Apresentação marília

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ENCERRAMENTO DO CICLO DE PALESTRAS DA SEMANA DE EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS
Secretaria Municipal da Educação de Marília - SP

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Apresentação marília

  1. 1. PERSPECTIVAS DA FORMAÇÃO DE PROFESSORES DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS Alessandra FonsecaFarias Mestranda pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da UNESP, campus de Presidente Prudente-SP.
  2. 2. INTRODUÇÃO AEducaçãodeJovenseAdultos(EJA)éumamodalidadedaeducaçãobrasileiraqueexpressaaconquistadodireitoàeducaçãoàquelesqueaelanãotiveramacessoemseutemporegular,sejapornãoteremadentradoàescolaouporteremseupercursoescolarinterrompido. AtualmenteaEJAélegalmentegarantidaeregulamentadapelaConstituiçãode1988, pelaLeideDiretrizeseBasesdaEducação–LDBnº9.394/96epeloParecerCNE/CEBNº 11de2000,alémdereceberfinanciamentoapartirde2007comoFundodeManutençãoeDesenvolvimentodaEducaçãoBásicaedeValorizaçãodosProfissionaisdaEducação(FUNDEB). “Costumo dizer que a formação do educador e da educadora de jovens e adultos sempre foi um pouco pelas bordas, nas próprias fronteiras onde estava acontecendo a EJA.” (ARROYO, 2006, p. 17)
  3. 3. A ESPECIFICIDADE DA FORMAÇÃO DO PROFESSOR DE EJA “OsprofessoresquetrabalhamnaeducaçãodeJovenseAdultos,emsuaquasetotalidade,nãoestãopreparadosparaocampoespecíficodesuaatuação.Emgeral,sãoprofessoresleigosourecrutadosnoprópriocorpodocentedoensinoregular.Note-sequenaáreaespecíficadeformaçãodeprofessores,tantoemnívelmédioquantoemnívelsuperior,nãosetemencontradopreocupaçãocomocampoespecíficodaeducaçãodejovenseadultos;devem-setambémconsiderarasprecáriascondiçõesdeprofissionalizaçãoederemuneraçãodestesdocentes.” (HADDADeDIPIERRO,1994,p.15)
  4. 4. “Aperspectivadereconfiguraçãodoconceitodeeducaçãoparajovenseadultos, nosúltimosdozeanos,repõenacenaeducacionalumaquestãoantiga:paraquaisalunosestãosendoformadososnossosprofessores.”(MACHADO,2008,p.164) “Essecaráteruniversalista,generalistadosmodelosdeformaçãodeeducadoreseessecaráterhistóricodesfiguradodessaEJAexplicaporquenãotemosumatradiçãodeumperfildeeducadordejovenseadultosedesuaformação.Issoimplicasériasconsequências.Operfildoeducadordejovenseadultosesuaformaçãoencontra-seaindaemconstrução.Temosassimumdesafio,vamosterqueinventaresseperfileconstruirsuaformação.Casocontrário,teremosqueirrecolhendopedrasquejáexistemaolongodeanosdeEJAeirmosconstruindoesseperfildaEJAe,consequentemente,teremosqueconstruiroperfildoseducadoresdejovenseadultosedesuaformação.”(ARROYO,2006,p.18)
  5. 5. “A Educação de Jovens e Adultos tem de partir, para sua configuração como um campo específico, da especificidade desses tempos de vida –juventude e vida adulta –e da especificidade dos sujeitos concretos que vivenciam esses tempos. Tem de partir das formas concretas de viver seus direitos e da maneira peculiar de viver seu direito à educação, ao conhecimento, à cultura, à memória, à identidade, à formação e ao desenvolvimento pleno”. (ARROYO, 2005, p. 22)
  6. 6. DiantedofatodequemuitosdossujeitosdaEJAtêmtrajetóriasdenãoaprendizado,nãoépossívelrepetirmodelosemanterabordagensemétodosinfantilizadosquenãovalorizamoconhecimentodoseducandos,suahistóriadevidaeidentidade(OLIVEIRA,1999). “AEJA,comoprocessodiferenciadoemrelaçãoàeducaçãodecrianças,necessitadeelementosapropriadosparaatenderàspeculiaridadestípicasdoprocesso;esseselementospodemserespecificadosnasseguintescategorias,asaber:professores, ambientefísico,programas(conteúdos),metodologiaprópria.ÉnesseespaçoqueoeducadorpodemelhorexercerafunçãosocialepolíticadoseutrabalhonaEducaçãodeJovenseAdultos.Notrabalhocotidianodoprofessor,nassituaçõesqueenfrentanodia-a-dia,nosconteúdosquetrabalhaemsaladeaula,naformadeserelacionarcomosalunoséqueseencontraamaiorfonteparasuasreflexões,paracompreensãodeseupapeleparaorepensardesuaprópriaatuação.” (SCARAMUSSA;ÁLVARO,2006,p.3)
  7. 7. OParecerCNE/CEBnº11/2000,alémdeenfatizaraespecificidadedaEJA, mencionaaformaçãodosprofessoresquedesejamatuarnessamodalidade,eapresentaalgunsprincípiosparaseudesenvolvimento: Art.17–AformaçãoinicialecontinuadadeprofissionaisparaaEducaçãodeJovenseAdultosterácomoreferênciaasdiretrizescurricularesnacionaisparaoensinofundamentaleparaoensinomédioeasdiretrizescurricularesnacionaisparaaformaçãodeprofessores, apoiadaem: I–ambienteinstitucionalcomorganizaçãoadequadaàpropostapedagógica; II–investigaçãodosproblemasdestamodalidadedeeducação, buscandooferecersoluçõesteoricamentefundamentadasesocialmentecontextuadas; III–desenvolvimentodepráticaseducativasquecorrelacionemteoriaeprática; IV–utilizaçãodemétodosetécnicasquecontemplemcódigoselinguagensapropriadosàssituaçõesespecíficasdeaprendizagem. (BRASIL,2000)
  8. 8. FORMAÇÃO INICIAL ESPECÍFICA EM EJA: HABILITAÇÕES Habilitações(extintasem2006comoParecerCNE/CEBnº13/2000): “SegundoosdadosdoINEPde2002,das519InstituiçõesdeEnsinoSuperior(IES) brasileirasqueofertamocursodePedagogiaequeforamavaliadaspeloExameNacionaldeCursos,apenas9(1,74%)oferecemahabilitaçãodeEJA:3naregiãoSul,3naSudestee3naregiãoNordeste(MEC/INEP,2002).Osdadosde2005revelamquehouveaumento,aindaquepoucoexpressivo,donúmerodeinstituiçõesqueoferecemahabilitaçãodeEJAparaoscursosdePedagogia:das612contabilizadas,15oferecemahabilitação(2,45%)e,dos1698cursos,há27ofertandoessaformaçãoespecífica(1,59%).”(SOARES,2008,p.86)
  9. 9. FONTE: SOARES (2008) “Das 612 instituições contabilizadas, 15 oferecem a habilitação (2,45%) (...)” Educação em Revista | Belo Horizonte | n. 47 | p. 83-100 | jun. 2008
  10. 10. FONTE: SOARES (2008) “(...) e, dos 1698 cursos, há 27 ofertando essa formação específica (1,59%).” Educação em Revista | Belo Horizonte | n. 47 | p. 83-100 | jun. 2008
  11. 11. FORMAÇÃO INICIAL ESPECÍFICA EM EJA: DISCIPLINAS FONTE: GATTI & BARRETO, 2009.
  12. 12. “Commaiorrazão,pode-sedizerqueopreparodeumdocentevoltadoparaaEJAdeveincluir,alémdasexigênciasformativasparatodoequalquerprofessor,aquelasrelativasàcomplexidadediferencialdestamodalidadedeensino.Assimesseprofissionaldomagistériodeveestarpreparadoparainteragirempaticamentecomestaparceladeestudantesedeestabeleceroexercíciododiálogo.Jamaisumprofessoraligeiradooumotivadoapenaspelaboavontadeouporumvoluntárioidealistaesimumdocentequesenutradogeraletambémdasespecificidadesqueahabilitaçãocomoformaçãosistemáticarequer.”(BRASIL,2000ª,p.56).
  13. 13. CONSIDERAÇÕES FINAIS “Secaminharmosnosentidodequesereconheçamasespecificidadesdaeducaçãodejovenseadultos,aísimteremosdeterumperfilespecíficodoeducadordaEJAe, consequentemente,umapolíticaespecíficaparaaformaçãodesseseducadores.” (ARROYOapudSOARES,2006,pág.21) “(...)paraaconteceraeducaçãopopular,oeducadortemqueseposicionarpoliticamentedesdeaescolhadesuasmetodologias,desuaposturaemsaladeaula,dasensibilidadedeconsiderarabagagemculturaldoseducandos,deprovocarnaaulaapráticadareflexãoe,sobretudo,conheceraspolíticaspúblicasqueafirmamegarantemaEJA,demodoqueesteeducadorsejatambémummilitante,queseconscientizeasimesmoeaoseducadoselutejuntoaelespelaefetivaçãodeseudireitodeacessoepermanêncianaescola.”(FURLANETTIeFARIAS,2014,p.7)
  14. 14. “Aconstruçãodeumaoutraescola,verdadeiramenteformadoradetodososalunosquefinalmentenelaadentraram,comosereshumanos,comocidadãos,comosujeitosdaculturaedosaber,exigequeoprofessorsejamaisdoqueumespecialistaemeducaçãoenoensinodeumadisciplina,maisdoqueumtecnocratadosaber.Enfim, exigeumprofessorque,acadamomento,sefaçatrabalhadorintelectual,alguémquepensa,alguémquecompreendaequetrabalheparatransformarasociedade, acultura,aeducação,aescola,oensinoeaaprendizagem.Emoutraspalavras,quesejaumeducador,nosentidomaisfortedotermo.Estadeveseranossautopiaquantoaopapeldeprofessor,nesteséculoXXI.”(DIGIORGI,LEITEeRODRIGUES, 2005,p.5)
  15. 15. “(...) Dou respeito às coisas desimportantese aos seres desimportantes. Prezo insetos mais que aviões. Prezo a velocidadedas tartarugas mais que a dos mísseis. Tenho em mim um atraso de nascença. Eu fui aparelhadopara gostar de passarinhos. Tenho abundância de ser feliz por isso. Meu quintal é maior do que o mundo. Sou um apanhador de desperdícios: Amo os restos (...)” Manuel de Barros: O apanhador de desperdícios
  16. 16. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ARROYO, Miguel. Educação de jovens adultos: um campo de direitos e de responsabilidade pública. In: SOARES, Leôncio José Gomes; GIOVANETTI, Maria Amélia.; GOMES, NilmaLino. (Org.). Diálogos na educação de jovens e adultos. Belo Horizonte: Autêntica, 2005. p.19-50. ARROYO, Miguel Gonzalez. Formar educadoras e educadores de jovens e adultos. In: SOARES, Leôncio (Org). Formação de educadores de jovens e adultos. Belo Horizonte: Autêntica / SECAD-MEC / UNESCO, 2006. BRASIL. Constituição (1988). Art. 208, inciso III.Da educação, da cultura e do desporto. Seção I -Da educação. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/constitui%C3%A7ao.htm>. Brasília, 1988. BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9394.htm. Brasília, 1996. BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Parecer CNE/CEB nº 13/2000. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação de Jovens e Adultos. Brasília, 2000.
  17. 17. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade. Documento Nacional Preparatório à VI Conferência Internacional de Educação de Adultos(VI CONFINTEA) / Ministério da Educação (MEC). – Brasília: MEC; Goiânia: FUNAPE/UFG, 2009. DI GIORGI, Cristiano Amaral Garboggini;LEITE, Yoshie UssamiFerrari; RODRIGUES, Silvia Adriana. A questão das competências na formação profissional do professor: elementos para impulsionar o debate.Quaestio (UNISO), Sorocaba- SP, v. 7, n.2, p. 31-44, 2005. GATTI, Bernadete; BARRETO, Elba Siqueira de Sá. Professores do Brasil: impasses e desafios.Brasília: UNESCO, 2009. HADDAD, Sérgio e DI PIERRO, Maria. Clara. Diretrizes de política nacional de educação de jovens e adultos. Brasília: MEC/SEF, 1994. (Série institucional; volume 08). MACHADO, Maria Margarida. Formação de professores para EJA: Uma perspectiva de mudança. In: Revista Retratos da Escola, Brasília, v.2, n.2-3, p. 161-174, jan/dez. 2008.
  18. 18. OLIVEIRA, Marta Kohl de.Jovens e Adultos como sujeitos de conhecimento e aprendizagem.Apresentado na 22ª reunião anual da Anped, Caxambu, 1999. ONU. Art. XXVI, inciso I.Declaração Universal dos Direitos Humanos. Assembleia das Nações Unidas, 948. SOARES, Leôncio. A Formação Inicial do Educador de Jovens e Adultos: Um estudo da habilitação de EJA dos cursos de pedagogia. ANPED, GT: Educação de Pessoas Jovens e Adultas / n.18, 2006. Disponível em: <http://www.anped.org.br/reunioes/29ra/trabalhos/trabalho/GT18-2030--Int.pdf>. Acesso em: 15 out 2012. SOARES, Leôncio. O educador de jovens e adultos e a sua formação.Educação em Revista, nº 47. Belo Horizonte, jun2008.

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