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BIOSSEGURANÇA

     Prof. Dr. Marcelo R. Guerino
             Mestre em Fisiologia
       Doutor em Bioengenharia
     PhD em Fisiologia Molecular
                              1
BIOSSEGURANÇA




                2
BIOSSEGURANÇA


HISTÓRICO

*Em 1970,o Centro de Controle e
Prevenção de Doenças (CDC), de Atlanta,
EUA, publicou o Manual intitulado
“Técnicas de Isolamento para o uso em
Hospitais”.
                                    3
BIOSSEGURANÇA
                         HISTÓRICO




-Em 1983, surge uma nova revisão do Guia de
Isolamentos, com algumas alterações:

*Abolição do isolamento protetor – justificativa
– infecções endógenas;
*Lavagem das mãos - recomendação única;
*Introdução para isolamento da tuberculose;

                                             4
Riscos

         5
Riscos Químicos e Biológicos em Serviços
de Saúde

Visão Prática dos recursos de segurança



Atividades de risco são as
 capazes de proporcionar
 dano, doença ou morte

                                          6
Riscos Químicos e Biológicos em Serviços de Saúde
Conceitos

   Risco                        Perigo
      É a probabilidade de          É a expressão de uma
    ocorrer um evento bem         qualidade ambiental que
    definido no espaço e no       apresente características
    tempo, que causa dano à       de possível efeito maléfico
    saúde, às unidades            para a saúde e/ou meio
    operacionais ou dano          ambiente
    econômico/financeiro

   Na presença de um perigo não existe risco zero,
    porém existe a possibilidade de minimizá-lo ou
    alterá-lo para níveis considerados aceitáveis
                                                            7
Riscos Químicos e Biológicos em Serviços de Saúde
Conceitos
   É importante que fique clara a diferença entre
    risco e perigo

   Existe perigo na manipulação de determinados
    produtos químicos ou biológicos

   Porém o risco dessa atividade pode ser
    considerado baixo se forem observados todos os
    cuidados necessários e e utilizados os
    equipamentos de proteção adequados

                                                     8
Classificação de Risco
Portaria 3.214/78 do Ministério do Trabalho e Emprego
NR de Medicina e Segurança do Trabalho


   Riscos Físicos (formas de energia como ruídos, vibrações,
    pressões anormais, radiações ionizantes ou não, ultra e
    infra-som (NR-09 e NR-15). Avaliação quantitativa

   Riscos Químicos (substâncias, compostos ou produtos que
    podem penetrar no organismo por via respiratória,
    absorvidos pela pele ou por ingestão, na forma de gases,
    vapores, neblinas, poeiras ou fumos (NR-09, NR-15 e NR-
    32). Avaliação quantitativa e qualitativa



                                                                9
Riscos Químicos e Biológicos em Serviços de Saúde
Classificação de Risco
Portaria 3.214/78 do Ministério do Trabalho e Emprego
NR de Medicina e Segurança do trabalho



     Riscos Biológicos ( bactérias, fungos, bacilos,
      parasitas, protozoários, vírus, etc (NR- 09)

     As classes dos riscos biológicos são:
      patogenicidade para o homem; virulência; modos
      de transmissão; disponibilidade de medidas
      profiláticas eficazes; disponibilidade de
      tratamento eficaz; endemicidade


                                                        10
Riscos Químicos e Biológicos em Serviços de Saúde
Classificação de Risco
Portaria 3.214/78 do Ministério do Trabalho e Emprego
NR de Medicina e Segurança do trabalho

   Riscos Ergonômicos (são elementos físicos e
    organizacionais que interferem no conforto da atividade
    laboral e conseqüentemente nas características
    psicofisiológicas do trabalhador (NR-17 )
     www.mtb.gov.br.bits

   Posto de trabalho inadequado (mobiliário, equipamentos e
    dispositivos)
   “Lay-out” inadequado (caminhos obstruídos, corredores
    estreitos, etc)
   Ventilação e iluminação inadequadas
   Esforços repetitivos
   Problemas relativos ao trabalho em turno
   Assédio moral
   Problemas relacionados com a organização do trabalho       11
Riscos Químicos e Biológicos em Serviços de Saúde
Classificação de Risco
Portaria 3.214/78 do Ministério do Trabalho e Emprego
NR de Medicina e Segurança do trabalho


   Riscos de Acidentes (condições com potencial de
    causar danos aos trabalhadores nas mais
    diversas formas, levando-se em consideração o
    não cumprimento das normas técnicas previstas

   Além dos físicos, químicos e biológicos,
    destacam-se: arranjo físico, eletricidade,
    máquinas e equipamentos, incêndio/explosão,
    armazenamento, ferramentas, etc


                                                        12
Riscos Químicos e Biológicos em Serviços de Saúde
Associação dos Riscos


                               Químicos




              Acidentes                            Físicos


                               Pessoal




                      Ergonô
                                          Biológicos
                      micos




                                                             13
Riscos Biológicos em Serviços de Saúde
Histórico

   Historicamente, os profissionais de saúde não eram
    considerados de alto risco para acidentes de trabalho
   Até a década de 60 atenção aos profissionais de
    laboratório de análises clínicas (hepatite B e tuberculose,
    7 e 5 vezes mais freqüentes que na população em geral)
   A partir dos anos 80 (AIDS) atenção voltada para os
    profissionais envolvidos na assistência ao paciente
   Os principais riscos biológicos envolvem os patógenos de
    transmissão sangüínea como os vírus das hepatites B e C
    e o HIV
   Mais de 30 outros agentes infecciosos podem estar
    envolvidos em acidentes biológicos nos estabelecimentos
    de saúde


                                                              14
Riscos Biológicos em Serviços de Saúde
    Características Gerais

   Principais agentes: bactérias, vírus, Rickétzias, protozoários,
    metazoários
   Presentes em aerossóis, poeiras, alimentos, instrumentos de
    laboratório, água, culturas, amostras biológicas
   18% dos trabalhadores são contaminados com material infecto-
    contagioso nas atividades relacionadas ao trabalho: 25% por
    inoculação percutanea; 27% por aerossóis e derramamentos; 16%
    por vidrarias e pérfurocortantes; 13% por aspiração por
    instrumentos; 13,5% por acidentes com animais e contato com
    ectoparasitas
   As principais fontes de contaminação no local de trabalho podem
    estar relacionadas à inalação de aerossóis
   Todos os procedimentos microbiológicos são potencialmente
    formadores de aerossóis

                                                             15
Riscos Biológicos em Serviços de Saúde
Presença microbiana
   Alta adaptação à biosfera
   Alguns multiplicam-se em
    água destilada
   Um único micróbio em
    solução simples chega a
    um milhão em 18 horas
   Um micróbio pode se
    dividir em 10 minutos
   Presença na forma de
    células, esporos, toxinas e
    fragmentos moleculares


                                         16
Riscos Biológicos em Serviços de Saúde
Relação entre vias de contaminação e doenças

 Via aérea: tuberculose, varicela, rubéola,
  sarampo, influenza, viroses respiratórias,
  doença meningocócica
 Exposição ao sangue e fluidos orgânicos: HIV,
  hepatites B e C, raiva
 Transmissão fecal-oral: hepatite A, poliomielite,
  gastroenterite, cólera
 Contato com o paciente: escabiose, pediculose,
  colonização por stafilococos

                                                      17
Riscos Biológicos em Serviços de Saúde
Principais grupos expostos

 Médicos clinicos: 0,5 a 3 exposições
  percutaneas/ano; 0,5 a 7 exposições
  mucocutaneas/ano
 Cirurgiões: 80 a 135 contatos com sangue/ano;
  8 a 15 exposições percutaneas/ano
 Odontólogos: 1 exposição percutanea a cada 5
  anos
 Contaminação acidental pelo HIV: Enfermeiros e
  pessoal de laboratório – 70% dos casos
  comprovados e 43% dos prováveis; estudantes
  de medicina 10 a 12% dos casos prováveis;
  cirurgiões e dentistas 12% dos casos prováveis
                                               18
Riscos Biológicos em Serviços de Saúde
Principais grupos expostos

A equipe de enfermagem é a mais exposta ao
  material biológico:
 É o grupo mais numeroso dos serviços de saúde
 Maior contato direto com os pacientes
 Os tipos e freqüência de procedimentos
  realizados favorecem a exposição
 71,2% dos acidentes com perfurocortantes
  ocorrem entre os profissionais de enfermagem
  (USP, 1998)

                                                  19
Riscos Biológicos em Serviços de Saúde
Principais grupos expostos

   Freqüentemente o acidente não é notificado
   Acidentes com pérfurocortantes representam
    1/3 de todos acidentes envolvendo profissionais
    de enfermagem
   Retirada de sangue, flebotomia, punção venosa
    periférica, sutura cirúrgica, reencapamento de
    agulhas, são os momentos de maior risco




                                                      20
Riscos Biológicos em Serviços de Saúde
Riscos de aquisição da doença


   Tipo de exposição
   A quantidade necessária para causar doença
    (carga do agente)
   Patogenicidade do agente infeccioso
   Existência da profilaxia pós-exposição
   Prevalência local da doença
   Suscetibilidade do profissional de saúde


                                                 21
Riscos Biológicos em Serviços de Saúde

Agente             N° de organismos Via de
infecccioso        (carga)          Inoculação
Sífilis            57               Intradérmico

Malária            10               Intravenoso

Escherichia coli   108              Ingestão

Sarampo            0,2              Inalação

Influenza A2       790              Inalação

                                                   22
Riscos Biológicos em Serviços de Saúde
 Imunização: doenças imunopreviníveis

Prevalência de doenças locais e riscos individuais de exposição
    Hepatite B                        Raiva
    Varicela                          Febre amarela
    Sarampo                           Coqueluche
    Influenza                         Febre tifóide
    Caxumba                           Poliomielite
    Rubéola                           Doença meningocócica
    Tétano                            Varíola
    Hepatite A


Manual das Normas de Vacinação da Fundação Nacional de Saúde – junho 2001
                                                                  23
Riscos Biológicos em Serviços de Saúde
 Classificação dos patógenos por risco biológico

Classe 1   Agente não oferece risco para o manipulador nem
           para comunidade. Ex: E.coli, B.Subtilis
Classe 2   Agente com risco moderado para o manipulador e
           fraco para a comunidade. Existe tratamento
           preventivo. Ex: Staphylococcus aureus, Candida
           albicans
Classe 3   Agente com risco grave para o manipulador e
           moderado para a comunidade. Lesões e sinais clínicos
           graves e nem sempre há tratamento. Ex: HIV,
           Bacilllus anthracis
Classe 4   Agente com risco grave para o manipulador e para a
           comunidade. Não há tratamento e os riscos são muito
           graves em caso de propagação. Ex: vírus de febres
                                                          24
           hemorrágicas
Riscos Biológicos em Serviços de Saúde
 Niveis de Segurança no Trabalho
Nível 1   Avental, proteção respiratória, CSB Classe II
          luvas, óculos                   A


Nível 2  Avental, proteção respiratória,    CBS Classe II
                                            B2
         luvas, óculos
Nível 3 Avental fechado, proteção           CBS Classe II
         respiratória, luvas resistentes,   B2
         óculos
Classe 4 Roupa protetora completa,          CBS Classe
         proteção respiratória, luvas,      III
         óculos
                                                         25
Riscos Biológicos em Serviços de Saúde
Níveis de risco do trabalho 1,2,3,4


   Uso de EPC (cabine de
    segurança biológica classe
    I,II ou III
   Uso de EPIs( protetor
    respiratório, óculos, luvas,
    protetores)
   Vestuário (avental, touca)
   Procedimentos
    operacionais descritos



                                         26
Riscos Químicos e Biológicos em Serviços
de Saúde
Riscos presentes na produção e preparo de
medicamentos

                      Produto




      Meio ambiente             Manipulador




                                              27
Cenários de produção de medicamentos e
injetáveis
                            Central de diluição de
  Beira do leito            misturas injetáveis
  Posto de Enfermagem       (farmácia hospitalar)
                            Indústria Farmacêutica




                                                      28
Cabines de segurança biológica
Finalidades

   Proteção do pessoal e ambiental contra os
    agentes perigosos dentro da cabine
   Proteção do produto ou do processo contra os
    contaminantes localizados fora da cabine
   Proteção contra a contaminação cruzada dos
    agentes dento da cabine
   Primeira cabine – 1943 ( Van den Ende)
   Filtro HEPA - 1962




                                                   29
Medicamentos e drogas de risco também podem
contaminar o ambiente e o manipulador

                             Substância (droga)
                             Produto (medicamentos,
                              saneantes,
                              desinfectantes)




                                              30
SUBSTÂNCIAS E PRODUTOS DE RISCO NAS
 UNIDADES DE SAÚDE

Manipulação com exposição aguda e crônica

Quimioterápicos Antineoplásicos
Antibióticos
Hormônios
Anestésicos
Psicoativos
Corantes e Fixadores
Saneantes e Desinfectantes
Solventes
                                            31
CARACTERÍSTICAS DOS MEDICAMENTOS QUE PODEM
DETERMINAR O RISCO OCUPACIONAL (AMERICAN
SOCIETY
OF HEALTH FARMACISTS – ASHP)

   GENOTOXICIDADE (mutagenicidade e clastogenicidade em
    “short-term test system” reportado pelo IARC)

   CARCINOGENICIDADE (indução tumoral em modelo animal,
    pacientes humanos ou ambos)

   TERATOGENICIDADE (alterações sobre a reprodução,
    alterações da fertilidade, má-formações congênitas no feto)

   TOXICIDADE SÉRIA E SELETIVA SOBRE ÓRGÃOS E
    SISTEMAS (em baixa dose em modelo animal e em pacientes
    tratados)




                                                                  32
RISCO OCUPACIONAL DE EXPOSIÇÃO AOS
MEDICAMENTOS DE RISCO (ASHP)


Medicamentos e drogas de risco manuseadas como inócuos
    (eletrólitos, vitaminas), levam à contaminação do manipulador e
    do meio ambiente
Da contaminação resulta a absorção pelos profissionais de saúde. A
    absorção é pequena, exceto em situações de grande exposição
O dano é cumulativo. Profissionais que preparam ou administram
    muitas e altas doses desses medicamentos por longos períodos
    de tempo (enfermeiros-oncologistas e de transplantes,
    farmacêuticos dos centros de soluções intravenosas) são os
    mais expostos




                                                               33
Sistemas mais sensíveis aos
     antineoplásicos
    Sistema Respiratório     Rins
   lesão de células do trato               efeitos sobre o túbulo renal
      respiratório
                                           morte das células
   enfisema
                                           alteração da função renal
   irritação
                                         Sistema Nervoso
   broncoconstrição
                                           hipóxia no cérebro
   dispnéia
                                           perda de mielina
   alergia
                                           efeitos em neurônios
 Trato Gastrointestinal                      periféricos
   Alteração das membranas               Sistema Reprodutivo
      celulares
                                           oligoespermia
 Pele
                                           redução da fertilidade
   rubor
                                           interrupção da menstruação
   edema
                                           toxicidade reprodutiva
   prurido
                                         Teratogênico
   alergia
                                           efeitos na prole não
 Fígado                                      hereditários
   acumulação excessiva de lípídios      Carcinogénico
   necrose                                 segundo tumor
   colestase                                                         34
BIOSSEGURANÇA
         HISTÓRICO

•Tomada de Decisão
-o profissional de saúde deve antecipar o
tipo de contato que teriam com o
paciente e decidir quanto ao uso de
luvas, aventais e etc.

- Nesta revisão, feita em 1983, já
constava a preocupação com a AIDS
com orientações para sangue e fluidos
                                   35
corporais.
BIOSSEGURANÇA

PRECAUÇÕES              PADRÃO     OU
UNIVERSAL
- Recomenda-se que seja adotado por
todos    os    profissionais de  saúde
envolvidos na assistência aos pacientes
atendidos em instituições de saúde,
independente da doença inicialmente
diagnosticada.
                                    36
BIOSSEGURANÇA

PRECAUÇÕES PADRÃO OU UNIVERSAL

-Todos os        pacientes, mesmo não
apresentando sintomas específicos, devem
ser considerados potenciais portadores de
doenças transmissíveis.
-O profissional de saúde deve adotar uma
postura de precaução para não se infectar
ou servir de vetor.                  37
BIOSSEGURANÇA

PRECAUÇÕES            PADRÃO        OU
UNIVERSAL
-A adoção de medidas de Proteção Padrão
é importante para prevenir a aquisição
das seguintes doenças:
     HEPATITE B(VHB);
     HEPATITE C (VHC);
     CITOMEGALOVÍRUS (CMV);
     VÍRUS DA IMUNODEFICIÊNCIA
                                     38
ADQUIRIDA (HIV);
BIOSSEGURANÇA

PRECAUÇÕES PADRÃO OU UNIVERSAL

    SÍFILIS
    DOENÇA DE CHAGAS
    INFLUENZA
    HERPES

-Além de outras doenças menos freqüentes,
Onde é possível a veiculação.       39
BIOSSEGURANÇA

EQUIPAMENTOS        DE     PROTEÇÃO
INDIVIDUAL (E.P.I.)

    -Egito antigo – proteção das
    mãos e da face - utilizados
    pelos mumificadores.


                                   40
BIOSSEGURANÇA

EQUIPAMENTOS        DE   PROTEÇÃO
INDIVIDUAL (E.P.I.)

-Médicos se protegiam
durante a epidemia de
peste na idade média.


                               41
BIOSSEGURANÇA

EQUIPAMENTOS        DE             PROTEÇÃO
INDIVIDUAL (E.P.I.)

- Alquimistas também se
preocupavam com as
“suas reações químicas”.

“o que converte uma substância em veneno
é a sua dose”.(Paracelso).                 42
BIOSSEGURANÇA

EQUIPAMENTOS         DE     PROTEÇÃO
INDIVIDUAL (E.P.I.).

-Regulamentado pelo     Ministério     do
Trabalho e Emprego, em sua Norma
Regulamentadora Nº 6 (NR nº 6) - é todo
dispositivo de uso individual, destinado
a proteger a saúde e a integridade física
do trabalhador.                        43
BIOSSEGURANÇA


EQUIPAMENTOS         DE    PROTEÇÃO
INDIVIDUAL (E.P.I.).
- A empresa está obrigada a fornecer aos
empregados,     gratuitamente, o E.P.I.
adequado ao risco e em perfeito estado.

                                     44
BIOSSEGURANÇA

EQUIPAMENTOS        DE         PROTEÇÃO
INDIVIDUAL (E.P.I.)
•Luvas     –protegem      de
sujidade grosseira;
Usadas em procedimentos
que      envolvam sangue,
fluidos           corporais,
secreções, excreções, pele,
manipulação de       artigos         45

contaminados.
BIOSSEGURANÇA

EQUIPAMENTOS           DE    PROTEÇÃO
INDIVIDUAL (E.P.I.)
*Luvas- devem ser trocadas
após contato com material
biológico, entre as tarefas e
procedimentos no mesmo
paciente.

-Lave as mãos imediatamente
                                  46
após a retirada das luvas.
BIOSSEGURANÇA

-Lavagem das mãos

-É a principal medida de bloqueio de
transmissão de germes;
-Sempre lavar quando iniciar uma
atividade e logo após seu término;
-Manter unhas curtas e as mãos sem
anéis para diminuir a retenção de
germes.                            47
BIOSSEGURANÇA

-Lavagem das mãos- com água e
sabão ;
- secagem com - usar papel toalha.




                                     48
BIOSSEGURANÇA

Jamais lavar as luvas ou reutilizar!!!!

Não se justifica a utilização de luvas
somente para o transporte de pacientes,
realizar a lavagem das mãos ou o uso de
álcool em gel.




                                          49
BIOSSEGURANÇA


     Utilizar avental fechado sobre
     roupas comuns,ou uniforme
     de mangas longas quando
     houver:
     -contato direto com          o
     paciente - risco            de
     contaminação       -sangue   e
     outros fluidos corporais




                               50
BIOSSEGURANÇA

*Poucas doenças exigem o uso de
avental para todas as pessoas que
entrem no quarto do paciente:
-Difeteria faringeana;
-Febres virais hemorrágicas (Lassa);
-Varicela e herpes zoster;
- portadores       de      bactérias
estafilococos;
-Pseudomonas aeruginosa.        51

Entre outras.
BIOSSEGURANÇA

- Na manipulação de grande
quantidade de sangue ou
outros               líquidos
corporais,deve ser utilizado
avental impermeável, bem
como        proteção     para
pernas           e        pés
(principalmente           em
procedimentos obstétricos).     52
BIOSSEGURANÇA

 EQUIPAMENTOS          DE     PROTEÇÃO
 INDIVIDUAL (E.P.I.)
*Máscaras,      óculos     de
proteção ou escudo facial.
-usar quando houver risco
de contaminação de mucosas
da face(olhos,boca e nariz)
por respingos de sangue ou
outros fluidos corporais;            53

-manipulação de químicos.
BIOSSEGURANÇA

EQUIPAMENTOS        DE       PROTEÇÃO
INDIVIDUAL (E.P.I.)
*Protetor respiratório
-protege as vias respiratórias contra
poeiras tóxicas e vapores orgânicos
ou químicos;
-É indicado para entrar em quarto de
isolamento     de    pacientes   com
tuberculose pulmonar, sarampo ou        54

varicela.
BIOSSEGURANÇA

EQUIPAMENTOS        DE       PROTEÇÃO
INDIVIDUAL (E.P.I.)
*    Gorro    –     estará   indicado
especificamente para procedimentos
           1.



que envolvam dispersão de aerossóis,
projeção de partículas e proteção de
pacientes         -     procedimentos
cirúrgicos.
                                        55
BIOSSEGURANÇA

EQUIPAMENTOS        DE      PROTEÇÃO
INDIVIDUAL (E.P.I.)
•Calçados- indicados para o ambiente
com sujeira orgânica são aqueles
           1.



fechados de preferência impermeáveis
(couro ou sintético);
•Calçados cômodos e do tipo
antiderrapante;
•Evita-se calçados de tecido.          56
BIOSSEGURANÇA

*Manipulação
-de instrumentos e materiais -
verificar se estão limpos ou
desinfetados/esterilizados
adequadamente antes do uso.

-Confira se       os materiais
descartáveis de uso único estão
sendo realmente descartados e se
                                   57
em local apropriado.
BIOSSEGURANÇA

*Manipulação de materiais cortantes e de
punção.
-Ao manusear, limpar, transportar ou
descartar agulhas, lâminas de barbear,
tesouras e outros instrumentos de corte
tenha cuidado!!!!
-devem ser descartados      em      caixas
apropriadas,rígidas e impermeáveis.
                                      58
BIOSSEGURANÇA

*Manipulação de materiais cortantes e de
punção.

                   Exemplo de caixa de
                   descarte de materias
                   pérfuro-cortantes.


                                      59
BIOSSEGURANÇA

*Manipulação de materiais cortantes e de
punção.
              Nunca recape agulhas após o uso;
              Não remova com as         mãos agulhas
              usadas das seringas descartáveis;
              Não quebre ou entorte;
              Seringas e agulhas reutilizáveis devem
              ser transportadas para a área de limpeza
              esterilização em caixa de inox ou
              bandeja. CUIDADOOOOO!!!!

                                               60
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SARS – 2003.         61
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Biossegurança 1

  • 1. BIOSSEGURANÇA Prof. Dr. Marcelo R. Guerino Mestre em Fisiologia Doutor em Bioengenharia PhD em Fisiologia Molecular 1
  • 3. BIOSSEGURANÇA HISTÓRICO *Em 1970,o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), de Atlanta, EUA, publicou o Manual intitulado “Técnicas de Isolamento para o uso em Hospitais”. 3
  • 4. BIOSSEGURANÇA HISTÓRICO -Em 1983, surge uma nova revisão do Guia de Isolamentos, com algumas alterações: *Abolição do isolamento protetor – justificativa – infecções endógenas; *Lavagem das mãos - recomendação única; *Introdução para isolamento da tuberculose; 4
  • 5. Riscos 5
  • 6. Riscos Químicos e Biológicos em Serviços de Saúde Visão Prática dos recursos de segurança Atividades de risco são as capazes de proporcionar dano, doença ou morte 6
  • 7. Riscos Químicos e Biológicos em Serviços de Saúde Conceitos  Risco  Perigo É a probabilidade de É a expressão de uma ocorrer um evento bem qualidade ambiental que definido no espaço e no apresente características tempo, que causa dano à de possível efeito maléfico saúde, às unidades para a saúde e/ou meio operacionais ou dano ambiente econômico/financeiro  Na presença de um perigo não existe risco zero, porém existe a possibilidade de minimizá-lo ou alterá-lo para níveis considerados aceitáveis 7
  • 8. Riscos Químicos e Biológicos em Serviços de Saúde Conceitos  É importante que fique clara a diferença entre risco e perigo  Existe perigo na manipulação de determinados produtos químicos ou biológicos  Porém o risco dessa atividade pode ser considerado baixo se forem observados todos os cuidados necessários e e utilizados os equipamentos de proteção adequados 8
  • 9. Classificação de Risco Portaria 3.214/78 do Ministério do Trabalho e Emprego NR de Medicina e Segurança do Trabalho  Riscos Físicos (formas de energia como ruídos, vibrações, pressões anormais, radiações ionizantes ou não, ultra e infra-som (NR-09 e NR-15). Avaliação quantitativa  Riscos Químicos (substâncias, compostos ou produtos que podem penetrar no organismo por via respiratória, absorvidos pela pele ou por ingestão, na forma de gases, vapores, neblinas, poeiras ou fumos (NR-09, NR-15 e NR- 32). Avaliação quantitativa e qualitativa 9
  • 10. Riscos Químicos e Biológicos em Serviços de Saúde Classificação de Risco Portaria 3.214/78 do Ministério do Trabalho e Emprego NR de Medicina e Segurança do trabalho  Riscos Biológicos ( bactérias, fungos, bacilos, parasitas, protozoários, vírus, etc (NR- 09)  As classes dos riscos biológicos são: patogenicidade para o homem; virulência; modos de transmissão; disponibilidade de medidas profiláticas eficazes; disponibilidade de tratamento eficaz; endemicidade 10
  • 11. Riscos Químicos e Biológicos em Serviços de Saúde Classificação de Risco Portaria 3.214/78 do Ministério do Trabalho e Emprego NR de Medicina e Segurança do trabalho  Riscos Ergonômicos (são elementos físicos e organizacionais que interferem no conforto da atividade laboral e conseqüentemente nas características psicofisiológicas do trabalhador (NR-17 ) www.mtb.gov.br.bits  Posto de trabalho inadequado (mobiliário, equipamentos e dispositivos)  “Lay-out” inadequado (caminhos obstruídos, corredores estreitos, etc)  Ventilação e iluminação inadequadas  Esforços repetitivos  Problemas relativos ao trabalho em turno  Assédio moral  Problemas relacionados com a organização do trabalho 11
  • 12. Riscos Químicos e Biológicos em Serviços de Saúde Classificação de Risco Portaria 3.214/78 do Ministério do Trabalho e Emprego NR de Medicina e Segurança do trabalho  Riscos de Acidentes (condições com potencial de causar danos aos trabalhadores nas mais diversas formas, levando-se em consideração o não cumprimento das normas técnicas previstas  Além dos físicos, químicos e biológicos, destacam-se: arranjo físico, eletricidade, máquinas e equipamentos, incêndio/explosão, armazenamento, ferramentas, etc 12
  • 13. Riscos Químicos e Biológicos em Serviços de Saúde Associação dos Riscos Químicos Acidentes Físicos Pessoal Ergonô Biológicos micos 13
  • 14. Riscos Biológicos em Serviços de Saúde Histórico  Historicamente, os profissionais de saúde não eram considerados de alto risco para acidentes de trabalho  Até a década de 60 atenção aos profissionais de laboratório de análises clínicas (hepatite B e tuberculose, 7 e 5 vezes mais freqüentes que na população em geral)  A partir dos anos 80 (AIDS) atenção voltada para os profissionais envolvidos na assistência ao paciente  Os principais riscos biológicos envolvem os patógenos de transmissão sangüínea como os vírus das hepatites B e C e o HIV  Mais de 30 outros agentes infecciosos podem estar envolvidos em acidentes biológicos nos estabelecimentos de saúde 14
  • 15. Riscos Biológicos em Serviços de Saúde Características Gerais  Principais agentes: bactérias, vírus, Rickétzias, protozoários, metazoários  Presentes em aerossóis, poeiras, alimentos, instrumentos de laboratório, água, culturas, amostras biológicas  18% dos trabalhadores são contaminados com material infecto- contagioso nas atividades relacionadas ao trabalho: 25% por inoculação percutanea; 27% por aerossóis e derramamentos; 16% por vidrarias e pérfurocortantes; 13% por aspiração por instrumentos; 13,5% por acidentes com animais e contato com ectoparasitas  As principais fontes de contaminação no local de trabalho podem estar relacionadas à inalação de aerossóis  Todos os procedimentos microbiológicos são potencialmente formadores de aerossóis 15
  • 16. Riscos Biológicos em Serviços de Saúde Presença microbiana  Alta adaptação à biosfera  Alguns multiplicam-se em água destilada  Um único micróbio em solução simples chega a um milhão em 18 horas  Um micróbio pode se dividir em 10 minutos  Presença na forma de células, esporos, toxinas e fragmentos moleculares 16
  • 17. Riscos Biológicos em Serviços de Saúde Relação entre vias de contaminação e doenças  Via aérea: tuberculose, varicela, rubéola, sarampo, influenza, viroses respiratórias, doença meningocócica  Exposição ao sangue e fluidos orgânicos: HIV, hepatites B e C, raiva  Transmissão fecal-oral: hepatite A, poliomielite, gastroenterite, cólera  Contato com o paciente: escabiose, pediculose, colonização por stafilococos 17
  • 18. Riscos Biológicos em Serviços de Saúde Principais grupos expostos  Médicos clinicos: 0,5 a 3 exposições percutaneas/ano; 0,5 a 7 exposições mucocutaneas/ano  Cirurgiões: 80 a 135 contatos com sangue/ano; 8 a 15 exposições percutaneas/ano  Odontólogos: 1 exposição percutanea a cada 5 anos  Contaminação acidental pelo HIV: Enfermeiros e pessoal de laboratório – 70% dos casos comprovados e 43% dos prováveis; estudantes de medicina 10 a 12% dos casos prováveis; cirurgiões e dentistas 12% dos casos prováveis 18
  • 19. Riscos Biológicos em Serviços de Saúde Principais grupos expostos A equipe de enfermagem é a mais exposta ao material biológico:  É o grupo mais numeroso dos serviços de saúde  Maior contato direto com os pacientes  Os tipos e freqüência de procedimentos realizados favorecem a exposição  71,2% dos acidentes com perfurocortantes ocorrem entre os profissionais de enfermagem (USP, 1998) 19
  • 20. Riscos Biológicos em Serviços de Saúde Principais grupos expostos  Freqüentemente o acidente não é notificado  Acidentes com pérfurocortantes representam 1/3 de todos acidentes envolvendo profissionais de enfermagem  Retirada de sangue, flebotomia, punção venosa periférica, sutura cirúrgica, reencapamento de agulhas, são os momentos de maior risco 20
  • 21. Riscos Biológicos em Serviços de Saúde Riscos de aquisição da doença  Tipo de exposição  A quantidade necessária para causar doença (carga do agente)  Patogenicidade do agente infeccioso  Existência da profilaxia pós-exposição  Prevalência local da doença  Suscetibilidade do profissional de saúde 21
  • 22. Riscos Biológicos em Serviços de Saúde Agente N° de organismos Via de infecccioso (carga) Inoculação Sífilis 57 Intradérmico Malária 10 Intravenoso Escherichia coli 108 Ingestão Sarampo 0,2 Inalação Influenza A2 790 Inalação 22
  • 23. Riscos Biológicos em Serviços de Saúde Imunização: doenças imunopreviníveis Prevalência de doenças locais e riscos individuais de exposição  Hepatite B  Raiva  Varicela  Febre amarela  Sarampo  Coqueluche  Influenza  Febre tifóide  Caxumba  Poliomielite  Rubéola  Doença meningocócica  Tétano  Varíola  Hepatite A Manual das Normas de Vacinação da Fundação Nacional de Saúde – junho 2001 23
  • 24. Riscos Biológicos em Serviços de Saúde Classificação dos patógenos por risco biológico Classe 1 Agente não oferece risco para o manipulador nem para comunidade. Ex: E.coli, B.Subtilis Classe 2 Agente com risco moderado para o manipulador e fraco para a comunidade. Existe tratamento preventivo. Ex: Staphylococcus aureus, Candida albicans Classe 3 Agente com risco grave para o manipulador e moderado para a comunidade. Lesões e sinais clínicos graves e nem sempre há tratamento. Ex: HIV, Bacilllus anthracis Classe 4 Agente com risco grave para o manipulador e para a comunidade. Não há tratamento e os riscos são muito graves em caso de propagação. Ex: vírus de febres 24 hemorrágicas
  • 25. Riscos Biológicos em Serviços de Saúde Niveis de Segurança no Trabalho Nível 1 Avental, proteção respiratória, CSB Classe II luvas, óculos A Nível 2 Avental, proteção respiratória, CBS Classe II B2 luvas, óculos Nível 3 Avental fechado, proteção CBS Classe II respiratória, luvas resistentes, B2 óculos Classe 4 Roupa protetora completa, CBS Classe proteção respiratória, luvas, III óculos 25
  • 26. Riscos Biológicos em Serviços de Saúde Níveis de risco do trabalho 1,2,3,4  Uso de EPC (cabine de segurança biológica classe I,II ou III  Uso de EPIs( protetor respiratório, óculos, luvas, protetores)  Vestuário (avental, touca)  Procedimentos operacionais descritos 26
  • 27. Riscos Químicos e Biológicos em Serviços de Saúde Riscos presentes na produção e preparo de medicamentos Produto Meio ambiente Manipulador 27
  • 28. Cenários de produção de medicamentos e injetáveis  Central de diluição de  Beira do leito misturas injetáveis  Posto de Enfermagem (farmácia hospitalar)  Indústria Farmacêutica 28
  • 29. Cabines de segurança biológica Finalidades  Proteção do pessoal e ambiental contra os agentes perigosos dentro da cabine  Proteção do produto ou do processo contra os contaminantes localizados fora da cabine  Proteção contra a contaminação cruzada dos agentes dento da cabine  Primeira cabine – 1943 ( Van den Ende)  Filtro HEPA - 1962 29
  • 30. Medicamentos e drogas de risco também podem contaminar o ambiente e o manipulador  Substância (droga)  Produto (medicamentos, saneantes, desinfectantes) 30
  • 31. SUBSTÂNCIAS E PRODUTOS DE RISCO NAS UNIDADES DE SAÚDE Manipulação com exposição aguda e crônica Quimioterápicos Antineoplásicos Antibióticos Hormônios Anestésicos Psicoativos Corantes e Fixadores Saneantes e Desinfectantes Solventes 31
  • 32. CARACTERÍSTICAS DOS MEDICAMENTOS QUE PODEM DETERMINAR O RISCO OCUPACIONAL (AMERICAN SOCIETY OF HEALTH FARMACISTS – ASHP)  GENOTOXICIDADE (mutagenicidade e clastogenicidade em “short-term test system” reportado pelo IARC)  CARCINOGENICIDADE (indução tumoral em modelo animal, pacientes humanos ou ambos)  TERATOGENICIDADE (alterações sobre a reprodução, alterações da fertilidade, má-formações congênitas no feto)  TOXICIDADE SÉRIA E SELETIVA SOBRE ÓRGÃOS E SISTEMAS (em baixa dose em modelo animal e em pacientes tratados) 32
  • 33. RISCO OCUPACIONAL DE EXPOSIÇÃO AOS MEDICAMENTOS DE RISCO (ASHP) Medicamentos e drogas de risco manuseadas como inócuos (eletrólitos, vitaminas), levam à contaminação do manipulador e do meio ambiente Da contaminação resulta a absorção pelos profissionais de saúde. A absorção é pequena, exceto em situações de grande exposição O dano é cumulativo. Profissionais que preparam ou administram muitas e altas doses desses medicamentos por longos períodos de tempo (enfermeiros-oncologistas e de transplantes, farmacêuticos dos centros de soluções intravenosas) são os mais expostos 33
  • 34. Sistemas mais sensíveis aos  antineoplásicos Sistema Respiratório  Rins lesão de células do trato efeitos sobre o túbulo renal respiratório morte das células enfisema alteração da função renal irritação  Sistema Nervoso broncoconstrição hipóxia no cérebro dispnéia perda de mielina alergia efeitos em neurônios  Trato Gastrointestinal periféricos Alteração das membranas  Sistema Reprodutivo celulares oligoespermia  Pele redução da fertilidade rubor interrupção da menstruação edema toxicidade reprodutiva prurido  Teratogênico alergia efeitos na prole não  Fígado hereditários acumulação excessiva de lípídios  Carcinogénico necrose segundo tumor colestase 34
  • 35. BIOSSEGURANÇA HISTÓRICO •Tomada de Decisão -o profissional de saúde deve antecipar o tipo de contato que teriam com o paciente e decidir quanto ao uso de luvas, aventais e etc. - Nesta revisão, feita em 1983, já constava a preocupação com a AIDS com orientações para sangue e fluidos 35 corporais.
  • 36. BIOSSEGURANÇA PRECAUÇÕES PADRÃO OU UNIVERSAL - Recomenda-se que seja adotado por todos os profissionais de saúde envolvidos na assistência aos pacientes atendidos em instituições de saúde, independente da doença inicialmente diagnosticada. 36
  • 37. BIOSSEGURANÇA PRECAUÇÕES PADRÃO OU UNIVERSAL -Todos os pacientes, mesmo não apresentando sintomas específicos, devem ser considerados potenciais portadores de doenças transmissíveis. -O profissional de saúde deve adotar uma postura de precaução para não se infectar ou servir de vetor. 37
  • 38. BIOSSEGURANÇA PRECAUÇÕES PADRÃO OU UNIVERSAL -A adoção de medidas de Proteção Padrão é importante para prevenir a aquisição das seguintes doenças: HEPATITE B(VHB); HEPATITE C (VHC); CITOMEGALOVÍRUS (CMV); VÍRUS DA IMUNODEFICIÊNCIA 38 ADQUIRIDA (HIV);
  • 39. BIOSSEGURANÇA PRECAUÇÕES PADRÃO OU UNIVERSAL SÍFILIS DOENÇA DE CHAGAS INFLUENZA HERPES -Além de outras doenças menos freqüentes, Onde é possível a veiculação. 39
  • 40. BIOSSEGURANÇA EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (E.P.I.) -Egito antigo – proteção das mãos e da face - utilizados pelos mumificadores. 40
  • 41. BIOSSEGURANÇA EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (E.P.I.) -Médicos se protegiam durante a epidemia de peste na idade média. 41
  • 42. BIOSSEGURANÇA EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (E.P.I.) - Alquimistas também se preocupavam com as “suas reações químicas”. “o que converte uma substância em veneno é a sua dose”.(Paracelso). 42
  • 43. BIOSSEGURANÇA EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (E.P.I.). -Regulamentado pelo Ministério do Trabalho e Emprego, em sua Norma Regulamentadora Nº 6 (NR nº 6) - é todo dispositivo de uso individual, destinado a proteger a saúde e a integridade física do trabalhador. 43
  • 44. BIOSSEGURANÇA EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (E.P.I.). - A empresa está obrigada a fornecer aos empregados, gratuitamente, o E.P.I. adequado ao risco e em perfeito estado. 44
  • 45. BIOSSEGURANÇA EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (E.P.I.) •Luvas –protegem de sujidade grosseira; Usadas em procedimentos que envolvam sangue, fluidos corporais, secreções, excreções, pele, manipulação de artigos 45 contaminados.
  • 46. BIOSSEGURANÇA EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (E.P.I.) *Luvas- devem ser trocadas após contato com material biológico, entre as tarefas e procedimentos no mesmo paciente. -Lave as mãos imediatamente 46 após a retirada das luvas.
  • 47. BIOSSEGURANÇA -Lavagem das mãos -É a principal medida de bloqueio de transmissão de germes; -Sempre lavar quando iniciar uma atividade e logo após seu término; -Manter unhas curtas e as mãos sem anéis para diminuir a retenção de germes. 47
  • 48. BIOSSEGURANÇA -Lavagem das mãos- com água e sabão ; - secagem com - usar papel toalha. 48
  • 49. BIOSSEGURANÇA Jamais lavar as luvas ou reutilizar!!!! Não se justifica a utilização de luvas somente para o transporte de pacientes, realizar a lavagem das mãos ou o uso de álcool em gel. 49
  • 50. BIOSSEGURANÇA Utilizar avental fechado sobre roupas comuns,ou uniforme de mangas longas quando houver: -contato direto com o paciente - risco de contaminação -sangue e outros fluidos corporais 50
  • 51. BIOSSEGURANÇA *Poucas doenças exigem o uso de avental para todas as pessoas que entrem no quarto do paciente: -Difeteria faringeana; -Febres virais hemorrágicas (Lassa); -Varicela e herpes zoster; - portadores de bactérias estafilococos; -Pseudomonas aeruginosa. 51 Entre outras.
  • 52. BIOSSEGURANÇA - Na manipulação de grande quantidade de sangue ou outros líquidos corporais,deve ser utilizado avental impermeável, bem como proteção para pernas e pés (principalmente em procedimentos obstétricos). 52
  • 53. BIOSSEGURANÇA EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (E.P.I.) *Máscaras, óculos de proteção ou escudo facial. -usar quando houver risco de contaminação de mucosas da face(olhos,boca e nariz) por respingos de sangue ou outros fluidos corporais; 53 -manipulação de químicos.
  • 54. BIOSSEGURANÇA EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (E.P.I.) *Protetor respiratório -protege as vias respiratórias contra poeiras tóxicas e vapores orgânicos ou químicos; -É indicado para entrar em quarto de isolamento de pacientes com tuberculose pulmonar, sarampo ou 54 varicela.
  • 55. BIOSSEGURANÇA EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (E.P.I.) * Gorro – estará indicado especificamente para procedimentos 1. que envolvam dispersão de aerossóis, projeção de partículas e proteção de pacientes - procedimentos cirúrgicos. 55
  • 56. BIOSSEGURANÇA EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (E.P.I.) •Calçados- indicados para o ambiente com sujeira orgânica são aqueles 1. fechados de preferência impermeáveis (couro ou sintético); •Calçados cômodos e do tipo antiderrapante; •Evita-se calçados de tecido. 56
  • 57. BIOSSEGURANÇA *Manipulação -de instrumentos e materiais - verificar se estão limpos ou desinfetados/esterilizados adequadamente antes do uso. -Confira se os materiais descartáveis de uso único estão sendo realmente descartados e se 57 em local apropriado.
  • 58. BIOSSEGURANÇA *Manipulação de materiais cortantes e de punção. -Ao manusear, limpar, transportar ou descartar agulhas, lâminas de barbear, tesouras e outros instrumentos de corte tenha cuidado!!!! -devem ser descartados em caixas apropriadas,rígidas e impermeáveis. 58
  • 59. BIOSSEGURANÇA *Manipulação de materiais cortantes e de punção. Exemplo de caixa de descarte de materias pérfuro-cortantes. 59
  • 60. BIOSSEGURANÇA *Manipulação de materiais cortantes e de punção. Nunca recape agulhas após o uso; Não remova com as mãos agulhas usadas das seringas descartáveis; Não quebre ou entorte; Seringas e agulhas reutilizáveis devem ser transportadas para a área de limpeza esterilização em caixa de inox ou bandeja. CUIDADOOOOO!!!! 60