A Educação Sexual em Meio Escolar Metodologias de Abordagem/ Intervenção Mafalda Branco Abril/Maio 2011
“ Unir-se é um bom começo, manter a união é um progresso, e trabalhar em conjunto é a vitória.” Henry Ford
CONTEÚDOS MÍNIMOS 1.º Ciclo (1.º ao 4.º ano) Noção de corpo;  •  O corpo em harmonia com a Natureza;  •  Noção de família;  •  Diferenças entre rapazes e raparigas;  •  Protecção do corpo e noções dos limites, dizendo não às aproximações abusivas.  Portaria n.º 196-A/2010, de 9 de Abril
CONTEÚDOS MÍNIMOS 2.º Ciclo (5.º e 6.º anos)  Puberdade: aspectos biológicos e emocionais;  O corpo em transformação;  Caracteres sexuais secundários;  Normalidade, importância e frequência das suas variantes bio-psicológicas;  Diversidade e respeito;  Sexualidade e género;  Reprodução humana e crescimento; contracepção e planeamento familiar; Prevenção dos maus tratos e das aproximações abusivas; Dimensão ética da sexualidade humana.
CONTEÚDOS MÍNIMOS 3.º Ciclo (7.º, 8.º e 9º anos)  Dimensão ética da sexualidade humana. Compreensão da fisiologia geral da reprodução humana;  Compreensão do ciclo menstrual e ovulatório;  Compreensão da sexualidade como uma das componentes mais sensíveis da pessoa, no contexto de um projecto de vida que integre valores (ex: afectos, ternura, crescimento e maturidade emocional, capacidade de lidar com frustrações, compromissos, abstinência voluntária) e uma dimensão ética;  Compreensão da prevalência, uso e acessibilidade dos métodos contraceptivos e conhecer, sumariamente, os mecanismos de acção e tolerância (efeitos secundários);
CONTEÚDOS MÍNIMOS (cont.) Compreensão da epidemiologia e prevalência das principais IST em Portugal e no mundo (incluindo infecção por VIH/Vírus da Imunodeficiência Humana - VPH2/Vírus do Papiloma Humano - e suas consequências) bem como os métodos de prevenção. Saber como se protege o seu próprio corpo, prevenindo a violência e o abuso físico e sexual e comportamentos sexuais de risco, dizendo não a pressões emocionais e sexuais;  Conhecimento das taxas e tendências de maternidade na adolescência e compreensão do respectivo significado;  Conhecimento das taxas e tendências das interrupções voluntárias de gravidez, suas sequelas e respectivo significado;  Compreensão da noção de parentalidade no quadro de uma saúde sexual e reprodutiva saudável e responsável; Prevenção dos maus tratos e das aproximações abusivas.
CONTEÚDOS MÍNIMOS Ensino Secundário •  Compreensão ética da sexualidade humana; •  tendências na idade de início das relações sexuais,  •  métodos contraceptivos disponíveis e utilizados, razões do seu falhanço e não uso; •  evolução e consequência nas taxas de gravidez e aborto (entre nós e na UE); •  aspectos relacionados com a incidência e sequelas das DTS (com infecção por VIH e HPV e suas consequências); •  consequências físicas, psicológicas e sociais da maternidade e da paternidade de gravidez na adolescência e do aborto; •  compreensão e determinação do ciclo menstrual em geral, com particular atenção à identificação, quando possível, do período ovulatório, em função das características dos ciclos menstruais.
METODOLOGIAS Os acontecimentos ligados à sexualidade humana estão cobertos de uma forte carga emocional Por isso, os programas de educação sexual na escola não poderão estar centrados numa mera transmissão de informações e conhecimentos Devem ter como objectos também os sentimentos e atitudes para que tenham algum grau de eficácia
METODOLOGIAS Favorecer as capacidades de escolha e de tomada de decisão nos alunos Trabalhar competências individuais, como  assertividade, capacidade de comunicação, de decisão e aceitação dos outros, procura de informação e apoios… Em Educação Sexual é importante: Aceitar a diversidade dos percursos individuais Promover o debate entre diferentes posições
METODOLOGIAS O modelo que vamos trabalhar aposta essencialmente no  espaço turma  e numa  metodologia participada  pelos destinatários das acções. Deve partir-se do  sentido/ vivido  dos jovens na esfera da sexualidade, do seu capital de conhecimentos, atitudes e opiniões. Dever-se-á privilegiar o  diálogo , o  trabalho em pequenos grupos  e o  uso de técnicas e jogos  que facilitem a  participação activa  das crianças e jovens na construção e desenvolvimento dos programas. Vaz, J. M. (1996)
METODOLOGIAS
METODOLOGIAS
DINÂMICAS DE GRUPO Permitem: descontracção  – desinibição, ausência de constrangimento; comunicação  – emissão, transmissão e recepção de mensagens verbais e não verbais; expressão afectiva  – comunicação de sentimentos e emoções por palavras e/ou gestos; interacção/ integração grupal  – união entre as pessoas de um grupo; cooperação  – acções conjuntas de colaboração entre duas ou mais pessoas; polaridade  – experiência de papéis diferentes, vivenciados no mesmo contexto (e.: liderar e ser liderado); reforço do auto-conceito ; auto-conhecimento; …
DESENHAR SENTIMENTOS http://miguel-horta.blogspot.com/2010/11/eu-sou-tu-oficina.html http://miguel-horta.blogspot.com/2010/09/reflexos.html … já me senti assim…
… PARA UM PROGRAMA Constituição da equipa Apresentação do programa aos professores Identificação das expectativas dos jovens Apresentação do projecto aos pais Programação das actividades
… PARA UM PROGRAMA Constituição da equipa Pensa, propõe e implementa o projecto Recurso a profissionais de saúde e outros com formação na área da educação sexual
… PARA UM PROGRAMA Apresentação do programa aos professores Apresentação aos professores e aos órgãos directivos da escola Integração no PEE Legitimação da sua realização Integração de mais professores nas actividades - interdisciplinaridade
… PARA UM PROGRAMA Identificação das expectativas dos jovens Cada grupo de jovens tem as suas especificidades; Caixa de perguntas; Questionários de resposta aberta; Observação de acontecimentos e das discussões que se lhes seguem (ex.: aluna fica grávida); Questões ligadas à sexualidade em telenovelas que os jovens vejam…
… PARA UM PROGRAMA Apresentação do projecto aos pais Geralmente há uma aceitação positiva – embora possa haver dúvidas e expectativas legítimas É essencial envolver os pais, não para “dar licença para”, mas serem esclarecidos e para que possam também eles próprios melhorar as suas capacidades de diálogo com os filhos.
… PARA UM PROGRAMA Programação das actividades Definição de objectivos de aprendizagem no plano dos conhecimentos, clarificação de valores, treino de competências específicas; Definição de conteúdos principais; Definição de técnicas e jogos a utilizar; Preparação dos recursos e materiais pedagógicos necessários; Avaliação.
… PARA UM PROGRAMA Avaliação: Avaliação pelos alunos; Avaliação da medida de alcance dos objectivos pedagógicos propostos. Exemplos: Foi conseguida a participação dos jovens? Que diferentes posições surgiram? Houve modificação de opinião sobre algum assunto? Os materiais e técnicas revelaram-se adequados? Houve novas questões para a continuação do programa? (Pode, por exemplo, aplicar-se uma  escala de atitudes  antes e depois da realização do programa)
ALGUMAS TÉNICAS EM EDUCAÇÃO SEXUAL “ Dois homens olham pela mesma janela. Um vê a lama. O outro vê as estrelas.” Frederick Langbridge
ESTENDAL DE IDEIAS
BIBLIOGRAFIA Assembleia da República. (2009).  Lei n.º 60/2009 de 6 de Agosto , Diário da República, 1.ª série — N.º 151 — 6 de Agosto de 2009 – 5097 Frade, A. et al. (2001 ). Educação Sexual na Escola . Lisboa: Texto Editora. López, Félix e Antonio Fuertes. (1999).  Para Compreender a Sexualidade . Lisboa: APF. Pereira, M.M. e Freitas, F. (2001).  Educação sexual – Contextos de sexualidade e adolescência . Porto: Edições ASA. Rede Portuguesa de Jovens para a Igualdade de Oportunidades entre Mulheres e Homens. (2010).  Kit Pedagógico sobre Género e Juventude . Lisboa. Strecht, P. (2005 ). Vontade de Ser – Textos sobre Adolescência . Lisboa: Assírio & Alvim. Vaz, J. (1996).  Educação Sexual na Escola . Lisboa: Universidade Aberta.

7_Maio

  • 1.
    A Educação Sexualem Meio Escolar Metodologias de Abordagem/ Intervenção Mafalda Branco Abril/Maio 2011
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    “ Unir-se éum bom começo, manter a união é um progresso, e trabalhar em conjunto é a vitória.” Henry Ford
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    CONTEÚDOS MÍNIMOS 1.ºCiclo (1.º ao 4.º ano) Noção de corpo; • O corpo em harmonia com a Natureza; • Noção de família; • Diferenças entre rapazes e raparigas; • Protecção do corpo e noções dos limites, dizendo não às aproximações abusivas. Portaria n.º 196-A/2010, de 9 de Abril
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    CONTEÚDOS MÍNIMOS 2.ºCiclo (5.º e 6.º anos) Puberdade: aspectos biológicos e emocionais; O corpo em transformação; Caracteres sexuais secundários; Normalidade, importância e frequência das suas variantes bio-psicológicas; Diversidade e respeito; Sexualidade e género; Reprodução humana e crescimento; contracepção e planeamento familiar; Prevenção dos maus tratos e das aproximações abusivas; Dimensão ética da sexualidade humana.
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    CONTEÚDOS MÍNIMOS 3.ºCiclo (7.º, 8.º e 9º anos) Dimensão ética da sexualidade humana. Compreensão da fisiologia geral da reprodução humana; Compreensão do ciclo menstrual e ovulatório; Compreensão da sexualidade como uma das componentes mais sensíveis da pessoa, no contexto de um projecto de vida que integre valores (ex: afectos, ternura, crescimento e maturidade emocional, capacidade de lidar com frustrações, compromissos, abstinência voluntária) e uma dimensão ética; Compreensão da prevalência, uso e acessibilidade dos métodos contraceptivos e conhecer, sumariamente, os mecanismos de acção e tolerância (efeitos secundários);
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    CONTEÚDOS MÍNIMOS (cont.)Compreensão da epidemiologia e prevalência das principais IST em Portugal e no mundo (incluindo infecção por VIH/Vírus da Imunodeficiência Humana - VPH2/Vírus do Papiloma Humano - e suas consequências) bem como os métodos de prevenção. Saber como se protege o seu próprio corpo, prevenindo a violência e o abuso físico e sexual e comportamentos sexuais de risco, dizendo não a pressões emocionais e sexuais; Conhecimento das taxas e tendências de maternidade na adolescência e compreensão do respectivo significado; Conhecimento das taxas e tendências das interrupções voluntárias de gravidez, suas sequelas e respectivo significado; Compreensão da noção de parentalidade no quadro de uma saúde sexual e reprodutiva saudável e responsável; Prevenção dos maus tratos e das aproximações abusivas.
  • 7.
    CONTEÚDOS MÍNIMOS EnsinoSecundário • Compreensão ética da sexualidade humana; • tendências na idade de início das relações sexuais, • métodos contraceptivos disponíveis e utilizados, razões do seu falhanço e não uso; • evolução e consequência nas taxas de gravidez e aborto (entre nós e na UE); • aspectos relacionados com a incidência e sequelas das DTS (com infecção por VIH e HPV e suas consequências); • consequências físicas, psicológicas e sociais da maternidade e da paternidade de gravidez na adolescência e do aborto; • compreensão e determinação do ciclo menstrual em geral, com particular atenção à identificação, quando possível, do período ovulatório, em função das características dos ciclos menstruais.
  • 8.
    METODOLOGIAS Os acontecimentosligados à sexualidade humana estão cobertos de uma forte carga emocional Por isso, os programas de educação sexual na escola não poderão estar centrados numa mera transmissão de informações e conhecimentos Devem ter como objectos também os sentimentos e atitudes para que tenham algum grau de eficácia
  • 9.
    METODOLOGIAS Favorecer ascapacidades de escolha e de tomada de decisão nos alunos Trabalhar competências individuais, como assertividade, capacidade de comunicação, de decisão e aceitação dos outros, procura de informação e apoios… Em Educação Sexual é importante: Aceitar a diversidade dos percursos individuais Promover o debate entre diferentes posições
  • 10.
    METODOLOGIAS O modeloque vamos trabalhar aposta essencialmente no espaço turma e numa metodologia participada pelos destinatários das acções. Deve partir-se do sentido/ vivido dos jovens na esfera da sexualidade, do seu capital de conhecimentos, atitudes e opiniões. Dever-se-á privilegiar o diálogo , o trabalho em pequenos grupos e o uso de técnicas e jogos que facilitem a participação activa das crianças e jovens na construção e desenvolvimento dos programas. Vaz, J. M. (1996)
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    DINÂMICAS DE GRUPOPermitem: descontracção – desinibição, ausência de constrangimento; comunicação – emissão, transmissão e recepção de mensagens verbais e não verbais; expressão afectiva – comunicação de sentimentos e emoções por palavras e/ou gestos; interacção/ integração grupal – união entre as pessoas de um grupo; cooperação – acções conjuntas de colaboração entre duas ou mais pessoas; polaridade – experiência de papéis diferentes, vivenciados no mesmo contexto (e.: liderar e ser liderado); reforço do auto-conceito ; auto-conhecimento; …
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    DESENHAR SENTIMENTOS http://miguel-horta.blogspot.com/2010/11/eu-sou-tu-oficina.htmlhttp://miguel-horta.blogspot.com/2010/09/reflexos.html … já me senti assim…
  • 15.
    … PARA UMPROGRAMA Constituição da equipa Apresentação do programa aos professores Identificação das expectativas dos jovens Apresentação do projecto aos pais Programação das actividades
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    … PARA UMPROGRAMA Constituição da equipa Pensa, propõe e implementa o projecto Recurso a profissionais de saúde e outros com formação na área da educação sexual
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    … PARA UMPROGRAMA Apresentação do programa aos professores Apresentação aos professores e aos órgãos directivos da escola Integração no PEE Legitimação da sua realização Integração de mais professores nas actividades - interdisciplinaridade
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    … PARA UMPROGRAMA Identificação das expectativas dos jovens Cada grupo de jovens tem as suas especificidades; Caixa de perguntas; Questionários de resposta aberta; Observação de acontecimentos e das discussões que se lhes seguem (ex.: aluna fica grávida); Questões ligadas à sexualidade em telenovelas que os jovens vejam…
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    … PARA UMPROGRAMA Apresentação do projecto aos pais Geralmente há uma aceitação positiva – embora possa haver dúvidas e expectativas legítimas É essencial envolver os pais, não para “dar licença para”, mas serem esclarecidos e para que possam também eles próprios melhorar as suas capacidades de diálogo com os filhos.
  • 20.
    … PARA UMPROGRAMA Programação das actividades Definição de objectivos de aprendizagem no plano dos conhecimentos, clarificação de valores, treino de competências específicas; Definição de conteúdos principais; Definição de técnicas e jogos a utilizar; Preparação dos recursos e materiais pedagógicos necessários; Avaliação.
  • 21.
    … PARA UMPROGRAMA Avaliação: Avaliação pelos alunos; Avaliação da medida de alcance dos objectivos pedagógicos propostos. Exemplos: Foi conseguida a participação dos jovens? Que diferentes posições surgiram? Houve modificação de opinião sobre algum assunto? Os materiais e técnicas revelaram-se adequados? Houve novas questões para a continuação do programa? (Pode, por exemplo, aplicar-se uma escala de atitudes antes e depois da realização do programa)
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    ALGUMAS TÉNICAS EMEDUCAÇÃO SEXUAL “ Dois homens olham pela mesma janela. Um vê a lama. O outro vê as estrelas.” Frederick Langbridge
  • 23.
  • 24.
    BIBLIOGRAFIA Assembleia daRepública. (2009). Lei n.º 60/2009 de 6 de Agosto , Diário da República, 1.ª série — N.º 151 — 6 de Agosto de 2009 – 5097 Frade, A. et al. (2001 ). Educação Sexual na Escola . Lisboa: Texto Editora. López, Félix e Antonio Fuertes. (1999). Para Compreender a Sexualidade . Lisboa: APF. Pereira, M.M. e Freitas, F. (2001). Educação sexual – Contextos de sexualidade e adolescência . Porto: Edições ASA. Rede Portuguesa de Jovens para a Igualdade de Oportunidades entre Mulheres e Homens. (2010). Kit Pedagógico sobre Género e Juventude . Lisboa. Strecht, P. (2005 ). Vontade de Ser – Textos sobre Adolescência . Lisboa: Assírio & Alvim. Vaz, J. (1996). Educação Sexual na Escola . Lisboa: Universidade Aberta.