A Mente e o Significado - Jerome Bruner

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A Mente e o Significado - Jerome Bruner

  1. 1. PSICOLOGIA Jerome Bruner A Mente e o Significado Jorge Barbosa, 2010
  2. 2. Jerome  Bruner  
  3. 3. Jerome  Bruner   A partir dos anos 60 e 70 a Psicologia Cognitiva substitui o behaviorismo como corrente dominante. A Psicologia Cognitiva corresponde ao estudo da nossa capacidade de adquirir, organizar, relembrar e usar conhecimentos e informações para guiar e orientar o nosso comportamento. A  Revolução  Cogni/va  não  é  uma  rejeição   absoluta  do  behaviorismo.     Os  cogni;vistas  estudam  a  mente,  através  de   inferências  que  têm  como  ponto  de  par;da  o   comportamento  ou  a  ac;vidade  observável.  
  4. 4. Psicologia  Cogni;va   Piaget procurava explicar o comportamento e as mudanças comportamentais como resultantes da construção de determinados esquemas mentais na interacção com o meio. A  valorização  dos  processos  que  ocorrem  no   interior  do  organismo,  não  directamente   observáveis,  teve  muito  impacto  no  que  viria  a   ser  denominado  “Psicologia  Cogni/va”,  de  que   Bruner  é  um  dos  mais  importantes   representantes.    
  5. 5. Psicologia  Cogni;va   O Desenvolvimento das tecnologias da informação, sobretudo do computador, teve uma significativa influência na concepção do funcionamento mental. O  computador  recebe  informação  codificada   (input),  reorganiza-­‐a,  compara-­‐a  com  outra   informação  armazenada  na  sua  memória  e  usa   os  resultados  para  determinar  quais  os  sinais  a   enviar  para  o  sistema  do  computador  responder   (output).   No  início,  muitos  dos  par;dários  da  Psicologia   cogni;va  entendiam  a  mente  como  se  fosse  um   disposi;vo  de  processamento  de  informação.  
  6. 6. Psicologia  Cogni;va   Segundo Bruner, não é correcto conceber a mente à imagem de um computador, nem o seu funcionamento à imagem de um programa informático. O  computador  recebe  informação  codificada   (input),  reorganiza-­‐a,  compara-­‐a  com  outra   informação  armazenada  na  sua  memória  e  usa   os  resultados  para  determinar  quais  os  sinais  a   enviar  para  o  sistema  do  computador  responder   (output).   No  início,  muitos  dos  par;dários  da  Psicologia   cogni;va  entendiam  a  mente  como  se  fosse  um   disposi;vo  de  processamento  de  informação.  
  7. 7. Mente  Humana  -­‐  Bruner   Cria   Significados   Resolve   Linguagem   Problemas   Processa   Informações  
  8. 8. Mente  Humana  –  Processamento  de   Informação   Mundo   Simbólico  de   Ideias   Sujeito   Significados   Resposta  aos   Par;lhados  com   EsRmulos  e   Outros   Problemas  
  9. 9. Processos  Cogni;vos   A Cultura proporciona diferentes narrativas sobre o modo de ser das pessoas, sobre as suas motivações e sobre o modo como resolvem problemas. Pelo  contrário,  um  computador  funciona   necessariamente  do  mesmo  modo  no  Japão  e   em  Portugal  ou  nos  Estados  Unidos.     Os  processos  cogni/vos  humanos  permitem  que   o  mesmo  facto  possa  ser  interpretado  de   diversos  modos.  
  10. 10. Processos  Cogni;vos   Criar significados quer dizer que interpretamos a realidade de acordo com as informações de que dispomos e das narrativas a que damos crédito. Os  próprios  conceitos  e  ideias  também  recebem   significados  diferentes  conforme  o  lugar  e  o   tempo.    
  11. 11. Processos  Cogni;vos   A mente, ao criar significados, realiza uma construção cognitiva da realidade – esta ideia de Bruner é consistente com o construtivismo de Piaget. Para  Bruner,  somos  o  resultado  do  processo  de   produção  de  significados,  realizado  com  o   auxílio  dos  sistemas  simbólicos  da  cultura.   A  mente  cons/tui  a  cultura  e  é  cons/tuída  pela   cultura.    
  12. 12. Etapas  do  Desenvolvimento   Respostas   Motoras  ou  de   Aprendizagem   Enac;va   Etapas  do   desenvolvimento   cogni;vo   Pensamento   Pensamento  Icónico  ou   Simbólico   Aprendizagem  através   (Linguagem  simbólica   da  Percepção  e  da   e  abstracta)   Memória  Visual  
  13. 13. Etapas  do  Desenvolvimento  Cogni;vo   Resposta  Motoras  ou  Modo   Enac;vo  de  Aprendizagem   Dura  aproximadamente  até  aos  três  anos  de  idade  e   baseia-­‐se  em  acções  ou  respostas  motoras.   A  acção  é  a  forma  privilegiada  de  representação,   descoberta  e  compreensão  da  realidade.  
  14. 14. Etapas  do  Desenvolvimento  Cogni;vo   Pensamento  Icónico  ou  Aprendizagem   Através  da  Percepção  e  da  Memória  Visual   Dura  aproximadamente  dos  3  aos  9  anos  e  baseia-­‐se   na  organização  visual,  no  uso  de  imagens  e  na   organização  de  percepções  e  imagens.   A  criança  é  capaz  de  reproduzir  objectos,  mas  está   fortemente  dependente  de  uma  memória  visual,   concreta  e  específica.  
  15. 15. Etapas  do  Desenvolvimento  Cogni;vo   Pensamento  Simbólico  ou  Aprendizagem   Através  da  Linguagem  Simbólica  e   Abstracta   A  par;r  dos  10  anos,  as  crianças  acedem  ao  estádio   da  representação  simbólica.   O  Pensamento  simbólico  cons;tui  a  forma  mais   elaborada  de  representação  da  realidade  .  
  16. 16. Predisposições   Bruner considera que as crianças possuem quatro características congénitas, a que ele chama “predisposições”
  17. 17. Predisposições   Procura  de   Competência   Curiosidade   Narra;va   Reciprocidade  
  18. 18. Curiosidade   A  Curiosidade  é  uma  caracterís;ca   facilmente  observável  em  todas  as  crianças     Por  ser  tão  comum,  Bruner  considera  que   a  curiosidade  é  uma  caracterís;ca  que   define  a  espécie  humana  
  19. 19. Procura  de  Competência   A  Procura  de  Competência  também  pode   ser  observada  em  todas  as  crianças.   As  crianças  procuram  imitar  o  que  os   mais  velhos  fazem,  com  o  objec;vo  de   poderem  reproduzir  e  recriar  esses   comportamentos  e  competências  
  20. 20. Reciprocidade   A  Reciprocidade  é  outra  Caracterís;ca   Humana.   Envolve  a  profunda  necessidade  de   responder  aos  outros  e  de  operar,  em   conjunto  com  os  outros,  para  alcançar   objec;vos  comuns.  
  21. 21. Narra;va   A  Narra;va  é  a  predisposição  para  criar   relatos  e  narra;vas  da  nossa  própria   experiência,  como  objec;vo  de  transmi;r   essa  experiência  aos  outros.   Com  a  narra;va  torna-­‐se  possível  a   par;lha  de  significados  e  de   conceitos,  de  forma  a  alcançar  modos   de  discurso  que  integrem  as   diferenças  de  significado  e   interpretação.  
  22. 22. Teoria  da  Aprendizagem   Segundo Bruner, é possível ensinar tudo às crianças, desde que se utilizem procedimentos adaptados aos estilos cognitivos e às necessidades dos alunos.
  23. 23. Teoria  da  Aprendizagem   Bruner defende que o conhecimento da estrutura das disciplinas exige a utilização das metodologias das ciências que suprtam as várias disciplinas do currículo. “Julgamos  que,  logo  de   início,  o  aluno  deve  poder   resolver  problemas,   conjecturar,  discu;r  da   mesma  maneira  que  se  faz   no  campo  cienRfico  da   disciplina.”  (Bruner)  
  24. 24. Teoria  da  Aprendizagem   As bases essenciais de qualquer disciplina científica podem ser ensinadas em qualquer idade de forma genuína. Ao contrário de Piaget, Bruner não via qualquer obstáculo ao ensino das Ciências a crianças pequenas.
  25. 25. Teoria  da  Aprendizagem   Qualquer ciência pode ser ensinada, pelo menos nas suas formas mais simples, a alunos de todas as idades, uma vez que os mesmos tópicos serão posteriormente retomados e aprofundados. Piaget nunca aceitou pacificamente esta tese, tendo havido alguma controvérsia em torno dela entre Bruner e os Piagetianos.
  26. 26. Exercícios   Não  se  esqueça  de  fazer  os   exercícios  no  “moodle”   Jorge  Barbosa,  2010  

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