Antropologia contemporânea

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Sociologia - aula sobre antropologia contemporânea

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Antropologia contemporânea

  1. 1. ANTROPOLOGIA CONTEMPORÂNEA
  2. 2. A antropologia sempre trabalhou com a lógica do distanciamento, distanciamento entre o pesquisador e pesquisado, distanciamento entre civilizações e culturas, distanciamento no tempo e no espaço entre o europeu e o não europeu. Ocorre que a história e a crescente internacionalização dom capitalismo promoveram o contínuo encurtamento dessas distancias.
  3. 3. <ul><li>A industria se universalizou assim como o estado nação , a democracia, a tecnologia e os meios de comunicação em massa. </li></ul><ul><li>No campo do conhecimento os antropólogos falam na perda do objeto de estudo, existe um “certo desânimo”, “angústia” </li></ul><ul><li>também as disciplinas parecem dialogar de forma extremamente próxima, intercambiando conceitos e princípios metodológicos. ( interdisciplinaridade ) </li></ul><ul><li>Decorre daí a fragmentação e a perda de universalismo daquilo que poderíamos chamar escolas teóricas, ou seja, conjuntos organizados de conceitos. Acabou levando a uma crise de paradigmas. </li></ul>
  4. 4. É nesse cenário que cientistas sociais como Roberto Cardoso de Oliveira veem emergir junto aos modelos tradicionais de pesquisa antropológica, que ele denomina como racionalista/funcionalista; estrutural/funcionalista e culturalista, um novo paradigma denominado HERMENÊUTICO. * esse modelo, combina a tradição européia com a metodologia interpretativa norte-americana. ( reação ao modelo idealista iluminista ) Segundo Michel Foucault, o homem é um ser de linguagem. O estudo tem que decifrar suas formas de expressão. A hermenêutica é a ciência da interpretação do dito, do não dito e das entrelinhas. Modelo decifrativo que se apóia em sinais, em vestígios para descobrir na expressão simbólica conteúdos profundamente significativos.
  5. 5. O sujeito deixa de ser visto como um objetividade para ganhar toda a riqueza de sua capacidade simbólica. Clifford Geertz, O conceito de cultura que eu defendo, e cuja utilidade os ensaios abaixo tentam demonstrar, é essencialmente semiótico. Acreditando como Max Weber que o homem é um animal amarrado a teia de significados que ele teceu, assumo a cultura como sendo essas teias e a sua análise; portanto, não como uma ciência experimental em busca de leis, mas como uma ciência interpretativa à procura de significados.
  6. 6. <ul><li>Questão fundamental da antropologia é a relação entre o “eu” – pesquisador e o “outro” – pesquisado, encarados, por princípio, como entidades diferentes e autônomas. </li></ul><ul><li>a antropologia constrói e compreende identidades, ou seja, mecanismos que fazem o outro ser quem é e como é. </li></ul><ul><li>Com o desenvolvimento do capitalismo e a globalização houve a aproximação dos modos de vida, abalando os processos identitários. Essa crise de identidade passa a fazer parte do que chamamos de cultura contemporânea ou da pós-modernidade. </li></ul>
  7. 7. Os estudos recentes mostram que as instituições como o Estado,a Igreja e os Partidos políticos perderam a capacidade de consolidar identidades individuais e coletivas, pois a cultura de massa acaba padronizando o imaginário das pessoas de forma global. A sociedade contemporânea tornou ineficazes as formas tradicionais da cultura pelas quais se construíram as identidades de grupo e individuais, entre elas o ofício, o regionalismo e o nacionalismo.
  8. 8. Os cientistas partem do princípio de que a sociedade contemporânea tornou ineficazes as formas tradicionais da cultura pelas quais se construíam as identidades de grupo e individuais, entre elas o ofício ou profissão, o regionalismo e o nacionalismo. A antropologia abandonou a busca por formas de identidade normativas, regulares ou institucionais, como família e a nação, para se pesquisar mecanismo identitários Emergentes, de natureza cultural e política, como a organização das minorias.
  9. 9. <ul><li>A Ideia de igualdade não é uma ideia facilmente aceitável na cultura humana. Desde as mais antigas civilizações, o homem buscou suas diferenças: de origem, de nacionalidade, de classe social. </li></ul><ul><li>O capitalismo desenvolveu a indústria de massa, geradora da homogeneização do mundo, diluindo as diferenças e padronizando o estilo de vida e de consumo. </li></ul>Antiguidade Idade Média Idade Moderna Idade Contemporânea O romano em relação aos bárbaros. Princípio da Igualdade. Todos somos filhos de Deus Os filósofos iluministas procuraram entender a origem das desigualdades. Novos aspectos da Igualdade (jurídica e civil) O socialismo mostrou que a estrutura de classes sociais era responsável pelas diferenças entre os homens.
  10. 10. <ul><li>Na mesma sociedade que massifica, se padroniza e se assemelha, surgiram grupos que começaram a se distinguir do conjunto da população. </li></ul><ul><li>pessoas que vivem no mesmo espaço, mas com cultura diferente; </li></ul><ul><li>grupos passaram a concorrer e a se desenvolver extrema rivalidade e se opor entre si </li></ul><ul><li>cada grupo define sua própria história e suas justificativas </li></ul><ul><li>Obs.: os movimentos étnicos, raciais e sexuais, entre outros, disfarçando a padronização da sociedade, deram a noção de cidadania um novo sentido. </li></ul>
  11. 11. <ul><li>Dessa forma podemos perceber que o coletivo encobre as diferenças e discriminações, passa por cima de perseguições e injustiças, cuja superação torna necessária uma ação particular, dirigida e organizada. Nesse sentido: </li></ul><ul><li>partidos políticos se tornam ineficazes </li></ul><ul><li>teoria o projeto político que pretende abarcar toda a sociedade são inúteis </li></ul><ul><li>as soluções políticas e religiosas que são globais descontentam esses grupos </li></ul><ul><li>Obs.: as pessoas se unem em suas particularidades. As minorias – religiosas, sexuais – passam do discurso à ação política, reafirmando o princípio da diferenciação como base de uma sociedade que só aparentemente homogeneíza. </li></ul>
  12. 12. <ul><li>O princípio da maioria surgiu na Grécia Antiga – Democracia. </li></ul><ul><li>participação apenas dos cidadãos </li></ul><ul><li>aos poucos a maioria passou a representar uma força política ( vontade das elites) </li></ul><ul><li>Para Durkheim, o que caracteriza o fato social é a generalidade. Nessa perspectiva, a oposição é uma anormalidade. </li></ul><ul><li>O consenso e o grau de adesão dos indivíduos eram sinais de “saúde” da sociedade, enquanto os conflitos eram sintomas de um estado patológico ou mórbido. </li></ul>
  13. 13. Ao mesmo tempo em que a representatividade apoiada na maioria de votos garantia a legitimidade aos governos e às suas ações – por menor que fosse o grupo que representassem-, a idéia de consenso, associada à de maioria e unanimidade, dava às instituições sociais um sentido de normalidade e saúde. * O uso indiscriminado da estatística ajudou na disseminação desses princípios. Os números (índices e taxas ), conforme o seu uso, transformam a realidade em quantidades, fazem desaparecer as nuanças e impedem uma real avaliação das situações. A metade mais um é maioria?
  14. 14. Atualmente, entende-se por maioria ou minoria a capacidade de certos grupos sociais fazerem pressão e obterem sucesso em suas reivindicações. É a força da ação política que torna as questões majoritárias ou minoritárias. Na história da sociedade ocidental, os homens passaram da diferenciação à massificação. A formação política das minorias raciais, sexuais ou profissionais foram revertendo essa tendência, assim como foram criando condições para a emergência de uma nova política: a democracia participativa.

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