Auto da barca do inferno

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Aula sobre o livro Auto da Barca do Inferno de Gil Vicente

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  • Um dos maiores teatrólogos portugueses
    Também escreveu peças líricas e satíricas

    Por isso nas peças de Gil Vicente podemos encontrar traços do medievalismo, extremamente teocêntrico, como do humanismo, antropocêntrico. Há um embate entre essas duas corretes de pensamento
  • O declinio do sistema feudal favoreceu a centralização do peder nas mãos de um único rei. Em Portugal o reinado de D. João, o reflexo do mercantilismo ocorreu sobretudo na expansão ultramarina, a partir de 1415 com a tomada de Ceuta
  • Na mitologia grega, Caronte é o barqueiro do Hades, que carrega as almas dos recém-mortos sobre as águas do rio Estige e Aqueronte, que dividiam o mundo dos vivos do mundo dos mortos. Uma moeda para pagá-lo pelo trajeto, geralmente um óbolo ou danake, era por vezes colocado dentro ou sobre a boca dos cadáveres, de acordo com a tradição funerária da Grécia Antiga.1
  • Auto da barca do inferno

    1. 1. AUTO DA BARCA DO INFERNO GIL VICENTE Prof. Me. Flávio Maia
    2. 2. AUTO DA BARCA DO INFERNO  Análise através: • Texto • Contexto
    3. 3. AUTO DA BARCA DO INFERNO – O AUTOR  Escrito por Gil Vicente  É o primeiro de uma trilogia de Barcas • Auto da Barca do Inferno (1517) • Auto da Barca do Purgatório (1518) • Auto da Barca da Glória (1519)  Humanismo: transição da Idade média para o renascimento
    4. 4. AUTO DA BARCA DO INFERNO – A ÉPOCA  Sistema feudal entra em declínio;  Início da expansão ultramarina;
    5. 5. CONSIDERAÇÕES INICIAIS  O que é um auto? • O Auto é uma composição dramática que surge durante a Idade Média entre os séculos XIII e XV, na Península Ibérica, e tem como expoente o espanhol Juan Del Encina (1468-1529), seguido do exemplo maior de Gil Vicente. • A principal marca desse modelo de texto teatral é a presença da alegoria. Entendemos por alegoria a representação de uma ideia ou conceito abstrato por meio de um elemento concreto.
    6. 6.  Caronte, na mitologia grega era o barqueiro de Hades, que carreava a alma dos recém- mortos sobre o rio que dividia o mundo dos mortos do mundo dos vivos E O MITO?
    7. 7. E AS ALEGORIAS?  Cada personagem no Auto de Gil Vicente representa algo. • O nome não é importante • E sim a classe (casta) social
    8. 8. FIDALGO  Argumentos de acusação do diabo: acusa-o de ter vivido uma vida imoral e de prazeres.  Argumentos de acusação do anjo : acusa-o de ser vaidoso,desumano e desprezar os mais desfavorecidos.  Argumentos de defesa: diz que deixa na outra vida quem reze sempre por ele.; diz que é nobre “Fidalgo de solar” e que por isso tem direito ao céu. Argumentos de acusação do anjo : acusa-o de ser vaidoso,desumano e desprezar os mais desfavorecidos. Argumentos de acusação do diabo: acusa-o de ter vivido uma vida imoral e de prazeres. .
    9. 9. ONZENEIRO  Argumentos de acusação do diabo: O onzeneiro é acusado de ser parente do Diabo;  Argumentos de acusação do anjo: usar de maldade para explorar os mais pobres; de ser ganancioso e materialista.  Argumentos de defesa: O onzeneiro usa como argumentos de defesa o facto de ter tido uma morte súbita; Ser pobre e de Satanás o ter cegado.
    10. 10. PARVO Argumento de defesa: Joane, o parvo não se defende a si próprio, é o anjo que pronuncia os seus argumentos de defesa.  Diz que é simples e não foi malicioso e que isso basta para ir para o paraíso.
    11. 11. SAPATEIRO Argumentos de acusação do diabo: Acusado de roubo, desonestidade, mentira e falsa religiosidade. Argumentos de acusação do anjo: Acusa-o de roubo e desonestidade. Argumentos de defesa: Diz que ouviu missas, se confessou , comungou e deu ofertas ao santos.
    12. 12. FRADE  Argumentos de acusação do diabo: acusa-o de ter vivido a vida a gozar ser temer a Deus. (o anjo nao fala com o frade pois este pecou sob a capa da religiao católica.)  Argumentos de defesa: O Frade usa como defesa o facto de ser da corte; de usar o hábito e de ter rezado os salmos.
    13. 13. ALCOVITEIRA  Argumentos de defesa: Diz ser uma benfeitora, pois “salvou” muitas moças e compara-se a apóstolos, anjos e mártires por ter feito coisas divinas e ter deixado bem as moças, pois arranjou dono para todas.  (A alcoviteira condena-se a ela própria ao falar com o diabo e o anjo e estes nem chegam a acusá-la)
    14. 14. JUDEU  Argumento de acusação do Parvo: acusado de ter comido carne em dia de jejum e desrespeitado os lugares sagrados.  (Não há argumentos de acusação do diabo nem do anjo, pois ao diabo só interessavam aqueles que pertenciam à religião católica, que pecassem contra ela; O anjo nem sequer falou com a personagem)
    15. 15. CORREGEDOR  Argumento de acusação do diabo: usar o poder do judiciário em benefício próprio, deixando-se corromper e recebendo subornos.  Argumentos de acusação do anjo: Diz que está carregado de pecados e que levou uma vida que o conduzirá ao inferno.  Argumentos de defesa: Diz que apenas encobria os pecados e que era a mulher que recebia as ofertas dadas.
    16. 16. PROCURADOR  Argumentos de acusação do diabo: são os mesmos argumentos que fez corregedor, pois são ambos corruptos por isso o diabo apenas lhe pergunta se ele se confessou.  Argumentos de acusação do anjo : Diz que está carregado de pecados e que levou uma vida que o conduzirá ao inferno.  Argumentos de defesa: o procurador diz que não se confessou, pois pensava que não ia morrer e achava que isso não era necessário.
    17. 17. QUATRO CAVALEIROS O fato de morrerem pelo triunfo do Cristianismo garante a esses personagens uma espécie de passaporte para a glorificação. Assim, não precisam de se defender, pois não são acusados de nada.

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