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NÍVEIS DE
BIOSSEGURANÇA
NÍVEIS DE
BIOSSEGURANÇA
GRUPO DE RISCO 1
Riscos: individual e comunitário baixos
# Microorganismos que têm probabilidade nula ou
baixa de provocar doenças para o homem e que
não constituem risco para o meio ambiente.
Ex. Lactobacillus
RISCOS BIOLÓGICOS: CLASSIFICAÇÃORISCOS BIOLÓGICOS: CLASSIFICAÇÃO
• Os Lactobacilos constituem um importante grupo de
bactérias ácido láticas, estando amplamente
difundidos na natureza.
• Muitas espécies têm aplicações na indústria de
alimentos sendo utilizadas como culturas iniciadoras
em leites fermentados, queijos, soro de leite, entre
outros
LactobacillusLactobacillus
GRUPO DE RISCO 2
Riscos: individual moderado e comunitário limitado
# Organismos patogênicos, porém geralmente não
apresentam um perigo sério para os indivíduos.
Pode provocar infecções graves, porém já se
conhecem medidas profiláticas adequadas com
risco de propagação limitado ou reduzido.
Ex. Leptospira
RISCOS BIOLÓGICOS: CLASSIFICAÇÃORISCOS BIOLÓGICOS: CLASSIFICAÇÃO
TAMANHO
-0,1 a 0,2 µm de diâmetro
-6 a 20 µm de comprimento
• Zoonose
• Agente etiológico: Leptospira sp.
• Infecta diversos animais e humanos
• Infecção através de contato direto ou água ou solo contaminado com urina
• Doença febril aguda
LeptospiraLeptospira
GRUPO DE RISCO 3
Riscos: individual alto e comunitário limitado
- Organismos patogênicos que costumam provocar
doenças graves, propagada de um hospedeiro
infectado ao outro. Existem medidas profiláticas e
de tratamento bem estabelecidas.
Ex. Bacillus anthracis, HIV, M.tuberculosis
RISCOS BIOLÓGICOS: CLASSIFICAÇÃORISCOS BIOLÓGICOS: CLASSIFICAÇÃO
Bacillus antracis
LETALIDADE
(ANTHRAZ RESPIRATÓRIO)
86-97% sem tratamento
75% com tratamento
BIOTERRORISMO
B. antracis
“De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que 50
kg de esporos, disseminados numa área urbana com 5 milhões de pessoas,
provocariam 250 mil casos de infecção com cerca de 100 mil mortos”
Mycobacterium tuberculosis
ME
• GRUPO DE RISCO 4
Riscos: individual e comunitário elevados
- Agentes infecciosos patogênicos que geralmente
causam doenças graves, sendo facilmente
transmitidas e na maioria dos casos não se
conhece tratamento eficaz e as medidas
profiláticas não estão bem estabelecidas.
Ex. Vírus Ébola
RISCOS BIOLÓGICOS: CLASSIFICAÇÃORISCOS BIOLÓGICOS: CLASSIFICAÇÃO
VÍRUS ÉBOLA
• Febre hemorrágica Ebola (FHE) é uma doença
infecciosa grave muito rara, freqüentemente
fatal, causada pelo vírus Ebola.
Ebola – Folha SP – Dez 2014
• GRUPO DE RISCO 5
Riscos: alto risco de causar doença animal grave
e de disseminação no meio ambiente
- Agentes de doença animal e que embora não
sejam patógenos de importância para o homem,
podem gerar grandes perdas econômicas e na
produção de alimentos.
Ex. Vírus da Gripe Aviária e Vírus da Febre Aftosa
(Gado bovino)
RISCOS BIOLÓGICOS: CLASSIFICAÇÃORISCOS BIOLÓGICOS: CLASSIFICAÇÃO
Gripe aviária causada por uma variedade do vírus Influenza
(H5N1) hospedado por aves, mas que pode infectar diversos
mamíferos.
VÍRUS DA GRIPE AVIÁRIA
"A rapidez é essencial quando se trata de um vírus que vive no ar e tem ação rápida
como o influenza. É provável que as autoridades não tenham a menor chance de barrar
o avanço de uma pandemia nascente se não conseguirem contê-la em 30 dias."
Alguns microorganismos que infectam o ser humano,
o número (carga infectante) e as vias de entrada,
segundo Hirata e Mancini Filho, 2002
Alguns microorganismos que infectam o ser humano,
o número (carga infectante) e as vias de entrada,
segundo Hirata e Mancini Filho, 2002
Doença
/Agente
infeccioso
Carga / Nº de
organismos
Via de
Inoculação
Malária 10 Intravenoso
Sífilis 57 Intradérmico
Febre Tifóide 105 Ingestão
Sarampo 1 Inalação
Poliovírus 2 Ingestão
Influenza A2 790 Inalação
NÍVEIS DE
BIOSSEGURANÇA
NÍVEIS DE
BIOSSEGURANÇA
# Nível de Biossegurança 1 (NB1)
# Nível de Biossegurança 2 (NB2)
# Nível de Biossegurança 3 (NB3)
# Nível de Biossegurança 4 (NB4)
• Nível de contenção laboratorial que se aplica aos
laboratórios de ensino básico, onde são
manipulados os microrganismos pertencentes a
classe de risco 1.
• Não é requerida nenhuma característica de
desenho estrutural, além de um bom
planejamento espacial e funcional e a adoção de
Boas Práticas Laboratoriais.
NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 1 (NB1)NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 1 (NB1)
• Lactobacilos
• Micrococos
• Algumas bactérias anaeróbias
• Microorganismos não patogênicos
NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 1 (NB1)NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 1 (NB1)
Prática Microbiológica Padrão
– Reduzir derramamentos e aerossóis
– Descontaminação diária da superfície de trabalho
– Descontaminação do lixo
– Manter programa controle de insetos/roedores
NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 1 (NB1)NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 1 (NB1)
Barreiras Secundárias
• Laboratório com porta
• Pias para lavar as mãos
• Superfícies fáceis de limpar
• Bancos impermeáveis à água
• Mobiliário resistente
• Janelas fechadas e com telas protetoras
• Construção normal, sem ventilação
NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 1 (NB1)NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 1 (NB1)
NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 1 (NB1)NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 1 (NB1)
FÁCIL DE LIMPAR E
DESCONTAMINAR
FÁCIL DE LIMPAR E
DESCONTAMINAR
• Supervisão
– Pesquisador com treinamento geral em
microbiologia ou ciências afins
• Pessoal de Laboratório
– Com treinamento específico em procedimentos
laboratoriais
NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 1 (NB1)NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 1 (NB1)
• Diz respeito ao laboratório em contenção, onde são
manipulados microrganismos da classe de risco 2.
• Se aplica aos laboratórios clínicos ou hospitalares de
níveis primários de diagnóstico, sendo necessário,
além da adoção das boas práticas, o uso de barreiras
físicas primárias (cabine de segurança biológica e
equipamentos de proteção individual) e secundárias
(desenho estrutural e organização do laboratório).
NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 2 (NB2)NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 2 (NB2)
• Chlamydia pneumoniae, C. trachomatis
• Escherichia coli e outros coliformes fecais
• Helicobacter pylori
• Staphylococcus aureus
• Leptospira
• Treponema pallidum
• Helmintos e protozoários intestinais
• Diversos fungos
• HVA, HVB, HVC, Herpes, Rubéola
NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 2 (NB2)NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 2 (NB2)
Barreiras Secundárias
• Laboratório com portas trancadas
• Pia para lavagem das mãos
• Superfícies de trabalho de fácil manutenção
• Bancos impermeáveis e Mobiliário resistente
• Cabine de segurança instalada
• Iluminação adequada e lava-olhos disponível
• Ar do Laboratório não deve circular em outras
áreas
NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 2 (NB2)NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 2 (NB2)
• Janelas fixas com tela protetora
• Acesso restrito durante o trabalho
• Disponibilidade de autoclave
• Localização separada de área pública
• Ventilação bi-direcional
• Construção e estruturas normais
NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 2 (NB2)NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 2 (NB2)
Barreiras Secundárias
NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 2 (NB2)NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 2 (NB2)
Equipamento de segurança (Barreiras Primárias)
• NB1 MAIS:
• Uso de Cabines de biossegurança (classe II)
para trabalhar com agentes infecciosos
envolvendo:
– Aerossóis e derramamentos
– Grandes volumes
– Altas Concentrações
NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 2 (NB2)NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 2 (NB2)
Práticas Especiais
• Supervisor
– Cientista especializado, com mais
responsabilidades do que para o BSL-1
• Acesso limitado aos imunocomprometidos
• Acesso restrito a não imunizados
• Pessoal de Laboratório
– Deve estar ciente do perigo em potencial
– Deve ter habilidade e prática nas técnicas
NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 2 (NB2)NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 2 (NB2)
NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 2 (NB2)NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 2 (NB2)
• Indicado para trabalho com agentes
infecciosos que possam causar doenças
graves, potencialmente letais, como
resultado da exposição por via de inalação
NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 3 (NB3)NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 3 (NB3)
• Destinado ao trabalho com microrganismos da classe de
risco 3 ou para manipulação de grandes volumes e altas
concentrações de organismos da classe de risco 2.
• Para este nível de contenção são requeridos além dos
itens referidos no nível 2, desenho e construção
laboratoriais especiais.
• Deve ser mantido controle rígido quanto a operação,
inspeção e manutenção das instalações e equipamentos
e o pessoal técnico deve receber treinamento específico
sobre procedimentos de segurança para a manipulação
destes microrganismos.
NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 3 (NB3)NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 3 (NB3)
• Bacillus anthracis
• Clostridium botulinum
• M. bovis (todas as cepas, exceto a BCG), M. tuberculosis
• Fungos: Histoplasma capsulatum
• HIV, HTLV (vírus T-linfotrópicos humanos tipo I )
NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 3 (NB3)NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 3 (NB3)
Barreiras Secundárias
• NB1 e NB2, Mais:
– Prédio separado ou em zona isolada
– Dupla porta de entrada
– Escoamento do ar interno direcionado
– Passagem de ar única
– 10 a 12 trocas de ar/ hora
NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 3 (NB3)NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 3 (NB3)
Barreiras Secundárias
• Proteger equipamentos geradores de aerossol
• Ante-sala do Laboratório, fechada
• Paredes, pisos e tetos resistentes à água e ser
de fácil descontaminação
• Todo material de trabalho colocado dentro da
capela de segurança
• Tubos de aspiração a vácuo protegidos com
desinfetante líquido ou filtro Hepa.
NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 3 (NB3)NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 3 (NB3)
Barreiras Primárias
• Práticas especiais para NB2 mais:
– Utilização de capela de fluxo laminar Classe II
ou III para manipular material infeccioso
– Uso de equipamentos para proteção
respiratória (máscaras com pressão de ar
negativa e filtro)
NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 3 (NB3)NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 3 (NB3)
NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 3 (NB3)NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 3 (NB3)
• Práticas especiais para NB2 mais:
– Trabalhar em capela BS certificada
– Usar equipamento de contenção de
bioaerossol
– Descontaminar imediatamente áreas onde
ocorreram derrame de material contaminado
NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 3 (NB3)NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 3 (NB3)
Práticas Especiais
• Supervisão
– Supervisor:cientista competente/experiente no
trabalho com estes agentes que:
• Estabelece critérios para entrada da amostra
• Restringe o acesso
• Controla procedimentos e regulamentos
• Treina pessoal antecipadamente.
NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 3 (NB3)NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 3 (NB3)
Práticas Especiais
• Pessoal de Laboratório
– Seguir as normas de forma estrita
– Demonstrar habilidade
– Receber treinamento apropriado
– Relatar acidentes
– Participar da vigilância médica
NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 3 (NB3)NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 3 (NB3)
• Laboratório de contenção máxima, destina-se a
manipulação de microrganismos da classe de
risco 4 e 5.
• Onde há o mais alto nível de contenção, além de
representar uma unidade geográfica e
funcionalmente independente de outras áreas.
• Esses laboratórios requerem, além dos requisitos
físicos e operacionais dos níveis de contenção 1,
2 e 3, barreiras de contenção (instalações,
desenho e equipamentos de proteção) e
procedimentos especiais de segurança.
NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 4 (NB4)NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 4 (NB4)
• Somente Vírus
• Agentes de febres hemorrágicas
• Vírus da aftosa
• Vírus Ébola
• Vírus da Gripe aviária H5N1
NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 4 (NB4)NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 4 (NB4)
NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 4 (NB4)NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 4 (NB4)
Barreiras Secundárias
• Mesmas condutas de Classe 1,2,3 mais:
• Prédio separado ou em zona isolada
• Dupla porta de entrada
• Escoamento interno do ar uni direcional
• Passagem de ar individual
• Sistemas altamente aperfeiçoados para
suprimento, exaustão de ar, formação de
vácuo e descontaminação
NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 4 (NB4)NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 4 (NB4)
Barreiras Secundárias
• Fechar hermeticamente os equipamentos
geradores de aerossóis
• Obrigatório utilizar autoclave de dupla porta
• Ante-Sala de entrada fechada, com pisos,
paredes e teto vedados de forma a se obter
espaço lacrado.
• Abertura e fechamento de portas
eletronicamente programado de forma a não
permitir aberturas simultâneas.
NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 4 (NB4)NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 4 (NB4)
Barreiras Secundárias
• Eliminação de líquidos - deve passar por um
método de descontaminação aprovado e
antes do descarte deve haver a certificação
• Instalação de sistema seguro de comunicação
da parte interna com externa do Laboratório
• Manter ligados a geradores, os equipamentos
responsáveis pelo insuflamento de ar e
abertura de portas.
NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 4 (NB4)NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 4 (NB4)
Barreiras Primárias
• As já utilizadas nas Classes 1,2e 3 mais:
• Cabine de Segurança II ou III para
manipulação de agentes patogênicos
• Utilização de máscara facial com pressão +
• Descontaminação, por produtos químicos ou
vapor em temperaturas elevadas, de todo
líquido eliminado (até água de banho) e
resíduos sólidos
NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 4 (NB4)NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 4 (NB4)
NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 4 (NB4)NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 4 (NB4)
Práticas Especiais
• Acesso controlado. Pessoal entra na primeira
sala. Depois passa a sala onde troca a roupa,
sala de banho (necessário só na saída) e por
fim o Laboratório.
• Todos os suprimentos laboratoriais saem
através autoclave de porta dupla ou câmara
de fumigação.
NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 4 (NB4)NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 4 (NB4)
Práticas Especiais
• SUPERVISOR é cientista competente, treinado
e com larga experiência para trabalhos com
agentes infecciosos que:
• Fiscaliza critérios rigorosos de acesso restrito
• Exige o cumprimento de regulamentos e
procedimentos
• Treina com rigor o pessoal do Laboratório
NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 4 (NB4)NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 4 (NB4)
Práticas Especiais
• Pessoal de Laboratório:
• Deve seguir rigorosamente as normatizações
• Demonstrar eficiência
• Receber treinamento altamente especializado
• Relatar todo e qualquer tipo de acidente
• Receber imunizações
• Participar de vigilância médica
NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 4 (NB4)NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 4 (NB4)
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05. niveis de biosseguranca

  • 2. GRUPO DE RISCO 1 Riscos: individual e comunitário baixos # Microorganismos que têm probabilidade nula ou baixa de provocar doenças para o homem e que não constituem risco para o meio ambiente. Ex. Lactobacillus RISCOS BIOLÓGICOS: CLASSIFICAÇÃORISCOS BIOLÓGICOS: CLASSIFICAÇÃO
  • 3. • Os Lactobacilos constituem um importante grupo de bactérias ácido láticas, estando amplamente difundidos na natureza. • Muitas espécies têm aplicações na indústria de alimentos sendo utilizadas como culturas iniciadoras em leites fermentados, queijos, soro de leite, entre outros LactobacillusLactobacillus
  • 4. GRUPO DE RISCO 2 Riscos: individual moderado e comunitário limitado # Organismos patogênicos, porém geralmente não apresentam um perigo sério para os indivíduos. Pode provocar infecções graves, porém já se conhecem medidas profiláticas adequadas com risco de propagação limitado ou reduzido. Ex. Leptospira RISCOS BIOLÓGICOS: CLASSIFICAÇÃORISCOS BIOLÓGICOS: CLASSIFICAÇÃO
  • 5. TAMANHO -0,1 a 0,2 µm de diâmetro -6 a 20 µm de comprimento • Zoonose • Agente etiológico: Leptospira sp. • Infecta diversos animais e humanos • Infecção através de contato direto ou água ou solo contaminado com urina • Doença febril aguda LeptospiraLeptospira
  • 6. GRUPO DE RISCO 3 Riscos: individual alto e comunitário limitado - Organismos patogênicos que costumam provocar doenças graves, propagada de um hospedeiro infectado ao outro. Existem medidas profiláticas e de tratamento bem estabelecidas. Ex. Bacillus anthracis, HIV, M.tuberculosis RISCOS BIOLÓGICOS: CLASSIFICAÇÃORISCOS BIOLÓGICOS: CLASSIFICAÇÃO
  • 8. BIOTERRORISMO B. antracis “De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que 50 kg de esporos, disseminados numa área urbana com 5 milhões de pessoas, provocariam 250 mil casos de infecção com cerca de 100 mil mortos”
  • 10. • GRUPO DE RISCO 4 Riscos: individual e comunitário elevados - Agentes infecciosos patogênicos que geralmente causam doenças graves, sendo facilmente transmitidas e na maioria dos casos não se conhece tratamento eficaz e as medidas profiláticas não estão bem estabelecidas. Ex. Vírus Ébola RISCOS BIOLÓGICOS: CLASSIFICAÇÃORISCOS BIOLÓGICOS: CLASSIFICAÇÃO
  • 11. VÍRUS ÉBOLA • Febre hemorrágica Ebola (FHE) é uma doença infecciosa grave muito rara, freqüentemente fatal, causada pelo vírus Ebola.
  • 12. Ebola – Folha SP – Dez 2014
  • 13. • GRUPO DE RISCO 5 Riscos: alto risco de causar doença animal grave e de disseminação no meio ambiente - Agentes de doença animal e que embora não sejam patógenos de importância para o homem, podem gerar grandes perdas econômicas e na produção de alimentos. Ex. Vírus da Gripe Aviária e Vírus da Febre Aftosa (Gado bovino) RISCOS BIOLÓGICOS: CLASSIFICAÇÃORISCOS BIOLÓGICOS: CLASSIFICAÇÃO
  • 14. Gripe aviária causada por uma variedade do vírus Influenza (H5N1) hospedado por aves, mas que pode infectar diversos mamíferos. VÍRUS DA GRIPE AVIÁRIA "A rapidez é essencial quando se trata de um vírus que vive no ar e tem ação rápida como o influenza. É provável que as autoridades não tenham a menor chance de barrar o avanço de uma pandemia nascente se não conseguirem contê-la em 30 dias."
  • 15. Alguns microorganismos que infectam o ser humano, o número (carga infectante) e as vias de entrada, segundo Hirata e Mancini Filho, 2002 Alguns microorganismos que infectam o ser humano, o número (carga infectante) e as vias de entrada, segundo Hirata e Mancini Filho, 2002 Doença /Agente infeccioso Carga / Nº de organismos Via de Inoculação Malária 10 Intravenoso Sífilis 57 Intradérmico Febre Tifóide 105 Ingestão Sarampo 1 Inalação Poliovírus 2 Ingestão Influenza A2 790 Inalação
  • 16. NÍVEIS DE BIOSSEGURANÇA NÍVEIS DE BIOSSEGURANÇA # Nível de Biossegurança 1 (NB1) # Nível de Biossegurança 2 (NB2) # Nível de Biossegurança 3 (NB3) # Nível de Biossegurança 4 (NB4)
  • 17. • Nível de contenção laboratorial que se aplica aos laboratórios de ensino básico, onde são manipulados os microrganismos pertencentes a classe de risco 1. • Não é requerida nenhuma característica de desenho estrutural, além de um bom planejamento espacial e funcional e a adoção de Boas Práticas Laboratoriais. NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 1 (NB1)NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 1 (NB1)
  • 18. • Lactobacilos • Micrococos • Algumas bactérias anaeróbias • Microorganismos não patogênicos NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 1 (NB1)NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 1 (NB1)
  • 19. Prática Microbiológica Padrão – Reduzir derramamentos e aerossóis – Descontaminação diária da superfície de trabalho – Descontaminação do lixo – Manter programa controle de insetos/roedores NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 1 (NB1)NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 1 (NB1)
  • 20. Barreiras Secundárias • Laboratório com porta • Pias para lavar as mãos • Superfícies fáceis de limpar • Bancos impermeáveis à água • Mobiliário resistente • Janelas fechadas e com telas protetoras • Construção normal, sem ventilação NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 1 (NB1)NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 1 (NB1)
  • 21. NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 1 (NB1)NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 1 (NB1) FÁCIL DE LIMPAR E DESCONTAMINAR FÁCIL DE LIMPAR E DESCONTAMINAR
  • 22. • Supervisão – Pesquisador com treinamento geral em microbiologia ou ciências afins • Pessoal de Laboratório – Com treinamento específico em procedimentos laboratoriais NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 1 (NB1)NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 1 (NB1)
  • 23. • Diz respeito ao laboratório em contenção, onde são manipulados microrganismos da classe de risco 2. • Se aplica aos laboratórios clínicos ou hospitalares de níveis primários de diagnóstico, sendo necessário, além da adoção das boas práticas, o uso de barreiras físicas primárias (cabine de segurança biológica e equipamentos de proteção individual) e secundárias (desenho estrutural e organização do laboratório). NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 2 (NB2)NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 2 (NB2)
  • 24. • Chlamydia pneumoniae, C. trachomatis • Escherichia coli e outros coliformes fecais • Helicobacter pylori • Staphylococcus aureus • Leptospira • Treponema pallidum • Helmintos e protozoários intestinais • Diversos fungos • HVA, HVB, HVC, Herpes, Rubéola NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 2 (NB2)NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 2 (NB2)
  • 25. Barreiras Secundárias • Laboratório com portas trancadas • Pia para lavagem das mãos • Superfícies de trabalho de fácil manutenção • Bancos impermeáveis e Mobiliário resistente • Cabine de segurança instalada • Iluminação adequada e lava-olhos disponível • Ar do Laboratório não deve circular em outras áreas NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 2 (NB2)NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 2 (NB2)
  • 26. • Janelas fixas com tela protetora • Acesso restrito durante o trabalho • Disponibilidade de autoclave • Localização separada de área pública • Ventilação bi-direcional • Construção e estruturas normais NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 2 (NB2)NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 2 (NB2) Barreiras Secundárias
  • 27. NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 2 (NB2)NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 2 (NB2)
  • 28. Equipamento de segurança (Barreiras Primárias) • NB1 MAIS: • Uso de Cabines de biossegurança (classe II) para trabalhar com agentes infecciosos envolvendo: – Aerossóis e derramamentos – Grandes volumes – Altas Concentrações NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 2 (NB2)NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 2 (NB2)
  • 29. Práticas Especiais • Supervisor – Cientista especializado, com mais responsabilidades do que para o BSL-1 • Acesso limitado aos imunocomprometidos • Acesso restrito a não imunizados • Pessoal de Laboratório – Deve estar ciente do perigo em potencial – Deve ter habilidade e prática nas técnicas NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 2 (NB2)NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 2 (NB2)
  • 30. NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 2 (NB2)NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 2 (NB2)
  • 31. • Indicado para trabalho com agentes infecciosos que possam causar doenças graves, potencialmente letais, como resultado da exposição por via de inalação NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 3 (NB3)NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 3 (NB3)
  • 32. • Destinado ao trabalho com microrganismos da classe de risco 3 ou para manipulação de grandes volumes e altas concentrações de organismos da classe de risco 2. • Para este nível de contenção são requeridos além dos itens referidos no nível 2, desenho e construção laboratoriais especiais. • Deve ser mantido controle rígido quanto a operação, inspeção e manutenção das instalações e equipamentos e o pessoal técnico deve receber treinamento específico sobre procedimentos de segurança para a manipulação destes microrganismos. NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 3 (NB3)NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 3 (NB3)
  • 33. • Bacillus anthracis • Clostridium botulinum • M. bovis (todas as cepas, exceto a BCG), M. tuberculosis • Fungos: Histoplasma capsulatum • HIV, HTLV (vírus T-linfotrópicos humanos tipo I ) NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 3 (NB3)NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 3 (NB3)
  • 34. Barreiras Secundárias • NB1 e NB2, Mais: – Prédio separado ou em zona isolada – Dupla porta de entrada – Escoamento do ar interno direcionado – Passagem de ar única – 10 a 12 trocas de ar/ hora NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 3 (NB3)NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 3 (NB3)
  • 35. Barreiras Secundárias • Proteger equipamentos geradores de aerossol • Ante-sala do Laboratório, fechada • Paredes, pisos e tetos resistentes à água e ser de fácil descontaminação • Todo material de trabalho colocado dentro da capela de segurança • Tubos de aspiração a vácuo protegidos com desinfetante líquido ou filtro Hepa. NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 3 (NB3)NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 3 (NB3)
  • 36. Barreiras Primárias • Práticas especiais para NB2 mais: – Utilização de capela de fluxo laminar Classe II ou III para manipular material infeccioso – Uso de equipamentos para proteção respiratória (máscaras com pressão de ar negativa e filtro) NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 3 (NB3)NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 3 (NB3)
  • 37. NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 3 (NB3)NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 3 (NB3)
  • 38. • Práticas especiais para NB2 mais: – Trabalhar em capela BS certificada – Usar equipamento de contenção de bioaerossol – Descontaminar imediatamente áreas onde ocorreram derrame de material contaminado NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 3 (NB3)NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 3 (NB3)
  • 39. Práticas Especiais • Supervisão – Supervisor:cientista competente/experiente no trabalho com estes agentes que: • Estabelece critérios para entrada da amostra • Restringe o acesso • Controla procedimentos e regulamentos • Treina pessoal antecipadamente. NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 3 (NB3)NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 3 (NB3)
  • 40. Práticas Especiais • Pessoal de Laboratório – Seguir as normas de forma estrita – Demonstrar habilidade – Receber treinamento apropriado – Relatar acidentes – Participar da vigilância médica NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 3 (NB3)NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 3 (NB3)
  • 41. • Laboratório de contenção máxima, destina-se a manipulação de microrganismos da classe de risco 4 e 5. • Onde há o mais alto nível de contenção, além de representar uma unidade geográfica e funcionalmente independente de outras áreas. • Esses laboratórios requerem, além dos requisitos físicos e operacionais dos níveis de contenção 1, 2 e 3, barreiras de contenção (instalações, desenho e equipamentos de proteção) e procedimentos especiais de segurança. NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 4 (NB4)NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 4 (NB4)
  • 42. • Somente Vírus • Agentes de febres hemorrágicas • Vírus da aftosa • Vírus Ébola • Vírus da Gripe aviária H5N1 NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 4 (NB4)NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 4 (NB4)
  • 43. NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 4 (NB4)NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 4 (NB4)
  • 44. Barreiras Secundárias • Mesmas condutas de Classe 1,2,3 mais: • Prédio separado ou em zona isolada • Dupla porta de entrada • Escoamento interno do ar uni direcional • Passagem de ar individual • Sistemas altamente aperfeiçoados para suprimento, exaustão de ar, formação de vácuo e descontaminação NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 4 (NB4)NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 4 (NB4)
  • 45. Barreiras Secundárias • Fechar hermeticamente os equipamentos geradores de aerossóis • Obrigatório utilizar autoclave de dupla porta • Ante-Sala de entrada fechada, com pisos, paredes e teto vedados de forma a se obter espaço lacrado. • Abertura e fechamento de portas eletronicamente programado de forma a não permitir aberturas simultâneas. NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 4 (NB4)NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 4 (NB4)
  • 46. Barreiras Secundárias • Eliminação de líquidos - deve passar por um método de descontaminação aprovado e antes do descarte deve haver a certificação • Instalação de sistema seguro de comunicação da parte interna com externa do Laboratório • Manter ligados a geradores, os equipamentos responsáveis pelo insuflamento de ar e abertura de portas. NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 4 (NB4)NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 4 (NB4)
  • 47. Barreiras Primárias • As já utilizadas nas Classes 1,2e 3 mais: • Cabine de Segurança II ou III para manipulação de agentes patogênicos • Utilização de máscara facial com pressão + • Descontaminação, por produtos químicos ou vapor em temperaturas elevadas, de todo líquido eliminado (até água de banho) e resíduos sólidos NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 4 (NB4)NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 4 (NB4)
  • 48. NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 4 (NB4)NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 4 (NB4)
  • 49. Práticas Especiais • Acesso controlado. Pessoal entra na primeira sala. Depois passa a sala onde troca a roupa, sala de banho (necessário só na saída) e por fim o Laboratório. • Todos os suprimentos laboratoriais saem através autoclave de porta dupla ou câmara de fumigação. NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 4 (NB4)NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 4 (NB4)
  • 50. Práticas Especiais • SUPERVISOR é cientista competente, treinado e com larga experiência para trabalhos com agentes infecciosos que: • Fiscaliza critérios rigorosos de acesso restrito • Exige o cumprimento de regulamentos e procedimentos • Treina com rigor o pessoal do Laboratório NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 4 (NB4)NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 4 (NB4)
  • 51. Práticas Especiais • Pessoal de Laboratório: • Deve seguir rigorosamente as normatizações • Demonstrar eficiência • Receber treinamento altamente especializado • Relatar todo e qualquer tipo de acidente • Receber imunizações • Participar de vigilância médica NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 4 (NB4)NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 4 (NB4)
  • 52. DESCARTE DE MATERIAL BIOLÓGICODESCARTE DE MATERIAL BIOLÓGICO