-de-obra, depreciação, etc.



                                                                     96
Ponto de Fechamento (QF*)


   O ponto de fechamento QF* será a quantidade de produção
onde a empresa consegue cobrir os custos fixos elimináveis, aqueles
custos que não existiriam se ela não funcionasse.

   QF* = CF Elimináveis
                MCu
   Assim, se a empresa atuar acima do seu QF* estará
minimizando seu prejuízo, uma vez que conseguirá cobrir uma parte
dos custos fixos não-elimináveis (que existiram mesmo se ela não
produzisse nada).


                                                                      97
Ponto de Fechamento (QF*) - Exemplo


CF = 10.000,00              CF Elimináveis     = 7.000,00
                            CF Não-Elimináveis = 3.000,00
MCu =       10,00
QF* = 7.000,00 = 700 e Q* = 10.000,00 = 1.000
         10,00                      10,00

    A empresa só deverá parar de operar se o nível de atividade
for inferior a 700 unidades. Seu funcionamento para volumes de
produção entre 700 e 1.000 unidades (deficitários) fará com que
a empresa minimize seu prejuízo total, pois ela conseguirá cobrir
parte de seus custos fixos não-elimináveis.

                                                                    98
Interpretação Gráfica


                                                      RT
                               Prejuízo
                                                           CT
                                                           v
10.000                                                     CF não
                                                         eliminável
7.000
                                                               CF
                                                           eliminável
                                                     Q
                              700       1000

    Até 700 o prejuízo vai aumentando, chegando até 3.000 (300
 unid. x 10) = CF não eliminável.                                       99
Ponto de Fechamento e Tomada de Decisão


   O conceito de ponto de fechamento é especialmente válido para
analisar-se a decisão de eliminar ou não um produto ou uma linha de
produtos. Os custos fixos elimináveis serão específicos do produto
(ou da linha de produtos), enquanto os custos fixos não-elimináveis
corresponderão à parcela dos custos fixos comuns da empresa que
são alocados (ou absorvidos) a esse produto (ou a essa linha de
produtos).
    Se o produto cobrir seus custos fixos específicos e uma parte dos
fixos comuns que lhe são alocados, não será desativado no curto
prazo (a longo prazo, a empresa poderá reduzir seus custos fixos
totais, diminuindo a parcela de custos fixos que é alocada ao produto
analisado).
                                                                        100
Método do Custo-Padrão

    De origem americana, este método serve mais para controlar e acompanhar
a produção do que propriamente para medir seus custos, devendo ser encarado
como um instrumento de apoio gerencial.

   Seu objetivo geral é estabelecer medidas de comparação (padrões)
concernentes à eficiência da utilização dos meios de produção e seus custos
associados (MP, MOD e CIF).

   Estes padrões são custos predeterminados, cuidadosamente apurados, que
deveriam ser atingidos dentro de condições operacionais eficientes.




                                                                              101
Método do Custo-Padrão
                               CP = MP + MOD + CIF
Ex.: Apagador
         MP
Padrão Físico        x    Padrão Monetário
1m3 madeira “X”      x   10,00/m3 = 10,00
0,5 m3 madeira “Y”   x   10,00/m3 = 5,00
10 cm2 feltro        x   9,00/cm2 = 90,00
3 g cola             x    1,00/g    = 3,00
2 pregos             x   1,00/prego = 2,00
                                     110,00
         MOD
Padrão Físico    x Padrão Monetário
1 h MOD A        x 10,00/h   = 10,00
2 h MOD B        x 15,00/h   = 30,00
                              40,00
        CIF
Se (MP + MOD) = 150 e      CIF = 45
Então (MP + MOD) x 1,3 para formação do Custo de Produção


                                                            102
Método do Custo-Padrão

VANTAGENS
a. Avaliação de desempenho
b. Incentivo a uma melhor desempenho
c. Facilita a elaboração de orçamentos confiáveis
d. Orientação da política de preços
e. Determinação de responsabilidades
f. Identifica oportunidades de redução de custos
g. Subsidia a adoção de medidas corretivas
h. Diminui o trabalho administrativo
                                                    103
Método do Custo-Padrão

DESVANTAGENS


a. A utilização eficiente do método exige constantes correções nos
   padrões monetários (a simples indexação desses padrões não é
   suficiente, nem confiáveis, para as necessidades do método).


b. Muitas vezes, há dificuldades para a determinação dos valores
   dos padrões (particularmente dos CIF).



                                                                     104
Método dos Centros de Custos

Origem: Alemanha, 1900.
Outros nomes: RKW, BAB, MLC, Seções Homogêneas.
• BAB: Betriebsabrechnungsbogen (Mapa de Alocação de Custos)
• RKW: Reichskuratorium für Wirtschaft (Instituto que estabeleceu as regras
básicas para o custeio de produtos)
• MLC: Mapa de Localização de Custos
Técnica de alocação de custos aos produtos mais usada no Brasil e no mundo.
Sua sistemática representa os procedimentos da contabilidade de custos
tradicional.




                                                                              105
Método dos Centros de Custos

                    Gastos: 10.000,00               A 2.000,00
 Empresa                                                                C
                    Produção: 10 unidades           B 3.000,00       5.000,00
                    Custo Unitário: 1.000,00
Na realidade, podem ser consideradas três empresas distintas. Divide-se, então,
em seções homogêneas:
                                                     Custo dos setores:
                                                   A 2.000,00/13 = 154,00/h
Serviço/Setor       A        B       C        Q    B 3.000,00/6 = 500,00/h
        X           1h     1h        1h       5    C 5.000,00/11 = 454,00/h
        Y           2h     -         1h       3
                                                        Custo unitário dos
        Z           1h     0,5h      1,5h     2             serviços:
Horas Totais       13h     6h        11h                X = 1108
                                                            Y = 762
                                                            Z = 1085
                                                                                  106
Método dos Centros de Custos

Qualquer método deve responder a 5 perguntas básicas:


0. (Quando?) - implícita
                           a
1. Quanto?   a
2. O Quê (em quê)?
                     a
3. Onde?   a
4. Como?                   Análise da eficiência?
                               Cálculo dos custos dos serviços?




                                                                  107
Método dos Centros de Custos

A alocação de custos se dá em duas fases:
* Na primeira, divide-se a empresa em centros de custos e
distribuem-se todos os itens de custos através de bases de
rateio conseguindo-se, desta forma, os custos totais do
período para cada centro de custos.
* Na segunda fase, os custos são alocados das seções aos
serviços.


A divisão da empresa em centros distintos é conveniente
para efeito de facilitar a apropriação do custo.
Assim, o rateio das despesas é mais fácil, mais correto e
mais rigoroso, pois é realizado em campo mais delimitado.


                                                             108
Grupos de Centros de Custo

    Numa empresa podem ser encontrados os seguintes agrupamentos de
centros de custos, conforme as funções que desempenham:


   * CENTROS COMUNS
                                       Centros indiretos, de apoio
   * CENTROS AUXILIARES


   * CENTROS OPERACIONAIS




                                                                      109
Método dos Centros de Custos
                            CENTROS COMUNS


* Não estão diretamente relacionados à produção de um bem ou serviço.
* Função:
     - Fornecer serviços para todos os outros centros de custos.
* Finalidade principal:
     - Coordenação de todas as atividades.
A causa de seus custos é o todo da empresa.
     Ex.: Diretoria, Refeitório,       Tesouraria,     Contabilidade,   RH,
       Departamento Jurídico, etc.


                                                                              110
Método dos Centros de Custos

                   CENTROS AUXILIARES

Suportam o processo operativo.
Função Básica:
   - Execução de serviços que beneficiam as operações
      em geral.
   Ex.: Eng., Manut., Compras, PCP, Almox., etc.
Custos:
   - Acumulados por responsabilidade departamental
      para controle.
   - Redistribuídos aos departamentos produtivos para
      fins de custeio dos produtos/serviços.
                                                        111
Método dos Centros de Custos

                   CENTROS OPERACIONAIS

Contribuem, de forma direta, para a produção de um item ou serviço
e incluem os setores nos quais os processos de execução têm lugar.
 Os custos atribuídos a cada centro de custo operacional
representarão o total dos custos incorridos pelo setor, para a
produção da totalidade dos itens que por ele passaram, num
determinado período de tempo.
 Grande parte dos custos dos centros operacionais são indiretos,
oriundos dos centros auxiliares e, portanto, uma redistribuição
precisa desses custos indiretos entre os centros operacionais é
indispensável para a obtenção dos custos reais dos
                                                                     112
produtos/serviços.
Exemplo Geral do Método dos Centros de Custos

           Bases de Rateio    Adm. Geral         Projetos         Manutenção        Oper 1       Oper2
           Valor dos Equip.     50                 100                 100              350              400
           Área (m2)            10                  20                  20              25                25
           Nº Empregados        10                  20                   5               5                10
           Horas de Projeto      -                   -                   5              10                15
           Horas Manutenção      -                   -                   -              80                20




Centro de Custo                      Valor($)        Adm. Geral         Projetos   Manutenção   Oper 1         Oper 2
Salários                             12.000,00
Depreciação                          10.000,00
Mat. Consumo                          3.000,00
Aluguéis                              1.000,00
Total                                26.000,00



                                                                                                                    113
Exemplo Geral do Método dos Centros de Custos



Centro de Custo    Base Rateio       Valor($)    Adm. Geral   Projetos    Manutenção   Oper 1       Oper 2
Salários          Conf. Relação      12.000,00   5.000,00     1.000,00    1.000,00     2.500,00     2.500,00
Depreciação       Valor Equip.       10.000,00    500,00      1.000,00    1.000,00     3.500,00     4.000,00
Mat. Consumo      Conf. Requisição    3.000,00   1.000,00       500,00     500,00       500,00      500,00
Aluguéis          Área                1.000,00    100,00        200,00     200,00       250,00      250,00
Total                                26.000,00   6.600,00      2.700,00    2.700,00    6.750,00   7.250,00




                                                                                                         114
Exemplo Geral do Método dos Centros de Custos
Centro de custo          Base Rateio        Valor($)            Adm. Geral   Projetos           Manutenção            Oper 1           Oper 2
Salários                Conf. Relação       12.000,00            5.000,00    1.000,00           1.000,00            2.500,00          2.500,00
Depreciação             Valor Equip.        10.000,00              500,00    1.000,00           1.000,00            3.500,00          4.000,00
Mat. Consumo            Conf. Requisição     3.000,00            1.000,00    500,00               500,00             500,00           500,00
Aluguéis                Área                 1.000,00              100,00     200,00              200,00             250,00           250,00
Subtotal 1                                  26.000,00            6.600,00    2.700,00           2.700,00        6.750,00              7.250,00
Nº Empregados                                                                3.300,00             825,00        825,00                1.650,00
Horas de Projeto                                                                                1.000,00        2.000,00              3.000,00
Horas Manutenção                                                                                                3.620,00              905,00
Subtotal 2                                                                                                      13.195,00              12.805,00
                                                                                                                          ÷               ÷
                                                                                                                    145 h             200 horas
                                                                                                                         =                =
                                                                                                                    91,00/hora        64,03/hora




              Serviço                                  Oper 1                                   Oper 2                        Total
              X                            2 horas                182,00               1 hora               64,03           246,03
              Y                            1 hora                  91,00                2 horas            128,06         219,06               115
Centros de Custos - Exercício de Apoio

   Os gastos da empresa OUROFIX S.A. vêm crescendo constantemente
nos últimos meses. Preocupado com isto, o Diretor Superintendente
mandou fazer nos meses de abril e maio um levantamento completo
acerca da estrutura desses gastos, obtendo os seguintes dados:
   Código       Especificação            ABRIL      MAIO       % FIXA
     801      Mão-de-obra direta      15.000,00 16.000,00        70%
     802      Mão-de-obra indireta     8.000,00    9.300,00    100%
     803      Superintendência         5.000,00    6.500,00    100%
     804      Materiais indiretos     10.000,00 12.000,00       20%
     805      Depreciação             12.000,00 14.000,00       50%
     806      Energia elétrica         3.000,00    3.500,00     40%
     807      Aluguéis                 8.000,00    9.000,00    100%
                                      61.000,00 70.300,00
                                                                        116
Exercício de Apoio - Continuação


   Além disso, um estudo adicional elaborado pela Seção de Estatísticas e
Análises da empresa revelou o seguinte:
                  Área Equipamento MOIND Valor equip. Empregados
   Departamento (m2)      (horas)       (horas)   ($)       (número)
   C. Oper. A     600       600           500    800,00        180
   C. Oper. B     300     1.400           300     200,00       300
   C. Oper. C     400     1.000           400     600,00       260
   C. Comum        50     --------        100     ---------    100
   C. Auxil. 1     50     --------        100     ---------    120
   C. Auxil. 2     80     --------        140     ---------    110
                1.480     3.000        1.540    1.600,00 1.070
                                                                        117
Exercício de Apoio - Continuação


   Sempre de acordo com a Seção de Estatística e Análises, os
gastos de execução devem ser distribuídos aos diversos Centros de
Custos segundo as seguintes bases de rateio primárias:
   Código      Base rateio primária
   801         Nº de empregados
   802         Horas de MOIND
   803         Horas de MOIND
   804         Horas-máquina
   805         Valor equipamentos
   806         Horas-máquina
   807         Área
                                                                    118
Exercício de Apoio - Continuação


    A seção de Estatística sugere, ainda, que os custos primários
dos Centros de Custos Comuns e Auxiliares devam ser distribuídos
aos Centros Operacionais de acordo com as seguintes bases de
rateio secundárias:
   Centros Custos      Base de rateio secundária
   Comum               Nº de empregados
   Auxiliar 1          Horas-máquina
   Auxiliar 2          Horas de MOIND



                                                                    119
Exercício de Apoio - Continuação


    A empresa tem como capacidade 200 horas/mês. No mês de
abril, trabalhou 200 horas nas áreas operacionais e 190 horas nas
áreas de apoio, enquanto que no mês de maio ambas as áreas
trabalharam apenas 180 horas. A empresa executa 3 serviços
diferentes, os quais demandam os seguintes tempos-padrão:
                 Tempos-padrão de execução (horas)
    Serviço      Operação A      Operação B      Operação C
     X             0,02           0,05            0,01
     Y             0,05           ------          0,15
     Z             0,03           0,02            -----


                                                                    120
Exercício de Apoio - Continuação


    O setor de Planejamento e Controle de Operações da empresa
informou, adicionalmente que as vendas tiveram uma leve redução
no mês de maio, e apresentou os seguintes números:

   Serviço     Abril   Maio
    X          2.500   2.400
    Y          1.000   1.000
    Z          3.000   2.600
   Total               6.500 6.000



                                                                  121
Exercício de Apoio - Continuação


   Para os dois meses analisados, PEDE-SE:

   A. Calcular os custos primários de cada um dos Centros de
Custos.
   B. Calcular os custos secundários dos Centros Operacionais.
   C. Calcular os custos de execução dos 3 serviços oferecidos
pela empresa.
   D. Considerando as vendas realizadas nos meses de abril e
maio, fazer uma análise da eficiência da área operacional da
empresa.
   E. Considerando a estrutura de gastos fixos e variáveis da
empresa, calcular seu valor de perdas por ociosidade.
                                                                 122
ABC - ACTIVITY-BASED COSTING
                  Por quê?

Rápida e extraordinária mudança no perfil da demanda e oferta de bens e
    serviços
Economia de Escala                    Economia de Escopo
Diversidade e volatilidade de produtos
Complexidade dos processos empresariais



Necessidade de uma nova forma de análise de custos




                                                                          123
ABC - Características

Origem americana (anos 80).
Desenvolvido pela academia (HARVARD), atendendo demanda do meio
  empresarial.
Causa: os sistemas tradicionais de alocação de custos não atendiam
  mais a realidade das empresas (crescimento dos CUSTOS
  INDIRETOS FIXOS - CIF), para fins de gerenciamento.
Objetivo: desenvolver uma sistemática de alocação de custos que
  permitisse avaliar a eficiência (VALOR AGREGADO) das atividades
  que consumiam os recursos e geravam os CIF.


                                                                     124
ABC - ACTIVITY-BASED COSTING
   (Custeio Baseado em Atividades)


     Processo de custeio de atividades e
produtos/serviços com a finalidade de apoiar e
   subsidiar o gerenciamento dos processos
                 empresariais.




                                                 125
DISTORÇÃO NO CUSTO DE
            PRODUTOS/SERVIÇOS (P/S)
Você tem P/S que são intuitivamente mais fáceis ou difíceis de projetar
e/ou processar?
Você tem gerado ou oferecido, nas mesmas instalações, P/S de alto e
baixo volume?
Você tem uma base de alocação de custos indiretos orientada para
volumes (mão-de-obra, horas-máquina, unidades produzidas)?
Os custos indiretos (de apoio, vendas e administrativos) representam
uma parcela importante dos custos totais de sua empresa?
Você tem uma combinação de clientes de alto e baixo volume?
Alguns clientes concentram as suas compras em produtos de margens
elevadas mais do que outros clientes?
Alguns clientes exigem padrões de qualidade mais elevados do que
outros?
Alguns clientes exigem serviços adicionais?
                                                                      126
QUE DIFERENÇA FAZ A DISTORÇÃO?

EXTERNAMENTE
  Quais contratos disputar e a que preço?
  Quais clientes perseguir?
  Quais produtos/serviços manter em linha?
  Quais produtos promover?
  Quais serviços oferecer?
  Quais serviços serão cobrados à parte?
  Como remunerar a equipe de vendas para que trabalhe para
  maximizar as margens e não as receitas?
INTERNAMENTE
  Por que o custo é o que é?
  O que fazer a respeito (caso não goste dele)?

                                                             127
ABC - PREMISSAS BÁSICAS
Trata os custos indiretos como se fossem diretos, através da análise das atividades
    responsáveis pelo consumo dos recursos.

Custeia atividades e não produtos - produto é conseqüência.

Não é um simples rateio arbitrário de custos indiretos, mas uma tentativa de
    rastreamento para identificar os verdadeiros causadores de custos.

Não está preocupado com a exatidão dos custos, mas com a acurácia na sua
    apuração (permitindo crescente grau de isenção de erros sistemáticos).




                                                                                      128
HIERARQUIA DE ALOCAÇÃO DE CUSTOS


1. Direto

2. Relações causais ou ABC

3. Volume ou rateio




                                   129
ABC VERSUS TRADICIONAL


     Exemplo                   Tradicional         ABC

Taxas de Condomínio    Água: rateio por área   Luz: consumo

Conta de Restaurante   Dividida por n          Conta individual




                                                                  130
ABC/ABM

Sistema de Informações
Propósito:
   •   Suporte à estratégia competitiva
   •   Gestão econômica das empresas
ABC e ABM
       O ABC fornece a informação
       O ABM a utiliza para análises e melhorias




                                                   131
VAMOS REDUZIR CUSTOS ?


   Setor: Manutenção             $/mês: 70.000,00

Salários           50    Organizar M. Preventiva     4
Depreciação        10    Executar M. Preventiva     30
Materiais Gerais    6    Atender M. Emergência      20
Energia Elétrica    3    Treinar mecânicos           2
Diversos            1    Desenvolver dispositivos    3
                         Manter equip. próprios      1
                         Administrar o setor        10




                                                         132
MÉTODO TRADICIONAL X ABC

Produto Volume Hmod Hmáq       Setup   N.pedidos Manuseio Partes
  P1        10    5   5           1        1        1      1
  P2      100    50  50           3        3        3       1
Total Vol 110    55  55           4        4        4       2
Total $ 1100 550 400            480       200      790     3520



Método tradicional - Taxa de overhead: 3520/55 = 64/hora
P1 = 64 x 5 = 320 / 10 = $ 32/unidade
P2 = 64 x 50 = 3200/100 = $ 32/unidade




                                                                   133
MÉTODO TRADICIONAL X ABC
Método de ABC - Taxa de Overhead:
Base horária (1.100 + 550)/55 = 30/hora
Base lote (400 + 480 + 200)/4 = 270/unidade
Base partes 790/2 = 395/unidade

P1                               P2
 30 x 5 =         150                      30 x 50 =    1500
270 x 1 =         270                     270 x 3 =      810
395 x 1 =         395                     395 x 1 =      395
                  815                                   2705
Vol.               10                                    100
Custo           81,50                                  27,05


                                                               134
SISTEMA DE GESTÃO DE CUSTOS


 Análise dos     Custeio     Racionalização
Processos do   Baseado em      e Melhoria
  Negócio       Atividades      Contínua




                                              135
GERENCIAMENTO DE PROCESSOS

 A visão clássica das Empresas
                                    Presidente



     Diretor A      Diretor B        Diretor C      Diretor D    Diretor E



Setor A1 Setor A2 Setor B   Setor C1 Setor C2 Setor C3 Setor D Setor E1 Setor E2




 Questões:
 •   Quem são os Clientes e o Mercado ?
 •   Quais são os Produtos e os Serviços ?
 •   Como são os Fluxos de Trabalho ?
Organização XYZ
                     Organização XYZ
                         Direção
                         Direção

        Função A
        Função A         Função B
                         Função B         Função C
                                          Função C


As Empresas são vistas como um Grande Agrupamento de
   Departamentos (Setores)
Visão decorrente do Antigo PARADIGMA de Divisão do Trabalho
Nenhum Departamento tem Responsabilidade Total por um Processo
   de Trabalho Completo
Gerenciamento é quase sempre voltado à Estrutura Organizacional
   (Recursos) e Não aos Resultados
Há criação de Barreiras Interdepartamentais

                                                            137
A VISÃO DOS PROCESSOS
Enfoque de Processos X Enfoque de Departamentos
                     ORGANIZAÇÃO XYZ




               Função A   Função B   Função C




  Processo 1                                    Produtos


  Processo 2                                    Serviços
FLUXOGRAMA SETORIAL - SEQÜÊNCIA
    DE ATIVIDADES E SETORES
    ATIVIDADES NOS SUBPROCESSOS                   ÁREA RESPONSÁVEL
1. Chegada do Cliente no Banco                    Cliente
2. Recepção do Cliente pelo Atendente             Gerência Pessoa Física
3. Verificação da Solicitação do Cliente          Gerência Pessoa Física
4. Preenchimento do Formulário de Solicitação
de Empréstimo do Cliente                          Gerência Pessoa Física
5. Saída Cliente                                  Cliente
6. Envio da Solicitação de Empréstimo para
Análise do Cadastro                               Gerência Pessoa Física
7. Análise Dados Cadastrais e Histórico Cliente   Setor de Cadastro
8. Envio da Solicitação para Análise das
Condições Financeiras                             Setor de Cadastro
9. Análise das Condições Financeiras Cliente      Setor Financeiro
10. Emissão do Relatório Financeiro do Cliente    Setor Financeiro
                                                                           139
ATIVIDADES NOS SUBPROCESSOS               ÁREA RESPONSÁVEL
11. Envio Solicitação e Relatório para
    Aprovação Gerência                        Setor Financeiro
12. Aprovação da Solicitação de Empréstimo
   pela Gerência                              Gerência
13. Envio Solicitação Empréstimo Aprovada
   (ou não) para Gerência de Pessoa Física    Gerência
14. Comunicação ao Cliente da Decisão sobre
    a Solicitação de Empréstimo               Gerência Pessoa Física
15. Retorno Cliente                           Cliente
16. Assinatura Documentação de Empréstimo
    pelo Cliente                              Gerência Pessoa Física
17. Envio Empréstimo Aprovado Setor Caixa     Gerência Pessoa Física
18. Entrega Empréstimo (Pagamento)Cliente     Setor de Caixa
19. Envio dos Comprovantes de Empréstimo
    ao Setor de Cobrança                      Setor de Caixa
20. Saída do Cliente                          Cliente
                                                                       140
FERRAMENTAS DE ANÁLISE
Fluxograma Funcional - Seqüência de Tipos de Atividades, Setores e Tempos


      SETORES          TIPOS DE ATIVIDADES / TEMPOS ENVOLVIDOS
    ENVOLVIDOS             1 DIA             2 DIAS         3DIAS

   Ger. Pessoa Física 3 4 6
                     2                                      1 1 1
                                                            4 6 7
   Setor de Cadastro               7 8

   Setor Financeiro                      9    1 1
                                              0 1
   Gerência do Banco                                  1 1
                                                      2 3
                                                                    1 1
   Setor de Caixa
                                                                    8 9
                                                                          2
   Setor de Cobrança                                                      0
                                                                          141
FLUXOG. FÍSICO PROCESSO EMPRÉSTIMO
    PESSOAL CLIENTE BANCO - EX.

    Serviços          Poupança          Pessoa         Pessoa     Gerência
    (Talões,                             Física        Jurídica
                                                                    Geral
    Cartões)




                                                                  Setor de
                                                                  Cobrança



                                                                    Setor
                                                                  Financeiro
   Auto - Caixa       Auto - Serviços     Caixas       Setor
                                                      Cadastro
   Informática - Banco de Dados e Cadastro
   Fluxo do Cliente                          Fluxo do Processo                 142
COMPARAÇÃO DOS TEMPOS DE
PROCESSAMENTO E CICLO DO PROCESSO
  EMPRÉSTIMO PESSOAL BANCO - EX.
                      ATIVIDADES           Tempo          Tempo de Ciclo
                                           Processam.
                                            (horas)   (horas) (horas acumuladas)
1. Chegada do Cliente no Banco                   0,0     0,0            0,0
2. Recepção do Cliente pelo Atendente            0,1     0,1            0,1
3. Verificação da Solicitação do Cliente         0,2     0,4            0,5
4. Preenchimento do Formulário de
   Solicitação de Empréstimo do Cliente         0,5       0,7          1,2
5. Saída Cliente                                0,1       0,1          1,3
6. Envio da Solicitação de Empréstimo
   para Análise do Cadastro                     0,1       2,0          3,3
7. Análise Dados Cadastrais e Histórico
   Cliente                                      0,5       1,0          4,3
8. Envio da Solicitação para Análise das
Condições Financeiras                           0,1       4,0          8,3
9. Análise das Condições Financeiras
   Cliente                                      0,5       0,7          9,0         143
10. Emissão Relatório Financeiro Cliente     0,5      1,0     10,0
11. Envio Solicitação e Relatório para
     Aprovação da Gerência                   0,1      4,0      14,0
12. Aprovação Solicitação Empréstimo
    pela Gerência                            0,2      0,5      14,5
13. Envio Solicitação de Empréstimo pela
     Aprovada p/Gerência Pessoa Física       0,1      4,0      18,5
14. Comunicação ao Cliente Decisão
     Solicitação de Empréstimo               0,1      1,0     19,5
15. Retorno Cliente                          0,0      0,1      19,6
16. Assinatura Doc. Empréstimo p/ Cliente    0,1      0,2     19,8
17. Envio Empréstimo Aprovado Setor Caixa    0,1      0,5     20,3
18. Entrega Empréstimo ao Cliente            0,1      0,2     20,5
19. Envio Comprovantes Empréstimo Setor
    Cobrança                                 0,1        2,0     22,5
20. Programação Cobranças do Empréstimo      0,5       1,0     23,5
21. Saída Cliente                            0,0        0,0     23,5
TOTAL                                        4,0      23,5     23,5
PERCENTUAL                                  17,02%   100,0%   100,0%

                                                                       144
ANÁLISE DO VALOR AGREGADO

Análise do Valor Agregado = AVA
AVA - Insere-se dentro da Lógica de Eliminação de Perdas e Desperdícios
O Objetivo é determinar quais atividades efetivamente contribuem para satisfazer
   as expectativas do cliente, interno ou externo.
Tipos de Atividades :
   •   com Valor Real Agregado = VRA
   •   com Valor Empresarial Agregado = VEA
   •   Sem Valor Agregado = SVA




                                                                                   145
AVALIAÇÃO DO VALOR AGREGADO
                                Atividade

                Sim                               Não
                            Necessária
                           para produzir
 Contribui para             resultado?                Contribui para
 as exigências                                          funções
  do cliente?             Não                         empresariais?
                                            Sim
  Sim                                                             Não
   Valor Real                 Valor                      Sem Valor
   Agregado                Empresarial                   Agregado
                            Agregado

Atividades que precisam        Atividades que não contribuem para o
  ser executadas para      atendimento das exigências dos clientes. Estas
 atender às exigências        atividades poderiam ser eliminadas sem
      dos clientes.               comprometer a funcionalidade do
                                          produto/serviço.
                                                                            146
ANÁLISE DO VALOR AGREGADO
            DOS PROCESSOS

Estudo de Caso (Empréstimo Bancário) - AVA

      MACROPROCESSO - Empréstimo Bancário para Cliente Pessoa Física

         SUBPROCESSOS               Atividades VRA   Atividades VEA Atividades SVA
A - Solicitação do Cliente

B - Análise do Cadastro

C - Análise Financeira

D - Aprovação do Empréstimo

E - Pagamento do Empréstimo

F - Ass. Promissórias e Cobranças




                                                                                     147
Características do ABC/ABM


Melhora a análise das despesas de estrutura.

Dirige a atenção da gerência às atividades, as quais geram os custos.

Proporciona apoio a decisões de longo prazo (estratégicas).




                                                                        148
ABM - Possibilidades
 Aperfeiç
 Aperfeiçoar
 Orç
 Orçamento
  e Controle   ABM     Sustentar
  de Custos
                       Melhoria
                       Contí
                       Contínua
Racionalizar
  Custos e
 Melhorar       Melhorar a
Desempenho       Tomada
               de Decisões
                                   149
ABC - CONCEPÇÃO


                Custos
GERAM

        Atividades/Processos

CONSOMEM

           Produtos/Serviços



                               150
ABC - ALOCAÇÃO


      Custos
                       DIRECIONADORES
                          DE CUSTOS
                          PRIMÁRIOS
Atividades/Processos

                       DIRECIONADORES
                          DE CUSTOS
                         SECUNDÁRIOS
 Produtos/Serviços



                                        151
ABC - VISÃO GERAL DA TÉCNICA
                 Recursos
                                     CUSTEIO DE
                                     PROCESSOS
           Atividades/Processos

                                     CUSTEIO DE
                                     PRODUTOS
             Produtos/Serviços
“Os recursos da empresa são consumidos e utilizados na
condução de um conjunto de atividades, as quais são
executadas para permitir a produção dos produtos
entregues aos clientes”.
                                                         152
ABC - SEQÜÊNCIA DE OPERACIONALIZAÇÃO

1. Análise dos processos e visualização em atividades.
2. Compreensão do comportamento das atividades (de sua
   lógica de geração de trabalho) e identificação dos
   direcionadores de custos primários.
3. Cálculo dos custos das atividades.
4. Identificação dos direcionadores de custos secundários (para
    alocação dos custos das atividades aos clientes/
    produtos/serviços).
5. Alocação dos custos aos clientes/produtos/serviços, de forma
   proporcional ao seu grau de utilização dos direcionadores de
   custos secundários.

                                                                  153
CUSTOS COMERCIAIS
          1                       2                           3                                4                      5              6                               7                        8                                 9                                    10           11




                                                                                                                                                                                                                                 Análise de relatórios de clientes
                                                                                                                                                                                               Atendimento a clientes (fone)
                                                               Visitas a clientes especiais




                                                                                                                                      Análise crítica de contrato
                                   Análise da concorrência




                                                                                                                                                                                                                                                                                   Informações à diretoria
           Pesquisa de mercado




                                                                                                                                                                      Cadastro de clientes
                                                                                                Visitas a clientes


                                                                                                                       Negociação




                                                                                                                                                                                                                                                                       Cobrança
João     10,0                    40,0                        50,0                             30,0                   20,0                                                                    10,0                              10,0                                               10,0
Pedro    16,0                    20,0                        13,0                                                    16,0                                           10,0                     10,0                              10,0                                  10,0
Maria    13,0                    20,0                        14,0                             20,0                                  20,0                            5,0                      10,0                              10,0                                               20,0

Outros   11,0                                                13,0                             10,0                   14,0           10,0                            5,0                                                                                              10,0 10,0

TOTAL 50,0                       80,0                        90,0                             60,0                   50,0           30,0                            20,0                     30,0                              30,0                                  20,0 40,0 500,0

                                                                                                                                                                                                                                                                                                             154
PERFIL COMERCIAL DOS CLIENTES
           1                     2                          3                                4                      5              6                               7                        8                                 9                                    10           11




                                                                                                                                                                                                                               Análise de relatórios de clientes
                                                                                                                                                                                             Atendimento a clientes (fone)
                                                             Visitas a clientes especiais




                                                                                                                                    Análise crítica de contrato
                                 Análise da concorrência




                                                                                                                                                                                                                                                                                 Informações à diretoria
           Pesquisa de mercado




                                                                                                                                                                    Cadastro de clientes
                                                                                              Visitas a clientes

                                                                                                                     Negociação




                                                                                                                                                                                                                                                                     Cobrança
João      10,0 40,0 50,0                                                                    30,0                   20,0                                                                    10,0                              10,0                                               10,0
Pedro     16,0 20,0 13,0                                                                                           16,0                                           10,0                     10,0                              10,0                                  10,0
Maria     13,0 20,0 14,0                                                                    20,0                                  20,0                            5,0                      10,0                              10,0                                               20,0

Outros 11,0                                                13,0                             10,0                   14,0           10,0                            5,0                                                                                              10,0 10,0

TOTAL 50,0 80,0 90,0                                                                        60,0                   50,0           30,0                            20,0                     30,0                              30,0                                  20,0 40,0 500,0
                                                                                                                                                                                                                                                                             Custo Custo Ton
Cliente                                                    Grau de utilização das atividades comerciais                                                                                                                                                                      Inicial Ajuste transp. $/ton
A                                                             4             1     1             3                                                                                                                                                                                69     105 1000          0,10
B                                                             3                                 1                                                                                                                                                                                33      50     900       0,06
C                                                             2             2     1             4                                                                                                                                                                                62      94     700       0,13
D                                                                   1                     1           1                                                                                                                                                                1         40      61      10       6,06
E                                                                   2       1             1     2     1                                                                                                                                                                1         66     100     100       1,00
F                                                                   3       1     1                   1                                                                                                                                                                          60      91      50       1,82
Soma                  0                       0               9     6       5     3       2    10     3                                                                                                                                                                2   0 330        500 2760
C Unit.                                                     10     10      10    10      10     3    10                                                                                                                                                              10
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                 155
Exemplo - Função Vendas



Alocação dos itens de custos às atividades.

   Item                  Atividades
    de           Vendas                Suporte       TOTAL
  Custo Produtos SistemasRepres.Atend. ReparosCursos
Salários    360     395   145     180    60     60 1200,00
Serv. Terc.  -       -      -      -      -    200 200,00
Comunic.    20      20     20     20     20     20    120,00
Viagens     25      25     25     25      -      -    100,00
Mat. Cons.  10      10     10     10     10     20     70,00
Diversos     5       5      5      5      5     5      30,00
TOTAL       420     455   205     240    95    305 1720,00
Percentual 24%     26%    12% 14%        6%    18% 100 %
Apresentação da Empresa XX - Período Genérico

  • EMPRESA “XX”
  » A Empresa fabrica 4 (quatro) produtos: P1, P2, P3,P4.
  » A Empresa utiliza 4 (quatro) matérias-primas na fabricação dos
  produtos: M1, M2, M3, M4.
  » Todos os produtos empregam 1 (uma) unidade de M1.
  » Os produtos P1 e P4 empregam 1 (uma) unidade de M4.
  » Os produtos P2 e P3 empregam, respectivamente, 1 (uma)
  unidade de M2 e M3.
  » As matérias-primas M1, M2, M3 e M4 foram recebidas em lotes
  de 2.000, 500, 200 e 2.000 unidades.
  » Foram recebidos 57, 20, 10 e 51 lotes, respectivamente, das
  matérias-primas M1, M2, M3 e M4.
  » O cálculo dos custos totais dos produtos é obtido por:
                          CT = MP + MOD + CIF
                                                                     157
Dados da Empresa XX - Período Genérico

                             P1     P2           P3     P4        Total
Produção e vendas (un.)   100.000   10.000      2.000   2.000     114.000
Custo Matéria-Prima       $ 20,00   $ 20,00   $ 20,00 $ 20,00     $2.280.000
Horas de MOD                 0,6       0,6       0,5     0,5          68.000
Custo de MOD              $ 6,00    $ 6,00    $ 5,00 $ 5,00      $ 680.000
Horas-máquinas               0,5       0,5       0,6    0,6           57.400
Nº lotes produzidos            50        20       10      10               90
Nº ordens produção            170        60       20      20             270
Lotes M1 recebidos             50         5        1        1              57
Lotes M2 recebidos              -       20         -        -             20
Lotes M3 recebidos              -        -       10         -             10
Lotes M4 recebidos            50        -        -          1             51
Custos indiretos fixos                                          $ 2.082.400




                                                                                158
Cálculo dos Custos dos Produtos - Sistema
                Tradicional

Custos Indiretos de Fabricação - CIF e Custo Total


    TAXA = 2.082.400/57400 = $ 36,28 / h máquina
    P1 = P2 = 0,5 x 36,28 = $ 18,14
    P3 = P4 = 0,6 x 36,28 = $ 21,77

                         P1      P2      P3      P4
                MP       20,00   20,00   20,00   20,00
                MOD       6,00    6,00    5,00    5,00
                CIF      18,14   18,14   21,77   21,77
                Total    44,14   44,14   46,77   46,77

                                                         159
Dados da Empresa XX - Período Genérico
                               P1     P2           P3     P4        Total
Produção e vendas (un.)     100.000   10.000      2.000   2.000         114.000
Custo de Matéria-Prima      $ 20,00   $ 20,00   $ 20,00 $ 20,00     $ 2.280.000
Horas de MOD                    0,6      0,6       0,5     0,5          68.000
Custo de MOD                $ 6,00    $ 6,00    $ 5,00 $ 5,00      $ 680.000
Horas-máquinas                  0,5      0,5       0,6    0,6           57.400
Nº de lotes produzidos          50         20       10      10               90
Nº de ordens produção         170          60       20      20             270
Lotes de M1 recebidos          50           5        1        1              57
Lotes de M2 recebidos          -          20         -        -             20
Lotes de M3 recebidos          -           -       10         -             10
Lotes de M4 recebidos        50           -        -          1             51
Custos indiretos fixos:                                           $ 2.082.400
Recebimentos de materiais
Movimentação de materiais
Preparação de máquinas
PCP
Produção



                                                                                  160
Dados da Empresa XX - Período Genérico

                             P1     P2           P3     P4        Total
Produção e vendas (un.)   100.000   10.000      2.000   2.000         114.000
Custo Matéria-Prima       $ 20,00   $ 20,00   $ 20,00 $ 20,00     $ 2.280.000
Horas de MOD                 0,6       0,6       0,5     0,5          68.000
Custo de MOD              $ 6,00    $ 6,00    $ 5,00 $ 5,00      $ 680.000
Horas-máquinas               0,5       0,5       0,6    0,6           57.400
Nº lotes produzidos            50        20       10      10               90
Nº ordens produção            170        60       20      20             270
Lotes M1 recebidos             50         5        1        1              57
Lotes M2 recebidos              -       20         -        -             20
Lotes M3 recebidos              -        -       10         -             10
Lotes M4 recebidos            50        -        -          1             51
Custos fixos:                                                   $ 2.082.400
Recebimentos materiais                                          $ 552.000
Movimentação materiais                                          $ 162.000
Preparação máquinas                                             $ 45.000
PCP                                                             $ 405.000
Produção                                                        $ 918.400
                                                                                161
Cálculo dos Custos dos Processos - Método ABC


  Baseia-se na análise prévia dos Processos da Empresa

  RECEBIMENTO       = 552.000/138   = $ 4.000,00 por lote recebido
  MOVIMENTAÇÃO = 162.000/90    = $ 1.800,00 por lote processado
  PREPARAÇÃO DE
  MÁQUINAS      = 45.000/90     = $ 500,00 por lote processado
  PCP           = 405.000/270 = $ 1.500,00 por ordem produção
  PRODUÇÃO      = 918.400/57400 = $ 16,00 por hora-máquina




                                                                     162
Cálculo dos Custos dos Produtos - Método ABC


  Baseia-se na análise prévia dos Processos da Empresa

P1 = (50x4.000 + 50x4.000 + 50x1.800 + 50x 500 + 170x1.500)/100.000 + 0,5 x 16 = $ 15,70
P2 = ( 5x4.000 + 20x4.000 + 20x1.800 + 20x500 + 60x1.500)/ 10.000 + 0,5 x 16 = $ 31,60
P3 = ( 1x4.000 + 10x4.000 + 10x1.800 + 10x500 + 20x1.500)/ 2.000 + 0,6 x 16 = $ 58,10
P4 = ( 1x4.000 + 1x4.000 + 10x1.800 + 10x500 + 20x1.500)/ 2.000 + 0,6 x 16 = $ 40,10




                                                                                       163
Comparação dos Custos Totais dos Produtos


        SISTEMÁTICA TRADICIONAL X MÉTODO ABC


                            P1        P2        P3       P4
    Sistema tradicional   $ 44,14   $ 44,14   $ 46,77   $ 46,77

    Custeio por atividade $ 41,70   $ 57,60   $ 83,10   $ 65,10
    Diferença percentual - 5,5%     + 30,5%   + 77,7%   + 9,2%




                                                                  164
CONSIDERAÇÕES FINAIS SOBRE O
             ABC/ABM
Na etapa inicial de implantação do ABC, é comum um grande
  detalhamento das atividades relacionadas a cada função da
  organização, bem como da alocação dos custos às
  atividades.

A vantagem é que esta prática poderá evidenciar possíveis
  ineficiências na utilização dos recursos.



                                                              165
Detalhamento
                                das Atividades

                                    Função


                         Processo        Processo    Processo


                                Atividade      Atividade


                    Tarefa       Tarefa         Tarefa


                                         Subtarefa   Subtarefa


                         Operação        Operação    Operação
                                                                 166
Fonte: Robles Jr. Custos da qualidade.
ABC - DETALHAMENTO



            O ABC, em sua forma detalhada, pode não ser aplicável na prática, por exigir
               muitos dados.

            Algumas simplificações podem viabilizar a implementação efetiva do ABC.

            De qualquer forma, pode-se dizer que a pior estimativa do ABC é superior aos
               resultados da contabilidade tradicional, que é exata, mas errada.




                                                                                           167
U/PGP/2001/1o. Módulo/Apresentações/ABC - Activity Based Costing.ppt
Método das Unidades de Esforço de Produção (UEPs)

     Unificação da Produção
     Utilização da noção de “Agregação de Valor”: a matéria-prima é
   apenas “objeto de trabalho”;
     Planejamento, controle e custeio de processos de fabricação.
      1 . Início:
           - Eng. George Perrin, França, anos 50.
            Método GP.
      2 . Continuidade:
           - Eng. Franz Allora, Brasil, anos 70.
            Método das UEPs.



                                                                      168
Método das Unidades de Esforço de Produção (UEPs)

   3 . Formalização:
       - Programa do Pós-Graduação em Engenharia de Produção da
       Universidade Federal de Santa Catarina;
       - Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção da
       Universidade Federal do Rio Grande do Sul;
       - 12 dissertações de mestrado e 3 de doutorado já defendidas;
       - 25 artigos publicados em Revistas e Congressos Nacionais e
       Internacionais.
   4 . Aplicações:
       - em mais de 100 indústrias brasileiras;
       - empresas de pequeno, médio e grande porte;
       - empresas de vários setores industriais: calçados, metalúrgico, têxtil,
       móveis, cristais,etc.
                                                                                  169
A Problemática da Medição da Produção Industrial

                                  Suponha-se, agora, que a
                                  produção do mês de abril seja a
  Considere-se o caso da produção seguinte:
  de um certo tipo de bomba em 5     Diâmetro de 30 cm = 15 bombas
  diâmetros distintos de rotor. • Diâmetro de 40 cm = 10 bombas
  Suponha-se que a produção do       Diâmetro de 50 cm = 15 bombas
  mês de março tenha sido a • Diâmetro de 60 cm = 07 bombas
  seguinte:                           Diâmetro de 70 cm = 08 bombas
    Diâmetro de 30 cm = 10 bombas          Total         55 bombas
  • Diâmetro de 40 cm = 15 bombas
    Diâmetro de 50 cm = 30 bombas
  • Diâmetro de 60 cm = 02 bombas
    Diâmetro de 70 cm = 01 bombas
      Total           58 bombas
                                                                      170
Medição da Produção

• O método das UEPs simplifica a atividade de medição da produção:
produtos diferentes serão contabilizados por um único parâmetro, permitindo
que se tenha um valor global e sintético das atividades da empresa.
• Por exemplo, para o caso das bombas anteriormente citado, pode-se-ia ter:


            Valor em UEPs    Física       UEPs        Física       UEPs
  ∅ 30 cm    0,80 UEPs      10 bombas    8,00 UEPs   15 bombas   12,00 UEPs
  ∅ 40 cm    0,92 UEPs      15 bombas   13,80 UEPs   10 bombas    9,20 UEPs
  ∅ 50 cm    1,00 UEPs      30 bombas   30,00 UEPs   15 bombas   15,00 UEPs
  ∅ 60 cm    1,25 UEPs       2 bombas    2,50 UEPs    7 bombas    8,75 UEPs
  ∅ 70 cm    1,42 UEPs       1 bomba     1,42 UEPs    8 bombas   11,36 UEPs
  Total                     58 bombas   55,72 UEPs   55 bombas   56,31 UEPs
                                                                          171
A Necessidade de se Unificar a Produção

                       MONOPRODUÇÃO
 Existência de uma unidade de medida única;
 Facilidade para se planejar e controlar processos de fabricação.


                       MULTIPRODUÇÃO
 ?????
 Necessidade de uma unidade de medida única;
  Unificação da produção pela utilização da noção abstrata de
esforço de produção.
                                                                    172
Escolha de uma Unidade de Medida Comum à
                Produção
Questão: O que é comum à toda a produção?
Resposta: Os esforços de produção despendidos para a fabricação
dos diversos produtos.
        Esforços: - das máquinas e equipamentos;
                   - da mão-de-obra direta e indireta
                   - dos materiais indiretos:
                   - do capital;
                   - das utilidades em geral.
Pode-se dizer, então, que um produto “absorve”, no seu processo de
fabricação, uma série de esforços de produção. Esses esforços são
homogêneos, isto é, possuem a mesma natureza, diferindo de um
produto a outro apenas na sua intensidade.                           173
O Problema da Medição dos Esforços de Produção


                                                      Questão
                                                         :
   Como medir os esforços de produção utilizados pela empresa no seu
   processo de fabricação?



                                        Resposta:


   Pela utilização da noção material de custos técnicos.

                                                                       174
Os Princípios Básicos do Método das UEPs


            1) Princípio do Valor Agregado



         2) Princípio das Relações Constantes



            3) Princípio das Estratificações



                                                175
Princípio do Valor Agregado

“O produto de uma fábrica é o trabalho que ela realiza sobre as
matérias-primas, e se reflete no valor que ela agrega a essas
matérias-primas durante o processo de produção”.
Conseqüências:
• A matéria-prima é vista como sendo apenas “objeto de trabalho”.
• A empresa é dividida em duas partes distintas: fábrica e setor
administrativo.



        MP              Transformação                    PRODUTO

                                                                    176
Princípio das Relações Constantes

  Posto 1 = 5 UEPs/h
  Posto 2 = 10 UEPs/h
  Relação = Constante = 2


            Princípio das Estratificações

              MOD           MOIND   DEPREC    TOTAL
Posto 1       3,00           1,00   7,00      11,00
Posto 2       7,00           3,00   1,00      11,00

                                                      177
Roteiro Geral Implantação Método das UEP’s
 Análise da Estrutura             Definição dos Postos               Custo/Precisão
       Produtiva                       Operativos
                               Definição dos Parâmetros
                             Unidades de Capacidade (UC)       Definição do Produto-Base


                        Definição dos Itens de Custo para os   Gama de Tempos do
                                 Postos Operativos               Produto-Base
Coleta de Dados

                            Cálculo dos Foto-Índices dos
                                 Postos Operativos
                                                               Cálculo do Foto-Custo do
                                                                    Produto-Base
                         Definição das UEPs/UC dos Postos
                                     Operativos
                                                                 Gama de Tempos dos
                                                                      Produtos

                         Cálculo das UEPs de Cada Produto
 Etapas de implantação do método das UEPs propriamente dito
 Informações necessárias à implantação do método das UEPs                                  178
Exemplo Geral do Método das UEPs

                       PARTE FÍSICA E CONSTANTE
a) Definição dos postos operativos e de seus potenciais de produção (FIPO)

                         Postos Operativos ($/Hora)
Item de Custo   P.O. 1           P.O. 2             P.O. 3     P.O. 4
MOD               5               10                  5          3
MOIND             4                3                 10         10
DEPREC.          10               20                  -          7
EN. ELET.         5               15                  2          5
MANUT.            8               10                  3          5
UTILIDADES        8                2                 10         20
FIPO            40/h             60/h               30/h       50/h

                                                                         179
Exemplo Geral do Método das UEPs
b) Definição dos roteiros de produção, com seus tempos-padrão

                       Tempos-Padrão (horas)
    Produto     P.O. 1        P.O. 2           P.O. 3           P.O. 4
       1        0,10          0,10             -------          0,20
       2        0,10          0,05             0,10             ------
       3        0,15          ------           0,30             0,30
       4        0,05          0,05             0,05             0,07


c) Definição do produto-base

                               PRODUTO 4
                                                                         180
Exemplo Geral do Método das UEPs

d) Cálculo do custo do produto-base (e dos demais produtos)


                       Custo-Padrão de Produção
Produto    P.O. 1      P.O. 2            P.O. 3       P. O. 4   Total
   1       4,00        6,00              -------      10,00     20,00
   2       4,00        3,00              3,00         ------    10,00
   3       6,00        ------            9,00         15,00     30,00
   4       2,00        3,00              1,50         3,50      10,00


                            1 UEP = 10,00




                                                                        181
Exemplo Geral do Método das UEPs

e) Cálculo dos potenciais produtivos dos postos operativos em UEPs
                     P.O.      FIPO      FIPO em UEPs/h
                     P.O 1      40/h        4 UEPs/h
                     P.O 2      60/h        6 UEPs/h
                     P.O 3      30/h        3 UEPs/h
                     P.O 4      50/h        5 UEPs/h

f) Cálculo do valor em UEPs dos demais produtos
                     Produto     Custo      Valor em UEPs
                        1        20         2 UEPs
                        2        10         1 UEPs
                        3        30         3 UEPs
                        4        10         1 UEPs
                                                                     182
Exemplo Geral do Método das UEPs

                       PARTE MONETÁRIA E VARIÁVEL
a) Cálculo de produção total do período, em UEPs

Produto       Valor em UEPs   Produção Total   Produção em UEPs
    1              2            100 Un.          200 UEPs
    2             1             200 Un.          200 UEPs
    3             3             300 Un           900 UEPs
   4              1             200 Un.          200 UEPs
 Total                          800 Un.        1.500 UEPs


                                                                  183
Exemplo Geral do Método das UEPs

b) Somatório dos custos de transformação do período

  Custos de Transformação = $ 30.000,00




c) Determinação do valor monetário da UEP no período

              $ 30.000,00
  UEP ($) =                 = $ 20,00/UEP
               1.500 UEPs


                                                       184
Exemplo Geral do Método das UEPs

d) Cálculo do custo dos produtos no período

Produto        Valor em UEPs           Custo Unitário
   1                  2                 $ 40,00
   2                  1                 $ 20,00
   3                  3                 $ 60,00
  4                   1                 $ 20,00




                                                        185
Método das UEPs como Ferramenta para
Planejamento e Controle de Processos de Fabricação

   * O método das UEPs define uma unidade de medida comum para o
   conjunto de atividades desenvolvidas pela estrutura produtiva da empresa.


   * Esta unidade, que é um padrão físico que descreve o trabalho realizado por
   uma fábrica, tem diversas aplicações para o planejamento e controle de
   processos de fabricação.




                                                                             186
Esquema Geral da Utilização do Método das UEPs na
                Gestão Industrial
    Viabilidade de Aquisição de      Definição do Preço dos Produtos
       Novos Equipamentos                                                Comparação de Processos


     Eficácia das Horas Extras         Potenciais Produtivos               Medidas de Desempenho
                                           (em UEPs/h)
     Prêmios de Produtividade                                            Programação da Produção
                                                  e
      Medição da Produção
                                         Valor dos Produtos                     Análise de Valores
                                             (em UEPs)

   Definição de Máquinas e Pessoal         Custeio da Produção                  Outras Atividades


  Fonte: XAVIER, Guilherme Guedes. “Proposta de Uma Abordagem Computacional para a Metodologia das
  UEPs”. Tese de Mestrado. Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção, UFSC, março de
  1988.
                                                                                                     187
Vantagens da Unificação da Produção

1. Racionalização do processo de gerenciamento e controle da
  produção.
2. Facilita o processo de tomada de decisões.
3. Aumenta a capacidade de simulação.
4. Fixa um padrão monetário interno à empresa.
5. Facilita o cálculo da eficiência (localizada e globalmente).




                                                                  188
Controle da Produção Defeituosa (UEPs Perdidas)

 Ex. Posto Operação UEP no Posto
    7008   Corte        6,2
    7102   Tornear     18,7
    7212   Furar        8,8......33,7   UEPs Perdidas: 33,7 UEPs
    7315   Fresar      24,2
    7422   Retificar   29,5
    7908   Pintar       8,2
    7920   Marcar       3,1

               Total 98,7 Valor em UEPs da Peça
                                                                   189
Controle da Produção Defeituosa (UEPs Perdidas)

                                 Análise

  Custo -Valor
         UEP do mês          = $ 13,75/UEP
  Custo do Aço
        (Matéria-Prima)      = $ 9,75/Kg

   33,7 UEPs x $ 13,75/UEP = $ 463,37
   27,3 Kg x $ 9,75/Kg = $ 266,17
  Custo peça rejeitada = $ 729,54

 Índice de controle para as seções ou fábrica
        Índice = Total UEPs Perdidas / Total UEPs Produzidas   190
Cálculo da Lucratividade dos Produtos

As Rotações (R) :
A rotação mede quantas vezes foi vendido o trabalho (ou o “esforço de
produção” ) da empresa.
Princípio Básico: As matérias-primas são apenas objetos de trabalho, ao
qual são agregados os diversos esforços de produção necessários para as
transformar em produtos acabados.
                        Margem-Fábrica Unitária
               R=
                    Custos de Transformação Unitários
      Margem - Fábrica Unitária = Preço - (Matéria-Prima + Custos de
                             Transformação)
                                                                       191
Exemplo do Cálculo da Lucratividade dos Produtos

  1. Dados do Exemplo:
                      Preço                          $ 50,00
                      (-) MP                         $ 10,00
                      (-) Custos de Transformação    $ 20,00
                      (=) Margem-Fábrica             $ 20,00
    Despesas de Estrutura =        $ 10.000,00
    Custos de Transformação = $ 20.000,00

  2. Rotações (R) :
                      Margem-Fábrica             20,00
          R=                            =                =1
                  Custos de Transformação        20,00
                                                               192
Cálculo da Eficiência e da Eficácia

                Produção Total
Eficiência =
               Capacidade Disponível

                UEPs efetivamente produzidas
Eficiência =
               UEPs que poderiam ser produzidas



                     Produção Total
       Eficácia =
                    Capacidade Utilizada

                     UEPs efetivamente produzidas
       Eficácia =
                    UEPs que deveriam ter sido produzidas
                                                            193
Cálculo da Eficiência e da Eficácia
                 PO1            PO2             Quant.             Valor
Prod. A          1h             0,5 h              3               35 UEPs
Prod. B          1h               2h               3              110 UEPs
Valor            10UEPs/h      50UEPs/h            --

                Trabalha-se 8h/dia (mas o PO1 trabalhou 6h)
    Eficiência:                         Eficácia:
            60                                  60
a. PO1 = 80 = 0,75 = 75%            a. PO1 = 60 = 1 = 100%
           375                                 375
b. PO2 =        = 0,94 = 94%        b. PO2 =       = 0,94 = 94%
           400                                 400
c. Total = 435 = 0,91 = 91%         c. Total = 435 = 0,95 = 95%
           480                                 460                           194
Balanced
 Scorecard
Medindo a Performance na
 Organização do Futuro




                           195
Indicadores de Desempenho

DEFINIÇÕES:
 –“É a quantificação de quão bem um negócio (suas atividades e
  processos) atinge uma meta especificada.”
                                                 RUMMLER & BRACHE
 –“Medidas de desempenho são os sinais vitais de uma organização.”
                                                              HRONEC
 –“Gerenciar é controlar e agir corretivamente. Sem indicadores, não há
  medição. Sem medição não há controle. Sem controle não há
  gerenciamento.”
                                                                JURAN
                                                                          196
Medição de Desempenho Tradicional
MEDIDAS DEPARTAMENTAIS X MEDIDAS DE PROCESSOS
  – A Medição de Desempenho tradicional é voltada para a eficiência
    de uso dos recursos nos departamentos (custos incorridos x
    produção realizada).
  “A medição de desempenho dos departamentos é importante mas
    não suficiente. Há necessidade de medição da eficiência e eficácia
    dos processos que efetivamente respondem pelos resultados da
    empresa” – Sinais Vitais - Hronec




                                                                         197
Medição de Desempenho Tradicional
MEDIDAS FINANCEIRAS X OUTRAS DIMENSÕES
  – Geralmente a Medição de Desempenho é baseada em medidas
    econômicas e financeiras (custos, margem de contribuição, lucros
    e outras)
  “As medidas financeiras por si só não ajudam a administração a
    focalizar o que é verdadeiramente importante para o cliente
    (qualidade, atendimento, prazos, preços, serviços e outras)” -
    Hronec




                                                                       198
Estratégias e Indicadores
A manutenção da Competitividade depende do alinhamento da
  organização com a estratégia escolhida.
O sistema de Medição de Desempenho deve induzir nos processos da
  empresa seus objetivos e estratégias.
Não basta escolher a rota; é preciso medir se estamos nela, e quanto.




                                                                        199
Estratégias e Indicadores

     OS SISTEMAS DE MEDIÇÃO
         DE DESEMPENHO
     CONSTITUEM OS ELOS DE
        LIGAÇÃO ENTRE OS
     OBJETIVOS E A EXECUÇÃO
     PRÁTICA DAS ATIVIDADES
          NAS EMPRESAS.




                              200
Planejamento da Medição de Desempenho


 O grande risco de um sistema de indicadores é um plano que não vale
nada. Chega-se ao “nada” mais rápido (Carvalho, 1995).




                                                                       201
Exercício

Qual empresa está melhor?



            A                    B




                                     202
Indicadores de Desempenho



 Carvalho (1995), numa pesquisa com mais de 1.000 entrevistas,
constatou o seguinte:
 - 80% das pessoas não sabia responder a questão: como você sabe
que sua área vai bem?
 - dos que respondem a esta primeira pergunta, 90% não respondem à
segunda: esta é a forma de medição que sua empresa deseja?




                                                                     203
Indicadores de Desempenho


  Ou seja, somente 2% das pessoas entrevistadas tinham metas claras e
coerentes com as políticas e estratégias estipuladas pela alta
administração das empresas.
  Esta é a função do que se chama desdobramento das diretrizes:
“traduzir” as orientações da alta direção em metas e métodos para
alcançá-las.




                                                                        204
Gerenciar é...
  ...controlar e agir corretivamente!

 “Sem indicadores, não há medição”

  “Sem medição, não há controle”

“Sem controle, não há gerenciamento”



                                        205
Filosofia:
                              Filosofia:
                    Conectando a Estratégia à Ação
                    Conectando a Estratégia à Ação



                                                                Táticas de Curto
                                                                Táticas de Curto
   Visão &
    Visão &
 Estratégia a
  Estratégia a
                                   Score-                           Prazo &
                                                                     Prazo &
                                                                     Ações
 Longo Prazo
 Longo Prazo                        card                              Ações



 Uma filosofia que apoia a organização na formulação de estratégias competitivas de
negócio a longo prazo .... Traduzindo a estratégia em .... Táticas e ações operacionais
        no curto prazo … mantendo a organização estrategicamente alinhada.




                                                                                          206
Planejamento Estratégico e BSC

Visão da
Empresa           Formulação das
                  Estratégias
Entrantes /
Substitutos
                                   BSC
Concorrentes

Cenários
                                         Implementação
Tendências

Análise Interna                                  VISÃO
                                                         207
BSC

Abordagem para a gestão estratégica que traduz as
  estratégias de longo prazo para o sistema de gestão
  através do mecanismo de medição de desempenho.

Mais do que um simples conjunto de indicadores, o BSC
  constitui um sistema gerencial capaz de canalizar as
  energias, habilidades e os conhecimentos específicos de
  indivíduos dos mais diversos setores da organização em
  busca da realização de metas estratégicas de longo prazo
                                                             208
A PROPOSTA DO BSC :
 A PROPOSTA DO BSC :
QUATRO PERSPECTIVAS
QUATRO PERSPECTIVAS


     Perspectiva    Perspectiva
     Financeira     dos Clientes



   Perspectiva de    Perspectiva de
     Processos       Aprendizado
      Internos      e Crescimento




                                      209
Desdobramento das Perspectivas
 Desdobramento das Perspectivas
                               A Visão


                                  Perspectiva Financeira
Os indicadores são usados     “Como nosso       • Rentabilidade
                              êxito deve ser
para comunicar e não          visto pelos
                                                • Crescimento
                                                • Valor da Ação
                              acionistas?
simplesmente para
controlar                                   Perspectiva do Cliente
                                           “Para alcançar    • Preço
                                           nossa visão,
                                           como devemos      • Serviço
Os indicadores quantificam                 ser vistos pelos • Qualidade
                                           clientes?”
e dão clareza aos conceitos
                                                            Perspectiva Interna
vagos.                                                 “Para satisfazer os • Ciclos Processo
                                                       clientes, em que    • Produtividade
                                                       processos devemos • Custos
                                                       ter excelência?”    • Inovação
Construir o Balanced
Scorecard desenvolve o                                             Aprendizado &
consenso nos grupos de                                             Desenvolvimento
                                                                  “Para alcançar • Aprendizagem
                                                                  nossa visão, o        contínua
trabalho na organização                                           que devemos         • Desenvolvimento
                                                                  aprender e            de RH
                                                                  desenvolver?”


                                                                                                  210
visão e a estratégia
                                     hEstabelecendo o consenso
                                     Esclarecendo e traduzindo a
                                     hEsclarecendo a visão
                                 e a esoooooootégia
                                 Esclarecendo e traduzind a visão




Comunicando e                                                        Realizando feedback ee
                                                                     Realizando feedback
 Comunicando e
estabelecendo vínculos                                               alinhamento estratégicos
                                                                        alinhamento estratéicos
   estabelecendo vncul                                               hArticulando a visão
 hComunicando e educando                                              compartilhada por todos
                                     Balanced scorecard
 hEstabelecendo metas                                                hFornecendo feedback
 hVinculando recompensas a                                            estratégico
  medidas de desempenho                                              hFacilitando a revisão e o
                                                                      aprendizado estratégico



                             Planejando e estabelecendo metas
                             Realizando alinhamento estratégicos
                             hEstabelecendo metas
                             hAlinhando iniciativas estratégicas
                             hDirecionando os recursos necessários
                             hEstabelecendo marcos de referência
                                                                                                  211
Outras Perspectivas

Outras perspectivas podem e
devem ser usadas quando for
necessário.
O que define a sua utilização é a
Estratégia e o Planejamento.
A Integração das Perspectivas em Relações de Causa --
    A Integração das Perspectivas em Relações de Causa
                           Efeito
                            Efeito
                 NOSSOS ACIONISTAS FICARÃO MAIS
                 SATISFEITOS
                                                          A LUCRATIVIDADE SERÁ
                                                                          SERÁ
                                                          INCREMENTADA
P. FINANCEIRA


                                                             OS CLIENTES ESTARÃO DISPOSTOS A
P. CLIENTES                                                  PAGAR MAIS POR ESSE SERVIÇO
                                                                                 SERVIÇ




                                                                         CONSEGUIREMOS ENTREGAR
                      SEREMOS MAIS PRODUTIVOS EM
P. PROCESSOS          NOSSOS PROCESSOS INTERNOS
                                                                         PRODUTOS MAIS RÁPIDO
                                                                                       RÁ




                                     SE: APRENDERMOS A UTILIZAR UMA
P. APRENDIZADO                       NOVA TECNOLOGIA




                                                                                                  213
Diagrama de Causa-Efeito
             Diagrama de Causa-Efeito
     FEEDBACK E APRENDIZADO ESTRATÉGICO
     FEEDBACK E APRENDIZADO ESTRATÉGICO



Executivos não dispõem de procedimentos para receber feedback sobre
  sua estratégia e testar as hipóteses em que se baseia;

O Balanced Scorecard estrutura a estratégia em um conjunto de ações
  de causa-efeito

O Balanced Scorecard conta a história de sua estratégia;



                                                                      214
Aprendizado Estratégico?
Aprendizado Estratégico?




                           215
Aumentar
                                                                                RSCI para
                                                                                  12%


                                               Otimizar                                                            Minimizar

Perspectiva                                      Taxa
                                             Crescimento
                                              da Receita
                                                                                                                    Custos
                                                                                                                  Integrados



Financeira
                                Campanha Mkt                             Desenvolva Imagem

Perspectiva                       de Incentivo
                               ao uso da Madeira
                                                                          de Marca Superior




dos Clientes                                       Construção de
                                                   Parcerias com
                                                    Distribuidores
                                                                                            Entregas Pontuais e
                                                                                                Completas


                Inovação e Liderança
Perspectiva          de Produto

                                                                                                                       Modernização Parque                   Aumentar Eficiência

Proc Internos
                                                                          Sincronização Vendas                              Industrial                         da Manutenção
                                       Revitalização                           e Produção
                                        Depto P&D




Perspectiva Apren-                                                                               Produtividade
dizado e Crescimento
                                                               Alinhamento da                     Desenvolvimento de                         Prepare Um Time
                                                              Organização com                        uma Cultura                             de Primeira Classe
                                                                   Uso da TI                         de Mudança




                  Estratégia desdobrada no
                Modelo de Vetores Causa-Efeito
                                                                                                                                                                              216
IMPLANTAÇÃO CONJUNTA DE BSC e
             ABC

                                 BALANCED SCORECARD


  EST
  RAT
  ÉGI
   A
                                                3

        Perspectiva      Perspectiva                            Perspectiva
                                          1            4
        Financeira       de Clientes                          de Aprendizado
        0 - Mapeamento de Processos             2
                                          Perspectiva dos
                                         Processos Internos




                                                                               217
IMPLANTAÇ
        ETAPAS DA IMPLANTAÇÃO CONJUNTA DE BSC e ABC

0 - Mapeamento de Processos
Implantação de uma lógica de processos na gestão da empresa, a fim de
    suportar a estratégia pela compreensão dos processos críticos.
1 - Identificação dos Processos Críticos
Identificar os processos críticos de negócio, os quais são essenciais para o
    bom desempenho da estratégia estabelecida.
2 - Cálculo dos Custos
Calcular o custo dos processos, utilizando o ABC. Avaliar a agregação de
    valor das tarefas e atividades, identificando focos de melhorias
3 - Auditoria com a Perspectiva dos Clientes
Verificar a capacidade dos processos em atender as metas da perspectiva
    dos clientes, por meio da estimativa de melhorias apoiadas em
    informações técnicas e econômicas sobre os processos.
4 - Avaliação dos Processos e Propostas de Melhoria
Avaliar as iniciativas a serem tomadas, definindo os objetivos, indicadores,
    metas e iniciativas para a PPI.

                                                                               218

Analise custos09

  • 1.
  • 2.
    Programa 1. Problemática Atualda Área de Gestão de Custos 2. Terminologia e Conceitos Básicos 3. Princípios de Custeio 3.1. Absorção Total 3.2. Absorção Ideal 3.3. Variável 4. Análise de Custo-Volume-Lucro (CVL) 5. Métodos de Custeio 5.1. Custo-Padrão 5.2. Centros de Custos 5.3. Custeio Baseado em Atividades (Activity-Based Costing - ABC) 5.4. Unidades de Esforço de Produção (UEPs) . 5.5. Exemplos ilustrativos e estudos de caso 6. Gestão Estratégica de Custos 2
  • 3.
  • 4.
    Reflexões: “O maiordesperdício é O ambiente de negócios fazer eficientemente mudou: aquilo que não é necessário (que não as informações de custos agrega valor)” devem mudar. • O que nossa empresa espera do futuro? Não gerencie seus negócios no terceiro milênio com um •Toda mudança traz riscos, mas sistema de contabilidade de qual é o risco de não mudar? custos dos anos 40. Robert Kaplan 4
  • 5.
    “DIGA-ME COMO MECONTROLAS QUE EU SABEREI COMO AGIR” Goldratt “SE VOCÊ CONHECE O SEU INIMIGO E CONHECE A SI MESMO, NÃO PRECISA TEMER O RESULTADO DE UMA CENTENA DE BATALHAS” Sun Tzu, 500 a.C. 5
  • 6.
    CONTROLE NÃO, NÃO FAÇO A MENOR IDÉIA... MAS PRECISAMOS DESCOBRIR ONDE É QUE ACERTAMOS... 6
  • 7.
    Produtividade = OUTPUT INPUT Jan Fev Mar Quantidade 100 120 80 Custo Total 100 144 72 Custo Unitário 1,00 1,20 0,90 Produtividade - Produtividade≠ produzir mais Produtividade = produzir melhor Deve-se eliminar tudo que não agrega valor aos produtos/serviços, mas sempre na ótica do consumidor. 7
  • 8.
    Sistema - OrganizaçãoHumana VALOR OU VALOR QUALIDADE C INPUT “Hardware” OUTPUT L Materiais Equipamentos e Materiais “Humanware” I Elemento Humano E N Energia “Software” PRODUTO T Procedimentos SERVIÇO E Informação GASTOS FATURAMENTO 8
  • 9.
    Avaliação da Produtividade INSUMOS EMPRESA PRODUTOS GASTOS FATURAMENTO Faturamento (visão do mercado) Produtividade = Gastos (visão da empresa) (... visão de curto prazo!) 9
  • 10.
    Exemplo: A B Preço 100,00 100,00 Gastos 80,00 60,00 Custos 70,00 30,00 Lucro 20,00 40,00 Maior Eficiência A Maior Valor (‘Produtividade’) B 10
  • 11.
    Exemplo: * mão-de-obra =10,00/hora 8 h/dia 80,00/dia * produto X = 1 h/unidade (padrão eficiente) * produção = 5 unidades * tempo total utilizado = 6 horas 11
  • 12.
    Exemplo - Continuação a.Análise Convencional “custo” = 80,00 = 16,00/unidade 5 b. Análise Necessária custo = 1 h x 10,00/hora = 10,00/unidade custos = 50,00 ineficiência = 10,00 ociosidade = 20,00 80,00 c. Preço = 14,00 Lucro = 4,00 (e não prejuízo = 2,00) 12
  • 13.
    Avaliação e Custeio- Objetivos Objetivos a. Curto Prazo: Garantir a sobrevivência das empresas. b. Longo Prazo: Eliminar deficiências * 13
  • 14.
    Definições GASTO - Valordos bens e/ou serviços adquiridos (engajados) pela empresa. CUSTO - Valor dos bens e/ou serviços consumidos eficientemente na produção de outros bens e/ou serviços. É aquilo que deveria ter sido gasto. PERDA - Valor dos bens e/ou serviços consumidos de forma anormal ou involuntária. Pode ser devido à ociosidade (recursos não usados) ou à ineficiência (recursos mal usados). PERDA = GASTO - CUSTO 14
  • 15.
    Evolução do Processode Formação de Preços Preço = Custo + Lucro Contabilidade Lucro = Preço - Custo Controle Gerenciamento Custo = Preço - Lucro Custo-meta É necessário separar o processo de formação de custos do processo de formação de preços. 15
  • 16.
    A Lógica daMelhoria Contínua Eliminar/Reduzir Proteções Identificação dos Problemas Eliminação das Causas 16
  • 17.
    Composição do Trabalho Efetivo- Agrega valor ao produto Ex.: - Usinar (ato) - Montar (ato) Adicional - Não acrescenta valor, gera custos (suporta o trabalho efetivo). Ex.: - Preparar máquinas/fábrica - Movimentar materiais Perda - Tudo o que eleva o custo do produto ou serviço Ex.: - Refugos/Sobras - Paradas/Esperas - Inspeções/Controles - Contagens 17
  • 18.
    Lógica de Melhoria Mantendoa mesma “quantidade”(esforço) de trabalho: 1. Eliminar perdas 2. Reduzir trabalho adicional 3. Aumentar trabalho efetivo (sem forçar o ritmo de trabalho) 18
  • 19.
    Fábrica Anterior ESTOQUE REBARBAÇÃO LIMPEZA S = 372,14 m2 S = 25,60 m2 INJEÇÃO S = 622,50 m2 19
  • 20.
    Fábrica Atual ÁREA LIBERADA ÁREA LIBERADA “LIMPEZA DAS PEÇAS” INJEÇÃO, REBARBAÇÃO E LIMPEZA S= 622,50 m2 20
  • 21.
    Condições de Competitividadedo Mercado METAS DA EMPRESA Princípios de Administração Processo de da Produção Gerenciamento Técnicas de Administração da Produção Compatíveis com os Princípios Princípios de Controle e Processo de Custeio Controle e Custeio Técnicas de Controle e Custeio Compatíveis com os Princípios 21
  • 22.
    O Novo Paradigmade Controle Planejamento Controle 45 / hora 50 / hora µ = 50/ hora 55 / hora 55 / hora + 2 52 -3 Impõe-se uma mudança nos referenciais de eficiência e de competitividade! 22
  • 23.
    Problemática de Custeio CUSTOS VARIÁVEIS CUSTOS DIRETOS X X CUSTOS FIXOS CUSTOS INDIRETOS Princípios de Custeio Métodos de Custeio a. Custeio por Absorção Total a. Custo-Padrão b. Custeio por Absorção Ideal b. Centros de Custos c. Custeio Variável c. ABC d. UEPs Princípios + Métodos = Sistema de Custeio 23
  • 24.
  • 25.
    Origem da Contabilidadede Custos Nasceu com a Revolução Industrial, e tinha como objetivos iniciais: – Avaliação de inventários de matérias-primas, de produtos fabricados e de produtos vendidos, tudo ao final de um determinado período. – Verificar os resultados obtidos pelas empresas como conseqüência da fabricação e venda de seus produtos. Custos produtivos considerados: matéria-prima (MP) e mão-de-obra direta (MOD). 25
  • 26.
    Evolução da Contabilidadede Custos - A contabilidade de custos Reformulação dos não é uma “CIÊNCIA” Necessidades de objetivos da estática, e com o passar evolução dadas as contabilidade de dos anos, ampliou complicações da custos consideravelmente seu produção campo de atuação, abrangendo, também, as • Avaliação de empresas de serviços. inventários e de • Crescimento das - Fator básico nesta resultados; organizações; evolução: o • Planejamento e desenvolvimento dos • Intensificação da controle das sistemas de concorrência; atividades; processamento eletrônico • Escassez de de dados. •Tomada de recursos; decisões. • Surgimento de novos custos. 26
  • 27.
    Objetivos Atuais daContabilidade de Custos Avaliação de inventários e determinação de resultados – Avaliação de inventários de matérias-primas, de produtos em processo e de produtos acabados, assim como a determinação de resultados. Planejamento e controle das atividades empresariais – Preparação de orçamentos – Determinação de preços – Análise do comportamento dos custos – Determinação do volume de produção – Determinação de responsabilidades – Etc... Tomadas de decisões – Fabricar ou sub-contratar – Eliminação e/ou agregação de linhas de produtos – Aceitar ou rejeitar pedidos especiais – Etc... 27
  • 28.
    Contabilidade Gerencial deCustos Consiste na organização sistematizada de informações relativas aos custos de uma empresa. • Compreende três fases: Divulgação (informação sobre os custos) Apuração (levantamento dos custos) Análise (tabulação, aferição e comparação dos custos) 28
  • 29.
    Contabilidade Gerencial deCustos Não é um fim em si mesmo; é uma forma de apoiar os objetivos organizacionais, sejam eles quais forem. É um meio para melhorar a competitividade e a excelência empresarial num mercado cada vez mais globalizado. Fornece subsídios para: – Avaliação de estoques e determinação de resultados; – Planejamento e controle das atividades empresariais; – Tomada de decisões. 29
  • 30.
    Detalhamento (nível deagregação) adequado na definição de um sistema de custos $ Custo das informações Benefício das informações Quantidade de informações 30
  • 31.
    Classificação de Custos A.Quanto ao Grau de Média: - Custo total x custo unitário B. Quanto à Variabilidade: - Custo fixo x custo variável - Custo semi-fixo (escalonado) x custo semi-variável (misto) C. Quanto à Facilidade de Atribuição: - Custo direto x custo indireto 31
  • 32.
    Classificação de Custos A.Quanto ao Grau de Média: Custo Total: valor bens e/ou serviços consumidos para fabricar um conjunto de unidades do produto. Custo Unitário: é obtido pela divisão do Custo Total pelo número de unidades produzidas. 32
  • 33.
    Classificação de Custos B.Quanto à Variabilidade: Custo Variável: constante por unidade, varia direta e proporcionalmente ao volume de atividades. Ex.: Custo da matéria-prima. Custo Unitário Custo Total $ $ Q Q 33
  • 34.
    Classificação de Custos B.Quanto à Variabilidade: Custo Fixo: permanece constante no curto prazo, indiferente do volume de atividades. Diminui à medida que a produção aumenta. Ex.: Seguro da Fábrica. Custo Unitário Custo Total $ $ Q Q 34
  • 35.
    Classificação de Custos B.Quanto à Variabilidade: Custo Semi-Variável (ou Composto) $ CF Q 35
  • 36.
    Classificação de Custos B.Quanto à Variabilidade: Custo Semi-Fixo (ou Escalonado) $ Q 36
  • 37.
    Classificação de Custos C.Quanto à Facilidade de Atribuição: Custo Direto: facilmente atribuível a um determinado produto ou atividade. Ex.: Custo da matéria-prima. Custo Indireto: quando há dificuldade de atribuição aos produtos ou às atividades. Ex.: Salário dos gerentes. 37
  • 38.
    Custo de Produção(CP) Valor de todos os bens e/ou serviços consumidos no processo produtivo num determinado período. Elementos básicos: Matérias-Primas (MP) - Materiais integrantes do produto acabado. Mão-de-Obra (MOD) - Mão-de-Obra fácil e diretamente consignável a um determinado produto (ou serviço). Custos Indiretos de Fabricação (CIF) - Todos os custos de produção, exceto MP e MOD. CP = MP + MOD + CIF 38
  • 39.
    Custos de Transformação(CT) Custos incorridos para transformar matéria-prima em produtos acabados. Corresponde ao valor agregado (mais-valia) de produção. Conceito de extrema importância, pois reflete os “verdadeiros” custos de uma empresa industrial. Isto porque uma empresa vende seu trabalho, isto é, o valor agregado às matérias-primas utilizadas, que deveriam ser apenas objetos de trabalho. CT = MOD + CIF 39
  • 40.
    Os Grandes Princípiosde Custeio 1. CUSTEIO POR ABSORÇÃO TOTAL => Todos os custos fixos são distribuídos à produção. 2. CUSTEIO POR ABSORÇÃO IDEAL => Somente uma parcela ideal (normal) dos custos fixos é distribuída à produção. 3. CUSTEIO VARIÁVEL => Os custos fixos não são distribuídos à produção. 40
  • 41.
    Absorção Total xCusteio Variável Ex.: CF = 1.000,00/mês v = 10,00/unidade • Se Q = 10 unidades/mês, então Custo Unitário = 10,00 + 1.000,00 = 110,00 10 • Se Q = 5 unidades/mês, então Custo Unitário = 10,00 + 1.000,00 = 210,00 5 • Se Q = 1 unidade/mês, então Custo Unitário = 10,00 + 1.000,00 = 1.010,00 1 • Se Q = 0 unidade/mês, então Custo Unitário = _________ + 1.000,00 = 0 41
  • 42.
    Cálculo dos CustosUnitários Custo Fixo Custeio por Absorção Total = v + Produção Boa Custo Fixo Custeio por Absorção Ideal = v + Capacidade Instalada Custeio Variável = v + Fixo 42
  • 43.
    Absorção Total xAbsorção Ideal Ex.: CF = 10.000,00/mês QNORMAL = 1.000 unidades/mês CFUNIT.= 10,00/unidade • Se Q = 800 unidades/mês a. Custeio por Absorção Total: “Os custos fixos CF = 10.000,00 = 12,50/unidade devem ser rateados 800 entre toda a b. Custeio por Absorção Ideal: produção”. “A produção boa não CF = 10.000,00 = 10,00/unidade deve ser penalizada 1.000 pelas variações do Perda = 200 x 10,00/unidade = 2.000,00 nível de atividade”. 43
  • 44.
    Exercício de Apoio1: O gerente de vendas da empresa ABC está preocupado com a contínua queda das vendas de seus produtos. Analisando o mercado, ele observou que a concorrência sofreu reduções de vendas menos significativas do que sua empresa, o que lhe fez concluir que o maior problema estava nos custos de produção. Em função disso, mandou fazer um levantamento das principais informações relativas ao cálculo dos custos de produção dos produtos fabricados pela empresa. Essas informações são as seguintes: Produto A Produto B Produto C Custos fixos ($/mês) 10.000,00 20.000,00 15.000,00 Custos variáveis unitários 20,00 15,00 30,00 Capacidade produção (un./hora) 5 4 5 Jornada de trabalho (horas/mês) 200 200 200 44
  • 45.
    Exercício de Apoio1 - Continuação Além desses dados, foram ainda levantadas algumas informações relativas à efetiva utilização da capacidade instalada da empresa: Produto A Produto B Produto C Produção realizada: a - Março 1.000 700 800 b - Abril 800 600 800 c - Maio 600 500 600 d - Junho 500 400 500 Horas trabalhadas: a - Março 200 200 200 b - Abril 200 180 160 c - Maio 140 160 140 d - Junho 140 120 100 45
  • 46.
    Exercício de Apoio1 - Continuação A empresa utiliza os princípios do custeio por absorção total, e calcula seus preços de venda da seguinte forma: Preço = (custos variáveis unitários + custos fixos unitários) x 1,4. PEDE-SE: a. Com base nos dados apresentados, calcule os custos de produção dos três produtos para os 4 meses analisados, considerando: a 1. Custeio por absorção total. a 2. Custeio por absorção ideal. a 3. Custeio variável. b. Classifique em eficientes e/ou ineficientes os gastos incorridos pela empresa nos 4 meses analisados. 46
  • 47.
    Exercício de Apoio1 - Continuação A B C Custo variável/un. 20,00 15,00 30,00 Custo fixo/un. 10,00 25,00 15,00 Custo total/un. 30,00 40,00 45,00 a) Cálculo dos Custos Unitários A B C Total Ideal Var. Total Ideal Var. Tota l Ideal Var. Março Abril Maio Junho 47
  • 48.
    Cálculo dos CustosUnitários - Produto A Custo Fixo a. Custeio por Absorção Total = v + Produção Boa 10.000 Março: 20 + = 30,00 1.000 10.000 Abril: 20 + = 32,50 800 10.000 Maio: 20 + = 36,67 600 Junho: 20 + 10.000 = 40,00 48 500
  • 49.
    Cálculo dos CustosUnitários - Produto A Custo Fixo b. Custeio por Absorção Ideal = v + Capacidade Inst. 10.000 Março: 20 + = 30,00 1.000 10.000 Abril: 20 + = 30,00 1.000 10.000 Maio: 20 + = 30,00 1.000 10.000 Junho: 20 + = 30,00 1.000 49
  • 50.
    Cálculo dos CustosUnitários - Produto A c. Custeio Variável = v + Fixo Março: 20 + = 20,00 Abril: 20 + = 20,00 Maio: 20 + = 20,00 Junho: 20 + = 20,00 50
  • 51.
    Exercício de Apoio1 - Continuação A B C Custo variável/un. 20,00 15,00 30,00 Custo fixo/un. 10,00 25,00 15,00 Custo total/un. 30,00 40,00 45,00 a) Cálculo dos Custos Unitários A B C Total Ideal Var. Total Ideal Var. Total Ideal Var. Março 30,00 30,00 20,00 43,57 40,00 15,00 48,75 45,00 30,00 Abril 32,50 30,00 20,00 48,33 40,00 15,00 48,75 45,00 30,00 Maio 36,67 30,00 20,00 55,00 40,00 15,00 55,00 45,00 30,00 Junho 40,00 30,00 20,00 65,00 40,00 15,00 60,00 45,00 30,00 51
  • 52.
    Exercício de Apoio1 - Continuação b) Cálculo das Perdas (em valores totais) A B C Custo Inef. Ocios. Custo Inef. Ocios. Custo Inef. Ocios. Março Abril Maio Junho Março Abril Maio Junho Capacidade 1.000 1.000 1.000 1.000 Ociosidade Ø Ø 300 300 Utilização 1.000 1.000 700 700 Ø 200 100 200 Ineficiência Produção 1.000 800 600 500 52
  • 53.
    Exercício de Apoio1 - Continuação A B C Custo Inef. Ocios. Custo Inef. Ocios. Custo Inef. Ocios. Março 30.000 - - 28.000 2.500 - 36.000 3.000 - Abril 24.000 2.000 - 24.000 3.000 2.000 36.000 - 3.000 Maio 18.000 1.000 3.000 20.000 3.500 4.000 27.000 1.500 4.500 Junho 15.000 2.000 3.000 16.000 2.000 8.000 22.500 - 7.500 Março Abril Maio Junho Capacidade 1.000 1.000 1.000 1.000 Ø Ø 300 300 Ociosidade Utilização 1.000 1.000 700 700 Ø 100 200 Ineficiência Produção 1.000 800 200 600 500 53
  • 54.
    Exercício de Apoio2: Você acaba de ser contratado para gerenciar a área de custos da empresa SM, e sua primeira incumbência é a de recalcular os custos dos produtos por ela fabricados, bem como avaliar sua lucratividade. Recorrendo ao banco de dados da empresa, você obtém os seguintes números relativos ao último mês de produção: Produto A Produto B Tempo-padrão de produção 1h/un. 0,5 h/un. Produção boa 50 un. 40 un. Refugos 20 un. 20 un. Custos variáveis unitários 10,00/un. 20,00/un. Esses dois produtos são fabricados numa única máquina, a qual trabalha numa jornada regular de trabalho de 200 horas. No mês analisado, entretanto, essa máquina trabalhou apenas 150 horas, das quais 100 horas no produto A e 50 horas no produto B. Sabendo-se que os custos fixos de produção somam $ 2.000,00/mês, PEDE-SE: 54
  • 55.
    Exercício de Apoio2 - Continuação a) Utilizando-se dos três princípios de custeio, calcule os custos unitários dos dois produtos. b) Detalhe os gastos incorridos pela empresa, classificando-os em eficientes, ociosos, refugados e ineficientes. 55
  • 56.
  • 57.
  • 58.
    Análise de Custo- Volume - Lucro (Análise de Gasto - Volume - Lucro) 58
  • 59.
    Análise C-V-L Objetivos PLANEJAMENTO + LUCRO Meios LUCRO = Variável-resultado da gestão empresarial. Análise C-V-L Técnica que permite estudar os inter-relacionamentos entre Custos, Volume ou Nível de Atividade e Receitas, para medir sua influência sobre o lucro. 59
  • 60.
    Break-Even Point 15% % 003 A expressão “Ponto de 7 9 Equilíbrio” está sendo CF 50 gradativamente substituída por “Análise Custo-Volume- Lucro”, pois o Ponto de Equilíbrio é apenas uma das partes do estudo das relações entre receitas e gastos. 60
  • 61.
    Importância da AnáliseC-V-L • Apóia a Tomada de Decisões relativamente a: – Fabricar ou comprar – Introdução de linhas de produto – Determinação de preços de venda – Dimensionamento da empresa • Planejamento – Facilita a elaboração de orçamentos – Permite a projeção de lucros – Induz à redução de gastos • Controle – Facilita o controle orçamentário – Permite a realização de orçamentos flexíveis 61
  • 62.
    Ponto de Equilíbrioem Empresas Monoprodutoras A análise CVL baseia-se na identificação do volume de atividade (ou faturamento) mínimo, onde a empresa não terá nem lucro nem prejuízo. RECEITAS = CUSTOS + LUCRO Por definição, no ponto de equilíbrio, L = 0. Portanto, para o caso particular de uma empresa monoprodutora, essa igualdade poderá ser escrita da seguinte maneira: p x Q = CF + v x Q p = Preço de Venda Unitário v = Custos Variáveis Unitários Q = Quantidade Produzida e Vendida do Produto CF = Custos Fixos do Período de Análise 62
  • 63.
    Ponto de Equilíbrioem Empresas Monoprodutoras Isolando-se “Q” na equação anterior, chega-se a: Q* = CF = CF p - v MCu Q* = Quantidade de Equilíbrio MCu = Margem de Contribuição Unitária = p - v MCu representa a parcela do preço de venda que poderá ser utilizada para a cobertura dos custos fixos e para a obtenção do lucro. A Margem de Contribuição Total (MCT) é calculada por: MCT = R - v x Q ou MCT = MCu x Q 63
  • 64.
    Exemplo Ilustrativo Empresa “A” Empresa “B” MCu 10,00 15,00 p 20,00 1.015,00 v 10,00 1.000,00 RCu 0,50 15 = 0,015 1.015 MCu Lucratividade RCu Rentabilidade MCu RCu = p 64
  • 65.
    Ponto de Equilíbrioem Empresas Monoprodutoras O faturamento de equilíbrio numa empresa monoprodutora é dado por: Ro = p x Q* = CF = CF 1 - (v / p) RCu Ro = Faturamento de Equilíbrio RCu = Razão de Contribuição Unitária = MCu p RCu representa a percentagem com que cada unidade monetária obtida pela venda do produto/serviço contribui para cobrir os custos fixos e gerar o lucro - Representa a “Rentabilidade Variável” dos produtos/serviços. 65
  • 66.
    Representação Gráfica deQ* e Ro $ RT CT RCu Ro v CF Q Q* MCu 66
  • 67.
    Representação Gráfica Alternativa $ L Resultado Líquido L P.E. Nível de Atividade P Área de Lucro CF Área de Prejuízo 67
  • 68.
    Exemplo 1 -Análise da MCu e da RCu Empresa “A” Empresa “B” p 10,00 20,00 v 6,00 16,00 CF 300.000,00 300.000,00 MCu 4,00 4,00 RCu 0,40 0,20 Q* 75.000 75.000 Ro 750.000,00 1.500.000,00 A empresa “A” encontra-se em melhor situação que “B”, apesar das duas apresentarem a mesma MCu e o mesmo Q*. A possui uma RCu duas vezes maior do que “B”, o que lhe confere uma maior rentabilidade (e um menor risco). 68
  • 69.
    Exemplo 1 -Continuação RB CB RA CA 1.500 750 300 Q 75 69
  • 70.
    Análise C-V-L Exercício de Apoio 1 A empresa “XX” opera uma cadeia de sapatarias e está tentando descobrir se vale a pena abrir outra loja, que teria as seguintes relações de custo e receita: CUSTOS VARIÁVEIS Preço de Venda $ 5,00 / par Custo dos Sapatos $ 4,00 / par Comissão dos Vendedores $ 0,25 / par CUSTOS FIXOS ANUAIS Aluguel $ 5.500,00 Salários $ 17.600,00 Serviços Públicos $ 2.100,00 Outros Custos Fixos $ 4.800,00 70
  • 71.
    Análise C-V-L Exercício de Apoio 1 - Continuação PEDE-SE: a. Determine o ponto de equilíbrio anual em termos monetários e de unidades físicas. b. Se forem vendidos 35.000 pares, qual será o lucro líquido da empresa? c. Se o gerente da loja receber $0,05 por par, a título de comissão, qual será o ponto de equilíbrio em termos monetários e de unidades físicas? d. Buscando-se os dados originais, se o pagamento de comissões for interrompido em favor de um aumento salarial no montante de $8.000,00, qual será o ponto de equilíbrio em termos monetários e em unidades físicas? e. Baseando-se nos dados originais, se o gerente receber $0,10 por par vendido acima do ponto de equilíbrio, qual será o lucro líquido da empresa na venda de 50.000 pares? 71
  • 72.
    Análise C-V-L Exercício de Apoio 2 Um fabricante de painéis solares está indeciso entre COMPRAR ou FABRICAR um determinado componente. Se ele decidir pela fabricação, deverá realizar um investimento fixo de $3.500,00 por mês, incorrendo ainda em custos variáveis de $1,00 por unidade fabricada. Alternativamente, um fornecedor lhe propõe os seguintes preços: a. $1,55/unidade para Q <= 10.000 unidades; b. $1,30/unidade para Q > 10.000 unidades. Analise o problema e forneça ao empresário elementos que o ajudem a tomar uma boa decisão. 72
  • 73.
    Análise C-V-L -Pressupostos Simplificadores a) Preços de venda constantes para qualquer nível de atividade; b) Todos os custos podem ser classificados em Fixos e Variáveis; c) Custos Fixos constantes para qualquer nível de atividade; d) Custos Variáveis diretamente proporcionais ao volume de produção; e) Preços dos insumos constantes para qualquer volume de compras; f) Durante o horizonte de planejamento, não haverá mudanças na política administrativa, no processo produtivo, na eficiência de homens e máquinas, nem no controle dos custos; g) No caso de empresas multiprodutoras, a participação dos produtos na receita total será conhecida; h) O volume de produção e vendas apresentarão um alto grau de sincronização. 73
  • 74.
    Exemplo 2 Indústria AutomatizadaX Indústria Manufatureira Empresa Integrada X Empresa Descentralizada Empresa “A” Empresa “B” Receitas 100.000,00 100.000,00 CF 70.000,00 30.000,00 Q 10.000 10.000 p 10,00 10,00 v 2,00 6,00 MCu 8,00 4,00 RCu 0,80 0,40 Q* 8.750 7.500 Ro 87.500,00 75.000,00 74
  • 75.
    Exemplo 2 Indústria AutomatizadaX Indústria Manufatureira O exemplo 2 mostra a decisão típica de automação, pois a empresa “A” possui grandes investimentos fixos, compensados por pequenos custos variáveis - uma grande MCu. Contrariamente, “B” possui investimento fixo pequeno, mas com um custo variável bem maior, o que representa uma MCu menor. A empresa “A”, para ser rentável, necessita de um volume de produção e vendas bem mais significativo do que a empresa “B”, sendo também bem mais sensível a eventuais variações nos níveis de atividade (o que implica numa alavancagem operacional e num nível de risco bem maior para a empresa “A” do que para a empresa “B”). 75
  • 76.
    Exemplo 2 Indústria AutomatizadaX Indústria Manufatureira $ A 70 B 30 Q 2500 5000 7500 8750 10000 76
  • 77.
    Margem de Segurança Como medir o risco? R - Ro MS = x 100 R “A Margem de Segurança identifica qual a % de faturamento que pode ser perdida sem que a empresa incorra em prejuízo.” MSA = 100.000 - 87.500 x 100 = 12,5% 100.000 MSB = 100.000 -75.000 x 100 = 25,0% 100.000 77
  • 78.
    Margem de Contribuiçãoe os Fatores Restritivos A produção e venda prioritária dos produtos com maior margem de contribuição não implicará na maximização dos lucros totais da empresa. Isto se dá por existirem fatores restritivos, que limitam a produção ou venda dos diversos produtos. O mais comum é o tempo utilizado por um produto nos vários estágios do processo. O critério a ser adotado para a escolha dos produtos que maximizarão os lucros, a uma dada capacidade, é a maior contribuição possível por unidade do fator restritivo. 78
  • 79.
    Exemplo 1 -Utilização Diferenciada da Estrutura de Produção Produto “A” Produto “B” Preço 20,00 30,00 v 14,00 18,00 MCu 6,00 12,00 RCu 30 % 40 % Produção/hora 3 unidades 1 unidade MCu/hora 18,00 12,00 79
  • 80.
    Exemplo 2 -Rotação de Estoques Diferenciada Loja “A” Loja “B” Preço 8,00 7,00 v 6,00 6,00 MCu 2,00 1,00 RCu 25 % 14 % Vendas/ano 20.000 un. 44.000 un. MCT/ano 40.000,00 44.000,00 80
  • 81.
    Exemplo Ilustrativo Custo Fixo = 100.000 % FAT 0,40 0,30 0,30 RCu = 0,4 x 0,4 + 0,3 x 0,3 + 0,3 x 0,2 = 0,31 = 31% A B C Preço 10 10 10 Ro = CF RA = Ro x % A QA = R A Rcu v 6 7 8 PA RB = Ro x % B QB = RB MCu 4 3 2 PB RCu 0,40 0,30 0,20 RC = Ro x % C QC = RC CF especif. 36.000 15.000 18.000 Pc CF comuns 31.000 81
  • 82.
    Ponto de Equilíbrioem Empresas Multiprodutoras Dada a raridade de empresas monoprodutoras, é necessário adaptar-se os conceitos para empresas multiprodutoras. Em empresas multiprodutoras, Q* só pode ser determinado depois de calcular-se o ponto de equilíbrio em unidades monetárias. Por esta razão, é preciso deduzir uma expressão que permita determinar o ponto de equilíbrio em unidades monetárias sem necessidade de conhecer previamente o ponto de equilíbrio em unidades físicas. Recomenda-se a definição de uma RCu média para a empresa, a qual será representativa dos produtos que fabrica. A RCu média será obtida pela média das RCu’s dos diversos produtos da empresa, ponderadas por suas respectivas participações no faturamento. RCu = Σ RCu “i” x % “i” 82
  • 83.
    Ponto de Equilíbrioem Empresas Multiprodutoras Produto RCu “i” % no Faturamento Ponderação 1 RCu 1 %1 RCu 1 x % 1 2 RCu 2 %2 RCu 2 x % 2 - ------- ----- ---------------- n RCu n %n RCu n x % n A empresa estará definindo um “produto fictício” que representará toda produção, sendo a RCu desse produto a calculada acima. A seqüência de cálculos é a mesma seguida para empresas monoprodutoras. Para a participação dos produtos no faturamento, poderá utilizar-se tanto dados históricos de vendas quanto projeções (ou estimativas) para os períodos futuros que se queira analisar. 83
  • 84.
    Exemplo Ilustrativo Produto RCu % no Faturamento Ponderação 1 0,30 50% 0,15 2 0,20 30% 0,06 3 0,10 20 % 0,02 RCu = 0,23 Se CF = 460.000,00 Ro = 460.000,00 = 2.000.000,00 0,23 R1 = 2.000.000,00 x 0,5 = 1.000.000,00 Se p1 = 10,00 Q1* = 100.000 R2 = 2.000.000,00 x 0,3 = 600.000,00 Se p2 = 12,00 Q2* = 50.000 R3 = 2.000.000,00 x 0,2 = 400.000,00 Se p3 = 8,00 Q3* = 50.000 84
  • 85.
    Exemplo Geral Produto “A” Produto “B” Produto “C” p 10,00 10,00 10,00 v 6,00 5,00 7,50 % Fat. 50 % 30 % 20 % CF 120.000,00 100.000,00 80.000,00 MCu 4,00 5,00 2,50 RCu 0,40 0,50 0,25 Além dos custos fixos específicos a cada linha de produtos, ainda existem $100.000,00 de custos fixos comuns aos três produtos. 85
  • 86.
    Exemplo Geral -Solução a. Q* e Ro para cobrir os custos específicos das linhas de produtos: Q* = CF e Ro = CF MCu RCu Q1* = 30.000 e R 1 = 300.000,00 Q2* = 20.000 e R 2 = 200.000,00 Q3* = 32.000 e R 3 = 320.000,00 86
  • 87.
    Exemplo Geral -Solução (Continuação) b. Q* e Ro para cobrir os custos fixos comuns: RCu = ( 0,4 x 0,5) + (0,5 x 0,3) + (0,25 x 0,2) = 0,4 Ro = CF = 100.000,00 = 250.000,00 RCu 0,4 R 1 = 250.000,00 x 0,5 = 125.000,00 Q1* = 12.500 R 2 = 250.000,00 x 0,3 = 75.000,00 Q2* = 7.500 R 3 = 250.000,00 x 0,2 = 50.000,00 Q3* = 5.000 87
  • 88.
    Exemplo Geral -Solução (Continuação) c. Q* e Ro para cobrir a totalidade dos custos fixos da empresa: Q1* = 42.500 e R 1 = 425.000,00 Q2* = 27.500 e R 2 = 275.000,00 Q3* = 37.000 e R 3 = 370.000,00 QT* = 107.000 e RT = 1.070.000,00 88
  • 89.
    Pontos de EquilíbrioContábil, Econômico e Financeiro A diferença entre esses três pontos de equilíbrio são os custos fixos a serem considerados em cada caso: a. Ponto de Equilíbrio Contábil: são levados em conta todos os custos fixos contábeis relacionados com o funcionamento da empresa. b. Ponto de Equilíbrio Econômico: adiciona-se aos custos fixos anteriormente citados, todos os custos de oportunidade, como por exemplo aqueles referentes ao uso do capital próprio, ao possível aluguel das edificações (caso a empresa seja proprietária), perda de salários, etc.. c. Ponto de Equilíbrio Financeiro: os únicos custos fixos a serem considerados são aqueles que serão efetivamente desembolsados no período de análise, isto é, aqueles que onerarão financeiramente a empresa. 89
  • 90.
    Pontos de EquilíbrioContábil, Econômico e Financeiro Exemplo: Dados Gerais: - Preço de venda: $8,00/unidade. - Custos variáveis: $6,00/unidade. - Custos fixos: $4.000,00/ano (dos quais $800,00 de depreciação) - Patrimônio líquido da empresa: $10.000,00. - Taxa mínima de remuneração do capital investido: 10% ao ano. 90
  • 91.
    Ponto de EquilíbrioContábil - Qc* Qc* = 4.000,00 = 2.000 unidades/ano. 2,00 Análise: Identifica a quantidade mínima a ser vendida para cobrir os custos contábeis da empresa. Representa o ponto de equilíbrio operacional e é adequado para análises de médio prazo. 91
  • 92.
    Ponto de EquilíbrioEconômico - Qe* Qe* = 4.000,00 + 1.000,00 = 2.500 unidades/ano. 2,00 Análise: Mostra a quantidade mínima que a empresa terá que vender para assegurar a rentabilidade real, dada pela taxa de mínima remuneração do capital investido. É adequado para análises de longo prazo. Os custos de oportunidade são muito subjetivos e difíceis de serem calculados - são apenas um instrumento gerencial de apoio à tomada de decisões, não representando os custos reais da empresa. 92
  • 93.
    Ponto de EquilíbrioFinanceiro - Qf * Qf * = 4.000,00 - 800,00 = 1.600 unidades/ano. 2,00 Análise: Informa o quanto a empresa terá que vender para não ficar sem dinheiro e, assim, ter que tomar empréstimos, prejudicando ainda mais sua lucratividade. É adequado para análises de curto prazo. Se a empresa estiver operando abaixo do ponto de equilíbrio financeiro, ela poderá até mesmo cogitar uma interrupção temporária de suas atividades. 93
  • 94.
    Análise C-V-L Exercício de Apoio 3 Milton Poeta é dono e administrador do Motel Paraíso. Poeta é um engenheiro qualificado e poderia ganhar um salário de $9.600,00 por ano, mas prefere ser dono de seu próprio negócio. Para tanto, investiu todas as suas economias, num total de $30.000,00, na construção do motel. O motel tem 50 quartos disponíveis, que são alugados a $8,00 por dia. Os custos variáveis de operar o motel montam a $1,60 por dia e por quarto alugado. Os gastos fixos mensais e a utilização histórica são os seguintes: Depreciação $ 2.400,00 Quartos/Semestre Abr - Set Out - Mar Impostos e Seguros $ 2.000,00 Alugáveis 9150 9100 Manutenção $ 1.280,00 Alugados 5050 8700 Diversos $ 720,00 Vagos 4100 400 94
  • 95.
    Análise C-V-L Exercício de Apoio 3 - Continuação PEDE-SE: a. Elabore uma demonstração (desdobrada em estações de 6 meses), mostrando se o Sr. Poeta está ganhando ou perdendo dinheiro no ano. b. Qual o número de aluguéis por mês que ele precisa ter para atingir os pontos de equilíbrio (considerar uma taxa de mínima remuneração do capital de 10% ao ano): b.1. Econômico b.2. Contábil b.3. Financeiro c. Supondo que os gastos fixos de manutenção e diversos sejam elimináveis a curto prazo, determine a quantidade mínima de quartos alugados que justificaria o funcionamento do motel. 95
  • 96.
    Ponto de Fechamento(QF*) O ponto de fechamento QF* indica o nível de atividade mínimo que justificará o funcionamento da empresa como um todo ou de uma linha de produtos em particular. Sua definição baseia-se no fato de uma parte dos custos fixos serem elimináveis - a curto prazo, o que faz a empresa incorrer em alguns custos fixos (os não elimináveis a curto prazo*) mesmo que encerre completamente suas atividades em geral (ou atividades de produção de uma linha de produtos em particular). * aluguéis, seguros, parte da mão-de-obra, depreciação, etc. 96
  • 97.
    Ponto de Fechamento(QF*) O ponto de fechamento QF* será a quantidade de produção onde a empresa consegue cobrir os custos fixos elimináveis, aqueles custos que não existiriam se ela não funcionasse. QF* = CF Elimináveis MCu Assim, se a empresa atuar acima do seu QF* estará minimizando seu prejuízo, uma vez que conseguirá cobrir uma parte dos custos fixos não-elimináveis (que existiram mesmo se ela não produzisse nada). 97
  • 98.
    Ponto de Fechamento(QF*) - Exemplo CF = 10.000,00 CF Elimináveis = 7.000,00 CF Não-Elimináveis = 3.000,00 MCu = 10,00 QF* = 7.000,00 = 700 e Q* = 10.000,00 = 1.000 10,00 10,00 A empresa só deverá parar de operar se o nível de atividade for inferior a 700 unidades. Seu funcionamento para volumes de produção entre 700 e 1.000 unidades (deficitários) fará com que a empresa minimize seu prejuízo total, pois ela conseguirá cobrir parte de seus custos fixos não-elimináveis. 98
  • 99.
    Interpretação Gráfica RT Prejuízo CT v 10.000 CF não eliminável 7.000 CF eliminável Q 700 1000 Até 700 o prejuízo vai aumentando, chegando até 3.000 (300 unid. x 10) = CF não eliminável. 99
  • 100.
    Ponto de Fechamentoe Tomada de Decisão O conceito de ponto de fechamento é especialmente válido para analisar-se a decisão de eliminar ou não um produto ou uma linha de produtos. Os custos fixos elimináveis serão específicos do produto (ou da linha de produtos), enquanto os custos fixos não-elimináveis corresponderão à parcela dos custos fixos comuns da empresa que são alocados (ou absorvidos) a esse produto (ou a essa linha de produtos). Se o produto cobrir seus custos fixos específicos e uma parte dos fixos comuns que lhe são alocados, não será desativado no curto prazo (a longo prazo, a empresa poderá reduzir seus custos fixos totais, diminuindo a parcela de custos fixos que é alocada ao produto analisado). 100
  • 101.
    Método do Custo-Padrão De origem americana, este método serve mais para controlar e acompanhar a produção do que propriamente para medir seus custos, devendo ser encarado como um instrumento de apoio gerencial. Seu objetivo geral é estabelecer medidas de comparação (padrões) concernentes à eficiência da utilização dos meios de produção e seus custos associados (MP, MOD e CIF). Estes padrões são custos predeterminados, cuidadosamente apurados, que deveriam ser atingidos dentro de condições operacionais eficientes. 101
  • 102.
    Método do Custo-Padrão CP = MP + MOD + CIF Ex.: Apagador MP Padrão Físico x Padrão Monetário 1m3 madeira “X” x 10,00/m3 = 10,00 0,5 m3 madeira “Y” x 10,00/m3 = 5,00 10 cm2 feltro x 9,00/cm2 = 90,00 3 g cola x 1,00/g = 3,00 2 pregos x 1,00/prego = 2,00 110,00 MOD Padrão Físico x Padrão Monetário 1 h MOD A x 10,00/h = 10,00 2 h MOD B x 15,00/h = 30,00 40,00 CIF Se (MP + MOD) = 150 e CIF = 45 Então (MP + MOD) x 1,3 para formação do Custo de Produção 102
  • 103.
    Método do Custo-Padrão VANTAGENS a.Avaliação de desempenho b. Incentivo a uma melhor desempenho c. Facilita a elaboração de orçamentos confiáveis d. Orientação da política de preços e. Determinação de responsabilidades f. Identifica oportunidades de redução de custos g. Subsidia a adoção de medidas corretivas h. Diminui o trabalho administrativo 103
  • 104.
    Método do Custo-Padrão DESVANTAGENS a.A utilização eficiente do método exige constantes correções nos padrões monetários (a simples indexação desses padrões não é suficiente, nem confiáveis, para as necessidades do método). b. Muitas vezes, há dificuldades para a determinação dos valores dos padrões (particularmente dos CIF). 104
  • 105.
    Método dos Centrosde Custos Origem: Alemanha, 1900. Outros nomes: RKW, BAB, MLC, Seções Homogêneas. • BAB: Betriebsabrechnungsbogen (Mapa de Alocação de Custos) • RKW: Reichskuratorium für Wirtschaft (Instituto que estabeleceu as regras básicas para o custeio de produtos) • MLC: Mapa de Localização de Custos Técnica de alocação de custos aos produtos mais usada no Brasil e no mundo. Sua sistemática representa os procedimentos da contabilidade de custos tradicional. 105
  • 106.
    Método dos Centrosde Custos Gastos: 10.000,00 A 2.000,00 Empresa C Produção: 10 unidades B 3.000,00 5.000,00 Custo Unitário: 1.000,00 Na realidade, podem ser consideradas três empresas distintas. Divide-se, então, em seções homogêneas: Custo dos setores: A 2.000,00/13 = 154,00/h Serviço/Setor A B C Q B 3.000,00/6 = 500,00/h X 1h 1h 1h 5 C 5.000,00/11 = 454,00/h Y 2h - 1h 3 Custo unitário dos Z 1h 0,5h 1,5h 2 serviços: Horas Totais 13h 6h 11h X = 1108 Y = 762 Z = 1085 106
  • 107.
    Método dos Centrosde Custos Qualquer método deve responder a 5 perguntas básicas: 0. (Quando?) - implícita a 1. Quanto? a 2. O Quê (em quê)? a 3. Onde? a 4. Como? Análise da eficiência? Cálculo dos custos dos serviços? 107
  • 108.
    Método dos Centrosde Custos A alocação de custos se dá em duas fases: * Na primeira, divide-se a empresa em centros de custos e distribuem-se todos os itens de custos através de bases de rateio conseguindo-se, desta forma, os custos totais do período para cada centro de custos. * Na segunda fase, os custos são alocados das seções aos serviços. A divisão da empresa em centros distintos é conveniente para efeito de facilitar a apropriação do custo. Assim, o rateio das despesas é mais fácil, mais correto e mais rigoroso, pois é realizado em campo mais delimitado. 108
  • 109.
    Grupos de Centrosde Custo Numa empresa podem ser encontrados os seguintes agrupamentos de centros de custos, conforme as funções que desempenham: * CENTROS COMUNS Centros indiretos, de apoio * CENTROS AUXILIARES * CENTROS OPERACIONAIS 109
  • 110.
    Método dos Centrosde Custos CENTROS COMUNS * Não estão diretamente relacionados à produção de um bem ou serviço. * Função: - Fornecer serviços para todos os outros centros de custos. * Finalidade principal: - Coordenação de todas as atividades. A causa de seus custos é o todo da empresa. Ex.: Diretoria, Refeitório, Tesouraria, Contabilidade, RH, Departamento Jurídico, etc. 110
  • 111.
    Método dos Centrosde Custos CENTROS AUXILIARES Suportam o processo operativo. Função Básica: - Execução de serviços que beneficiam as operações em geral. Ex.: Eng., Manut., Compras, PCP, Almox., etc. Custos: - Acumulados por responsabilidade departamental para controle. - Redistribuídos aos departamentos produtivos para fins de custeio dos produtos/serviços. 111
  • 112.
    Método dos Centrosde Custos CENTROS OPERACIONAIS Contribuem, de forma direta, para a produção de um item ou serviço e incluem os setores nos quais os processos de execução têm lugar. Os custos atribuídos a cada centro de custo operacional representarão o total dos custos incorridos pelo setor, para a produção da totalidade dos itens que por ele passaram, num determinado período de tempo. Grande parte dos custos dos centros operacionais são indiretos, oriundos dos centros auxiliares e, portanto, uma redistribuição precisa desses custos indiretos entre os centros operacionais é indispensável para a obtenção dos custos reais dos 112 produtos/serviços.
  • 113.
    Exemplo Geral doMétodo dos Centros de Custos Bases de Rateio Adm. Geral Projetos Manutenção Oper 1 Oper2 Valor dos Equip. 50 100 100 350 400 Área (m2) 10 20 20 25 25 Nº Empregados 10 20 5 5 10 Horas de Projeto - - 5 10 15 Horas Manutenção - - - 80 20 Centro de Custo Valor($) Adm. Geral Projetos Manutenção Oper 1 Oper 2 Salários 12.000,00 Depreciação 10.000,00 Mat. Consumo 3.000,00 Aluguéis 1.000,00 Total 26.000,00 113
  • 114.
    Exemplo Geral doMétodo dos Centros de Custos Centro de Custo Base Rateio Valor($) Adm. Geral Projetos Manutenção Oper 1 Oper 2 Salários Conf. Relação 12.000,00 5.000,00 1.000,00 1.000,00 2.500,00 2.500,00 Depreciação Valor Equip. 10.000,00 500,00 1.000,00 1.000,00 3.500,00 4.000,00 Mat. Consumo Conf. Requisição 3.000,00 1.000,00 500,00 500,00 500,00 500,00 Aluguéis Área 1.000,00 100,00 200,00 200,00 250,00 250,00 Total 26.000,00 6.600,00 2.700,00 2.700,00 6.750,00 7.250,00 114
  • 115.
    Exemplo Geral doMétodo dos Centros de Custos Centro de custo Base Rateio Valor($) Adm. Geral Projetos Manutenção Oper 1 Oper 2 Salários Conf. Relação 12.000,00 5.000,00 1.000,00 1.000,00 2.500,00 2.500,00 Depreciação Valor Equip. 10.000,00 500,00 1.000,00 1.000,00 3.500,00 4.000,00 Mat. Consumo Conf. Requisição 3.000,00 1.000,00 500,00 500,00 500,00 500,00 Aluguéis Área 1.000,00 100,00 200,00 200,00 250,00 250,00 Subtotal 1 26.000,00 6.600,00 2.700,00 2.700,00 6.750,00 7.250,00 Nº Empregados 3.300,00 825,00 825,00 1.650,00 Horas de Projeto 1.000,00 2.000,00 3.000,00 Horas Manutenção 3.620,00 905,00 Subtotal 2 13.195,00 12.805,00 ÷ ÷ 145 h 200 horas = = 91,00/hora 64,03/hora Serviço Oper 1 Oper 2 Total X 2 horas 182,00 1 hora 64,03 246,03 Y 1 hora 91,00 2 horas 128,06 219,06 115
  • 116.
    Centros de Custos- Exercício de Apoio Os gastos da empresa OUROFIX S.A. vêm crescendo constantemente nos últimos meses. Preocupado com isto, o Diretor Superintendente mandou fazer nos meses de abril e maio um levantamento completo acerca da estrutura desses gastos, obtendo os seguintes dados: Código Especificação ABRIL MAIO % FIXA 801 Mão-de-obra direta 15.000,00 16.000,00 70% 802 Mão-de-obra indireta 8.000,00 9.300,00 100% 803 Superintendência 5.000,00 6.500,00 100% 804 Materiais indiretos 10.000,00 12.000,00 20% 805 Depreciação 12.000,00 14.000,00 50% 806 Energia elétrica 3.000,00 3.500,00 40% 807 Aluguéis 8.000,00 9.000,00 100% 61.000,00 70.300,00 116
  • 117.
    Exercício de Apoio- Continuação Além disso, um estudo adicional elaborado pela Seção de Estatísticas e Análises da empresa revelou o seguinte: Área Equipamento MOIND Valor equip. Empregados Departamento (m2) (horas) (horas) ($) (número) C. Oper. A 600 600 500 800,00 180 C. Oper. B 300 1.400 300 200,00 300 C. Oper. C 400 1.000 400 600,00 260 C. Comum 50 -------- 100 --------- 100 C. Auxil. 1 50 -------- 100 --------- 120 C. Auxil. 2 80 -------- 140 --------- 110 1.480 3.000 1.540 1.600,00 1.070 117
  • 118.
    Exercício de Apoio- Continuação Sempre de acordo com a Seção de Estatística e Análises, os gastos de execução devem ser distribuídos aos diversos Centros de Custos segundo as seguintes bases de rateio primárias: Código Base rateio primária 801 Nº de empregados 802 Horas de MOIND 803 Horas de MOIND 804 Horas-máquina 805 Valor equipamentos 806 Horas-máquina 807 Área 118
  • 119.
    Exercício de Apoio- Continuação A seção de Estatística sugere, ainda, que os custos primários dos Centros de Custos Comuns e Auxiliares devam ser distribuídos aos Centros Operacionais de acordo com as seguintes bases de rateio secundárias: Centros Custos Base de rateio secundária Comum Nº de empregados Auxiliar 1 Horas-máquina Auxiliar 2 Horas de MOIND 119
  • 120.
    Exercício de Apoio- Continuação A empresa tem como capacidade 200 horas/mês. No mês de abril, trabalhou 200 horas nas áreas operacionais e 190 horas nas áreas de apoio, enquanto que no mês de maio ambas as áreas trabalharam apenas 180 horas. A empresa executa 3 serviços diferentes, os quais demandam os seguintes tempos-padrão: Tempos-padrão de execução (horas) Serviço Operação A Operação B Operação C X 0,02 0,05 0,01 Y 0,05 ------ 0,15 Z 0,03 0,02 ----- 120
  • 121.
    Exercício de Apoio- Continuação O setor de Planejamento e Controle de Operações da empresa informou, adicionalmente que as vendas tiveram uma leve redução no mês de maio, e apresentou os seguintes números: Serviço Abril Maio X 2.500 2.400 Y 1.000 1.000 Z 3.000 2.600 Total 6.500 6.000 121
  • 122.
    Exercício de Apoio- Continuação Para os dois meses analisados, PEDE-SE: A. Calcular os custos primários de cada um dos Centros de Custos. B. Calcular os custos secundários dos Centros Operacionais. C. Calcular os custos de execução dos 3 serviços oferecidos pela empresa. D. Considerando as vendas realizadas nos meses de abril e maio, fazer uma análise da eficiência da área operacional da empresa. E. Considerando a estrutura de gastos fixos e variáveis da empresa, calcular seu valor de perdas por ociosidade. 122
  • 123.
    ABC - ACTIVITY-BASEDCOSTING Por quê? Rápida e extraordinária mudança no perfil da demanda e oferta de bens e serviços Economia de Escala Economia de Escopo Diversidade e volatilidade de produtos Complexidade dos processos empresariais Necessidade de uma nova forma de análise de custos 123
  • 124.
    ABC - Características Origemamericana (anos 80). Desenvolvido pela academia (HARVARD), atendendo demanda do meio empresarial. Causa: os sistemas tradicionais de alocação de custos não atendiam mais a realidade das empresas (crescimento dos CUSTOS INDIRETOS FIXOS - CIF), para fins de gerenciamento. Objetivo: desenvolver uma sistemática de alocação de custos que permitisse avaliar a eficiência (VALOR AGREGADO) das atividades que consumiam os recursos e geravam os CIF. 124
  • 125.
    ABC - ACTIVITY-BASEDCOSTING (Custeio Baseado em Atividades) Processo de custeio de atividades e produtos/serviços com a finalidade de apoiar e subsidiar o gerenciamento dos processos empresariais. 125
  • 126.
    DISTORÇÃO NO CUSTODE PRODUTOS/SERVIÇOS (P/S) Você tem P/S que são intuitivamente mais fáceis ou difíceis de projetar e/ou processar? Você tem gerado ou oferecido, nas mesmas instalações, P/S de alto e baixo volume? Você tem uma base de alocação de custos indiretos orientada para volumes (mão-de-obra, horas-máquina, unidades produzidas)? Os custos indiretos (de apoio, vendas e administrativos) representam uma parcela importante dos custos totais de sua empresa? Você tem uma combinação de clientes de alto e baixo volume? Alguns clientes concentram as suas compras em produtos de margens elevadas mais do que outros clientes? Alguns clientes exigem padrões de qualidade mais elevados do que outros? Alguns clientes exigem serviços adicionais? 126
  • 127.
    QUE DIFERENÇA FAZA DISTORÇÃO? EXTERNAMENTE Quais contratos disputar e a que preço? Quais clientes perseguir? Quais produtos/serviços manter em linha? Quais produtos promover? Quais serviços oferecer? Quais serviços serão cobrados à parte? Como remunerar a equipe de vendas para que trabalhe para maximizar as margens e não as receitas? INTERNAMENTE Por que o custo é o que é? O que fazer a respeito (caso não goste dele)? 127
  • 128.
    ABC - PREMISSASBÁSICAS Trata os custos indiretos como se fossem diretos, através da análise das atividades responsáveis pelo consumo dos recursos. Custeia atividades e não produtos - produto é conseqüência. Não é um simples rateio arbitrário de custos indiretos, mas uma tentativa de rastreamento para identificar os verdadeiros causadores de custos. Não está preocupado com a exatidão dos custos, mas com a acurácia na sua apuração (permitindo crescente grau de isenção de erros sistemáticos). 128
  • 129.
    HIERARQUIA DE ALOCAÇÃODE CUSTOS 1. Direto 2. Relações causais ou ABC 3. Volume ou rateio 129
  • 130.
    ABC VERSUS TRADICIONAL Exemplo Tradicional ABC Taxas de Condomínio Água: rateio por área Luz: consumo Conta de Restaurante Dividida por n Conta individual 130
  • 131.
    ABC/ABM Sistema de Informações Propósito: • Suporte à estratégia competitiva • Gestão econômica das empresas ABC e ABM O ABC fornece a informação O ABM a utiliza para análises e melhorias 131
  • 132.
    VAMOS REDUZIR CUSTOS? Setor: Manutenção $/mês: 70.000,00 Salários 50 Organizar M. Preventiva 4 Depreciação 10 Executar M. Preventiva 30 Materiais Gerais 6 Atender M. Emergência 20 Energia Elétrica 3 Treinar mecânicos 2 Diversos 1 Desenvolver dispositivos 3 Manter equip. próprios 1 Administrar o setor 10 132
  • 133.
    MÉTODO TRADICIONAL XABC Produto Volume Hmod Hmáq Setup N.pedidos Manuseio Partes P1 10 5 5 1 1 1 1 P2 100 50 50 3 3 3 1 Total Vol 110 55 55 4 4 4 2 Total $ 1100 550 400 480 200 790 3520 Método tradicional - Taxa de overhead: 3520/55 = 64/hora P1 = 64 x 5 = 320 / 10 = $ 32/unidade P2 = 64 x 50 = 3200/100 = $ 32/unidade 133
  • 134.
    MÉTODO TRADICIONAL XABC Método de ABC - Taxa de Overhead: Base horária (1.100 + 550)/55 = 30/hora Base lote (400 + 480 + 200)/4 = 270/unidade Base partes 790/2 = 395/unidade P1 P2 30 x 5 = 150 30 x 50 = 1500 270 x 1 = 270 270 x 3 = 810 395 x 1 = 395 395 x 1 = 395 815 2705 Vol. 10 100 Custo 81,50 27,05 134
  • 135.
    SISTEMA DE GESTÃODE CUSTOS Análise dos Custeio Racionalização Processos do Baseado em e Melhoria Negócio Atividades Contínua 135
  • 136.
    GERENCIAMENTO DE PROCESSOS A visão clássica das Empresas Presidente Diretor A Diretor B Diretor C Diretor D Diretor E Setor A1 Setor A2 Setor B Setor C1 Setor C2 Setor C3 Setor D Setor E1 Setor E2 Questões: • Quem são os Clientes e o Mercado ? • Quais são os Produtos e os Serviços ? • Como são os Fluxos de Trabalho ?
  • 137.
    Organização XYZ Organização XYZ Direção Direção Função A Função A Função B Função B Função C Função C As Empresas são vistas como um Grande Agrupamento de Departamentos (Setores) Visão decorrente do Antigo PARADIGMA de Divisão do Trabalho Nenhum Departamento tem Responsabilidade Total por um Processo de Trabalho Completo Gerenciamento é quase sempre voltado à Estrutura Organizacional (Recursos) e Não aos Resultados Há criação de Barreiras Interdepartamentais 137
  • 138.
    A VISÃO DOSPROCESSOS Enfoque de Processos X Enfoque de Departamentos ORGANIZAÇÃO XYZ Função A Função B Função C Processo 1 Produtos Processo 2 Serviços
  • 139.
    FLUXOGRAMA SETORIAL -SEQÜÊNCIA DE ATIVIDADES E SETORES ATIVIDADES NOS SUBPROCESSOS ÁREA RESPONSÁVEL 1. Chegada do Cliente no Banco Cliente 2. Recepção do Cliente pelo Atendente Gerência Pessoa Física 3. Verificação da Solicitação do Cliente Gerência Pessoa Física 4. Preenchimento do Formulário de Solicitação de Empréstimo do Cliente Gerência Pessoa Física 5. Saída Cliente Cliente 6. Envio da Solicitação de Empréstimo para Análise do Cadastro Gerência Pessoa Física 7. Análise Dados Cadastrais e Histórico Cliente Setor de Cadastro 8. Envio da Solicitação para Análise das Condições Financeiras Setor de Cadastro 9. Análise das Condições Financeiras Cliente Setor Financeiro 10. Emissão do Relatório Financeiro do Cliente Setor Financeiro 139
  • 140.
    ATIVIDADES NOS SUBPROCESSOS ÁREA RESPONSÁVEL 11. Envio Solicitação e Relatório para Aprovação Gerência Setor Financeiro 12. Aprovação da Solicitação de Empréstimo pela Gerência Gerência 13. Envio Solicitação Empréstimo Aprovada (ou não) para Gerência de Pessoa Física Gerência 14. Comunicação ao Cliente da Decisão sobre a Solicitação de Empréstimo Gerência Pessoa Física 15. Retorno Cliente Cliente 16. Assinatura Documentação de Empréstimo pelo Cliente Gerência Pessoa Física 17. Envio Empréstimo Aprovado Setor Caixa Gerência Pessoa Física 18. Entrega Empréstimo (Pagamento)Cliente Setor de Caixa 19. Envio dos Comprovantes de Empréstimo ao Setor de Cobrança Setor de Caixa 20. Saída do Cliente Cliente 140
  • 141.
    FERRAMENTAS DE ANÁLISE FluxogramaFuncional - Seqüência de Tipos de Atividades, Setores e Tempos SETORES TIPOS DE ATIVIDADES / TEMPOS ENVOLVIDOS ENVOLVIDOS 1 DIA 2 DIAS 3DIAS Ger. Pessoa Física 3 4 6 2 1 1 1 4 6 7 Setor de Cadastro 7 8 Setor Financeiro 9 1 1 0 1 Gerência do Banco 1 1 2 3 1 1 Setor de Caixa 8 9 2 Setor de Cobrança 0 141
  • 142.
    FLUXOG. FÍSICO PROCESSOEMPRÉSTIMO PESSOAL CLIENTE BANCO - EX. Serviços Poupança Pessoa Pessoa Gerência (Talões, Física Jurídica Geral Cartões) Setor de Cobrança Setor Financeiro Auto - Caixa Auto - Serviços Caixas Setor Cadastro Informática - Banco de Dados e Cadastro Fluxo do Cliente Fluxo do Processo 142
  • 143.
    COMPARAÇÃO DOS TEMPOSDE PROCESSAMENTO E CICLO DO PROCESSO EMPRÉSTIMO PESSOAL BANCO - EX. ATIVIDADES Tempo Tempo de Ciclo Processam. (horas) (horas) (horas acumuladas) 1. Chegada do Cliente no Banco 0,0 0,0 0,0 2. Recepção do Cliente pelo Atendente 0,1 0,1 0,1 3. Verificação da Solicitação do Cliente 0,2 0,4 0,5 4. Preenchimento do Formulário de Solicitação de Empréstimo do Cliente 0,5 0,7 1,2 5. Saída Cliente 0,1 0,1 1,3 6. Envio da Solicitação de Empréstimo para Análise do Cadastro 0,1 2,0 3,3 7. Análise Dados Cadastrais e Histórico Cliente 0,5 1,0 4,3 8. Envio da Solicitação para Análise das Condições Financeiras 0,1 4,0 8,3 9. Análise das Condições Financeiras Cliente 0,5 0,7 9,0 143
  • 144.
    10. Emissão RelatórioFinanceiro Cliente 0,5 1,0 10,0 11. Envio Solicitação e Relatório para Aprovação da Gerência 0,1 4,0 14,0 12. Aprovação Solicitação Empréstimo pela Gerência 0,2 0,5 14,5 13. Envio Solicitação de Empréstimo pela Aprovada p/Gerência Pessoa Física 0,1 4,0 18,5 14. Comunicação ao Cliente Decisão Solicitação de Empréstimo 0,1 1,0 19,5 15. Retorno Cliente 0,0 0,1 19,6 16. Assinatura Doc. Empréstimo p/ Cliente 0,1 0,2 19,8 17. Envio Empréstimo Aprovado Setor Caixa 0,1 0,5 20,3 18. Entrega Empréstimo ao Cliente 0,1 0,2 20,5 19. Envio Comprovantes Empréstimo Setor Cobrança 0,1 2,0 22,5 20. Programação Cobranças do Empréstimo 0,5 1,0 23,5 21. Saída Cliente 0,0 0,0 23,5 TOTAL 4,0 23,5 23,5 PERCENTUAL 17,02% 100,0% 100,0% 144
  • 145.
    ANÁLISE DO VALORAGREGADO Análise do Valor Agregado = AVA AVA - Insere-se dentro da Lógica de Eliminação de Perdas e Desperdícios O Objetivo é determinar quais atividades efetivamente contribuem para satisfazer as expectativas do cliente, interno ou externo. Tipos de Atividades : • com Valor Real Agregado = VRA • com Valor Empresarial Agregado = VEA • Sem Valor Agregado = SVA 145
  • 146.
    AVALIAÇÃO DO VALORAGREGADO Atividade Sim Não Necessária para produzir Contribui para resultado? Contribui para as exigências funções do cliente? Não empresariais? Sim Sim Não Valor Real Valor Sem Valor Agregado Empresarial Agregado Agregado Atividades que precisam Atividades que não contribuem para o ser executadas para atendimento das exigências dos clientes. Estas atender às exigências atividades poderiam ser eliminadas sem dos clientes. comprometer a funcionalidade do produto/serviço. 146
  • 147.
    ANÁLISE DO VALORAGREGADO DOS PROCESSOS Estudo de Caso (Empréstimo Bancário) - AVA MACROPROCESSO - Empréstimo Bancário para Cliente Pessoa Física SUBPROCESSOS Atividades VRA Atividades VEA Atividades SVA A - Solicitação do Cliente B - Análise do Cadastro C - Análise Financeira D - Aprovação do Empréstimo E - Pagamento do Empréstimo F - Ass. Promissórias e Cobranças 147
  • 148.
    Características do ABC/ABM Melhoraa análise das despesas de estrutura. Dirige a atenção da gerência às atividades, as quais geram os custos. Proporciona apoio a decisões de longo prazo (estratégicas). 148
  • 149.
    ABM - Possibilidades Aperfeiç Aperfeiçoar Orç Orçamento e Controle ABM Sustentar de Custos Melhoria Contí Contínua Racionalizar Custos e Melhorar Melhorar a Desempenho Tomada de Decisões 149
  • 150.
    ABC - CONCEPÇÃO Custos GERAM Atividades/Processos CONSOMEM Produtos/Serviços 150
  • 151.
    ABC - ALOCAÇÃO Custos DIRECIONADORES DE CUSTOS PRIMÁRIOS Atividades/Processos DIRECIONADORES DE CUSTOS SECUNDÁRIOS Produtos/Serviços 151
  • 152.
    ABC - VISÃOGERAL DA TÉCNICA Recursos CUSTEIO DE PROCESSOS Atividades/Processos CUSTEIO DE PRODUTOS Produtos/Serviços “Os recursos da empresa são consumidos e utilizados na condução de um conjunto de atividades, as quais são executadas para permitir a produção dos produtos entregues aos clientes”. 152
  • 153.
    ABC - SEQÜÊNCIADE OPERACIONALIZAÇÃO 1. Análise dos processos e visualização em atividades. 2. Compreensão do comportamento das atividades (de sua lógica de geração de trabalho) e identificação dos direcionadores de custos primários. 3. Cálculo dos custos das atividades. 4. Identificação dos direcionadores de custos secundários (para alocação dos custos das atividades aos clientes/ produtos/serviços). 5. Alocação dos custos aos clientes/produtos/serviços, de forma proporcional ao seu grau de utilização dos direcionadores de custos secundários. 153
  • 154.
    CUSTOS COMERCIAIS 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 Análise de relatórios de clientes Atendimento a clientes (fone) Visitas a clientes especiais Análise crítica de contrato Análise da concorrência Informações à diretoria Pesquisa de mercado Cadastro de clientes Visitas a clientes Negociação Cobrança João 10,0 40,0 50,0 30,0 20,0 10,0 10,0 10,0 Pedro 16,0 20,0 13,0 16,0 10,0 10,0 10,0 10,0 Maria 13,0 20,0 14,0 20,0 20,0 5,0 10,0 10,0 20,0 Outros 11,0 13,0 10,0 14,0 10,0 5,0 10,0 10,0 TOTAL 50,0 80,0 90,0 60,0 50,0 30,0 20,0 30,0 30,0 20,0 40,0 500,0 154
  • 155.
    PERFIL COMERCIAL DOSCLIENTES 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 Análise de relatórios de clientes Atendimento a clientes (fone) Visitas a clientes especiais Análise crítica de contrato Análise da concorrência Informações à diretoria Pesquisa de mercado Cadastro de clientes Visitas a clientes Negociação Cobrança João 10,0 40,0 50,0 30,0 20,0 10,0 10,0 10,0 Pedro 16,0 20,0 13,0 16,0 10,0 10,0 10,0 10,0 Maria 13,0 20,0 14,0 20,0 20,0 5,0 10,0 10,0 20,0 Outros 11,0 13,0 10,0 14,0 10,0 5,0 10,0 10,0 TOTAL 50,0 80,0 90,0 60,0 50,0 30,0 20,0 30,0 30,0 20,0 40,0 500,0 Custo Custo Ton Cliente Grau de utilização das atividades comerciais Inicial Ajuste transp. $/ton A 4 1 1 3 69 105 1000 0,10 B 3 1 33 50 900 0,06 C 2 2 1 4 62 94 700 0,13 D 1 1 1 1 40 61 10 6,06 E 2 1 1 2 1 1 66 100 100 1,00 F 3 1 1 1 60 91 50 1,82 Soma 0 0 9 6 5 3 2 10 3 2 0 330 500 2760 C Unit. 10 10 10 10 10 3 10 10 155
  • 156.
    Exemplo - FunçãoVendas Alocação dos itens de custos às atividades. Item Atividades de Vendas Suporte TOTAL Custo Produtos SistemasRepres.Atend. ReparosCursos Salários 360 395 145 180 60 60 1200,00 Serv. Terc. - - - - - 200 200,00 Comunic. 20 20 20 20 20 20 120,00 Viagens 25 25 25 25 - - 100,00 Mat. Cons. 10 10 10 10 10 20 70,00 Diversos 5 5 5 5 5 5 30,00 TOTAL 420 455 205 240 95 305 1720,00 Percentual 24% 26% 12% 14% 6% 18% 100 %
  • 157.
    Apresentação da EmpresaXX - Período Genérico • EMPRESA “XX” » A Empresa fabrica 4 (quatro) produtos: P1, P2, P3,P4. » A Empresa utiliza 4 (quatro) matérias-primas na fabricação dos produtos: M1, M2, M3, M4. » Todos os produtos empregam 1 (uma) unidade de M1. » Os produtos P1 e P4 empregam 1 (uma) unidade de M4. » Os produtos P2 e P3 empregam, respectivamente, 1 (uma) unidade de M2 e M3. » As matérias-primas M1, M2, M3 e M4 foram recebidas em lotes de 2.000, 500, 200 e 2.000 unidades. » Foram recebidos 57, 20, 10 e 51 lotes, respectivamente, das matérias-primas M1, M2, M3 e M4. » O cálculo dos custos totais dos produtos é obtido por: CT = MP + MOD + CIF 157
  • 158.
    Dados da EmpresaXX - Período Genérico P1 P2 P3 P4 Total Produção e vendas (un.) 100.000 10.000 2.000 2.000 114.000 Custo Matéria-Prima $ 20,00 $ 20,00 $ 20,00 $ 20,00 $2.280.000 Horas de MOD 0,6 0,6 0,5 0,5 68.000 Custo de MOD $ 6,00 $ 6,00 $ 5,00 $ 5,00 $ 680.000 Horas-máquinas 0,5 0,5 0,6 0,6 57.400 Nº lotes produzidos 50 20 10 10 90 Nº ordens produção 170 60 20 20 270 Lotes M1 recebidos 50 5 1 1 57 Lotes M2 recebidos - 20 - - 20 Lotes M3 recebidos - - 10 - 10 Lotes M4 recebidos 50 - - 1 51 Custos indiretos fixos $ 2.082.400 158
  • 159.
    Cálculo dos Custosdos Produtos - Sistema Tradicional Custos Indiretos de Fabricação - CIF e Custo Total TAXA = 2.082.400/57400 = $ 36,28 / h máquina P1 = P2 = 0,5 x 36,28 = $ 18,14 P3 = P4 = 0,6 x 36,28 = $ 21,77 P1 P2 P3 P4 MP 20,00 20,00 20,00 20,00 MOD 6,00 6,00 5,00 5,00 CIF 18,14 18,14 21,77 21,77 Total 44,14 44,14 46,77 46,77 159
  • 160.
    Dados da EmpresaXX - Período Genérico P1 P2 P3 P4 Total Produção e vendas (un.) 100.000 10.000 2.000 2.000 114.000 Custo de Matéria-Prima $ 20,00 $ 20,00 $ 20,00 $ 20,00 $ 2.280.000 Horas de MOD 0,6 0,6 0,5 0,5 68.000 Custo de MOD $ 6,00 $ 6,00 $ 5,00 $ 5,00 $ 680.000 Horas-máquinas 0,5 0,5 0,6 0,6 57.400 Nº de lotes produzidos 50 20 10 10 90 Nº de ordens produção 170 60 20 20 270 Lotes de M1 recebidos 50 5 1 1 57 Lotes de M2 recebidos - 20 - - 20 Lotes de M3 recebidos - - 10 - 10 Lotes de M4 recebidos 50 - - 1 51 Custos indiretos fixos: $ 2.082.400 Recebimentos de materiais Movimentação de materiais Preparação de máquinas PCP Produção 160
  • 161.
    Dados da EmpresaXX - Período Genérico P1 P2 P3 P4 Total Produção e vendas (un.) 100.000 10.000 2.000 2.000 114.000 Custo Matéria-Prima $ 20,00 $ 20,00 $ 20,00 $ 20,00 $ 2.280.000 Horas de MOD 0,6 0,6 0,5 0,5 68.000 Custo de MOD $ 6,00 $ 6,00 $ 5,00 $ 5,00 $ 680.000 Horas-máquinas 0,5 0,5 0,6 0,6 57.400 Nº lotes produzidos 50 20 10 10 90 Nº ordens produção 170 60 20 20 270 Lotes M1 recebidos 50 5 1 1 57 Lotes M2 recebidos - 20 - - 20 Lotes M3 recebidos - - 10 - 10 Lotes M4 recebidos 50 - - 1 51 Custos fixos: $ 2.082.400 Recebimentos materiais $ 552.000 Movimentação materiais $ 162.000 Preparação máquinas $ 45.000 PCP $ 405.000 Produção $ 918.400 161
  • 162.
    Cálculo dos Custosdos Processos - Método ABC Baseia-se na análise prévia dos Processos da Empresa RECEBIMENTO = 552.000/138 = $ 4.000,00 por lote recebido MOVIMENTAÇÃO = 162.000/90 = $ 1.800,00 por lote processado PREPARAÇÃO DE MÁQUINAS = 45.000/90 = $ 500,00 por lote processado PCP = 405.000/270 = $ 1.500,00 por ordem produção PRODUÇÃO = 918.400/57400 = $ 16,00 por hora-máquina 162
  • 163.
    Cálculo dos Custosdos Produtos - Método ABC Baseia-se na análise prévia dos Processos da Empresa P1 = (50x4.000 + 50x4.000 + 50x1.800 + 50x 500 + 170x1.500)/100.000 + 0,5 x 16 = $ 15,70 P2 = ( 5x4.000 + 20x4.000 + 20x1.800 + 20x500 + 60x1.500)/ 10.000 + 0,5 x 16 = $ 31,60 P3 = ( 1x4.000 + 10x4.000 + 10x1.800 + 10x500 + 20x1.500)/ 2.000 + 0,6 x 16 = $ 58,10 P4 = ( 1x4.000 + 1x4.000 + 10x1.800 + 10x500 + 20x1.500)/ 2.000 + 0,6 x 16 = $ 40,10 163
  • 164.
    Comparação dos CustosTotais dos Produtos SISTEMÁTICA TRADICIONAL X MÉTODO ABC P1 P2 P3 P4 Sistema tradicional $ 44,14 $ 44,14 $ 46,77 $ 46,77 Custeio por atividade $ 41,70 $ 57,60 $ 83,10 $ 65,10 Diferença percentual - 5,5% + 30,5% + 77,7% + 9,2% 164
  • 165.
    CONSIDERAÇÕES FINAIS SOBREO ABC/ABM Na etapa inicial de implantação do ABC, é comum um grande detalhamento das atividades relacionadas a cada função da organização, bem como da alocação dos custos às atividades. A vantagem é que esta prática poderá evidenciar possíveis ineficiências na utilização dos recursos. 165
  • 166.
    Detalhamento das Atividades Função Processo Processo Processo Atividade Atividade Tarefa Tarefa Tarefa Subtarefa Subtarefa Operação Operação Operação 166 Fonte: Robles Jr. Custos da qualidade.
  • 167.
    ABC - DETALHAMENTO O ABC, em sua forma detalhada, pode não ser aplicável na prática, por exigir muitos dados. Algumas simplificações podem viabilizar a implementação efetiva do ABC. De qualquer forma, pode-se dizer que a pior estimativa do ABC é superior aos resultados da contabilidade tradicional, que é exata, mas errada. 167 U/PGP/2001/1o. Módulo/Apresentações/ABC - Activity Based Costing.ppt
  • 168.
    Método das Unidadesde Esforço de Produção (UEPs) Unificação da Produção Utilização da noção de “Agregação de Valor”: a matéria-prima é apenas “objeto de trabalho”; Planejamento, controle e custeio de processos de fabricação. 1 . Início: - Eng. George Perrin, França, anos 50. Método GP. 2 . Continuidade: - Eng. Franz Allora, Brasil, anos 70. Método das UEPs. 168
  • 169.
    Método das Unidadesde Esforço de Produção (UEPs) 3 . Formalização: - Programa do Pós-Graduação em Engenharia de Produção da Universidade Federal de Santa Catarina; - Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção da Universidade Federal do Rio Grande do Sul; - 12 dissertações de mestrado e 3 de doutorado já defendidas; - 25 artigos publicados em Revistas e Congressos Nacionais e Internacionais. 4 . Aplicações: - em mais de 100 indústrias brasileiras; - empresas de pequeno, médio e grande porte; - empresas de vários setores industriais: calçados, metalúrgico, têxtil, móveis, cristais,etc. 169
  • 170.
    A Problemática daMedição da Produção Industrial Suponha-se, agora, que a produção do mês de abril seja a Considere-se o caso da produção seguinte: de um certo tipo de bomba em 5 Diâmetro de 30 cm = 15 bombas diâmetros distintos de rotor. • Diâmetro de 40 cm = 10 bombas Suponha-se que a produção do Diâmetro de 50 cm = 15 bombas mês de março tenha sido a • Diâmetro de 60 cm = 07 bombas seguinte: Diâmetro de 70 cm = 08 bombas Diâmetro de 30 cm = 10 bombas Total 55 bombas • Diâmetro de 40 cm = 15 bombas Diâmetro de 50 cm = 30 bombas • Diâmetro de 60 cm = 02 bombas Diâmetro de 70 cm = 01 bombas Total 58 bombas 170
  • 171.
    Medição da Produção •O método das UEPs simplifica a atividade de medição da produção: produtos diferentes serão contabilizados por um único parâmetro, permitindo que se tenha um valor global e sintético das atividades da empresa. • Por exemplo, para o caso das bombas anteriormente citado, pode-se-ia ter: Valor em UEPs Física UEPs Física UEPs ∅ 30 cm 0,80 UEPs 10 bombas 8,00 UEPs 15 bombas 12,00 UEPs ∅ 40 cm 0,92 UEPs 15 bombas 13,80 UEPs 10 bombas 9,20 UEPs ∅ 50 cm 1,00 UEPs 30 bombas 30,00 UEPs 15 bombas 15,00 UEPs ∅ 60 cm 1,25 UEPs 2 bombas 2,50 UEPs 7 bombas 8,75 UEPs ∅ 70 cm 1,42 UEPs 1 bomba 1,42 UEPs 8 bombas 11,36 UEPs Total 58 bombas 55,72 UEPs 55 bombas 56,31 UEPs 171
  • 172.
    A Necessidade dese Unificar a Produção MONOPRODUÇÃO Existência de uma unidade de medida única; Facilidade para se planejar e controlar processos de fabricação. MULTIPRODUÇÃO ????? Necessidade de uma unidade de medida única; Unificação da produção pela utilização da noção abstrata de esforço de produção. 172
  • 173.
    Escolha de umaUnidade de Medida Comum à Produção Questão: O que é comum à toda a produção? Resposta: Os esforços de produção despendidos para a fabricação dos diversos produtos. Esforços: - das máquinas e equipamentos; - da mão-de-obra direta e indireta - dos materiais indiretos: - do capital; - das utilidades em geral. Pode-se dizer, então, que um produto “absorve”, no seu processo de fabricação, uma série de esforços de produção. Esses esforços são homogêneos, isto é, possuem a mesma natureza, diferindo de um produto a outro apenas na sua intensidade. 173
  • 174.
    O Problema daMedição dos Esforços de Produção Questão : Como medir os esforços de produção utilizados pela empresa no seu processo de fabricação? Resposta: Pela utilização da noção material de custos técnicos. 174
  • 175.
    Os Princípios Básicosdo Método das UEPs 1) Princípio do Valor Agregado 2) Princípio das Relações Constantes 3) Princípio das Estratificações 175
  • 176.
    Princípio do ValorAgregado “O produto de uma fábrica é o trabalho que ela realiza sobre as matérias-primas, e se reflete no valor que ela agrega a essas matérias-primas durante o processo de produção”. Conseqüências: • A matéria-prima é vista como sendo apenas “objeto de trabalho”. • A empresa é dividida em duas partes distintas: fábrica e setor administrativo. MP Transformação PRODUTO 176
  • 177.
    Princípio das RelaçõesConstantes Posto 1 = 5 UEPs/h Posto 2 = 10 UEPs/h Relação = Constante = 2 Princípio das Estratificações MOD MOIND DEPREC TOTAL Posto 1 3,00 1,00 7,00 11,00 Posto 2 7,00 3,00 1,00 11,00 177
  • 178.
    Roteiro Geral ImplantaçãoMétodo das UEP’s Análise da Estrutura Definição dos Postos Custo/Precisão Produtiva Operativos Definição dos Parâmetros Unidades de Capacidade (UC) Definição do Produto-Base Definição dos Itens de Custo para os Gama de Tempos do Postos Operativos Produto-Base Coleta de Dados Cálculo dos Foto-Índices dos Postos Operativos Cálculo do Foto-Custo do Produto-Base Definição das UEPs/UC dos Postos Operativos Gama de Tempos dos Produtos Cálculo das UEPs de Cada Produto Etapas de implantação do método das UEPs propriamente dito Informações necessárias à implantação do método das UEPs 178
  • 179.
    Exemplo Geral doMétodo das UEPs PARTE FÍSICA E CONSTANTE a) Definição dos postos operativos e de seus potenciais de produção (FIPO) Postos Operativos ($/Hora) Item de Custo P.O. 1 P.O. 2 P.O. 3 P.O. 4 MOD 5 10 5 3 MOIND 4 3 10 10 DEPREC. 10 20 - 7 EN. ELET. 5 15 2 5 MANUT. 8 10 3 5 UTILIDADES 8 2 10 20 FIPO 40/h 60/h 30/h 50/h 179
  • 180.
    Exemplo Geral doMétodo das UEPs b) Definição dos roteiros de produção, com seus tempos-padrão Tempos-Padrão (horas) Produto P.O. 1 P.O. 2 P.O. 3 P.O. 4 1 0,10 0,10 ------- 0,20 2 0,10 0,05 0,10 ------ 3 0,15 ------ 0,30 0,30 4 0,05 0,05 0,05 0,07 c) Definição do produto-base PRODUTO 4 180
  • 181.
    Exemplo Geral doMétodo das UEPs d) Cálculo do custo do produto-base (e dos demais produtos) Custo-Padrão de Produção Produto P.O. 1 P.O. 2 P.O. 3 P. O. 4 Total 1 4,00 6,00 ------- 10,00 20,00 2 4,00 3,00 3,00 ------ 10,00 3 6,00 ------ 9,00 15,00 30,00 4 2,00 3,00 1,50 3,50 10,00 1 UEP = 10,00 181
  • 182.
    Exemplo Geral doMétodo das UEPs e) Cálculo dos potenciais produtivos dos postos operativos em UEPs P.O. FIPO FIPO em UEPs/h P.O 1 40/h 4 UEPs/h P.O 2 60/h 6 UEPs/h P.O 3 30/h 3 UEPs/h P.O 4 50/h 5 UEPs/h f) Cálculo do valor em UEPs dos demais produtos Produto Custo Valor em UEPs 1 20 2 UEPs 2 10 1 UEPs 3 30 3 UEPs 4 10 1 UEPs 182
  • 183.
    Exemplo Geral doMétodo das UEPs PARTE MONETÁRIA E VARIÁVEL a) Cálculo de produção total do período, em UEPs Produto Valor em UEPs Produção Total Produção em UEPs 1 2 100 Un. 200 UEPs 2 1 200 Un. 200 UEPs 3 3 300 Un 900 UEPs 4 1 200 Un. 200 UEPs Total 800 Un. 1.500 UEPs 183
  • 184.
    Exemplo Geral doMétodo das UEPs b) Somatório dos custos de transformação do período Custos de Transformação = $ 30.000,00 c) Determinação do valor monetário da UEP no período $ 30.000,00 UEP ($) = = $ 20,00/UEP 1.500 UEPs 184
  • 185.
    Exemplo Geral doMétodo das UEPs d) Cálculo do custo dos produtos no período Produto Valor em UEPs Custo Unitário 1 2 $ 40,00 2 1 $ 20,00 3 3 $ 60,00 4 1 $ 20,00 185
  • 186.
    Método das UEPscomo Ferramenta para Planejamento e Controle de Processos de Fabricação * O método das UEPs define uma unidade de medida comum para o conjunto de atividades desenvolvidas pela estrutura produtiva da empresa. * Esta unidade, que é um padrão físico que descreve o trabalho realizado por uma fábrica, tem diversas aplicações para o planejamento e controle de processos de fabricação. 186
  • 187.
    Esquema Geral daUtilização do Método das UEPs na Gestão Industrial Viabilidade de Aquisição de Definição do Preço dos Produtos Novos Equipamentos Comparação de Processos Eficácia das Horas Extras Potenciais Produtivos Medidas de Desempenho (em UEPs/h) Prêmios de Produtividade Programação da Produção e Medição da Produção Valor dos Produtos Análise de Valores (em UEPs) Definição de Máquinas e Pessoal Custeio da Produção Outras Atividades Fonte: XAVIER, Guilherme Guedes. “Proposta de Uma Abordagem Computacional para a Metodologia das UEPs”. Tese de Mestrado. Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção, UFSC, março de 1988. 187
  • 188.
    Vantagens da Unificaçãoda Produção 1. Racionalização do processo de gerenciamento e controle da produção. 2. Facilita o processo de tomada de decisões. 3. Aumenta a capacidade de simulação. 4. Fixa um padrão monetário interno à empresa. 5. Facilita o cálculo da eficiência (localizada e globalmente). 188
  • 189.
    Controle da ProduçãoDefeituosa (UEPs Perdidas) Ex. Posto Operação UEP no Posto 7008 Corte 6,2 7102 Tornear 18,7 7212 Furar 8,8......33,7 UEPs Perdidas: 33,7 UEPs 7315 Fresar 24,2 7422 Retificar 29,5 7908 Pintar 8,2 7920 Marcar 3,1 Total 98,7 Valor em UEPs da Peça 189
  • 190.
    Controle da ProduçãoDefeituosa (UEPs Perdidas) Análise Custo -Valor UEP do mês = $ 13,75/UEP Custo do Aço (Matéria-Prima) = $ 9,75/Kg 33,7 UEPs x $ 13,75/UEP = $ 463,37 27,3 Kg x $ 9,75/Kg = $ 266,17 Custo peça rejeitada = $ 729,54 Índice de controle para as seções ou fábrica Índice = Total UEPs Perdidas / Total UEPs Produzidas 190
  • 191.
    Cálculo da Lucratividadedos Produtos As Rotações (R) : A rotação mede quantas vezes foi vendido o trabalho (ou o “esforço de produção” ) da empresa. Princípio Básico: As matérias-primas são apenas objetos de trabalho, ao qual são agregados os diversos esforços de produção necessários para as transformar em produtos acabados. Margem-Fábrica Unitária R= Custos de Transformação Unitários Margem - Fábrica Unitária = Preço - (Matéria-Prima + Custos de Transformação) 191
  • 192.
    Exemplo do Cálculoda Lucratividade dos Produtos 1. Dados do Exemplo: Preço $ 50,00 (-) MP $ 10,00 (-) Custos de Transformação $ 20,00 (=) Margem-Fábrica $ 20,00 Despesas de Estrutura = $ 10.000,00 Custos de Transformação = $ 20.000,00 2. Rotações (R) : Margem-Fábrica 20,00 R= = =1 Custos de Transformação 20,00 192
  • 193.
    Cálculo da Eficiênciae da Eficácia Produção Total Eficiência = Capacidade Disponível UEPs efetivamente produzidas Eficiência = UEPs que poderiam ser produzidas Produção Total Eficácia = Capacidade Utilizada UEPs efetivamente produzidas Eficácia = UEPs que deveriam ter sido produzidas 193
  • 194.
    Cálculo da Eficiênciae da Eficácia PO1 PO2 Quant. Valor Prod. A 1h 0,5 h 3 35 UEPs Prod. B 1h 2h 3 110 UEPs Valor 10UEPs/h 50UEPs/h -- Trabalha-se 8h/dia (mas o PO1 trabalhou 6h) Eficiência: Eficácia: 60 60 a. PO1 = 80 = 0,75 = 75% a. PO1 = 60 = 1 = 100% 375 375 b. PO2 = = 0,94 = 94% b. PO2 = = 0,94 = 94% 400 400 c. Total = 435 = 0,91 = 91% c. Total = 435 = 0,95 = 95% 480 460 194
  • 195.
    Balanced Scorecard Medindo aPerformance na Organização do Futuro 195
  • 196.
    Indicadores de Desempenho DEFINIÇÕES: –“É a quantificação de quão bem um negócio (suas atividades e processos) atinge uma meta especificada.” RUMMLER & BRACHE –“Medidas de desempenho são os sinais vitais de uma organização.” HRONEC –“Gerenciar é controlar e agir corretivamente. Sem indicadores, não há medição. Sem medição não há controle. Sem controle não há gerenciamento.” JURAN 196
  • 197.
    Medição de DesempenhoTradicional MEDIDAS DEPARTAMENTAIS X MEDIDAS DE PROCESSOS – A Medição de Desempenho tradicional é voltada para a eficiência de uso dos recursos nos departamentos (custos incorridos x produção realizada). “A medição de desempenho dos departamentos é importante mas não suficiente. Há necessidade de medição da eficiência e eficácia dos processos que efetivamente respondem pelos resultados da empresa” – Sinais Vitais - Hronec 197
  • 198.
    Medição de DesempenhoTradicional MEDIDAS FINANCEIRAS X OUTRAS DIMENSÕES – Geralmente a Medição de Desempenho é baseada em medidas econômicas e financeiras (custos, margem de contribuição, lucros e outras) “As medidas financeiras por si só não ajudam a administração a focalizar o que é verdadeiramente importante para o cliente (qualidade, atendimento, prazos, preços, serviços e outras)” - Hronec 198
  • 199.
    Estratégias e Indicadores Amanutenção da Competitividade depende do alinhamento da organização com a estratégia escolhida. O sistema de Medição de Desempenho deve induzir nos processos da empresa seus objetivos e estratégias. Não basta escolher a rota; é preciso medir se estamos nela, e quanto. 199
  • 200.
    Estratégias e Indicadores OS SISTEMAS DE MEDIÇÃO DE DESEMPENHO CONSTITUEM OS ELOS DE LIGAÇÃO ENTRE OS OBJETIVOS E A EXECUÇÃO PRÁTICA DAS ATIVIDADES NAS EMPRESAS. 200
  • 201.
    Planejamento da Mediçãode Desempenho O grande risco de um sistema de indicadores é um plano que não vale nada. Chega-se ao “nada” mais rápido (Carvalho, 1995). 201
  • 202.
  • 203.
    Indicadores de Desempenho Carvalho (1995), numa pesquisa com mais de 1.000 entrevistas, constatou o seguinte: - 80% das pessoas não sabia responder a questão: como você sabe que sua área vai bem? - dos que respondem a esta primeira pergunta, 90% não respondem à segunda: esta é a forma de medição que sua empresa deseja? 203
  • 204.
    Indicadores de Desempenho Ou seja, somente 2% das pessoas entrevistadas tinham metas claras e coerentes com as políticas e estratégias estipuladas pela alta administração das empresas. Esta é a função do que se chama desdobramento das diretrizes: “traduzir” as orientações da alta direção em metas e métodos para alcançá-las. 204
  • 205.
    Gerenciar é... ...controlar e agir corretivamente! “Sem indicadores, não há medição” “Sem medição, não há controle” “Sem controle, não há gerenciamento” 205
  • 206.
    Filosofia: Filosofia: Conectando a Estratégia à Ação Conectando a Estratégia à Ação Táticas de Curto Táticas de Curto Visão & Visão & Estratégia a Estratégia a Score- Prazo & Prazo & Ações Longo Prazo Longo Prazo card Ações Uma filosofia que apoia a organização na formulação de estratégias competitivas de negócio a longo prazo .... Traduzindo a estratégia em .... Táticas e ações operacionais no curto prazo … mantendo a organização estrategicamente alinhada. 206
  • 207.
    Planejamento Estratégico eBSC Visão da Empresa Formulação das Estratégias Entrantes / Substitutos BSC Concorrentes Cenários Implementação Tendências Análise Interna VISÃO 207
  • 208.
    BSC Abordagem para agestão estratégica que traduz as estratégias de longo prazo para o sistema de gestão através do mecanismo de medição de desempenho. Mais do que um simples conjunto de indicadores, o BSC constitui um sistema gerencial capaz de canalizar as energias, habilidades e os conhecimentos específicos de indivíduos dos mais diversos setores da organização em busca da realização de metas estratégicas de longo prazo 208
  • 209.
    A PROPOSTA DOBSC : A PROPOSTA DO BSC : QUATRO PERSPECTIVAS QUATRO PERSPECTIVAS Perspectiva Perspectiva Financeira dos Clientes Perspectiva de Perspectiva de Processos Aprendizado Internos e Crescimento 209
  • 210.
    Desdobramento das Perspectivas Desdobramento das Perspectivas A Visão Perspectiva Financeira Os indicadores são usados “Como nosso • Rentabilidade êxito deve ser para comunicar e não visto pelos • Crescimento • Valor da Ação acionistas? simplesmente para controlar Perspectiva do Cliente “Para alcançar • Preço nossa visão, como devemos • Serviço Os indicadores quantificam ser vistos pelos • Qualidade clientes?” e dão clareza aos conceitos Perspectiva Interna vagos. “Para satisfazer os • Ciclos Processo clientes, em que • Produtividade processos devemos • Custos ter excelência?” • Inovação Construir o Balanced Scorecard desenvolve o Aprendizado & consenso nos grupos de Desenvolvimento “Para alcançar • Aprendizagem nossa visão, o contínua trabalho na organização que devemos • Desenvolvimento aprender e de RH desenvolver?” 210
  • 211.
    visão e aestratégia hEstabelecendo o consenso Esclarecendo e traduzindo a hEsclarecendo a visão e a esoooooootégia Esclarecendo e traduzind a visão Comunicando e Realizando feedback ee Realizando feedback Comunicando e estabelecendo vínculos alinhamento estratégicos alinhamento estratéicos estabelecendo vncul hArticulando a visão hComunicando e educando compartilhada por todos Balanced scorecard hEstabelecendo metas hFornecendo feedback hVinculando recompensas a estratégico medidas de desempenho hFacilitando a revisão e o aprendizado estratégico Planejando e estabelecendo metas Realizando alinhamento estratégicos hEstabelecendo metas hAlinhando iniciativas estratégicas hDirecionando os recursos necessários hEstabelecendo marcos de referência 211
  • 212.
    Outras Perspectivas Outras perspectivaspodem e devem ser usadas quando for necessário. O que define a sua utilização é a Estratégia e o Planejamento.
  • 213.
    A Integração dasPerspectivas em Relações de Causa -- A Integração das Perspectivas em Relações de Causa Efeito Efeito NOSSOS ACIONISTAS FICARÃO MAIS SATISFEITOS A LUCRATIVIDADE SERÁ SERÁ INCREMENTADA P. FINANCEIRA OS CLIENTES ESTARÃO DISPOSTOS A P. CLIENTES PAGAR MAIS POR ESSE SERVIÇO SERVIÇ CONSEGUIREMOS ENTREGAR SEREMOS MAIS PRODUTIVOS EM P. PROCESSOS NOSSOS PROCESSOS INTERNOS PRODUTOS MAIS RÁPIDO RÁ SE: APRENDERMOS A UTILIZAR UMA P. APRENDIZADO NOVA TECNOLOGIA 213
  • 214.
    Diagrama de Causa-Efeito Diagrama de Causa-Efeito FEEDBACK E APRENDIZADO ESTRATÉGICO FEEDBACK E APRENDIZADO ESTRATÉGICO Executivos não dispõem de procedimentos para receber feedback sobre sua estratégia e testar as hipóteses em que se baseia; O Balanced Scorecard estrutura a estratégia em um conjunto de ações de causa-efeito O Balanced Scorecard conta a história de sua estratégia; 214
  • 215.
  • 216.
    Aumentar RSCI para 12% Otimizar Minimizar Perspectiva Taxa Crescimento da Receita Custos Integrados Financeira Campanha Mkt Desenvolva Imagem Perspectiva de Incentivo ao uso da Madeira de Marca Superior dos Clientes Construção de Parcerias com Distribuidores Entregas Pontuais e Completas Inovação e Liderança Perspectiva de Produto Modernização Parque Aumentar Eficiência Proc Internos Sincronização Vendas Industrial da Manutenção Revitalização e Produção Depto P&D Perspectiva Apren- Produtividade dizado e Crescimento Alinhamento da Desenvolvimento de Prepare Um Time Organização com uma Cultura de Primeira Classe Uso da TI de Mudança Estratégia desdobrada no Modelo de Vetores Causa-Efeito 216
  • 217.
    IMPLANTAÇÃO CONJUNTA DEBSC e ABC BALANCED SCORECARD EST RAT ÉGI A 3 Perspectiva Perspectiva Perspectiva 1 4 Financeira de Clientes de Aprendizado 0 - Mapeamento de Processos 2 Perspectiva dos Processos Internos 217
  • 218.
    IMPLANTAÇ ETAPAS DA IMPLANTAÇÃO CONJUNTA DE BSC e ABC 0 - Mapeamento de Processos Implantação de uma lógica de processos na gestão da empresa, a fim de suportar a estratégia pela compreensão dos processos críticos. 1 - Identificação dos Processos Críticos Identificar os processos críticos de negócio, os quais são essenciais para o bom desempenho da estratégia estabelecida. 2 - Cálculo dos Custos Calcular o custo dos processos, utilizando o ABC. Avaliar a agregação de valor das tarefas e atividades, identificando focos de melhorias 3 - Auditoria com a Perspectiva dos Clientes Verificar a capacidade dos processos em atender as metas da perspectiva dos clientes, por meio da estimativa de melhorias apoiadas em informações técnicas e econômicas sobre os processos. 4 - Avaliação dos Processos e Propostas de Melhoria Avaliar as iniciativas a serem tomadas, definindo os objetivos, indicadores, metas e iniciativas para a PPI. 218