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Análise de auto da barca do inferno

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       de Gil Vicente
         Manoel Neves
CRONOLOGIA DO HUMANISMO
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              1418                                         1527
             Fernão Lopes                                Sá de Miranda
é nomeado guarda-mor da Torre do Tombo   volta da Itália, trazendo novas formas literárias
CONCEITOS
                                 humanismo
                                    o que é
humanismo é o nome dado ao período de transição da Idade Média para o Renascimento

                         principal característica
            a principal característica do humanismo é o antropocentrismo

                            outras designações
                         pré-renascimento ou quatrocento
IDEAIS HUMANISTAS
                                     humanismo
                                retomada da cultura antiga
 imitação e estudo dos poetas greco-latinos                    caráter clássico
                                      neoplatonismo
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                               crítica à hierarquia medieval
o homem reivindica uma posição de destaque       não se aceita a ideia de destino outorgado
                                       bifrontismo
          teocentrismo medieval                       antropocentrismo renascentista
ESPÉCIES LITERÁRIAS
                        humanismo
   poesia                   prosa             teatro
poesia palaciana        crônica histórica   autos e farsas
O TEATRO DE GIL VICENTE
                            humanismo
                 peças representadas no Paço Real;
 crítica aos comportamentos condenáveis e enaltecimento das virtudes;
      seu alvo é o comportamento humano e não as instituições;
uso de alegorias [personagens representam comportamento/instituição];
            autos pastoris, autos de moralidades e farsas;
           uso das redondilhas: não adere à medida nova;
                      “castigat ridendo moris”.
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Análise de auto da barca do inferno

  • 1. Auto da barca do inferno, de Gil Vicente Manoel Neves
  • 2. CRONOLOGIA DO HUMANISMO marcos históricos 1418 1527 Fernão Lopes Sá de Miranda é nomeado guarda-mor da Torre do Tombo volta da Itália, trazendo novas formas literárias
  • 3. CONCEITOS humanismo o que é humanismo é o nome dado ao período de transição da Idade Média para o Renascimento principal característica a principal característica do humanismo é o antropocentrismo outras designações pré-renascimento ou quatrocento
  • 4. IDEAIS HUMANISTAS humanismo retomada da cultura antiga imitação e estudo dos poetas greco-latinos caráter clássico neoplatonismo retomada das ideias do filósofo Platão distinção entre amor carnal e amor espiritual crítica à hierarquia medieval o homem reivindica uma posição de destaque não se aceita a ideia de destino outorgado bifrontismo teocentrismo medieval antropocentrismo renascentista
  • 5. ESPÉCIES LITERÁRIAS humanismo poesia prosa teatro poesia palaciana crônica histórica autos e farsas
  • 6. O TEATRO DE GIL VICENTE humanismo peças representadas no Paço Real; crítica aos comportamentos condenáveis e enaltecimento das virtudes; seu alvo é o comportamento humano e não as instituições; uso de alegorias [personagens representam comportamento/instituição]; autos pastoris, autos de moralidades e farsas; uso das redondilhas: não adere à medida nova; “castigat ridendo moris”.
  • 7. ASPECTOS GERAIS a obra de Gil Vicente um autor palaciano Gil Vicente tinha prestígio na Corte, para a qual os autos eram escritos isso lhe permitiu satirizar todas as camadas da sociedade, inclusive a nobreza e o clero um teatro moderno não se segue, no Auto da barca do inferno, à regra das três unidades do teatro grego nem à concentração dramática [poucas personagens no palco], ao contrário, Gil Vicente põe em cena várias personagens, isso permitiu uma amplitude temática – o aumento da duração da ação.
  • 8. A TRILOGIA DAS BARCAS a obra de Gil Vicente Auto da barca do inferno Auto da barca do purgatório Auto da barca da glória cenário comum duas embarcações na praia do purgatório uma vai para o Paraíso; outra, para o Inferno argumento as peças são estruturadas em torno da antítese: salvação x condenação
  • 9. O AUTO A SERVIÇO DA MORALIDADE a obra de Gil Vicente gênero e espécie gênero dramático peça teatral de fundo religioso cujo objetivo é a conversão do fiel aos princípios da fé católica intencionalidade Gil Vicente combate o formalismo religioso e as práticas da Igreja de então, desde o obscurantismo e a corrupção dos padres até a venda de indulgências, muito discutida na época. aspectos estilísticos neste auto, temos pequenas “peças” [esquetes] humorísticas, em que se veem o diabo e anjo disputando as almas das pessoas q morreram recentemente e tentam embarcar p/ a eternidade.
  • 10. UM TEATRO ALEGÓRICO tipos presentes no Auto da barca do inferno fidalgo nobreza exploradora e arrogante juiz corregedor magistratura corrupta procurador magistratura corrupta enforcado magistratura corrupta alcoviteira prostituição sapateiro artesão desonesto [misto de industriais e comerciantes] onzeneiro usurário [corresponderia aos banqueiros de hoje em dia] frade a igreja corrupta, que se preocupa apenas com o prazer gustativo e sexual judeu judeu, aquele cuja religião nega que Cristo seja o Senhor; parvo homem do povo, simples, q traz no coração a bondade e a justiça; não é dissimulado cruzados guerreiros de Cristo; aqueles que morrem em defesa do nome e da crença em Jesus
  • 11. ENREDO Auto da barca do inferno A peça se inicia num porto imaginário, onde se encontram duas barcas: uma com o Diabo e seu Companheiro e outra, em que há um Anjo na proa. Ambos esperam pelas almas dos homens que acabaram de morrer. FIDALGO [primeiro embarque]: mau caráter o Fidalgo [personagens coletivas = ausência de nome] entra em cena com seu pajem [roupa elegante + cadeira] o Diabo os convida a embarcar e diz ser bom navegante; ao saber q tal barca iria para o Inferno, o Fidalgo critica o estado da embarcação e as roupas do Diabo [de mulher]; o Anjo entretanto diz q não em sua barca espaço p∕ o Fidalgo desolado, o Fidalgo se dirige à barca do Inferno; diz q na terra havia quem rezasse por ele [pai - morreu]; o Fidalgo procura sua amante [se mataria por ele – mentira]; o Diabo diz ao Pajem p∕ se retirar, pois sua hora não havia chegado ONZENEIRO [segundo embarque]: avareza, roubo, ganância perguntado por que havia demorado tanto, o Onzeneiro responde q foi devido ao dinheiro q tentara ganhar; o mesmo dinheiro o havia levado à morte; o Onzeneiro é rechaçado pelo Anjo q diz q ele havia roubado muito e q era ganancioso PARVO [terceiro embarque]: nada havia feito de mal em sua vida um homem pergunta ao Diabo se aquela era a Barca dos Tolos e este responde q sim; o Parvo diz q morreu de diarréia e q ainda não era sua hora; ao saber aonde iria a barca se irrita e xinga o Diabo e é aceito na barca do céu
  • 12. ENREDO Auto da barca do inferno SAPATEIRO [quarto embarque]: apego às coisas mundanas o Sapateiro chega carregando formas e pecados; tenta enrolar o Diabo e conta todas as suas benfeitorias, mas o Diabo se irrita e o manda entrar logo na barca; o Anjo não dá lugar ao Sapateiro pq sua carga não caberia naquela barca FRADE [quinto embarque]: uma vida de pecados, sensualidade o Frade chega com uma moça; traz consigo escudo, espada, capacete; dança; perguntado se a moça era sua, o Frade diz que isso era comum no convento; ao saber aonde iria aquele batel, o Frade insulta o Diabo, pois acredita q, pela sua posição, deveria ir ao céu, apesar de ter tido várias mulheres e de ter sido aventureiro; ao se dirigir para a outra barca é chacoteado pelo Parvo, q pergunta onde roubara aquela espada; cabisbaixo dirige-se à outra barca; BRÍSIDA VAZ [sexto embarque]: permissividade – vida licenciosa Brísida traz consigo Joana de Valdês; diz ao Diabo q, pelos seus feitos [acredita q ajudava garotas pobres], iria ao céu; ajoelha-se diante do Anjo diz merecer o céu, mas é enxotada por ele; resignada, caminha para a barca do inferno JUDEU [sétimo embarque]: desrespeito ao catolicismo traz consigo um cabrito e é impedido de entrar na barca do inferno; o Judeu diz q pagaria para o Diabo aceitar o animal; na outra barca, é xingado pelo Parvo [havia urinado numa Igreja e desrespeitado sacramentos]; embarca com o Diabo
  • 13. ENREDO Auto da barca do inferno CORREGEDOR [oitavo embarque]: corrupção e glutonaria o Corregedor chega trazendo processos relativos a crimes; por ter recebido muitos subornos [perdizes] em sua vida, é convidado a embarcar com o Diabo; discutem em latim [cultura, Igreja, magistratura]; o Corregedor julga-se superior ao Diabo, mas este cita as falcatruas e os subornos q a mulher daquele recebia d judeus; então chega outra personagem PROCURADOR [nono embarque]: corrupção o Corregedor e o Procurador declaram-se fiéis em Deus e procuram a barca em melhores condições, entretanto o Anjo e o Parvo zombam dos representantes da Lei e afirmam q eles agiram muito mal e por isso pagariam indo para o inferno ENFORCADO [décimo embarque]: mentira o Enforcado diz ao Diabo q não iria para o inferno, pois Deus o perdoara porque ele fôra condenado e ter morrido, isso era mentira; desmascarado, o Enforcado acaba aceitando seu destino e ajudando o Diabo a empurrar a barca QUATRO CAVALEIROS [undécimo embarque]: combate aos muçulmanos os Quatro Cavaleiros chegam cantando e portam, cada um, uma Cruz de Cristo; morreram combatendo infiéis no norte da África, por isso, foram perdoados de toda culpa e de toda pena; perguntados pelo Diabo por que não pararam para saber aonde a barca dele iria, ouve deles q quem morre por Cristo iria para o céu; boas vindas e embarque para o céu.
  • 14. SÁTIRA SOCIAL Auto da barca do inferno a peça de Vicente critica as doenças da corroíam a sociedade em que vivia [Portugal, século XVI]; o objetivo da peça é fazer um julgamento das almas; o título se justifica porque a maioria das almas vai para o inferno.
  • 15. ELEMENTOS ESTRUTURAIS Auto da barca do inferno linguagem rica e variada tradições populares termos chulos [palavrões] frases feitas [provérbios] ditados populares trocadilhos falares regionais estrutura ato único subdividido em cenas em que ora aparece o Anjo, ora o Diabo cenário ancoradouro personagens tipos sociais: ausência de profundidade psicológica
  • 16. ESTUDO DAS PERSONAGENS Auto da barca do inferno diabo conhece bem cada personagem q chega à barca; é zombeteiro, irônico e bom argumentador; revela o que cada personagem tenta esconder; não é responsável pela queda dos homens. fidalgo a luxúria, a tirania e a falta de modéstia são responsáveis por sua condenação; de nada valeram valeram as indulgências, as orações; crítica à arrogância, à tirania e ao orgulho da elite medieval. onzeneiro é condenado ao inferno devido a sua usura, avareza e ganância; tenta voltar ao mundo dos vivos para pegar o dinheiro q acumulara, mas é impedido pelo Diabo; é considerado parente do Diabo. sapateiro desonesto e aproveitador do povo.
  • 17. ESTUDO DAS PERSONAGENS Auto da barca do inferno parvo seus valores legítimos e sua sinceridade é que levam-no ao céu; em inúmeros momentos, ironiza a pretensão das outras personagens que se declaram inocentes e puras. frade alegre, dançarino, apegado às coisas do mundo brísida vaz sua devassidão e sua falta de escrúpulos levam-na ao inferno; conhece outras personagens sem escrúpulos; ardilosa; por intermédio dela, é possível conhecer o caráter de outras personagens. judeu desrespeita a Igreja; é rejeitado até pelo Diabo.
  • 18. ESTUDO DAS PERSONAGENS Auto da barca do inferno corregedor e procurador corrupção da justiça; o primeiro é juiz e o segundo, advogado enforcado é condenado por suas mentiras cavaleiros cruzados sua vida impecável os conduz à salvação/redenção anjo julga e separa os bons dos maus.