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FACULDADES INTEGRADAS DE JACAREPAGUÁ – FIJ



      Curso de Pós-Graduação em Supervisão Escolar




                 Luz Mary Padilha Dias




             OLHARES HOLÍSTICOS
      NA AÇÃO DO SUPERVISOR ESCOLAR




                      Porto Alegre
2

                     2012


FACULDADES INTEGRADAS DE JACAREPAGUÁ – FIJ




           OLHARES HOLÍSTICOS
      NA AÇÃO DO SUPERVISOR ESCOLAR




                Monografia apresentada à Faculdade Integrada de
                Jacarepaguá-FIJ como requisito parcial para a
                conclusão do curso de pós-graduação lato sensu em
                Supervisão Escolar




                Por Luz Mary Padilha Dias


                Professora Orientadora Kátia Cruz Ponce




                Porto Alegre
                  2012
3




                                      RESUMO




Este trabalho de conclusão de curso trata da visão holística que o supervisor escolar
pode vir a se apropriar para um entendimento diferenciado dos percalços notórios no dia
a dia da vida dos integrantes do planeta em geral, que acabam de certa forma recaindo
na escola por ser um espaço destinado ao desenvolvimento humano. Devido a tantas
incertezas e inquietudes advindas de todo o entrave globalizado é que se torna
necessária uma mudança paradigmática, para dar conta desses novos tempos que por ora
se apresentam no mundo. A visão holística pode colaborar nesse novo entendimento e
atuação mais significativa, trazendo em sua visão um enfoque integral do ser, um
enriquecimento de olhares colaboradores para o acolhimento da natureza como um todo.
Através dessa concepção tem-se presente uma interconexão entre os seres em todas as
suas formas, resguardando-se valores de cuidado e sensibilidade para com todos. A
holística é um passo à frente na busca de parcerias que alicercem melhor o ser humano e
resgatem valores e concepções de vida muito mais significativas e prazerosas. Por esse
viés, para um melhor entendimento desta pesquisa, será apresentado primeiramente um
apanhado sobre a história da supervisão escolar - que é o ator principal dessa
monografia -, para depois haver uma busca dos significados da holística juntamente
com alguns teóricos estudiosos do assunto. Como conclusão poderia dizer-se que a
apropriação desse conhecimento novo, alternativo e ecológico torna-se viável nos dias
de hoje, objetivando o crescimento de todos os envolvidos com a escola e
principalmente com bem-estar planetário, objetivando a integralidade do ser.



PALAVRAS-CHAVES: Holística. Novos tempos. Supervisão Escolar.
4



                                                  SUMÁRIO




1 INTRODUÇÃO............................................................................................................5


2 JUSTIFICATIVA.........................................................................................................8


3 OBJETIVOS GERAIS...............................................................................................11
  OBJETIVOS ESPECÍFICOS....................................................................................11


4 METODOLOGIA DA PESQUISA...........................................................................12
5 CAPÍTULO I – DA ORIGEM DA PALAVRA À HISTÓRIA DA SUPERVISÃO
ESCOLAR......................................................................................................................13
   5.1 – A AÇÃO DO SUPERVISOR NOS TEMPOS ATUAIS...................................16


6 CAPÍTULO II – NOVOS TEMPOS QUE SE APRESENTAM: PINCELADAS
HOLÍSTICAS DE ENTENDIMENTO.......................................................................23
     6.1 – O PAPEL DA EDUCAÇÃO NOS DIAS ATUAIS........................................27
     6.2 – A PERSPECTIVA QUÂNTICA E SUA COLABORAÇÃO NO RESGATE
             DO SER HUMANO........................................................................................30


7 CAPÍTULO III – COMO ARTICULAR OS SABERES DA HOLÍSTICA COM
A SUPERVISÃO ESCOLAR......................................................................................34


8 CONSIDERAÇÕES FINAIS....................................................................................43


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS........................................................................45
5




                               1 - INTRODUÇÃO


       “Olhares holísticos na ação do supervisor escolar” prevê um olhar um pouco
mais abrangente em termos de educação, porque se vive um momento onde cresce o
trabalho da direção pedagógica em termos de conscientização desse novo tempo.
Momento histórico de incertezas e a velocidade crescente de diferentes valores não mais
tão interpretáveis como antigamente.

       Nesse atual contexto, onde predominam os valores ambivalentes, torna-se
pontual uma atenção especial às idéias alternativas de entendimento para que se possa
tornar a educação bem mais prazerosa e principalmente contextualizada com o todo.

       O Supervisor Escolar é um profissional especializado que além de manter a
motivação do corpo docente, deve ser um idealista, definindo claramente que caminhos
tomar, que papéis se propõe a desempenhar, buscando constantemente ser
transformador, trabalhando em parceria, integrando a escola e a comunidade na qual se
insere. No momento atual, para além dessas qualidades tão importantes para o seu dia-a-
dia também se pode pensar numa parceria de entendimento dos acontecimentos
cotidianos buscando-se uma nova consciência, capaz de captar mais globalmente os
movimentos presentes na atmosfera em que está inserido.

       Um dos assuntos mais discutidos na atualidade é a educação no seu sentido de
formação humana, pois educar não é uma tarefa muito fácil, e ter-se a compreensão de
que esse humano é um ser integral ainda não está completamente entendido nos meios
acadêmicos e profissionais.

       Existem possibilidades de mudanças, muitas vezes necessitando somente de um
envolver-se mais e efetivamente buscar um clima bem mais tranqüilo nos ambientes
escolares.

       Essa tarefa de liderar tendo presente outros olhares alternativos exige
comprometimento, perseverança, autenticidade e continuidade. As mudanças não se
propagam em um tempo imediato, por isso, as transformações são decorrentes de ações.
6

       O começo dessa nova consciência pode advir do supervisor, pois ele tem em
suas mãos um cotidiano onde pode auferir diferentes concepções para exercer suas
tarefas profissionais, apostando que essas estratégias de entendimento podem ajudar e
mudar alguns cenários com sérios problemas.

       Assim dessa maneira, com esse pensamento bem mais alargado, o supervisor
escolar terá suas ações consequentemente ampliadas, podendo apoiar e sugerir novos
paradigmas de cotidiano para que tudo fique mais articulado com a realidade
apresentada nessa nova era que se apresenta.

       O desenvolvimento da sociedade moderna representa motivos de muita reflexão,
principalmente pelo fato de que a área educacional possui muitos problemas e que
diretamente vinculam-se as demais atividades.

       Com uma preocupação mais humana percebe-se também um conhecimento
científico satisfatório, acreditando-se que para além dos conteúdos escolares também
existem outros valores intrínsecos à formação do sujeito. Confia-se também na
viabilidade de fazer do ambiente escolar um espaço construtivo, que desperte o interesse
do educando para aprender e fazer do professor um mediador do saber.

       Não se trata de ignorar as velhas práticas educacionais e sim despertar para
novas aquisições de melhorias para entender o aluno e os envolvidos no processo de
ensino/aprendizagem com mais discernimento e integralidade, para que se possa
construir uma sociedade onde a pessoa que está vivendo nesse ambiente tenha
consciência do seu papel e da importância de tudo que o rodeia.

       Nesse linear, o supervisor escolar pode promulgar o início de uma nova era
educacional, onde haja mais consciência do todo e o ensino seja buscado com
qualidade, priorizando o aluno e valorizando as experiências significativas.

       Muitos são os benefícios obtidos com esse novo olhar, assegurando uma
abertura para um mundo mais sensível e ao mesmo tempo consistente, construído com
mais respeito e valoração ao meio em que se vive.
7

      Este trabalho de conclusão de curso tem como expectativa, promover um
entendimento do que se espera desse novo momento em termos de nova era e de como
um supervisor escolar pode conscientizar seu olhar para enfim poder captar as
mensagens emanadas dos componentes da escola onde exerce seu trabalho, acatando
essas linguagens e tornando possível um caminho diferente para um mundo melhor.
8

                                2 - JUSTIFICATIVA




       Perceber o outro por vários ângulos na tentativa de explorar suas habilidades e
compreender seu momento seria o ideal para entender melhor a dinâmica da vida, e
nessa pesquisa, entender melhor a dinâmica da escola e todos os seus envolvidos.

       Dessa maneira trago à tona um tema que não tem muito apoio bibliográfico no
momento, tendo em vista ser algo cientificamente novo e ainda estudado e questionado.
Tentarei juntar apoio no que esses diferentes olhares podem contribuir para que exista
realmente um caminho carregado de boas intenções para um mundo melhor em termos
de educação.

       Conveniente fazer essa ligação entre esses conhecimentos dessa nova era
preparando, quem sabe, o corpo diretivo da escola, em especial os supervisores
escolares, para direcionar melhor esse movimento de instabilidades ou múltiplos
acontecimentos presentes no dia-a-dia das pessoas.

       Podemos observar que a tarefa do supervisor não pode ser mais única. O mundo
requer outro tipo de profissional. Um profissional que perceba a integralidade dos
acontecimentos que ora se apresentam a ele, não deixando que eles sejam vistos de uma
maneira estanque para então poder haver uma intervenção bem melhor intencionada.

       Um supervisor escolar para estar em equilíbrio com esses novos tempos precisa
compreender essa mudança de paradigma, ou melhor, essa provisoriedade de
entendimentos bem mais relacionados ao contexto em que se vive.

       Para esse entendimento o supervisor escolar precisa estar aberto, buscando
subsídios que possam realçar esses novos aportes, inter-relacionando sua liderança e
conhecimento com essa nova consciência para que isso complete sua melhor ação nas
situações que se apresentem.

       Os tempos atuais pulsam por pessoas sensíveis e ao mesmo tempo competentes
na sua ação, por vias do diálogo mais humano e inteligível.
9

       Esse olhar humanizador e holístico tende a contribuir com a máxima buscada na
atualidade que é o bem-viver, estando ligado aos relacionamentos em geral, na tentativa
de compreender o que se é apresentado com mais abrangência e pluralidade.

       Nesse novo milênio é notório esse movimento de atitudes múltiplas e olhares
múltiplos, necessitando-se preeminentemente que essa sensibilidade seja buscada e
contemplada, aprimorando melhor os entendimentos dos acontecimentos cotidianos.

       O supervisor escolar, para além de seus conhecimentos acadêmicos e
profissionais precisa pensar e deter-se nesses novos tempos e nessas mudanças
constantes, para poder intervir nesse processo planetário de inquietações apresentados.

       As mudanças são necessárias para o crescimento do ser humano, e os
apoiadores, mediadores, como sejam chamados,        tem que ter essa maneira diferente
de olhar para poderem realizar com clareza e equilíbrio suas tarefas.

       Muitas situações vão se apresentar durante o cotidiano do supervisor escolar,
apresentando-se de uma maneira muitas vezes inexplicáveis, porém esse profissional ao
ter um olhar mais “apurado”, mais global e integral, poderá ressignificar essas situações,
tornando, porque não, sua atuação bem mais completa e certeira.

       Minha inquietação acerca dessa pesquisa é relacionada com esse novo
paradigma emergencial e a contribuição do supervisor escolar, ou seja, de que maneira
esse profissional deverá entender esses novos tempos que ora se apresentam.

       Muitos são os desafios apresentados e serão apresentados tantos outros, por isso
essa minha preocupação em ver esses novos conceitos e contribuir de uma maneira mais
significativa com a sociedade educativa e a tarefa da supervisão escolar.

       Pretendo então através dessa monografia trazer um pouco desse novo olhar em
educação, percorrendo primeiramente a história do supervisor escolar, como ele
presenciava seu cotidiano, tarefas e adjacências, após farei um relato sobre os novos
tempos que se apresentam e chegam à escola e por último descreverei os papéis que
esses novos supervisores vão percorrer e como isso pode ser visto e articulado.
10

       Penso ser de extrema valia esse estudo, tendo em vista a pulsão que se apresenta
nos tempos atuais, tornando necessária uma prática mais significativa e humana em se
tratando de bancos escolares.
11




                                   3 – OBJETIVOS




       O objetivo geral deste trabalho é identificar como o supervisor escolar deve agir
levando em consideração o novo contexto mundial que se apresenta de uma maneira
muito ambígua e imperfeita, observando holisticamente esse novo movimento.




       Os objetivos específicos são os seguintes:




- Relatar historicamente como é a caminhada da supervisão escolar em se tratando de
contextos tanto antigos quanto atuais




- Identificar qual o novo tempo que ora é vivenciado pela humanidade, em termos de
meio ambiente e relações sociais




- Relacionar alternativas de entendimento e valoração dos tempos atuais com a
supervisão escolar
12




                       4 - METODOLOGIA DE PESQUISA




       Esta pesquisa será de cunho bibliográfico, exploratório e qualitativo, onde
procurei junto à teoria um suporte para defender as idéias que por ora foram permeadas.
Será também uma pesquisa básica, porque objetiva criar um conhecimento novo para o
avanço da ciência.
13


                      5 - CAPÍTULO I




     DA ORIGEM DA PALAVRA À HISTÓRIA DA SUPERVISÃO
                                        ESCOLAR

       Ao pesquisar-se o termo supervisão, segundo vários dicionários, se pode
perceber que o mesmo refere-se a dirigir, orientar, inspecionar. Quanto a origem da
palavra encontramos o supervisor como aquele que revisa, aquele que vê, que tem uma
“super visão”.

       Encontramos também a origem etimológica da palavra supervisionar, onde
temos: SUPERVISIONAR = SUPERVISAR’ e ‘SUPERVISAR = dirigir ou orientar em
plano superior; superintender, supervisionar’. FERREIRA (1993 p.520).

       Dentro desta perspectiva, Nérici (1974, p. 29), afirma que Supervisão Escolar é a
“visão sobre todo o processo educativo, para que a escola possa alcançar os objetivos da
educação e os objetivos específicos da própria escola”.

       Este olhar exclui os sujeitos envolvidos no processo educativo, ou seja, a
‘escola’ e os‘objetivos da educação’ são o foco do trabalho, sem que sejam
considerados os professores, alunos, especialistas, demandas sociais ou qualquer outra
variável dentro desse processo.

       Alguns anos depois, já se percebe um avanço em termos de conceituação de
Supervisão Escolar, quando Rangel (2001), reconhece a necessidade de relação deste
com os outros profissionais da escola: “um trabalho de assistência ao professor, em
forma de planejamento, acompanhamento, coordenação, controle, avaliação e
atualização do desenvolvimento do processo ensino-aprendizagem”.

       Esta conceituação propõe que a Supervisão seja percebida levando-se em conta
duas outras dimensões: a relação entre os sujeitos, Supervisor – Professor, e o ensino-
aprendizagem, objeto de trabalho desses profissionais, ultrapassando a simples
execução de tarefas e a ‘fiscalização’ do trabalho realizado.
14

       Seguindo nesta linha, Alonso (2003, p. 175) afirma que a Supervisão, dentro de
uma perspectiva relacional e construída no cotidiano da escola, (...) vai muito além de
um trabalho meramente técnico-pedagógico, como é entendido com freqüência, uma
vez que implica uma ação planejada e organizada a partir de objetivos muito claros,
assumidos por todo o pessoal escolar, com vista ao fortalecimento do grupo e ao seu
posicionamento responsável frente ao trabalho educativo.

       Desvela-se, assim, a função do Supervisor como referência frente ao grupo e
frente ao todo da escola.

       Este profissional enquanto responsável pela ‘coordenação’ do trabalho
pedagógico assume uma liderança, um papel de responsável pela articulação dos saberes
dos professores e sua relação com a proposta de trabalho da escola.

       Alarcão (2004, p. 35), refere-se a este profissional como líder, definindo como
objeto de seu trabalho “o desenvolvimento qualitativo da organização escolar e dos que
nela realizam seu trabalho de estudar, ensinar ou apoiar a função educativa por meio de
aprendizagens individuais e coletivas”. Estas definições revelam um enriquecimento nas
atribuições do Supervisor Escolar.

       Mostra-se na história que a supervisão é uma das atividades mais antigas com a
função de ensinar/aprender. Desde a Grécia Antiga, supervisão era considerada como
um “treinamento para estudantes” e na Idade Média ela servia para controlar as tarefas
realizadas pela escola no sentido de garantir que aspectos religiosos e morais fossem
incluídos nos conteúdos ensinados pelos professores aos alunos, considerada dessa
maneira como certificadora de execução de ações.

       O conceito e a ação supervisora sofreram singular evolução ao longo dos anos,
até chegar à atual consideração. Pode-se dizer então que as fases distintas que
orientaram o trabalho do Supervisor Educacional o fez conduzir sua inserção na Escola,
no sistema educacional e junto ao professor sob a forma de distintas concepções.

       Nérici (1973) estudioso da área da supervisão prevê em sua teoria três
concepções/fases históricas de evolução da ação dessa profissão que são
relatadas a seguir: ação fiscalizadora, ação construtiva e ação criativa.
15

       A fase fiscalizadora foi a primeira a se confundir com inspeção
Escolar, interessada mais no c u m p r i m e n t o         das    leis    de   ensino,
condições        do     prédio,       situação       legal       dos     professores,
cumprimento de datas e prazos de a tos Escolares, como provas,
transferências, matrículas, férias, documentação dos educandos, etc. (NÉRICI,
1973, p. 30-31). Esta modalidade de Supervisão (também considerada inspeção
Escolar) seguia padrões rígidos, inflexíveis e padrão para todo o país, não havendo
consideração para as peculiaridades e necessidades de cada região e muito menos as
diferenças individuais dos educandos.

       Sobre a segunda fase, a fase construtiva ou de supervisão orientada, é a que
reconhece a necessidade de melhorar a atuação dos professores. Os inspetores
Escolares, então, passaram a promover cursos de aperfeiçoamento e atualização dos
professores.

       O Supervisor Escolar deste período era imbuído e responsabilizado por examinar
as falhas na atuação dos professores e essas falhas serviram como motivo para a
realização de trabalhos e estudos visando à remoção e à solução das mesmas.

       A concepção que orientou a tercei ra fase, a criativa – também
reconhecida como a atual – é aquela em que a Supervisão Educacional se separa da
inspeção para montar um serviço que tenha em foco o aperfeiçoamento de todo o
processo ensino-aprendizagem, envolvendo todas as pessoas implicadas no mesmo.
Pode ser considerada também como uma atuação democrática.

       A atuação democrática do supervisor, modifica o panorama “sombrio” antes
caracterizado, criando um ambiente de compreensão, liberdade, respeito e criatividade
que muito facilita o trabalho da supervisão Escolar e do professor, consequentemente.

       Por isso justifica-se considerar que a Supervisão Educacional, hoje, urge ser
criativa, democrática, inovadora, compartilhada e atualizada, a fim de romper com
paradigmas e ações fiscalizadoras, autoritárias, alienantes e conservadoras.

       Como diz Marquez (1970 apud Medina, 1973, p. 31): “supervisão criadora
estimula e orienta, de maneira democrática e científica, os mestres, a fim e que se
16

desenvolvam profissionalmente e sejam cada vez mais capazes de obter o maior grau de
eficiência no processo de ensino”.

         O ideal de Supervisão Educacional é promover atividades de crescimento
profissional e ambiente de estudo e de estímulo, que incitem os professores a
superarem-se constantemente, consequentemente o aluno será privilegiado através de
um profissional mais consciente de seus atos e atitudes perante o todo.

         O mesmo autor está de acordo com as diferentes concepções evolutivas
apresentadas por Nérici, e defende que no último momento, o Supervisor Educacional
assume um papel mais dedutivo, mais inovador, mais atualizado, onde ele é um
pesquisador dentro da escola e da comunidade compreendendo o movimento que
envolve as relações entre o professor, aluno e o próprio Supervisor, de forma
simultânea.

         Tem-se, a partir daí, uma Supervisão Educacional que busca reciclar-se para
assumir novas funções, novas visões, novos paradigmas, tentando superar o modelo
conservador, autoritário e burocrático.




         5.1) A AÇÃO DO SUPERVISOR NOS TEMPOS ATUAIS




         O supervisor, pretende-se entender, que é alguém que vê, olha, contempla.
         Alguém consciente, acordado, atento. A visão, porém se dá numa amplitude de
horizontes que apanha toda a circunstância educativa.

         Supervisionar implica, portanto, numa posição que possibilite a compreensão de
uma abrangência que alcance a realidade educativa global. O profissional se constitui
pela sua forma de agir, portanto, o agir determina o ser, pois é na ação concreta que se
pode vislumbrar a essência da natureza do agente ativo em uma profissão (GIRARDI,
1982).
17

       O seu campo de atuação que é a escola já não é mais o mesmo. O cenário que se
apresenta é bem diferente do que existia há tempos atrás. Os alunos e a função social da
escola estão bem mais exigente em virtude da realidade a que se está inserida.

       Nesse âmbito, são necessários supervisores bem mais qualificados, que estejam
à altura dessa nova sociedade em transformação.

       O papel do Supervisor Educacional já passou por muitos caminhos, com ações
questionadas e criticadas, mas com uma contribuição especificamente importante a dar
no processo educativo.

       O supervisor escolar dentro desse momento de transformação necessita
desempenhar um papel de “intelectual transformador” articulado com uma perspectiva
dialógica, a fim de correlacionar àquilo que se apresenta com aquilo que se pode fazer
para resolver diferentes situações cotidianas e adjacentes a sua tarefa.

       Desta maneira concordo com Ferreira (2002) quando diz que “ (...) o ser humano
vai construindo sua visão de mundo como uma totalidade sempre provisória, porque
está sempre em construção e transformação, e, desta forma, vai tornando-se sujeito”.

       Historicamente, a função do Supervisor Escolar modificou-se. Seu
objeto de trabalho e suas ações, inicialmente voltados para o controle e para a
inspeção, passam a ser mais complexos e desafiadores, pois dizem respeito à formação,
à orientação, ao acompanhamento do trabalho pedagógico dos professores em serviço,
sem contar as novas tecnologias e esses novos “atores” que chegam até a escola
vislumbrando um movimento bem mais prazeroso do que aquele outrora encontrado.

       Ferreira (2002) argumenta que é necessário repensar, redefinir e assumir a
educação na realidade (...) é a tarefa mais urgente em busca de um saber
crítico que possibilite desenvolver em cada ser humano o que ele possui de
mais humano. (Ferreira, 2002 p.20).

       Consequentemente, nos dias atuais, levarmos o termo supervisão ao “pé da
letra”, seria um ato de autoritarismo que colaboraria para que o supervisionado
aumentasse seu medo frente ao novo processo, e retornássemos à Idade Média.
18

        Supervisionar implica a cooperação em uma reflexão acerca do trabalho
realizado, encontrar pontos de preocupação, de angústia que estejam impedindo a
realização de tarefas, solucionar dificuldades e tentar ultrapassá-las apesar dos pontos
negativos. Dessa maneira, o supervisor deve ampliar os significados do seu olhar, da
escuta e ajudar a vencer esses momentos de turbulências que podem surgir no decorrer
de todo o processo educativo e seus envolvidos.

        Assim, pensando na ação do profissional Supervisor Educacional, conforme
Girardi (1982), algumas qualidades e aptidões indicam e determinam o seu exercer a
ação supervisora, uma vez que destes atributos depende a consecução dos objetivos que
permeiam a profissão em si de especialista em Educação:

a) Lucidez quanto à Educação

        O supervisor Educacional é aquele profissional que possui ideias claras
quanto à Educação, e opta por uma filosofia para poder saber o que a escola quer obter
com seu processo educativo. Para agir corretamente é preciso saber os
caminhos de ação.

b) Segurança

        O conhecimento da problemática da educação faz com que o supervisor atue
com segurança no planejamento, no assessoramente e na execução dos projetos
educativos. Sem ser dono da verdade, o Supervisor Educacional não pode ser apenas
opinador, mas, a partir de sua lucidez e conhecimento de suas funções, posiciona-se e
motiva para que, estando certo, possa ser seguido tendo em vista sua solidez.

c) Consciência do papel das suas funções

        No plano educacional de uma escola há o lugar específico do supervisor
educacional.      É preciso que este profissional tenha bem claro qual o espaço a
ser ocupado para o exercício de suas funções, pois assim obterá o respeito de outros
profissionais, inclusive do professor, obtendo, dessa forma, a
h a r m o n i a d e u m t r a b a l h o coletivo.
19

d) Espírito crítico

        O ser humano se torna mais humano e mais digno de sua
natureza à medida que o pensamento rege a sua vida. A capacidade
de julgar, de emitir juízo, de a n a l i s a r a p a r t i r d e p r e s s u p o s t o s
racionais        é    que     traduz       o    que    seja      espírito      crítico.       O
Supervisor Educacional, como profissional da Educação, deverá
p o s s u i r t a l e s p í r i t o p a r a também saber transmiti-lo, provocando em sua
equipe a capacidade de reflexão e de revisão constante. Ao contribuir para a
formação de um professor reflexivo, crítico, pensante, este docente orientará
seus alunos na mesma linha de formação, o que resultará na formação de u m
ser realmente instruído e capaz de, pelo conhecimento, interferir na
r e a l i d a d e e n e l a conviver com sucesso.

e) Racionalidade

        Dada a sua estratégica posição de mediador entre o
corpo docente,            educandos e Direção, o Supervisor Educacional precisa se
constituir no profissional que tem por hábito usar sua razão para não complicar o
que é simples, não pulverizar o planejamento de tal forma que perca o
sentido de globalidade e não disper sando o trabalho coletivo, que é a b a s e
para a consecução dos objetivos educacionais. É necessário, assim,
que    esse     profissional            seja    um    agente       simplificador           das
t a r e f a s e d u c a t i v a s d e t a l f o r m a q u e s u a preocupação fundamental
seja alcançar as finalidades e objetivos do processo educativo e não os
técnicos em detrimento dos primeiros.

f) Diligência

        Todo o trabalho do Supervisor Educacional exige a marca da dimensão de
amor e a f e t o q u e d e v e p e r m e a r t o d a a a t i v i d a d e e d u c a t i v a . S e
E d u c a ç ã o é o b r a d e a m o r , d e afetos, de compreensão, a incumbência do
Supervisor Educacional é a dimensão amorosa que imprime um trabalho jovial,
alegre, estimulante e cooperativo, sem aplausos ou recriminações, a p e n a s p a u t a d o
no     reconhecimento,             na     motivação         ou     na     reavaliação         e
replanejamento de atividades quando necessário.
20




g) Liderança

       O Supervisor Educacional, na medida em que é capaz de comandar, orientar e
estimular toda uma equipe na busca dos objetivos educacionais estará automaticamente
exercendo sua liderança, não de forma autoritária, como ser absoluto em suas ideias e
preceitos, mas como um profissional seguro das orientações, sugestões e concepções
defendidas. O espírito de liderança por competência supõe uma aceitação de
todos aqueles com quem compartilha suas ações, uma vez que não se trata
de atos impositivos, mas de diálogo e orientação.

       Torna-se necessário então que o profissional Supervisor traduza esse novo
panorama pedagógico e educativo que está em curso na sociedade em promoções e
articulações a fim de construir alternativas que ponham a educação a serviço do
desenvolvimento real das relações entre as pessoas. É urgente a pensar e fazer
concretizar-se em todos os “espaços” possíveis do “espaço globalizado” o projeto
humano de uma sociedade humanizada. (FERREIRA, 2002 p.23).



       Ferreira (2003) elucida que o supervisor precisa ser um constante
pesquisador, é necessário que ele antecipe conhecimentos para o grupo de
professores, lendo muito, não só sobre conteúdos específicos, mas também
livros e diferentes jornais e revistas.

       Entre suas tarefas estão também a aplicabilidades do projeto da
escolar, dar orientações gerais e atuar na formação contínua dos professores.

       É diante destas responsabilidades que se faz emergir mudanças
significativas na formação e postura do supervisor escolar, e com isso
reconhecendo seus aspectos gerais, onde Ferreira (2003, p.75) diz:


                      Ressignificar e revalorizar a supervisão, reconceitua-se, de modo
                      a compreendê-la, na sua ação de natureza educativa e, portanto
                      sociopedagógica, no campo didático e curricular do seu trabalho,
                      no       seu        encaminhamento          de       coordenador.
21

      O Supervisor escolar atual precisa ser um observador da realidade
escolar ressignificando seu trabalho através da pesquisa do cotidiano da
comunidade onde sua escola está inserida para que possa realizar um
trabalho de qualidade.

      Medina (2002, p. 51) afirma que:


                      [...] é indispensável a ação de um profissional que, além de
                      possuir competência teórica, técnica humana, política, disponha
                      de tempo necessário para tornar possível a relação entre
                      vivencias dos alunos fora da escola e o trabalho do ensinar e
                      aprender na escola. Esse profissional é o pedagogo, que define
                      sua função pedagógica quando contribui para a melhoria do
                      processo de ensinar e aprender por meio de ações que articulam
                      as demandas dos professores com os conteúdos e as disciplinas.




      Dessa forma, o supervisor escolar precisa verificar analisar e buscar
novas propostas de ressignificação do papel da escola, objetivando, através
das ações pedagógicas, reflexos positivos na qualidade de ensino ofertada
pela instituição de forma coletiva e democrática.

      Ferreira(apud       RANGEL,         2002,       p.     09)     alerta      que:


                      O trabalho dos profissionais da educação – em especial da
                      supervisão educacional – é traduzir o novo processo pedagógico
                      em curso na sociedade mundial, elucidar a quem ele serve,
                      explicitar suas contradições e, com base nas condições concretas
                      dadas, promover necessárias articulações para construir
                      alternativas   que    ponham     a  educação    a   serviço   do
                      desenvolvimento de relações verdadeiramente democráticas.

      A Supervisão Escolar passa então a ser uma ferramenta de atuação e
tem como principio o fazer, o agir, o movimentar, o envolver-se, o
modificar e para isto é necessário que o supervisor tenha confiança e
prestigio com o grupo de trabalho para que o sucesso e a qualidade da
educação sejam alcançados.

      O desafio para o profissional da Supervisão Escolar é enorme, ele terá
que muitas vezes estar sintonizado com as necessidades da comunidade e
propor projetos que atendam aos anseios de todos que almejam futuro
melhor. A escola como espaço social e publico necessita ter esta
22

característica de servir a todos os que a procuram, bem como envolver
outros segmentos da sociedade em suas atividades.

       O Supervisor Escolar, portanto, deve ser esta ponte de acesso entre
todos, possibilitando promover a integração dos profissionais da educação
verificando as facilidades e dificuldades encontradas pelos mesmos e
incentivando e promovendo a formação de pessoas para a sociedade.

       É indispensável que o supervisor da escola se expresse como educador e
especialista. Do supervisor espera-se que aja como “o cimento possível” da passagem
para a coletividade dos educadores daquelas iniciativas e realizações que os pequenos
grupos das escolas conseguirão produzir por seu apoio e orientação.

       Do caos teórico – político – institucional com que hoje se debate o supervisor,
deverá emergir uma práxis essencialmente pedagógica na qual o ponto obrigatório de
referência constituir-se-á no encaminhamento das soluções possíveis para as grandes
questões do cotidiano do ensino.

       Vivem-se momentos onde são necessárias respostas às necessidades hodiernas e
através da dinâmica do trabalho em supervisão advindas destas necessidades, presencia-
se certa fragilidade. (FERREIRA, 2002). Por isso é notória a inclusão de um repensar na
prática dos profissionais da educação.
23




                                  6 - CAPÍTULO II




NOVOS TEMPOS QUE SEM APRESENTAM: PINCELADAS HOLÍSTICAS DE
                                 ENTENDIMENTO




       Uma crise existencial está sendo vista na atualidade, onde desconfortos,
violências, “corrida desenfreada pelo dinheiro”, banalismo da sexualidade e diferentes
devastações estão destruindo o planeta.

       Percebe-se uma erosão de alicerces levando por diante todo o tipo de
intencionalidade que não seja a de aumentar a produtividade, o consumo e riqueza,
dissociado de emoções.

       Existe uma visão predominantemente utilitária, onde o homem tem que ter uma
mente técnica e um “coração vazio”, onde prevalece todo o tipo de manipulação para
que aumente o desejo por concorrência e corrida pelo consumo desmesurado, não
levando em conta que esse pensamento está tomando conta dos sujeitos que povoam
esse mesmo território, tornando-se quase que sem controle e conduzindo para o caos.

       Problemas críticos de ordem social e global estão presentes nesse momento,
tornando-se necessário um repensar para uma reconstrução da humanidade em novas
bases, principalmente levando-se em conta o que está sendo esquecido e forjado, que é
a conexão entre o corpo, mente e alma.

       Para podermos compreender que algo precisa ser mudado ou transformado
torna-se necessária uma desacomodação por parte de todos os integrantes pertencentes a
este mesmo solo.      Essa desacomodação pode gerar maneiras mais criativas de
entendimento, ocasionando novas ações e atitudes de conscientização.

       Portanto, se vivemos um momento em que todos os seres vivos e não vivos
correm o risco do extermínio total, são necessários novos caminhos de tratamento e
entendimento dos mesmos, adequando-se ao um olhar mais integral do ser, compreendo
24

que somos pertencentes ao mesmo local de vida e, para que ela sobreviva são
necessárias novas concepções.

       É necessário um novo estilo de vida para que se possa almejar uma nova
sociedade. Novas reflexões precisam ser contempladas para além de conceitos e
preconceitos preconcebidos no mundo globalizado atual.

       Moraes (2003) descreve:




                           (...)se queremos formar indivíduos intelectual e humanamente competentes e
                           bem formados, capazes de aceitar desafios, construir e reconstruir teorias,
                           discutir hipóteses, confrontá-las com o real, formar seres em condições de
                           influenciar na construção de uma ciência no futuro ou participar dela, então,
                           necessariamente, o paradigma educacional precisa ser revisto.




       Pensando em como se poderiam rever alguns conceitos tão arraigados pelo
tempo é que surgiu a visão holística de vida, para tentar mudar o paradigma existente
por outra visão de mundo, tornando-o um pouco mais contemplativo e coletivo, como
alternativa de entendimento e de qualidade.

       O olhar holístico nada mais é do que perceber que está se vivendo um momento
em que uma nova consciência deve ser primada e priorizada que é a consciência do
coletivo, do ser integral.

       Essa nova consciência integra a pessoa ao social e ao ambiental, em todos os
seus aspectos, tornando-a realmente parte do todo. Dessa maneira haverá uma
transformação da lei da separatividade, tornando-a uma pessoa relacionada, um mesmo
ser, o próprio universo.

       Retomando na história, o homem desde os primórdios da civilização procura
entender sua existência e o ambiente em que o cerca, principalmente em relação a razão,
sendo que para tudo havia de existir uma explicação. Nessa perspectiva, tinha-se a visão
de que tudo poderia ser reduzido a uma fórmula, a um cálculo, a um procedimento – e
mais do que reduzido, poderia ser dominado. Dominação que passou a ser aplicada
tanto à natureza quanto ao próprio homem. Em sua busca pelo poder, o ser humano
transformou a essência das coisas em mero substrato de dominação e a natureza torna-se
25

também algo matemático. Trata-se do materialismo físico, formando o paradigma
reducionista, predominante até hoje na terra.

       Em resposta a esse abuso de poder surgem diferentes questionamentos,
principalmente em relação ao cuidado com esse espaço que não é só dos homens e sim
de todos os seres que nela habitam. Uma crise no paradigma existente está sendo
pontuada, deixando de lado a posição de seres superiores, pois está se perdendo o lugar
nela. Grande parte dessa problemática advém do antropocentrismo que é levado até as
últimas conseqüências. Esse “homem” considera-se possuidor de grande valor,
desvalorizando todas as outras espécies do planeta, causando devastação e destruição
psíquica, social e ambiental do planeta.

       Quando o ser humano encara o mundo e o seu lugar no mundo como sendo só
seu, ele pode através de seu poder realizar todo o tipo de alteração no equilíbrio do
ambiente.

       Notícias difundem as conseqüências dessa falta de ética entre os homens,
mostrando uma natureza excludente, predatória e miserável que inclusive já está no
limite da sua própria autodestruição.

       Segundo Moraes (2003) “a crise atual é também decorrente de uma crise do
conhecimento, da ignorância de como ocorre o processo de construção do
conhecimento”.

       Dentro desse pensamento, percebe-se que as mudanças necessitam ser feitas,
novos paradigmas precisam de um olhar urgente em relação a toda essa turbulência e
complexidade.

       O homem necessita reconhecer essa realidade, encontrar formas, caminhos de
tratamento mais integrados, sendo pertinente entender-se como sendo parte do mesmo
ser, almejando outro tipo de sociedade, cultivando essa coletividade tão desconhecida
nesse paradigma mecanicista que separa do meio e divide em partes, não oportunizando
mudanças.

       Nesses novos momentos pelo qual o mundo está passando, o panorama já não é
mais tão estanque como era na antiguidade, os paradigmas estão mudando, uma nova
postura está chegando para gerar mais conhecimento e principalmente coesão entre os
26

seres e sua essência. Abre-se então novos debates e discussões a fim de se levantar
novos fundamentos, princípios e idéias que dêem conta de solucionar os emergentes
problemas.

       As mudanças conceituais são provenientes dessas novas discussões, o que acaba
nomeando a chamada crise dos paradigmas. No entender de Moraes (1996, 2003) “a
crise provoca sempre um mal estar na comunidade envolvida, visto que muitos
intelectuais resistem a levantar novos fundamentos, princípios e idéias que dêem conta
de solucionar os emergentes problemas”.

       Por esse viés de pensamento, para poder dinamizar essa forma de entendimento
com relação a esse momento atual, é que se precisa conhecer um pouco mais da visão
holística, pois ela pode tornar-se uma aliada a uma reconstrução da humanidade,
objetivando principalmente a pacificação dessa agonia planetária presente.

       A palavra holística vem do grego holon – e significa inteiro, integral, totalidade,
realidade, que faz referência a um universo feito de conjuntos integrados que não pode
ser reduzida a soma de suas partes, por isso tão necessário se colocar em prática essa
concepção de vida onde existe uma visão mais integrada do ser.

       Dentro de um olhar holístico são consideradas todas as facetas da experiência
humana, não somente o intelecto racional e as responsabilidades de vocação e
cidadania, mas também os aspectos físicos, emocionais, sociais, estéticos, criativos,
intuitivos e espirituais inatos da natureza do ser humano.

       Existe dentro dessa visão, um novo modo de relação com o ser humano,
percebendo-o como ser relacional com o mundo, onde ele está concebido dentro de um
cosmos, da natureza, da sociedade, do outro e de si mesmo, ou seja, existe uma relação
bem mais complexa do macro com o micro onde tudo se funde, tudo se mistura e se
completa.

       A visão holística é fundamentada em uma concepção sistêmica onde vê o mundo
através de relações e de integração, considerando todos os fenômenos como interligados
e que se interligam de uma maneira global, interdependente e inter-relacionado.

       Nessa concepção é demonstrado o interesse em despertar e desenvolver a razão,
os sentimentos e as emoções. Tudo de uma maneira interligada, percebendo-se que
27

cada situação constitui uma oportunidade de aprender e principalmente desenvolver a
cooperação possibilitando o entendimento de que é necessária uma visão completa do
ser.

       É necessária uma compreensão do mundo que seja mais adequada à
sobrevivência humana. (MORAES, 2003).

       Diante das exigências cada vez mais complexas desse mundo em contínuo
desenvolvimento é que se torna de extrema importância procurar novas saídas, possíveis
transformações, tendo a educação como eixo fundamental de um forte processo de
recomposição da humanidade.

       6.1- O PAPEL DA EDUCAÇÃO NOS DIAS ATUAIS

       São muitos os desafios que a humanidade enfrenta nos tempos atuais, em
consonância com as constantes transformações sofridas pela sociedade globalizada.
Dentre esses desafios pode-se citar a educação, pois se percebe que ela também está
sendo manipulada por essa esfera globalizadora, norteada por mídias, marketing e
atenções mais direcionadas ao material e não à essência do ser.

       Constata-se um forte apelo ao consumo, com promessas de resoluções “mágicas
e instantâneas” para todo o tipo de problema enfrentado no cotidiano, gerando um
aprisionamento ideológico e disseminando cada vez mais os valores humanos como
sendo primordiais para a convivência e sobrevivência no planeta em que se vive.

       A sociedade e os modelos contemporâneos acabam por valorizar aquilo que é
quantificável, ou melhor, tudo aquilo que são adquiridos como bens materiais, gerando
obsessão por tecnologias “de ponta” e tudo que gera prazer “instantâneo”.

       Assim é revelado esse cenário sem pilares básicos, com essa exacerbação da
renovação constante e essa sede de consumismo desenfreado, onde se compra não mais
como uma atividade para suprir necessidades e sim mais por compulsão e hábito
estimulado pela classe dominante.
28

       Diante dessa postulação torna-se necessário um repensar no que se está
realmente contribuindo para que essa concepção continue em andamento, dessa maneira
tão “audaciosa” e avalizada por todos.

       Morin (1996) destaca que “reforma de pensamento significa reforma de
educação”, portanto ao pensar-se em novas concepções de entendimento de vida está se
falando também em educação.

       Ao fazer-se essa análise em relação ao momento presenciado denotando
diferentes aspectos, pode-se perceber que a educação pode colaborar para a inserção de
um novo olhar tratando tudo que está em fluxo e refluxo de um modo “mais sublime e
sensível” nascendo então uma concepção mais engrenada com o cosmos, alertando que
é imprescindível para a sobrevivência humana essa renovada compreensão de mundo.

       Segundo Freire (1980 apud Moraes 2003) “uma educação para ser válida precisa
considerar a vocação ontológica do homem, vocação de ser sujeito e as condições em
que vive: neste exato lugar, (...), neste determinado contexto”.

       A visão dentro da totalidade indica que o mundo é dinâmico e nele todos os
objetos estão interconectados em virtude das interações energéticas existentes entre as
diferentes entidades, constituindo uma teia, uma estrutura única de elos invisíveis, de
modo que o universo deve ser pensado com um todo. (MORAES, 2003). Portanto, um
movimento total explica o fato de que todos os aspectos da existência não podem ser
separados uns dos outros e que não há fragmentação e separatividade.

       Destaca-se através dessa visão a necessidade de ver o mundo com um todo
indiviso, no qual todas as partes se fundem, incluindo tanto o observador quanto os
instrumentos que ali estão, em movimento fluente, caracterizando o ir e vir tão
necessários para a existência. A totalidade é onde há movimento de energia, total e
ininterrupta e apregoa que os fenômenos não podem ser separados uns dos outros, não
existindo a fragmentação tão praticada pelo homem atual.

       A visão antes defendida pelo principio da separatividade estabelecido pelo
paradigma cartesiano nextoniano já não tem mais sentido, pois nem a mente não se
separa do corpo, do cérebro e do espírito e nem a natureza.
29

       Através da totalidade tem-se a compreensão de que existem interconexões entre
objetos, sujeitos, corpos que se movimentam, mentes, facilitando diálogos entre todo o
contexto existente na face da terra e também tudo se relaciona e está em renovação
contínua.

       O todo se torna fundamental e todas as propriedades acabem fluindo através
desse todo e fluem dessa relação. Dessa maneira pode-se entender que o mundo é uma
rede de relações e não algo fragmentado (Capra, 1997).

       Moraes (2003) destaca:

                         “se o mundo é concebido em termos de totalidades/partes que se relacionam e
                         na existência de um movimento constante, um fluxo de energia em processo
                         de mudança, então nada é definitivo. Tudo é apenas provável.Em
                         decorrência, é preciso compreender que também o pensamento deve ser
                         entendido como uma atividade estando em processo de vir-a-ser (...)


       Diferentes aspectos vêm afetando a vida das pessoas, gerando problemas em
todos os âmbitos, provocando transtornos e dificuldades que muitas vezes a escola não
sabe como proceder.

       Todos os envolvidos na área da educação estão “assustados” com a violência
dentro e fora da escola, com toda essa instabilidade existente em relação a futuro e a
própria finalidade de sua existência. Para Morin (1996): “A mundialização, a
industrialização, atinge a todos, por esses motivos compartilhamos dos mesmos
problemas e medos”.

       Nota-se uma juventude sem grandes perspectivas, sem condição de pensar em
uma vida diferente – digna e segura, por ventura, enredados no sistema estático que se
apresenta.

       A educação dentro de uma visão de totalidade deixa de ver essa perspectiva
estática e enfoca um procedimento de conhecimento menor para um conhecimento
maior e mais completo.
30

       6.2 - A PERSPECTIVA QUÂNTICA E SUA COLABORAÇÃO NO
RESGATE DO SER HUMANO

       A Teoria Quântica é a tentativa mais completa de desenvolvimento de uma
abordagem global do funcionamento das leis do universo relacionadas à matéria e ao
seu movimento. Segundo David Böhm (1992), é o meio mais básico disponível na
Física para entender as leis do universo. É uma teoria que nos dá as leis das
transformações elementares, o que acontece no micromundo das partículas atômicas e,
desta forma, descreve também o funcionamento interno de tudo o que vemos e, também
fisicamente, como nos afirma Danah Zohar (1994), cientista americana formada em
física e filosofia pelas universidades do MIT e Harvard.

       Este paradigma nos levar a pensar na percepção do mundo como
contextualizado, dentro de uma visão mais ampla e abrangente, destacando a
compreensão ecossistêmica da vida que enfatiza as relações do todo com as partes. É
uma visão ecológica que reconhece a interdependência fundamental de todos os
fenômenos e o perfeito entrosamento dos indivíduos e das sociedades nos processos
cíclicos da natureza. Através desta percepção ecológica, podemos reconhecer a
existência de uma consciência de unidade da teia da vida, a interdependência de suas
múltiplas manifestações, seus ciclos de mudanças e de transformações.

       É enfatizada por este modelo uma nova consciência, uma consciência de estado
de inter-relação e de interdependência essencial a todos os fenômenos - físicos,
biológicos, psicológicos, sociais e culturais. E, desta forma, também os educacionais,
que transcendem fronteiras disciplinares e conceituais.

       Para a cosmovisão quântica no nível individual o importante é o diálogo criativo
entre “mente” e “corpo”, interior e exterior, sujeito e objeto, cérebro direito e esquerdo,
consciente e inconsciente, indivíduo e contexto, e um novo diálogo entre ser humano e
natureza.

       Através dessa visão de totalidade é imposta à educação a tarefa de substituir
compartimentação por integração, desarticulação por articulação, descontinuidade por
continuidade, tanto na parte teórica quanto na práxis da educação. Em termos de macro-
planejamento, esse pensamento evita a concepção de uma política fragmentada,
desarticulada, descontínua e compartimentada. Pressupõem novos estilos de
31

diagnósticos, novos procedimentos metodológicos mais adequados à investigação que
se pretende e que permitem apreender o real em suas múltiplas dimensões, em toda a
sua complexidade, para que possamos identificar necessidades concretas capazes de
subsidiarem a construção de uma política educacional congruente e uma prática
pedagógica mais de acordo com a realidade.

       O indivíduo é compreendido com um ser indiviso, um “aluno-aprendiz” que
constrói conhecimento usando as sensações, as emoções, a razão e a intuição. Também
reconhece a unidualidade cérebro-espírito, o imbricamento da razão com a emoção, a
integração de todo o ser, sua reintegração à sociedade e ao mundo da natureza do qual é
parte. Entende a construção do conhecimento a partir da cooperação dos dois
hemisférios cerebrais, que unidos, apesar da singularidade de cada parte, são
funcionalmente complementares. Permite uma visão mais ampla do mundo e da vida, o
que requer a colaboração da educação no sentido de propiciar uma dialética mais
equilibrada entre ambos, condição fundamental para sobrevivência da humanidade na
busca de soluções aos problemas que nos afligem. Compreende a relação dialética
existente entre sujeito-objeto e processo de construção do conhecimento.

       Outro aspecto relevante a constar deste novo paradigma científico é o
reconhecimento de que a matéria, às vezes, comporta-se ou como onda ou como
partícula, de maneira complementar. É um estado do “ser” e outro do “vir-a-ser”,
constituindo as ondas invisíveis de probabilidade em tudo que cerca a natureza.

       Conseqüentemente, nada no universo opera de modo linear, determinista,
caminha passo a passo e é logicamente reversível. O que se sabe é que todo o universo é
imprevisível, turbulento e criativo. Nada é estático ou fixo e a ocorrência de qualquer
acontecimento ou evento é sempre uma questão de probabilidade.

       Para atendimento do público que está presente nas escolas atuais torna-se
necessário terem-se novos horizontes que possam dar conta dessa caminhada e
consciência, demonstrando novas possibilidades de vida futura, porque a missão da
escola mudou, tornando-se necessário um enfoque mais individual no sujeito com todas
suas singularidades, dotado de inteligências múltiplas e além de tudo um sujeito que
precisa ser coletivo e que está inserido numa ecologia cognitiva rodeado por outros
humanos também integrantes do mesmo ambiente.
32




       Essa proposta percebe a educação como propagadora do sujeito coletivo, aquele
reconhecedor da importância do outro, da relevância do relacionamento social e com a
natureza, favorecendo também o conhecimento interdisciplinar, da intuição e da
criatividade.

       O sujeito indivíduo por sua vez é percebido como constituído de corpo, mente,
sentimento e espírito, dotado de diferentes dimensões que precisam de educação para
desenvolver-se não apenas fisicamente, mas também interiormente, de uma maneira
qualitativa e multidimensional.

       A partir dessa visão ecológica se faz a leitura de mundo em termos de relações e
de integrações, reconhecendo que todos os sistemas naturais estão inseridos numa
totalidade maior, onde a natureza e o eu constituem uma unidade.

       Esse tipo de compreensão provoca profundas mudanças em termos de nossas
percepções e valores, ao perceber o ser humano como parte de uma grande teia, um ser
autônomo, mas integrado e integrante de totalidades maiores, um fio particular numa
teia da qual todos fazemos parte.

       É o entendimento da existência de uma totalidade indivisível que traz uma nova
consciência de encaixamento no Cosmo, que leva à compreensão de uma fraternidade e
solidariedade mais acentuadas, sinalizando a emergência do espiritual como um dos
itens significativos desta nova consciência.

       O despertar dessa consciência emerge a partir de uma nova cosmologia que
oferece uma visão de um mundo unificado, integrado, yin e yang, dinâmico, holístico,
não-hierarquizado, masculino, feminino e espiritual no qual os fenômenos estão
relacionados, vibrando num espaço cheio de energia e vida, onde tudo está em profunda
comunhão. Matéria e espírito já não mais se separam, são partes integrantes de uma
Totalidade Indivisível.
33

       Essa nova consciência reconhece a existência de uma Última Realidade,
popularmente conhecida como Deus, que habita o coração do universo e que, ao mesmo
tempo, está dentro do sagrado existente em cada um de nós.

       Para Paschoalini (2011):




                      O despertar da consciência é algo que não pode ser quantificado ou
                      qualificado, nem mesmo agendado ou prometido. (...)é o caminho sem volta
                      da evolução do Cosmos, do Universo, da vida, do Criador. Todos nós
                      passamos ou passaremos, em algum momento de nossa existência, por essa
                      metamorfose. Fugir de esse despertar é apenas adiar sua chegada. E quanto
                      mais se foge, mais muralhas terão que ser destruídas, mais trincheiras terão
                      que ser suplantadas dentro de você mesmo para alcançar essa dádiva.




       A visão ecológica apregoa também a importância do contexto e na maneira
como as competências humanas evoluem. Ao mesmo tempo, nos mostra “que somos
criaturas de nossa cultura, assim como somos criaturas de nosso cérebro” (Gardner,
1994:37). Reconhece os papéis que desempenham no desenvolvimento das inteligências
humanas, nas estruturas mentais, na evolução das competências intelectuais e,
conseqüentemente, no desenvolvimento individual e grupal.

       Essa nova percepção pode dar origem a uma matriz educacional que vai além
das paredes da escola à procura de uma escola expandida, que amplia os espaços de
convivência e de aprendizagem, que quebra as paredes da escola em direção à
comunidade. Ao mesmo tempo, sinaliza a importância da superação das barreiras
existentes entre escola e comunidade, aluno e professor, escola e escola, país e país.
Reconhece a ampliação dos espaços onde trafega o conhecimento e as mudanças nos
saberes ocasionados pelos avanços das tecnologias da informação e suas diversas
possibilidades de associações, o que vem exigindo novas formas de simbolização e de
representação do conhecimento, geradoras de novos modos de conhecer, que
desenvolvem muito mais a imaginação e a intuição.
34

                                   7 -CAPÍTULO III




 COMO ARTICULAR OS SABERES DA HOLÍSTICA COM A SUPERVISÃO
                                   EDUCACIONAL




       Relacionar os saberes da holística com a supervisão escolar pode-se dizer que é
algo inovador por tratar de um tema ainda em discussão e em estudo.

       Entretanto ao entender-se que a holística está interligada com o meio no qual se
vive de uma maneira global e abrangente já dá para ter-se uma idéia do que se espera
em termos de amplitude de olhar com relação ao ser e suas peculiaridades.

       Trata-se da inferência para além do “ter”, priorizando-se o “ser” propriamente
dito, com todas suas potencialidades inerentes e compreendendo a relação que nele
existe com o cosmos.

       Sabedor dessa nova concepção, ponderando suas particularidades, saberes e
interconexões que os seres experimentam, o supervisor pode entender a holística como
aliada para um nova visão de homem, tratando-o como um ser singular que se constrói e
se transforma, que tem sentimentos, pensa e age, mas que também pode usar a intuição,
pode usar todas as energias que estão disponíveis no universo para o bem coletivo, e não
somente o seu.

       As complexas questões que por ventura assombram os bancos escolares ao
serem reorganizadas de uma maneira holística levarão em conta a totalidade e a
cumplicidade que necessita estar presente em todos os seres que vivem no planeta,
devolvendo à comunidade humana a paz e o bem viver tão vislumbrado e visto como
utopia por alguns.

       Moraes (2004) diz o seguinte a respeito da seriedade dessas questões:

                       Como educadores, temos que pensar seriamente nestas questões se
                       pretendemos educar visando à restauração da inteireza humana, onde
                       pensamentos, emoções intuições e sentimentos estejam em constante diálogo
35

                       em prol da evolução da consciência humana. Portanto é necessário que
                       busquemos novas teorias, novas referências que explicitem, com maior
                       clareza, as questões epistemológicas imbricadas no ato de educar.


       Em prol desse novo conhecimento, o supervisor escolar terá em suas mãos uma
mudança paradigmática, dando margens a um novo entendimento de mundo e
consequentemente novas formulações para a realização humana.

       Para tanto seu olhar e percepção devem partir para o lado da essencialidade e da
existencialidade do ser humano, priorizando a consciência da integralidade do ser e de
sua espiritualidade cósmico-universal, onde aquele olhar tecnicista não pode prevalecer
e sim algo bem mais globalizador e integral. Por esse viés de pensamento, argumenta
Moraes (2004) “(...) ao mudar a emoção, modifica-se o domínio de ação (...)”.

       O ser “essência”, tanto discente quanto docente, quando chega ao supervisor,
não poderá ser visto somente com aquele “momento-situação” e sim como um
“momento-existencial”. Ao mudar o olhar de situação para existência, têm-se uma nova
conotação prevendo-se um todo e não somente uma determinada situação. Ibid p.56
complementa esse pensamento relatando que “as realizações humanas resultam,
portanto, dessa dinâmica relacional provocada pelas mudanças estruturais geradas no
fluir de uma emoção a outra”.

       Torna-se um tanto difícil para o supervisor direcionar seu olhar para além
daquilo tudo que lhe foi apregoado nos meios acadêmicos convencionais, porém ao
partir para esse novo referencial será necessário que ele faça a interiorização dessa
concepção, caminhando em direção de uma consciência mais ecológica e
principalmente geradora da paz no mundo, sentindo assim que algo precisa ser mudado
e sentido em sua totalidade. (Sheldrake, 1990 apud Moraes, 2004) explicita que “na
base dos processos de mudança e de transformação presentes na natureza existe um
fluxo energético onde “a energia é o princípio da mudança, é o princípio causativo de
qualquer processo de transformação”.

       Uma educação holística prevê a integração do ser humano com todos os seres
que convive no planeta, entendendo que para todos há um espaço e um valor. Dessa
maneira dá-se a tranqüilidade de uma vida com paz interior e convivência humana
muito mais significativa.
36




       A ousadia de levar em consideração o paradigma holístico levará a muitas
rupturas e também a busca de valores muito mais universais, principalmente pela noção
de correlação transcendental e ontológica do ser.

       Na holística são apresentadas outras formas de entendimento e compreensão de
vida, unindo ocidente e oriente, e tudo que está na natureza, até mesmo a matéria mais
densa, pois tudo é vibração energética (WEIL, 1997).

       Tudo que flui no universo é advindo da mesma fonte que é a Energia Cósmica
Universal, sendo que ela cria, une, cria e recria, demonstrando que se é pura energia
integrativa.

       Consequentemente, se os seres são integrados, torna-se evidente uma percepção
diferente daqueles que chegam até o supervisor escolar; predominantemente deve ser
percebido o ser com todo o seu panorama de vida e sua história, atendo-se a afirmação
de quanto o ser humano é interdependente ecologicamente.

       Moraes (2004) especifica essa percepção diferente descrevendo o seguinte:

                              Dentro de cada ser humano existe uma ordem implicada onde se
                       encontram os sentimentos, as emoções e os pensamentos em processo, onde
                       estão as alegrias e as tristezas responsáveis pelo colorido da vida. Algo que é
                       mais sutil que a matéria densa que constitui a nossa corporalidade, mas que
                       pertence a uma ordem implicada que se revela mediantes processos
                       reflexivos gerados pela mente, pelas emoções, pelos sentimentos e afetos em
                       constante estado de fluxo.


       Com essa nova visão é de se ressignificar também a ética, entendendo-se a
condição humana como provisória e incerta e sua sobrevivência resultará da emergência
de valores bem mais qualitativos do que quantitativos.

       O especialista supervisor ao caminhar por essa abordagem e entendimento de
vida, se aproximará de outras evidências tão esquecidas pelos seres humanos
consumistas que assim foram doutrinados pelo capitalismo.

       Tais evidências tornarão seu trabalho bem mais proposital e existencial,
realizando realmente sua tarefa para o bem comum e não para somente alguns.
37




       Ao tornar sua prática mais reflexiva ele poderá trabalhar para desenvolver as
potencialidades do ser humano, estimular os seres a aprender a aprender, buscar sua
integração totalizadora, também unificar razão, sensação, sentimento e intuição, e
principalmente despertar uma consciência bem mais transcendental para além do eu
individual passando para uma espiritualidade cósmica e comunitária.

       Haverá para tanto um novo compromisso de respeito à diversidade e
principalmente ao diálogo, buscando um consenso democrático para uma vida mais
digna a todos.

       A visão holística busca uma educação para a paz que requer uma superação de
diferentes valores já preconcebidos como sendo modelos em nossa cultura, levando-se
em conta o tributo a não-violência (nem simbólica, nem física). Moraes (1997) avalia
essa visão como sendo “ uma proposta global, sistêmica, que compreende o perfeito
entrosamento dos indivíduos nos processos cíclicos da natureza, uma proposta capaz de
gerar um novo sistema ético”.

       A assunção vigente nessa concepção será a de se adquirir valores como o
respeito à vida, a cooperatividade social, a harmonia com a natureza, a compaixão, o
amor, a alegria, a sabedoria pessoal e a cultura social fundada na verdade, na justiça, na
beleza e principalmente na solidariedade.

       Ter esse olhar holístico não invalida nenhum conhecimento, respeita a
diversidade cultural e busca o diálogo com todas as culturas, diferentemente da cultura
moderna predominante que vê a cultura oriental como algo inferior.

       Também se pode ponderar que nessa visão o educador e todos os envolvidos na
educação são mediadores da aprendizagem e que todos estão aqui neste planeta para
aprender uns com os outros, dessa maneira todos aprendem e trocam conhecimento,
portanto há de se pensar na atuação dos envolvidos nesse processo porque ela traduz sua
visão de educação. (Moraes, 1997).

       A partir do próprio exemplo com práticas e atuações coerentes em relação a
totalidade, os encontros com os envolvidos com a educação deve levar em conta
algumas singularidades, assim citadas como de extrema valia para esse tipo de
38

concepção e entendimento de vida: inclusividade (tudo é significante); ter um espaço
interior aberto retirando as verdades absolutas e abrindo-se para o novo; ser um ser
caminhante, flexível, com plena atenção a tudo e a todos; ter um bom desenvolvimento
do humor, bastante paciência, humildade, disponibilidade, compromisso e muito
respeito a tudo desde o mais sensível ao mais denso, ecologicamente falando.

       Muito viável essa retomada dos valores humanos para se pôr fim aos enormes
problemas que assolam a sociedade hoje, como por exemplo, o individualismo
exacerbado, a indiferença em relação ao próximo e ao meio ambiente, a violência e a
agressividade tão presente em todos os níveis de relações humanas (ex. entre colegas,
pais e filhos, marido e mulher, patrão e empregado).

       Os valores como honestidade, justiça, compaixão, coragem, respeito se fazem
mais necessários do que nunca no mundo de hoje, tanto para a paz mundial quanto para
a própria paz interior de cada ser que habita esse planeta tão mutilado pelo capitalismo e
valores obsoletos.

       O supervisor escolar precisa ter um entendimento bem mais diferenciado dentro
dessa linha, para poder muitas vezes resgatar os reais propósitos da existência dos seres
e o que isso significa ao cosmos, referenciando a beleza de conviver com as pessoas e
de viver no mundo e fazendo perceber que existe uma interconexão entre os mesmo e o
meio ambiente e um compromisso para com o equilíbrio e o bem estar dos mesmos, a
busca da transcendência e do transcendente, uma atitude de abertura para a vida e o
desenvolvimento de valores universais. Por esse viés de raciocínio Moraes (1997) diz
que “uma educação sem vida produz seres incompetentes, incapazes de pensar,
construir e reconstruir conhecimentos e realizar descobertas científicas”.

       Esse movimento de entendimento de vida, demanda tanto um trabalho interior,
direcionado ao auto-desenvolvimento do indivíduo, como também um trabalho exterior,
ou seja, as ações concretas do mesmo para a melhoria da realidade em que vive.

       Dentro da perspectiva atual, levando-se em conta todo o cenário de miséria e
sofrimento que se está vivendo no planeta, é de extrema urgência pensar-se nessa nova
concepção como uma aliança que veio colaborar com o não extermínio da humanidade.
39




       Pode-se pensar também num currículo diferenciado levando-se em conta esses
novos olhares de vida em grupo, para tanto alguns teóricos da área elencaram algumas
sugestões, a seguir descritas:

       • Modelar, através do exemplo, uma forma de ser menos materialista e mais
centrada no nosso desenvolvimento interior e na qualidade das nossas relações com o
próximo e com o meio onde vivemos (ELKIND, 1992; WOODS e WOODS, 1994;
GANG et al., 1992, STEINER, 1995)

       • Demonstrar um senso de respeito nas relações com as pessoas (ELKIND,
1992) e com o mundo à sua volta.

       • Promover um senso crítico nos alunos de forma a ajudá-los a perceber o quanto
o contexto social e cultural influencia e limita o seu olhar sobre suas possibilidades
(HUEBNER, 1995), necessidades e propósitos.

       • Promover momentos de reflexão onde os alunos busquem a sua verdadeira
identidade e respostas aos seus dilemas, o que pode ser feito, por exemplo, através da
escrita de um diário ou de redações livres (J. MILLER, 2000).

       • Demonstrar, através de nosso exemplo, a importância de se ter a presença no
momento e de se apreciar a beleza das pessoas e do mundo a sua volta.

       • Proporcionar contato com os diferentes tipos de manifestações artísticas
verdadeiramente criativas para contrabalançar o impacto da cultura de massa e estimular
a expressão da criatividade dos alunos (GRIFFIN, 1981).

       • Incentivar o desenvolvimento de atividades artísticas, na medida em que estas
potencialmente promovem autoconhecimento (J. MILLER, 1988) e sugerem diferentes
“formas de se ver e de se ser” (HUEBNER, 1995, p.19).

       • Promover o desenvolvimento de valores humanos universais.

       • Promover leituras e discussões que busquem resgatar um significado profundo
para nossas vidas ao invés de desenvolver temas destituídos de relevância para a
felicidade humana (GRIFFIN, 1981; R. MORAES, 2002).
40




       Com base em tais considerações, o supervisor escolar tem ao seu dispor uma
prática inovadora com o propósito de se construir um “ser-homem” com consciência do
seu papel e da sua importância perante a natureza e vice-versa.

       Sabe-se que existem falhas no sistema educacional e a maneira mais adequada,
tendo em vista esses novos tempos, é aquela em que se redimensiona o trabalho, vendo
tudo que está ao seu redor de maneiras múltiplas e interdisciplinarmente, assumindo
assim um real compromisso com o cosmos. Deixa claro essa argumentação Moraes
(1997) quando explica:

                         Acreditamos na necessidade uma construção e reconstrução do homem e do
                         mundo, tendo como um dos eixos fundamentais a educação, reconhecendo a
                         importância de diálogos que precisam ser restabelecidos, com base em um
                         enfoque mais holístico e em um modo menos fragmentado de ver o mundo e
                         nos posicionarmos diante dele. Já não podemos prescindir de uma visão mais
                         ampla, global, para que a mente humana funcione de modo mais harmonioso
                         no sentido de colaborar para a construção de uma sociedade mais ordenada,
                         justa, humana, fraterna e estável.


       Esse compromisso é transformador porque institucionaliza uma maneira nova
bem mais abrangente de entender por quais movimentos se está passando e como agir
nos momentos de turbulência ou questionamentos.

       As velhas políticas de submissão da classe dominante tornam-se inadequadas no
presente momento, pois seu entendimento limita-se a referenciais consumistas
desvinculados de todo o tipo de espiritualidade, fragmentando as pessoas em aspectos
estritamente de interesse próprio e em nenhum momento de cooperação e união. Urge
um repensar nas práticas educativas com outros tipos de conhecimentos que preencha
mais o “vazio existencial”. Desta maneira IBID (1997) argumenta “que a educação pode
contribuir para corrigir distorções visíveis no mundo de hoje, decorrentes de um
processo de fragmentação de pensamentos permeado por diferença, distinções e
separações que nos leva a ver o mundo em partes desconectadas (...)”.
41

       A pulsão pela união entre razão e sensibilidade presencia-se nesses tempos
atuais, tornando-se algo veementemente necessário para gerar um viver mais
compensador, solidário e competente.




       O envolvimento do supervisor escolar terá que ir para além de seus manuscritos
arrecadados durante seus estudos até então, utilizando muito bom senso e uma liderança
com multiplicidade de olhares, tornando sua ação mais abrangente e ecológica. Ferreira
(2002) orienta que “a esse ser humano – como profissional – cabe a responsabilidade e
o compromisso de tornar o mundo mais humano – ou desumano. Daí a importância de
sua formação e das responsabilidades decorrentes”.

       Quando se fala em ecologia logo se pensa em vida e é esse mesmo o
entendimento dessa ação ecológica, uma ação pela vida como um todo e para todos os
que vivem no planeta Terra.

       A articulação desses saberes holísticos com a supervisão escolar pode e deve
ampliar os horizontes de paradigmas pré-existentes, tornando o cotidiano escolar bem
mais preparado para todas as situações que se apresentem.

       Para que isso aconteça é necessária uma parceria com os mesmos interesses de
interconexão com a essência do ser e para que isso aconteça serão necessários alguns
estudos com todos os envolvidos no processo educativo, levando-os a entender como,
por que e para que modificar seu pensamento/reflexão acerca de todo esse processo.
Nesse sentindo também colabora Mello (2011) acrescentando a importância do
professor e sua ação “a grande questão que se coloca ao supervisor em nossas escolas é
encontrar alternativas de ação que possibilitem ao professor viver a práxis (...) rever a
própria prática”.

       Humanamente será percebido o significado dessa nova concepção, denotando
outros valores para além do conhecimento de conteúdos, que são os valores intrínsecos
à formação do sujeito. Ferreira (2002) sublinha que “neste processo contínuo de
incorporação e superação, o ser humano vai construindo sua visão de mundo como uma
totalidade sempre provisória, porque sempre está em construção e transformação e,
dessa forma vai tornando-se sujeito”.
42

       O mundo escolar não será mais visto como algo engessado em receitas e sem
consistência. Será denotada uma percepção bem mais sensível com tudo e com todos
que pertencem e vivem nesse mesmo meio ambiente.




       A tarefa da supervisão vai deixar então de entender o ser humano como um
indivíduo único e o verá como um ser integral e necessitado de relacionamento social e
ambiental. Consequentemente na hora de apoiar seus posicionamentos em hipóteses de
entendimento poderá captar sinais bem mais sublimes, no intuito de identificar
caminhos para tornar todo o processo de ensino-aprendizagem bem mais prazeroso,
alegre e principalmente com a intencionalidade da construção de um mundo bem
melhor para todo o ser que ali chegar, dando condições para que todos os objetivos
sejam atendidos.

       O propósito de todos os envolvidos no processo educativo deve ser revisto,
oportunizando-se um momento de troca de experiências, rever e repensar no que já foi
feito e todos juntos encontrarem alternativas de ação. (Mello, 2011).

       A tarefa magna do supervisor que é a de planejar, acompanhar, avaliar e
aperfeiçoar o curso das ações educativas levando-se em conta que tipo de “homem” se
deseja formar?” será pautada respeitando o contexto e não inibindo o desenvolvimento
das potencialidades criadoras do ser.

       Cardoso (2011) relata em relação a esse tipo de homem que:

                        Queremos um homem capaz de se transformar num ser responsável por seu
                        próprio destino, a ser realizado mediante um projeto que reflita decisões de
                        autodeterminação, ainda que contingencialmente tomadas; queremos um
                        homem dotado de uma consciência que o impulsione à ação.


       Dessa maneira, constata-se uma real necessidade desse olhar mais alicerçado nos
valores humanos, para que não aconteça novamente o holocausto entendendo-se que
essa possibilidade tornará a vida mais significativa e cooperativa.
43




                           8 - CONSIDERAÇÕES FINAIS




       Através dessa pesquisa percebi que o ser humano encontra-se num momento de
muitas mudanças e transformações, advindas de toda uma inconstância planetária e
principalmente pela aceleração das informações comandadas pelo mundo globalizado,
alienando as pessoas no seu individualismo, consumismo e solidão. Consequentemente
o que chega à escola são frutos de toda essa hipnose coletiva e obscura.

       Para tentar mudar esse paradigma de incompletude e incertezas, “entra em cena”
a concepção holística como uma forte aliada, buscando oferecer reflexões acerca de
todas essas questões/problemas e outros que se encontram sem respostas devido aos
novos tempos apresentados hoje em dia. É um passo à frente, porém sem esquecer o que
ficou para trás.

       Um “limite/alerta” ecoa entrar em ação nesse novo momento para que o risco de
extermínio de tudo e de todos os habitantes da Terra não se aproxime com tanta
velocidade.

       Na escola, ao se deparar com os frutos desse “quase colapso”, por motivos de
inserção nesse contexto social de embelezamento exterior e não interior, os sujeitos
atuantes acabam por não deixar fluir ideias e intuições advindas do cosmos e também
dessa base científica holística, gerando mais e mais frustrações e nenhuma
resolução/atitude sadia para a melhora desse quadro.

       O supervisor escolar, por ter em suas mãos uma liderança, a partir desse novo
olhar poderá contribuir para uma significativa melhoria nesse contexto, construindo
novos pilares de sustentação e principalmente criando situações de reavaliação de ideias
e premissas de viver saudavelmente e feliz com todos os que partilham a vida nesse
planeta.
44




       Entende-se que essa transformação é lenta, pois vai exigir um pensamento
sensível coletivo que é um grande desafio para esse momento tão arraigado ao poder
dominante.

       A eficiência dessa liderança holística somente será alcançada se realmente for
calcada na abertura de novos caminhos de flexibilidade, ética e coletividade, primando
pela vida e pelo espaço concernente a cada ser que se apresenta em sua totalidade.

       Finalizando, poderia concluir que a apropriação dessa nova visão pelo supervisor
escolar certamente o levará a entender de uma maneira integral aquele que a ele chegar
e também compreenderá que “apesar de diferentes, todos, sem exceção, somos iguais”.
45




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  • 1. FACULDADES INTEGRADAS DE JACAREPAGUÁ – FIJ Curso de Pós-Graduação em Supervisão Escolar Luz Mary Padilha Dias OLHARES HOLÍSTICOS NA AÇÃO DO SUPERVISOR ESCOLAR Porto Alegre
  • 2. 2 2012 FACULDADES INTEGRADAS DE JACAREPAGUÁ – FIJ OLHARES HOLÍSTICOS NA AÇÃO DO SUPERVISOR ESCOLAR Monografia apresentada à Faculdade Integrada de Jacarepaguá-FIJ como requisito parcial para a conclusão do curso de pós-graduação lato sensu em Supervisão Escolar Por Luz Mary Padilha Dias Professora Orientadora Kátia Cruz Ponce Porto Alegre 2012
  • 3. 3 RESUMO Este trabalho de conclusão de curso trata da visão holística que o supervisor escolar pode vir a se apropriar para um entendimento diferenciado dos percalços notórios no dia a dia da vida dos integrantes do planeta em geral, que acabam de certa forma recaindo na escola por ser um espaço destinado ao desenvolvimento humano. Devido a tantas incertezas e inquietudes advindas de todo o entrave globalizado é que se torna necessária uma mudança paradigmática, para dar conta desses novos tempos que por ora se apresentam no mundo. A visão holística pode colaborar nesse novo entendimento e atuação mais significativa, trazendo em sua visão um enfoque integral do ser, um enriquecimento de olhares colaboradores para o acolhimento da natureza como um todo. Através dessa concepção tem-se presente uma interconexão entre os seres em todas as suas formas, resguardando-se valores de cuidado e sensibilidade para com todos. A holística é um passo à frente na busca de parcerias que alicercem melhor o ser humano e resgatem valores e concepções de vida muito mais significativas e prazerosas. Por esse viés, para um melhor entendimento desta pesquisa, será apresentado primeiramente um apanhado sobre a história da supervisão escolar - que é o ator principal dessa monografia -, para depois haver uma busca dos significados da holística juntamente com alguns teóricos estudiosos do assunto. Como conclusão poderia dizer-se que a apropriação desse conhecimento novo, alternativo e ecológico torna-se viável nos dias de hoje, objetivando o crescimento de todos os envolvidos com a escola e principalmente com bem-estar planetário, objetivando a integralidade do ser. PALAVRAS-CHAVES: Holística. Novos tempos. Supervisão Escolar.
  • 4. 4 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO............................................................................................................5 2 JUSTIFICATIVA.........................................................................................................8 3 OBJETIVOS GERAIS...............................................................................................11 OBJETIVOS ESPECÍFICOS....................................................................................11 4 METODOLOGIA DA PESQUISA...........................................................................12 5 CAPÍTULO I – DA ORIGEM DA PALAVRA À HISTÓRIA DA SUPERVISÃO ESCOLAR......................................................................................................................13 5.1 – A AÇÃO DO SUPERVISOR NOS TEMPOS ATUAIS...................................16 6 CAPÍTULO II – NOVOS TEMPOS QUE SE APRESENTAM: PINCELADAS HOLÍSTICAS DE ENTENDIMENTO.......................................................................23 6.1 – O PAPEL DA EDUCAÇÃO NOS DIAS ATUAIS........................................27 6.2 – A PERSPECTIVA QUÂNTICA E SUA COLABORAÇÃO NO RESGATE DO SER HUMANO........................................................................................30 7 CAPÍTULO III – COMO ARTICULAR OS SABERES DA HOLÍSTICA COM A SUPERVISÃO ESCOLAR......................................................................................34 8 CONSIDERAÇÕES FINAIS....................................................................................43 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS........................................................................45
  • 5. 5 1 - INTRODUÇÃO “Olhares holísticos na ação do supervisor escolar” prevê um olhar um pouco mais abrangente em termos de educação, porque se vive um momento onde cresce o trabalho da direção pedagógica em termos de conscientização desse novo tempo. Momento histórico de incertezas e a velocidade crescente de diferentes valores não mais tão interpretáveis como antigamente. Nesse atual contexto, onde predominam os valores ambivalentes, torna-se pontual uma atenção especial às idéias alternativas de entendimento para que se possa tornar a educação bem mais prazerosa e principalmente contextualizada com o todo. O Supervisor Escolar é um profissional especializado que além de manter a motivação do corpo docente, deve ser um idealista, definindo claramente que caminhos tomar, que papéis se propõe a desempenhar, buscando constantemente ser transformador, trabalhando em parceria, integrando a escola e a comunidade na qual se insere. No momento atual, para além dessas qualidades tão importantes para o seu dia-a- dia também se pode pensar numa parceria de entendimento dos acontecimentos cotidianos buscando-se uma nova consciência, capaz de captar mais globalmente os movimentos presentes na atmosfera em que está inserido. Um dos assuntos mais discutidos na atualidade é a educação no seu sentido de formação humana, pois educar não é uma tarefa muito fácil, e ter-se a compreensão de que esse humano é um ser integral ainda não está completamente entendido nos meios acadêmicos e profissionais. Existem possibilidades de mudanças, muitas vezes necessitando somente de um envolver-se mais e efetivamente buscar um clima bem mais tranqüilo nos ambientes escolares. Essa tarefa de liderar tendo presente outros olhares alternativos exige comprometimento, perseverança, autenticidade e continuidade. As mudanças não se propagam em um tempo imediato, por isso, as transformações são decorrentes de ações.
  • 6. 6 O começo dessa nova consciência pode advir do supervisor, pois ele tem em suas mãos um cotidiano onde pode auferir diferentes concepções para exercer suas tarefas profissionais, apostando que essas estratégias de entendimento podem ajudar e mudar alguns cenários com sérios problemas. Assim dessa maneira, com esse pensamento bem mais alargado, o supervisor escolar terá suas ações consequentemente ampliadas, podendo apoiar e sugerir novos paradigmas de cotidiano para que tudo fique mais articulado com a realidade apresentada nessa nova era que se apresenta. O desenvolvimento da sociedade moderna representa motivos de muita reflexão, principalmente pelo fato de que a área educacional possui muitos problemas e que diretamente vinculam-se as demais atividades. Com uma preocupação mais humana percebe-se também um conhecimento científico satisfatório, acreditando-se que para além dos conteúdos escolares também existem outros valores intrínsecos à formação do sujeito. Confia-se também na viabilidade de fazer do ambiente escolar um espaço construtivo, que desperte o interesse do educando para aprender e fazer do professor um mediador do saber. Não se trata de ignorar as velhas práticas educacionais e sim despertar para novas aquisições de melhorias para entender o aluno e os envolvidos no processo de ensino/aprendizagem com mais discernimento e integralidade, para que se possa construir uma sociedade onde a pessoa que está vivendo nesse ambiente tenha consciência do seu papel e da importância de tudo que o rodeia. Nesse linear, o supervisor escolar pode promulgar o início de uma nova era educacional, onde haja mais consciência do todo e o ensino seja buscado com qualidade, priorizando o aluno e valorizando as experiências significativas. Muitos são os benefícios obtidos com esse novo olhar, assegurando uma abertura para um mundo mais sensível e ao mesmo tempo consistente, construído com mais respeito e valoração ao meio em que se vive.
  • 7. 7 Este trabalho de conclusão de curso tem como expectativa, promover um entendimento do que se espera desse novo momento em termos de nova era e de como um supervisor escolar pode conscientizar seu olhar para enfim poder captar as mensagens emanadas dos componentes da escola onde exerce seu trabalho, acatando essas linguagens e tornando possível um caminho diferente para um mundo melhor.
  • 8. 8 2 - JUSTIFICATIVA Perceber o outro por vários ângulos na tentativa de explorar suas habilidades e compreender seu momento seria o ideal para entender melhor a dinâmica da vida, e nessa pesquisa, entender melhor a dinâmica da escola e todos os seus envolvidos. Dessa maneira trago à tona um tema que não tem muito apoio bibliográfico no momento, tendo em vista ser algo cientificamente novo e ainda estudado e questionado. Tentarei juntar apoio no que esses diferentes olhares podem contribuir para que exista realmente um caminho carregado de boas intenções para um mundo melhor em termos de educação. Conveniente fazer essa ligação entre esses conhecimentos dessa nova era preparando, quem sabe, o corpo diretivo da escola, em especial os supervisores escolares, para direcionar melhor esse movimento de instabilidades ou múltiplos acontecimentos presentes no dia-a-dia das pessoas. Podemos observar que a tarefa do supervisor não pode ser mais única. O mundo requer outro tipo de profissional. Um profissional que perceba a integralidade dos acontecimentos que ora se apresentam a ele, não deixando que eles sejam vistos de uma maneira estanque para então poder haver uma intervenção bem melhor intencionada. Um supervisor escolar para estar em equilíbrio com esses novos tempos precisa compreender essa mudança de paradigma, ou melhor, essa provisoriedade de entendimentos bem mais relacionados ao contexto em que se vive. Para esse entendimento o supervisor escolar precisa estar aberto, buscando subsídios que possam realçar esses novos aportes, inter-relacionando sua liderança e conhecimento com essa nova consciência para que isso complete sua melhor ação nas situações que se apresentem. Os tempos atuais pulsam por pessoas sensíveis e ao mesmo tempo competentes na sua ação, por vias do diálogo mais humano e inteligível.
  • 9. 9 Esse olhar humanizador e holístico tende a contribuir com a máxima buscada na atualidade que é o bem-viver, estando ligado aos relacionamentos em geral, na tentativa de compreender o que se é apresentado com mais abrangência e pluralidade. Nesse novo milênio é notório esse movimento de atitudes múltiplas e olhares múltiplos, necessitando-se preeminentemente que essa sensibilidade seja buscada e contemplada, aprimorando melhor os entendimentos dos acontecimentos cotidianos. O supervisor escolar, para além de seus conhecimentos acadêmicos e profissionais precisa pensar e deter-se nesses novos tempos e nessas mudanças constantes, para poder intervir nesse processo planetário de inquietações apresentados. As mudanças são necessárias para o crescimento do ser humano, e os apoiadores, mediadores, como sejam chamados, tem que ter essa maneira diferente de olhar para poderem realizar com clareza e equilíbrio suas tarefas. Muitas situações vão se apresentar durante o cotidiano do supervisor escolar, apresentando-se de uma maneira muitas vezes inexplicáveis, porém esse profissional ao ter um olhar mais “apurado”, mais global e integral, poderá ressignificar essas situações, tornando, porque não, sua atuação bem mais completa e certeira. Minha inquietação acerca dessa pesquisa é relacionada com esse novo paradigma emergencial e a contribuição do supervisor escolar, ou seja, de que maneira esse profissional deverá entender esses novos tempos que ora se apresentam. Muitos são os desafios apresentados e serão apresentados tantos outros, por isso essa minha preocupação em ver esses novos conceitos e contribuir de uma maneira mais significativa com a sociedade educativa e a tarefa da supervisão escolar. Pretendo então através dessa monografia trazer um pouco desse novo olhar em educação, percorrendo primeiramente a história do supervisor escolar, como ele presenciava seu cotidiano, tarefas e adjacências, após farei um relato sobre os novos tempos que se apresentam e chegam à escola e por último descreverei os papéis que esses novos supervisores vão percorrer e como isso pode ser visto e articulado.
  • 10. 10 Penso ser de extrema valia esse estudo, tendo em vista a pulsão que se apresenta nos tempos atuais, tornando necessária uma prática mais significativa e humana em se tratando de bancos escolares.
  • 11. 11 3 – OBJETIVOS O objetivo geral deste trabalho é identificar como o supervisor escolar deve agir levando em consideração o novo contexto mundial que se apresenta de uma maneira muito ambígua e imperfeita, observando holisticamente esse novo movimento. Os objetivos específicos são os seguintes: - Relatar historicamente como é a caminhada da supervisão escolar em se tratando de contextos tanto antigos quanto atuais - Identificar qual o novo tempo que ora é vivenciado pela humanidade, em termos de meio ambiente e relações sociais - Relacionar alternativas de entendimento e valoração dos tempos atuais com a supervisão escolar
  • 12. 12 4 - METODOLOGIA DE PESQUISA Esta pesquisa será de cunho bibliográfico, exploratório e qualitativo, onde procurei junto à teoria um suporte para defender as idéias que por ora foram permeadas. Será também uma pesquisa básica, porque objetiva criar um conhecimento novo para o avanço da ciência.
  • 13. 13 5 - CAPÍTULO I DA ORIGEM DA PALAVRA À HISTÓRIA DA SUPERVISÃO ESCOLAR Ao pesquisar-se o termo supervisão, segundo vários dicionários, se pode perceber que o mesmo refere-se a dirigir, orientar, inspecionar. Quanto a origem da palavra encontramos o supervisor como aquele que revisa, aquele que vê, que tem uma “super visão”. Encontramos também a origem etimológica da palavra supervisionar, onde temos: SUPERVISIONAR = SUPERVISAR’ e ‘SUPERVISAR = dirigir ou orientar em plano superior; superintender, supervisionar’. FERREIRA (1993 p.520). Dentro desta perspectiva, Nérici (1974, p. 29), afirma que Supervisão Escolar é a “visão sobre todo o processo educativo, para que a escola possa alcançar os objetivos da educação e os objetivos específicos da própria escola”. Este olhar exclui os sujeitos envolvidos no processo educativo, ou seja, a ‘escola’ e os‘objetivos da educação’ são o foco do trabalho, sem que sejam considerados os professores, alunos, especialistas, demandas sociais ou qualquer outra variável dentro desse processo. Alguns anos depois, já se percebe um avanço em termos de conceituação de Supervisão Escolar, quando Rangel (2001), reconhece a necessidade de relação deste com os outros profissionais da escola: “um trabalho de assistência ao professor, em forma de planejamento, acompanhamento, coordenação, controle, avaliação e atualização do desenvolvimento do processo ensino-aprendizagem”. Esta conceituação propõe que a Supervisão seja percebida levando-se em conta duas outras dimensões: a relação entre os sujeitos, Supervisor – Professor, e o ensino- aprendizagem, objeto de trabalho desses profissionais, ultrapassando a simples execução de tarefas e a ‘fiscalização’ do trabalho realizado.
  • 14. 14 Seguindo nesta linha, Alonso (2003, p. 175) afirma que a Supervisão, dentro de uma perspectiva relacional e construída no cotidiano da escola, (...) vai muito além de um trabalho meramente técnico-pedagógico, como é entendido com freqüência, uma vez que implica uma ação planejada e organizada a partir de objetivos muito claros, assumidos por todo o pessoal escolar, com vista ao fortalecimento do grupo e ao seu posicionamento responsável frente ao trabalho educativo. Desvela-se, assim, a função do Supervisor como referência frente ao grupo e frente ao todo da escola. Este profissional enquanto responsável pela ‘coordenação’ do trabalho pedagógico assume uma liderança, um papel de responsável pela articulação dos saberes dos professores e sua relação com a proposta de trabalho da escola. Alarcão (2004, p. 35), refere-se a este profissional como líder, definindo como objeto de seu trabalho “o desenvolvimento qualitativo da organização escolar e dos que nela realizam seu trabalho de estudar, ensinar ou apoiar a função educativa por meio de aprendizagens individuais e coletivas”. Estas definições revelam um enriquecimento nas atribuições do Supervisor Escolar. Mostra-se na história que a supervisão é uma das atividades mais antigas com a função de ensinar/aprender. Desde a Grécia Antiga, supervisão era considerada como um “treinamento para estudantes” e na Idade Média ela servia para controlar as tarefas realizadas pela escola no sentido de garantir que aspectos religiosos e morais fossem incluídos nos conteúdos ensinados pelos professores aos alunos, considerada dessa maneira como certificadora de execução de ações. O conceito e a ação supervisora sofreram singular evolução ao longo dos anos, até chegar à atual consideração. Pode-se dizer então que as fases distintas que orientaram o trabalho do Supervisor Educacional o fez conduzir sua inserção na Escola, no sistema educacional e junto ao professor sob a forma de distintas concepções. Nérici (1973) estudioso da área da supervisão prevê em sua teoria três concepções/fases históricas de evolução da ação dessa profissão que são relatadas a seguir: ação fiscalizadora, ação construtiva e ação criativa.
  • 15. 15 A fase fiscalizadora foi a primeira a se confundir com inspeção Escolar, interessada mais no c u m p r i m e n t o das leis de ensino, condições do prédio, situação legal dos professores, cumprimento de datas e prazos de a tos Escolares, como provas, transferências, matrículas, férias, documentação dos educandos, etc. (NÉRICI, 1973, p. 30-31). Esta modalidade de Supervisão (também considerada inspeção Escolar) seguia padrões rígidos, inflexíveis e padrão para todo o país, não havendo consideração para as peculiaridades e necessidades de cada região e muito menos as diferenças individuais dos educandos. Sobre a segunda fase, a fase construtiva ou de supervisão orientada, é a que reconhece a necessidade de melhorar a atuação dos professores. Os inspetores Escolares, então, passaram a promover cursos de aperfeiçoamento e atualização dos professores. O Supervisor Escolar deste período era imbuído e responsabilizado por examinar as falhas na atuação dos professores e essas falhas serviram como motivo para a realização de trabalhos e estudos visando à remoção e à solução das mesmas. A concepção que orientou a tercei ra fase, a criativa – também reconhecida como a atual – é aquela em que a Supervisão Educacional se separa da inspeção para montar um serviço que tenha em foco o aperfeiçoamento de todo o processo ensino-aprendizagem, envolvendo todas as pessoas implicadas no mesmo. Pode ser considerada também como uma atuação democrática. A atuação democrática do supervisor, modifica o panorama “sombrio” antes caracterizado, criando um ambiente de compreensão, liberdade, respeito e criatividade que muito facilita o trabalho da supervisão Escolar e do professor, consequentemente. Por isso justifica-se considerar que a Supervisão Educacional, hoje, urge ser criativa, democrática, inovadora, compartilhada e atualizada, a fim de romper com paradigmas e ações fiscalizadoras, autoritárias, alienantes e conservadoras. Como diz Marquez (1970 apud Medina, 1973, p. 31): “supervisão criadora estimula e orienta, de maneira democrática e científica, os mestres, a fim e que se
  • 16. 16 desenvolvam profissionalmente e sejam cada vez mais capazes de obter o maior grau de eficiência no processo de ensino”. O ideal de Supervisão Educacional é promover atividades de crescimento profissional e ambiente de estudo e de estímulo, que incitem os professores a superarem-se constantemente, consequentemente o aluno será privilegiado através de um profissional mais consciente de seus atos e atitudes perante o todo. O mesmo autor está de acordo com as diferentes concepções evolutivas apresentadas por Nérici, e defende que no último momento, o Supervisor Educacional assume um papel mais dedutivo, mais inovador, mais atualizado, onde ele é um pesquisador dentro da escola e da comunidade compreendendo o movimento que envolve as relações entre o professor, aluno e o próprio Supervisor, de forma simultânea. Tem-se, a partir daí, uma Supervisão Educacional que busca reciclar-se para assumir novas funções, novas visões, novos paradigmas, tentando superar o modelo conservador, autoritário e burocrático. 5.1) A AÇÃO DO SUPERVISOR NOS TEMPOS ATUAIS O supervisor, pretende-se entender, que é alguém que vê, olha, contempla. Alguém consciente, acordado, atento. A visão, porém se dá numa amplitude de horizontes que apanha toda a circunstância educativa. Supervisionar implica, portanto, numa posição que possibilite a compreensão de uma abrangência que alcance a realidade educativa global. O profissional se constitui pela sua forma de agir, portanto, o agir determina o ser, pois é na ação concreta que se pode vislumbrar a essência da natureza do agente ativo em uma profissão (GIRARDI, 1982).
  • 17. 17 O seu campo de atuação que é a escola já não é mais o mesmo. O cenário que se apresenta é bem diferente do que existia há tempos atrás. Os alunos e a função social da escola estão bem mais exigente em virtude da realidade a que se está inserida. Nesse âmbito, são necessários supervisores bem mais qualificados, que estejam à altura dessa nova sociedade em transformação. O papel do Supervisor Educacional já passou por muitos caminhos, com ações questionadas e criticadas, mas com uma contribuição especificamente importante a dar no processo educativo. O supervisor escolar dentro desse momento de transformação necessita desempenhar um papel de “intelectual transformador” articulado com uma perspectiva dialógica, a fim de correlacionar àquilo que se apresenta com aquilo que se pode fazer para resolver diferentes situações cotidianas e adjacentes a sua tarefa. Desta maneira concordo com Ferreira (2002) quando diz que “ (...) o ser humano vai construindo sua visão de mundo como uma totalidade sempre provisória, porque está sempre em construção e transformação, e, desta forma, vai tornando-se sujeito”. Historicamente, a função do Supervisor Escolar modificou-se. Seu objeto de trabalho e suas ações, inicialmente voltados para o controle e para a inspeção, passam a ser mais complexos e desafiadores, pois dizem respeito à formação, à orientação, ao acompanhamento do trabalho pedagógico dos professores em serviço, sem contar as novas tecnologias e esses novos “atores” que chegam até a escola vislumbrando um movimento bem mais prazeroso do que aquele outrora encontrado. Ferreira (2002) argumenta que é necessário repensar, redefinir e assumir a educação na realidade (...) é a tarefa mais urgente em busca de um saber crítico que possibilite desenvolver em cada ser humano o que ele possui de mais humano. (Ferreira, 2002 p.20). Consequentemente, nos dias atuais, levarmos o termo supervisão ao “pé da letra”, seria um ato de autoritarismo que colaboraria para que o supervisionado aumentasse seu medo frente ao novo processo, e retornássemos à Idade Média.
  • 18. 18 Supervisionar implica a cooperação em uma reflexão acerca do trabalho realizado, encontrar pontos de preocupação, de angústia que estejam impedindo a realização de tarefas, solucionar dificuldades e tentar ultrapassá-las apesar dos pontos negativos. Dessa maneira, o supervisor deve ampliar os significados do seu olhar, da escuta e ajudar a vencer esses momentos de turbulências que podem surgir no decorrer de todo o processo educativo e seus envolvidos. Assim, pensando na ação do profissional Supervisor Educacional, conforme Girardi (1982), algumas qualidades e aptidões indicam e determinam o seu exercer a ação supervisora, uma vez que destes atributos depende a consecução dos objetivos que permeiam a profissão em si de especialista em Educação: a) Lucidez quanto à Educação O supervisor Educacional é aquele profissional que possui ideias claras quanto à Educação, e opta por uma filosofia para poder saber o que a escola quer obter com seu processo educativo. Para agir corretamente é preciso saber os caminhos de ação. b) Segurança O conhecimento da problemática da educação faz com que o supervisor atue com segurança no planejamento, no assessoramente e na execução dos projetos educativos. Sem ser dono da verdade, o Supervisor Educacional não pode ser apenas opinador, mas, a partir de sua lucidez e conhecimento de suas funções, posiciona-se e motiva para que, estando certo, possa ser seguido tendo em vista sua solidez. c) Consciência do papel das suas funções No plano educacional de uma escola há o lugar específico do supervisor educacional. É preciso que este profissional tenha bem claro qual o espaço a ser ocupado para o exercício de suas funções, pois assim obterá o respeito de outros profissionais, inclusive do professor, obtendo, dessa forma, a h a r m o n i a d e u m t r a b a l h o coletivo.
  • 19. 19 d) Espírito crítico O ser humano se torna mais humano e mais digno de sua natureza à medida que o pensamento rege a sua vida. A capacidade de julgar, de emitir juízo, de a n a l i s a r a p a r t i r d e p r e s s u p o s t o s racionais é que traduz o que seja espírito crítico. O Supervisor Educacional, como profissional da Educação, deverá p o s s u i r t a l e s p í r i t o p a r a também saber transmiti-lo, provocando em sua equipe a capacidade de reflexão e de revisão constante. Ao contribuir para a formação de um professor reflexivo, crítico, pensante, este docente orientará seus alunos na mesma linha de formação, o que resultará na formação de u m ser realmente instruído e capaz de, pelo conhecimento, interferir na r e a l i d a d e e n e l a conviver com sucesso. e) Racionalidade Dada a sua estratégica posição de mediador entre o corpo docente, educandos e Direção, o Supervisor Educacional precisa se constituir no profissional que tem por hábito usar sua razão para não complicar o que é simples, não pulverizar o planejamento de tal forma que perca o sentido de globalidade e não disper sando o trabalho coletivo, que é a b a s e para a consecução dos objetivos educacionais. É necessário, assim, que esse profissional seja um agente simplificador das t a r e f a s e d u c a t i v a s d e t a l f o r m a q u e s u a preocupação fundamental seja alcançar as finalidades e objetivos do processo educativo e não os técnicos em detrimento dos primeiros. f) Diligência Todo o trabalho do Supervisor Educacional exige a marca da dimensão de amor e a f e t o q u e d e v e p e r m e a r t o d a a a t i v i d a d e e d u c a t i v a . S e E d u c a ç ã o é o b r a d e a m o r , d e afetos, de compreensão, a incumbência do Supervisor Educacional é a dimensão amorosa que imprime um trabalho jovial, alegre, estimulante e cooperativo, sem aplausos ou recriminações, a p e n a s p a u t a d o no reconhecimento, na motivação ou na reavaliação e replanejamento de atividades quando necessário.
  • 20. 20 g) Liderança O Supervisor Educacional, na medida em que é capaz de comandar, orientar e estimular toda uma equipe na busca dos objetivos educacionais estará automaticamente exercendo sua liderança, não de forma autoritária, como ser absoluto em suas ideias e preceitos, mas como um profissional seguro das orientações, sugestões e concepções defendidas. O espírito de liderança por competência supõe uma aceitação de todos aqueles com quem compartilha suas ações, uma vez que não se trata de atos impositivos, mas de diálogo e orientação. Torna-se necessário então que o profissional Supervisor traduza esse novo panorama pedagógico e educativo que está em curso na sociedade em promoções e articulações a fim de construir alternativas que ponham a educação a serviço do desenvolvimento real das relações entre as pessoas. É urgente a pensar e fazer concretizar-se em todos os “espaços” possíveis do “espaço globalizado” o projeto humano de uma sociedade humanizada. (FERREIRA, 2002 p.23). Ferreira (2003) elucida que o supervisor precisa ser um constante pesquisador, é necessário que ele antecipe conhecimentos para o grupo de professores, lendo muito, não só sobre conteúdos específicos, mas também livros e diferentes jornais e revistas. Entre suas tarefas estão também a aplicabilidades do projeto da escolar, dar orientações gerais e atuar na formação contínua dos professores. É diante destas responsabilidades que se faz emergir mudanças significativas na formação e postura do supervisor escolar, e com isso reconhecendo seus aspectos gerais, onde Ferreira (2003, p.75) diz: Ressignificar e revalorizar a supervisão, reconceitua-se, de modo a compreendê-la, na sua ação de natureza educativa e, portanto sociopedagógica, no campo didático e curricular do seu trabalho, no seu encaminhamento de coordenador.
  • 21. 21 O Supervisor escolar atual precisa ser um observador da realidade escolar ressignificando seu trabalho através da pesquisa do cotidiano da comunidade onde sua escola está inserida para que possa realizar um trabalho de qualidade. Medina (2002, p. 51) afirma que: [...] é indispensável a ação de um profissional que, além de possuir competência teórica, técnica humana, política, disponha de tempo necessário para tornar possível a relação entre vivencias dos alunos fora da escola e o trabalho do ensinar e aprender na escola. Esse profissional é o pedagogo, que define sua função pedagógica quando contribui para a melhoria do processo de ensinar e aprender por meio de ações que articulam as demandas dos professores com os conteúdos e as disciplinas. Dessa forma, o supervisor escolar precisa verificar analisar e buscar novas propostas de ressignificação do papel da escola, objetivando, através das ações pedagógicas, reflexos positivos na qualidade de ensino ofertada pela instituição de forma coletiva e democrática. Ferreira(apud RANGEL, 2002, p. 09) alerta que: O trabalho dos profissionais da educação – em especial da supervisão educacional – é traduzir o novo processo pedagógico em curso na sociedade mundial, elucidar a quem ele serve, explicitar suas contradições e, com base nas condições concretas dadas, promover necessárias articulações para construir alternativas que ponham a educação a serviço do desenvolvimento de relações verdadeiramente democráticas. A Supervisão Escolar passa então a ser uma ferramenta de atuação e tem como principio o fazer, o agir, o movimentar, o envolver-se, o modificar e para isto é necessário que o supervisor tenha confiança e prestigio com o grupo de trabalho para que o sucesso e a qualidade da educação sejam alcançados. O desafio para o profissional da Supervisão Escolar é enorme, ele terá que muitas vezes estar sintonizado com as necessidades da comunidade e propor projetos que atendam aos anseios de todos que almejam futuro melhor. A escola como espaço social e publico necessita ter esta
  • 22. 22 característica de servir a todos os que a procuram, bem como envolver outros segmentos da sociedade em suas atividades. O Supervisor Escolar, portanto, deve ser esta ponte de acesso entre todos, possibilitando promover a integração dos profissionais da educação verificando as facilidades e dificuldades encontradas pelos mesmos e incentivando e promovendo a formação de pessoas para a sociedade. É indispensável que o supervisor da escola se expresse como educador e especialista. Do supervisor espera-se que aja como “o cimento possível” da passagem para a coletividade dos educadores daquelas iniciativas e realizações que os pequenos grupos das escolas conseguirão produzir por seu apoio e orientação. Do caos teórico – político – institucional com que hoje se debate o supervisor, deverá emergir uma práxis essencialmente pedagógica na qual o ponto obrigatório de referência constituir-se-á no encaminhamento das soluções possíveis para as grandes questões do cotidiano do ensino. Vivem-se momentos onde são necessárias respostas às necessidades hodiernas e através da dinâmica do trabalho em supervisão advindas destas necessidades, presencia- se certa fragilidade. (FERREIRA, 2002). Por isso é notória a inclusão de um repensar na prática dos profissionais da educação.
  • 23. 23 6 - CAPÍTULO II NOVOS TEMPOS QUE SEM APRESENTAM: PINCELADAS HOLÍSTICAS DE ENTENDIMENTO Uma crise existencial está sendo vista na atualidade, onde desconfortos, violências, “corrida desenfreada pelo dinheiro”, banalismo da sexualidade e diferentes devastações estão destruindo o planeta. Percebe-se uma erosão de alicerces levando por diante todo o tipo de intencionalidade que não seja a de aumentar a produtividade, o consumo e riqueza, dissociado de emoções. Existe uma visão predominantemente utilitária, onde o homem tem que ter uma mente técnica e um “coração vazio”, onde prevalece todo o tipo de manipulação para que aumente o desejo por concorrência e corrida pelo consumo desmesurado, não levando em conta que esse pensamento está tomando conta dos sujeitos que povoam esse mesmo território, tornando-se quase que sem controle e conduzindo para o caos. Problemas críticos de ordem social e global estão presentes nesse momento, tornando-se necessário um repensar para uma reconstrução da humanidade em novas bases, principalmente levando-se em conta o que está sendo esquecido e forjado, que é a conexão entre o corpo, mente e alma. Para podermos compreender que algo precisa ser mudado ou transformado torna-se necessária uma desacomodação por parte de todos os integrantes pertencentes a este mesmo solo. Essa desacomodação pode gerar maneiras mais criativas de entendimento, ocasionando novas ações e atitudes de conscientização. Portanto, se vivemos um momento em que todos os seres vivos e não vivos correm o risco do extermínio total, são necessários novos caminhos de tratamento e entendimento dos mesmos, adequando-se ao um olhar mais integral do ser, compreendo
  • 24. 24 que somos pertencentes ao mesmo local de vida e, para que ela sobreviva são necessárias novas concepções. É necessário um novo estilo de vida para que se possa almejar uma nova sociedade. Novas reflexões precisam ser contempladas para além de conceitos e preconceitos preconcebidos no mundo globalizado atual. Moraes (2003) descreve: (...)se queremos formar indivíduos intelectual e humanamente competentes e bem formados, capazes de aceitar desafios, construir e reconstruir teorias, discutir hipóteses, confrontá-las com o real, formar seres em condições de influenciar na construção de uma ciência no futuro ou participar dela, então, necessariamente, o paradigma educacional precisa ser revisto. Pensando em como se poderiam rever alguns conceitos tão arraigados pelo tempo é que surgiu a visão holística de vida, para tentar mudar o paradigma existente por outra visão de mundo, tornando-o um pouco mais contemplativo e coletivo, como alternativa de entendimento e de qualidade. O olhar holístico nada mais é do que perceber que está se vivendo um momento em que uma nova consciência deve ser primada e priorizada que é a consciência do coletivo, do ser integral. Essa nova consciência integra a pessoa ao social e ao ambiental, em todos os seus aspectos, tornando-a realmente parte do todo. Dessa maneira haverá uma transformação da lei da separatividade, tornando-a uma pessoa relacionada, um mesmo ser, o próprio universo. Retomando na história, o homem desde os primórdios da civilização procura entender sua existência e o ambiente em que o cerca, principalmente em relação a razão, sendo que para tudo havia de existir uma explicação. Nessa perspectiva, tinha-se a visão de que tudo poderia ser reduzido a uma fórmula, a um cálculo, a um procedimento – e mais do que reduzido, poderia ser dominado. Dominação que passou a ser aplicada tanto à natureza quanto ao próprio homem. Em sua busca pelo poder, o ser humano transformou a essência das coisas em mero substrato de dominação e a natureza torna-se
  • 25. 25 também algo matemático. Trata-se do materialismo físico, formando o paradigma reducionista, predominante até hoje na terra. Em resposta a esse abuso de poder surgem diferentes questionamentos, principalmente em relação ao cuidado com esse espaço que não é só dos homens e sim de todos os seres que nela habitam. Uma crise no paradigma existente está sendo pontuada, deixando de lado a posição de seres superiores, pois está se perdendo o lugar nela. Grande parte dessa problemática advém do antropocentrismo que é levado até as últimas conseqüências. Esse “homem” considera-se possuidor de grande valor, desvalorizando todas as outras espécies do planeta, causando devastação e destruição psíquica, social e ambiental do planeta. Quando o ser humano encara o mundo e o seu lugar no mundo como sendo só seu, ele pode através de seu poder realizar todo o tipo de alteração no equilíbrio do ambiente. Notícias difundem as conseqüências dessa falta de ética entre os homens, mostrando uma natureza excludente, predatória e miserável que inclusive já está no limite da sua própria autodestruição. Segundo Moraes (2003) “a crise atual é também decorrente de uma crise do conhecimento, da ignorância de como ocorre o processo de construção do conhecimento”. Dentro desse pensamento, percebe-se que as mudanças necessitam ser feitas, novos paradigmas precisam de um olhar urgente em relação a toda essa turbulência e complexidade. O homem necessita reconhecer essa realidade, encontrar formas, caminhos de tratamento mais integrados, sendo pertinente entender-se como sendo parte do mesmo ser, almejando outro tipo de sociedade, cultivando essa coletividade tão desconhecida nesse paradigma mecanicista que separa do meio e divide em partes, não oportunizando mudanças. Nesses novos momentos pelo qual o mundo está passando, o panorama já não é mais tão estanque como era na antiguidade, os paradigmas estão mudando, uma nova postura está chegando para gerar mais conhecimento e principalmente coesão entre os
  • 26. 26 seres e sua essência. Abre-se então novos debates e discussões a fim de se levantar novos fundamentos, princípios e idéias que dêem conta de solucionar os emergentes problemas. As mudanças conceituais são provenientes dessas novas discussões, o que acaba nomeando a chamada crise dos paradigmas. No entender de Moraes (1996, 2003) “a crise provoca sempre um mal estar na comunidade envolvida, visto que muitos intelectuais resistem a levantar novos fundamentos, princípios e idéias que dêem conta de solucionar os emergentes problemas”. Por esse viés de pensamento, para poder dinamizar essa forma de entendimento com relação a esse momento atual, é que se precisa conhecer um pouco mais da visão holística, pois ela pode tornar-se uma aliada a uma reconstrução da humanidade, objetivando principalmente a pacificação dessa agonia planetária presente. A palavra holística vem do grego holon – e significa inteiro, integral, totalidade, realidade, que faz referência a um universo feito de conjuntos integrados que não pode ser reduzida a soma de suas partes, por isso tão necessário se colocar em prática essa concepção de vida onde existe uma visão mais integrada do ser. Dentro de um olhar holístico são consideradas todas as facetas da experiência humana, não somente o intelecto racional e as responsabilidades de vocação e cidadania, mas também os aspectos físicos, emocionais, sociais, estéticos, criativos, intuitivos e espirituais inatos da natureza do ser humano. Existe dentro dessa visão, um novo modo de relação com o ser humano, percebendo-o como ser relacional com o mundo, onde ele está concebido dentro de um cosmos, da natureza, da sociedade, do outro e de si mesmo, ou seja, existe uma relação bem mais complexa do macro com o micro onde tudo se funde, tudo se mistura e se completa. A visão holística é fundamentada em uma concepção sistêmica onde vê o mundo através de relações e de integração, considerando todos os fenômenos como interligados e que se interligam de uma maneira global, interdependente e inter-relacionado. Nessa concepção é demonstrado o interesse em despertar e desenvolver a razão, os sentimentos e as emoções. Tudo de uma maneira interligada, percebendo-se que
  • 27. 27 cada situação constitui uma oportunidade de aprender e principalmente desenvolver a cooperação possibilitando o entendimento de que é necessária uma visão completa do ser. É necessária uma compreensão do mundo que seja mais adequada à sobrevivência humana. (MORAES, 2003). Diante das exigências cada vez mais complexas desse mundo em contínuo desenvolvimento é que se torna de extrema importância procurar novas saídas, possíveis transformações, tendo a educação como eixo fundamental de um forte processo de recomposição da humanidade. 6.1- O PAPEL DA EDUCAÇÃO NOS DIAS ATUAIS São muitos os desafios que a humanidade enfrenta nos tempos atuais, em consonância com as constantes transformações sofridas pela sociedade globalizada. Dentre esses desafios pode-se citar a educação, pois se percebe que ela também está sendo manipulada por essa esfera globalizadora, norteada por mídias, marketing e atenções mais direcionadas ao material e não à essência do ser. Constata-se um forte apelo ao consumo, com promessas de resoluções “mágicas e instantâneas” para todo o tipo de problema enfrentado no cotidiano, gerando um aprisionamento ideológico e disseminando cada vez mais os valores humanos como sendo primordiais para a convivência e sobrevivência no planeta em que se vive. A sociedade e os modelos contemporâneos acabam por valorizar aquilo que é quantificável, ou melhor, tudo aquilo que são adquiridos como bens materiais, gerando obsessão por tecnologias “de ponta” e tudo que gera prazer “instantâneo”. Assim é revelado esse cenário sem pilares básicos, com essa exacerbação da renovação constante e essa sede de consumismo desenfreado, onde se compra não mais como uma atividade para suprir necessidades e sim mais por compulsão e hábito estimulado pela classe dominante.
  • 28. 28 Diante dessa postulação torna-se necessário um repensar no que se está realmente contribuindo para que essa concepção continue em andamento, dessa maneira tão “audaciosa” e avalizada por todos. Morin (1996) destaca que “reforma de pensamento significa reforma de educação”, portanto ao pensar-se em novas concepções de entendimento de vida está se falando também em educação. Ao fazer-se essa análise em relação ao momento presenciado denotando diferentes aspectos, pode-se perceber que a educação pode colaborar para a inserção de um novo olhar tratando tudo que está em fluxo e refluxo de um modo “mais sublime e sensível” nascendo então uma concepção mais engrenada com o cosmos, alertando que é imprescindível para a sobrevivência humana essa renovada compreensão de mundo. Segundo Freire (1980 apud Moraes 2003) “uma educação para ser válida precisa considerar a vocação ontológica do homem, vocação de ser sujeito e as condições em que vive: neste exato lugar, (...), neste determinado contexto”. A visão dentro da totalidade indica que o mundo é dinâmico e nele todos os objetos estão interconectados em virtude das interações energéticas existentes entre as diferentes entidades, constituindo uma teia, uma estrutura única de elos invisíveis, de modo que o universo deve ser pensado com um todo. (MORAES, 2003). Portanto, um movimento total explica o fato de que todos os aspectos da existência não podem ser separados uns dos outros e que não há fragmentação e separatividade. Destaca-se através dessa visão a necessidade de ver o mundo com um todo indiviso, no qual todas as partes se fundem, incluindo tanto o observador quanto os instrumentos que ali estão, em movimento fluente, caracterizando o ir e vir tão necessários para a existência. A totalidade é onde há movimento de energia, total e ininterrupta e apregoa que os fenômenos não podem ser separados uns dos outros, não existindo a fragmentação tão praticada pelo homem atual. A visão antes defendida pelo principio da separatividade estabelecido pelo paradigma cartesiano nextoniano já não tem mais sentido, pois nem a mente não se separa do corpo, do cérebro e do espírito e nem a natureza.
  • 29. 29 Através da totalidade tem-se a compreensão de que existem interconexões entre objetos, sujeitos, corpos que se movimentam, mentes, facilitando diálogos entre todo o contexto existente na face da terra e também tudo se relaciona e está em renovação contínua. O todo se torna fundamental e todas as propriedades acabem fluindo através desse todo e fluem dessa relação. Dessa maneira pode-se entender que o mundo é uma rede de relações e não algo fragmentado (Capra, 1997). Moraes (2003) destaca: “se o mundo é concebido em termos de totalidades/partes que se relacionam e na existência de um movimento constante, um fluxo de energia em processo de mudança, então nada é definitivo. Tudo é apenas provável.Em decorrência, é preciso compreender que também o pensamento deve ser entendido como uma atividade estando em processo de vir-a-ser (...) Diferentes aspectos vêm afetando a vida das pessoas, gerando problemas em todos os âmbitos, provocando transtornos e dificuldades que muitas vezes a escola não sabe como proceder. Todos os envolvidos na área da educação estão “assustados” com a violência dentro e fora da escola, com toda essa instabilidade existente em relação a futuro e a própria finalidade de sua existência. Para Morin (1996): “A mundialização, a industrialização, atinge a todos, por esses motivos compartilhamos dos mesmos problemas e medos”. Nota-se uma juventude sem grandes perspectivas, sem condição de pensar em uma vida diferente – digna e segura, por ventura, enredados no sistema estático que se apresenta. A educação dentro de uma visão de totalidade deixa de ver essa perspectiva estática e enfoca um procedimento de conhecimento menor para um conhecimento maior e mais completo.
  • 30. 30 6.2 - A PERSPECTIVA QUÂNTICA E SUA COLABORAÇÃO NO RESGATE DO SER HUMANO A Teoria Quântica é a tentativa mais completa de desenvolvimento de uma abordagem global do funcionamento das leis do universo relacionadas à matéria e ao seu movimento. Segundo David Böhm (1992), é o meio mais básico disponível na Física para entender as leis do universo. É uma teoria que nos dá as leis das transformações elementares, o que acontece no micromundo das partículas atômicas e, desta forma, descreve também o funcionamento interno de tudo o que vemos e, também fisicamente, como nos afirma Danah Zohar (1994), cientista americana formada em física e filosofia pelas universidades do MIT e Harvard. Este paradigma nos levar a pensar na percepção do mundo como contextualizado, dentro de uma visão mais ampla e abrangente, destacando a compreensão ecossistêmica da vida que enfatiza as relações do todo com as partes. É uma visão ecológica que reconhece a interdependência fundamental de todos os fenômenos e o perfeito entrosamento dos indivíduos e das sociedades nos processos cíclicos da natureza. Através desta percepção ecológica, podemos reconhecer a existência de uma consciência de unidade da teia da vida, a interdependência de suas múltiplas manifestações, seus ciclos de mudanças e de transformações. É enfatizada por este modelo uma nova consciência, uma consciência de estado de inter-relação e de interdependência essencial a todos os fenômenos - físicos, biológicos, psicológicos, sociais e culturais. E, desta forma, também os educacionais, que transcendem fronteiras disciplinares e conceituais. Para a cosmovisão quântica no nível individual o importante é o diálogo criativo entre “mente” e “corpo”, interior e exterior, sujeito e objeto, cérebro direito e esquerdo, consciente e inconsciente, indivíduo e contexto, e um novo diálogo entre ser humano e natureza. Através dessa visão de totalidade é imposta à educação a tarefa de substituir compartimentação por integração, desarticulação por articulação, descontinuidade por continuidade, tanto na parte teórica quanto na práxis da educação. Em termos de macro- planejamento, esse pensamento evita a concepção de uma política fragmentada, desarticulada, descontínua e compartimentada. Pressupõem novos estilos de
  • 31. 31 diagnósticos, novos procedimentos metodológicos mais adequados à investigação que se pretende e que permitem apreender o real em suas múltiplas dimensões, em toda a sua complexidade, para que possamos identificar necessidades concretas capazes de subsidiarem a construção de uma política educacional congruente e uma prática pedagógica mais de acordo com a realidade. O indivíduo é compreendido com um ser indiviso, um “aluno-aprendiz” que constrói conhecimento usando as sensações, as emoções, a razão e a intuição. Também reconhece a unidualidade cérebro-espírito, o imbricamento da razão com a emoção, a integração de todo o ser, sua reintegração à sociedade e ao mundo da natureza do qual é parte. Entende a construção do conhecimento a partir da cooperação dos dois hemisférios cerebrais, que unidos, apesar da singularidade de cada parte, são funcionalmente complementares. Permite uma visão mais ampla do mundo e da vida, o que requer a colaboração da educação no sentido de propiciar uma dialética mais equilibrada entre ambos, condição fundamental para sobrevivência da humanidade na busca de soluções aos problemas que nos afligem. Compreende a relação dialética existente entre sujeito-objeto e processo de construção do conhecimento. Outro aspecto relevante a constar deste novo paradigma científico é o reconhecimento de que a matéria, às vezes, comporta-se ou como onda ou como partícula, de maneira complementar. É um estado do “ser” e outro do “vir-a-ser”, constituindo as ondas invisíveis de probabilidade em tudo que cerca a natureza. Conseqüentemente, nada no universo opera de modo linear, determinista, caminha passo a passo e é logicamente reversível. O que se sabe é que todo o universo é imprevisível, turbulento e criativo. Nada é estático ou fixo e a ocorrência de qualquer acontecimento ou evento é sempre uma questão de probabilidade. Para atendimento do público que está presente nas escolas atuais torna-se necessário terem-se novos horizontes que possam dar conta dessa caminhada e consciência, demonstrando novas possibilidades de vida futura, porque a missão da escola mudou, tornando-se necessário um enfoque mais individual no sujeito com todas suas singularidades, dotado de inteligências múltiplas e além de tudo um sujeito que precisa ser coletivo e que está inserido numa ecologia cognitiva rodeado por outros humanos também integrantes do mesmo ambiente.
  • 32. 32 Essa proposta percebe a educação como propagadora do sujeito coletivo, aquele reconhecedor da importância do outro, da relevância do relacionamento social e com a natureza, favorecendo também o conhecimento interdisciplinar, da intuição e da criatividade. O sujeito indivíduo por sua vez é percebido como constituído de corpo, mente, sentimento e espírito, dotado de diferentes dimensões que precisam de educação para desenvolver-se não apenas fisicamente, mas também interiormente, de uma maneira qualitativa e multidimensional. A partir dessa visão ecológica se faz a leitura de mundo em termos de relações e de integrações, reconhecendo que todos os sistemas naturais estão inseridos numa totalidade maior, onde a natureza e o eu constituem uma unidade. Esse tipo de compreensão provoca profundas mudanças em termos de nossas percepções e valores, ao perceber o ser humano como parte de uma grande teia, um ser autônomo, mas integrado e integrante de totalidades maiores, um fio particular numa teia da qual todos fazemos parte. É o entendimento da existência de uma totalidade indivisível que traz uma nova consciência de encaixamento no Cosmo, que leva à compreensão de uma fraternidade e solidariedade mais acentuadas, sinalizando a emergência do espiritual como um dos itens significativos desta nova consciência. O despertar dessa consciência emerge a partir de uma nova cosmologia que oferece uma visão de um mundo unificado, integrado, yin e yang, dinâmico, holístico, não-hierarquizado, masculino, feminino e espiritual no qual os fenômenos estão relacionados, vibrando num espaço cheio de energia e vida, onde tudo está em profunda comunhão. Matéria e espírito já não mais se separam, são partes integrantes de uma Totalidade Indivisível.
  • 33. 33 Essa nova consciência reconhece a existência de uma Última Realidade, popularmente conhecida como Deus, que habita o coração do universo e que, ao mesmo tempo, está dentro do sagrado existente em cada um de nós. Para Paschoalini (2011): O despertar da consciência é algo que não pode ser quantificado ou qualificado, nem mesmo agendado ou prometido. (...)é o caminho sem volta da evolução do Cosmos, do Universo, da vida, do Criador. Todos nós passamos ou passaremos, em algum momento de nossa existência, por essa metamorfose. Fugir de esse despertar é apenas adiar sua chegada. E quanto mais se foge, mais muralhas terão que ser destruídas, mais trincheiras terão que ser suplantadas dentro de você mesmo para alcançar essa dádiva. A visão ecológica apregoa também a importância do contexto e na maneira como as competências humanas evoluem. Ao mesmo tempo, nos mostra “que somos criaturas de nossa cultura, assim como somos criaturas de nosso cérebro” (Gardner, 1994:37). Reconhece os papéis que desempenham no desenvolvimento das inteligências humanas, nas estruturas mentais, na evolução das competências intelectuais e, conseqüentemente, no desenvolvimento individual e grupal. Essa nova percepção pode dar origem a uma matriz educacional que vai além das paredes da escola à procura de uma escola expandida, que amplia os espaços de convivência e de aprendizagem, que quebra as paredes da escola em direção à comunidade. Ao mesmo tempo, sinaliza a importância da superação das barreiras existentes entre escola e comunidade, aluno e professor, escola e escola, país e país. Reconhece a ampliação dos espaços onde trafega o conhecimento e as mudanças nos saberes ocasionados pelos avanços das tecnologias da informação e suas diversas possibilidades de associações, o que vem exigindo novas formas de simbolização e de representação do conhecimento, geradoras de novos modos de conhecer, que desenvolvem muito mais a imaginação e a intuição.
  • 34. 34 7 -CAPÍTULO III COMO ARTICULAR OS SABERES DA HOLÍSTICA COM A SUPERVISÃO EDUCACIONAL Relacionar os saberes da holística com a supervisão escolar pode-se dizer que é algo inovador por tratar de um tema ainda em discussão e em estudo. Entretanto ao entender-se que a holística está interligada com o meio no qual se vive de uma maneira global e abrangente já dá para ter-se uma idéia do que se espera em termos de amplitude de olhar com relação ao ser e suas peculiaridades. Trata-se da inferência para além do “ter”, priorizando-se o “ser” propriamente dito, com todas suas potencialidades inerentes e compreendendo a relação que nele existe com o cosmos. Sabedor dessa nova concepção, ponderando suas particularidades, saberes e interconexões que os seres experimentam, o supervisor pode entender a holística como aliada para um nova visão de homem, tratando-o como um ser singular que se constrói e se transforma, que tem sentimentos, pensa e age, mas que também pode usar a intuição, pode usar todas as energias que estão disponíveis no universo para o bem coletivo, e não somente o seu. As complexas questões que por ventura assombram os bancos escolares ao serem reorganizadas de uma maneira holística levarão em conta a totalidade e a cumplicidade que necessita estar presente em todos os seres que vivem no planeta, devolvendo à comunidade humana a paz e o bem viver tão vislumbrado e visto como utopia por alguns. Moraes (2004) diz o seguinte a respeito da seriedade dessas questões: Como educadores, temos que pensar seriamente nestas questões se pretendemos educar visando à restauração da inteireza humana, onde pensamentos, emoções intuições e sentimentos estejam em constante diálogo
  • 35. 35 em prol da evolução da consciência humana. Portanto é necessário que busquemos novas teorias, novas referências que explicitem, com maior clareza, as questões epistemológicas imbricadas no ato de educar. Em prol desse novo conhecimento, o supervisor escolar terá em suas mãos uma mudança paradigmática, dando margens a um novo entendimento de mundo e consequentemente novas formulações para a realização humana. Para tanto seu olhar e percepção devem partir para o lado da essencialidade e da existencialidade do ser humano, priorizando a consciência da integralidade do ser e de sua espiritualidade cósmico-universal, onde aquele olhar tecnicista não pode prevalecer e sim algo bem mais globalizador e integral. Por esse viés de pensamento, argumenta Moraes (2004) “(...) ao mudar a emoção, modifica-se o domínio de ação (...)”. O ser “essência”, tanto discente quanto docente, quando chega ao supervisor, não poderá ser visto somente com aquele “momento-situação” e sim como um “momento-existencial”. Ao mudar o olhar de situação para existência, têm-se uma nova conotação prevendo-se um todo e não somente uma determinada situação. Ibid p.56 complementa esse pensamento relatando que “as realizações humanas resultam, portanto, dessa dinâmica relacional provocada pelas mudanças estruturais geradas no fluir de uma emoção a outra”. Torna-se um tanto difícil para o supervisor direcionar seu olhar para além daquilo tudo que lhe foi apregoado nos meios acadêmicos convencionais, porém ao partir para esse novo referencial será necessário que ele faça a interiorização dessa concepção, caminhando em direção de uma consciência mais ecológica e principalmente geradora da paz no mundo, sentindo assim que algo precisa ser mudado e sentido em sua totalidade. (Sheldrake, 1990 apud Moraes, 2004) explicita que “na base dos processos de mudança e de transformação presentes na natureza existe um fluxo energético onde “a energia é o princípio da mudança, é o princípio causativo de qualquer processo de transformação”. Uma educação holística prevê a integração do ser humano com todos os seres que convive no planeta, entendendo que para todos há um espaço e um valor. Dessa maneira dá-se a tranqüilidade de uma vida com paz interior e convivência humana muito mais significativa.
  • 36. 36 A ousadia de levar em consideração o paradigma holístico levará a muitas rupturas e também a busca de valores muito mais universais, principalmente pela noção de correlação transcendental e ontológica do ser. Na holística são apresentadas outras formas de entendimento e compreensão de vida, unindo ocidente e oriente, e tudo que está na natureza, até mesmo a matéria mais densa, pois tudo é vibração energética (WEIL, 1997). Tudo que flui no universo é advindo da mesma fonte que é a Energia Cósmica Universal, sendo que ela cria, une, cria e recria, demonstrando que se é pura energia integrativa. Consequentemente, se os seres são integrados, torna-se evidente uma percepção diferente daqueles que chegam até o supervisor escolar; predominantemente deve ser percebido o ser com todo o seu panorama de vida e sua história, atendo-se a afirmação de quanto o ser humano é interdependente ecologicamente. Moraes (2004) especifica essa percepção diferente descrevendo o seguinte: Dentro de cada ser humano existe uma ordem implicada onde se encontram os sentimentos, as emoções e os pensamentos em processo, onde estão as alegrias e as tristezas responsáveis pelo colorido da vida. Algo que é mais sutil que a matéria densa que constitui a nossa corporalidade, mas que pertence a uma ordem implicada que se revela mediantes processos reflexivos gerados pela mente, pelas emoções, pelos sentimentos e afetos em constante estado de fluxo. Com essa nova visão é de se ressignificar também a ética, entendendo-se a condição humana como provisória e incerta e sua sobrevivência resultará da emergência de valores bem mais qualitativos do que quantitativos. O especialista supervisor ao caminhar por essa abordagem e entendimento de vida, se aproximará de outras evidências tão esquecidas pelos seres humanos consumistas que assim foram doutrinados pelo capitalismo. Tais evidências tornarão seu trabalho bem mais proposital e existencial, realizando realmente sua tarefa para o bem comum e não para somente alguns.
  • 37. 37 Ao tornar sua prática mais reflexiva ele poderá trabalhar para desenvolver as potencialidades do ser humano, estimular os seres a aprender a aprender, buscar sua integração totalizadora, também unificar razão, sensação, sentimento e intuição, e principalmente despertar uma consciência bem mais transcendental para além do eu individual passando para uma espiritualidade cósmica e comunitária. Haverá para tanto um novo compromisso de respeito à diversidade e principalmente ao diálogo, buscando um consenso democrático para uma vida mais digna a todos. A visão holística busca uma educação para a paz que requer uma superação de diferentes valores já preconcebidos como sendo modelos em nossa cultura, levando-se em conta o tributo a não-violência (nem simbólica, nem física). Moraes (1997) avalia essa visão como sendo “ uma proposta global, sistêmica, que compreende o perfeito entrosamento dos indivíduos nos processos cíclicos da natureza, uma proposta capaz de gerar um novo sistema ético”. A assunção vigente nessa concepção será a de se adquirir valores como o respeito à vida, a cooperatividade social, a harmonia com a natureza, a compaixão, o amor, a alegria, a sabedoria pessoal e a cultura social fundada na verdade, na justiça, na beleza e principalmente na solidariedade. Ter esse olhar holístico não invalida nenhum conhecimento, respeita a diversidade cultural e busca o diálogo com todas as culturas, diferentemente da cultura moderna predominante que vê a cultura oriental como algo inferior. Também se pode ponderar que nessa visão o educador e todos os envolvidos na educação são mediadores da aprendizagem e que todos estão aqui neste planeta para aprender uns com os outros, dessa maneira todos aprendem e trocam conhecimento, portanto há de se pensar na atuação dos envolvidos nesse processo porque ela traduz sua visão de educação. (Moraes, 1997). A partir do próprio exemplo com práticas e atuações coerentes em relação a totalidade, os encontros com os envolvidos com a educação deve levar em conta algumas singularidades, assim citadas como de extrema valia para esse tipo de
  • 38. 38 concepção e entendimento de vida: inclusividade (tudo é significante); ter um espaço interior aberto retirando as verdades absolutas e abrindo-se para o novo; ser um ser caminhante, flexível, com plena atenção a tudo e a todos; ter um bom desenvolvimento do humor, bastante paciência, humildade, disponibilidade, compromisso e muito respeito a tudo desde o mais sensível ao mais denso, ecologicamente falando. Muito viável essa retomada dos valores humanos para se pôr fim aos enormes problemas que assolam a sociedade hoje, como por exemplo, o individualismo exacerbado, a indiferença em relação ao próximo e ao meio ambiente, a violência e a agressividade tão presente em todos os níveis de relações humanas (ex. entre colegas, pais e filhos, marido e mulher, patrão e empregado). Os valores como honestidade, justiça, compaixão, coragem, respeito se fazem mais necessários do que nunca no mundo de hoje, tanto para a paz mundial quanto para a própria paz interior de cada ser que habita esse planeta tão mutilado pelo capitalismo e valores obsoletos. O supervisor escolar precisa ter um entendimento bem mais diferenciado dentro dessa linha, para poder muitas vezes resgatar os reais propósitos da existência dos seres e o que isso significa ao cosmos, referenciando a beleza de conviver com as pessoas e de viver no mundo e fazendo perceber que existe uma interconexão entre os mesmo e o meio ambiente e um compromisso para com o equilíbrio e o bem estar dos mesmos, a busca da transcendência e do transcendente, uma atitude de abertura para a vida e o desenvolvimento de valores universais. Por esse viés de raciocínio Moraes (1997) diz que “uma educação sem vida produz seres incompetentes, incapazes de pensar, construir e reconstruir conhecimentos e realizar descobertas científicas”. Esse movimento de entendimento de vida, demanda tanto um trabalho interior, direcionado ao auto-desenvolvimento do indivíduo, como também um trabalho exterior, ou seja, as ações concretas do mesmo para a melhoria da realidade em que vive. Dentro da perspectiva atual, levando-se em conta todo o cenário de miséria e sofrimento que se está vivendo no planeta, é de extrema urgência pensar-se nessa nova concepção como uma aliança que veio colaborar com o não extermínio da humanidade.
  • 39. 39 Pode-se pensar também num currículo diferenciado levando-se em conta esses novos olhares de vida em grupo, para tanto alguns teóricos da área elencaram algumas sugestões, a seguir descritas: • Modelar, através do exemplo, uma forma de ser menos materialista e mais centrada no nosso desenvolvimento interior e na qualidade das nossas relações com o próximo e com o meio onde vivemos (ELKIND, 1992; WOODS e WOODS, 1994; GANG et al., 1992, STEINER, 1995) • Demonstrar um senso de respeito nas relações com as pessoas (ELKIND, 1992) e com o mundo à sua volta. • Promover um senso crítico nos alunos de forma a ajudá-los a perceber o quanto o contexto social e cultural influencia e limita o seu olhar sobre suas possibilidades (HUEBNER, 1995), necessidades e propósitos. • Promover momentos de reflexão onde os alunos busquem a sua verdadeira identidade e respostas aos seus dilemas, o que pode ser feito, por exemplo, através da escrita de um diário ou de redações livres (J. MILLER, 2000). • Demonstrar, através de nosso exemplo, a importância de se ter a presença no momento e de se apreciar a beleza das pessoas e do mundo a sua volta. • Proporcionar contato com os diferentes tipos de manifestações artísticas verdadeiramente criativas para contrabalançar o impacto da cultura de massa e estimular a expressão da criatividade dos alunos (GRIFFIN, 1981). • Incentivar o desenvolvimento de atividades artísticas, na medida em que estas potencialmente promovem autoconhecimento (J. MILLER, 1988) e sugerem diferentes “formas de se ver e de se ser” (HUEBNER, 1995, p.19). • Promover o desenvolvimento de valores humanos universais. • Promover leituras e discussões que busquem resgatar um significado profundo para nossas vidas ao invés de desenvolver temas destituídos de relevância para a felicidade humana (GRIFFIN, 1981; R. MORAES, 2002).
  • 40. 40 Com base em tais considerações, o supervisor escolar tem ao seu dispor uma prática inovadora com o propósito de se construir um “ser-homem” com consciência do seu papel e da sua importância perante a natureza e vice-versa. Sabe-se que existem falhas no sistema educacional e a maneira mais adequada, tendo em vista esses novos tempos, é aquela em que se redimensiona o trabalho, vendo tudo que está ao seu redor de maneiras múltiplas e interdisciplinarmente, assumindo assim um real compromisso com o cosmos. Deixa claro essa argumentação Moraes (1997) quando explica: Acreditamos na necessidade uma construção e reconstrução do homem e do mundo, tendo como um dos eixos fundamentais a educação, reconhecendo a importância de diálogos que precisam ser restabelecidos, com base em um enfoque mais holístico e em um modo menos fragmentado de ver o mundo e nos posicionarmos diante dele. Já não podemos prescindir de uma visão mais ampla, global, para que a mente humana funcione de modo mais harmonioso no sentido de colaborar para a construção de uma sociedade mais ordenada, justa, humana, fraterna e estável. Esse compromisso é transformador porque institucionaliza uma maneira nova bem mais abrangente de entender por quais movimentos se está passando e como agir nos momentos de turbulência ou questionamentos. As velhas políticas de submissão da classe dominante tornam-se inadequadas no presente momento, pois seu entendimento limita-se a referenciais consumistas desvinculados de todo o tipo de espiritualidade, fragmentando as pessoas em aspectos estritamente de interesse próprio e em nenhum momento de cooperação e união. Urge um repensar nas práticas educativas com outros tipos de conhecimentos que preencha mais o “vazio existencial”. Desta maneira IBID (1997) argumenta “que a educação pode contribuir para corrigir distorções visíveis no mundo de hoje, decorrentes de um processo de fragmentação de pensamentos permeado por diferença, distinções e separações que nos leva a ver o mundo em partes desconectadas (...)”.
  • 41. 41 A pulsão pela união entre razão e sensibilidade presencia-se nesses tempos atuais, tornando-se algo veementemente necessário para gerar um viver mais compensador, solidário e competente. O envolvimento do supervisor escolar terá que ir para além de seus manuscritos arrecadados durante seus estudos até então, utilizando muito bom senso e uma liderança com multiplicidade de olhares, tornando sua ação mais abrangente e ecológica. Ferreira (2002) orienta que “a esse ser humano – como profissional – cabe a responsabilidade e o compromisso de tornar o mundo mais humano – ou desumano. Daí a importância de sua formação e das responsabilidades decorrentes”. Quando se fala em ecologia logo se pensa em vida e é esse mesmo o entendimento dessa ação ecológica, uma ação pela vida como um todo e para todos os que vivem no planeta Terra. A articulação desses saberes holísticos com a supervisão escolar pode e deve ampliar os horizontes de paradigmas pré-existentes, tornando o cotidiano escolar bem mais preparado para todas as situações que se apresentem. Para que isso aconteça é necessária uma parceria com os mesmos interesses de interconexão com a essência do ser e para que isso aconteça serão necessários alguns estudos com todos os envolvidos no processo educativo, levando-os a entender como, por que e para que modificar seu pensamento/reflexão acerca de todo esse processo. Nesse sentindo também colabora Mello (2011) acrescentando a importância do professor e sua ação “a grande questão que se coloca ao supervisor em nossas escolas é encontrar alternativas de ação que possibilitem ao professor viver a práxis (...) rever a própria prática”. Humanamente será percebido o significado dessa nova concepção, denotando outros valores para além do conhecimento de conteúdos, que são os valores intrínsecos à formação do sujeito. Ferreira (2002) sublinha que “neste processo contínuo de incorporação e superação, o ser humano vai construindo sua visão de mundo como uma totalidade sempre provisória, porque sempre está em construção e transformação e, dessa forma vai tornando-se sujeito”.
  • 42. 42 O mundo escolar não será mais visto como algo engessado em receitas e sem consistência. Será denotada uma percepção bem mais sensível com tudo e com todos que pertencem e vivem nesse mesmo meio ambiente. A tarefa da supervisão vai deixar então de entender o ser humano como um indivíduo único e o verá como um ser integral e necessitado de relacionamento social e ambiental. Consequentemente na hora de apoiar seus posicionamentos em hipóteses de entendimento poderá captar sinais bem mais sublimes, no intuito de identificar caminhos para tornar todo o processo de ensino-aprendizagem bem mais prazeroso, alegre e principalmente com a intencionalidade da construção de um mundo bem melhor para todo o ser que ali chegar, dando condições para que todos os objetivos sejam atendidos. O propósito de todos os envolvidos no processo educativo deve ser revisto, oportunizando-se um momento de troca de experiências, rever e repensar no que já foi feito e todos juntos encontrarem alternativas de ação. (Mello, 2011). A tarefa magna do supervisor que é a de planejar, acompanhar, avaliar e aperfeiçoar o curso das ações educativas levando-se em conta que tipo de “homem” se deseja formar?” será pautada respeitando o contexto e não inibindo o desenvolvimento das potencialidades criadoras do ser. Cardoso (2011) relata em relação a esse tipo de homem que: Queremos um homem capaz de se transformar num ser responsável por seu próprio destino, a ser realizado mediante um projeto que reflita decisões de autodeterminação, ainda que contingencialmente tomadas; queremos um homem dotado de uma consciência que o impulsione à ação. Dessa maneira, constata-se uma real necessidade desse olhar mais alicerçado nos valores humanos, para que não aconteça novamente o holocausto entendendo-se que essa possibilidade tornará a vida mais significativa e cooperativa.
  • 43. 43 8 - CONSIDERAÇÕES FINAIS Através dessa pesquisa percebi que o ser humano encontra-se num momento de muitas mudanças e transformações, advindas de toda uma inconstância planetária e principalmente pela aceleração das informações comandadas pelo mundo globalizado, alienando as pessoas no seu individualismo, consumismo e solidão. Consequentemente o que chega à escola são frutos de toda essa hipnose coletiva e obscura. Para tentar mudar esse paradigma de incompletude e incertezas, “entra em cena” a concepção holística como uma forte aliada, buscando oferecer reflexões acerca de todas essas questões/problemas e outros que se encontram sem respostas devido aos novos tempos apresentados hoje em dia. É um passo à frente, porém sem esquecer o que ficou para trás. Um “limite/alerta” ecoa entrar em ação nesse novo momento para que o risco de extermínio de tudo e de todos os habitantes da Terra não se aproxime com tanta velocidade. Na escola, ao se deparar com os frutos desse “quase colapso”, por motivos de inserção nesse contexto social de embelezamento exterior e não interior, os sujeitos atuantes acabam por não deixar fluir ideias e intuições advindas do cosmos e também dessa base científica holística, gerando mais e mais frustrações e nenhuma resolução/atitude sadia para a melhora desse quadro. O supervisor escolar, por ter em suas mãos uma liderança, a partir desse novo olhar poderá contribuir para uma significativa melhoria nesse contexto, construindo novos pilares de sustentação e principalmente criando situações de reavaliação de ideias e premissas de viver saudavelmente e feliz com todos os que partilham a vida nesse planeta.
  • 44. 44 Entende-se que essa transformação é lenta, pois vai exigir um pensamento sensível coletivo que é um grande desafio para esse momento tão arraigado ao poder dominante. A eficiência dessa liderança holística somente será alcançada se realmente for calcada na abertura de novos caminhos de flexibilidade, ética e coletividade, primando pela vida e pelo espaço concernente a cada ser que se apresenta em sua totalidade. Finalizando, poderia concluir que a apropriação dessa nova visão pelo supervisor escolar certamente o levará a entender de uma maneira integral aquele que a ele chegar e também compreenderá que “apesar de diferentes, todos, sem exceção, somos iguais”.
  • 45. 45 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS AGUIAR, Márcia Ângela da S. e Naura Syria Carapeto Ferreira (orgs.) Para onde vão a orientação educacional e a supervisão educacional? Campinas: Papirus, 2002 – Coleção Magistério Formação e Trabalho Pedagógico) ALARCÃO, Isabel. Do olhar supervisivo ao olhar sobre supervisão. In: Supervisão pedagógica: princípios e práticas. 4. ed. Campinas: 2004, p. 11-55. ALONSO, Myrtes. A supervisão e o desenvolvimento profissional do professor. In: FERREIRA, Naura Syria Carapeto (org.). Supervisão educacional para uma escola de qualidade: da formação à ação. 4. ed. São Paulo: Cortez, 2003. ALVES, Nilda. (coord.) Guiomar N.Mello.Teresa Roserley Neubauer da Silva. Antonio Carlos Caruso Ronca. Carlos Luiz M. S. Gonçalves. Newton Cesar Balzan. Maria Violeta Villas Boas. Heloisa Cardoso. Celestino Alves da Silva Junior. Educação e supervisão: o trabalho coletivo na escola. 13 ed. São Paulo: Cortez, 2011. BOHN, David. A totalidade e a ordem implicada: Uma nova percepção da realidade. São Paulo: Cultrix, 1992. BRANDÃO, Denis; CREMA, Roberto. O novo paradigma holístico: Ciência, Filosofia, Arte e Mística. São Paulo: Summus, 1991 CAPRA, Fritjof. O Ponto de Mutação. A Ciência, a Sociedade e a Cultura Emergente. 12ª edição, São Paulo, Cultrix, 1991. _____________. O Tao da Física.Um Paralelo entre a Física Moderna e o Misticismo Oriental. 11ª edição, São Paulo, Cultrix, 1990. _____________. A Teia da Vida. Uma Nova Compreensão dos Sistemas Vivos. 9ª edição, São Paulo, Cultrix, 1997. CARDOSO, Clodoaldo. A canção da inteireza: uma visão holística da educação. São Paulo: Summus, 1995. FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo dicionário da língua portuguesa. 3 ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1993. FERREIRA, Naura Syria Carapeto. Supervisão educacional: uma reflexão crítica. 12 ed., Petrópolis: Vozes, 1987.
  • 46. 46 _________. Naura Syria Carapeto. O papel do supervisor no atual contexto brasileiro. In: Cadernos CEDES (7), 4. ed , Campinas: Papirus, 1991. _________. Naura. Cidadania: uma questão para educação. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1993. _________. Naura Syria Carapeto; AGUIAR, Márcia Ângela da S. Gestão da educação: impasses, perspectivas e compromissos. 3.ed. São Paulo: Cortez, 2001. _________.Naura Syria Carapeto; AGUIAR, Márcia Ângela da S. Para onde vão a orientação e a supervisão educacional? Campinas, SP: Papirus, 2002. _________.Naura Syria Carapeto. Supervisão educacional no Brasil: trajetória de compromissos no domínio das políticas públicas e da administração da educação. _________.Naura Syria Carapeto. (org). Supervisão educacional para uma escola de qualidade. 4 ed. São Paulo: Cortez, 2003. DEMO, Pedro. Conhecimento moderno: sobre ética e intervenção do conhecimento. Petrópolis: Vozes, 1997. _______. Desafios modernos na educação. Petrópolis: Vozes, 1993. FREIRE, Paulo; SHOR, Ira. Medo e Ousadia: O Cotidiano do professor. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1986, 224 GARDNER, H. Estruturas da Mente: A Teoria das Inteligências Múltiplas. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 1994. GIOVANI, Luciana. Do professor informante ao professor parceiro: reflexões sobre o papel da universidade para o desenvolvimento profissional do professor e as mudanças nas escolas. Cadernos Cedes, Campinas, v. 19, n. 44, abr. 1998. MATURANA, Humberto. Emoções e Linguagem na Educação e na Política. Belo Horizonte, UFMG, 1998 MEDINA, Antónia da Silva. Supervisão Escolar, da acção exercida à acção repensada. Porto Alegre: AGE, 2002. MYZUKAMI, Maria da Graça; RODRIGUES, Aline (Org.). Formação de professores: tendências atuais. São Carlos: Ed. UFSCar, 1996. MORAES, Maria Cândida. O paradigma emergente. Campinas: Papirus, 1997. ________. M.C. e Torre, S. de la. (2002). “Sentipensar bajo la mirada autopoiética o como reencantar creativamente la educación”.Creatividad y sociedad. v.2, pp. 45- 56, Revista de la Asociación para la Creatividad. Madrid.
  • 47. 47 ________.M.C. (2003). Educar na biologia do amor e da solidariedade. Petrópolis/RJ.: Editora Vozes. _________.M.C. (2004). O pensamento eco-sistêmico: educação, aprendizagem e cidadania no século XXI. Petrópolis/RJ: Editora Vozes. MORIN, Edgar. Ciência com consciência. Ed. revista e modificada pelo autor. – Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1996 a. Nérici, Imídeo G. Introdução à Supervisão Escolar. São Paulo: Atlas, 1973 _____. Imídeo G. Introdução à Orientação Educacional. São Paulo, SP. Editora Atlas S.A, 1974 NÓVOA, Antonio. Os professores e a sua formação. Lisboa: Dom Quixote, 1992. PIMENTEL, Maria da Glória. O professor em construção. Campinas: Papirus, 1993. PRIGOGINE, Ilya. O reencantamento da natureza. In: WERBER, R. (Org.). Diálogos com cientistas e sábios: a busca da unidade perdida. São Paulo: Cultrix, 1986. RANGEL, M.; ALARCÃO Izabel; LIMA, Elma; FERREIRA, Naura, S. C. Supervisão pedagógica. Campinas - SP: Papirus, 2001 ________. Mary (Org.). Supervisão pedagógica: princípios e práticas. Campinas: Papirus, 2002. SACRISTÁN, Gimeno; GÓMEZ, Pérez. Compreender e transformar o ensino. Trad. Ernani F. Fonseca Rosa. 4. ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998. SANTOS, Boaventura de Souza. Um discurso sobre as ciências. Porto: Afrontamento, 1987. ______. Introdução a uma ciência pós-moderna. Rio de Janeiro: Graal, 1997. ZOHAR, D. O ser quântico. São Paulo: Nova Cultural, 1994. WEIL, Pierre. A arte de viver em paz: por uma nova consciência, por uma nova educação. São Paulo: Gente, 1993. ______. A Consciência Cósmica: introdução à psicologia transpessoal. Petrópolis, RJ: Vozes, 1997 http://centroelemental.blogspot.com.br/2011/09/o-despertar-da-consciencia.html Alex Francisco Paschoalini, Professor, Psicoterapeuta Holístico acessado em 01/05/2012. http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/agosto/dia-do-supervisor-educacional-3.php acessado em 06/03/2012.