Mitos e verdades em relação a Libras e seu usuário surdo.

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Conhecimentos socioculturais e linguísticos necessários a serem disseminados,

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Mitos e verdades em relação a Libras e seu usuário surdo.

  1. 1. 6ª aula Dilaina Maria Araújo da Costa Professora e Intérprete Educacional.
  2. 2. Em relação a Libras e seus usuários Surdos.
  3. 3. QUE LÍNGUA É ESSA????
  4. 4.  Decreto nº5.626 de 22 de dezembro de 2005.
  5. 5. A LÍNGUA DE SINAIS.  A língua de sinais é universal?
  6. 6. É possível expressar conceitos abstratos na língua de sinais?  Sim, a pressuposição de que não se consegue expressar ideias ou conceitos abstratos esta firmado na crença de que a língua de sinais é limitada e não passa de um código primitivo. Com a língua de sinais é possível expressar sentimentos, emoções e quaisquer ideias ou conceitos abstratos sem perda nenhuma de conteúdo.
  7. 7. A língua de sinais é uma versão sinalizada da língua oral?  Não, A língua de sinais tem estrutura própria e é autônoma ou seja, independe de qualquer língua oral em sua concepção linguística. A língua de sinais tem suas origens históricas na língua oral?  Há poucos registros que possam fornecer informações sobre a origem e o desenvolvimento das línguas de sinais entre os surdos. Na história da evolução do homem, constata-se que o uso de sinais pelas mãos como forma de comunicação é anterior a comunicação vocal.
  8. 8. A língua de sinais é ágrafa?  Não, Até pouco tempo a língua de sinais era considerada uma língua sem escrita, no entanto, estudos recentes tem indicado as possibilidades da escrita própria da língua de sinais.
  9. 9. A língua de sinais é o alfabeto manual?  Não, O alfabeto manual, utilizado para soletrar manualmente as palavras é apenas um recurso utilizado por falantes da língua de sinais, não é uma língua e sim um código de representação das letras alfabéticas.
  10. 10. A língua de sinais é um código secreto dos surdos?  Não, Apesar dos surdos terem sido privados de se comunicarem em sua língua natural por séculos, por causa de sua proibição a língua era usada as escondidas, sendo considerada exótica, obscena e extremamente agressiva, já que o surdo expunha de mais o corpo ao sinalizar.
  11. 11. É uma língua exclusivamente icônica [ Não, A uma tendência em pensar assim, e essa visão relaciona-se com o fato de que a língua de sinais é uma língua de espaço visual. Embora exista um grau elevado de sinais icônicos(bebê, árvore, casa avião) é importante destacar que essa característica também é comum nas línguas orais.
  12. 12.  A língua dos surdos é mímica?  Não, está implícito nessa pergunta um preconceito muito grave, sobre a legitimidade linguística da língua de sinais e na capacidade de comunicação dos surdos.
  13. 13.  A língua de sinais tem gramática?  Sim, O reconhecimento linguístico tem marcas nos estudos descritivos do linguista americano William Stokoe em 1960. A partir da década de 1970 conduziram estudos mais aprofundados da ASL, dando a língua de sinais o reconhecimento gramatical de uma língua.
  14. 14. A língua de sinais é artificial? A língua de sinais dos surdos é natural, pois evolui como parte de um grupo cultural. Considera-se artificiais línguas construídas por um grupo de indivíduos com algum propósito específico exemplo: gestuno ( língua de sinais) e o esperanto( língua oral).
  15. 15.  Surdo Art. 2o Para os fins deste Decreto, considera-se pessoa surda aquela que, por ter perda auditiva, compreende e interage com o mundo por meio de experiências visuais, manifestando sua cultura principalmente pelo uso da Língua Brasileira de Sinais - Libras. DECRETO Nº 5.626, DE 22 DE DEZEMBRO DE 2005.
  16. 16. deficiente auditivo? Parágrafo único. Considera-se deficiência auditiva a perda bilateral, parcial ou total, de quarenta e um decibéis (dB) ou mais, aferida por audiograma nas freqüências de 500Hz, 1.000Hz, 2.000Hz e 3.000Hz.
  17. 17. Surd@-mud@: termo obsoleto, inadequado e incorreto, pois o déficit auditivo, em nenhum momento prejudica as pregas vocais (não mais cordas vocais). É possível aprender a falar (oralizar) mesmo não ouvindo!
  18. 18. O intérprete é a ‘voz’ do surdo? Não.  O intérprete tem sim uma IMPORTANCIA VALIOSA na vivencia comunicacional dos surdos e ouvintes. O que cria uma certa confusão é pelo fato de alguns ouvintes ( que não sabem LIBRAS) acreditarem que para se comunicarem com os surdos precisam sempre do intérprete. Não! Os surdos podem e devem se comunicar com os ouvintes da forma que acharem necessário. Lembre-se surdos em muitas situações fazem leitura labial e uso de outros instrumentos de comunicação que são funcionais.
  19. 19.  O intérprete se faz necessário nas faculdades, escolas, cursos, palestras, reuniões, ou seja, quando pretende passar informações para aprendizados específicos.  Além disso o interprete não pode ser visto e nem tampouco tratado como a bengala dos Surdos. Nós intérpretes devemos ser mais uma possibilidade comunicacional para os surdos de
  20. 20. O surdo tem dificuldade de escrever porque não sabe falar a língua oral?  Não! a compreensão da leitura, assim como as de produção da escrita, eram tão frequentemente observadas que muitas pessoas passaram a atribuí-las à surdez. Como consequência, os surdos foram considerados pessoas que, por não ouvirem, não entendem o que leem e apresentam dificuldades acentuadas no uso da Língua Majoritária. Práticas mecânicas e não funcionais para surdos e não surdos.
  21. 21.  A prioridade do professor deve ser inicialmente o uso da língua pelo aluno e não só o conhecimento das regras. A gramática é trabalhada não com o objetivo de que os alunos memorizem as regras, mas como ferramenta para que compreendam o funcionamento da língua. Uma vez que entendam o funcionamento da Língua Portuguesa, o professor poderá sistematizar a gramática, o que deverá se dar sempre com base no texto. Ai o ensino da Língua por sí mesma será uma construção interacional e positiva , além de dinâmica e agradável.
  22. 22. O uso de pontuação é peculiar da língua oral auditiva (escrita). E mais especifica ainda na língua de modalidade visual espacial.(Libras)
  23. 23. Referencias:  https://www.google.com.br  "ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA PARA ALUNOS SURDOS M. Cristina da Cunha Pereira DERDIC - PUCSP.“  Decreto nº5.626.  Lei nº 10.436.

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