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Análise e comentário crítico à presença de
        referências das BE’s nos Relatórios das
          Equipas de Avaliação Externa da IGE

          Tanto o Relatório de Avaliação Externa do Agrupamento de Escolas
Dr. João Lúcio, como o do Agrupamento D. José I de Vila Real de Santo
António, no qual sou Professora Bibliotecária, permitem encontrar algumas
referências à BE.


Agrupamento Vertical de Escolas Dr. João Lúcio –Fuseta
                       –Moncarapacho (Olhão)

2. Prestação do serviço educativo


2.1 Articulação e sequencialidade

(…)Outras interacções desenvolvem-se ao nível do Plano Nacional de Leitura,
em que crianças do JI da Fuseta, das EB1 e do 5.º ano frequentam, na
BE/CRE, o “Cantinho dos mais novos”, com a dinamização de
actividades de leitura, o que contribui para a sua posterior integração. A
merecer referência os projectos “ Livro a Três Mãos” , que circula pelos
vários estabelecimentos de educação/ensino e tem como objectivo criar uma
história com a colaboração das crianças/alunos, e “Livros com Pernas” –
requisição e circulação de livros pelas várias escolas. (…)

3. Organização e gestão escolar

3.5 Equidade e justiça

(…) Acresce a diversificação de modalidades de apoio, criando condições para
  que os alunos obtenham sucesso, e a criação de espaços lúdicos e didácticos
          onde todos podem aceder a recursos materiais diferenciados, como a
                                        BE/CRE e as salas de informática. (…)




                                                                           1
Agrupamento de Escolas D. José I de Vila Real de Santo
                                                                   António

        Dentro das medidas apresentadas para diminuir o insucesso encontra-
se referência à BE/CRE como espaço de aprendizagem (pág.3)


2-Prestação do serviço educativo


(…) As acções desenvolvidas no âmbito destas ofertas formativas e as
actividades de enriquecimento curricular, designadamente as que são
dinamizadas no Desporto Escolar, na Biblioteca e nos Clubes, têm
contribuído para a diversificação e maior abrangência das experiências de
aprendizagem dos alunos.


IV - Avaliação por factor
1.Resultados
1.1.Sucesso académico
(…) a adesão aos planos nacionais da Matemática e da Leitura, para reforço
das aprendizagens nas referidas disciplinas(…)


1.2.Participação e desenvolvimento cívico


(…)Também é solicitada a colaboração dos alunos e das famílias em campanhas
de solidariedade, através da recolha de bens alimentares, vestuário e
brinquedos para o Centro de Acolhimento Temporário, a Casa da Avó e a
Santa Casa da Misericórdia de Vila Real de Santo António, instituição que, por
sua vez, no âmbito do projecto “Conta-me um Conto”, assegura a
deslocação de alguns idosos às escolas para contarem histórias e
lenga-lengas e partilharem as suas vivências com os alunos . Regista-
se, ainda, a participação em concursos de recolha de materiais que, depois de
reciclados, revertem a favor de instituições de solidariedade.


(…) Na BE/CRE, algumas alunas (“Monitoras”) acompanham os seus
pares    na   realização     de   pesquisas      bibliográficas,   tendo sido
constituído um grupo de “Contadores de Histórias” que dinamizam
actividades nos JI e nas EB1.

2. Prestação de serviço educativo


                                                                            2
2.1. Articulação e sequencialidade

A articulação entre a Educação Pré-Escolar e o 1.º CEB é favorecida pela
tipologia dos estabelecimentos EB1/JI, uma vez que a partilha dos espaços
facilita a socialização das crianças/alunos e o desenvolvimento de projectos
comuns. Entre outras acções, salientam-se a comemoração das efemérides
e as iniciativas promovidas no âmbito do Plano Nacional de Leitura
(PNL), como a criação, em todas as escolas, de “Pontos de Leitura”
comuns, onde é dinamizado o projecto “Leitura em Vai e Vem”. Também
ocorre o conto de histórias, por parte dos alunos do 1.º CEB, às
crianças dos JI, bem como a concretização conjuntada “Horta Pedagógica”,
da “Semana da Leitura” e do projecto “Para que Servem as Plantas”. (…)


2.4.Abrangência do currículo e valorização dos saberes e da
aprendizagem


(…) As iniciativas da BE/CRE           procuram motivar os alunos para
aprendizagens diferenciadas, promover hábitos de leitura e permitir o
acesso generalizado ao conhecimento, através da disponibilização de
fontes de informação e da dinamização de sessões culturais, por vezes com
escritores convidados.


3. Organização e gestão escolar


3.2. Gestão dos recursos humanos


(…) Quanto ao pessoal não docente, procura-se que exista rotatividade de
funções, excepto na papelaria, no bufete, na biblioteca e na portaria, onde
prevalece o critério da formação e do perfil dos respectivos
funcionários. (…)


(…)A ausência dos docentes, quando prevista, é assegurada através de
permutas e, nas faltas imprevistas, os alunos são encaminhados para a Sala de
Estudo, Ludoteca e/ou BE/CRE, onde são supervisionados pelos) docente(s)
em serviço naqueles espaços.(…)




                                                                           3
3.4. Participação dos pais e outros elementos da comunidade
educativa



(…)No âmbito do PNL, alguns EE procedem ao conto/leitura de histórias
às crianças/alunos das EB1/JI.(…)


(…)Têm sido convidados a participar em alguns eventos, como a “Feira do
Livro Usado”, “Caça ao Ovo”, “Criancices do Guadiana” e “Mostras
Gastronómicas”


3.5. Equidade e justiça


A oferta de AEC e a criação de espaços de aprendizagem onde todos
possam ter acesso a recursos diversificados, como a BE/CRE, a
Ludoteca, a Sala de Estudo e as salas de Informática, também contribuem para
uma maior riqueza das experiências de todos os alunos, proporcionando,
simultaneamente, uma escola a tempo inteiro às famílias.


4. Liderança


4.1. Visão e estratégia


(…) a cerimónia de entrega de prémios a alunos, com a presença de EE e
outros elementos da comunidade ( Prémio “ O Melhor Leitor” entre outros)



     Concluo, a partir do levantamento minucioso que fiz aos relatórios destas
duas escolas no que diz respeito a referências às BE’ s ou a actividades
relacionadas com elas, que a IGE dá maior relevo à BE do Agrupamento do qual
faço parte, pois refere-a muito mais vezes. Não sei se estes resultados
dependem da equipa da IGE, pois poderá ser constituída por elementos
diferentes, se da importância que as escolas reconhecem às suas bibliotecas.
      Mas, dependa de uns ou de outros, num tempo de reconhecimento cada
vez mais consolidado do papel das BE’ s na promoção do sucesso educativo
dos alunos e na contribuição do MAABE para a melhoria dos resultados, não
se entende que equipas de trabalho do ME/IGE ainda valorizem, nalguns casos,



                                                                               4
tão pouco e divulguem tão pouca informação sobre as BE’ s. Provavelmente
teremos de ser nós e os órgãos directivos a divulgar mais e mais atempadamente
essa informação nos documentos pedagógicos e organizacionais da escola.




                                                                            5

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  • 1. Análise e comentário crítico à presença de referências das BE’s nos Relatórios das Equipas de Avaliação Externa da IGE Tanto o Relatório de Avaliação Externa do Agrupamento de Escolas Dr. João Lúcio, como o do Agrupamento D. José I de Vila Real de Santo António, no qual sou Professora Bibliotecária, permitem encontrar algumas referências à BE. Agrupamento Vertical de Escolas Dr. João Lúcio –Fuseta –Moncarapacho (Olhão) 2. Prestação do serviço educativo 2.1 Articulação e sequencialidade (…)Outras interacções desenvolvem-se ao nível do Plano Nacional de Leitura, em que crianças do JI da Fuseta, das EB1 e do 5.º ano frequentam, na BE/CRE, o “Cantinho dos mais novos”, com a dinamização de actividades de leitura, o que contribui para a sua posterior integração. A merecer referência os projectos “ Livro a Três Mãos” , que circula pelos vários estabelecimentos de educação/ensino e tem como objectivo criar uma história com a colaboração das crianças/alunos, e “Livros com Pernas” – requisição e circulação de livros pelas várias escolas. (…) 3. Organização e gestão escolar 3.5 Equidade e justiça (…) Acresce a diversificação de modalidades de apoio, criando condições para que os alunos obtenham sucesso, e a criação de espaços lúdicos e didácticos onde todos podem aceder a recursos materiais diferenciados, como a BE/CRE e as salas de informática. (…) 1
  • 2. Agrupamento de Escolas D. José I de Vila Real de Santo António Dentro das medidas apresentadas para diminuir o insucesso encontra- se referência à BE/CRE como espaço de aprendizagem (pág.3) 2-Prestação do serviço educativo (…) As acções desenvolvidas no âmbito destas ofertas formativas e as actividades de enriquecimento curricular, designadamente as que são dinamizadas no Desporto Escolar, na Biblioteca e nos Clubes, têm contribuído para a diversificação e maior abrangência das experiências de aprendizagem dos alunos. IV - Avaliação por factor 1.Resultados 1.1.Sucesso académico (…) a adesão aos planos nacionais da Matemática e da Leitura, para reforço das aprendizagens nas referidas disciplinas(…) 1.2.Participação e desenvolvimento cívico (…)Também é solicitada a colaboração dos alunos e das famílias em campanhas de solidariedade, através da recolha de bens alimentares, vestuário e brinquedos para o Centro de Acolhimento Temporário, a Casa da Avó e a Santa Casa da Misericórdia de Vila Real de Santo António, instituição que, por sua vez, no âmbito do projecto “Conta-me um Conto”, assegura a deslocação de alguns idosos às escolas para contarem histórias e lenga-lengas e partilharem as suas vivências com os alunos . Regista- se, ainda, a participação em concursos de recolha de materiais que, depois de reciclados, revertem a favor de instituições de solidariedade. (…) Na BE/CRE, algumas alunas (“Monitoras”) acompanham os seus pares na realização de pesquisas bibliográficas, tendo sido constituído um grupo de “Contadores de Histórias” que dinamizam actividades nos JI e nas EB1. 2. Prestação de serviço educativo 2
  • 3. 2.1. Articulação e sequencialidade A articulação entre a Educação Pré-Escolar e o 1.º CEB é favorecida pela tipologia dos estabelecimentos EB1/JI, uma vez que a partilha dos espaços facilita a socialização das crianças/alunos e o desenvolvimento de projectos comuns. Entre outras acções, salientam-se a comemoração das efemérides e as iniciativas promovidas no âmbito do Plano Nacional de Leitura (PNL), como a criação, em todas as escolas, de “Pontos de Leitura” comuns, onde é dinamizado o projecto “Leitura em Vai e Vem”. Também ocorre o conto de histórias, por parte dos alunos do 1.º CEB, às crianças dos JI, bem como a concretização conjuntada “Horta Pedagógica”, da “Semana da Leitura” e do projecto “Para que Servem as Plantas”. (…) 2.4.Abrangência do currículo e valorização dos saberes e da aprendizagem (…) As iniciativas da BE/CRE procuram motivar os alunos para aprendizagens diferenciadas, promover hábitos de leitura e permitir o acesso generalizado ao conhecimento, através da disponibilização de fontes de informação e da dinamização de sessões culturais, por vezes com escritores convidados. 3. Organização e gestão escolar 3.2. Gestão dos recursos humanos (…) Quanto ao pessoal não docente, procura-se que exista rotatividade de funções, excepto na papelaria, no bufete, na biblioteca e na portaria, onde prevalece o critério da formação e do perfil dos respectivos funcionários. (…) (…)A ausência dos docentes, quando prevista, é assegurada através de permutas e, nas faltas imprevistas, os alunos são encaminhados para a Sala de Estudo, Ludoteca e/ou BE/CRE, onde são supervisionados pelos) docente(s) em serviço naqueles espaços.(…) 3
  • 4. 3.4. Participação dos pais e outros elementos da comunidade educativa (…)No âmbito do PNL, alguns EE procedem ao conto/leitura de histórias às crianças/alunos das EB1/JI.(…) (…)Têm sido convidados a participar em alguns eventos, como a “Feira do Livro Usado”, “Caça ao Ovo”, “Criancices do Guadiana” e “Mostras Gastronómicas” 3.5. Equidade e justiça A oferta de AEC e a criação de espaços de aprendizagem onde todos possam ter acesso a recursos diversificados, como a BE/CRE, a Ludoteca, a Sala de Estudo e as salas de Informática, também contribuem para uma maior riqueza das experiências de todos os alunos, proporcionando, simultaneamente, uma escola a tempo inteiro às famílias. 4. Liderança 4.1. Visão e estratégia (…) a cerimónia de entrega de prémios a alunos, com a presença de EE e outros elementos da comunidade ( Prémio “ O Melhor Leitor” entre outros) Concluo, a partir do levantamento minucioso que fiz aos relatórios destas duas escolas no que diz respeito a referências às BE’ s ou a actividades relacionadas com elas, que a IGE dá maior relevo à BE do Agrupamento do qual faço parte, pois refere-a muito mais vezes. Não sei se estes resultados dependem da equipa da IGE, pois poderá ser constituída por elementos diferentes, se da importância que as escolas reconhecem às suas bibliotecas. Mas, dependa de uns ou de outros, num tempo de reconhecimento cada vez mais consolidado do papel das BE’ s na promoção do sucesso educativo dos alunos e na contribuição do MAABE para a melhoria dos resultados, não se entende que equipas de trabalho do ME/IGE ainda valorizem, nalguns casos, 4
  • 5. tão pouco e divulguem tão pouca informação sobre as BE’ s. Provavelmente teremos de ser nós e os órgãos directivos a divulgar mais e mais atempadamente essa informação nos documentos pedagógicos e organizacionais da escola. 5