SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 27
JORNADAS CIENTIFICAS 2014
Sérgio Alfredo Macore 
Estudante da Universidade Pedagógica - Delegação de 
Nampula, faculdade ESCOG, curso de Licenciatura 
em Gestão de Empresas.
ESTUDO DE CASO LETSHEGO (2012-2014) 
NAMPULA CIDADE
Estrutura de Apresentação 
 Introdução ; 
 Fundamentação Teórica; 
 Análise e Interpretação dos dado; 
 Conclusão e recomendações.
As microfinanças concretizam uma possibilidade de criação de riqueza, 
e mais valias na economia nacional, na produtividade e no emprego. A 
criação de um projecto de Microcrédito dá resposta a uma dificuldade 
estrutural de natureza social, política, cultural e a aversão ao risco. 
Infelizmente, ainda existe em Moçambique, uma noção de que as 
pessoas que começam pequenos negócios não são merecedoras de 
tanta admiração como as que seguem carreiras continuadas, no sector 
público ou no sector privado. Este preconceito só se conseguirá 
ultrapassar com um acentuado esforço de educação e continuidade ao 
longo das gerações.
Objectivo geral 
 Analisar o papel das micro finanças para o desenvolvimento sócio 
económico do país. 
Objectivos específicos 
 Identificar a base de sobrevivência das micro finanças; 
 Avaliar o contributo do micro finanças para o desenvolvimento das 
PME’s; 
 Analisar a extensão dos serviços micro financeiros quanto as 
associações.
O papel das micro finanças tem sido debate nos espaços económicos, 
pois o desenvolvimento das zonas rurais necessita de serviços 
financeiros que sejam convenientes, flexíveis e acessíveis. 
Constatou-se que, o surgimento das micro finanças tem sido uma 
medida de grande importância para reduzir a pobreza que assola todo 
o nosso país, neste âmbito surge a seguinte questão: 
 Em que medida a oferta de serviços micro financeiros contribuem 
para o melhoramento da vida da população?
 As micro finanças contribuem para o melhoramento da vida 
da população nas zonas rurais. 
 Os serviços micro financeiros têm sido uma das melhores 
formas de expansão do acesso ao crédito para muitas PME’s 
e associações. 
 Os investimentos micro financeiros garantem uma boa 
medida para redução da pobreza em Moçambique.
Justificativas 
A ideia de analisar o papel das ofertas de serviços micro 
financeiros em Moçambique deve-se em parte a importância que 
a intermediação financeira pode ter no crescimento e 
desenvolvimento económico do país. 
Neste trabalho o desafio das instituições micro financeiras quanto 
ao seu papel, consiste em promover serviços financeiros 
adequados as iniciativas locais, a partir de reforços de sistemas 
financeiros e seus bens e serviços em cobertura nacional de 
modo a aumentar a poupança e que as pequenas cidades tenham 
um número satisfatório das micro finanças assim como o 
crédito.
Metodologia 
A metodologia utilizada na presente pesquisa pode ser 
caracterizada da seguinte maneira: 
 Quanto aos objectivos; 
 Quanto aos procedimentos; 
 Quanto à abordagem do problema. 
Universo e Amostra 
 Alguns beneficiários da Área de Nampula – LETSHEGO 
 A amostra é de 8 beneficiários dos serviços micro financeiros da 
Letshego – Cidade de Nampula.
Enquadramento teórico 
Origem da Microfinança e Microcrédito 
O conceito de Microcrédito nasceu no Bangladesh, nos finais 
dos anos 70, com o Professor de Economia Rural, 
Muhammad Yunus e o Grameen Bank (Índia), “O Banco 
das ideias” que tinha como premissa básica, a criação de um 
sistema bancário baseado no mutualismo, na confiança, 
participação e criatividade, concedendo empréstimos de 
baixo valor a pequenos empreendedores informais e micro-empresas 
sem acesso ao sistema de crédito tradicional, 
principalmente, por não oferecerem garantias reais.
Características de micro crédito 
Segundo Muhammad Yunus e o Grameen Bank, existem varias 
classificações e categorias de Micro-Crédito, cujas 
características são: 
 Promover o crédito como um direito do Homem; 
 Conceder crédito dirigido aos pobres, especialmente mulheres, 
tendo por missão ajudar as famílias pobres a ultrapassar o limiar 
da pobreza; 
 Basear-se na confiança e não em garantias reais ou contratos 
judicialmente accionáveis; 
 Créditos concedidos para a criação de auto-emprego através de 
actividades geradoras de rendimentos; 
 Desafiar os bancos convencionais que rejeitam os pobres por 
não os considerar dignos de um crédito, 
 Providenciar serviços ao domicílio baseado no princípio de que 
o banco deve ir ao encontro dos indivíduos.
Vantagens do microcredito 
Area social Politicas empreendedoras 
Promove a iniciativa comercial Cria novas empresas 
Promove a diminuição da taxa de 
desemprego e exclusão social 
Cria novos Negócios 
Promove uma boa imagem dos bancos. Cria novos empregos 
Promove a formação qualificante dos 
Beneficiários. 
Cria a sustentabilidade e prosperidade 
das populações desfavorecidas 
Promove estratégias e medidas 
alternativas. 
para as pessoas desempregadas, 
inactivas e reformadas. 
Cria a competitividade e crescimento 
da economia local e nacional
Microfinanças em Moçambique 
Em Moçambique as microfinanças emergiram a quando do 
estabelecimento relativo do clima de paz. Apesar do sucesso das 
experiências do Grammen Bank (Bangladesh), os empreendedores em 
Moçambique pouco acreditavam no desenvolvimento desta actividade 
no país. 
Consequentemente, quando a World Relief anunciou em 1993 que iria 
começar uma operação de pequenos bancos nas vilas com intenção de 
atingir o mais pobre dos pobres, os investidores encararam a ideia 
com muito cepticismo (De Vletter, 1999:2). 
O conceito de Microfinança nasce em 1995, tendo como intervenientes 
principais a AJM actualmente Secretaria da Cooperação 
Internacional (SCI) e a Cooperação Suíça para pesquisa das formas 
tradicionais de crédito e de poupança em Moçambique, tendo como 
missão primária, o apoio ao lançamento de um projecto-piloto de 
Micro-Crédito para futuros micro-empresário, tendo como sector 
alvo a Educação e Saúde,
Cont. 
A 13 de Outubro, é promulgado o Decreto do Conselho de 
Ministro nº 53/98 que autoriza a abertura da primeira Instituição 
de Micro-Finanças em Moçambique (Tchuma), tendo como 
capital social 70.000.000,00 mt e como accionistas institucionais 
o Fundo de Desenvolvimento Comunitário (FDC) e a SCI. 
Em Moçambique, o sector de Microfinanças é ainda muito 
deficitário, em 2008 apenas contava com 55000 clientes e uma 
carteira de 15,4 milhões de USD. Moçambique é um país em 
fraco desenvolvimento; isto deve-se ao facto de Moçambique 
possuir um sistema financeiro pouco desenvolvido, um défice de 
crescimento e graves disparidades sectoriais e espaciais entre 
Maputo e o resto do país.
Enquadramento legal da Microfinança e Microcrédito em 
Moçambique 
Na verdade as Microfinanças em Moçambique sao caracterizados de 
duas maneiras: Micro-Finanças autorizadas a captar depósitos e 
Micro-Finanças autorizado apenas a conceder crédito. 
 Micro-Finanças autorizadas a captar depósitos, ou seja a realização de 
operações bancárias restritas, nos termos definidos pela lei 9/2004 (lei 
das Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras) de momento 
ainda não carece de uma legislação específica (em preparação). 
 Microfinanças autorizado apenas a conceder crédito hoje estão 
regulamentadas pelo Decreto nº47/98 de 22 de Setembro e pelo aviso 
1/GGBM/99, que fixa fundos mínimos a afectar no exercício das 
Microfinanças. Foi estabelecido no Decreto nº 47/98 um montante de 
50 Milhões para Entidades autorizadas a desenvolver actividade de 
Micro-Finanças, o montante dos créditos não pode exceder ao valor 
declarado ao BM, alocado à sua actividade, devendo aplicar taxas de 
juros livres.
Impacto do Microcrédito em Moçambique 
O Microcrédito desempenha um papel activo no combate a redução do 
índice de incidência da pobreza, neste momento o impacto é mais 
notório nas zonas rurais, onde a taxa passou de 70,5%, para 54,6%, 
esta redução reflecte-se no melhoramento das condições de vida da 
população, sobretudo na provisão dos serviços sociais básicos. 
Actualmente, 70,5% dos agregados familiares tem um mercado ao 
alcance em menos de uma hora de caminhada. 
A implementação de estratégias da Comercialização Agrícola tem 
permitido a identificação dos problemas rurais e o plano de soluções 
multisectoriais que vão desde a reabilitação de vias de acesso, à 
recolha e compilação de informações sobre mercados, preços dos 
produtos agrícolas e a sua disseminação em línguas locais com o uso 
das rádios comunitárias.
Principais actividades das Microfinanças 
Segundo Ledgerwood, as actividades de microfinanças 
normalmente envolvem: 
• Emprestimos pequenos, tipicamente para capital de trabalho 
(fundo de maneio); 
• Avaliação informal dos mutuários e de investimentos; 
• Substituição de garantias de credito tais como grupos 
solidários ou poupanças obrigatórias; 
• Permite a repetição e aumento de emprestimos, baseado na 
performance dos reembolsos; 
• Facilidade de credito e monitoramento; 
• Produtos de poupanças assegurados.
Razões de crescimento das Microfinanças 
Segundo Ledgerwood, as microfinanças estão a crescer por 
diversas razoes: 
 A promessa de alcançar o pobre, as actividades de Microfinanças 
podem apoiar a geração de renda a camada de baixa renda; 
 A promessa de sustentabilidade financeira, a actividade de 
microfinanças pode ajudar a auto-suficiência financeira; 
 Reconhecimento da necessidade de expandir o sistema 
financeiro existente; 
 Podem aplicar o sistema financiero existente, como cooperativas 
de credito e poupanças, bancos comerciais e instituições 
públicas, através da expansão dos seus nichos de actuação; 
 A disponibilidade de bons produtos financeiros como resultado 
de experiências e inovações.
Clientes das Microfinanças 
Os clientes de Microfinanças são pessoas de baixa renda, que não tem acesso 
as instituições formais tradicionais, pessoas que trabalham por conta propria, 
residem nas zonas rurais e suburbanas, vendedores de rua, pequenos 
agricultores, cabelereiros, etc. 
Apesar da maioria da populacao residir nas zonas rurais e baixo da linha da 
pobreza absoluta, a oferta de serviços microfinanças centra-se geralmente 
nas zonas urbanas agravando ainda mais a deficiencia na concessao de 
credito da populacao mais pobre. Esta deficiencia em credito pode ser 
suprida em parte atraves de mecanismos informais tais como: 
• Stick:. É comum nos centros urbanos, especialmente entre trabalhadores 
assalariados, mas é também praticado por vendedores de mercado. O Stick 
facilita a acumulação de fundos para a aquisição de um bem específico. 
• Crédito em espécie: Trata-se de uma modalidade de crédito praticado nas 
zonas rurais urbanas, que no lugar de comprarem dinheiro compram o 
proprio bem.
Impacto das Actividades Microfinanceira 
Os actividades microfinanceiras podem ser agrupados em três categorias: 
Economica 
• Expansão de negocios; 
• Aumento do rendimento num subsector de economia informal; 
• Acumulação agregada de riqueza por parte das familiass e comunidades 
Socio-politicos e culturais 
• Mudanças ao nivel educacional e nutricional das crianças; 
• Redistribuição do poder ao nivel das familias ( por exemplo, aumentando o 
poder de decisão economicas por parte das mulheres); 
• Contribui para a monetarização da economia nas regiões rurais. 
Pessoal e psicologiacos 
• Aquisição de maior poder na familia como resultado de serviços financeiros; 
• Abertura de novos horizontes, no caso em que o investimento é feito atraves 
de fundos obtidos (emprestimos, donativos, etc).
Conclusão 
As Microfinança concretizam uma possibilidade de criação de riquezas, 
e mais valias na economia nacional, na produtividade e no emprego. A 
criação de um projecto dá resposta a uma dificuldade estrutural de 
natureza social, política, cultural e a aversão ao risco. 
Infelizmente, ainda existe em Moçambique, uma noção de que as 
pessoas que começam pequenos negócios não são merecedoras de 
tanta admiração como as que seguem carreiras continuadas, no sector 
público ou no sector privado. 
Moçambique precisa de apostar mais na formação, informação e 
capacidade de financiamento e por outro lado existe um excesso de 
burocracia na criação e gestão corrente de microempresas.
Cont. 
Em Moçambique, existem ainda algumas barreiras e problemas no sector do 
microcrédito: 
 Poucas Instituições de Microfinanças formalizadas; 
 Défice de política de investimento em formação de recursos humanos; 
 A legislação moçambicana não tem um papel mais activo e positivo sobre o 
mercado, na criação de condições legais para que os riscos sejam menores; 
 Nas zonas rurais, existe um défice muito elevado de estruturas e serviços 
financeiros. 
Em síntese os problemas das Instituições financeiras rurais podem ser agrupados nas 
seguintes categorias: 
 Problemas financeiros (adequação de recursos ao seu volume e preços); 
 Falta de recursos humanos com as competências específicas nestas matérias; 
 Existência de um défice na capacidade de liderança e gestão dos recursos à Postos à 
disposição
Recomendações 
 Mais e melhores instituições financeiras e de Microcrédito; 
 Melhor capacidade institucional pública e privada; 
 Maior volume global de negócios e de clientes; 
 Melhor qualidade e diversidade dos produtos e serviços financeiros 
disponibilizados quer pela banca comercial quer pelas Microfinanças; 
 Maior eficiência e sustentabilidade das instituições de Microfinanças, 
para tal devem realizar um esforço nas áreas da formação e 
informação (metodologias e técnicas racionais).
Cont. 
Para a nossa cidade de Nampula, os bancos deveriam utilizar 
critérios metodologicas, fidedignas e específicas, com a 
avaliação dos riscos baseada em: 
 Estudos técnicos dos fluxos de caixa do negócio do 
empreendedor; 
 Avaliação socioeconómica que inclui uma avaliação do 
contexto social e familiar do empreendedor; 
 Uma análise a vontade ou prospecção a pagar; 
 Deveria existir na estrutura das instituições de crédito um 
agente de crédito que faça a promoção e análise do risco e 
outro que fosse responsável pela recuperação do crédito.
Bibliografia 
 Caetano, A; Neves, J; Ferreira, C. M. J.(2001) Manual de 
Psicossociologia das Organizações. Amadora, McGraw - 
Hill. 
 Dauto, B. U.(2000) Constituição da República de 
Moçambique. Maputo. 
 Matlaba, E. H. Z. (2002) Análise da gestão de recursos 
humanos nas Forças Armadas de Moçambique – no 
contexto da organização que aprende. Maputo, 198 p- 
Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa. 
 www.bancomoc.mz 
 www.microfinmoz.gov.moz.
Contributo das Microfinancas na reducacao da pobreza

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Vantagens e Desvantagens do Computador Portátil
Vantagens e Desvantagens do Computador PortátilVantagens e Desvantagens do Computador Portátil
Vantagens e Desvantagens do Computador Portátil
kalaukias
 
Princípios para uma deontologia profissional
Princípios para uma deontologia profissionalPrincípios para uma deontologia profissional
Princípios para uma deontologia profissional
Paulo Rui
 
Violencia no namoro
Violencia no namoroViolencia no namoro
Violencia no namoro
Paula Lopes
 
Questões da ficha diagnóstico cp-1
Questões da ficha diagnóstico   cp-1Questões da ficha diagnóstico   cp-1
Questões da ficha diagnóstico cp-1
Mediadoraefa
 
estereotipos e preconceitos
estereotipos e preconceitosestereotipos e preconceitos
estereotipos e preconceitos
Joannedream
 

Mais procurados (20)

Cyberbullying
CyberbullyingCyberbullying
Cyberbullying
 
Questões sociais
Questões sociaisQuestões sociais
Questões sociais
 
Cyberbullying, acaba com isto!
Cyberbullying, acaba com isto!Cyberbullying, acaba com isto!
Cyberbullying, acaba com isto!
 
Vantagens e Desvantagens do Computador Portátil
Vantagens e Desvantagens do Computador PortátilVantagens e Desvantagens do Computador Portátil
Vantagens e Desvantagens do Computador Portátil
 
Discriminação
DiscriminaçãoDiscriminação
Discriminação
 
Princípios para uma deontologia profissional
Princípios para uma deontologia profissionalPrincípios para uma deontologia profissional
Princípios para uma deontologia profissional
 
Violencia no namoro
Violencia no namoroViolencia no namoro
Violencia no namoro
 
Declaração universal dos direitos das crianças
Declaração universal dos direitos das criançasDeclaração universal dos direitos das crianças
Declaração universal dos direitos das crianças
 
Plano de Acolhimento
Plano de AcolhimentoPlano de Acolhimento
Plano de Acolhimento
 
Violência nas escolas portuguesas
Violência nas escolas portuguesasViolência nas escolas portuguesas
Violência nas escolas portuguesas
 
Questões da ficha diagnóstico cp-1
Questões da ficha diagnóstico   cp-1Questões da ficha diagnóstico   cp-1
Questões da ficha diagnóstico cp-1
 
Relações Raciais na Escola
Relações Raciais na EscolaRelações Raciais na Escola
Relações Raciais na Escola
 
Reflexão sobre o filme "rede social"
Reflexão sobre o filme "rede social"Reflexão sobre o filme "rede social"
Reflexão sobre o filme "rede social"
 
Exclusão Social e Minorias Étnicas
Exclusão Social e Minorias ÉtnicasExclusão Social e Minorias Étnicas
Exclusão Social e Minorias Étnicas
 
Convivência familiar e comunitária
Convivência familiar e comunitáriaConvivência familiar e comunitária
Convivência familiar e comunitária
 
O Que É Empreendedorismo
O Que É EmpreendedorismoO Que É Empreendedorismo
O Que É Empreendedorismo
 
Violência e Escola
Violência e EscolaViolência e Escola
Violência e Escola
 
estereotipos e preconceitos
estereotipos e preconceitosestereotipos e preconceitos
estereotipos e preconceitos
 
Crimes virtuais
Crimes virtuais Crimes virtuais
Crimes virtuais
 
ética e deontologia- Curso TAG
ética e deontologia- Curso TAGética e deontologia- Curso TAG
ética e deontologia- Curso TAG
 

Destaque

Apres curso arrancada para a qualidade maio 2006
Apres    curso arrancada para a qualidade maio 2006Apres    curso arrancada para a qualidade maio 2006
Apres curso arrancada para a qualidade maio 2006
Márcio Almeida
 
Financas rurais mae
Financas rurais maeFinancas rurais mae
Financas rurais mae
Ricardo Taca
 
10 MóDulo 10 Balanceamento Do PorftóLio Ok
10 MóDulo 10   Balanceamento Do PorftóLio   Ok10 MóDulo 10   Balanceamento Do PorftóLio   Ok
10 MóDulo 10 Balanceamento Do PorftóLio Ok
joaovieira
 
Motivações para estratégia
Motivações para estratégiaMotivações para estratégia
Motivações para estratégia
joaovieira
 
Ciclos económicos pdf
Ciclos económicos   pdfCiclos económicos   pdf
Ciclos económicos pdf
Alda Ribeiro
 
MóDulo 2 Desafios Para EstratéGia 14jul08
MóDulo 2   Desafios Para EstratéGia 14jul08MóDulo 2   Desafios Para EstratéGia 14jul08
MóDulo 2 Desafios Para EstratéGia 14jul08
joaovieira
 

Destaque (14)

Projecto sobre desenvolvimento sustentável
Projecto  sobre desenvolvimento sustentávelProjecto  sobre desenvolvimento sustentável
Projecto sobre desenvolvimento sustentável
 
Microfinanças: Microcrédito e Microsseguros no Brasil - O papel das instituiç...
Microfinanças: Microcrédito e Microsseguros no Brasil - O papel das instituiç...Microfinanças: Microcrédito e Microsseguros no Brasil - O papel das instituiç...
Microfinanças: Microcrédito e Microsseguros no Brasil - O papel das instituiç...
 
Pequenas Empresas, Grandes Realizações
Pequenas Empresas, Grandes RealizaçõesPequenas Empresas, Grandes Realizações
Pequenas Empresas, Grandes Realizações
 
MPEs - Micro e Pequenas Empresas
MPEs - Micro e Pequenas EmpresasMPEs - Micro e Pequenas Empresas
MPEs - Micro e Pequenas Empresas
 
Fabiana macedo elaboração de controles gerenciais para micro-empresas
Fabiana macedo elaboração de controles gerenciais para micro-empresasFabiana macedo elaboração de controles gerenciais para micro-empresas
Fabiana macedo elaboração de controles gerenciais para micro-empresas
 
Apres curso arrancada para a qualidade maio 2006
Apres    curso arrancada para a qualidade maio 2006Apres    curso arrancada para a qualidade maio 2006
Apres curso arrancada para a qualidade maio 2006
 
Financas rurais mae
Financas rurais maeFinancas rurais mae
Financas rurais mae
 
Nivel de crescimento economico das pme's - Monografia
Nivel de crescimento economico das pme's - MonografiaNivel de crescimento economico das pme's - Monografia
Nivel de crescimento economico das pme's - Monografia
 
10 MóDulo 10 Balanceamento Do PorftóLio Ok
10 MóDulo 10   Balanceamento Do PorftóLio   Ok10 MóDulo 10   Balanceamento Do PorftóLio   Ok
10 MóDulo 10 Balanceamento Do PorftóLio Ok
 
Motivações para estratégia
Motivações para estratégiaMotivações para estratégia
Motivações para estratégia
 
Ciclos económicos pdf
Ciclos económicos   pdfCiclos económicos   pdf
Ciclos económicos pdf
 
Micro e pequenas empresas 2012_01
Micro e pequenas empresas 2012_01Micro e pequenas empresas 2012_01
Micro e pequenas empresas 2012_01
 
Como Fazer Referências Bibliográficas
Como Fazer Referências BibliográficasComo Fazer Referências Bibliográficas
Como Fazer Referências Bibliográficas
 
MóDulo 2 Desafios Para EstratéGia 14jul08
MóDulo 2   Desafios Para EstratéGia 14jul08MóDulo 2   Desafios Para EstratéGia 14jul08
MóDulo 2 Desafios Para EstratéGia 14jul08
 

Semelhante a Contributo das Microfinancas na reducacao da pobreza

Apresentação1 cargos e salarios ***
Apresentação1 cargos e salarios ***Apresentação1 cargos e salarios ***
Apresentação1 cargos e salarios ***
CLEUTON MONTEIRO
 
Microfinance India South Africa Brazil
Microfinance India   South Africa   BrazilMicrofinance India   South Africa   Brazil
Microfinance India South Africa Brazil
siqueiramt
 
Inclusao pelo credito
Inclusao pelo creditoInclusao pelo credito
Inclusao pelo credito
vitadenarium
 
Criando ideias - Maria Luiza Pinto - Santander
Criando ideias - Maria Luiza Pinto - SantanderCriando ideias - Maria Luiza Pinto - Santander
Criando ideias - Maria Luiza Pinto - Santander
Unomarketing
 
Comunicação Edgar Oliveira, Microcréditp
Comunicação Edgar Oliveira, MicrocréditpComunicação Edgar Oliveira, Microcréditp
Comunicação Edgar Oliveira, Microcréditp
Ana Barata
 
microcredito_edgaroliveira
microcredito_edgaroliveiramicrocredito_edgaroliveira
microcredito_edgaroliveira
CWSJM
 
Microcredito microfinanças do_gov_lula_01-09-05
Microcredito microfinanças do_gov_lula_01-09-05Microcredito microfinanças do_gov_lula_01-09-05
Microcredito microfinanças do_gov_lula_01-09-05
Juliana Sarieddine
 

Semelhante a Contributo das Microfinancas na reducacao da pobreza (20)

Balanço Final do Governo Lula - livro 1 (cap. 3)
Balanço Final do Governo Lula - livro 1 (cap. 3)Balanço Final do Governo Lula - livro 1 (cap. 3)
Balanço Final do Governo Lula - livro 1 (cap. 3)
 
Apresentação1 cargos e salarios ***
Apresentação1 cargos e salarios ***Apresentação1 cargos e salarios ***
Apresentação1 cargos e salarios ***
 
Carlos Lopes - Estudo de Mercado e de Satisfação dos Clientes da Kixicrédito,...
Carlos Lopes - Estudo de Mercado e de Satisfação dos Clientes da Kixicrédito,...Carlos Lopes - Estudo de Mercado e de Satisfação dos Clientes da Kixicrédito,...
Carlos Lopes - Estudo de Mercado e de Satisfação dos Clientes da Kixicrédito,...
 
Microfinance India South Africa Brazil
Microfinance India   South Africa   BrazilMicrofinance India   South Africa   Brazil
Microfinance India South Africa Brazil
 
Kixi-Crédito 2015 Simpósio (microfinanças): Lauriano Tchoia
Kixi-Crédito 2015 Simpósio (microfinanças): Lauriano TchoiaKixi-Crédito 2015 Simpósio (microfinanças): Lauriano Tchoia
Kixi-Crédito 2015 Simpósio (microfinanças): Lauriano Tchoia
 
Entrevista sergio macamo pacde negocios edicao 69 new
Entrevista sergio macamo pacde negocios edicao 69 newEntrevista sergio macamo pacde negocios edicao 69 new
Entrevista sergio macamo pacde negocios edicao 69 new
 
Inclusao pelo credito
Inclusao pelo creditoInclusao pelo credito
Inclusao pelo credito
 
Microcrédito e finanças solidárias
Microcrédito e finanças solidáriasMicrocrédito e finanças solidárias
Microcrédito e finanças solidárias
 
Kixi-Crédito 2015 Simpósio (microfinanças): Banco Nacional de Angola
Kixi-Crédito 2015 Simpósio (microfinanças): Banco Nacional de AngolaKixi-Crédito 2015 Simpósio (microfinanças): Banco Nacional de Angola
Kixi-Crédito 2015 Simpósio (microfinanças): Banco Nacional de Angola
 
Livro Microcrédito
Livro MicrocréditoLivro Microcrédito
Livro Microcrédito
 
Microcrédito
MicrocréditoMicrocrédito
Microcrédito
 
Criando ideias - Maria Luiza Pinto - Santander
Criando ideias - Maria Luiza Pinto - SantanderCriando ideias - Maria Luiza Pinto - Santander
Criando ideias - Maria Luiza Pinto - Santander
 
Microcrédito social agência de fomento
Microcrédito social   agência de fomentoMicrocrédito social   agência de fomento
Microcrédito social agência de fomento
 
Case Banco do Empreendedor
Case Banco do EmpreendedorCase Banco do Empreendedor
Case Banco do Empreendedor
 
A Sustentabilidade Financeira e a Gestão do Risco de Crédito no Microcrédito
A Sustentabilidade Financeira e a Gestão do  Risco de Crédito no Microcrédito A Sustentabilidade Financeira e a Gestão do  Risco de Crédito no Microcrédito
A Sustentabilidade Financeira e a Gestão do Risco de Crédito no Microcrédito
 
Negócio Social: o que é isso?
Negócio Social: o que é isso?Negócio Social: o que é isso?
Negócio Social: o que é isso?
 
Maria de nazare microfinanca portugal
Maria de nazare microfinanca portugalMaria de nazare microfinanca portugal
Maria de nazare microfinanca portugal
 
Comunicação Edgar Oliveira, Microcréditp
Comunicação Edgar Oliveira, MicrocréditpComunicação Edgar Oliveira, Microcréditp
Comunicação Edgar Oliveira, Microcréditp
 
microcredito_edgaroliveira
microcredito_edgaroliveiramicrocredito_edgaroliveira
microcredito_edgaroliveira
 
Microcredito microfinanças do_gov_lula_01-09-05
Microcredito microfinanças do_gov_lula_01-09-05Microcredito microfinanças do_gov_lula_01-09-05
Microcredito microfinanças do_gov_lula_01-09-05
 

Mais de Universidade Pedagogica

Mais de Universidade Pedagogica (20)

Gestão de Pessoas na Administração Pública Uma Análise das Práticas de Gestão...
Gestão de Pessoas na Administração Pública Uma Análise das Práticas de Gestão...Gestão de Pessoas na Administração Pública Uma Análise das Práticas de Gestão...
Gestão de Pessoas na Administração Pública Uma Análise das Práticas de Gestão...
 
Sistema respiratório humano.docx
Sistema respiratório humano.docxSistema respiratório humano.docx
Sistema respiratório humano.docx
 
Importancia Da Gestao Participativa Como Pressuposto Para o Desenvolvimento D...
Importancia Da Gestao Participativa Como Pressuposto Para o Desenvolvimento D...Importancia Da Gestao Participativa Como Pressuposto Para o Desenvolvimento D...
Importancia Da Gestao Participativa Como Pressuposto Para o Desenvolvimento D...
 
Importncia da gestao participativa como pressuposto para o desenvolvimento da...
Importncia da gestao participativa como pressuposto para o desenvolvimento da...Importncia da gestao participativa como pressuposto para o desenvolvimento da...
Importncia da gestao participativa como pressuposto para o desenvolvimento da...
 
Gestao e Governacao Participativa Caso de Municipio Da Cidade de Pemba.docx
Gestao e Governacao Participativa Caso de Municipio Da Cidade de Pemba.docxGestao e Governacao Participativa Caso de Municipio Da Cidade de Pemba.docx
Gestao e Governacao Participativa Caso de Municipio Da Cidade de Pemba.docx
 
Presenca do estado nas autarquias Mocambicanas...docx
Presenca do estado nas autarquias Mocambicanas...docxPresenca do estado nas autarquias Mocambicanas...docx
Presenca do estado nas autarquias Mocambicanas...docx
 
Presenca Do Estado Nas Autarquias Mocambicanas.docx
Presenca Do Estado Nas Autarquias Mocambicanas.docxPresenca Do Estado Nas Autarquias Mocambicanas.docx
Presenca Do Estado Nas Autarquias Mocambicanas.docx
 
Autarquias Locais Em Mocambique Um Olhar Sobre Sua Autonomia e Tutela Adminis...
Autarquias Locais Em Mocambique Um Olhar Sobre Sua Autonomia e Tutela Adminis...Autarquias Locais Em Mocambique Um Olhar Sobre Sua Autonomia e Tutela Adminis...
Autarquias Locais Em Mocambique Um Olhar Sobre Sua Autonomia e Tutela Adminis...
 
Gestao participativa.docx
Gestao participativa.docxGestao participativa.docx
Gestao participativa.docx
 
Individual Evaluation Assessment.pdf
Individual Evaluation Assessment.pdfIndividual Evaluation Assessment.pdf
Individual Evaluation Assessment.pdf
 
Individual Evaluation Assessment.docx
Individual Evaluation Assessment.docxIndividual Evaluation Assessment.docx
Individual Evaluation Assessment.docx
 
Desafios da sociologia geral em tempos de isolamento social em Moçambique.pdf
Desafios da sociologia geral em tempos de  isolamento social em Moçambique.pdfDesafios da sociologia geral em tempos de  isolamento social em Moçambique.pdf
Desafios da sociologia geral em tempos de isolamento social em Moçambique.pdf
 
Importância das Tecnologias de Informação e Comunicação na Educação.pdf
Importância das Tecnologias de Informação e Comunicação na Educação.pdfImportância das Tecnologias de Informação e Comunicação na Educação.pdf
Importância das Tecnologias de Informação e Comunicação na Educação.pdf
 
As Formas de tratamento no Português (Nominais, Pronominais e verbais).pdf
As Formas de tratamento no Português (Nominais, Pronominais e verbais).pdfAs Formas de tratamento no Português (Nominais, Pronominais e verbais).pdf
As Formas de tratamento no Português (Nominais, Pronominais e verbais).pdf
 
Importância das Tecnologias de Informação e Comunicação na Educação.docx
Importância das Tecnologias de Informação e Comunicação na Educação.docxImportância das Tecnologias de Informação e Comunicação na Educação.docx
Importância das Tecnologias de Informação e Comunicação na Educação.docx
 
Desafios da sociologia geral em tempos de isolamento social em Moçambique.docx
Desafios da sociologia geral em tempos de  isolamento social em Moçambique.docxDesafios da sociologia geral em tempos de  isolamento social em Moçambique.docx
Desafios da sociologia geral em tempos de isolamento social em Moçambique.docx
 
As Formas de tratamento no Português (Nominais, Pronominais e verbais).docx
As Formas de tratamento no Português (Nominais, Pronominais e verbais).docxAs Formas de tratamento no Português (Nominais, Pronominais e verbais).docx
As Formas de tratamento no Português (Nominais, Pronominais e verbais).docx
 
Horticultura de alface num ambiente controlado ou fechado
Horticultura de alface num ambiente controlado ou fechadoHorticultura de alface num ambiente controlado ou fechado
Horticultura de alface num ambiente controlado ou fechado
 
Tipos de relações nos projectos de desenvolvimento local (filantrópica, trans...
Tipos de relações nos projectos de desenvolvimento local (filantrópica, trans...Tipos de relações nos projectos de desenvolvimento local (filantrópica, trans...
Tipos de relações nos projectos de desenvolvimento local (filantrópica, trans...
 
Teorias de desenvolvimento da leitura
Teorias de desenvolvimento da leituraTeorias de desenvolvimento da leitura
Teorias de desenvolvimento da leitura
 

Contributo das Microfinancas na reducacao da pobreza

  • 2. Sérgio Alfredo Macore Estudante da Universidade Pedagógica - Delegação de Nampula, faculdade ESCOG, curso de Licenciatura em Gestão de Empresas.
  • 3. ESTUDO DE CASO LETSHEGO (2012-2014) NAMPULA CIDADE
  • 4. Estrutura de Apresentação  Introdução ;  Fundamentação Teórica;  Análise e Interpretação dos dado;  Conclusão e recomendações.
  • 5. As microfinanças concretizam uma possibilidade de criação de riqueza, e mais valias na economia nacional, na produtividade e no emprego. A criação de um projecto de Microcrédito dá resposta a uma dificuldade estrutural de natureza social, política, cultural e a aversão ao risco. Infelizmente, ainda existe em Moçambique, uma noção de que as pessoas que começam pequenos negócios não são merecedoras de tanta admiração como as que seguem carreiras continuadas, no sector público ou no sector privado. Este preconceito só se conseguirá ultrapassar com um acentuado esforço de educação e continuidade ao longo das gerações.
  • 6. Objectivo geral  Analisar o papel das micro finanças para o desenvolvimento sócio económico do país. Objectivos específicos  Identificar a base de sobrevivência das micro finanças;  Avaliar o contributo do micro finanças para o desenvolvimento das PME’s;  Analisar a extensão dos serviços micro financeiros quanto as associações.
  • 7. O papel das micro finanças tem sido debate nos espaços económicos, pois o desenvolvimento das zonas rurais necessita de serviços financeiros que sejam convenientes, flexíveis e acessíveis. Constatou-se que, o surgimento das micro finanças tem sido uma medida de grande importância para reduzir a pobreza que assola todo o nosso país, neste âmbito surge a seguinte questão:  Em que medida a oferta de serviços micro financeiros contribuem para o melhoramento da vida da população?
  • 8.  As micro finanças contribuem para o melhoramento da vida da população nas zonas rurais.  Os serviços micro financeiros têm sido uma das melhores formas de expansão do acesso ao crédito para muitas PME’s e associações.  Os investimentos micro financeiros garantem uma boa medida para redução da pobreza em Moçambique.
  • 9. Justificativas A ideia de analisar o papel das ofertas de serviços micro financeiros em Moçambique deve-se em parte a importância que a intermediação financeira pode ter no crescimento e desenvolvimento económico do país. Neste trabalho o desafio das instituições micro financeiras quanto ao seu papel, consiste em promover serviços financeiros adequados as iniciativas locais, a partir de reforços de sistemas financeiros e seus bens e serviços em cobertura nacional de modo a aumentar a poupança e que as pequenas cidades tenham um número satisfatório das micro finanças assim como o crédito.
  • 10. Metodologia A metodologia utilizada na presente pesquisa pode ser caracterizada da seguinte maneira:  Quanto aos objectivos;  Quanto aos procedimentos;  Quanto à abordagem do problema. Universo e Amostra  Alguns beneficiários da Área de Nampula – LETSHEGO  A amostra é de 8 beneficiários dos serviços micro financeiros da Letshego – Cidade de Nampula.
  • 11. Enquadramento teórico Origem da Microfinança e Microcrédito O conceito de Microcrédito nasceu no Bangladesh, nos finais dos anos 70, com o Professor de Economia Rural, Muhammad Yunus e o Grameen Bank (Índia), “O Banco das ideias” que tinha como premissa básica, a criação de um sistema bancário baseado no mutualismo, na confiança, participação e criatividade, concedendo empréstimos de baixo valor a pequenos empreendedores informais e micro-empresas sem acesso ao sistema de crédito tradicional, principalmente, por não oferecerem garantias reais.
  • 12. Características de micro crédito Segundo Muhammad Yunus e o Grameen Bank, existem varias classificações e categorias de Micro-Crédito, cujas características são:  Promover o crédito como um direito do Homem;  Conceder crédito dirigido aos pobres, especialmente mulheres, tendo por missão ajudar as famílias pobres a ultrapassar o limiar da pobreza;  Basear-se na confiança e não em garantias reais ou contratos judicialmente accionáveis;  Créditos concedidos para a criação de auto-emprego através de actividades geradoras de rendimentos;  Desafiar os bancos convencionais que rejeitam os pobres por não os considerar dignos de um crédito,  Providenciar serviços ao domicílio baseado no princípio de que o banco deve ir ao encontro dos indivíduos.
  • 13. Vantagens do microcredito Area social Politicas empreendedoras Promove a iniciativa comercial Cria novas empresas Promove a diminuição da taxa de desemprego e exclusão social Cria novos Negócios Promove uma boa imagem dos bancos. Cria novos empregos Promove a formação qualificante dos Beneficiários. Cria a sustentabilidade e prosperidade das populações desfavorecidas Promove estratégias e medidas alternativas. para as pessoas desempregadas, inactivas e reformadas. Cria a competitividade e crescimento da economia local e nacional
  • 14. Microfinanças em Moçambique Em Moçambique as microfinanças emergiram a quando do estabelecimento relativo do clima de paz. Apesar do sucesso das experiências do Grammen Bank (Bangladesh), os empreendedores em Moçambique pouco acreditavam no desenvolvimento desta actividade no país. Consequentemente, quando a World Relief anunciou em 1993 que iria começar uma operação de pequenos bancos nas vilas com intenção de atingir o mais pobre dos pobres, os investidores encararam a ideia com muito cepticismo (De Vletter, 1999:2). O conceito de Microfinança nasce em 1995, tendo como intervenientes principais a AJM actualmente Secretaria da Cooperação Internacional (SCI) e a Cooperação Suíça para pesquisa das formas tradicionais de crédito e de poupança em Moçambique, tendo como missão primária, o apoio ao lançamento de um projecto-piloto de Micro-Crédito para futuros micro-empresário, tendo como sector alvo a Educação e Saúde,
  • 15. Cont. A 13 de Outubro, é promulgado o Decreto do Conselho de Ministro nº 53/98 que autoriza a abertura da primeira Instituição de Micro-Finanças em Moçambique (Tchuma), tendo como capital social 70.000.000,00 mt e como accionistas institucionais o Fundo de Desenvolvimento Comunitário (FDC) e a SCI. Em Moçambique, o sector de Microfinanças é ainda muito deficitário, em 2008 apenas contava com 55000 clientes e uma carteira de 15,4 milhões de USD. Moçambique é um país em fraco desenvolvimento; isto deve-se ao facto de Moçambique possuir um sistema financeiro pouco desenvolvido, um défice de crescimento e graves disparidades sectoriais e espaciais entre Maputo e o resto do país.
  • 16. Enquadramento legal da Microfinança e Microcrédito em Moçambique Na verdade as Microfinanças em Moçambique sao caracterizados de duas maneiras: Micro-Finanças autorizadas a captar depósitos e Micro-Finanças autorizado apenas a conceder crédito.  Micro-Finanças autorizadas a captar depósitos, ou seja a realização de operações bancárias restritas, nos termos definidos pela lei 9/2004 (lei das Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras) de momento ainda não carece de uma legislação específica (em preparação).  Microfinanças autorizado apenas a conceder crédito hoje estão regulamentadas pelo Decreto nº47/98 de 22 de Setembro e pelo aviso 1/GGBM/99, que fixa fundos mínimos a afectar no exercício das Microfinanças. Foi estabelecido no Decreto nº 47/98 um montante de 50 Milhões para Entidades autorizadas a desenvolver actividade de Micro-Finanças, o montante dos créditos não pode exceder ao valor declarado ao BM, alocado à sua actividade, devendo aplicar taxas de juros livres.
  • 17. Impacto do Microcrédito em Moçambique O Microcrédito desempenha um papel activo no combate a redução do índice de incidência da pobreza, neste momento o impacto é mais notório nas zonas rurais, onde a taxa passou de 70,5%, para 54,6%, esta redução reflecte-se no melhoramento das condições de vida da população, sobretudo na provisão dos serviços sociais básicos. Actualmente, 70,5% dos agregados familiares tem um mercado ao alcance em menos de uma hora de caminhada. A implementação de estratégias da Comercialização Agrícola tem permitido a identificação dos problemas rurais e o plano de soluções multisectoriais que vão desde a reabilitação de vias de acesso, à recolha e compilação de informações sobre mercados, preços dos produtos agrícolas e a sua disseminação em línguas locais com o uso das rádios comunitárias.
  • 18. Principais actividades das Microfinanças Segundo Ledgerwood, as actividades de microfinanças normalmente envolvem: • Emprestimos pequenos, tipicamente para capital de trabalho (fundo de maneio); • Avaliação informal dos mutuários e de investimentos; • Substituição de garantias de credito tais como grupos solidários ou poupanças obrigatórias; • Permite a repetição e aumento de emprestimos, baseado na performance dos reembolsos; • Facilidade de credito e monitoramento; • Produtos de poupanças assegurados.
  • 19. Razões de crescimento das Microfinanças Segundo Ledgerwood, as microfinanças estão a crescer por diversas razoes:  A promessa de alcançar o pobre, as actividades de Microfinanças podem apoiar a geração de renda a camada de baixa renda;  A promessa de sustentabilidade financeira, a actividade de microfinanças pode ajudar a auto-suficiência financeira;  Reconhecimento da necessidade de expandir o sistema financeiro existente;  Podem aplicar o sistema financiero existente, como cooperativas de credito e poupanças, bancos comerciais e instituições públicas, através da expansão dos seus nichos de actuação;  A disponibilidade de bons produtos financeiros como resultado de experiências e inovações.
  • 20. Clientes das Microfinanças Os clientes de Microfinanças são pessoas de baixa renda, que não tem acesso as instituições formais tradicionais, pessoas que trabalham por conta propria, residem nas zonas rurais e suburbanas, vendedores de rua, pequenos agricultores, cabelereiros, etc. Apesar da maioria da populacao residir nas zonas rurais e baixo da linha da pobreza absoluta, a oferta de serviços microfinanças centra-se geralmente nas zonas urbanas agravando ainda mais a deficiencia na concessao de credito da populacao mais pobre. Esta deficiencia em credito pode ser suprida em parte atraves de mecanismos informais tais como: • Stick:. É comum nos centros urbanos, especialmente entre trabalhadores assalariados, mas é também praticado por vendedores de mercado. O Stick facilita a acumulação de fundos para a aquisição de um bem específico. • Crédito em espécie: Trata-se de uma modalidade de crédito praticado nas zonas rurais urbanas, que no lugar de comprarem dinheiro compram o proprio bem.
  • 21. Impacto das Actividades Microfinanceira Os actividades microfinanceiras podem ser agrupados em três categorias: Economica • Expansão de negocios; • Aumento do rendimento num subsector de economia informal; • Acumulação agregada de riqueza por parte das familiass e comunidades Socio-politicos e culturais • Mudanças ao nivel educacional e nutricional das crianças; • Redistribuição do poder ao nivel das familias ( por exemplo, aumentando o poder de decisão economicas por parte das mulheres); • Contribui para a monetarização da economia nas regiões rurais. Pessoal e psicologiacos • Aquisição de maior poder na familia como resultado de serviços financeiros; • Abertura de novos horizontes, no caso em que o investimento é feito atraves de fundos obtidos (emprestimos, donativos, etc).
  • 22. Conclusão As Microfinança concretizam uma possibilidade de criação de riquezas, e mais valias na economia nacional, na produtividade e no emprego. A criação de um projecto dá resposta a uma dificuldade estrutural de natureza social, política, cultural e a aversão ao risco. Infelizmente, ainda existe em Moçambique, uma noção de que as pessoas que começam pequenos negócios não são merecedoras de tanta admiração como as que seguem carreiras continuadas, no sector público ou no sector privado. Moçambique precisa de apostar mais na formação, informação e capacidade de financiamento e por outro lado existe um excesso de burocracia na criação e gestão corrente de microempresas.
  • 23. Cont. Em Moçambique, existem ainda algumas barreiras e problemas no sector do microcrédito:  Poucas Instituições de Microfinanças formalizadas;  Défice de política de investimento em formação de recursos humanos;  A legislação moçambicana não tem um papel mais activo e positivo sobre o mercado, na criação de condições legais para que os riscos sejam menores;  Nas zonas rurais, existe um défice muito elevado de estruturas e serviços financeiros. Em síntese os problemas das Instituições financeiras rurais podem ser agrupados nas seguintes categorias:  Problemas financeiros (adequação de recursos ao seu volume e preços);  Falta de recursos humanos com as competências específicas nestas matérias;  Existência de um défice na capacidade de liderança e gestão dos recursos à Postos à disposição
  • 24. Recomendações  Mais e melhores instituições financeiras e de Microcrédito;  Melhor capacidade institucional pública e privada;  Maior volume global de negócios e de clientes;  Melhor qualidade e diversidade dos produtos e serviços financeiros disponibilizados quer pela banca comercial quer pelas Microfinanças;  Maior eficiência e sustentabilidade das instituições de Microfinanças, para tal devem realizar um esforço nas áreas da formação e informação (metodologias e técnicas racionais).
  • 25. Cont. Para a nossa cidade de Nampula, os bancos deveriam utilizar critérios metodologicas, fidedignas e específicas, com a avaliação dos riscos baseada em:  Estudos técnicos dos fluxos de caixa do negócio do empreendedor;  Avaliação socioeconómica que inclui uma avaliação do contexto social e familiar do empreendedor;  Uma análise a vontade ou prospecção a pagar;  Deveria existir na estrutura das instituições de crédito um agente de crédito que faça a promoção e análise do risco e outro que fosse responsável pela recuperação do crédito.
  • 26. Bibliografia  Caetano, A; Neves, J; Ferreira, C. M. J.(2001) Manual de Psicossociologia das Organizações. Amadora, McGraw - Hill.  Dauto, B. U.(2000) Constituição da República de Moçambique. Maputo.  Matlaba, E. H. Z. (2002) Análise da gestão de recursos humanos nas Forças Armadas de Moçambique – no contexto da organização que aprende. Maputo, 198 p- Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa.  www.bancomoc.mz  www.microfinmoz.gov.moz.