Psi2 - Inês

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Psi2 - Inês

  1. 1. Inês Severino nº 8 12ºA
  2. 2. Watson e osseus investigadoresconsideram os estadosde consciência comorealidades individuais,privadas, subjectivas,interessando, por isso,apenas o sujeito. Cabe àpsicologia estudar ocomportamento, isto é, oconjunto de respostasque um corpo, umorganismo dá a umconjunto de estímulos. Só ocomportamento e asituação que lhe deuorigem sãoobjectivamenteobserváveis, logo,passíveis de seremquantificados e medidos.
  3. 3. O domínio dobehaviorismo não impede oaparecimento de uma concepçãoalternativa – a psicanálise.Freud procede a uma rupturacom o que se considerava deverser a psicologia: coloca osconflitos internos da mente nocentro das suas reflexões. Nabusca da fonte dos conflitos,Freud afirma a existência doinconsciente. E é em termos deconflitos intrapsíquicos que apsicanálise reequaciona oestudo dos seres humanos. Para a psicanálise, aabordagem do psiquismo emtermos de mente, deconsciência, é superficial. Osaspectos decisivos da vidapsíquica humana acontecem noinconsciente.
  4. 4. O desenvolvimento da cibernética e da informática nãotiveram só efeito na organização social e na vida das pessoas:afectam o modo como a psicologia organizou as suas reflexões einvestigações. Começa, então, a vigorar a ideia de que o que fazemos e omodo como reagimos envolve um conjunto de processos complexosque não são observáveis. O modo de recolher, processar e transformar ainformação, é próximo de funcionamento dos computadores: océrebro corresponderia ao hardware e os processos mentais aosoftware.
  5. 5. A comparação entre amaneira de funcionar da mente e aforma de funcionamento doscomputadores conduziu ao modelode mente computacional, modeloque marcou as investigações eestudos em várias áreas dapsicologia. Algumas dessas áreas sãoa percepção, a cognição, a memória,aprendizagem, inteligência. Arevolução cognitivista tem comoobjecto de estudo os processoscognitivos que orientam ocomportamento. Foi-se tornando evidenteque a representação da mentehumana como uma máquina deprocessamento de informação não éuma modelo adequado. No entanto, éinegável que esta perspectiva abriupossibilidades interessantes queforam sendo articuladas emcompreensões alternativas.
  6. 6. Jerome Bruner foi um dos impulsionadores da correntecognitivista. Contudo, considerou que o modelo computacional eralimitativo e redutor, não reflectindo a complexidade e plasticidade damente humana. O pensamento não segue os caminhos do computador: odesenvolvimento da mente está ligado à construção de significadospelos seres humanos na sua relação com o meio. Estes significadosnada têm a ver com o modo informático de processamento dainformação: neste processo a mente é criativa, produz sentido, épessoal e subjectiva. Mas ao mesmo tempo é partilhada com os outrosque fazem parte do seu contexto social.
  7. 7. A pertença a um dado grupo social marca a forma de uma pessoapensar e de se comportar e por isso não podemos compreender os processoscognitivos sem termos em conta o factor cultural. Por exemplo, ocomportamento “baixar os olhos” tem significados diferentes em diferentescontextos culturais. Os significados são construções produzidas para explicar como éque os seres humanos funcionam e como se relacionam uns com os outros, porque razão se comportam de determinada maneira, como encaram osproblemas, etc. O privilegiar a questão do significado e da sua construçãoenriqueceu a mente, a visão da mente permitindo uma valorização cada vezmaior do lado activo do sujeito e do seu funcionamento mental.
  8. 8. Estes conteúdos, estasexplicações, são adquiridos noprocesso de socialização numa dadasociedade, numa determinadacultura. Variam de sociedade parasociedade pois dependem daspráticas sociais e das instituições. Para compreender a mentenão basta compreender ofuncionamento cerebral. O estudo damente implica um conjunto defactores que se influenciammutuamente. Bruner considera que apsicologia deve ter sempre em contaas dimensões biológica e cultural e omodo como interagem numadeterminada situação, daí afirmarque, em psicologia, os métodos devamser biossociossituacionais.
  9. 9. 1- A corrente cognitivista apresenta como objecto de estudo: A- o inocente e as pulsões. B- a mente e os processos cognitivos. C- a consciência e os estudos mentais. D- o comportamento objectivamente observável.2- O modelo computacional da mente encara-a como: A- uma máquina que processa a informação. B- uma máquina que explora o inconsciente. C- um complexo sistema de comportamentos. D- um reflexo do sistema social e cultural.3- Bruner rompe com o cognitivismo porque defende que amente: A- processa a informação como um computador. B- é criativa pessoal e subjectiva. C- se organiza a partir do inconsciente. D- só pode ser estudada a partir do comportamento.
  10. 10. 4- Para Bruner a pertença a um grupo social influencia aforma de o sujeito pensar e de se comportar. Estaafirmação é: A- falsa, porque a mente é autónoma relativamenteaos constrangimentos sociais. B- verdadeira, porque no processo de socialização osujeito integra modos de ser e pensar de uma cultura. C- falsa, porque é o património genético que define omodo como reflectir e agir. D- verdadeira, porque os grupos sociais definem opensamento do sujeito de forma compulsiva. Soluções: 1. B 2. A 3. B 4. B
  11. 11. As diferentes narrativas têm origemnas dinâmicas sociais de uma determinadapopulação, e manifestam-se de várias formas:relatos do quotidiano, romances, notícias, filmes,mitos, histórias, familiares, contos populares,acontecimentos históricos, etc. Bruner considera a narrativa como oelemento de ligação entre o nosso “eu” e o mundosocial, como a “moeda comum”, o que sugere quetêm a mesma origem.
  12. 12. Quando procuramos definir-nos enquantopessoas únicas, reportamo-nos ao nosso patrimóniogenético, à cultura onde estamos inseridos, aosdiferentes contextos a que pertencemos ou a queestamos ligados. Esta história pessoal constitui umanarrativa na qual somos a personagem principal. Reconhecemo-nos e somos reconhecidos naunidade do que designamos por “eu” constituído pelasíntese das componentes orgânica, intelectual,afectiva, ética, e muitas outras.
  13. 13. As nossas experiências de vida, as nossas acçõestransformam-se em narrativas onde nos vamos posicionando. Nas nossas narrativas entrelaçam-se significados pessoais(reflectindo o sujeito que as narra) e significados socioculturais(reflectindo o que o grupo social partilha). Bruner considera que ospsicólogos devem ouvir as narrativas das pessoas: o que contamacerca do que fazem, do que os outros fazem, das razões que oslevam a actuar de determinada maneira, dos interesses e desejos quetêm… Esta é a forma de conhecer a mente. A dimensão da história pessoal é o lugar onde construímossequências com sentido para as experiências que temos. As narrativasajudam-nos a captar as suas personagens e respectivas identidades,as suas acções.
  14. 14. Estas identidades não sãofixadas pelas mesmas narrativas. Asnarrativas possuem sempre um certoespaço para a negociação e criaçãode alternativas, para atransformação das histórias, assimcomo das identidades, das suaspersonagens. Uma outracontribuição da consideração dasnarrativas para a compreensão dosprocessos de construção dasidentidades é que as coloca numapermanente negociação entre aspessoas, liga as identidades ao mundoe permite compreender a forma comosão sempre mudança e coerência. Asnarrativas ganham coerência econtinuidade ao tornarem-se partede uma forma de ser pessoal, daidentidade com que nos vemos a nós,aos outros e ao mundo, comoconhecemos e agimos, o que sentimos,etc.
  15. 15. Chamam a nossa atenção,finalmente, para como nos tornamosquem somos, numa permanentenegociação entre significados eposicionamentos, possíveis epresentes, pessoais esocioculturais. A arte, a ciência, assimcomo as identidades das pessoasdependem sempre da capacidadehumana de construir e reconstruirsignificado no mundo, de organizaras experiências e as acções de umaforma integrada e com sentido.
  16. 16. 1. Para Bruner, a mente é: A- reflexo dos acontecimentos vividos. B- produto de processos genéticos complexos. C- construtora de sentido e dos significados. D- produto da acção do cérebro. Soluções: 1. C

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