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ÍNDICE
1.INTRODUÇÃO............................................................................................................. 3
1.1.Objetivos do Trabalho ............................................................................................ 4
1.1.1.Objetivo geral................................................................................................... 4
1.1.2.Objectivos específicos...................................................................................... 4
1.1.3.Resultados esperados........................................................................................ 4
2.Revisão de Literatura..................................................................................................... 5
2.1.A cultura da alface .................................................................................................. 5
2.1.1.Produção de sementes ...................................................................................... 6
2.1.2.Qualidade fisiológica........................................................................................ 7
2.1.3.Germinação sob altas temperaturas.................................................................. 8
2.1.4.Importância socioeconômica da alface ............................................................ 8
2.1.5.Classificação botânica...................................................................................... 9
2.2.Tipos de alface........................................................................................................ 9
3.SUMARIO EXECUTIVO........................................................................................... 10
3.1.Resumo dos principais pontos do trabalho ........................................................... 10
3.2.O montante de capital ........................................................................................... 10
3.3.Características do mercado dos produtores .......................................................... 10
3.4.Caracterização do local de implementação........................................................... 11
3.5.Dados do empreendimento ................................................................................... 11
3.5.1.Identificação do empreendimento .................................................................. 11
3.6.Preço do Alface produzido ................................................................................... 11
3.7.Processos operacionais e métodos a serem usados............................................... 12
3.7.1.Métodos.......................................................................................................... 12
3.8.Plano financeiro .................................................................................................... 13
3.8.1.Estimativa de investimento fixo, pré-operacionais, Capital giro e Investimento
total.......................................................................................................................... 13
3.9.Necessidade de pessoal......................................................................................... 13
4.MATERIAL E MÉTODOS......................................................................................... 14
4.1.Localização experimental e época ........................................................................ 14
4.2.Genótipos.............................................................................................................. 14
4.3.Produção de mudas ............................................................................................... 14
4.4.Condições de cultivo............................................................................................. 15
4.5.Cultivo convencional ............................................................................................ 15
4.6.Cultivo orgânico ................................................................................................... 16
4.7.Delineamento experimental e análise estatística................................................... 16
5.CRONOGRAMA DE ACTIVIDADES...................................................................... 17
Conclusão ....................................................................................................................... 18
Referências bibliográficas .............................................................................................. 19
ANEXO1: Imagem de horticultura de Alface ................................................................ 20
Autor: Sergio Alfredo Macore sergio.macore@gmail.com 846458829 - Pemba
1.INTRODUÇÃO
O presente trabalho tem como o tema ‘’Horticultura de Alface num Ambiente
Controlado ou Fechado’’. Como se pode ver pelo tema que iremos abordar, é sabido
que, a alface (Lactuca sativa L.) é uma das hortaliças folhosas mais produzida e
conhecida no mundo, e teve seu desenvolvimento no Brasil a partir de 1960, através do
pesquisador Hiroshi Nagai junto a investimentos financeiros do governo federal, na área
do melhoramento genético visando tolerância as altas temperaturas, às doenças e
adaptadas ao fotoperíodo.
Apresenta muita importância comercial e pelo seu vasto consumo em todo o território
nacional, está entre as principais hortaliças, no que se refere à produção, à
comercialização e ao valor nutricional.
A produção se restringe às áreas próximas aos centros de comercialização e caracteriza-
se pela produção em pequenas propriedades rurais, principalmente no cinturão verde das
cidades devido a fragilidade das folhas, as quais devem estar sempre frescas, por manter
forte apelo visual e necessariamente exibindo máxima turgescência, potencial
produtivo, dentro das características descritas a cada tipo cultivado em diferentes
regiões.
Originária de países de clima temperado, com temperaturas amenas, enfrenta forte
influência do clima quente encontrado no Brasil, causando quedas na produção,
ocasionando aumentos de preços ao consumidor. Para minimizar esses danos, é
importante o emprego de cultivares que sejam adaptadas a essas condições.
Os estudos sobre a interação genótipos x ambientes vêm sendo importantes no
desenvolvimento de novas cultivares, não somente olerícolas como também, cereais,
fruteiras, espécies florestais, entre outras. No caso da alface, mesmo na literatura
mundial, são poucas pesquisas sobre a interação genótipos x ambientes, sendo que
pouco estudo tem contribuído para que sejam tomadas decisões, acerca da utilização de
cultivares em ambientes específicos (Gualberto et al., 2009). A avaliação de genótipos
em diferentes ambientes permite estimar parâmetros genéticos estatísticos que visam
quantificar a interação genéticos x ambientes presente na expressão fenotípica de cada
tipo.
Autor: Sergio Alfredo Macore sergio.macore@gmail.com 846458829 - Pemba
1.1.Objetivos do Trabalho
1.1.1.Objetivo geral
 Avaliar diferentes cultivos de alface e sua interação com a qualidade fisiológica
e a capacidade de germinação sob condições de temperaturas elevadas em duas
épocas de produção de sementes.
1.1.2.Objectivos específicos
 Aumentar a renda familiar contribuindo assim para a redução da pobreza
absoluta,
 Incrementar a disponibilidade de hortícolas.
 Analisar a cultura de Alface num Ambiente Controlado ou Fechado.
1.1.3.Resultados esperados
 Postos de trabalho criados numa primeira fase, em regime de trabalhadores fixos
e centenas de postos de trabalho em regime de sazonais
 Renda familiar incrementada; e
 Disponibilidade de hortícola nacional aumentada, sobre tudo no verão, época
que verifica escassez de hortícolas.
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2.Revisão de Literatura
2.1.A cultura da alface
A alface cultivada (Lactuca sativa L.) é originária de espécies silvestres, ainda hoje
encontradas no Sul da Europa e na Ásia Ocidental, tendo como provável centro de
origem as regiões amenas do Mediterrâneo (Filgueira, 2000). Pertencente à família
Asteraceae, Lactuca é um gênero com aproximadamente 300 espécies, o qual apresenta
sete níveis cromossômicos (2n = 10, 16, 18, 32, 34, 36, 48), porém apenas L. sativa, L.
serriola, L. saligna e L. virosa apresentam conjunto genômico 2n = 18 cromossomos,
sendo essas utilizadas em programas de melhoramento genético (Maluf, 1994a).
A alface é uma das hortaliças mais produzidas e consumidas em todo o mundo e devido
ao seu ciclo curto pode ser cultivada em quase todas as regiões, sendo necessário a
existência de no mínimo dois meses de clima apropriado ao cultivo, quando cultivada a
céu aberto. A alface é uma razoável fonte de vitaminas e sais minerais, cujo
aproveitamento pelo organismo é favorecido por ser consumida crua, destacando-se o
seu elevado teor em pró-vitamina A, que alcança 4.000 UI em 100 gramas de folhas
verdes (cerca de quatro vezes o teor do tomate), sendo, porém, bem mais baixo o teor
dessa vitamina nas folhas internas brancas das alfaces repolhudas (Caetano et al., 2001).
A planta é herbácea, delicada, com caule diminuto, ao qual se prendem as folhas. Estas
são amplas e crescem em roseta, em volta do caule, podendo ser lisas ou crespas,
formando ou não uma "cabeça", com coloração em vários tons de verde, ou roxa,
conforme a cultivar. O sistema radicular é muito ramificado e superficial, explorando
apenas os primeiros 25 cm de solo, quando a cultura é transplantada. Em semeadura
direta, a raiz pivotante pode atingir até 60 cm de profundidade (Filgueira, 2000).
As cultivos utilizados são de coloração verde, em sua maioria, aquelas com margens
arroxeadas são aceitas apenas em alguns mercados. Atualmente, começam a ser
produzidas também cultivares roxas, ainda em pequena escala. As cultivares podem ser
agrupadas considerando as características das folhas, bem como o facto destas se
reunirem ou não formando uma cabeça (Filgueira, 2000). Assim, podem ser
classificadas em seis grupos ou tipos diferenciados:
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1. REPOLHUDA-MANTEIGA: também denominada “Butterhead lettuce”. As
folhas são bem lisas, muito delicadas, de coloração verde-amarelada e aspecto
amanteigado (oleoso), formando uma típica cabeça compacta.
2. REPOLHUDA-CRESPA: também denominada “Crisphead lettuce”, “Iceberg
lettuce” ou alface americana. As folhas são crespas, quebradiças, com nervuras
bem salientes, formando uma cabeça compacta. Começaram a ser cultivadas no
Brasil, principalmente, para atender as cadeias de lanchonetes e os restaurantes
do tipo “fast food”.
3. SOLTA-LISA: as folhas são macias, lisas e soltas, não havendo formação de
cabeça e, sim, uma roseta de folhas de coloração verde- amarelada e aspecto
amanteigado (oleoso).
4. SOLTA-CRESPA: as folhas são bem consistentes, crespas e soltas, não
formando cabeça e, sim, uma roseta de folhas.
5. MIMOSA: grupo que recentemente vem adquirindo certa importância
econômica. As folhas são delicadas e com aspecto "lobado". Exemplos de
cultivares desse grupo são: Salad Bowl e Greenbowl.
6. ROMANA: grupo de reduzida importância econômica, sendo ainda de aceitação
restrita pelos consumidores brasileiros.
Com relação à formação de cabeça em alfaces de folhas lisas, deve-se observar que a
maioria das cultivares mais modernas, tais como Elisa e Regina, encontram-se
classificadas ora como repolhudas, ora como de folhas soltas. Isto ocorre porque na
prática as mesmas tendem a se desenvolver de forma intermediária, sem apresentar as
folhas totalmente soltas, mas também sem formar cabeça repolhuda (Fiorini, 2004).
2.1.1.Produção de sementes
O cultivo da alface destinada à produção de sementes segue as mesmas exigências e
tratos culturais para o cultivo da alface hortaliça. Semeadura, obtenção de mudas,
transplante, adubação, controle de pragas e doenças, e controle de plantas daninhas são
práticas similares.
A diferença entre alface- hortaliça e alface-semente está em relação à escolha da área,
do clima e do espaçamento. Em geral, a produção de sementes de alface é mais
adequada em áreas de baixa pluviosidade. O clima deve ser seco e sem risco de chuvas
na época da maturação das sementes, para evitar perdas na produtividade e na qualidade
Autor: Sergio Alfredo Macore sergio.macore@gmail.com 846458829 - Pemba
das mesmas. Chuva inesperada e ou ventos fortes na fase de maturação das sementes
podem ocasionar perdas substanciais (Hawthorn & Pollard, 1954).
O espaçamento na fileira vária de 40 a 50 cm entre plantas e 60 a 100 cm entre fileiras.
No Nordeste brasileiro utiliza-se o espaçamento de 80 x 40 cm, com uma lotação de
31.250 plantas/ha. A lotação de plantas para produção de alface-hortaliça corresponde
entre 80.000 a 100.000 plantas/ha. Espaçamentos menores podem favorecer a
ocorrência de doenças.
A irrigação deve ser preferencialmente por infiltração e ou gotejamento e a aspersão
deve ser evitada, pelo menos na fase de florescimento e maturação. Antes do início do
pendoamento deve-se fazer a erradicação de plantas atípicas, prática conhecida como
“roguing”. Recomenda-se utilizar sementes genéticas para evitar o “genetic drift”
(contaminações genéticas). Esse fenômeno é conhecido quando se usa semente
comercial em multiplicações sucessivas sem roguing (Costa & Sala, 2005).
2.1.2.Qualidade fisiológica
A utilização de sementes de alta qualidade fisiológica é o pré-requisito para se alcançar
um ótimo estabelecimento de plântulas e, consequentemente, para se obter alta
produtividade. Sementes de alto potencial fisiológico são essenciais para que ocorra
germinação rápida e uniforme, devido a sua influência no desempenho inicial das
plantas (Marcos Filho, 1999).
Considerando-se que as reservas acumuladas nas sementes são resultado de translocação
de material fotossintetizado, parte antes e parte após a antese, é de se esperar que as
condições ambientais durante a produção sejam importantes (Delouche, 1980). Desta
forma, o vigor da semente é afetado pelas condições ambientais mesmo antes de sua
formação, pois condições de clima que afetam o desenvolvimento e o florescimento da
planta poderão ter reflexos sobre o vigor das futuras sementes. Esses efeitos,
evidentemente, são de difícil avaliação, principalmente se comparados com os que
ocorrem na fase final do processo de maturação (Carvalho & Nakagawa, 2000).
Sementes consideradas vigorosas são mais efetivas na mobilização e utilização de suas
reservas energéticas, como consequência, há maior capacidade metabólica, resultando
na emergência mais rápida e uniforme, além do desenvolvimento de plântulas normais
sob diferentes condições de campo (Marcos Filho, 2005).
Autor: Sergio Alfredo Macore sergio.macore@gmail.com 846458829 - Pemba
2.1.3.Germinação sob altas temperaturas
Sementes de alface germinam em temperaturas próximas a 0°C, porém as temperaturas
na faixa de 18 a 21°C são as mais indicadas (Menezes et al., 2000). Quando ocorrem
condições de altas temperaturas durante a embebição das sementes de alface, dois
diferentes fenômenos podem ser observados: a termo-inibição, um processo reversível,
uma vez que a germinação ocorre quando a temperatura reduz para um nível mais
adequado e/ou a termo- dormência, também chamada de dormência secundária, onde as
sementes não germinarão, mesmo após a redução da temperatura. Nesse caso,
entretanto, a germinação ocorrerá se as sementes forem tratadas com reguladores de
crescimento ou forem submetidas ao condicionamento osmótico (Nascimento, 2003).
A temperatura máxima e crítica para a germinação das sementes de alface dependem do
genótipo (Damania, 1986; Gray, 1975; Nascimento & Cantliffe, 2001; Thompson et al.,
1979). Em geral, temperaturas acima de 30°C afetam a germinação das sementes,
decrescendo a velocidade ou a percentagem de germinação (Nascimento, 1998). Assim
dependendo do local e da época de semeadura, a germinação das sementes pode ser
reduzida ou nula, comprometendo a população de plantas da cultura.
2.1.4.Importância socioeconômica da alface
Conhecida popularmente, a alface se tornou a hortaliça mais apreciada na culinária do
mundo todo, sendo produzida apenas no Brasil, área: 35.000 ha (Costa & Sala, 2005),
com produção anual de 525.602t no Brasil e 15.437t em Brasília (IBGE, 2006). Volume
comercializado empregando aproximadamente cinco pessoas/ha; na agricultura familiar
e em pequenas propriedades (Costa & Sala, 2005). De acordo com dados da Embrapa
Hortaliças, existem 66.301 propriedades rurais produzindo alface comercialmente, na
região Centro-Oeste, os maiores produtores são os municípios de Goiânia, Anápolis e a
região do Entorno de Brasília, chamada cinturão verde, foram comercializados 163.065
kg de alface no Distrito Federal.
A composição química da alface contém: água 94%, valor calórico 18 kcal, proteínas
1,3%, lipídeos 0,3g, carboidratos totais 3,5g, fibra 0,7g, cálcio 68mg, fosforo 27mg,
ferro 1,4mg, potássio 24mg, também vitaminas e ácidos orgânicos variando a
porcentagem de acordo com a cultivar (Magalhães, 2006). Possui grande importância
alimentar, sendo fonte de vitaminas e sais minerais (Santi et al., 2010), além de
flavonoides e lactucina (Chitarra & Chitarra, 2005).
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2.1.5.Classificação botânica
O gênero compreende cerca de 100 espécies conhecidas, sendo que a atual Lactuca
sativa L., é considerada descendente da Lactuca serriola (espécie de planta espontânea)
como várias do gênero. Estão inclusos a Lactuca sativa L., Lactuca serriola L., Lactuca
saligna L., Lactuca virosa L., são diploides auto fertilizado com 2n = 2x = 18
cromossomos.
a) Lactuca serriola, alface selvagem, é a mais comum e encontrada em todos os
continentes onde a alface é cultivada, sendo utilizada como fonte de valiosos
genes, principalmente os de resistência a doenças.
b) Lactuca saligna é encontrada principalmente na Europa e na Ásia ocidental e
central, encontrada também na América do Norte, na América central e
Austrália
c) Lactuca virosa é encontrada na Europa ocidental e Norte da África, possui forte
tendência para formar roseta. Essa espécie tem sido utilizada como fonte de
resistência a doenças (Mou, 2008).
2.2.Tipos de alface
Existe grande diversidade entre as cultivares de alfaces disponíveis que são classificadas
basicamente pelas características apresentadas; formato da folha, tamanho e coloração
das plantas (Suinaga et. al., 2013b). Segundo Ryder (1999), existem seis tipos de alface:
americana (crisphead), aspargo ou caule (stem), crespa (leaf), lisa (butterhead), romana
(cos) e oleaginosa (oilseed).
As primeiras cultivares introduzidas no Brasil, com boa produtividade foram alfaces do
tipo lisa que durante um longo período se manteve à frente da preferência da população,
são as cultivares lisas provenientes dos USA, do tipo repolhuda (Costa & Sala, 2005).
Em seguida os cultivares do tipo crespa, verde claro, borda desuniforme, em roseta, tem
tido a preferência dos produtores, por possuir vantagens no transporte e
comercialização, apesar do mercado de produção de sementes de hortaliças, com
modernas técnicas de produção vir se inovando a cada ano (Costa & Sala, 2005). Com
participação efetiva de 65% do mercado, seguidas as variedades americana e lisa
detendo 20% e 10% respectivamente, as romanas, roxas, extra frizz e outras dividem a
participação de 5% (Suinaga et al., 2013a).
Autor: Sergio Alfredo Macore sergio.macore@gmail.com 846458829 - Pemba
Com surgimento de novas variedades sempre com vantagens principalmente ao que se
refere à resistência a doenças e pragas, pois quanto á duração do ciclo produtivo sofre
severas alterações dependendo do ambiente e a cultivar escolhida, podendo variar de 45
a 70 dias para o ponto de comercialização (Sala & Costa, 2012).
3.SUMARIO EXECUTIVO
3.1.Resumo dos principais pontos do trabalho
Este é um trabalho que aborda sobre a Horticultura de Alface num ambiente controlado
ou fechado. Importa referir que a zona escolhida é no distrito de Namuno, na zona de
Mitequele sendo um bom local para a plantação, tendo condições de terreno e clima
adequados. O presente trabalho faz o arrolamento das principais acções definidas como
sendo de primordiais importância para a implementação do trabalho e o alcance dos
objectivos preconizados, acções tais como análise dos constrangimentos, potenciais,
necessidades em recursos financeiros, materiais e humanos, operações culturais e a
previsão do rendimento.
3.2.O montante de capital
Orçamento inicial para implantação da Horticultura de Alface num ambiente controlado
ou fechado, Necessitará o presente trabalho para sua implantação e manutenção os
materiais, conforme descrição abaixo, perfazendo-se, desta forma, uma previsão
orçamentária no valor de 100.000,00 mt (Cem mil meticais), necessários em
investimentos para a compra dos materiais abaixo relacionados.
3.3.Características do mercado dos produtores
O grande número de unidades de produção será destinado a comercialização no
mercado do distrito de Namuno, Montepuez e Balama, por outro lado vai se celebrar um
termo contractual com os supermercado e restaurantes ao nível da cidade da provincia
de Cabo Delgado. O Mercado é o sistema através do qual consumidores e vendedores
negoceiam para determinarem os preços e as quantidades de uma mercadoria. De
acordo com este autor, o mercado pode ser centralizado, como o de títulos, ou
descentralizado, o caso de habitação ou de trabalho. Grande número de unidades de
produção a sazonalidade da produção agrícola (refere-se a variação na produção ao
longo dos meses do ano) fazendo com que a produção e a oferta concentrem-se em
Autor: Sergio Alfredo Macore sergio.macore@gmail.com 846458829 - Pemba
determinados meses do ano, afectando deste modo os preços recebidos pelos
produtores, os custos de transporte, armazenagem e processamento. Pela sua natureza
biológica, o mercado de produtos agrários é de difícil previsão por causa dos factores
incontroláveis, como o clima, ou pouco controláveis, como por exemplo, pragas e
doenças.
3.4.Caracterização do local de implementação
O local de exploração está localizado na Província Cabo Delgado, distrito de Namuno
na zona de Mitequele do Bairro Cumone C, com uma terra fértil e apropriada para
produção de hortícolas e também porque há Disponibilidade de terra, Disponibilidade
de água de rega em todo período do ano, Vias de acesso em condições, Disponibilidade
de mão-de-obra, Existência de um mercado para a comercialização destes produtos.
Importa referir que a zona escolhida é zona baixa favorecendo a humidade e fertilidade
sendo um bom local para a plantação, tendo condições de terreno e clima adequados.
3.5.Dados do empreendimento
3.5.1.Identificação do empreendimento
Actividade: Horticultura de Alface num ambiente controlado ou fechado
Cidade: Distrito de Namuno, Bairro Cumone C, Zona de Mitequele.
Contacto: +258 852205227
3.6.Preço do Alface produzido
Na tabela consta a proposta do preço de hortícola que será produzido:
Mercados e feiras Entrega domiciliária Superfícies comerciais
Especificação Quantidade Preço Preço Preço
Alface 1 Cabeça 15,00mt 25,00mt 30,00mt
Fonte: Adaptado pelo autor, 2021
Autor: Sergio Alfredo Macore sergio.macore@gmail.com 846458829 - Pemba
3.7.Processos operacionais e métodos a serem usados
3.7.1.Métodos
 Preparação do solo
A preparação do solo visa criar acama para melhor desenvolvimento das plantas, será
feita uma preparação mecânica, através do uso do tractor e seus implementos.
Serão feitas duas lavouras, duas gradagens, sulcamento e marachamento. A primeira
lavoura será feita 20 dias antes do transplante e a segunda 5 dias antes, as gradagens
serão 3 dias antes do transplante, a sulcagem e marachamento serão 5 e 2 dias antes do
transplante.
 Preparo do canteiro
Para algumas espécies cultivadas em espaçamentos maiores, basta revolver e destorroar
o solo. Em seguida, deve-se abrir as covas, sulcos ou ainda fazer camalhões ou leiras,
adubar e plantar, conforme o sistema de cada cultura.
Para preparo adequado do canteiro recomenda-se:
 Fazer dois sulcos paralelos de 15 a 20cm de profundidade, com 30 a 40 cm de
largura, e distanciados de 1 a 1,2m, utilizando-se cordões ou bambu para
alinhamento;
 Com auxílio de ancinho (rastelo) faz-se o nivelamento da terra e retira-se os
torrões menores, raízes, pedras e outros materiais;
 Com a pá curva faz-se o acabamento, limpando-se a passagem entre os
canteiros.
Os canteiros depois de prontos ficarão com cerca de 1m de largura, 15 a 20cm de
altura e separados por 30 a 40 cm entre si, para facilitar a passagem das pessoas que
cuidarão da horta. Entre cada série de canteiros deve-se deixar um caminho (1m) para
passagem do carrinho de mão, usado para transporte de adubos, estercos e produtos
colhidos.
Autor: Sergio Alfredo Macore sergio.macore@gmail.com 846458829 - Pemba
3.8.Plano financeiro
3.8.1.Estimativa de investimento fixo, pré-operacionais, Capital giro e
Investimento total
Previsão orçamento de materiais e equipamentos necessários para a manutenção do
trabalho numa fase inicial e Investimentos pré-operacionais como: aluguer de tractor,
pagamento de trabalhadores, taxas fiscais impostos, armazenamento etc. vai rondar
numa média de 110.000,00mt.
ESPECIFICAÇÃO QUANTIDADE VALOR
Moto-bomba 1 10.000
Enxadas de cabo 70 10.000
Sementes e mudas de hortaliças 100 Kg 5.000
Plástico preto para cobertura de mudas 300 Metros 10.000
Corda para alinhamento 100 Metros 5.000
Cesto para colheita 30 Unidades 10.000
Regador 30 Unidades 10.000
Fertilizante (Adubo) 500 Kg 5.000
Ancinhos e catanas 50 Unidades cada 10.000
Madeira para viveiro 10.000
Mangueira 200 Metros 5.000
Insecticidas 300 Litros 10.000
TOTAL 100.000.00 MT
3.9.Necessidade de pessoal
Para o funcionamento será necessário no total 55 trabalhadores distribuídos em
seguintes sectores:
 Sector de produção: 30 trabalhadores;
 Sector de armazenamento: 10 trabalhadores;
 Sector de transporte: 04 trabalhadores;
 Sector de comercialização: 11 trabalhadores.
Autor: Sergio Alfredo Macore sergio.macore@gmail.com 846458829 - Pemba
4.MATERIAL E MÉTODOS
4.1.Localização experimental e época
O trabalho será realizado na área experimental do distrito de Namuno, no bairro de
cumone C, zona de Mitequele. O clima na região, segundo classificação de Köppen é o
tropical de savana (Aw). O solo da área é classificado como Latossolo Vermelho
amarelo eutrófico de textura média (32% de argila).
Dois tipos de cultivo foram adoptados, o convencional e o orgânico. Ambos em três
épocas de plantio, Época 1: semeadura 27/04/2015, transplantio 26/05/2015; Tmax 28°,
min 17° méd.22°C. Época 2: semeadura 18/05/2015, transplantio 19/06/2015; Tmax
27°, min 15° méd.21°C. Época 3: semeadura 08/06/2015, transplantio 10/07/2015.
Tmax 27°, min 14° méd.20°C.
4.2.Genótipos
Foram avaliados genótipos de alface dos tipos “americana” e “crespa”:
a) Dez do tipo americano: Angelina, Balsamo, Lady, Lagunna, Laurel, Lucy
Brown, Perovana, Silvana, Tainá, TPC 18614;
b) Oito do tipo crespa: CNPH 5060, Deisy, Lavínia, Malice, Milena, Solaris,
Vanda e Veneranda.
4.3.Produção de mudas
Em condição de casa de vegetação, as mudas foram produzidas em bandejas de
poliestireno expandido de 128 células, contendo substrato terra de subsolo, esterco de
curral curtido. A semeadura foi com duas sementes por célula.
Após a semeadura, as bandejas foram cobertas com uma fina camada de substrato e
mantidas sob condições protegidas (Figura 1). As bandejas permaneceram em
antecâmara por 48 horas. As mudas foram repicadas 15 dias após a semeadura e com 25
dias transplantadas.
Autor: Sergio Alfredo Macore sergio.macore@gmail.com 846458829 - Pemba
Fonte: Foto tirado pelo autor, 2021: Produção de mudas
4.4.Condições de cultivo
O transplantio das mudas foi realizado para o campo sob duas condições, convencional
e orgânico. Em ambos, o preparo do solo foi realizado com uma aração na profundidade
de 0,35 m, seguida de uma gradagem niveladora. Posteriormente foi realizado o preparo
dos canteiros com rotoencanteirador com 1,50 m de largura com espaçamento de 0,30m
entre as mudas.
Aos 50 dias aproximadamente após o transplantio, realizou-se a colheita na parcela útil,
através do corte das plantas rente ao nível do solo. Avaliou-se a produção, que consiste
na massa da matéria fresca da parte aérea (g/planta), em que a parte aérea de cada planta
foi separada das raízes e pesada em balança digital. Foram considerados as folhas e os
caules, como usualmente são comercializadas. Apenas as folhas exteriores em processo
de senescência foram removidas.
Em ambos os cultivos, convencional e orgânico, o tipo de irrigação adotado foi por
aspersão.
4.5.Cultivo convencional
No cultivo convencional, a correção do solo foi realizada conforme o preconizado por
Ribeiro et al. (1999) e os canteiros foram previamente adubados com a fórmula 04-14-
08 de N-P2O5-K2O. Foi realizada cobertura de sulfato de amônia a cada 20 dias. Não
houve aplicação de defensivo químico.
Autor: Sergio Alfredo Macore sergio.macore@gmail.com 846458829 - Pemba
4.6.Cultivo orgânico
O sistema orgânico estabelecido na área de pesquisa de produção orgânica da Embrapa
Hortaliças segue o regulamento técnico para os sistemas orgânicos de produção vegetal
regido pela Instrução Normativa nº64 do Ministério da Agricultura.
No campo orgânico, os canteiros foram adubados somente com esterco bovino, e
cobertura de bokachi aos 25 dias após o transplante.
4.7.Delineamento experimental e análise estatística
O delineamento experimental adotado foi em blocos casualizados com 4 repetições, em
que cada parcela foi constituída por cinco plantas e a parcela útil de três plantas mais
desenvolvidas. Os ensaios com os genótipos dos tipos varietais Americana e Crespa
foram conduzidos em três épocas, nas duas condições de cultivo, convencional e
orgânico, totalizando seis experimentos. Foram realizadas análises de variância
individuais para cada um dos ensaios.
Constituíram-se seis ambientes para cada tipo varietal: Ambiente 1: época 1, cultivo
convencional:
 Ambiente 2: época 1, cultivo orgânico;
 Ambiente 3: época 2, cultivo convencional;
 Ambiente 4: época 2, cultivo orgânico;
 Ambiente 5: época 3, cultivo convencional;
 Ambiente 6: época 3, cultivo orgânico.
Fonte: Foto tirado pelo autor, 2021: Ensaio em campo (plantio convencional).
Autor: Sergio Alfredo Macore sergio.macore@gmail.com 846458829 - Pemba
5.CRONOGRAMA DE ACTIVIDADES
Cronograma de Actividade
Actividades / Procedimentos Mês / Período 2021
Abril Abril Maio Maio Junho
Escolha do local / terreno X
Preparação do local/ terreno X X
Irrigação a terra X X
Sementeira das mudas X
Tratamento de dados X
Irrigação das mudas X X
Tratamento com inseticida X
Colheta do Alface X
Fonte: Adaptado pelo autor, 2021
Autor: Sergio Alfredo Macore sergio.macore@gmail.com 846458829 - Pemba
Conclusão
A horticultura de alface apresenta um comportamento variável dependendo da condição
ambiental. Entre os genótipos do tipo americana, no cultivo convencional, o que mais se
destacou foi Lagunna. Já no orgânico, foi a Laurel. Entre os genótipos de tipo crespa,
destaca-se para ambas condições convencional e orgânica, os genótipos CNPH 5060 e
Deisy.
Os genótipos apresentam elevada variabilidade. Pelo método de Eberhart & Russel
(1966) os genótipos do tipo americana que se destacam são Lady e Silvana. Entre os
genótipos do tipo crespa, se sobressaem Milena e Vanda.
Pelo método de Cruz et al. (1989) dentre os tipos crespa, Vanda demonstrou ser mais
adaptada em ambientes favoráveis. Enquanto Perovana, do tipo americana apresentou
capacidade de maior adaptação em ambientes desfavoráveis. O Método de Cruz et al.
(1989) mostra-se mais refinado na recomendação de genótipos, para condições
específicas de ambientes desfavoráveis, comparando ao método de Eberhart & Russel
(1966).
Pelo método do Trapézio quadrático segundo Carneiro (1998) os genótipos do tipo
americana, Silvana e Lagunna, apresentaram adaptabilidade geral. Já para as condições
específicas destaca Laurel para condição desfavorável e Bálsamo para condição
favorável. No tipo crespa, Milena e Vanda apresentaram adaptabilidade geral. Para as
condições específicas, verifica-se CNPH 5060 para condição favorável e Deisy para
condição desfavorável.
Autor: Sergio Alfredo Macore sergio.macore@gmail.com 846458829 - Pemba
Referências bibliográficas
ALLARD, R.W. Principles of plant breeding. New York: J. Wiley, 485 p 1960.
ALLARD, R.W.; BRADSHAW, A.D. Implications of genotype-environment
interactions in applied plant breeding. Crop Sci. Madison, v.4. n.5, p 503-7, 1964.
ALMEIDA, D. Manual de culturas hortícolas. Editorial Presença. Lisboa volumes 2.
2006
ALMEIDA, D. Manuseamento de produtos hortofrutícolas. Sociedade Portuguesa de
Inovação, Porto.2005
ANNICCHIARICO, P. Cultivar adaptation and recomendation fron alfafa trials in
Northern Italy. Journal of Genetics and Plant Breeding, v. 46, p. 269-278, 1992.
BASTOS, I. T. et al. Avaliação da interação genótipo x ambiente em cana-de açúcar via
modelos mistos. Pesquisa Agropecuária Tropical, Goiânia, v. 37, p. 195-203, 2007.
BEZERRA NETO, F. et al. Produtividade de Alface em função de sombreamento,
temperatura e luminosidade elevada. Horticultura Brasileira, Brasília V. 23, n.2, p. 189-
192, jun. 2005.
IDRHA. Dados estatísticos. Instituto de Desenvolvimento Rural e Hidráulica,
Ministério da Agricultura do Desenvolvimento Rural e das Pescas. 2020.
MOURÃO, I. PINTO, R. 2006. Produção vegetal. São Paulo.2000
Autor: Sergio Alfredo Macore sergio.macore@gmail.com 846458829 - Pemba
ANEXO1: Imagem de horticultura de Alface

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Cultivo de Alface em Ambiente Controlado

  • 1. Autor: Sergio Alfredo Macore sergio.macore@gmail.com 846458829 - Pemba ÍNDICE 1.INTRODUÇÃO............................................................................................................. 3 1.1.Objetivos do Trabalho ............................................................................................ 4 1.1.1.Objetivo geral................................................................................................... 4 1.1.2.Objectivos específicos...................................................................................... 4 1.1.3.Resultados esperados........................................................................................ 4 2.Revisão de Literatura..................................................................................................... 5 2.1.A cultura da alface .................................................................................................. 5 2.1.1.Produção de sementes ...................................................................................... 6 2.1.2.Qualidade fisiológica........................................................................................ 7 2.1.3.Germinação sob altas temperaturas.................................................................. 8 2.1.4.Importância socioeconômica da alface ............................................................ 8 2.1.5.Classificação botânica...................................................................................... 9 2.2.Tipos de alface........................................................................................................ 9 3.SUMARIO EXECUTIVO........................................................................................... 10 3.1.Resumo dos principais pontos do trabalho ........................................................... 10 3.2.O montante de capital ........................................................................................... 10 3.3.Características do mercado dos produtores .......................................................... 10 3.4.Caracterização do local de implementação........................................................... 11 3.5.Dados do empreendimento ................................................................................... 11 3.5.1.Identificação do empreendimento .................................................................. 11 3.6.Preço do Alface produzido ................................................................................... 11 3.7.Processos operacionais e métodos a serem usados............................................... 12 3.7.1.Métodos.......................................................................................................... 12 3.8.Plano financeiro .................................................................................................... 13 3.8.1.Estimativa de investimento fixo, pré-operacionais, Capital giro e Investimento total.......................................................................................................................... 13 3.9.Necessidade de pessoal......................................................................................... 13 4.MATERIAL E MÉTODOS......................................................................................... 14 4.1.Localização experimental e época ........................................................................ 14 4.2.Genótipos.............................................................................................................. 14 4.3.Produção de mudas ............................................................................................... 14 4.4.Condições de cultivo............................................................................................. 15 4.5.Cultivo convencional ............................................................................................ 15 4.6.Cultivo orgânico ................................................................................................... 16 4.7.Delineamento experimental e análise estatística................................................... 16 5.CRONOGRAMA DE ACTIVIDADES...................................................................... 17 Conclusão ....................................................................................................................... 18 Referências bibliográficas .............................................................................................. 19 ANEXO1: Imagem de horticultura de Alface ................................................................ 20
  • 2. Autor: Sergio Alfredo Macore sergio.macore@gmail.com 846458829 - Pemba 1.INTRODUÇÃO O presente trabalho tem como o tema ‘’Horticultura de Alface num Ambiente Controlado ou Fechado’’. Como se pode ver pelo tema que iremos abordar, é sabido que, a alface (Lactuca sativa L.) é uma das hortaliças folhosas mais produzida e conhecida no mundo, e teve seu desenvolvimento no Brasil a partir de 1960, através do pesquisador Hiroshi Nagai junto a investimentos financeiros do governo federal, na área do melhoramento genético visando tolerância as altas temperaturas, às doenças e adaptadas ao fotoperíodo. Apresenta muita importância comercial e pelo seu vasto consumo em todo o território nacional, está entre as principais hortaliças, no que se refere à produção, à comercialização e ao valor nutricional. A produção se restringe às áreas próximas aos centros de comercialização e caracteriza- se pela produção em pequenas propriedades rurais, principalmente no cinturão verde das cidades devido a fragilidade das folhas, as quais devem estar sempre frescas, por manter forte apelo visual e necessariamente exibindo máxima turgescência, potencial produtivo, dentro das características descritas a cada tipo cultivado em diferentes regiões. Originária de países de clima temperado, com temperaturas amenas, enfrenta forte influência do clima quente encontrado no Brasil, causando quedas na produção, ocasionando aumentos de preços ao consumidor. Para minimizar esses danos, é importante o emprego de cultivares que sejam adaptadas a essas condições. Os estudos sobre a interação genótipos x ambientes vêm sendo importantes no desenvolvimento de novas cultivares, não somente olerícolas como também, cereais, fruteiras, espécies florestais, entre outras. No caso da alface, mesmo na literatura mundial, são poucas pesquisas sobre a interação genótipos x ambientes, sendo que pouco estudo tem contribuído para que sejam tomadas decisões, acerca da utilização de cultivares em ambientes específicos (Gualberto et al., 2009). A avaliação de genótipos em diferentes ambientes permite estimar parâmetros genéticos estatísticos que visam quantificar a interação genéticos x ambientes presente na expressão fenotípica de cada tipo.
  • 3. Autor: Sergio Alfredo Macore sergio.macore@gmail.com 846458829 - Pemba 1.1.Objetivos do Trabalho 1.1.1.Objetivo geral  Avaliar diferentes cultivos de alface e sua interação com a qualidade fisiológica e a capacidade de germinação sob condições de temperaturas elevadas em duas épocas de produção de sementes. 1.1.2.Objectivos específicos  Aumentar a renda familiar contribuindo assim para a redução da pobreza absoluta,  Incrementar a disponibilidade de hortícolas.  Analisar a cultura de Alface num Ambiente Controlado ou Fechado. 1.1.3.Resultados esperados  Postos de trabalho criados numa primeira fase, em regime de trabalhadores fixos e centenas de postos de trabalho em regime de sazonais  Renda familiar incrementada; e  Disponibilidade de hortícola nacional aumentada, sobre tudo no verão, época que verifica escassez de hortícolas.
  • 4. Autor: Sergio Alfredo Macore sergio.macore@gmail.com 846458829 - Pemba 2.Revisão de Literatura 2.1.A cultura da alface A alface cultivada (Lactuca sativa L.) é originária de espécies silvestres, ainda hoje encontradas no Sul da Europa e na Ásia Ocidental, tendo como provável centro de origem as regiões amenas do Mediterrâneo (Filgueira, 2000). Pertencente à família Asteraceae, Lactuca é um gênero com aproximadamente 300 espécies, o qual apresenta sete níveis cromossômicos (2n = 10, 16, 18, 32, 34, 36, 48), porém apenas L. sativa, L. serriola, L. saligna e L. virosa apresentam conjunto genômico 2n = 18 cromossomos, sendo essas utilizadas em programas de melhoramento genético (Maluf, 1994a). A alface é uma das hortaliças mais produzidas e consumidas em todo o mundo e devido ao seu ciclo curto pode ser cultivada em quase todas as regiões, sendo necessário a existência de no mínimo dois meses de clima apropriado ao cultivo, quando cultivada a céu aberto. A alface é uma razoável fonte de vitaminas e sais minerais, cujo aproveitamento pelo organismo é favorecido por ser consumida crua, destacando-se o seu elevado teor em pró-vitamina A, que alcança 4.000 UI em 100 gramas de folhas verdes (cerca de quatro vezes o teor do tomate), sendo, porém, bem mais baixo o teor dessa vitamina nas folhas internas brancas das alfaces repolhudas (Caetano et al., 2001). A planta é herbácea, delicada, com caule diminuto, ao qual se prendem as folhas. Estas são amplas e crescem em roseta, em volta do caule, podendo ser lisas ou crespas, formando ou não uma "cabeça", com coloração em vários tons de verde, ou roxa, conforme a cultivar. O sistema radicular é muito ramificado e superficial, explorando apenas os primeiros 25 cm de solo, quando a cultura é transplantada. Em semeadura direta, a raiz pivotante pode atingir até 60 cm de profundidade (Filgueira, 2000). As cultivos utilizados são de coloração verde, em sua maioria, aquelas com margens arroxeadas são aceitas apenas em alguns mercados. Atualmente, começam a ser produzidas também cultivares roxas, ainda em pequena escala. As cultivares podem ser agrupadas considerando as características das folhas, bem como o facto destas se reunirem ou não formando uma cabeça (Filgueira, 2000). Assim, podem ser classificadas em seis grupos ou tipos diferenciados:
  • 5. Autor: Sergio Alfredo Macore sergio.macore@gmail.com 846458829 - Pemba 1. REPOLHUDA-MANTEIGA: também denominada “Butterhead lettuce”. As folhas são bem lisas, muito delicadas, de coloração verde-amarelada e aspecto amanteigado (oleoso), formando uma típica cabeça compacta. 2. REPOLHUDA-CRESPA: também denominada “Crisphead lettuce”, “Iceberg lettuce” ou alface americana. As folhas são crespas, quebradiças, com nervuras bem salientes, formando uma cabeça compacta. Começaram a ser cultivadas no Brasil, principalmente, para atender as cadeias de lanchonetes e os restaurantes do tipo “fast food”. 3. SOLTA-LISA: as folhas são macias, lisas e soltas, não havendo formação de cabeça e, sim, uma roseta de folhas de coloração verde- amarelada e aspecto amanteigado (oleoso). 4. SOLTA-CRESPA: as folhas são bem consistentes, crespas e soltas, não formando cabeça e, sim, uma roseta de folhas. 5. MIMOSA: grupo que recentemente vem adquirindo certa importância econômica. As folhas são delicadas e com aspecto "lobado". Exemplos de cultivares desse grupo são: Salad Bowl e Greenbowl. 6. ROMANA: grupo de reduzida importância econômica, sendo ainda de aceitação restrita pelos consumidores brasileiros. Com relação à formação de cabeça em alfaces de folhas lisas, deve-se observar que a maioria das cultivares mais modernas, tais como Elisa e Regina, encontram-se classificadas ora como repolhudas, ora como de folhas soltas. Isto ocorre porque na prática as mesmas tendem a se desenvolver de forma intermediária, sem apresentar as folhas totalmente soltas, mas também sem formar cabeça repolhuda (Fiorini, 2004). 2.1.1.Produção de sementes O cultivo da alface destinada à produção de sementes segue as mesmas exigências e tratos culturais para o cultivo da alface hortaliça. Semeadura, obtenção de mudas, transplante, adubação, controle de pragas e doenças, e controle de plantas daninhas são práticas similares. A diferença entre alface- hortaliça e alface-semente está em relação à escolha da área, do clima e do espaçamento. Em geral, a produção de sementes de alface é mais adequada em áreas de baixa pluviosidade. O clima deve ser seco e sem risco de chuvas na época da maturação das sementes, para evitar perdas na produtividade e na qualidade
  • 6. Autor: Sergio Alfredo Macore sergio.macore@gmail.com 846458829 - Pemba das mesmas. Chuva inesperada e ou ventos fortes na fase de maturação das sementes podem ocasionar perdas substanciais (Hawthorn & Pollard, 1954). O espaçamento na fileira vária de 40 a 50 cm entre plantas e 60 a 100 cm entre fileiras. No Nordeste brasileiro utiliza-se o espaçamento de 80 x 40 cm, com uma lotação de 31.250 plantas/ha. A lotação de plantas para produção de alface-hortaliça corresponde entre 80.000 a 100.000 plantas/ha. Espaçamentos menores podem favorecer a ocorrência de doenças. A irrigação deve ser preferencialmente por infiltração e ou gotejamento e a aspersão deve ser evitada, pelo menos na fase de florescimento e maturação. Antes do início do pendoamento deve-se fazer a erradicação de plantas atípicas, prática conhecida como “roguing”. Recomenda-se utilizar sementes genéticas para evitar o “genetic drift” (contaminações genéticas). Esse fenômeno é conhecido quando se usa semente comercial em multiplicações sucessivas sem roguing (Costa & Sala, 2005). 2.1.2.Qualidade fisiológica A utilização de sementes de alta qualidade fisiológica é o pré-requisito para se alcançar um ótimo estabelecimento de plântulas e, consequentemente, para se obter alta produtividade. Sementes de alto potencial fisiológico são essenciais para que ocorra germinação rápida e uniforme, devido a sua influência no desempenho inicial das plantas (Marcos Filho, 1999). Considerando-se que as reservas acumuladas nas sementes são resultado de translocação de material fotossintetizado, parte antes e parte após a antese, é de se esperar que as condições ambientais durante a produção sejam importantes (Delouche, 1980). Desta forma, o vigor da semente é afetado pelas condições ambientais mesmo antes de sua formação, pois condições de clima que afetam o desenvolvimento e o florescimento da planta poderão ter reflexos sobre o vigor das futuras sementes. Esses efeitos, evidentemente, são de difícil avaliação, principalmente se comparados com os que ocorrem na fase final do processo de maturação (Carvalho & Nakagawa, 2000). Sementes consideradas vigorosas são mais efetivas na mobilização e utilização de suas reservas energéticas, como consequência, há maior capacidade metabólica, resultando na emergência mais rápida e uniforme, além do desenvolvimento de plântulas normais sob diferentes condições de campo (Marcos Filho, 2005).
  • 7. Autor: Sergio Alfredo Macore sergio.macore@gmail.com 846458829 - Pemba 2.1.3.Germinação sob altas temperaturas Sementes de alface germinam em temperaturas próximas a 0°C, porém as temperaturas na faixa de 18 a 21°C são as mais indicadas (Menezes et al., 2000). Quando ocorrem condições de altas temperaturas durante a embebição das sementes de alface, dois diferentes fenômenos podem ser observados: a termo-inibição, um processo reversível, uma vez que a germinação ocorre quando a temperatura reduz para um nível mais adequado e/ou a termo- dormência, também chamada de dormência secundária, onde as sementes não germinarão, mesmo após a redução da temperatura. Nesse caso, entretanto, a germinação ocorrerá se as sementes forem tratadas com reguladores de crescimento ou forem submetidas ao condicionamento osmótico (Nascimento, 2003). A temperatura máxima e crítica para a germinação das sementes de alface dependem do genótipo (Damania, 1986; Gray, 1975; Nascimento & Cantliffe, 2001; Thompson et al., 1979). Em geral, temperaturas acima de 30°C afetam a germinação das sementes, decrescendo a velocidade ou a percentagem de germinação (Nascimento, 1998). Assim dependendo do local e da época de semeadura, a germinação das sementes pode ser reduzida ou nula, comprometendo a população de plantas da cultura. 2.1.4.Importância socioeconômica da alface Conhecida popularmente, a alface se tornou a hortaliça mais apreciada na culinária do mundo todo, sendo produzida apenas no Brasil, área: 35.000 ha (Costa & Sala, 2005), com produção anual de 525.602t no Brasil e 15.437t em Brasília (IBGE, 2006). Volume comercializado empregando aproximadamente cinco pessoas/ha; na agricultura familiar e em pequenas propriedades (Costa & Sala, 2005). De acordo com dados da Embrapa Hortaliças, existem 66.301 propriedades rurais produzindo alface comercialmente, na região Centro-Oeste, os maiores produtores são os municípios de Goiânia, Anápolis e a região do Entorno de Brasília, chamada cinturão verde, foram comercializados 163.065 kg de alface no Distrito Federal. A composição química da alface contém: água 94%, valor calórico 18 kcal, proteínas 1,3%, lipídeos 0,3g, carboidratos totais 3,5g, fibra 0,7g, cálcio 68mg, fosforo 27mg, ferro 1,4mg, potássio 24mg, também vitaminas e ácidos orgânicos variando a porcentagem de acordo com a cultivar (Magalhães, 2006). Possui grande importância alimentar, sendo fonte de vitaminas e sais minerais (Santi et al., 2010), além de flavonoides e lactucina (Chitarra & Chitarra, 2005).
  • 8. Autor: Sergio Alfredo Macore sergio.macore@gmail.com 846458829 - Pemba 2.1.5.Classificação botânica O gênero compreende cerca de 100 espécies conhecidas, sendo que a atual Lactuca sativa L., é considerada descendente da Lactuca serriola (espécie de planta espontânea) como várias do gênero. Estão inclusos a Lactuca sativa L., Lactuca serriola L., Lactuca saligna L., Lactuca virosa L., são diploides auto fertilizado com 2n = 2x = 18 cromossomos. a) Lactuca serriola, alface selvagem, é a mais comum e encontrada em todos os continentes onde a alface é cultivada, sendo utilizada como fonte de valiosos genes, principalmente os de resistência a doenças. b) Lactuca saligna é encontrada principalmente na Europa e na Ásia ocidental e central, encontrada também na América do Norte, na América central e Austrália c) Lactuca virosa é encontrada na Europa ocidental e Norte da África, possui forte tendência para formar roseta. Essa espécie tem sido utilizada como fonte de resistência a doenças (Mou, 2008). 2.2.Tipos de alface Existe grande diversidade entre as cultivares de alfaces disponíveis que são classificadas basicamente pelas características apresentadas; formato da folha, tamanho e coloração das plantas (Suinaga et. al., 2013b). Segundo Ryder (1999), existem seis tipos de alface: americana (crisphead), aspargo ou caule (stem), crespa (leaf), lisa (butterhead), romana (cos) e oleaginosa (oilseed). As primeiras cultivares introduzidas no Brasil, com boa produtividade foram alfaces do tipo lisa que durante um longo período se manteve à frente da preferência da população, são as cultivares lisas provenientes dos USA, do tipo repolhuda (Costa & Sala, 2005). Em seguida os cultivares do tipo crespa, verde claro, borda desuniforme, em roseta, tem tido a preferência dos produtores, por possuir vantagens no transporte e comercialização, apesar do mercado de produção de sementes de hortaliças, com modernas técnicas de produção vir se inovando a cada ano (Costa & Sala, 2005). Com participação efetiva de 65% do mercado, seguidas as variedades americana e lisa detendo 20% e 10% respectivamente, as romanas, roxas, extra frizz e outras dividem a participação de 5% (Suinaga et al., 2013a).
  • 9. Autor: Sergio Alfredo Macore sergio.macore@gmail.com 846458829 - Pemba Com surgimento de novas variedades sempre com vantagens principalmente ao que se refere à resistência a doenças e pragas, pois quanto á duração do ciclo produtivo sofre severas alterações dependendo do ambiente e a cultivar escolhida, podendo variar de 45 a 70 dias para o ponto de comercialização (Sala & Costa, 2012). 3.SUMARIO EXECUTIVO 3.1.Resumo dos principais pontos do trabalho Este é um trabalho que aborda sobre a Horticultura de Alface num ambiente controlado ou fechado. Importa referir que a zona escolhida é no distrito de Namuno, na zona de Mitequele sendo um bom local para a plantação, tendo condições de terreno e clima adequados. O presente trabalho faz o arrolamento das principais acções definidas como sendo de primordiais importância para a implementação do trabalho e o alcance dos objectivos preconizados, acções tais como análise dos constrangimentos, potenciais, necessidades em recursos financeiros, materiais e humanos, operações culturais e a previsão do rendimento. 3.2.O montante de capital Orçamento inicial para implantação da Horticultura de Alface num ambiente controlado ou fechado, Necessitará o presente trabalho para sua implantação e manutenção os materiais, conforme descrição abaixo, perfazendo-se, desta forma, uma previsão orçamentária no valor de 100.000,00 mt (Cem mil meticais), necessários em investimentos para a compra dos materiais abaixo relacionados. 3.3.Características do mercado dos produtores O grande número de unidades de produção será destinado a comercialização no mercado do distrito de Namuno, Montepuez e Balama, por outro lado vai se celebrar um termo contractual com os supermercado e restaurantes ao nível da cidade da provincia de Cabo Delgado. O Mercado é o sistema através do qual consumidores e vendedores negoceiam para determinarem os preços e as quantidades de uma mercadoria. De acordo com este autor, o mercado pode ser centralizado, como o de títulos, ou descentralizado, o caso de habitação ou de trabalho. Grande número de unidades de produção a sazonalidade da produção agrícola (refere-se a variação na produção ao longo dos meses do ano) fazendo com que a produção e a oferta concentrem-se em
  • 10. Autor: Sergio Alfredo Macore sergio.macore@gmail.com 846458829 - Pemba determinados meses do ano, afectando deste modo os preços recebidos pelos produtores, os custos de transporte, armazenagem e processamento. Pela sua natureza biológica, o mercado de produtos agrários é de difícil previsão por causa dos factores incontroláveis, como o clima, ou pouco controláveis, como por exemplo, pragas e doenças. 3.4.Caracterização do local de implementação O local de exploração está localizado na Província Cabo Delgado, distrito de Namuno na zona de Mitequele do Bairro Cumone C, com uma terra fértil e apropriada para produção de hortícolas e também porque há Disponibilidade de terra, Disponibilidade de água de rega em todo período do ano, Vias de acesso em condições, Disponibilidade de mão-de-obra, Existência de um mercado para a comercialização destes produtos. Importa referir que a zona escolhida é zona baixa favorecendo a humidade e fertilidade sendo um bom local para a plantação, tendo condições de terreno e clima adequados. 3.5.Dados do empreendimento 3.5.1.Identificação do empreendimento Actividade: Horticultura de Alface num ambiente controlado ou fechado Cidade: Distrito de Namuno, Bairro Cumone C, Zona de Mitequele. Contacto: +258 852205227 3.6.Preço do Alface produzido Na tabela consta a proposta do preço de hortícola que será produzido: Mercados e feiras Entrega domiciliária Superfícies comerciais Especificação Quantidade Preço Preço Preço Alface 1 Cabeça 15,00mt 25,00mt 30,00mt Fonte: Adaptado pelo autor, 2021
  • 11. Autor: Sergio Alfredo Macore sergio.macore@gmail.com 846458829 - Pemba 3.7.Processos operacionais e métodos a serem usados 3.7.1.Métodos  Preparação do solo A preparação do solo visa criar acama para melhor desenvolvimento das plantas, será feita uma preparação mecânica, através do uso do tractor e seus implementos. Serão feitas duas lavouras, duas gradagens, sulcamento e marachamento. A primeira lavoura será feita 20 dias antes do transplante e a segunda 5 dias antes, as gradagens serão 3 dias antes do transplante, a sulcagem e marachamento serão 5 e 2 dias antes do transplante.  Preparo do canteiro Para algumas espécies cultivadas em espaçamentos maiores, basta revolver e destorroar o solo. Em seguida, deve-se abrir as covas, sulcos ou ainda fazer camalhões ou leiras, adubar e plantar, conforme o sistema de cada cultura. Para preparo adequado do canteiro recomenda-se:  Fazer dois sulcos paralelos de 15 a 20cm de profundidade, com 30 a 40 cm de largura, e distanciados de 1 a 1,2m, utilizando-se cordões ou bambu para alinhamento;  Com auxílio de ancinho (rastelo) faz-se o nivelamento da terra e retira-se os torrões menores, raízes, pedras e outros materiais;  Com a pá curva faz-se o acabamento, limpando-se a passagem entre os canteiros. Os canteiros depois de prontos ficarão com cerca de 1m de largura, 15 a 20cm de altura e separados por 30 a 40 cm entre si, para facilitar a passagem das pessoas que cuidarão da horta. Entre cada série de canteiros deve-se deixar um caminho (1m) para passagem do carrinho de mão, usado para transporte de adubos, estercos e produtos colhidos.
  • 12. Autor: Sergio Alfredo Macore sergio.macore@gmail.com 846458829 - Pemba 3.8.Plano financeiro 3.8.1.Estimativa de investimento fixo, pré-operacionais, Capital giro e Investimento total Previsão orçamento de materiais e equipamentos necessários para a manutenção do trabalho numa fase inicial e Investimentos pré-operacionais como: aluguer de tractor, pagamento de trabalhadores, taxas fiscais impostos, armazenamento etc. vai rondar numa média de 110.000,00mt. ESPECIFICAÇÃO QUANTIDADE VALOR Moto-bomba 1 10.000 Enxadas de cabo 70 10.000 Sementes e mudas de hortaliças 100 Kg 5.000 Plástico preto para cobertura de mudas 300 Metros 10.000 Corda para alinhamento 100 Metros 5.000 Cesto para colheita 30 Unidades 10.000 Regador 30 Unidades 10.000 Fertilizante (Adubo) 500 Kg 5.000 Ancinhos e catanas 50 Unidades cada 10.000 Madeira para viveiro 10.000 Mangueira 200 Metros 5.000 Insecticidas 300 Litros 10.000 TOTAL 100.000.00 MT 3.9.Necessidade de pessoal Para o funcionamento será necessário no total 55 trabalhadores distribuídos em seguintes sectores:  Sector de produção: 30 trabalhadores;  Sector de armazenamento: 10 trabalhadores;  Sector de transporte: 04 trabalhadores;  Sector de comercialização: 11 trabalhadores.
  • 13. Autor: Sergio Alfredo Macore sergio.macore@gmail.com 846458829 - Pemba 4.MATERIAL E MÉTODOS 4.1.Localização experimental e época O trabalho será realizado na área experimental do distrito de Namuno, no bairro de cumone C, zona de Mitequele. O clima na região, segundo classificação de Köppen é o tropical de savana (Aw). O solo da área é classificado como Latossolo Vermelho amarelo eutrófico de textura média (32% de argila). Dois tipos de cultivo foram adoptados, o convencional e o orgânico. Ambos em três épocas de plantio, Época 1: semeadura 27/04/2015, transplantio 26/05/2015; Tmax 28°, min 17° méd.22°C. Época 2: semeadura 18/05/2015, transplantio 19/06/2015; Tmax 27°, min 15° méd.21°C. Época 3: semeadura 08/06/2015, transplantio 10/07/2015. Tmax 27°, min 14° méd.20°C. 4.2.Genótipos Foram avaliados genótipos de alface dos tipos “americana” e “crespa”: a) Dez do tipo americano: Angelina, Balsamo, Lady, Lagunna, Laurel, Lucy Brown, Perovana, Silvana, Tainá, TPC 18614; b) Oito do tipo crespa: CNPH 5060, Deisy, Lavínia, Malice, Milena, Solaris, Vanda e Veneranda. 4.3.Produção de mudas Em condição de casa de vegetação, as mudas foram produzidas em bandejas de poliestireno expandido de 128 células, contendo substrato terra de subsolo, esterco de curral curtido. A semeadura foi com duas sementes por célula. Após a semeadura, as bandejas foram cobertas com uma fina camada de substrato e mantidas sob condições protegidas (Figura 1). As bandejas permaneceram em antecâmara por 48 horas. As mudas foram repicadas 15 dias após a semeadura e com 25 dias transplantadas.
  • 14. Autor: Sergio Alfredo Macore sergio.macore@gmail.com 846458829 - Pemba Fonte: Foto tirado pelo autor, 2021: Produção de mudas 4.4.Condições de cultivo O transplantio das mudas foi realizado para o campo sob duas condições, convencional e orgânico. Em ambos, o preparo do solo foi realizado com uma aração na profundidade de 0,35 m, seguida de uma gradagem niveladora. Posteriormente foi realizado o preparo dos canteiros com rotoencanteirador com 1,50 m de largura com espaçamento de 0,30m entre as mudas. Aos 50 dias aproximadamente após o transplantio, realizou-se a colheita na parcela útil, através do corte das plantas rente ao nível do solo. Avaliou-se a produção, que consiste na massa da matéria fresca da parte aérea (g/planta), em que a parte aérea de cada planta foi separada das raízes e pesada em balança digital. Foram considerados as folhas e os caules, como usualmente são comercializadas. Apenas as folhas exteriores em processo de senescência foram removidas. Em ambos os cultivos, convencional e orgânico, o tipo de irrigação adotado foi por aspersão. 4.5.Cultivo convencional No cultivo convencional, a correção do solo foi realizada conforme o preconizado por Ribeiro et al. (1999) e os canteiros foram previamente adubados com a fórmula 04-14- 08 de N-P2O5-K2O. Foi realizada cobertura de sulfato de amônia a cada 20 dias. Não houve aplicação de defensivo químico.
  • 15. Autor: Sergio Alfredo Macore sergio.macore@gmail.com 846458829 - Pemba 4.6.Cultivo orgânico O sistema orgânico estabelecido na área de pesquisa de produção orgânica da Embrapa Hortaliças segue o regulamento técnico para os sistemas orgânicos de produção vegetal regido pela Instrução Normativa nº64 do Ministério da Agricultura. No campo orgânico, os canteiros foram adubados somente com esterco bovino, e cobertura de bokachi aos 25 dias após o transplante. 4.7.Delineamento experimental e análise estatística O delineamento experimental adotado foi em blocos casualizados com 4 repetições, em que cada parcela foi constituída por cinco plantas e a parcela útil de três plantas mais desenvolvidas. Os ensaios com os genótipos dos tipos varietais Americana e Crespa foram conduzidos em três épocas, nas duas condições de cultivo, convencional e orgânico, totalizando seis experimentos. Foram realizadas análises de variância individuais para cada um dos ensaios. Constituíram-se seis ambientes para cada tipo varietal: Ambiente 1: época 1, cultivo convencional:  Ambiente 2: época 1, cultivo orgânico;  Ambiente 3: época 2, cultivo convencional;  Ambiente 4: época 2, cultivo orgânico;  Ambiente 5: época 3, cultivo convencional;  Ambiente 6: época 3, cultivo orgânico. Fonte: Foto tirado pelo autor, 2021: Ensaio em campo (plantio convencional).
  • 16. Autor: Sergio Alfredo Macore sergio.macore@gmail.com 846458829 - Pemba 5.CRONOGRAMA DE ACTIVIDADES Cronograma de Actividade Actividades / Procedimentos Mês / Período 2021 Abril Abril Maio Maio Junho Escolha do local / terreno X Preparação do local/ terreno X X Irrigação a terra X X Sementeira das mudas X Tratamento de dados X Irrigação das mudas X X Tratamento com inseticida X Colheta do Alface X Fonte: Adaptado pelo autor, 2021
  • 17. Autor: Sergio Alfredo Macore sergio.macore@gmail.com 846458829 - Pemba Conclusão A horticultura de alface apresenta um comportamento variável dependendo da condição ambiental. Entre os genótipos do tipo americana, no cultivo convencional, o que mais se destacou foi Lagunna. Já no orgânico, foi a Laurel. Entre os genótipos de tipo crespa, destaca-se para ambas condições convencional e orgânica, os genótipos CNPH 5060 e Deisy. Os genótipos apresentam elevada variabilidade. Pelo método de Eberhart & Russel (1966) os genótipos do tipo americana que se destacam são Lady e Silvana. Entre os genótipos do tipo crespa, se sobressaem Milena e Vanda. Pelo método de Cruz et al. (1989) dentre os tipos crespa, Vanda demonstrou ser mais adaptada em ambientes favoráveis. Enquanto Perovana, do tipo americana apresentou capacidade de maior adaptação em ambientes desfavoráveis. O Método de Cruz et al. (1989) mostra-se mais refinado na recomendação de genótipos, para condições específicas de ambientes desfavoráveis, comparando ao método de Eberhart & Russel (1966). Pelo método do Trapézio quadrático segundo Carneiro (1998) os genótipos do tipo americana, Silvana e Lagunna, apresentaram adaptabilidade geral. Já para as condições específicas destaca Laurel para condição desfavorável e Bálsamo para condição favorável. No tipo crespa, Milena e Vanda apresentaram adaptabilidade geral. Para as condições específicas, verifica-se CNPH 5060 para condição favorável e Deisy para condição desfavorável.
  • 18. Autor: Sergio Alfredo Macore sergio.macore@gmail.com 846458829 - Pemba Referências bibliográficas ALLARD, R.W. Principles of plant breeding. New York: J. Wiley, 485 p 1960. ALLARD, R.W.; BRADSHAW, A.D. Implications of genotype-environment interactions in applied plant breeding. Crop Sci. Madison, v.4. n.5, p 503-7, 1964. ALMEIDA, D. Manual de culturas hortícolas. Editorial Presença. Lisboa volumes 2. 2006 ALMEIDA, D. Manuseamento de produtos hortofrutícolas. Sociedade Portuguesa de Inovação, Porto.2005 ANNICCHIARICO, P. Cultivar adaptation and recomendation fron alfafa trials in Northern Italy. Journal of Genetics and Plant Breeding, v. 46, p. 269-278, 1992. BASTOS, I. T. et al. Avaliação da interação genótipo x ambiente em cana-de açúcar via modelos mistos. Pesquisa Agropecuária Tropical, Goiânia, v. 37, p. 195-203, 2007. BEZERRA NETO, F. et al. Produtividade de Alface em função de sombreamento, temperatura e luminosidade elevada. Horticultura Brasileira, Brasília V. 23, n.2, p. 189- 192, jun. 2005. IDRHA. Dados estatísticos. Instituto de Desenvolvimento Rural e Hidráulica, Ministério da Agricultura do Desenvolvimento Rural e das Pescas. 2020. MOURÃO, I. PINTO, R. 2006. Produção vegetal. São Paulo.2000
  • 19. Autor: Sergio Alfredo Macore sergio.macore@gmail.com 846458829 - Pemba ANEXO1: Imagem de horticultura de Alface