ASBEM – ASSOCIAÇÃO DO BEM-ESTAR DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE - NOVO HAMBURGO O ESPAÇO DE FORMAÇÃO E AS AÇÕES QUE MOBILIZARA...
OBJETIVO GERAL Analisar a trajetória e as ações que contribuíram para a permanência dos alunos do PROEJA FIC de Novo Hambu...
OBJETIVOS ESPECÍFICOS Identificar a contribuição do espaço de formação, enquanto estrutura, e as ações pedagógicas mobiliz...
PERGUNTA Quais as ações que contribuíram para a permanência dos alunos do PROEJA FIC de Novo Hamburgo – ASBEM?
SUJEITOS DA PESQUISA Os alunos do Curso de Design em Móveis e do Curso de Comércio e Serviço do PROEJA – FIC de Novo Hambu...
METODOLOGIA  UTILIZADA Este trabalho é composto de uma parte teórica e de uma parte prática, que é constituída de aplicaçã...
REFERENCIAL TEÓRICO Fundamentos e concepções: EJA  - Política que oportuniza escolarização, modificando a “oferta aligeira...
O tema  “juventude e trabalho e o sentido da relação entre os sujeitos e a realidade num momento de crise de emprego”,  ab...
“ Concepção anticientífica de educação em nossas escolas”.  O professor explicando um conteúdo a um grupo de alunos sentad...
[...] Os homens constroem sua própria sua história, no cotidiano, através de suas relações sociais de produção . (Anália B...
“  A escola, para envolver este aluno e/ou aluna,  que já evadiu ou que nunca frequentou a escola,  necessita de outra sen...
<ul><li>CAMINHOS PERCORRIDOS </li></ul><ul><li>ORIGEM E IMPLEMENTAÇÃO DO PROGRAMA NA ASBEM : </li></ul><ul><li>Percorreu d...
<ul><li>O PORQUÊ  </li></ul><ul><li>Políticas públicas para a população desassistida, olhar voltado à juventude, ao trabal...
<ul><li>CONTEXTO DE ACESSO E PERMANÊNCIA DO PROEJA FIC </li></ul><ul><li>A caminhada da EJA, enquanto política que oportun...
<ul><li>Para a implantação do PROEJA/FIC, em 2010, a ASBEM e a Prefeitura de Novo Hamburgo integraram-se ao IFRS – Campus ...
<ul><li>SITUAÇÕES VIVENCIADAS DENTRO DO PROJETO,  CONFIGURADAS COMO SUCESSO E  PERMANÊNCIA DOS ALUNOS E ALUNAS NA INSTITUI...
<ul><li>A primeira leitura feita como educadores da ASBEM, é a de que o PROEJA/FIC para a vida foi constituído como um esp...
<ul><li>Esperança de realização pessoal e profissional, procura por conhecimentos voltados ao mundo do trabalho, a escola ...
<ul><li>“ Conheci a ASBEM através da minha mãe. Ela chegou em casa, um dia, e disse: ah, vou matricular vocês lá no CIP, n...
<ul><li>A leitura do passado e a perspectiva do futuro nos lança à condição de criarmos e produzirmos o que nos dizem os j...
<ul><li>A prática educativa do PROEJA FIC, na ASBEM, perpassa os conhecimentos e saberes contidos no próprio currículo, co...
<ul><li>O conhecimento ser construído pela aprendizagem real, quando a opção por projeto de aprendizagem tornou-se uma viá...
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<ul><li>A escola precisa estar atenta, acolher os estudantes e familiares e toda a sociedade, e não colocá-los a seu servi...
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<ul><li>CONSIDERAÇÕES FINAIS </li></ul><ul><li>A equipe de trabalho construiu, com os alunos, a trajetória de êxito do PRO...
<ul><li>Os sujeitos do PROEJA FIC trouxeram seus conhecimentos e, dessa maneira, contribuíram para a construção de um curr...
<ul><li>A trajetória e a permanência dos alunos do PROEJA FIC, nesta Instituição, consistiu na busca pela aprendizagem vol...
BIBLIOGRAFIA ASBEM.  Proposta de Parceira ASBEM/SMED . Novo Hamburgo, 2008. _______.  Projeto: PROEJA FIC para a Vida . No...
  ______________.  Conscientização: Teoria e Prática da Libertação uma Introdução ao   Pensamento de Paulo Freire . SP: Ed...
PROEJA.  Documento Base: Formação Inicial e Continuada/ Ensino Fundamental . Ministério da Educação/ Secretaria de Educaçã...
ZORZI, Fernanda. PEREIRA, Vilmar Alves. (org.)  Diálogos PROEJA: pluralidade, diferenças e vivências no sul do país . Inst...
AULA DE FOTOGRAFIA – ALUNOS DA TARDE  - COMÉRCIO E SERVIÇOS
VISITA AO MUSEU DO CALÇADO E FESTA “ DO MAIS EDUCAÇÃO” NA PRAÇA DO IMIGRANTE EM NOVO HAMBURGO – TURMA DESIGN EM MÓVEIS
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PROEJA-FIC - O Espaço de Formação e as Ações que Mobilizaram a Trajetória de Permanência dos Alunos do PROEJA-FIC do Município de Novo Hamburgo - ASBEM - Novo Hamburgo-RS

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PROEJA-FIC - O Espaço de Formação e as Ações que Mobilizaram a Trajetória de Permanência dos Alunos do PROEJA-FIC do Município de Novo Hamburgo - ASBEM - Novo Hamburgo-RS

  1. 1. ASBEM – ASSOCIAÇÃO DO BEM-ESTAR DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE - NOVO HAMBURGO O ESPAÇO DE FORMAÇÃO E AS AÇÕES QUE MOBILIZARAM A TRAJETÓRIA DE PERMANÊNCIA DOS ALUNOS DO PROEJA FIC DO MUNICÍPIO DE NOVO HAMBURGO Ana Lúcia Orengo Guiel Nara Teresinha Beck Roseli Thiesen Tamires Ramos
  2. 2. OBJETIVO GERAL Analisar a trajetória e as ações que contribuíram para a permanência dos alunos do PROEJA FIC de Novo Hamburgo em seu espaço de formação – ASBEM .
  3. 3. OBJETIVOS ESPECÍFICOS Identificar a contribuição do espaço de formação, enquanto estrutura, e as ações pedagógicas mobilizadas para a permanência dos alunos do PROEJA FIC de Novo Hamburgo.   Analisar a participação dos alunos no decorrer das atividades promovidas pelo programa, bem como a criação de vídeo institucional, dinâmicas de grupo, projetos e demais movimentos que contribuíram para o processo de aprendizagem durante o curso.   Demonstrar que a relação educação e trabalho, dentro de uma proposta curricular integrada, foi pressuposto para o sucesso e permanência dos alunos no curso.  
  4. 4. PERGUNTA Quais as ações que contribuíram para a permanência dos alunos do PROEJA FIC de Novo Hamburgo – ASBEM?
  5. 5. SUJEITOS DA PESQUISA Os alunos do Curso de Design em Móveis e do Curso de Comércio e Serviço do PROEJA – FIC de Novo Hamburgo.
  6. 6. METODOLOGIA UTILIZADA Este trabalho é composto de uma parte teórica e de uma parte prática, que é constituída de aplicação de atividades que envolveram mídias. Quanto à natureza é de pesquisa aplicada, quanto à forma de abordagem, pesquisa qualitativa, quanto aos objetivos, pesquisa exploratória e quanto aos procedimentos, pesquisa bibliográfica.
  7. 7. REFERENCIAL TEÓRICO Fundamentos e concepções: EJA - Política que oportuniza escolarização, modificando a “oferta aligeirada e compensatória” do modelo supletivo. EJA traz o debate da aproximação da educação e do trabalho ( Naira Franzói, 2010- Educação & Realidade, v.35). Funções da EJA - Reparadora , aquela que busca restaurar o direito à educação escolar sem discriminação. Equalizadora, quando interrompido o percurso educacional serão asseguradas condições de retorno em política própria. Qualificadora, atende a democratização da sociedade no sentido de atualização. (Parecer CEB 11/2000, Jamil Cury). PROEJA - Os cursos e Programas deverão considerar as características dos jovens e adultos, articulados ao ensino fundamental e médio. Integrados ao ensino fundamental (formação inicial e continuada) e ao médio, integrados à educação profissional técnica. (Naira Franzói, 2010- Educação & Realidade ,v.35).
  8. 8. O tema “juventude e trabalho e o sentido da relação entre os sujeitos e a realidade num momento de crise de emprego”, abordado em pesquisa de doutorado, explica a atuação da ASBEM pelo tensionamento e diálogo entre o assistencial e o educativo e o da proposta pedagógica no aprender a fazer, na questão do próximo e no sujeito e objeto da assistência. (Dinorá Zucchette, 2002) PROEJA FIC, constitui como espaço de pertencimento. Nas memórias da ASBEM, é citado o lugar do cuidado, de convivência e de construção de conhecimento. Histórico e Cultura dos alunos - Análise da realidade. “ Permanente ação transformadora da realidade objetiva; os homens simultaneamente, criam a história e se fazem seres históricos-sociais.” (Paulo Freire, 1982. Pedagogia do Oprimido): “só há diálogo e parceria quando a diferença não é antagônica”. Inúmeras diferenças, mas o antagonismo não se fez presente, e as diferenças foram superadas. (Vilmar Pereira, cita Gadotti (2001) - Diálogos PROEJA, 2009).
  9. 9. “ Concepção anticientífica de educação em nossas escolas”. O professor explicando um conteúdo a um grupo de alunos sentados à sua frente e confinados numa sala de aula, por um período de quatro a cinco horas diárias. Conteúdos reduzidos , independente da forma e método. As características do educando e do educador não são opções didáticas em nossas escolas e sistemas de ensino. O homem faz história, portanto ao produzir cultura, como sujeito, como detentor de vontade. Escola oportuniza um currículo , não só para o domínio dos conteúdos específicos, mas para a integração da teoria e da prática. “A coisa é outra quando o que se deseja é que o educando assimile algo para além de conhecimentos e informações constantes das tradicionais disciplinas escolares”. Cabe ao professor oportunizar vivências concretas, que além das aprendizagens para o trabalho, propiciem formação crítica, de cidadãos participativos, criativos e conscientes de sua função social. (Vitor Henrique Paro, 2007- Educação como exercício do poder).
  10. 10. [...] Os homens constroem sua própria sua história, no cotidiano, através de suas relações sociais de produção . (Anália Barros - Tese de mestrado UFRGS - A Relação entre os saberes/ Experiência do Trabalho e os Saberes Escolares vista pelos alunos do PROEJA FIC IF Sapucaia do Sul). A dinâmica das ações pedagógicas busca reconhecimento e ocupa-se do entendimento da juventude, em seus diferentes espaços, estes representados pela expressão de “estar em juventudes”. (Gaudêncio Frigotto, 2009). A escola precisa estar atenta, acolher os estudantes e familiares e toda a sociedade, e não colocá-los a seu serviço. [...] O problema é despertar o interesse pelo que pretendemos que se aprenda avaliar sua relevância real [..](José Gimeno Sacristán, 2005 - O Currículo. Uma reflexão sobre a prática). LEITURAS COMPLEMENTARES: Relação não dissociada da “ordem da desordem”, na ótica do movimento causa o novo. Entendimento da leitura do senso comum da juventude como “figuras de desordem” (Georges Balandier, 1997- A desordem elogio do movimento).
  11. 11. “ A escola, para envolver este aluno e/ou aluna, que já evadiu ou que nunca frequentou a escola, necessita de outra sensibilidade na adequação dos horários, na adaptação dos conteúdos curriculares, valorizando a experiência desses alunos, proporcionando uma oferta contínua de promoção e valorização. (Simone Valdete dos Santos) - O PROEJA e o desafio para a Heterogeneidade. Salto para o futuro. Boletim 16 de dezembro de 2006).
  12. 12. <ul><li>CAMINHOS PERCORRIDOS </li></ul><ul><li>ORIGEM E IMPLEMENTAÇÃO DO PROGRAMA NA ASBEM : </li></ul><ul><li>Percorreu diferentes caminhos para a ampliação e capacidade do atendimento à comunidade; </li></ul><ul><li>Fundada em 1976, a ASBEM tem como parceira a Prefeitura Municipal de Novo Hamburgo que colabora com recursos financeiros e cedências do seu quadro de servidores; </li></ul><ul><li>Parcerias também com poderes estadual e federal e iniciativa privada; </li></ul>
  13. 13. <ul><li>O PORQUÊ </li></ul><ul><li>Políticas públicas para a população desassistida, olhar voltado à juventude, ao trabalhador, ao desempregado e no seu itinerário formativo; </li></ul><ul><li>2008, 98,4% dos jovens vinculados à Instituição estavam em faixa etária entre 14 a 24 anos de idade e apenas 26,5% concluíram o ensino fundamental. Um dos exemplos a observar é o Curso de Assistente em Departamento de Pessoal e Comercial, onde 53% dos jovens tinham até 16 anos, e apenas 46% concluíram o ensino fundamental; </li></ul><ul><li>Impedimento de acesso dos jovens nos cursos de formação profissional, uma vez que possuíam pouca base escolar, requisito indispensável à inserção no mundo do trabalho; </li></ul><ul><li>A proposta de um projeto político pedagógico tentando romper com a dualidade entre educação e trabalho; </li></ul>
  14. 14. <ul><li>CONTEXTO DE ACESSO E PERMANÊNCIA DO PROEJA FIC </li></ul><ul><li>A caminhada da EJA, enquanto política que oportuniza a escolarização para jovens e adultos, modifica a trajetória de um processo educacional; </li></ul><ul><li>O êxito das políticas permitiu que jovens e adultos, independentemente de sua origem socioeconômica, pudessem concluir o ensino fundamental; </li></ul>
  15. 15. <ul><li>Para a implantação do PROEJA/FIC, em 2010, a ASBEM e a Prefeitura de Novo Hamburgo integraram-se ao IFRS – Campus Bento Gonçalves, adequando-se ao Acordo de Cooperação Técnico-Científico Pedagógica, constante do Ofício Circular nº 40 GAB/SETEC/MEC, de 08 de abril de 2009, permitindo o acesso de trabalhadores, jovens e adultos, à educação continuada; </li></ul><ul><li>O acesso e permanência dos jovens e adultos, no projeto da ASBEM, passam por acompanhamento técnico, formação de equipe de trabalho, observações e diálogos. Quando necessário, ocorrem intervenções, a fim de se identificar situações de desajustes que possam ocasionar evasões e problemas em relação ao processo de aprendizagem; </li></ul>
  16. 16. <ul><li>SITUAÇÕES VIVENCIADAS DENTRO DO PROJETO, CONFIGURADAS COMO SUCESSO E PERMANÊNCIA DOS ALUNOS E ALUNAS NA INSTITUIÇÃO </li></ul><ul><li>O vídeo institucional produzido no ano de 2010 para apresentação na UFRGS, PPGEDU- PEC- Projeto de Educação Continuada na Disciplina SA- Currículos da Educação de Jovens e Adultos e da Educação Profissional. Disponível no setor de coordenação pedagógica da ASBEM, apresentou dados significativos sobre o retorno dos alunos à escola. Relatos dos alunos, onde eles se identificam com a proposta da escola: </li></ul><ul><li>“ além de eu aprender tenho a oportunidade de trabalho, quero ser o orgulho para a ASBEM e para a minha família”. </li></ul>
  17. 17. <ul><li>A primeira leitura feita como educadores da ASBEM, é a de que o PROEJA/FIC para a vida foi constituído como um espaço para a construção de novas identidades e de novos saberes; </li></ul><ul><li>“ Eu conheci a ASBEM através de meus amigos, que me indicaram para fazer um curso. Me inscrevi na marcenaria, mas parei. Depois de algum tempo pra cá, eu me inscrevi de novo, e hoje tô fazendo PROEJA Design em Madeira. Além de aprender, estou me preparando para o mercado de trabalho e eu gosto muito. Na outra escola, eu não fazia isto. Ia pra escola, da escola eu ia para casa e não fazia nada em casa, e aqui não, aqui eu faço e sou indicado para o trabalho.” </li></ul>
  18. 18. <ul><li>Esperança de realização pessoal e profissional, procura por conhecimentos voltados ao mundo do trabalho, a escola estruturada de forma mais tradicional não respeita a subjetividade do educando; </li></ul><ul><li>O fato de encaminhamento para o mundo do trabalho lhes proporciona experiência profissional; </li></ul>
  19. 19. <ul><li>“ Conheci a ASBEM através da minha mãe. Ela chegou em casa, um dia, e disse: ah, vou matricular vocês lá no CIP, na ASBEM. Daí eu peguei, bom, lá deve ser melhor do que a outra escola. Pensei assim, né! Nunca parei de estudar, eu só rodei dois anos. Nunca parei de estudar! Às vezes, eu pensava: o colégio pra mim, assim, me atrapalhava. Não gostava, era muito difícil. Na ASBEM é muito bom, sabe?” </li></ul><ul><li>Percebemos expectativas que situam a importância do lugar diferenciado, onde educação e trabalho traduzem mudança de atitude pela oportunidade do espaço integrado e significativo. </li></ul>
  20. 20. <ul><li>A leitura do passado e a perspectiva do futuro nos lança à condição de criarmos e produzirmos o que nos dizem os jovens: espaços para as muitas vias de aprendizagem; </li></ul><ul><li>Por estarem, em sua maioria, na idade entre 16 e 17 anos e vindos de um fracasso escolar, pois muitos haviam reprovado mais de uma vez na escola regular, tinham a perspectiva de concluírem o ensino fundamental e conviverem num espaço que lhes propiciasse saberes para além de um currículo tradicional. </li></ul>
  21. 21. <ul><li>A prática educativa do PROEJA FIC, na ASBEM, perpassa os conhecimentos e saberes contidos no próprio currículo, com temáticas construídas pelos sujeitos participantes e pela sua cultura. A prática educativa do PROEJA FIC, na ASBEM, perpassa os conhecimentos e saberes contidos no próprio currículo, com temáticas construídas pelos sujeitos participantes e pela sua cultura. </li></ul><ul><li>A atuação e a participação crítica dos envolvidos em miniassembleias, assembleias e comissões fizeram deste espaço um lugar de convivência, onde o novo permite que a aprendizagem flua de maneira articulada e integrada à vida escolar. As ações se fizeram representar também por meio de oficinas, torneios, festas, visitas técnicas, passeios recreativos e culturais. </li></ul>
  22. 22. <ul><li>O conhecimento ser construído pela aprendizagem real, quando a opção por projeto de aprendizagem tornou-se uma viável escolha, por considerar atividades ativas e interessantes escolhidas na coletividade, pois sua organização ocorre pela troca de conhecimentos contextualizados. </li></ul><ul><li>A investigação tem levado os alunos a buscarem respostas atribuídas ao momento de exploração, mas não finitas. A pesquisa científica oportuniza a compreensão de dados conceituais significativos, a partir de estudos que se complementam na construção do conhecimento pela crítica e confronto de ideias. </li></ul><ul><li>A capacidade de pesquisar tem impulsionado a busca, o desejo pelo novo e a formação permanente. Isso indica as matrículas realizadas pelos alunos nos demais cursos da Instituição. </li></ul>
  23. 23. <ul><li>PESQUISA SOBRE AS TRAJETÓRIAS </li></ul><ul><li>A dinâmica possibilitou às professoras compreenderem as representações que os alunos e alunas projetaram sobre a sua trajetória. O curso lhes daria o retorno de um “emprego bacana”, “um currículo diferenciado”, “relações interpessoais no atendimento ao cliente”, “novo mundo”, “novos padrões abertos”. </li></ul><ul><li>Essas representações nos fazem refletir sobre a prática docente e os conteúdos curriculares. Espera-se que a escola prepare cidadãos democráticos e inseridos em seu meio. Isso implica em tornar interessante o que ela propõe como cultura curricular. </li></ul>
  24. 24. <ul><li>A escola precisa estar atenta, acolher os estudantes e familiares e toda a sociedade, e não colocá-los a seu serviço. </li></ul><ul><li>Algumas falas dos alunos sinalizam a sua preocupação com o “tempo”, pois cobram de si mesmos o período que “perderam” por estarem fora da escola. Quando comentam “A busca do Jovem: Tudo” e “Busca-Conhecimento” referem-se às relações que se estabelecem pela convivência, “Felicidade, alegria, sucesso”. Demonstram expectativas no sentido de “preparação para o futuro”, desafiando-se a buscar e a descobrir conhecimento. Pensam na possibilidade de tornarem-se profissionais de sucesso quando citam “bem sucedidos”. </li></ul>
  25. 25. <ul><ul><li>Refletindo sobre todas as falas dos alunos, percebemos que a escola é um espaço onde há uma continuidade das relações familiares, espaço esses, cujos saberes adquiridos devem ser respeitados. Cabe a ela, então, dar seguimento à missão, agregando novos saberes para o desenvolvimento integral do ser humano. </li></ul></ul>
  26. 26. <ul><li>CONSIDERAÇÕES FINAIS </li></ul><ul><li>A equipe de trabalho construiu, com os alunos, a trajetória de êxito do PROEJA FIC. Conseguiu garantir a permanência dos estudantes no espaço de formação, inicialmente pensada pela ótica da aprendizagem profissional e, posteriormente, respaldada pela integração de ações voltadas aos projetos de aprendizagem. </li></ul><ul><li>As histórias dos alunos tiveram atenção especial na abrangência e convergência das práticas. A vida profissional e a escolar receberam o sentido desejado pelas muitas conversas e reflexões que permitiram seguir em frente, numa relação mútua entre alunos e professores. </li></ul>
  27. 27. <ul><li>Os sujeitos do PROEJA FIC trouxeram seus conhecimentos e, dessa maneira, contribuíram para a construção de um currículo integrado. Pensamos nele como um ensaio que priorizou o comprometimento e protagonizou os desafios, assim como o reconhecimento de sermos capazes de entender princípios complexos de políticas do âmbito da educação e do trabalho. </li></ul><ul><li>A construção das relações de aprendizagem destacou-se pelo ato de fazer e de compreender os processos, retomadas constantes, como proposta emancipatória e libertadora em ações coletivas. Os alunos anunciaram tais retomadas como necessárias nos diversos momentos de aprendizagem. </li></ul>
  28. 28. <ul><li>A trajetória e a permanência dos alunos do PROEJA FIC, nesta Instituição, consistiu na busca pela aprendizagem voltada para a liberdade de construção dos diversos saberes. Saberes estes, voltados às reflexões e às práticas para o desenvolvimento de um cidadão consciente e integrado ao mundo em que vive. </li></ul><ul><li>  </li></ul>
  29. 29. BIBLIOGRAFIA ASBEM. Proposta de Parceira ASBEM/SMED . Novo Hamburgo, 2008. _______. Projeto: PROEJA FIC para a Vida . Novo Hamburgo, 2009. BALANDIER, Georges. A desordem. Elogio do movimento . RJ. Ebertan Brasil. 1997.   BARROS, B. M. Anália. A Relação entre os saberes/Experiências do Trabalho e os Saberes Escolares Vista pelos Alunos do PROEJA FIC do IF Sul de Sapucaia do Sul . 2010. (Tese Defesa de Mestrado). Faculdade de Educação, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre. FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido . RJ: d. Paz e Terra. 1982.
  30. 30.   ______________. Conscientização: Teoria e Prática da Libertação uma Introdução ao Pensamento de Paulo Freire . SP: Editora Moraes. 1980.   ______________. Pedagogia da autonomia: Saberes necessários à prática educativa . São Paulo, paz e Terra, 1999.     FRIGOTTO, Gaudêncio (Org.). Educação e Crise do Trabalho: Perspectivas de Final de Século . Rio de Janeiro: Ed. Vozes, 1998.   ________ FRIGOTTO, Gaudêncio. Ciavatta, Maria (Org.). A Experiência do Trabalho e a Educação Básica . Rio de Janeiro: DP&A, 2002. PARO,Vitor Henrique. Educação como exercício do poder. 2007  
  31. 31. PROEJA. Documento Base: Formação Inicial e Continuada/ Ensino Fundamental . Ministério da Educação/ Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica. BRASÍLIA 2007   SACRISTÁN, J. Gimeno. O Currículo. Uma reflexão sobre a prática . Porto Alegre: Artmed. 2000.   ____________________. O Aluno como Invenção . Porto Alegre: Artmed. 2005.   SANTOS, Simone Valdete. O ser e o Estar de Luto na Luta: Educação Profissional em Tempos de Desordem- Ações e Resultados das Políticas Públicas do PLANFOR/Qualificar na cidade de Pelotas/RS . 2003. Dissertação de Doutorado. Faculdade de Educação, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre.   ______________________. O PROEJA e o desafio das heterogeneidades . Salto para o Futuro. Histórico da EJA no Brasil: descontinuidades e políticas públicas insuficientes: Boletim 16 dezembro de 2006.
  32. 32. ZORZI, Fernanda. PEREIRA, Vilmar Alves. (org.) Diálogos PROEJA: pluralidade, diferenças e vivências no sul do país . Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia – Campus Bento Gonçalves. Editora Evangraf: 2009. ZUCHETTI, Dinorá Tereza. Jovens: a educação, o cuidado e o trabalho como éticas de ser e estar no mundo . 2002. Tese de Doutorado em Educação. Facultade de Educação, Universidade Federal do Estado do Rio Grande do Sul, Porto Alegre.  
  33. 33. AULA DE FOTOGRAFIA – ALUNOS DA TARDE - COMÉRCIO E SERVIÇOS
  34. 34. VISITA AO MUSEU DO CALÇADO E FESTA “ DO MAIS EDUCAÇÃO” NA PRAÇA DO IMIGRANTE EM NOVO HAMBURGO – TURMA DESIGN EM MÓVEIS
  35. 35. MOMENTO DE DESCONTRAÇÃO – FESTA DE SÃO JOÃO - ALUNO E PROFESSORA DJs
  36. 36. BLOG GALERA DO PROEJA

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