Realismo

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Realismo - principais características do movimento, contexto histórico

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  • A intenção é fazer os alunos associarem livremente o termo “realista” com as características principais dessa escola literária. Eles devem perceber que o Realismo diz respeito ao que é mais próximo do real, no sentido de não ser idealizado e estar relacionado ao próprio dia a dia, à vida cotidiana.

  • O termo “realista” normalmente é aplicado a alguém ou a alguma situação que não é fantasiada ou imaginada, mas que pode ser identificada na vida “real”, (cotidiana e comum) das pessoas.
  • A escola realista surge em oposição ao Romantismo, que os alunos já estudaram. Nesse momento, o objetivo é levar os alunos a refletirem sobre essa oposição: real x imaginado; idealização x cotidiano; subjetivo x objetivo.

  • Mostrar para os alunos o exemplo do quadro realista, de Gustav Courbet e mostrar como o quadro representa uma cena de trabalhadores, pessoas do povo, sem qualquer destaque social ou representação individual. Essa nova perspectiva, mais popular, vai caracterizar as pinturas do realismo.

  • O Realismo deve ser analisado em oposição ao Romantismo, para que os alunos entendam as características essenciais desse período. A imagem desse slide e a do slide seguinte devem ser analisadas também comparativamente, para que eles percebam como o Realismo é mais objetivo e mais voltado ao cotidiano, sem qualquer tipo de ornamento e idealização, como acontece no Romantismo.
    Analisando essa obra, eles devem perceber que se trata da cena de um enterro, em que pessoas comuns são o centro temático do quadro, bem como as cores são mais escuras e a imagem retratada sem subjetividade eloquente.
  • A obra de Caspar David Friedrich é um marco do romantismo e se distancia da imagem realista apresentada no slide anterior, porque apresenta um homem solitário no cume de uma montanha. Esses elementos são típicos do Romantismo: a introspecção, a reflexão, o individualismo e a nebulosidade. Seria interessante observar como essa imagem é idealizada em oposição ao enterro, pois apresenta um visão sofisticada e exótica da vida, na qual fatos da vida diária não são representados.

  • Explicar resumidamente as teorias para os alunos entenderem como esses pensamentos influenciaram as obras literárias do período.
    Darwin desenvolveu a Teoria da Evolução das Espécies, segundo a qual, os seres são dotados da capacidade de transformação física para se adequarem às condições climáticas e às adversidades.
    O Positivismo, de Comte, pregava que o conhecimento deveria ser adquirido por meio da experiência concreta.
    O Determinismo acreditava que o comportamento dos homens era definido pelo meio social em que o indivíduo se encontrava.
    Karl Marx percebeu que a história da humanidade se limitava à história da luta de classes, o que será um tema recorrente nas obras realistas, como a disputa pelo poder e a busca de ascensão social.
  • Também conhecida como questão do Bom Senso e Bom Gosto.

    Uma das mais importantes manifestações do “Grupo de 70”.

    Pioneiros: António Feliciano de Castilho e os alunos universitários, Antero de Quental, Teófilo Braga e Vieira de Castro.

    Foi um dos primeiros sinais da renovação literária e Ideológica ocorrida no séc. XIX.

    Estes jovens revoltaram-se contra o atraso cultural do país, afirmando que viviam numa sociedade marcada pela falta de avanços na cultura e alimentada por falsas esperanças dadas pelo romantismo.

    Estes jovens escreveram textos e organizaram reuniões a fim de mudarem a atitude nacional.
  • Cientificismo: a estruturação da sociedade, as personagens e das ações é condicionada aos desígnios do meio físico e social (genética, educação, ambiente, cultura, ...), de acordo com pesquisas e conclusões de ordem científica e/ou filosófica

    Verossimilhança: na tentativa de dar à sua obra o caráter de verdade, já que essa obra assumia ideias científicas, o autor, apesar de estar fazendo ficção, procurava conferir à sua narrativa o registro mais próximo da realidade, ou seja, daquilo que é possível, considerando as limitações humanas.

    Detalhamento: este traço é consequência do anterior. Na tentativa de tornar sua ficção crível ao entendimento do leitor, a maioria dos narradores estrutura a descrição de ambientes, de ações e a composição física e psicológica de personagens com riquezas de detalhes, os quais, inúmeras vezes, não têm importância no andamento das ações ou na solução da problemática abordada. Servem apenas para isto mesmo: dar “jeito de verdade” à história narrada.

    Impessoalidade: como o narrador age como mero reprodutor de fatos sociais e científicos, a obra é tratada como algo externo à sua própria sentimentalidade, como um objeto apenas observado. Assim, ele faz de conta que a sua sentimentalidade pessoal, o seu individualismo e sua visão de mundo não se misturam com o universo da obra que está sendo construída. A arte realista é absolutamente racional.

    Materiaslismo: os temas abordados são estritamente ligados a problemáticas reais, sociais e, sobretudo, concretas. Por exemplo: as ideias relativas a religiões são ignoradas, questiona-se a capacidade de casamento de promover a felicidade, nega-se a existência de um ser humano perfeitamente bom, justo ou infalível, mesmo considerando as limitações do gênero humano. O próprio amor tem caráter utilitário: no geral, ele é reproduzido em obras realistas, sempre movido por algum tipo de interesse que nada tem a ver com a manifestação espontânea e/ou espiritual que, em princípio, caracteriza esse sentimento, ao menos na nossa concepção. A emblemática frase de Quincas Borba de Machado de Assis resume corretamente esse aspecto da arte realista: “Ao vencedor as batatas!”

    Psicologismo: também como consequência da atitude cientificista dos autores realistas, é comum a tendência de perscrutar as razões íntimas do pensar e do agir do personagens.

    Senso de contemporaneidade: os realistas têm absoluta identificação com o tempo em que vivem. Desaparece totalmente o comportamento passadista tão usual na literatura romântica

    Crítica e denúncia sociais: este parece ser o traço mais constante da arte literária do Realismo. Ele reflete o compromisso assumido pelos autores desse estilo, com o progresso do homem e, sobretudo, com a melhira do comportamento coletivo da sociedade humana, obejtivadndo a justiça e o respeito pela dignidade do ser social.

  • Realismo

    1. 1. Realismo Prof. Me. Flávio Maia
    2. 2. Qual o oposto do realismo? Pierre Auguste Cot
    3. 3. O caminhante contemplando o mar de noveiro Caspar David Friedrich Qual a oposição entre Realismo e Romantismo?
    4. 4. Realismo – Contexto histórico • Revolução industrial; • Progresso tecnológico; • Migração do campo para a cidade; • Problemas sociais; • Aumento da vida noturna; • Desenvolvimento de teorias científicas.
    5. 5. Realismo • Marco inicial (na literatura): ▫ Portugal:  1865 – O poeta Antero Quantal publica seu livro de poemas Odes Modernas  1890 – A publicação da obra Oaristos, de Eugênio de Castro, marca o início do simbolismo ▫ Brasil:  1881 – Publicação de O Mulato de Aluísio Azevedo e Memórias Póstumas de Brás Cubas
    6. 6. Realismo – Questão Coimbrã • Coimbrã – aqueles de Coimbra. • Embate ideológico entre os jovens estudantes de Coimbra com os defensores do romantismo: ▫ A nova estética x A velha estética. • Conferências do Cassino de Lisboa. • “Paro aqui, Exmo. Sr.. Muito tenha eu ainda que dizer: mas temo, no ardo de discursos, faltar ao respeito a V. Exa., aos seus cabelos brancos”
    7. 7. Realismo – Características principais • Cientificismo. • Verossimilhança. • Detalhamento. • Impessoalidade. • Materialismo. • Psicologismo. • Senso de contemporaneidade. • Crítica e denúncia social.
    8. 8. O Escrivão Coimbra – Machado de Assis Aparentemente há poucos espetáculos tão melancólicos como um ancião comprando um bilhete de loteria. Bem considerado, é alegre; essa persistência em crer, quando tudo se ajusta ao descrer, mostra que a pessoa é ainda forte e moça. Que os dias passem e com eles os bilhetes brancos, pouco importa; o ancião estende os dedos para escolher o número que há de dar a sorte grande amanhã — ou depois — um dia enfim, porque todas as coisas podem falhar neste mundo, menos a sorte grande a quem compra um bilhete com fé. Não era a fé que faltava ao escrivão Coimbra. Também não era a esperança. Uma coisa não vai sem outra. Não confundas a fé na Fortuna com a fé religiosa. Também tivera esta em anos verdes e maduros, chegando a fundar uma irmandade, a irmandade de S. Bernardo, que era o santo de seu nome; mas aos cinquenta, por efeito do tempo ou de leituras, achou-se incrédulo. Não deixou logo a irmandade; a esposa pôde contê-lo no exercício do cargo de mesário e levava-o às festas do santo; ela, porém, morreu, e o viúvo rompeu de vez com o santo e o culto. Resignou o cargo da mesa e fez-se irmão remido para não tornar lá. Não buscou arrastar outros nem obstruir o caminho da oração; ele é que já não rezava por si nem por ninguém. Com amigos, se eram do mesmo estado de alma, confessava o mal que sentia da religião. Com familiares, gostava de dizer pilhérias sobre devotas e padres. Aos sessenta anos já não cria em nada, fosse do céu ou da terra, exceto a loteria. A loteria, sim, tinha toda a sua fé e esperança. Poucos bilhetes comprava a princípio, mas a idade, e depois a solidão, vieram apurando aquele costume e o levaram a não deixar passar loteria sem bilhete.
    9. 9. Tarefa – Para ser entregue em 12/02 • Questão 12 – pág. 291 • Questão 13 – pág. 291 • Você deverá copiar o enunciado da questão e a alternativa que julgar correta. • Logo em seguida, deverá construir um texto, de 5 a 10 linhas, justificando sua resposta, defendendo seu ponto de vista • Não é necessário justificar item por item.

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