Análise e Comentário Crítico<br />Amostra: <br />Agrupamento de Escolas Sophia de Mello Breyner - VILA NOVA DE GAIA – 2008/2009<br />2- Agrupamento de Escolas Domingos Capela - ESPINHO - 2006/2007<br />3- Agrupamento de Escolas Sá Couto - ESPINNHO - 2007/2008<br />A escolha desta amostra teve como critérios de selecção, o facto dos três agrupamentos terem o ensino pré - escolar, 1º Ciclo, 2º Ciclo e 3º Ciclo, geograficamente fazerem fronteira, por tanto, são vizinhos, e eu exercer funções num dos agrupamentos. Perante isto tive curiosidade de saber como está cotada a actividade das nossas bibliotecas escolares.<br />Ao abrir os documentos da Avaliação Externa das Escolas deparei com a seguinte citação:<br /> “ Espera-se que o processo de avaliação externa fomente a auto-avaliação e resulte numa oportunidade de melhoria para o Agrupamento (…). De facto, ao identificar pontos fortes e pontos fracos, bem como oportunidades e constrangimentos, a avaliação externa oferece elementos para a construção ou aperfeiçoamento de planos de melhoria e de desenvolvimento de cada escola, em articulação com a administração educativa e com a comunidade em que se insere.”<br />O modelo de avaliação externa sugerido pela IGE e o modelo de auto-avaliação das BEs, tem um suporte comum, ambas as propostas implicam uma recolha de evidências, a definição de pontos fracos e fortes e consequentemente a elaboração de um plano de acção/melhoria, o que será muito proveitoso para articulação entre as duas Avaliações. A inclusão nos resultados da BE vai contribuir com a Avaliação Externa da Escola e dar uma visão mais realista da acção da BE na comunidade escolar.<br />Após a leitura atenta dos três relatórios de avaliação externa sou levada a concluir que a diversidade de situações e até de análises feitas pela inspecção é bastante diferente, mesmo sendo os mesmos os campos de análise e tópicos descritores. Ora vejamos:<br />Gestão de recursos financeiros<br />Quanto a este tópico constatei que as três Bibliotecas das sedes de Agrupamento estão referenciadas quanto ao seu aspecto físico de forma muito diferente, mas em todas muito superficial.<br />No relatório da escola Sá Couto expõe uma a requalificação e apetrecho técnico e mobiliário recente a que o espaço foi submetido:” A BE/CRE da Escola sede do agrupamento revela uma configuração recente do espaço e equipamentos. A intervenção realizada facilita o acesso, melhorou a sua organização e permite o acompanhamento dos alunos quando a frequentam”.Na escola Domingos Capela o relatório apresenta uma descrição da BE sede como sendo um espaço agradável, bem equipado, com reconhecida qualidade e muito dinâmico.<br />No relatório da Escola Sophia de Melo Breyner não ficamos a saber se está ou não bem equipada, só que é “uma sala com uma área de quarenta metros quadrados”.<br />As BE’s dos Agrupamentos do 1ºciclo ficam só pelo registo da sua existência, em rede, nos relatórios. Aliás, pela leitura dos relatórios, num dos agrupamentos não menciona nenhuma BE do 1ºCiclo, daí depreendo que não tem, embora seja um agrupamento numeroso.<br />Resultados<br />No tópico dos resultados, as BE’s não aparecem como sendo claramente um pólo dinamizador, em nenhum dos relatórios. Embora acredito que os dirigentes dos Agrupamentos quer ao nível de topo, quer dos níveis intermédios e as estruturas de apoio estão fortemente motivadas, empenhadas e activas, no novo conceito de prática pedagógica e necessidades reais da sociedade o que é reconhecido por toda a comunidade educativa. E, neste, contexto recorre-se a formas inovadoras de formação de jovens que aderem aos projectos, com vista à melhoria do desempenho das aprendizagens dos alunos, a BE parece-me estar incluída nestas formas inovadoras referidas, mas afirmo que é uma ilação minha, pois nada vem referenciado directamente nos relatórios de avaliação externa.<br />Prestação de serviços - item articulação e sequencialidade<br />Só num dos relatórios, o da Escola Domingos Capela, refere nitidamente que são desenvolvidas acções com o objectivo de facilitar a integração dos alunos do primeiro ciclo na escola sede, por exemplo: “(…) o projecto “O contador e encantador de histórias”desenvolvido pela BE da Escola e “o baú de livros” que é um recurso que circula por todo o agrupamento. Nada mais é mencionado na avaliação nos outros relatórios<br />Este é um de muitos recursos e estratégias, pois, cada vez mais as BE’s são um pólo aglutinador de gentes e saberes e mediante os seus recursos vai realizando a articulação e sequencialidade entre ciclos, muitas vezes estando sujeitos as contrariedades geográficas, pouco apoios financeiros, sem funcionários, só tendo como motor impulsionador a vontade de levar a todos um pouco de literacia.<br />Abrangência do Currículo e valorização do saber e da aprendizagem<br />A BE da Escola Domingos Capela, num dos relatórios, surge referido da seguinte forma “ destaca-se ainda o trabalho desenvolvido pela BE/CRE na dinamização de uma série de actividades que de uma forma particular, contribuem para o aprofundamento da língua portuguesa, assim como, a utilização das TIC em contexto educativo e lúdico, permitindo exercitar várias competências e mobilizar aprendizagens múltiplas (por exemplo a dinamização de blogs, internet). <br />Nos outros dois relatórios de avaliação externa não aparece nenhum registo.<br />Projectos e Parcerias<br />As actividades da BE são por vezes referidas como integrando actividades/projectos locais e nacionais de grande visibilidade. Ora, parece-me ser de inferir da leitura dos relatórios, que esta tónica é posta mais ou menos em evidência, o que me leva a concluir que a BE, neste sector está a caminhar bem, com vista ao sucesso dos alunos e do processo ensino - aprendizagem. É, por assim dizer, o palco onde se concentram os actores para trabalhar.<br />Só num dos relatórios a BE é reconhecida, de uma forma mais ou menos evidente, como um espaço bastante frequentado por alunos e docentes. <br />Liderança<br />Nos relatórios destas escolas, e penso que nos outros também será assim, o ambiente social é heterogéneo, no entanto, nas expectativas dos pais, o PNL e as BE’s são referidos como actividades, iniciativas e espaço que visam a melhoria das aprendizagens nos domínios da Língua Portuguesa, e a BE já é encarada como local de aprendizagem: “ (…) na Biblioteca estão sempre professores de diferentes áreas disponíveis para atendimento aos alunos (…)”citação retirada da avaliação da escola Sophia de Melo Breyner e em outro relatório, no âmbito do sucesso escolar e do ensino , “destaca-se  ( …) O Plano Nacional de Leitura(..)”citação da Escola Domingos Capela. Nestes agrupamentos o PNL, como projecto de âmbito nacional, valoriza o espaço da BE/CRE que está na base destes projectos.<br />Ainda neste item da liderança é bom referir a notoriedade que se deu ao perfil de abertura e inovação da coordenadora da BE/CRE da escola Domingos Capela, que apoia os projectos da escola com um carácter renovador e dirigente aos novos desafios que a comunidade apresenta.<br />Ao comparar os três relatórios lidos e analisados, na medida do possível, devido aos constrangimentos de tempo, as BE’s são tratadas de forma diferenciada sendo dada maior notoriedade a uma do que as outras. Em minha opinião, a BE é muito importante por ser um pólo aglutinador de trabalho e ao mesmo tempo um centro de recursos importante para o apoio a professores e alunos, no processo ensino/aprendizagem. Através de relatórios deste tipo, sem vivências no terreno e interacção com os participantes dos projectos, parece-me que a imagem que passa pode não ser a mais visível e certa. A notoriedade que se dá às BE/CRE parecem-me reduzidas e em dois relatórios, mesmo nulas, face ao papel crucial que estas têm ou deverão ter no seio da comunidade educativa e local onde se inserem. Com conhecimento de causa de dois, dos três agrupamentos que escolhi, fiquei desapontada pois, diz pouco ou nada do que, efectivamente, se faz nestas Bibliotecas escolares. Ora se na escola, na generalidade desses relatórios, o acompanhamento e a supervisão da prática lectiva ainda não constituem dinâmicas consistentes, naturalmente que as Bibliotecas, que tentam fazer o melhor, estão ainda a sentir dificuldades em se afirmar, principalmente as do 1º ciclo que raramente são tomadas em conta. <br />Acredito que a auto-avaliação das BE’s e o facto de estas integrarem a avaliação interna da escola/agrupamento vai dar um contributo muito importante, a este nível, e por consequência uma maior visibilidade à acção desenvolvida e ao impacto da mesma. Por isso, parece-me quase imprescindível esta formação na área para os Professores Bibliotecários. <br />
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  • 1.
    Análise e ComentárioCrítico<br />Amostra: <br />Agrupamento de Escolas Sophia de Mello Breyner - VILA NOVA DE GAIA – 2008/2009<br />2- Agrupamento de Escolas Domingos Capela - ESPINHO - 2006/2007<br />3- Agrupamento de Escolas Sá Couto - ESPINNHO - 2007/2008<br />A escolha desta amostra teve como critérios de selecção, o facto dos três agrupamentos terem o ensino pré - escolar, 1º Ciclo, 2º Ciclo e 3º Ciclo, geograficamente fazerem fronteira, por tanto, são vizinhos, e eu exercer funções num dos agrupamentos. Perante isto tive curiosidade de saber como está cotada a actividade das nossas bibliotecas escolares.<br />Ao abrir os documentos da Avaliação Externa das Escolas deparei com a seguinte citação:<br /> “ Espera-se que o processo de avaliação externa fomente a auto-avaliação e resulte numa oportunidade de melhoria para o Agrupamento (…). De facto, ao identificar pontos fortes e pontos fracos, bem como oportunidades e constrangimentos, a avaliação externa oferece elementos para a construção ou aperfeiçoamento de planos de melhoria e de desenvolvimento de cada escola, em articulação com a administração educativa e com a comunidade em que se insere.”<br />O modelo de avaliação externa sugerido pela IGE e o modelo de auto-avaliação das BEs, tem um suporte comum, ambas as propostas implicam uma recolha de evidências, a definição de pontos fracos e fortes e consequentemente a elaboração de um plano de acção/melhoria, o que será muito proveitoso para articulação entre as duas Avaliações. A inclusão nos resultados da BE vai contribuir com a Avaliação Externa da Escola e dar uma visão mais realista da acção da BE na comunidade escolar.<br />Após a leitura atenta dos três relatórios de avaliação externa sou levada a concluir que a diversidade de situações e até de análises feitas pela inspecção é bastante diferente, mesmo sendo os mesmos os campos de análise e tópicos descritores. Ora vejamos:<br />Gestão de recursos financeiros<br />Quanto a este tópico constatei que as três Bibliotecas das sedes de Agrupamento estão referenciadas quanto ao seu aspecto físico de forma muito diferente, mas em todas muito superficial.<br />No relatório da escola Sá Couto expõe uma a requalificação e apetrecho técnico e mobiliário recente a que o espaço foi submetido:” A BE/CRE da Escola sede do agrupamento revela uma configuração recente do espaço e equipamentos. A intervenção realizada facilita o acesso, melhorou a sua organização e permite o acompanhamento dos alunos quando a frequentam”.Na escola Domingos Capela o relatório apresenta uma descrição da BE sede como sendo um espaço agradável, bem equipado, com reconhecida qualidade e muito dinâmico.<br />No relatório da Escola Sophia de Melo Breyner não ficamos a saber se está ou não bem equipada, só que é “uma sala com uma área de quarenta metros quadrados”.<br />As BE’s dos Agrupamentos do 1ºciclo ficam só pelo registo da sua existência, em rede, nos relatórios. Aliás, pela leitura dos relatórios, num dos agrupamentos não menciona nenhuma BE do 1ºCiclo, daí depreendo que não tem, embora seja um agrupamento numeroso.<br />Resultados<br />No tópico dos resultados, as BE’s não aparecem como sendo claramente um pólo dinamizador, em nenhum dos relatórios. Embora acredito que os dirigentes dos Agrupamentos quer ao nível de topo, quer dos níveis intermédios e as estruturas de apoio estão fortemente motivadas, empenhadas e activas, no novo conceito de prática pedagógica e necessidades reais da sociedade o que é reconhecido por toda a comunidade educativa. E, neste, contexto recorre-se a formas inovadoras de formação de jovens que aderem aos projectos, com vista à melhoria do desempenho das aprendizagens dos alunos, a BE parece-me estar incluída nestas formas inovadoras referidas, mas afirmo que é uma ilação minha, pois nada vem referenciado directamente nos relatórios de avaliação externa.<br />Prestação de serviços - item articulação e sequencialidade<br />Só num dos relatórios, o da Escola Domingos Capela, refere nitidamente que são desenvolvidas acções com o objectivo de facilitar a integração dos alunos do primeiro ciclo na escola sede, por exemplo: “(…) o projecto “O contador e encantador de histórias”desenvolvido pela BE da Escola e “o baú de livros” que é um recurso que circula por todo o agrupamento. Nada mais é mencionado na avaliação nos outros relatórios<br />Este é um de muitos recursos e estratégias, pois, cada vez mais as BE’s são um pólo aglutinador de gentes e saberes e mediante os seus recursos vai realizando a articulação e sequencialidade entre ciclos, muitas vezes estando sujeitos as contrariedades geográficas, pouco apoios financeiros, sem funcionários, só tendo como motor impulsionador a vontade de levar a todos um pouco de literacia.<br />Abrangência do Currículo e valorização do saber e da aprendizagem<br />A BE da Escola Domingos Capela, num dos relatórios, surge referido da seguinte forma “ destaca-se ainda o trabalho desenvolvido pela BE/CRE na dinamização de uma série de actividades que de uma forma particular, contribuem para o aprofundamento da língua portuguesa, assim como, a utilização das TIC em contexto educativo e lúdico, permitindo exercitar várias competências e mobilizar aprendizagens múltiplas (por exemplo a dinamização de blogs, internet). <br />Nos outros dois relatórios de avaliação externa não aparece nenhum registo.<br />Projectos e Parcerias<br />As actividades da BE são por vezes referidas como integrando actividades/projectos locais e nacionais de grande visibilidade. Ora, parece-me ser de inferir da leitura dos relatórios, que esta tónica é posta mais ou menos em evidência, o que me leva a concluir que a BE, neste sector está a caminhar bem, com vista ao sucesso dos alunos e do processo ensino - aprendizagem. É, por assim dizer, o palco onde se concentram os actores para trabalhar.<br />Só num dos relatórios a BE é reconhecida, de uma forma mais ou menos evidente, como um espaço bastante frequentado por alunos e docentes. <br />Liderança<br />Nos relatórios destas escolas, e penso que nos outros também será assim, o ambiente social é heterogéneo, no entanto, nas expectativas dos pais, o PNL e as BE’s são referidos como actividades, iniciativas e espaço que visam a melhoria das aprendizagens nos domínios da Língua Portuguesa, e a BE já é encarada como local de aprendizagem: “ (…) na Biblioteca estão sempre professores de diferentes áreas disponíveis para atendimento aos alunos (…)”citação retirada da avaliação da escola Sophia de Melo Breyner e em outro relatório, no âmbito do sucesso escolar e do ensino , “destaca-se ( …) O Plano Nacional de Leitura(..)”citação da Escola Domingos Capela. Nestes agrupamentos o PNL, como projecto de âmbito nacional, valoriza o espaço da BE/CRE que está na base destes projectos.<br />Ainda neste item da liderança é bom referir a notoriedade que se deu ao perfil de abertura e inovação da coordenadora da BE/CRE da escola Domingos Capela, que apoia os projectos da escola com um carácter renovador e dirigente aos novos desafios que a comunidade apresenta.<br />Ao comparar os três relatórios lidos e analisados, na medida do possível, devido aos constrangimentos de tempo, as BE’s são tratadas de forma diferenciada sendo dada maior notoriedade a uma do que as outras. Em minha opinião, a BE é muito importante por ser um pólo aglutinador de trabalho e ao mesmo tempo um centro de recursos importante para o apoio a professores e alunos, no processo ensino/aprendizagem. Através de relatórios deste tipo, sem vivências no terreno e interacção com os participantes dos projectos, parece-me que a imagem que passa pode não ser a mais visível e certa. A notoriedade que se dá às BE/CRE parecem-me reduzidas e em dois relatórios, mesmo nulas, face ao papel crucial que estas têm ou deverão ter no seio da comunidade educativa e local onde se inserem. Com conhecimento de causa de dois, dos três agrupamentos que escolhi, fiquei desapontada pois, diz pouco ou nada do que, efectivamente, se faz nestas Bibliotecas escolares. Ora se na escola, na generalidade desses relatórios, o acompanhamento e a supervisão da prática lectiva ainda não constituem dinâmicas consistentes, naturalmente que as Bibliotecas, que tentam fazer o melhor, estão ainda a sentir dificuldades em se afirmar, principalmente as do 1º ciclo que raramente são tomadas em conta. <br />Acredito que a auto-avaliação das BE’s e o facto de estas integrarem a avaliação interna da escola/agrupamento vai dar um contributo muito importante, a este nível, e por consequência uma maior visibilidade à acção desenvolvida e ao impacto da mesma. Por isso, parece-me quase imprescindível esta formação na área para os Professores Bibliotecários. <br />