Historia da Educação dos Surdos.

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DA EXCLUSÃO À INCLUSÃO.

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  • A partir daí, a ORALIZAÇÃO passou, então, a ser o objetivo principal da educação das crianças surdas.
    A queda do nível de escolarização do surdo foi inevitável.
  • Historia da Educação dos Surdos.

    1. 1. COMO AS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA ERAM TRATADAS NO PASSADO?
    2. 2.  As pessoas com deficiência, receberam dois tipos de tratamento quando se observa a História Antiga a rejeição e eliminação sumária. Na Roma Antiga, tanto os nobres como os plebeus tinham permissão para sacrificar os filhos que nasciam com algum tipo de deficiência. Da mesma forma, em Esparta, os bebês e as pessoas que adquiriam alguma deficiência eram lançados ao mar ou em precipícios.  Roma e Grécia (Era pré-cristã);  Agrupamento social: Nobreza e Populacho  Extermínio  Associados ao pecado
    3. 3.  Nesse contexto, a pessoa diferente, com limitações funcionais e necessidades diferenciadas , era praticamente exterminada por meio do abandono, o que não representava um problema de natureza ética ou moral. A Bíblia traz referências ao cego, ao manco e ao leproso - a maioria dos quais sendo pedintes ou rejeitados pela comunidade, seja pelo medo de doença, seja porque se pensava que eram amaldiçoados pelos deuses. Kanner (1964) relatou que “a única ocupação para os retardados mentais encontrada na literatura antiga é a de bobo ou de palhaço, para a diversão dos senhores e de seus hóspedes” (p. 5).
    4. 4. O período conhecido como Idade Média, entre os séculos V e XV, traz algumas informações e registros (preocupantes) sobre pessoas com deficiência. Continuaram a existir, na maioria das vezes controlados e mantidos por senhores feudais, locais para o atendimento de doentes e deficientes.  As referências históricas enfatizam, porém, o predomínio de concepções místicas, mágicas e misteriosas sobre a população com deficiência.
    5. 5.  Pessoas com deficiência física, sensorial e mental, em função da assunção das ideias cristãs, não mais podiam ser exterminadas, já que também eram criaturas de Deus. Assim, eram aparentemente ignoradas à própria sorte, na idade Média, dependia muito do olhar e da boa vontade e caridade humana. Da mesma forma que na Antiguidade, alguns continuavam a ser “aproveitados” como fonte de diversão, como bobos da corte, como material de exposição, etc. No século XIII começaram a surgir instituições para abrigarem deficientes mentais, e as primeiras legislações sobre “os cuidados a tomar com a sobrevivência e, sobretudo, com os bens dos deficientes mentais, como os constantes do De Prerrogativa Regis baixado por Eduardo II da Inglaterra” (Dickerson, 1981, em Pessotti, 1984).
    6. 6. Ao se afastar do Paradigma da Institucionalização e adotar as ideias de Normalização, criou-se o conceito de integração, que se referia à necessidade de modificar a pessoa com necessidades educacionais especiais, de forma que esta pudesse vir a se assemelhar, o mais possível, aos demais cidadãos, para então poder ser inserida, integrada, ao convívio em sociedade. Assim, integrar significava localizar no sujeito o alvo da mudança, embora para tanto se tomasse como necessário a efetivação de mudanças na comunidade.
    7. 7.  Entendia-se, então, que a comunidade tinha que se reorganizar para oferecer às pessoas com deficiência os serviços e os recursos de que necessitassem para viabilizar as modificações que as tornassem o mais “normais” possível
    8. 8.  Com isso as pessoas com deficiências e dentre outros viram que os suportes poderia e deveriam ser de diferentes tipos (social, econômico, físico, instrumental) e ter como função favorecer a construção de um processo que se passou a denominar Inclusão Social.  A Inclusão então não é um processo que envolva somente um lado, mas sim um processo bidirecional, que envolve ações junto à pessoa com deficiência
    9. 9. Isto não foi "privilégio" de um único povo, nem ficou restrito a uma única cultura. Esta prática não era algo que causasse escândalo em sua época ou em sua sociedade, pois fazia parte da cultura do povo.
    10. 10. PARA OS ROMANOS Os que não falavam  Não tinham direitos legais;  Não podiam fazer testamentos e precisavam de um curador para todos os seus negócios;  Eram considerados incapazes de gerenciar seus atos;  Perdiam sua condição humana, eram confundidos com o retardado.
    11. 11. NA GRÉCIA E NA ROMA Eram condenados à morte – lançados abaixo do topo de rochedos. Os sobreviventes viviam miseravelmente como escravos ou abandonados.
    12. 12. PARA IGREJA PARA IGREJA
    13. 13. Estudou o ouvido Argumentava que o sentido do ouvido (o ouvir) e a vocalização da palavra não eram indispensáveis para a compreensão das ideias. Inventor de um método para ensinar pessoas surdas a ler e escrever. Disse: “eles são considerados incapazes de se expressar somente porque ninguém os pode compreender”.
    14. 14. Pedro Ponce de Leon, (1520-1584) - um monge beneditino espanhol que utilizava, além de sinais, treinamento da voz e leitura dos lábios;
    15. 15. Desenvolveu um alfabeto manual, que ajudava os surdos a soletrar as palavras. Ponce de Leon não fez registro acerca de seu método. Fundou uma escola para surdos, em Madrid e dedicou grande parte da vida ensinando os filhos surdos, de pessoas nobres.
    16. 16. Nos séculos seguintes destacaram-se alguns professores à educação dos surdos. Juan Pablo Bonet, (1579-1629) (Espanha) aproveitando o trabalho iniciado por León, foi estudioso dos surdos e seu educador. Escreveu o primeiro livro conhecido sobre o ensino de surdos; Defendia tanto o uso da escrita como a ideia de que tutores e pais a empregassem na educação da criança desde cedo; Escreveu o primeiro livro conhecido sobre o ensino de surdos;
    17. 17. Atribuiu grande importância à existência de um ambiente linguístico rico, além de priorizar o uso do alfabeto manual juntamente com a escrita para o ensino da fala; Defendia que o treino da fala fosse iniciado precocemente; Proibia o uso da língua gestual, optando pelo método oral. Outros educadores seguiram os passos de Juan Pablo com algumas pequenas diferenças.
    18. 18. Abade L’Epée (1712-1789) – França ensinava os surdos, primeiramente por motivos religiosos. Iniciou seu trabalho com surdos por casualidade. Abade L’Epée (1712-1789) – França ensinava os surdos, primeiramente por motivos religiosos. Iniciou seu trabalho com surdos por casualidade. Fundou a primeira escola pública para surdos em Paris. Aprendeu a Língua de Sinais com surdos pobres de Paris e utilizou-a em seu método de ensino que ficou conhecido como Sistema de Signos Metódicos. A sua escola iniciou em 1760, com poucos alunos, mas em 1785, já contava com setenta estudantes.
    19. 19. Reconheceu que ensinar o surdo a falar seria perda de tempo, antes devia ensinar-lhe a língua gestual. Muitos o consideram criador da língua gestual, adotando o método de educação coletiva. L‘Epée reconheceu que essa língua realmente existia e que se desenvolvia (mas não considerava uma língua com gramática). Muitos o consideram criador da língua gestual, adotando o método de educação coletiva. L‘Epée reconheceu que essa língua realmente existia e que se desenvolvia (mas não considerava uma língua com gramática).
    20. 20. Em 1880, Congresso Internacional, em Milão- Itália. Decidiu-se que a linguagem gestual fosse praticamente banida como forma de comunicação. Todos os surdos deveriam ser ensinados pelo Método Oral Puro. E o ensino de disciplinas como História, Geografia e Matemática, foi relegado a segundo plano.
    21. 21. No Congresso Internacional da Alemanha houve uma atitude positiva. A Língua de Sinais que, mesmo durante a opressão oralista, conseguiu manter-se viva.
    22. 22. SOCIALMENTE Existiam leis que proibiam os surdos de receberem heranças, de votar e enfim, de todos os direitos como cidadãos.
    23. 23. NO PASSADO, OS SURDOS ERAM CONSIDERADOS INCAPAZES DE SER ENSINADOS, POR ISSO ELES NÃO FREQUENTAVAM ESCOLAS.
    24. 24. Final do século xx Os surdos assumiram a direção da única Universidade para Surdos do Mundo (Gallaudet University Library - Washington - EUA) Passaram a divulgar a Filosofia da Comunicação Total.
    25. 25. Na década seguinte, a partir das pesquisas da professora de Lingüística Lucinda Ferreira Brito Na década seguinte, a partir das pesquisas da professora de Lingüística Lucinda Ferreira Brito começa a ganhar força no país a filosofia do Bilinguismo A língua de sinais, é considerada a sua língua natural (L1) Somente como segunda língua deveria ser ensinada a língua oficial do país, mas preponderantemente na sua forma escrita
    26. 26. Língua de Sinais passou a ser defendida no Brasil19861986 19991999 Avanços em relação aos SurdosAvanços em relação aos Surdos BrasileirosBrasileiros Avanços em relação aos SurdosAvanços em relação aos Surdos BrasileirosBrasileiros
    27. 27. 2005 2000 2002 Língua de Sinais Brasileira de Sinais é reconhecida no Brasil. Língua de Sinais Brasileira de Sinais é regulamentada no Brasil.
    28. 28. Avanços em relação aos Surdos noAvanços em relação aos Surdos no AcreAcre Avanços em relação aos Surdos noAvanços em relação aos Surdos no AcreAcre Língua de Sinais Brasileira de Sinais é reconhecida. Foi criada a escola especial para surdos – CEADA, que com o tempo passou a ser chamada Centro Estadual de Educação de Surdos – Profª Hermínia Moreira Maia – CEES. 2003 1984
    29. 29. Ano 2005 implantação do Centro de Formação de Profissionais da Educação e de Atendimento as Pessoas Com Surdez - CAS/AC na capital Rio Branco, também a interiorização do curso de LIBRAS nos municípios do Estado. Ano 2008 implantação do Núcleo de Apoio as Pessoas com Deficiência na UFAC. Nesse mesmo ano é inaugurou a ASSACRE. 2005 2008 Foi criada na Secretaria Municipal de Educação a Divisão de Assistência ao Educando que tem em sua organização uma equipe que coordena a Educação Especial É fechada o Centro Estadual de Educação de Surdos - Hermínia Moreira Maia, no Acre, sendo todos os alunos surdos incluídos na rede regular de ensino. 2010
    30. 30. Com o advento da Inclusão os surdos estão lutando por respeito linguístico com novas politicas sendo incorporadas e implementadas.
    31. 31. Referencias: Adaptado: especialsjc@gmail.com Necessidades educacionais especiais dos alunos / Maria Salete Fábio Aranha. - Brasília : Ministério da Educação, Secretaria de Educação Especial, 2005. https://www.google.com.br/ imagens.

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