ARTRITE IDIOPÁTICAJUVENILAlambert,PA
CONSIDERAÇÕES GERAIS A artrite Idiopática Juvenilartrite Idiopática Juvenil (AIJ) é a doença reumáticacrônica mais comum ...
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CLASSIFICAÇÃO Seguiremos a classificação proposta pela International League ofAssociations for Rheumatology (ILAR) que div...
EPIDEMIOLOGIA Distribuição UniversalDistribuição Universal Trata-se da doença reumática crônica mais freqüente emTrata-s...
ETIOPATOGENIA A multiplicidade das características clínicas, evolutivas,imunológicas e imunogenéticas desta doença hetero...
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS EDIAGNÓSTICO A criança com AIJ pode apresentar, além da artrite crônica,manifestações extra-articu...
AIJ SISTÊMICAÉ caracterizada pela presença de febre alta (>39°C), diária, que persistepor um período mínimo de 15 dias,A f...
AIJ SISTÊMICA A febre pode ocorrer a qualquer hora do dia, mas caracteristicamenteaparece em um ou dois picos, um matinal...
AIJ SISTÊMICA Os pacientes com AIJ de início sistêmico frequentemente apresentam asseguintes alterações laboratoriais:1-H...
AIJ OLIGOARTICULAR Artrite que compromete uma a quatro articulações durante os 6primeiros meses de doença. Forma mais fr...
AIJ OLIGOARTICULAR Anticorpos antinucleares (AAN) são encontrados em 40% a 50% doscasos e constituem um fator de risco pa...
AIJ OLIGOARTICULAR O início da uveíte é insidioso e assintomático mas podemos terhiperemia, dor ocular, lacrimejamento, d...
UVEÍTE
MONOARTRITE DE JOELHO
AIJ POLIARTICULAR FR-POSITIVO Artrite em cinco ou mais articulações durante os primeiros6 meses de doença e inclui a pres...
AIJ POLIARTICULAR FR-POSITIVO Outras manifestações extra-articulares podem estar presentescomo nódulos subcutâneos, vascu...
AIJ POLIARTICULAR FR-NEGATIVO É definida como artrite que compromete 5 ou mais articulaçõesdurante os primeiros 6 meses de...
ARTRITE ASSOCIADA À ENTESITE Acomete principalmente meninos numa proporção de 9:1 Há forte associação com presença de HL...
ARTRITE ASSOCIADA À ENTESITE Ao contrário dos outros tipos de AIJ, a articulação do quadril podeestar comprometida no iní...
ARTRITE PSORIÁSICA O diagnóstico de artrite psoriásica pelos critérios da ILAR pressupõe aO diagnóstico de artrite psoriá...
ARTRITE PSORIÁSICA O quadro articular consiste no comprometimentoassimétrico de grandes articulações (joelhos, tornozelos...
ARTRITES INDIFERENCIADAS Nesse grupo devem ser classificados os pacientes que não preenchemos critérios de inclusão para n...
TRATAMENTO MEDICAMENTOSO Os antiinflamatórios não-hormonais (AINH) são utilizados pela maioriadas crianças com AIJ. Os c...
TRATAMENTO MEDICAMENTOSO O MTX é a medicação de escolha para os pacientes com AIJ de inícioou evolução poliarticular pela...
SÍNDROME DE ATIVAÇÃO MACROFÁGICA A síndrome da ativação macrofágica é uma complicaçãograve da AIJ que acontece quase que ...
SÍNDROME DE ATIVAÇÃO MACROFÁGICAVHS baixo e pancitopenia.Prolongamento do tempo de protrombina e detromboplastina parcialA...
SÍNDROME DE ATIVAÇÃO MACROFÁGICA Doses altas de corticosteróides (na forma depulsos), ciclosporina e, mais recentemente,e...
FEBRE REUMÁTICADOENÇA REUMÁTICA
INTRODUÇÃO A febre reumática (FR) é uma complicação não supurativade uma infecção pelo estreptococo beta-hemolitico dogru...
ETIOPATOGENIA DA FEBRE REUMÁTICA Relação com infecção de orofaringe pelo EBGA,principalmente em crianças e adolescentes....
ETIOPATOGENIA DA FEBRE REUMÁTICA Hoje se sabe, por estudos populacionais, que há uma associação dadoença com os antígenos...
A RESPOSTA IMUNE NA DOENÇAREUMÁTICA A existência de processo autoimune na FR foi postulada após aobservação de que as les...
A RESPOSTA IMUNE NA DOENÇAREUMÁTICA Na cardite reumática, anticorpos reativos ao tecidocardíaco, por reação cruzada com a...
DIAGNÓSTICO O diagnóstico da febre reumática é clínico, não existindosinal patognomônico ou exame específico. Os examesla...
Critérios de Jones modificados para o diagnóstico deCritérios de Jones modificados para o diagnóstico defebre reumática (1...
ARTRITE A artrite típica da FR evolui de forma assimétrica e migratória, ou seja,quando os sintomas melhoram em uma artic...
CARDITE A pericardite está sempre associada à lesão valvar e é diagnosticada pelapresença de atrito e/ou derrame pericárd...
COREIA DE SYDENHAM A coreia de Sydenham (CS) ocorre predominantemente em crianças eadolescentes do sexo feminino, sendo r...
ERITEMA MARGINATUM Caracteriza-se por eritema com bordas nítidas, centro claro, contornosarredondados ou irregulares, sen...
NÓDULOS SUBCUTÂNEOS São múltiplos, arredondados, de tamanhos variados (0,5-2 cm), firmes,móveis, indolores e recobertos p...
TRATAMENTO DA FEBRE REUMÁTICAAGUDA Erradicação do estreptococo Tratamento da artrite:AAS 100 mg/Kg/dia, NAPROXENO (10-20...
PROFILAXIA Profilaxia primária:Profilaxia primária:1)Penicilina G BenzatinaPeso < 20 kg 600.000 UI IMPeso ≥ 20 kg 1.200.0...
PROFILAXIA Recomendações para a profilaxia secundáriaRecomendações para a profilaxia secundária1-Penicilina G BenzatinaPe...
RECOMENDAÇÕES PARA A DURAÇÃO DAPROFILAXIA SECUNDÁRIACATEGORIA DURAÇÃOFR sem cardite prévia Até 21 anos ou 5 anos após o úl...
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Artrite idiopática juvenil

  1. 1. ARTRITE IDIOPÁTICAJUVENILAlambert,PA
  2. 2. CONSIDERAÇÕES GERAIS A artrite Idiopática Juvenilartrite Idiopática Juvenil (AIJ) é a doença reumáticacrônica mais comum da infância e causa frequente deincapacidade física entre os adolescentes Classificações: Artrite reumatóide JuvenilArtrite reumatóide Juvenil (ARJ)-ACR(Colégio Americano de Reumatologia) e Artrite CrônicaArtrite CrônicaJuvenilJuvenil (ACJ)-EULAR (Liga Européia Anti-Reumatismo) Consideraremos de início juvenil os quadros que iniciaremaos 16 anos de idade
  3. 3. CONSIDERAÇÕES GERAISArtrite idiopática juvenilArtrite idiopática juvenil (AIJ) não é uma doença única, masum termo amplo que engloba todas as formas de artritecrônica (com duração maior do que 6 semanas) de etiologiadesconhecida que começam antes dos 16 anos.Trata-se,portanto, de um diagnóstico de exclusão
  4. 4. CLASSIFICAÇÃO Seguiremos a classificação proposta pela International League ofAssociations for Rheumatology (ILAR) que divide a AIJ em setesubtipos:1-Sistêmico1-Sistêmico2-Oligoarticular2-Oligoarticular3-Poliarticular fator reumatóide (FR) positivo3-Poliarticular fator reumatóide (FR) positivo4-Poliarticular FR negativo4-Poliarticular FR negativo5-Artrites relacionadas às entesites5-Artrites relacionadas às entesites6-Artrite psoriásica6-Artrite psoriásica7-Artrites indiferenciadas7-Artrites indiferenciadas
  5. 5. EPIDEMIOLOGIA Distribuição UniversalDistribuição Universal Trata-se da doença reumática crônica mais freqüente emTrata-se da doença reumática crônica mais freqüente emcrianças.crianças. As taxas de prevalência variam de 20 a 86/100.000 crianças porAs taxas de prevalência variam de 20 a 86/100.000 crianças porano.ano. As taxas de incidência variam 0,83 e 22,6/100.000 crianças.As taxas de incidência variam 0,83 e 22,6/100.000 crianças. Quanto à faixa etária, existe uma distribuição bimodal da AIJ, comQuanto à faixa etária, existe uma distribuição bimodal da AIJ, comum pico de incidência entre 1 e 3 anos e outro entre 8 e 10um pico de incidência entre 1 e 3 anos e outro entre 8 e 10anos.anos.
  6. 6. ETIOPATOGENIA A multiplicidade das características clínicas, evolutivas,imunológicas e imunogenéticas desta doença heterogêneasugere que as diferentes formas clínicas representem, narealidade, entidades clínicas distintas com mecanismosetiopatogênicos próprios.
  7. 7. MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS EDIAGNÓSTICO A criança com AIJ pode apresentar, além da artrite crônica,manifestações extra-articulares variáveis, dependendo do tipo de inícioda doença. Os joelhos são as articulações mais frequentemente acometidas. Edema articular e alterações de marcha são causas freqüentes deencaminhamento de crianças ao reumatologista pediátrico. A ocorrência de artrite indolor em algumas crianças pode retardar apercepção da família e a procura pelo médico. Passaremos ao estudo das manifestações clínicas e diagnósticoconforme o tipo de artrite
  8. 8. AIJ SISTÊMICAÉ caracterizada pela presença de febre alta (>39°C), diária, que persistepor um período mínimo de 15 dias,A febre pode preceder oaparecimento da artrite por dias, semanas, meses ou anos, constituindouma das possíveis causas de febre de etiologia obscura na faixa etáriapediátrica.Pode ser acompanhada de outras manifestações sistêmicas:1-Exantema reumatóide(95% dos casos)1-Exantema reumatóide(95% dos casos)2-Linfadenomegalia (70%)2-Linfadenomegalia (70%)3-Hepatoesplenomegalia (85%)3-Hepatoesplenomegalia (85%)4-Pericardite (35%)4-Pericardite (35%)5-Pleurite (20%)5-Pleurite (20%)6-Miocardite (20%).6-Miocardite (20%).
  9. 9. AIJ SISTÊMICA A febre pode ocorrer a qualquer hora do dia, mas caracteristicamenteaparece em um ou dois picos, um matinal e o outro no final da tarde oucomeço da noite, muitas vezes acompanhada do exantema reumatóide.
  10. 10. AIJ SISTÊMICA Os pacientes com AIJ de início sistêmico frequentemente apresentam asseguintes alterações laboratoriais:1-HEMOGRAMAHEMOGRAMA: anemia, leucocitose com neutrofilia, plaquetose,2-VHSVHS e Proteína C-reativa elevadas3-FERRITINAFERRITINA elevada4-HIPOALBUMINEMIA-HIPOALBUMINEMIA5-HIPERGAMAGLOBULINEMIA.5-HIPERGAMAGLOBULINEMIA.6-FAN negativo6-FAN negativo7-LATEX negativo7-LATEX negativo
  11. 11. AIJ OLIGOARTICULAR Artrite que compromete uma a quatro articulações durante os 6primeiros meses de doença. Forma mais freqüente de AIJ Incide preferencialmente em crianças pequenas do sexo feminino(mediana de idade de início de 5,2 anos). As articulações mais freqüentemente acometidas são os joelhos e ostornozelos, geralmente de maneira assimétrica.
  12. 12. AIJ OLIGOARTICULAR Anticorpos antinucleares (AAN) são encontrados em 40% a 50% doscasos e constituem um fator de risco para o desenvolvimento de uveíteanterior crônica. Esta complicação, que ocorre em até 20% das crianças com esta formade AIJ, é mais freqüente durante os primeiros 5 anos de aparecimentoda artrite, mas em cerca de 10% dos casos pode preceder o início doquadro articular
  13. 13. AIJ OLIGOARTICULAR O início da uveíte é insidioso e assintomático mas podemos terhiperemia, dor ocular, lacrimejamento, diminuição da acuidadevisual, fotofobia e cefaléia. O diagnóstico de uveíte pode ser feito através do exameoftalmológico de lâmpada de fenda que mostra os primeirossinais de inflamação, que são a presença de proteínas e células(flare) na câmara anterior do olho. Exames de lâmpada de fenda devem ser realizados a cada 3meses nas crianças com AIJ de início oligoarticular comFANpositivos.
  14. 14. UVEÍTE
  15. 15. MONOARTRITE DE JOELHO
  16. 16. AIJ POLIARTICULAR FR-POSITIVO Artrite em cinco ou mais articulações durante os primeiros6 meses de doença e inclui a presença de FR da classe IgMem pelo menos duas ocasiões separadas por um período de3 meses. É muito mais freqüente em meninas (90% dos casos) e namaioria dos casos a doença tem início entre os 12 e os 16anos. Sintomas sistêmicos tais como anorexia, perda de peso,febre baixa, adenomegalias, hepatoesplenomegalia eserosites discretas podem estar presentes.
  17. 17. AIJ POLIARTICULAR FR-POSITIVO Outras manifestações extra-articulares podem estar presentescomo nódulos subcutâneos, vasculite sistêmica ou restritas àspolpas digitais, síndrome de Felty e síndrome de Sjögren. Presença de anticorpos antinucleares e HLA-DR4. A persistência da sinovite por meses ou anos é causa de seqüelasirreversíveis, como subluxações, fusões ou destruiçõesosteoarticulares, podendo evoluir para uma incapacidadefuncional, com repercussões importantes para a qualidade devida.
  18. 18. AIJ POLIARTICULAR FR-NEGATIVO É definida como artrite que compromete 5 ou mais articulaçõesdurante os primeiros 6 meses de doença, na ausência de FR. Acomete de 20% a 30% das crianças com AIJ, em qualquer idade,com dois picos de incidência: entre 2 e 3 anos e por volta dos 10anos de idade, com predominância do sexo feminino. As articulações frequentemente envolvidas são os joelhos,tornozelos, punhos, carpos, tarsos e cotovelos.As interfalangeanas,metatarsofalangeanas e metacarpofalangeanas podem tambémestar comprometidas.Estas crianças podem, eventualmente,apresentar febre baixa, adenomegalia e hepatoesplenomegaliadiscretas.
  19. 19. ARTRITE ASSOCIADA À ENTESITE Acomete principalmente meninos numa proporção de 9:1 Há forte associação com presença de HLA-B27 (em 75% doscasos) e por vezes há referência de espondiloartropatia nahistória familia Os locais mais freqüentes de entesite (inflamação dolorosa nospontos onde os tendões e ligamentos se inserem nos ossos) sãoa área de inserção do tendão de Aquiles no calcanhar, na fásciaplantar, na área do tarso e periarticular no joelho.
  20. 20. ARTRITE ASSOCIADA À ENTESITE Ao contrário dos outros tipos de AIJ, a articulação do quadril podeestar comprometida no início da apresentação da artrite associada àentesite. Freqüentemente esse tipo de AIJ compromete menos de quatroarticulações e tem evolução benigna. 50% destas crianças apresentam artrite que pode progredir ecomprometer as articulações sacroilíacas e da coluna, caracterizandoum quadro evolutivo para espondilite anquilosante. A uveíte, quando ocorre nestes casos, é geralmente aguda, sintomática eautolimitada, apresentando, na maioria das vezes, boa resposta aotratamento
  21. 21. ARTRITE PSORIÁSICA O diagnóstico de artrite psoriásica pelos critérios da ILAR pressupõe aO diagnóstico de artrite psoriásica pelos critérios da ILAR pressupõe apresença simultânea de artrite e manifestações cutâneas típicas dapresença simultânea de artrite e manifestações cutâneas típicas dapsoríase ou quando não houver psoríase:psoríase ou quando não houver psoríase: a presença de artrite associada a pelo menos 2 dos seguintes critérios:1-História familiar de psoríase em parentes de primeiro grau(pai, mãe ou irmãos)2-Dactilite (edema que se estende além dos limites articularesem um ou mais dedos)3-Alterações ungueais (presença de sulcos ou depressões).
  22. 22. ARTRITE PSORIÁSICA O quadro articular consiste no comprometimentoassimétrico de grandes articulações (joelhos, tornozelos) etambém de pequenas articulações dos dedos das mãos edos pés.Alguns pacientes podem desenvolver uveíte eapresentar anticorpos antinucleares circulantes, a exemplodo que ocorre no tipo oligoarticular.
  23. 23. ARTRITES INDIFERENCIADAS Nesse grupo devem ser classificados os pacientes que não preenchemos critérios de inclusão para nenhum dos 6 tipos anteriores ou aquelesque preenchem critérios de inclusão para mais de um tipo de AIJ.
  24. 24. TRATAMENTO MEDICAMENTOSO Os antiinflamatórios não-hormonais (AINH) são utilizados pela maioriadas crianças com AIJ. Os corticosteróides sistêmicos têm excelente ação antiinflamatória,mas não previnem a destruição articular nos pacientes com AIJ.Asindicações do uso de corticosteróides sistêmicos na AIJ são :a presençade manifestações sistêmicas graves (pericardite, miocardite, vasculites),artrite incapacitante e iridociclite não-responsiva ao uso decorticosteróides tópicos. O uso de injeções intra-articulares de hexacetonido de triancinolonaestá indicado na forma de início oligoarticular não-responsiva a AINH.
  25. 25. TRATAMENTO MEDICAMENTOSO O MTX é a medicação de escolha para os pacientes com AIJ de inícioou evolução poliarticular pela sua eficácia e segurança e as crianças emgeral toleram melhor esta droga do que os adultos. Pode ser utilizadoem doses que variam de 10 a 15 mg/m2/semana por via oral ouinjetável (SC ou IM). A introdução dos agentes biológicos representou um avançoconsiderável no tratamento da AIJ em pacientes não responsivos aosAINH e MTX. O etanercepte é o único agente biológico anti TNFregistrado para uso em crianças com AIJ e sua eficácia e segurança emcurto prazo para o tratamento da AIJ já estão bem estabelecidas, combase em estudos controlados.A dose de etanercepte preconizada paracrianças é de 0.4 mg/kg/dose, 2 vezes por semana, por via subcutânea.
  26. 26. SÍNDROME DE ATIVAÇÃO MACROFÁGICA A síndrome da ativação macrofágica é uma complicaçãograve da AIJ que acontece quase que exclusivamente no tipode início sistêmico. É considerada uma forma de síndromehemofagocítica linfo-histiocitária. Pode ser desencadeadapor infecções virais, uso de medicamentos comoantiinflamatórios não-hormonais, sais de ouro esulfassalazina. O quadro clínico se caracteriza por aparecimento súbito defebre, linfadenomegalia generalizada, hepatoesplenomegalia edistúrbios de coagulação. O quadro pode evoluir cominsuficiência respiratória, encefalopatia e insuficiência renal.
  27. 27. SÍNDROME DE ATIVAÇÃO MACROFÁGICAVHS baixo e pancitopenia.Prolongamento do tempo de protrombina e detromboplastina parcialAumento dos triglicéridesElevações importantes da ferritinaO diagnóstico pode ser confirmado pelo achado de histiócitosO diagnóstico pode ser confirmado pelo achado de histiócitosfagocitando hemácias ou plaquetas na medula óssea, em gângliosfagocitando hemácias ou plaquetas na medula óssea, em gânglioslinfáticos, no fígado ou no baçolinfáticos, no fígado ou no baço.
  28. 28. SÍNDROME DE ATIVAÇÃO MACROFÁGICA Doses altas de corticosteróides (na forma depulsos), ciclosporina e, mais recentemente,etanercepte, já foram utilizadas com sucesso notratamento desta síndrome.
  29. 29. FEBRE REUMÁTICADOENÇA REUMÁTICA
  30. 30. INTRODUÇÃO A febre reumática (FR) é uma complicação não supurativade uma infecção pelo estreptococo beta-hemolitico dogrupo A de Lancefield, caracterizada por processoinflamatório transitório de diversos órgãos. Continua sendo um problema de saúde pública em paísesem desenvolvimento. No Brasil , a FR é a principal causa de cardiopatia crônicaadquirida nos indivíduos menores de 20 anos e responsávelpor elevados índices de morbi-mortalidade.
  31. 31. ETIOPATOGENIA DA FEBRE REUMÁTICA Relação com infecção de orofaringe pelo EBGA,principalmente em crianças e adolescentes. Fatores ambientais e socio-econômicos, alimentaçãoinadequada, habitação em aglomerados e ausência oucarência de atendimento médico. Paralelamente, fatores genéticos de suscetibilidade à doençaestão diretamente relacionados ao desenvolvimento da FRe de suas sequelas.
  32. 32. ETIOPATOGENIA DA FEBRE REUMÁTICA Hoje se sabe, por estudos populacionais, que há uma associação dadoença com os antígenos de classe II e que cada população tem seupróprio marcador (HLA-DR) para suscetibilidade à FR. É interessante notar que o alelo encontrado com mais frequência,independentemente da origem étnica, é o HLA-DR7.
  33. 33. A RESPOSTA IMUNE NA DOENÇAREUMÁTICA A existência de processo autoimune na FR foi postulada após aobservação de que as lesões no coração estavam associadas aanticorpos que reconheciam tecido cardíaco por mimetismo molecular,cujos dados foram experimentalmente confirmados por Kaplan. Anticorpos e linfócitosT do hospedeiro dirigidos contra antígenosestreptocócicos também reconhecem estruturas do hospedeiro,iniciando o processo de autoimunidade. A resposta mediada por linfócitosT parece ser especialmenteimportante em pacientes que desenvolvem cardite grave. Os anticorpos na FR são importantes durante sua fase inicial e,provavelmente, pelas manifestações de poliartrite e coreia deSydenham.
  34. 34. A RESPOSTA IMUNE NA DOENÇAREUMÁTICA Na cardite reumática, anticorpos reativos ao tecidocardíaco, por reação cruzada com antígenos doestreptococo, se fixam à parede do endotélio valvar eaumentam a expressão da molécula de adesãoVCAM I, queatrai determinadas quimiocinas e favorecem a infiltraçãocelular por neutrófilos, macrófagos e, principalmente,linfócitos T, gerando inflamação local, destruição tecidual enecrose.
  35. 35. DIAGNÓSTICO O diagnóstico da febre reumática é clínico, não existindosinal patognomônico ou exame específico. Os exameslaboratoriais, apesar de inespecíficos, sustentam odiagnóstico do processo inflamatório e da infecçãoestreptocócica Os critérios de Jones, estabelecidos em 1944, tiveram a suaúltima modificação em 1992 e continuam sendoconsiderados o “padrão ouro” para o diagnóstico doprimeiro surto da FR
  36. 36. Critérios de Jones modificados para o diagnóstico deCritérios de Jones modificados para o diagnóstico defebre reumática (1992)febre reumática (1992)Critérios maiores Critérios menoresCritérios maiores Critérios menoresCardite FebreArtrite ArtralgiaCoreia de Sydenham Elevação dos reagentes de faseagudaEritema marginado VHS ePCRNódulos subcutâneo Aumento do intervalo PR no EletrocardiogramaEvidência de infecção pelo estreptococo do grupo A por meio de cultura deEvidência de infecção pelo estreptococo do grupo A por meio de cultura deorofaringe, teste rápido para EBGA e elevação dos títulos de anticorposorofaringe, teste rápido para EBGA e elevação dos títulos de anticorpos(ASLO); Adaptado de Dajani et al, Jones criteria 1992 Update – AHA22(ASLO); Adaptado de Dajani et al, Jones criteria 1992 Update – AHA22.
  37. 37. ARTRITE A artrite típica da FR evolui de forma assimétrica e migratória, ou seja,quando os sintomas melhoram em uma articulação, aparecem em outra.O quadro articular afeta preferencialmente as grandes articulações,particularmente dos membros inferiores. A duração do processo inflamatório em cada articulação raramenteultrapassa uma semana e o quadro total cessa em menos de um mês.Aartrite é, em geral, muito dolorosa, apesar de não mostrar sinaisinflamatórios intensos ao exame físico.A resposta aos anti-inflamatóriosnão hormonais é rápida e frequentemente a dor desaparece em 24horas, enquanto os outros sinais inflamatórios cessam de dois a trêsdias.
  38. 38. CARDITE A pericardite está sempre associada à lesão valvar e é diagnosticada pelapresença de atrito e/ou derrame pericárdico, abafamento de bulhas, dor oudesconforto precordial. Grandes derrames pericárdicos e tamponamentocardíaco são raros. A miocardite tem sido diagnosticada com base no abafamento da primeirabulha, no galope protodiastólico, na cardiomegalia e na insuficiência cardíacacongestiva O acometimento do endocárdio (endocardite/valvite) constitui a marcadiagnóstica da cardite, envolvendo com maior frequência as valvas mitral eaórtica. Na fase aguda, a lesão mais frequente é a regurgitação mitral,seguida pela regurgitação aórtica. Por outro lado, as estenoses valvaresocorrem mais tardiamente, na fase crônica.Vale ressaltar que a regurgitaçãode valva mitral tem maior tendência para regressão total ou parcial do quea regurgitação aórtica.
  39. 39. COREIA DE SYDENHAM A coreia de Sydenham (CS) ocorre predominantemente em crianças eadolescentes do sexo feminino, sendo rara após os 20 anos de idade. Trata-se de uma desordem neurológica caracterizada por movimentosrápidos involuntários incoordenados, que desaparecem durante o sonoe são acentuados em situações de estresse e esforço. Esses movimentospodem acometer músculos da face, lábios, pálpebras e língua e são, comfrequência, generalizados. Disartria e dificuldades na escrita tambémpodem ocorrer. O surto da coreia dura, em média, de dois a três meses,mas pode prolongar-se por mais de um ano.Também foram descritasmanifestações neuropsiquiátricas, como tiques e transtorno obsessivocompulsivo
  40. 40. ERITEMA MARGINATUM Caracteriza-se por eritema com bordas nítidas, centro claro, contornosarredondados ou irregulares, sendo de difícil detecção nas pessoas depele escura.As lesões são múltiplas, indolores, não pruriginosas,podendo haver fusão, resultando em aspecto serpiginoso.As lesões selocalizam principalmente no tronco, abdome e face interna de membrossuperiores e inferiores, poupando a face; são fugazes, podendo durarminutos ou horas, e mudam frequentemente de forma. Ocorremgeralmente no início da doença, porém podem persistir ou recorrerdurante meses
  41. 41. NÓDULOS SUBCUTÂNEOS São múltiplos, arredondados, de tamanhos variados (0,5-2 cm), firmes,móveis, indolores e recobertos por pele normal, sem característicasinflamatórias. Localizam-se sobre proeminências e tendões extensores,sendo mais facilmente percebidos pela palpação do que pela inspeção.Ocorrem preferencialmente em cotovelos, punhos, joelhos, tornozelos,região occipital, tendão de Aquiles e coluna vertebral. O aparecimento étardio (uma a duas semanas após as outras manifestações), regriderapidamente com o início do tratamento da cardite e raramentepersiste por mais de um mês
  42. 42. TRATAMENTO DA FEBRE REUMÁTICAAGUDA Erradicação do estreptococo Tratamento da artrite:AAS 100 mg/Kg/dia, NAPROXENO (10-20 mg?Kg/dia) Tratamento da cardite: Prescrever prednisona, 1-2 mg/Kg/dia, via oral(ou o equivalente por via endovenosa, na impossibilidade de via oral),sendo a dose máxima de 80 mg/dia. Tratamento da coreia:Os fármacos mais utilizados no controle dossintomas da coreia são: a) haloperidol 1 mg/dia em duas tomadas,aumentando 0,5 mg a cada três dias, até atingir a dose máxima de 5 mgao dia; b) ácido valproico 10 mg/kg/dia, aumentando 10 mg/kg a cadasemana até dose máxima de 30 mg/Kg/dia; (I-B) e c) carbamazepina 7-20 mg/kg/dia.
  43. 43. PROFILAXIA Profilaxia primária:Profilaxia primária:1)Penicilina G BenzatinaPeso < 20 kg 600.000 UI IMPeso ≥ 20 kg 1.200.000 UI IMDose únicaII) Amoxicilina30-50 mg/Kg/diaVO 8/8h ou 12/12hAdulto – 500 mg 8/8h10 dias
  44. 44. PROFILAXIA Recomendações para a profilaxia secundáriaRecomendações para a profilaxia secundária1-Penicilina G BenzatinaPeso < 20 kg 600.000 UI IMPeso ≥ 20 kg 1.200.000 UIM21/21 diasII-Eritromicina 250 mgVO 12/12hIII-SulfadiazinaPeso < 30 Kg – 500 mgVOPeso ≥ 30 Kg – 1 gVO1x ao dia
  45. 45. RECOMENDAÇÕES PARA A DURAÇÃO DAPROFILAXIA SECUNDÁRIACATEGORIA DURAÇÃOFR sem cardite prévia Até 21 anos ou 5 anos após o últimosurto, valendo o que cobrirmaior períodoFR com cardite prévia; insuficiênciamitral leve residual ou resolução dalesão valvarAté 25 anos ou 10 anos após o últimosurto, valendo o que cobrir maiorperíodoLesão valvar residual moderada aseveraAté os 40 anos ou por toda a vidaApós cirurgia valvar Por toda a vida

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