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CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS
DEMÊNCIA, DELIRIUM e
DEPRESSÃO
(canineu@splicenet.com.br)
CURSO DE INTRODUÇÃO A GERIATIA E
GERONTOL...
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 3 tópicos de grande importância
 Podem até ocorrer no mesmo paciente e ficar sem
diagnóstico e sem tratamento
 Quem ...
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 I. Definições
 II. Epidemiologia
 III. Critérios diagnósticos
 IV. Quadro clínico
 V. Como fazer o diagnóstico
 V...
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 I. Definições
 II. Epidemiologia
 III. Critérios diagnósticos
 IV. Quadro clínico
 V. Como fazer o diagnóstico
 V...
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 Demência
 Doença do envelhecimento
 Panorama Psicogeriátrico geral
 Transtornos Afetivos – 50%
 Transtornos Neurót...
 Século XVIII – estado terminal
 Esquirol (Século XIX)
 a) demência aguda: febre, hemorragia.
 b) demência crônica: e...
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 Latim DELIRARE – “fora dos trilhos”
 Redução do metabolismo cerebral com lentificação
difusa do EEG
 Estado confusio...
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 O termo Depressão: muito antigo na história da
Medicina
 Melancolia: o termo histórico não se referia aos
sintomas af...
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 Em meados do sec. XX: Kraepelin incorporou
o termo a uma doença “Psicose Maníaco-
Depressiva”
 Dificuldades do termo ...
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 I. Definições
 II. Epidemiologia
 III. Critérios diagnósticos
 IV. Quadro clínico
 V. Como fazer o diagnóstico
 V...
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 Prevalência e incidência ⇑ exponencialmente
com a idade – dobra a cada 5,1 anos
 Após os 64 anos:
 5- 10% e 1- 2%
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Crescimento Previsto da Doença de Alzheimer
Prevalência em 2050
Ziegler-Graham K et al. Alzheimer’s Dement 2007;3(Suppl):S...
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 Prevalência entre 1.0 e 40.0%;
 No pós-operatório entre 2.0 e 60.0 %
 Única forma de apresentação de doença física
g...
 Estudos de Prevalência de Depressão em Idosos:
 Depressão Maior
 Comunidade: 1 a 5% (mais frequente: 1 a 2%)
 Depres...
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 I. Definições
 II. Epidemiologia
 III. Critérios diagnósticos
 IV. Quadro clínico
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A) Déficit cognitivos múltiplos (itens
1 e 2).
1.Prejuízo da memória de curto e
longo prazo.
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1. Comprometimento da memória
2. Ao menos um dos seguintes
a) Afasia – alt. níve...
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a) Distúrbio da consciência
b) Alteração da cognição (memória, orientação,
percepção ou linguagem)...
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 Envolve:
 Depressão Maior
 Depressão Menor (Distimia)
 Sintomas Depressivos
(Segundo critérios contidos no DSM-IV, ...
III. Episódio Depressivo
Maior/Diagnóstico
DSM-IV
5 ou mais sintomas presentes pelo período de 2 semanas, causando
prejuíz...
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 I. Definições
 II. Epidemiologia
 III. Critérios diagnósticos
 IV. Quadro clínico
 V. Como fazer o diagnóstico
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Sintomatologia - Modelo de 3 Estágios
 1º Fase Inicial
 2 a 3 anos, sintomas vagos difusos
 instalação insidiosa
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Sintomatologia - Modelo de 3 Estágios
 2º Fase Intermediária
 3 a 5 anos - progressiva e lenta
 maior deterioração de...
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Sintomatologia - Modelo de 3 Estágios
 3º Fase Avançada
 duração variável
 funções mais gravemente comprometidas
 so...
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 Largo espectro de disfunção cerebral
 Início agudo, predominando no período noturno
 Geralmente insidioso precedido ...
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 Desorientação temporo-espacial, disgrafias e
disnomias
 Prejuízo intenso da atenção
 Alteração vigília e alerta = so...
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 Estado de Humor:
 Tristeza, anedonia, abandono, << autoestima, retraimento,
idéias de morte
 Neurovegetativos:
 Ina...
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 Predominam no idoso:
 Afeto rebaixado
 << satisfação com a vida
 Desconfiança e retraimento
 Lentificação psicomot...
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 I. Definições
 II. Epidemiologia
 III. Critérios diagnósticos
 IV. Quadro clínico
 V. Como fazer o diagnóstico
 V...
AAGP et al., 1997
 avaliação laboratorial
(hemograma completo,
bioquímica, testes de função
hepática, tireoideana,
vitami...
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 MEEM:
 Orientação – Atenção – Memória de Evocação – Abstração
Linguagem – Funcionamento Visuoespacial
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COGNIÇÃO COMPORTAMENTO
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funcional
DemênciaDemência
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 Demências Hipocolinérgicas: Doença de Alzheimer
(DA), Demência Vascular (DV), Demência Mista
(DM), Doença dos Corpúscul...
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 Drogas: álcool, hipnótico/sedativo,
antiparkinsoniano
 Infecções
 Doenças cardíacas
 Distúrbios metabólicos
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 Levar em conta os fatores de risco:
 Predisponentes
 Déficit cognitivo prévio;
 Doença grave;
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 Estratégias de diagnóstico:
 Anamnese detalhada (história pessoal e familiar)
 Exame físico geral (sinais neurológic...
•OBSERVAR APARÊNCIA
•OBSERVAR O DISCURSO
• USO DE INSTRUMENTOS DE
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•Você está satisfeito com sua vida?*
•Abandonou muitos dos seus interesses e
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 I. Definições
 II. Epidemiologia
 III. Critérios diagnósticos
 IV. Quadro clínico
 V. Como fazer o diagnóstico
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 Compensardéficits cognitivos
 Aliviaralterações de comportamento
 MelhorarAVDs
 ⇑ QV (paciente/familiar)
VI. Demênc...
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SPCD e sua Abordagem
Neurolépticos
Antidepressivos
Ansiolíticos Drogas
Antidemência
Estabilizadores
De Humor
Analgésicos...
 Tratamento multidisciplinar
 Intervenções variadas para melhorar/manter
cognição e comportamento
 Técnicas utilizadas...
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 Evitar anticolinérgicos
 Evitar retirada súbita de álcool e sedativos
 Corrigir e tratar:
 Desidratação
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 Suporte psicossocial
 Ambiente claro
 Uso de:
 Relógio
 Calendário;
 Outros objetos pessoais (óculos, próteses)
...
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 Orientação
 Psicoterapia
 Psicofarmacologia
 Antidepressivo
 Neuroléptico
 Estabilisador dehumor
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Depressão
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 Perfil de segurança dos antidepressivos:
 Maior aderênciainicial
 Menor cardiotoxicidade
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Evolução de Tratamento
Remissão Total dos Sintomas
Depressivos e Recuperação
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CURSO DE INTRODUÇÃO A GERIATIA E GERONTOLOGIA de Ourinhos (SP)
Critérios Diagnósticos
Demência, Delirium e Depressão
Dr. Paulo Canineu
Dr. Adriano Gordilho

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Delirium, depressão e demência sbgg (para curso)

  1. 1. CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS DEMÊNCIA, DELIRIUM e DEPRESSÃO (canineu@splicenet.com.br) CURSO DE INTRODUÇÃO A GERIATIA E GERONTOLOGIA SBGG-2013 Dr. Adriano Gordilho Dr. Paulo Canineu
  2. 2.   3 tópicos de grande importância  Podem até ocorrer no mesmo paciente e ficar sem diagnóstico e sem tratamento  Quem deve tratá-los?  O neurologista?  O psiquiatra?  O geriatra?  A equipe multi/interdisciplinar? No Envelhecimento:
  3. 3.   I. Definições  II. Epidemiologia  III. Critérios diagnósticos  IV. Quadro clínico  V. Como fazer o diagnóstico  VI. Tratamento Sumário
  4. 4.   I. Definições  II. Epidemiologia  III. Critérios diagnósticos  IV. Quadro clínico  V. Como fazer o diagnóstico  VI. Tratamento Sumário
  5. 5.   Demência  Doença do envelhecimento  Panorama Psicogeriátrico geral  Transtornos Afetivos – 50%  Transtornos Neuróticos – 25%  Síndromes Psicorgânicas – 25% I.Demência/Definição
  6. 6.  Século XVIII – estado terminal  Esquirol (Século XIX)  a) demência aguda: febre, hemorragia.  b) demência crônica: epilepsia, alcoolismo, masturbação, mania  c) senil: envelhecimento  O que é demência?  Loucura?  Perturbação mental?  “... Deterioração da capacidade intelectual, caracterizada por perda progressiva das habilidades cognitivas e emocionais, suficientemente grave para interferir na vida diária e na qualidade de vida”  Funções Cognitivas alteradas  Atenção, imaginação, compreensão, concentração, memória, raciocínio, julgamento, afetividade e percepção I. Demência/Definição
  7. 7.   Latim DELIRARE – “fora dos trilhos”  Redução do metabolismo cerebral com lentificação difusa do EEG  Estado confusional agudo, confusão mental aguda;  “Sindrome cerebral orgânica, sem etiologia específica com presença de perturbações da consciência e da atenção, da percepção, do pensamento, da memória, do comportamento psicomotor, das emoções e do rítmo sono-vigília  Duração variável I. Delirium/Definição
  8. 8.   O termo Depressão: muito antigo na história da Medicina  Melancolia: o termo histórico não se referia aos sintomas afetivos; doença mental (Hipócrates), tipo de temperamento, estado emocional; doença na Idade Média  Em 1860: Depressão era à diminuição do ânimo de uma pessoa sofrendo de uma doença  No final do sec. XVIV: Depressão como sinônimo de Melancolia, ou seja, diminuição do ânimo, da coragem ou iniciativa e uma tendência a pensamentos tristes I. Depressão/Definição
  9. 9.   Em meados do sec. XX: Kraepelin incorporou o termo a uma doença “Psicose Maníaco- Depressiva”  Dificuldades do termo até hoje:  Uso leigo – tristeza, desânimo  Uso em psiquiatria – sintoma (humor depressivo)  Uso para designar síndrome  Em finais do sec. XX: transtorno afetivo ou do humor abrangendo grande número de afecções correlatas (o rebaixamento do humor é fundamental) I. Depressão/Definição
  10. 10.   I. Definições  II. Epidemiologia  III. Critérios diagnósticos  IV. Quadro clínico  V. Como fazer o diagnóstico  VI. Tratamento Sumário
  11. 11.   Prevalência e incidência ⇑ exponencialmente com a idade – dobra a cada 5,1 anos  Após os 64 anos:  5- 10% e 1- 2%  Após os 75 anos:  15- 20% e 2- 4%  Metanálise da literatura:  1,4% entre 65- 69 anos  20,8% entre 85- 89 anos  38,6% entre 90- 95 anos  Doença do envelhecimento II. Demência/Epidemiologia
  12. 12. Crescimento Previsto da Doença de Alzheimer Prevalência em 2050 Ziegler-Graham K et al. Alzheimer’s Dement 2007;3(Suppl):S168–9 285% 534% 476% 229% 497% 365%365% Based on estimated data for 2006 and 2050 SBGG-2013 Dr. Adriano Gordilho Dr. Paulo Canineu SBGG-2013 Dr. Adriano Gordilho Dr. Paulo Canineu
  13. 13.   Prevalência entre 1.0 e 40.0%;  No pós-operatório entre 2.0 e 60.0 %  Única forma de apresentação de doença física grave;  Indica pior prognóstico;  Pode indicar complicação iatrogênica;  Entre 36.0 a 67.0% não é feito diagnóstico  (Demência, depressão, envelhecimento normal)  É uma urgência médica II. Delirium/Epidemiologia
  14. 14.  Estudos de Prevalência de Depressão em Idosos:  Depressão Maior  Comunidade: 1 a 5% (mais frequente: 1 a 2%)  Depressão Maior Instituições Geriátricas: 11,5 %  Pacientes hospitalizados (HG): 10 a 30%  Sintomas Depressivos  Comunidade (incluindo-se o Brasil) 15%  Instituições Geriátricas: até 70%  Porém, subdiagnosticada e pouco tratada (Koenig & Blazer, 1992; Jackson & Baldwin, 1993; 1989; Adler, 1998; Beckman et al., 1999; Sable et al., 2002; Subramanian & Mitchjel, 2005) II. Depressão/Epidemiologia
  15. 15.   I. Definições  II. Epidemiologia  III. Critérios diagnósticos  IV. Quadro clínico  V. Como fazer o diagnóstico  VI. Tratamento Sumário
  16. 16.  A) Déficit cognitivos múltiplos (itens 1 e 2). 1.Prejuízo da memória de curto e longo prazo. 2.Um ou mais dos seguintes distúrbios cognitivos: a) alt. de linguagem b) alt. no desempenho motor c) dif. p/ reconhecimento de objetos d) alt. do pensamento abstrato III. Demência/Critérios Diagnósticos B) Déficit em A suficiente para interferirnas atividades sociais ou de trabalho e representamdeclínio significativo na função em relação ao estado anterior C) Déficits não ocorrem exclusivamente durante o curso de delirium Adaptado do DSM IV: An. Psychiatric Assn. 1994: 142, 43, 51, 52.
  17. 17. A) Desenvolvimento de déficits múltiplos 1. Comprometimento da memória 2. Ao menos um dos seguintes a) Afasia – alt. nível simbólico da linguagem b) Apraxia – alt. execução atos motores c) Agnosia – incapacidade de reconhecer objetos d) Transtorno das funções executivas (planificação, organização, sequenciação e abstração) B) Início Gradual e Declínio cognitivo contínuo C) Significativo comprometimento social e ocupacional D) Déficits acima, sem nenhuma outra causa médica ou por uso de drogas E) Déficits não ocorrem apenas em associação com delirium F) Não existem outros transtornos psiquiátricos III. Critérios Diagnósticos de DA (DSM-IV)
  18. 18.   DSM IV (APA – 1994) a) Distúrbio da consciência b) Alteração da cognição (memória, orientação, percepção ou linguagem) c) Início agudo e curso flutuante d) Evidência de etiologia orgânica causadora: – Condição médica geral; – Intoxicação com substância; – Retirada de substância; – Múltiplos fatores; – Sem especificação. III. Delirium/Critérios Diagnósticos
  19. 19.   Envolve:  Depressão Maior  Depressão Menor (Distimia)  Sintomas Depressivos (Segundo critérios contidos no DSM-IV, APA 1994) III. Depressão/Critérios Diagnósticos
  20. 20. III. Episódio Depressivo Maior/Diagnóstico DSM-IV 5 ou mais sintomas presentes pelo período de 2 semanas, causando prejuízo no funcionamento social, ocupacional ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo. ; sintomas não são efeito de alguma substância ou doença e não podem ser explicados por luto 1. Humor deprimido 2. Interesse ou prazer diminuídos 3. Perda ou ganho significativo de peso 4. Diminuição ou aumento do apetite 5. Insônia ou hipersonia 6. Agitação ou retardo psicomotor 7. Fatiga ou perda de energia 8. Sentimentos de inutilidade ou culpa excessiva 9. Diminuição da concentração e da memória 10. Pensamentos recorrentes de morte ou ideação suicida EPISÓDIO DEPRESSIVO MENOREPISÓDIO DEPRESSIVO MENOR 2 a 4 sintomas, incluindo humor2 a 4 sintomas, incluindo humor deprimido ou diminuição dodeprimido ou diminuição do interesse ou prazerinteresse ou prazer SINTOMAS DEPRESSIVOSSINTOMAS DEPRESSIVOS SBGG-2013- AGordilho, PRCanineu
  21. 21.   I. Definições  II. Epidemiologia  III. Critérios diagnósticos  IV. Quadro clínico  V. Como fazer o diagnóstico  VI. Tratamento Sumário
  22. 22.  Sintomatologia - Modelo de 3 Estágios  1º Fase Inicial  2 a 3 anos, sintomas vagos difusos  instalação insidiosa  memória alterada  alterações vísuo-espaciais (desorientação)  alterações da linguagem, aprendizado, concentração  crítica comprometida  perplexidade, hiperatividade, agitação, apatia, desinteresse IV. Demência/Quadro Clínico
  23. 23.  Sintomatologia - Modelo de 3 Estágios  2º Fase Intermediária  3 a 5 anos - progressiva e lenta  maior deterioração de memória  sintomas focais: afasia, apraxia, agnosia  alterações no cálculo, julgamento, planejamento e abstração  emoções, personalidade e comportamento social relativamente preservados  alterações de postura, marcha, tonus muscular, parkinsonismo IV. Demência/Quadro Clínico
  24. 24.  Sintomatologia - Modelo de 3 Estágios  3º Fase Avançada  duração variável  funções mais gravemente comprometidas  sons estranhos, mutismo  incontinência urinária e fecal  sintomas e sinais neurológicos grosseiros: rigidez, convulsões, tremores e movimentos involuntários  apatia e prostração acentuados, confinamento ao leito, incapacidade de expressão  posição fetal, escaras, estado vegetativo - óbito. IV. Demência/Quadro Clínico
  25. 25.   Largo espectro de disfunção cerebral  Início agudo, predominando no período noturno  Geralmente insidioso precedido de pródromos tais como:  Diminuição da concentração; irritabilidade; insônia; pesadelos; alucinações transitórias  É fundamental a flutuação dos sintomas  Pensamento vago e fragmentado, lento ou coerência  Memória comprometida, associada a prejuízo da atenção e nível de consciência  Ilusões e alucinações em 40.0 a 75.0% IV. Delirium/Quadro Clínico
  26. 26.   Desorientação temporo-espacial, disgrafias e disnomias  Prejuízo intenso da atenção  Alteração vigília e alerta = sonolência diurna, sono reduzido noturno e fragmentado  Comportamento psicomotor alterado  Hiperatividade ou hipoatividade (álcool e processos infecciosos respectivamente)  Raiva, medo, rubor facial, ansiedade, euforia, taquicardia, palidez IV. Delirium/Quadro Clínico
  27. 27.   Estado de Humor:  Tristeza, anedonia, abandono, << autoestima, retraimento, idéias de morte  Neurovegetativos:  Inapetência, emagrecimento, alt. Sono, << energia, lentificação, dores  Cognitivos:  << concentração, memorização, raciocínio e aprendizagem  Psicóticos:  Paranóia, delírios e alucinações IV. Depressão Quadro Clínico
  28. 28.   Predominam no idoso:  Afeto rebaixado  << satisfação com a vida  Desconfiança e retraimento  Lentificação psicomotora  Marcha com passos curtos  Cansaço e falta de energia  Alterações do sono e do libido IV. Depressão/Quadro Clínico
  29. 29.   I. Definições  II. Epidemiologia  III. Critérios diagnósticos  IV. Quadro clínico  V. Como fazer o diagnóstico  VI. Tratamento Sumário
  30. 30. AAGP et al., 1997  avaliação laboratorial (hemograma completo, bioquímica, testes de função hepática, tireoideana, vitamina B12,ácido fólico, lípides, glicemia, VDRL,homocisteína)  estudos de imagem (CT de crânio, RNM, SPECT)  Avaliação neuropsicológica, se diagnóstico incerto  Avaliação periódica  (3- 6 meses)  Entrevista diagnóstica  paciente e um informante confiável  Avaliação clínica realizada no consultório  exame físico abrangente  avaliação resumida da condição neurológica e mental  avaliação da função cognitiva quantificada resumida (MEEM, TDR, Fluência Verbal, MOCA, Figuras do CERAD) V.Demência/Diagnóstico: SBGG-2013 Dr. Adriano Gordilho Dr. Paulo Canineu SBGG-2013 Dr. Adriano Gordilho Dr. Paulo Canineu
  31. 31.   MEEM:  Orientação – Atenção – Memória de Evocação – Abstração Linguagem – Funcionamento Visuoespacial  Teste do Relógio :  Organização – Abstração – Funcionamento Visuoespacial  Interpretação de Ditados Populares:  Julgamento – Atenção  Teste de Função Verbal  Linguagem – Atenção - Concentração Função Cognitiva Atenção – Julgamento – Memória – Abstração Funcionamento Visuoespacial – Linguagem - Orientação
  32. 32. COGNIÇÃO COMPORTAMENTO Capacidade funcional DemênciaDemência Espectro da DemênciaEspectro da Demência SBGG-2013 Dr. Adriano Gordilho Dr. Paulo Canineu SBGG-2013 Dr. Adriano Gordilho Dr. Paulo Canineu
  33. 33.  Demências Hipocolinérgicas: Doença de Alzheimer (DA), Demência Vascular (DV), Demência Mista (DM), Doença dos Corpúsculos de Lewy (DCL), Demência da Doença de Parkinson (DDP)  Demência Frontotemporal: Variante Comportamental, Afasia Progressiva Primária, Semântica  Demências Subcorticais: Paralisia Supranuclear Progressiva (PSP), Huntington  Demências Infecciosas: Neurosífilis, Herpes, HIV  Demências Priônicas: Creutzfeldt-Jakob Tipos de Demências
  34. 34.   Drogas: álcool, hipnótico/sedativo, antiparkinsoniano  Infecções  Doenças cardíacas  Distúrbios metabólicos  Desordens neurológicas  Traumatismos  Mudanças ambientais V. Delirium/Diagnóstico
  35. 35.  Levar em conta os fatores de risco:  Predisponentes  Déficit cognitivo prévio;  Doença grave;  Uremia;  Déficit sensorial;  Depressão anterior;  Alcoolismo.  Precipitantes  Restrição física  Má-nutrição;  Uso de mais de três drogas;  Sonda vesical. V. Delirium/Diagnóstico
  36. 36.   Estratégias de diagnóstico:  Anamnese detalhada (história pessoal e familiar)  Exame físico geral (sinais neurológicos localizatórios)  Exame psiquiátrico minucioso  Investigação das diversas condições clínicas  Exames laboratoriais pertinentes  Investigação sobre o uso de medicamentos e drogas  Neuroimagem estrutural e funcional  Avaliação neuropsicológica (sintomas cognitivos) V. Depressão/Diagnóstico
  37. 37. •OBSERVAR APARÊNCIA •OBSERVAR O DISCURSO • USO DE INSTRUMENTOS DE RASTREIO ( GDS, BECK, Hamilton) •LISTAGEM DAS DROGAS •RASTREIO DE SECUNDÁRIA E DE COMORBIDADES •DADOS OBTIDOS X DSM-IV ( CID 10 ) NA PRÁTICA, COMO DIAGNOSTICAR ? SBGG-2013- AGordilho, PRCanineu O
  38. 38. •Você está satisfeito com sua vida?* •Abandonou muitos dos seus interesses e atividades?* •Sente que a vida está Vazia?* •Sente-se freqüentemente Aborrecido?* •Você tem muita fé no futuro? •Tem pensamentos negativos? •Na maioria do tempo está de bom humor?* •Tem medo de que algo de mal vá lhe acontecer?* •Sente-se feliz na maioria do tempo?* •Sente-se freqüentemente desamparado, adoentado?* •Sente-se freqüentemente intranquilo? •Prefere ficar em casa em vez de sair?* •Preocupa-se muito com o futuro? •Acha que tem mais problema de memória que os outros?* •Acha bom estar vivo?* •Fica freqüentemente triste? •Sente-se inútil?* •Preocupa-se muito com o passado? •Acha a vida muito interessante? •Para você é difícil começar novos projetos? •Sente-se cheio de energia?* •Sente-se sem esperança?* •Acha que os outros têm mais sorte que você?* •Preocupa-se com coisas sem importância? •Sente freqüentemente vontade de chorar? •É difícil para você concentrar-se? •Sente-se bem ao despertar? •Prefere evitar as reuniões sociais? •É fácil para você tomar decisões? •O seu raciocínio está tão claro quanto antigamente? Escala de depressão geriátrica (Yesavage) * Itens também presentes na versão de 15 itens SBGG-2013- AGordilho, PRCanineu
  39. 39.   I. Definições  II. Epidemiologia  III. Critérios diagnósticos  IV. Quadro clínico  V. Como fazer o diagnóstico  VI. Tratamento Sumário
  40. 40.   Compensardéficits cognitivos  Aliviaralterações de comportamento  MelhorarAVDs  ⇑ QV (paciente/familiar) VI. Demência/Tratamento: objetivos: Tratamento Farmacológico Tratamento Não Farmacológico
  41. 41.  SPCD e sua Abordagem Neurolépticos Antidepressivos Ansiolíticos Drogas Antidemência Estabilizadores De Humor Analgésicos Tratamento Farmacológico
  42. 42.  Tratamento multidisciplinar  Intervenções variadas para melhorar/manter cognição e comportamento  Técnicas utilizadas  Treinamentos  Cognitivo  Melhorarestruturação do ambiente  Orientação nutricional  Programação Ex. Físicos  Orientação e suporte psicológico familiar/cuidador Tratamento NÃO Farmacológico
  43. 43.   Evitar anticolinérgicos  Evitar retirada súbita de álcool e sedativos  Corrigir e tratar:  Desidratação  Desequilíbrio hidro-eletrolítico  Desnutrição  Úlcera de Pressão  Aspiração Delirium/Tratamento
  44. 44.   Suporte psicossocial  Ambiente claro  Uso de:  Relógio  Calendário;  Outros objetos pessoais (óculos, próteses)  Tratamento farmacológico:  Haloperidol: 0,5 a 1,0 mg ao dia  BZD  Nas abstinências de álcool ou de BZDs Delirium/Tratamento
  45. 45.   Orientação  Psicoterapia  Psicofarmacologia  Antidepressivo  Neuroléptico  Estabilisador dehumor  Benzodiazepínico  Lítio  Eletroconvulsoterapia Depressão/Tratamento
  46. 46. Depressão
  47. 47.   Perfil de segurança dos antidepressivos:  Maior aderênciainicial  Menor cardiotoxicidade  Redução efetivaidéiasdesuicídio  Maior segurançaqto àsdoses  Efeitoscolateraismaisrestritos:  perdadepeso; disfunção sexual; sangramento; hiponatremia; acatisia  Sem efeitosanticolinérgicos(cognição)  Sedação variável: leve/moderada Depressão/Tratamento
  48. 48. Evolução de Tratamento Remissão Total dos Sintomas Depressivos e Recuperação
  49. 49. ... há sempre o que fazer!

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