SlideShare uma empresa Scribd logo
BIOLOGIA DO ENVELHECIMENTO
O Envelhecimento
O que é envelhecimento? Conceito Simplista “ é o processo pelo qual o jovem se transforma em idoso”
O que é envelhecimento? Conceito Biológico “ fenômenos que levam à redução da capacidade de adaptação  a  sobrecargas  funcionais” Homeostenose
Mais sobre nomenclatura? senescência  = envelhecimento normal senilidade  =  envelhecimento patógico
Homeostenose: Declínio estimado em algumas funções     % aos 60   % aos 80 V. De condução nervosa 96 88 Gasto metabólico basal 96 84 Índice cardíaco 82 70 Função renal 96 61 Capacidade pulmonar   80 58
Quem é idoso ?
Conceito Cronológico:   60 ou mais  (países em desenvolvimento)  65 ou mais  (países desenvolvidos) muito idosos  (very old): 80 e 85 ou mais
SISTEMA CARDIOVASCULAR
O ENVELHECIMENTO DOS VASOS Túnica íntima alterações das céls. endoteliais; aumenta espessura da membrana basal; invasão por céls. musculares e macrófagos; aumenta síntese de matriz extracelular. Túnica média elastina substituída por colágeno; diminui elasticidade do vaso; acúmulo intra e extracelular de lipídeos; calcificação. Túnica adventícia diminui tecido elástico; deposição de tecido adiposo.
O ENVELHECIMENTO DO CORAÇÃO Tecido de condução: perda gradual de fibras marca-passo + deposição de tec. Fibroso e gorduroso Valvas tornam-se mais rígidas  Miocárdio: deposição de lipofuscina e colágeno, espessamento da parede ventricular esquerda  Esqueleto fibroso: calcificação
Envelhecimento e Sistema cardiovascular Diminuição da  elasticidade  parietal dos vasos- elevam-se os níveis sistólicos da pressão arterial,da impedância aórtica e da pós carga. Aumento da  rigidez ventricular  e diminuição da complacência ventricular. Alterações autonômicas-  aumenta os níveis plasmáticos de adrenalina e noradrenalina
Modificações funcionais do envelhecimento Aumento da  pressão sistólica Aumento do tempo de  relaxamento  do VE Aumento da importância do mecanismo de  Frank-Starling Diminuição do  volume diastólico  inicial do VE Aumento da importância da  contração atrial
ENVELHECIMENTO DO SN
Morte dos neuronios com o envelhecimento  (50K/dia) neuronios não fazem mitose perda neuronal não é reposta redução gradual do tecido nervoso Senescencia do SN outras alterações Axonios delgados diminuição da mielina redução do citoesqueleto
Senescencia do SN perda de 25% de massa cerebelar Perda de neuronios + perda de mielina = Diminuição da massa cerebral Diminuição não é uniforme Diminuição lenta do tamanho do cerebro aos 30 e acelerada após os 60 anos dilatação dos ventriculos, giros cerebrais se tornam menores, sulcos se alargam
O que costuma ter grande declinio? Senescencia do SN tempo de resposta nivel de alerta  (tempo de reação cerebral ) O que declina mais lentamente? ablilidade verbal memória
Com o envelhecimento alguns neuronios brotam novos axonios e estabelecem novas sinapses. novas sinapses = rede neural aumenta em conexões Aprendizagem requer desenvolvimento de novas sinapses Senescencia do SN Existe,todavia um declinio idade relacionado da inteligencia Acredita-se relacionado a perda neural  O idoso tem 25% do declinio da capacidade verbal variablilidade individual
Memória é afetada pelo envelhecimento memória de longo prazo preservada cerebro ativo retem melhor a memória Senescencia do SN aumento da condução do impulso nervoso diminuição da liberação de NT redução dos receptores pós sinápticos
redução dos dendritos e espiculas dendriticas diminuição da substancia de Nissl (ribossomes) No hipocampus: Senescencia do SN fusos neurofibrilares placas senis alterações neurais intracelulares alterações da neuroglia
Alterações na atividade simpatica Aumento de noradrenalina Diminuição da metabolização de noradrenalina  diminuição da sensibilidade dos receptores Senescencia do SN Alterações da atividade parassimpatica
Alterações dos neuronios piramidais do cortéx cerebral
Na senescencia a perda dos neuronios ocorre principalmente nas areas:   Locus ceruleus (neuronios adrenérgicos) Substancia nigra (neuronios dopaminergicos) Nucleo basal de Meynert (neuronios cholinergicos )  Hipocampo (neuronios colinergico)
ACUMULO DE LIPOFUSCINA
C A & B: fusos neurofibrilares C: placas senis
Massa cerebral diminuída
Alterações no sistema colinérgico, catecolaminérgico e serotonérgico córtex Núcleo caudado
Redução da atividade motora(reflexos posturais) Queda da sensibilidade de barorreceptores e quimioceptores(alteração da pressão arterial)
Neuronios morrem com o envelhecimento Velocidade de condução diminui coma idade Existe um retardo na tranmissão sinaptica  Ha muitas alterações intracelulares  Relembrando
SONO
ESTÁGIOS DO SONO NORMAL Muitos distúrbios do sono são subdiagnosticados e subtratados nos idosos Durante o sono normal, um indivíduo passa por  4 estágios NREM  (movimentos oculares não rápidos) e atinge o estágio  REM  (movimentos oculares rápidos). O ciclo dura aproximadamente  90  minutos O ciclo repetindo-se  4 a 5 vezes  durante o sono noturno (8-9 horas)
ESTÁGIOS DO SONO NORMAL As fases do sono não-REM são fisiologicamente controladas pelo Sistema Nervoso autônomo  parassimpático  e são divididas em  quatro  estágios: I  –  sono leve II  –  maior relaxamento/sono leve III IV profundo ou delta
ESTÁGIOS DO SONO NORMAL Sono REM:  segue o NREM, corresponde a 20% do sono total e está associado aos  sonhos , alterações de PA, FR, batimentos cardíacos, ocorre relaxamento do tônus muscular ( Registro no EEG  semelhante ao estado de vigília )
SONO NOS ADULTOS Duração de 8 a 8 1/2 horas  restaurador Estágio I  transição acordado/dormindo – 5 a 10% total (sono) Estágio II   40 a 50% tempo total dormindo Estágios III e IV   20% do tempo dormindo Sono REM  20 – 25% do total sono
SONO NOS IDOSOS Estágio  III e IV diminuem em  10 a 15% > 5% do Estágio II A latência para cair no sono  e o número de despertares e duração maiores (duração do sono = 6 horas) A  fragmentação   do sono resulta do maior número de despertares noturnos e pode ser exacerbada pelo número crescente de patologias clínicas nos idosos
SISTEMA RESPIRATÓRIO
Logo após o nascimento... formação acelerada de alvéolos e capilares
Lentificação em torno dos oito anos de idade... o crescimento ocorrerá por aumento de volume
Modificações nos pulmões Diminuição do tamanho das vias aéreas
Estreitamento de bronquíolos Aumento de ductos alveolares Achatamento dos sacos alveolares
Alterações nas articulações costovertebrais
Músculos Respiratórios   Substituição do tecido muscular por tecido gorduroso
Maior participação do diafragma e dos músculos abdominais... Menor participação dos músculos torácicos
O volume de ar inspirado contido no espaço morto aumenta de 1/3 para ½ do volume corrente. O fechamento prematuro das pequenas vias aéreas ocasiona uma desproporção na relação ventilação/perfusão. complacência torácica força dos músculos respiratórios complacência  pulmonar redução da capacidade vital
O mecanismo de clareamento encontra-se reduzido...   Atrofia do epitélio colunar ciliado  Atrofia das glândulas da mucosa brônquica
   rigidez traquéia e brônquios    elasticidade e contratilidade dos bronquíolos    número e motilidade dos cílios    camada de muco e o número de glândulas secretoras Alargamento das paredes alveolares    superfície respiratória e interface alvéolo-capilar   SISTEMA RESPIRATÓRIO
Enrijecimento da caixa torácica  Redução das forças musculares que promovem expansão.  Maior colabamento das vias aéreas Com envelhecimento o diafragma enfraquece até 25%. Complacência Pulmonar
Pressão parcial de oxigênio no plasma Declínio linear da pressão PaO2 numa taxa de aproximadamente 0,3%/ano.  PaO2 = 109 - (0.43 × idade)  PaO2 permanece estável em  83 mmHg   a partir dos 75 anos. (ocorre em paralelo com a redução da força elástica e o aumento fisiológico do espaço morto).
TUBO DIGESTIVO GLÂNDULAS ANEXAS
ENVELHECIMENTO DO SISTEMA DIGESTÓRIO     Alterações estruturais Alterações da motilidade Alterações da função secretória
Dentes alteração em sua  cor ,  ficando mais escuros;  desgaste  por atrição, abrasão ou erosão de causa multifatorial  redução da câmara coronária, devido à contínua deposição de dentina nas paredes internas (dentina esclerosada), o que  reduz  a permeabilidade e, conseqüentemente, a  sensibilidade dentinária
Lingua alterações na sua estrutura superficial em conseqüência da perda ou da  atrofia das papilas , tornando-se lisa e plana.  Essas alterações provocam  diminuição  no sentido do  paladar , com a conseqüente perda do apetite.
Glândulas salivares há evidências de  redução  do volume e da concentração de alguns constituintes  salivares  Isso conduz a uma série de outras alterações na cavidade bucal, como: perda da textura superficial da mucosa oral; secura nos lábios; queilite angular e  dificuldade no processo de mastigação  do bolo alimentar
ESÔFAGO
“ Presbiesôfago” Trabalhos pioneiros de Soergel e cols, 1964 Aumento  da frequência de  contrações terciárias Presença de  aperistalse Distúrbios  funcionais do  esfincter inferior  do esôfago Contrações  não propulsivas  em 45% das deglutições
Administrar remédios  VO  com  mais líquidos  e em  posição ortostática Alterações da motilidade são frequentes e raramente associados a sintomas  idoso com  disfagia deve   ser exaustivamente investigado  para patologia e nunca atribuídas somente a alterações da motilidade relacionada ao envelhecimento CONSEQUENCIAS
Alterações estruturais Declínio na secreção ácida Esvaziamento gástrico retardado ESTÔMAGO
ESTÔMAGO   Alterações tem  baixa  expressão clínica   aumento do tempo de esvaziamento  gástrico, principalmente para líquidos
Secreção ácida ( gastrite atrófica?)   Secreção de pepsina  independente da presença de infecção pelo H. Pylori, gastrite atrófica ou tabagismo Fator  intrínseco  produção reduzida Absorção de  Fe  pode ser  pela hipocloridria. Não atribuir anemia as alterações fisiológicas do estômago Aumento da colonização pelo H Pylori  (75%). Significado clínico ?  da capacidade de regeneração da mucosa ESTÔMAGO
FÍGADO Sofre importantes  alterações estruturais : Redução do peso  em 30 a 40% da segunda a nona década de vida; Os hepatócitos aumentam de tamanho  Há deposição de lipofuscina, cor acastanhada Redução  do  fluxo sanguíneo  hepático  Função  secretora redução  da secreção de  albumina  em até 20% Redução da secreção de colesterol Redução da quantidade de ácidos biliares
FÍGADO Metabolismo de  medicamentos : Duas fases distintas:  fase I  consiste na ação de enzimas monoxigenase microssomais (incluindo o  sistema citocromo  P-450 ) que promovem a  oxidação , redução ou hidrólise da medicação original, convertendo-a em metabólitos mais polares. Redução de 5 a 30% (o sistema citocromo P450 se mantém pouco alterado) Fase II  se caracteriza por reações sintéticas ou de  conjugação , que acoplam a medicação .  Mostram menor alteração com o envelhecimento
FÍGADO Testes de Função Hepática  e de Lesão Hepatocelular: Função hepática:  Dosagem de  bilirrubinas, albumina, fatores de coagulação Presença de lesão hepatocelular:  transaminases Presença de lesões canaliculares:  Fosfatase alcalina, gama-glutamil transferase Alterações desses testes e enzimas devem ser considerados, até prova em contrário,  sinais de doença subjacente, que precisa ser investigada
PÂNCREAS Sofre importantes  alterações estruturais : Redução do  peso ; Alterações histológicas que incluem dilatação do ducto principal , proliferação de epitélio ductal e formação de cistos. Há  fibrose e lipoatrofia focal .  Alterações funcionais redução  da capacidade de secreção de  lipase e de bicarbonato
INTESTINO DELGADO Alterações  estruturais :  Relativa Redução da superfície mucosa,  redução das vilosidades intestinais  e redução do fluxo esplâncnico entre 40-50%; Tempo de transito  normal Alterações da motilidade podem ter importante significado clínico, permitindo a  hiperproliferação bacteriana
INTESTINO DELGADO Função  absortiva :  Pouco alterada  para a maioria dos nutrientes, incluindo açucares e proteinas  Alguns estudos mostram que a absorção de nutrientes específicos pode estar reduzida com o envelhecimento, incluindo  ácido fólico, vit B12, cálcio, cobre, zinco, ácidos graxos e colesterol.
COLON Ocorrem tres fatores evidentemente relacionados a idade:  Aumento  da prevalência de constipação; Aumento da incidência de  neoplasias ; Aumento da prevalência de  doença diverticular
RETO E ÂNUS Incontinência fecal:   Alterações da musculatura do esfincter exterior, com espessamento e alterações estrutur ais do tecido colágeno e  redução da força muscular   Alterações da  elasticidade retal  e da sensibilidade a sua distenção
ENVELHECIMENTO DO SISTEMA IMUNE
na meia idade tem 15% do tamanho original   REGRESSÃO DO TIMO
na proporção de células T de memória em relação às virgens potencial de reatividade a novos antígenos LINFÓCITOS T
Declínio acentuado da função imune celular e humoral Níveis mais altos de citocinas pró-inflamatórias: TNFalfa e Interleucina 6 Estado pró-coagulante é mais acentuado IMUNOSENESCÊNCIA
ENVELHECIMENTO OSTEOMUSCULAR
Com o envelhecimento: Degeneração óssea Formação óssea osteoclasto OSTEOPENIA
OSSO COMPACTO Após os 50 anos perde-se osso cortical Canal de Harvers lacuna Antes dos 50 anos perde-se osso trabecular
CONSEQÜÊNCIAS DO ENVELHECIMENTO Perda de massa óssea  Maior risco de fraturas Alterações na postura e no caminhar
OSSOS  Densidade óssea progressivamente  reduz  desde os 50 anos em ambos os sexos Mais rapidamente na  mulher  (alterações hormonais) Unidade multicelular básica =  osteoblastos e osteoblastos Até os 35 anos = formação ( Pico de massa óssea ) Após os 35 anos =  reabsorção
OSSOS Redução  da formação de osteoblastos Aumenta a formação de  adípócitos  na  M.O. Reduz  a taxa de formação do osso Reduz a  DMO  (densidade mineral óssea) Até  os 50 anos = osso trabecular Após  os 50 anos = osso cortical
CONDRÓCITOS a atividade sintética a função reparadora
Matriz extracelular: Proteoglicanas Colágeno  água MUDANÇAS NA COMPOSIÇÃO DA MATRIZ E NA CARTILAGEM redução de colágenos com ligações transversais prejuízo da integridade dos proteoglicanos  alterações estruturais da lâmina superficial  Matriz extracelular condrócito Cartilagem
CARTILAGEM  ARTICULAR Condrócitos  secretam a cartilagem Formada por uma matriz de  colágeno tipo II + proteoglicanos  Proteoglicanos : são complexos de  proteínas-mucopolissacarídeos  COM rápido ritmo metabólico Função  : suportar cargas Agregam-se glucosaminoglicanos ( condroitina )
CARTILAGEM  ARTICULAR Muda  a composição da cartilagem Condrócitos : Menor capacidade de regenerar e de formar tecido novo Reduz  a função reparadora do condrócito A rede colágena torna-se mais  rígida Aumenta  os danos causados por doenças
SISTEMA MUSCULAR
SARCOPENIA A massa muscular diminui As fibras musculares diminuem em 20%  Há redução das unidades motoras
MÚSCULO  ESQUELÉTICO DIMINUIÇÃO  lenta e progressiva da massa muscular =  SARCOPENIA Substituição por  gordura  e colágeno Atrofia muscular ‘as custas de uma  perda  gradativa e seletiva de fibras esqueléticas (maior em  fibras tipo II )
MÚSCULO  ESQUELÉTICO Média de  60 %  destas fibras tipo II em adultos = reduz para  30 %  aos 80 anos EVENTO DIRETAMENTE RELACIONADO A DIMINUIÇÃO DE FORÇA MUSCULAR Reduz  a área de secção transversal do músculo
MÚSCULO  ESQUELÉTICO Exerce função mas com  lentidão Contração  mais  duradoura Relaxamento  lento Aumento da  fatigabilidade Maior  dificuldade  para levantar-se (cintura pélvica e extensores do quadril) Redução  da força da mão e do tríceps (dificulta o uso de bengalas)
SISTEMA RENAL
Redução do número de néfrons e da quantidade total de tecido renal. Os vasos sanguíneos podem endurecer
Bexiga menos elástica com o envelhecimento
MUDANÇAS ANATÔMICAS RENAIS Histologicamente, a lesão característica do rim senil é a  esclerose glomerular O peso e o volume renal diminuem em  20 a 30%  entre as idades de 30 a 90 anos O número de  glomérulos diminui  em 30 a 50% O mesângio mostra graus variados de expansão, bem como  fibrose intersticial Os túbulos se mostram diminuídos em número, volume e extensão
Glomeruloesclerose Substituição da arquitetura normal por matriz  e aderência a cápsula de Bowman
MUDANÇAS ANATÔMICAS RENAIS Atrofia tubular focal , fibrose intersticial e inflamação crônica são achados freqüentes  As arteríolas desenvolvem  espessamento da íntima , duplicação da lâmina elástica interna, hialinização com graus variados de estenose do lúmen
MUDANÇAS FISIOLÓGICAS RENAIS O fluxo plasmático renal  diminui  para aproximadamente 300ml/min Declínio da taxa  de filtração glomerular, sendo esperada uma depuração de 50ml/min na maioria dos indivíduos com 90 anos de idade Progressiva  diminuição da taxa de reabsorção tubular  de glicose Aumento na excreção urinária de enzimas, como gama glutamil transpeptidase, enzima conversora de angiotensina, sem relação com proteinúria, sugerindo, assim, a existência de  dano tubular  independente de lesão glomerular Diminuição  da depuração de água livre
MUDANÇAS FISIOLÓGICAS RENAIS A atividade plasmática da  renina está diminuída  em 30 a 50% nos indivíduos idosos, havendo uma redução similar nos níveis plasmático da aldosterona Prejuízo de vasopressina  e na responsividade das células do ducto coletor para o efeito hidro-osmótico Restauração mais lenta do  equilíbrio ácido-básico , que pode ser inaparente em condições basais, mas que podem ser notado em situações que produzam acidose metabólica como obstrução do trato urinário
ENVELHECIMENTO DA PELE
- Achatamento das papilas  dérmicas   -Reduzida proliferação basal  dos queratinocitos -Perda de aproximadamente  20 % da espessura da derme
O colágeno fica mais estável com a idade. O que causa um aumento na rigidez e na perda de elasticidade do  tecido conjuntivo
O foto-envelhecimento é caracterizado por rugas, amarelamento, aspereza, atrofia, pintas pigmentadas , máculas amarronzadas e vasodilatação
A epiderme com a velhice  torna-se seca, flácida e muito  fina como decréscimo do tamanho do queratinócito Os melanócitos declinam numa taxa de  10 % por década.
REPERCUSSÕES CLÍNICAS DO ENVELHECIMENTO FISIOLÓGICO Fragilidade Manifestações atípicas Pluripatologias Fenômeno do Iceberg Polifarmácia:  alta incidência de efeitos colaterais e interações medicamentosas Incapacidade funcional e ausência de autonomia:  necessidade de maior suporte formal e informal Grande utilização dos recursos de saúde:  situação do sistema público de saúde no Brasil Gigantes da Geriatria
A VELHICE SEGUNDO... Nascher, Geriatria (1912) Velhice etapa da vida. Durante 2000 anos concepção grega:  “velhice é uma doença”.   A velhice em si não cria ou engendra doenças. Ocorrem várias mudanças.   Não está em nossas mãos, em nossos programas, o  rejuvenescimento .
“ O que faremos é tentar curar, até onde seja possível e reabilitar para a readaptação do dia-a-dia, de acordo com o meio, no qual habita o idoso”.  (Nascher, 1912)
FIM

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

A arte de envelhecer com saúde
A arte de envelhecer com saúdeA arte de envelhecer com saúde
A arte de envelhecer com saúde
Centro Universitário Ages
 
Saúde do idoso
 Saúde do idoso Saúde do idoso
Saúde do idoso
Marcos Figueiredo
 
O Idoso, Suas Teorias e as Principais Modificações da Terceira Idade
O Idoso, Suas Teorias e as Principais Modificações da Terceira IdadeO Idoso, Suas Teorias e as Principais Modificações da Terceira Idade
O Idoso, Suas Teorias e as Principais Modificações da Terceira Idade
Greicy Kapisch
 
Teorias Biologicas Do Envelhecimento
Teorias Biologicas Do EnvelhecimentoTeorias Biologicas Do Envelhecimento
Teorias Biologicas Do Envelhecimento
agemais
 
Saúde do Idoso - Disciplina Processo Saúde Doença e Educação em Saúde.
Saúde do Idoso - Disciplina Processo Saúde Doença e Educação em Saúde.Saúde do Idoso - Disciplina Processo Saúde Doença e Educação em Saúde.
Saúde do Idoso - Disciplina Processo Saúde Doença e Educação em Saúde.
luzienne moraes
 
Saude do idoso
Saude do idosoSaude do idoso
Saude do idoso
Natha Fisioterapia
 
Geriatria completa
Geriatria   completaGeriatria   completa
Geriatria completa
Jucie Vasconcelos
 
"Atenção à Saúde do Idoso: Exame Físico"
"Atenção à Saúde do Idoso: Exame Físico""Atenção à Saúde do Idoso: Exame Físico"
"Atenção à Saúde do Idoso: Exame Físico"
Tainá Martins
 
ENVELHECIMENTO SAUDAVEL
ENVELHECIMENTO SAUDAVELENVELHECIMENTO SAUDAVEL
ENVELHECIMENTO SAUDAVEL
Rubens De Fraga Junior
 
SAÚDE DO IDOSO: ENFERMAGEM
SAÚDE DO IDOSO: ENFERMAGEMSAÚDE DO IDOSO: ENFERMAGEM
SAÚDE DO IDOSO: ENFERMAGEM
Centro Universitário Ages
 
Promoção a-saúde-do-idoso
Promoção a-saúde-do-idosoPromoção a-saúde-do-idoso
Promoção a-saúde-do-idoso
Joice Lins
 
Alterações fisiológicas do envelhecimento
Alterações fisiológicas do envelhecimentoAlterações fisiológicas do envelhecimento
Alterações fisiológicas do envelhecimento
Centro Universitário Ages
 
Fundamentos De Gerontologia Parte 1
Fundamentos De Gerontologia Parte 1Fundamentos De Gerontologia Parte 1
Fundamentos De Gerontologia Parte 1
Eduardo Gomes da Silva
 
Saúde do Idoso
Saúde do IdosoSaúde do Idoso
Saúde do Idoso
Ana Hollanders
 
Fases do desenvolvimento humano - Velhice
Fases do desenvolvimento humano - VelhiceFases do desenvolvimento humano - Velhice
Fases do desenvolvimento humano - Velhice
Ligia Coppetti
 
AULA 01 - ASPECTOS FISIOLÓGICOS DO ENVELHECIMENTO.pptx
AULA 01 - ASPECTOS FISIOLÓGICOS DO ENVELHECIMENTO.pptxAULA 01 - ASPECTOS FISIOLÓGICOS DO ENVELHECIMENTO.pptx
AULA 01 - ASPECTOS FISIOLÓGICOS DO ENVELHECIMENTO.pptx
VanessaAlvesDeSouza4
 
Epidemiologia do envelhecimento
Epidemiologia do envelhecimentoEpidemiologia do envelhecimento
Epidemiologia do envelhecimento
Alessandra Paranhos
 
Saúde do Idoso - A Queda
Saúde do Idoso - A QuedaSaúde do Idoso - A Queda
Saúde do Idoso - A Queda
Marina Sousa
 
Osteoporose
OsteoporoseOsteoporose
Osteoporose
pauloalambert
 
Aula 2 cuidados de saúde do idoso (2)
Aula 2   cuidados de saúde do idoso (2)Aula 2   cuidados de saúde do idoso (2)
Aula 2 cuidados de saúde do idoso (2)
Tania Jesus
 

Mais procurados (20)

A arte de envelhecer com saúde
A arte de envelhecer com saúdeA arte de envelhecer com saúde
A arte de envelhecer com saúde
 
Saúde do idoso
 Saúde do idoso Saúde do idoso
Saúde do idoso
 
O Idoso, Suas Teorias e as Principais Modificações da Terceira Idade
O Idoso, Suas Teorias e as Principais Modificações da Terceira IdadeO Idoso, Suas Teorias e as Principais Modificações da Terceira Idade
O Idoso, Suas Teorias e as Principais Modificações da Terceira Idade
 
Teorias Biologicas Do Envelhecimento
Teorias Biologicas Do EnvelhecimentoTeorias Biologicas Do Envelhecimento
Teorias Biologicas Do Envelhecimento
 
Saúde do Idoso - Disciplina Processo Saúde Doença e Educação em Saúde.
Saúde do Idoso - Disciplina Processo Saúde Doença e Educação em Saúde.Saúde do Idoso - Disciplina Processo Saúde Doença e Educação em Saúde.
Saúde do Idoso - Disciplina Processo Saúde Doença e Educação em Saúde.
 
Saude do idoso
Saude do idosoSaude do idoso
Saude do idoso
 
Geriatria completa
Geriatria   completaGeriatria   completa
Geriatria completa
 
"Atenção à Saúde do Idoso: Exame Físico"
"Atenção à Saúde do Idoso: Exame Físico""Atenção à Saúde do Idoso: Exame Físico"
"Atenção à Saúde do Idoso: Exame Físico"
 
ENVELHECIMENTO SAUDAVEL
ENVELHECIMENTO SAUDAVELENVELHECIMENTO SAUDAVEL
ENVELHECIMENTO SAUDAVEL
 
SAÚDE DO IDOSO: ENFERMAGEM
SAÚDE DO IDOSO: ENFERMAGEMSAÚDE DO IDOSO: ENFERMAGEM
SAÚDE DO IDOSO: ENFERMAGEM
 
Promoção a-saúde-do-idoso
Promoção a-saúde-do-idosoPromoção a-saúde-do-idoso
Promoção a-saúde-do-idoso
 
Alterações fisiológicas do envelhecimento
Alterações fisiológicas do envelhecimentoAlterações fisiológicas do envelhecimento
Alterações fisiológicas do envelhecimento
 
Fundamentos De Gerontologia Parte 1
Fundamentos De Gerontologia Parte 1Fundamentos De Gerontologia Parte 1
Fundamentos De Gerontologia Parte 1
 
Saúde do Idoso
Saúde do IdosoSaúde do Idoso
Saúde do Idoso
 
Fases do desenvolvimento humano - Velhice
Fases do desenvolvimento humano - VelhiceFases do desenvolvimento humano - Velhice
Fases do desenvolvimento humano - Velhice
 
AULA 01 - ASPECTOS FISIOLÓGICOS DO ENVELHECIMENTO.pptx
AULA 01 - ASPECTOS FISIOLÓGICOS DO ENVELHECIMENTO.pptxAULA 01 - ASPECTOS FISIOLÓGICOS DO ENVELHECIMENTO.pptx
AULA 01 - ASPECTOS FISIOLÓGICOS DO ENVELHECIMENTO.pptx
 
Epidemiologia do envelhecimento
Epidemiologia do envelhecimentoEpidemiologia do envelhecimento
Epidemiologia do envelhecimento
 
Saúde do Idoso - A Queda
Saúde do Idoso - A QuedaSaúde do Idoso - A Queda
Saúde do Idoso - A Queda
 
Osteoporose
OsteoporoseOsteoporose
Osteoporose
 
Aula 2 cuidados de saúde do idoso (2)
Aula 2   cuidados de saúde do idoso (2)Aula 2   cuidados de saúde do idoso (2)
Aula 2 cuidados de saúde do idoso (2)
 

Semelhante a BIOLOGIA DO ENVELHECIMENTO

Fisiologia do idoso (1) (1)
Fisiologia do idoso (1) (1)Fisiologia do idoso (1) (1)
Fisiologia do idoso (1) (1)
ThaisFernanda64
 
56987304 alteracoes-fisiologicas-e-anatomic-as-do-idoso
56987304 alteracoes-fisiologicas-e-anatomic-as-do-idoso56987304 alteracoes-fisiologicas-e-anatomic-as-do-idoso
56987304 alteracoes-fisiologicas-e-anatomic-as-do-idoso
idaval_1
 
Biologia Do Envelhecimento
Biologia Do EnvelhecimentoBiologia Do Envelhecimento
Biologia Do Envelhecimento
Márcio Borges
 
aula sobre o processo de Envelhecimento fisiologico
aula sobre o processo de Envelhecimento fisiologicoaula sobre o processo de Envelhecimento fisiologico
aula sobre o processo de Envelhecimento fisiologico
drivedolulu2006
 
aula sobre o processo de Envelhecimento fisiologico
aula sobre o processo de Envelhecimento fisiologicoaula sobre o processo de Envelhecimento fisiologico
aula sobre o processo de Envelhecimento fisiologico
drivedolulu2006
 
SAÚDE DO IDOSO ENFERMAGEM 4
SAÚDE DO IDOSO ENFERMAGEM 4SAÚDE DO IDOSO ENFERMAGEM 4
SAÚDE DO IDOSO ENFERMAGEM 4
Gustavo Henrique
 
RAQUI e PERI.pptx
RAQUI e PERI.pptxRAQUI e PERI.pptx
RAQUI e PERI.pptx
GustavoBalarim
 
Caso Clínico: Fibrose Pulmonar Idiopática
Caso Clínico: Fibrose Pulmonar IdiopáticaCaso Clínico: Fibrose Pulmonar Idiopática
Caso Clínico: Fibrose Pulmonar Idiopática
Amanda Thomé
 
Fisiologia do envelhecimento marcelo
Fisiologia do envelhecimento  marceloFisiologia do envelhecimento  marcelo
Fisiologia do envelhecimento marcelo
Sione Leiras
 
Aula 3 - Patologias aprese Neurológicas.pptx
Aula 3 - Patologias aprese Neurológicas.pptxAula 3 - Patologias aprese Neurológicas.pptx
Aula 3 - Patologias aprese Neurológicas.pptx
JordevBarbosa
 
56987304 alteracoes-fisiologicas-e-anatomic-as-do-idoso-110906123549-phpapp02...
56987304 alteracoes-fisiologicas-e-anatomic-as-do-idoso-110906123549-phpapp02...56987304 alteracoes-fisiologicas-e-anatomic-as-do-idoso-110906123549-phpapp02...
56987304 alteracoes-fisiologicas-e-anatomic-as-do-idoso-110906123549-phpapp02...
cleudenice
 
Doença de Alzheimer
Doença de AlzheimerDoença de Alzheimer
Aula Sistema Nervoso.pptx
Aula Sistema Nervoso.pptxAula Sistema Nervoso.pptx
Aula Sistema Nervoso.pptx
JuniorRamos97
 
Síndromes vestibulares
Síndromes vestibulares Síndromes vestibulares
Síndromes vestibulares
Fabiana Vallina
 
Aula - 10 - Doenças Neuromusculares e Outras.pptx
Aula - 10 - Doenças Neuromusculares e Outras.pptxAula - 10 - Doenças Neuromusculares e Outras.pptx
Aula - 10 - Doenças Neuromusculares e Outras.pptx
IzabelVieira8
 
Envelhecimento
EnvelhecimentoEnvelhecimento
Envelhecimento
Martina Podolan
 
C2 avc
C2 avcC2 avc
Dor lombar soma uam
Dor lombar soma  uamDor lombar soma  uam
Dor lombar soma uam
Maria Pippa
 
AULA_09_e_10 ALTERAÇÕES SISTÊMICAS DO IDOSO.pdf
AULA_09_e_10 ALTERAÇÕES SISTÊMICAS DO IDOSO.pdfAULA_09_e_10 ALTERAÇÕES SISTÊMICAS DO IDOSO.pdf
AULA_09_e_10 ALTERAÇÕES SISTÊMICAS DO IDOSO.pdf
LviaParanaguNevesdeL
 
PATOLOGIA p1.docx
PATOLOGIA p1.docxPATOLOGIA p1.docx
PATOLOGIA p1.docx
MarisaSantos858564
 

Semelhante a BIOLOGIA DO ENVELHECIMENTO (20)

Fisiologia do idoso (1) (1)
Fisiologia do idoso (1) (1)Fisiologia do idoso (1) (1)
Fisiologia do idoso (1) (1)
 
56987304 alteracoes-fisiologicas-e-anatomic-as-do-idoso
56987304 alteracoes-fisiologicas-e-anatomic-as-do-idoso56987304 alteracoes-fisiologicas-e-anatomic-as-do-idoso
56987304 alteracoes-fisiologicas-e-anatomic-as-do-idoso
 
Biologia Do Envelhecimento
Biologia Do EnvelhecimentoBiologia Do Envelhecimento
Biologia Do Envelhecimento
 
aula sobre o processo de Envelhecimento fisiologico
aula sobre o processo de Envelhecimento fisiologicoaula sobre o processo de Envelhecimento fisiologico
aula sobre o processo de Envelhecimento fisiologico
 
aula sobre o processo de Envelhecimento fisiologico
aula sobre o processo de Envelhecimento fisiologicoaula sobre o processo de Envelhecimento fisiologico
aula sobre o processo de Envelhecimento fisiologico
 
SAÚDE DO IDOSO ENFERMAGEM 4
SAÚDE DO IDOSO ENFERMAGEM 4SAÚDE DO IDOSO ENFERMAGEM 4
SAÚDE DO IDOSO ENFERMAGEM 4
 
RAQUI e PERI.pptx
RAQUI e PERI.pptxRAQUI e PERI.pptx
RAQUI e PERI.pptx
 
Caso Clínico: Fibrose Pulmonar Idiopática
Caso Clínico: Fibrose Pulmonar IdiopáticaCaso Clínico: Fibrose Pulmonar Idiopática
Caso Clínico: Fibrose Pulmonar Idiopática
 
Fisiologia do envelhecimento marcelo
Fisiologia do envelhecimento  marceloFisiologia do envelhecimento  marcelo
Fisiologia do envelhecimento marcelo
 
Aula 3 - Patologias aprese Neurológicas.pptx
Aula 3 - Patologias aprese Neurológicas.pptxAula 3 - Patologias aprese Neurológicas.pptx
Aula 3 - Patologias aprese Neurológicas.pptx
 
56987304 alteracoes-fisiologicas-e-anatomic-as-do-idoso-110906123549-phpapp02...
56987304 alteracoes-fisiologicas-e-anatomic-as-do-idoso-110906123549-phpapp02...56987304 alteracoes-fisiologicas-e-anatomic-as-do-idoso-110906123549-phpapp02...
56987304 alteracoes-fisiologicas-e-anatomic-as-do-idoso-110906123549-phpapp02...
 
Doença de Alzheimer
Doença de AlzheimerDoença de Alzheimer
Doença de Alzheimer
 
Aula Sistema Nervoso.pptx
Aula Sistema Nervoso.pptxAula Sistema Nervoso.pptx
Aula Sistema Nervoso.pptx
 
Síndromes vestibulares
Síndromes vestibulares Síndromes vestibulares
Síndromes vestibulares
 
Aula - 10 - Doenças Neuromusculares e Outras.pptx
Aula - 10 - Doenças Neuromusculares e Outras.pptxAula - 10 - Doenças Neuromusculares e Outras.pptx
Aula - 10 - Doenças Neuromusculares e Outras.pptx
 
Envelhecimento
EnvelhecimentoEnvelhecimento
Envelhecimento
 
C2 avc
C2 avcC2 avc
C2 avc
 
Dor lombar soma uam
Dor lombar soma  uamDor lombar soma  uam
Dor lombar soma uam
 
AULA_09_e_10 ALTERAÇÕES SISTÊMICAS DO IDOSO.pdf
AULA_09_e_10 ALTERAÇÕES SISTÊMICAS DO IDOSO.pdfAULA_09_e_10 ALTERAÇÕES SISTÊMICAS DO IDOSO.pdf
AULA_09_e_10 ALTERAÇÕES SISTÊMICAS DO IDOSO.pdf
 
PATOLOGIA p1.docx
PATOLOGIA p1.docxPATOLOGIA p1.docx
PATOLOGIA p1.docx
 

Mais de Rubens De Fraga Junior

Transtornos comportamentais em demências
Transtornos comportamentais em demênciasTranstornos comportamentais em demências
Transtornos comportamentais em demências
Rubens De Fraga Junior
 
DEPRESSÃO NO PACIENTE IDOSO
DEPRESSÃO NO PACIENTE IDOSODEPRESSÃO NO PACIENTE IDOSO
DEPRESSÃO NO PACIENTE IDOSO
Rubens De Fraga Junior
 
DELIRIUM NO IDOSO
DELIRIUM NO IDOSODELIRIUM NO IDOSO
DELIRIUM NO IDOSO
Rubens De Fraga Junior
 
A IATROGENIA DA PALAVRA NA RELAÇÃO MÉDICO PACIENTE
A IATROGENIA DA PALAVRA NA RELAÇÃO MÉDICO PACIENTEA IATROGENIA DA PALAVRA NA RELAÇÃO MÉDICO PACIENTE
A IATROGENIA DA PALAVRA NA RELAÇÃO MÉDICO PACIENTE
Rubens De Fraga Junior
 
Vitaminas E Fitoterapicos Quando E Como Usar 14 De Agosto
Vitaminas E Fitoterapicos Quando E Como Usar 14 De AgostoVitaminas E Fitoterapicos Quando E Como Usar 14 De Agosto
Vitaminas E Fitoterapicos Quando E Como Usar 14 De Agosto
Rubens De Fraga Junior
 
Qualidade De Vida Na Maturidade
Qualidade De Vida Na MaturidadeQualidade De Vida Na Maturidade
Qualidade De Vida Na Maturidade
Rubens De Fraga Junior
 
O ACESSO A INFORMAÇÃO DE SAÚDE & A WEB 2.0
O ACESSO A INFORMAÇÃO DE SAÚDE & A WEB 2.0O ACESSO A INFORMAÇÃO DE SAÚDE & A WEB 2.0
O ACESSO A INFORMAÇÃO DE SAÚDE & A WEB 2.0
Rubens De Fraga Junior
 
SEXUALIDADE E ENVELHECIMENTO
SEXUALIDADE E ENVELHECIMENTOSEXUALIDADE E ENVELHECIMENTO
SEXUALIDADE E ENVELHECIMENTO
Rubens De Fraga Junior
 
SAÚDE NA INTERNET
SAÚDE NA INTERNETSAÚDE NA INTERNET
SAÚDE NA INTERNET
Rubens De Fraga Junior
 
WEB 2.0 E A PRATICA MÉDICA
WEB 2.0 E A PRATICA MÉDICAWEB 2.0 E A PRATICA MÉDICA
WEB 2.0 E A PRATICA MÉDICA
Rubens De Fraga Junior
 
Demências diagnótico & tratamento
Demências diagnótico & tratamentoDemências diagnótico & tratamento
Demências diagnótico & tratamento
Rubens De Fraga Junior
 
disturbios do sono no idoso
disturbios do sono no idosodisturbios do sono no idoso
disturbios do sono no idoso
Rubens De Fraga Junior
 

Mais de Rubens De Fraga Junior (12)

Transtornos comportamentais em demências
Transtornos comportamentais em demênciasTranstornos comportamentais em demências
Transtornos comportamentais em demências
 
DEPRESSÃO NO PACIENTE IDOSO
DEPRESSÃO NO PACIENTE IDOSODEPRESSÃO NO PACIENTE IDOSO
DEPRESSÃO NO PACIENTE IDOSO
 
DELIRIUM NO IDOSO
DELIRIUM NO IDOSODELIRIUM NO IDOSO
DELIRIUM NO IDOSO
 
A IATROGENIA DA PALAVRA NA RELAÇÃO MÉDICO PACIENTE
A IATROGENIA DA PALAVRA NA RELAÇÃO MÉDICO PACIENTEA IATROGENIA DA PALAVRA NA RELAÇÃO MÉDICO PACIENTE
A IATROGENIA DA PALAVRA NA RELAÇÃO MÉDICO PACIENTE
 
Vitaminas E Fitoterapicos Quando E Como Usar 14 De Agosto
Vitaminas E Fitoterapicos Quando E Como Usar 14 De AgostoVitaminas E Fitoterapicos Quando E Como Usar 14 De Agosto
Vitaminas E Fitoterapicos Quando E Como Usar 14 De Agosto
 
Qualidade De Vida Na Maturidade
Qualidade De Vida Na MaturidadeQualidade De Vida Na Maturidade
Qualidade De Vida Na Maturidade
 
O ACESSO A INFORMAÇÃO DE SAÚDE & A WEB 2.0
O ACESSO A INFORMAÇÃO DE SAÚDE & A WEB 2.0O ACESSO A INFORMAÇÃO DE SAÚDE & A WEB 2.0
O ACESSO A INFORMAÇÃO DE SAÚDE & A WEB 2.0
 
SEXUALIDADE E ENVELHECIMENTO
SEXUALIDADE E ENVELHECIMENTOSEXUALIDADE E ENVELHECIMENTO
SEXUALIDADE E ENVELHECIMENTO
 
SAÚDE NA INTERNET
SAÚDE NA INTERNETSAÚDE NA INTERNET
SAÚDE NA INTERNET
 
WEB 2.0 E A PRATICA MÉDICA
WEB 2.0 E A PRATICA MÉDICAWEB 2.0 E A PRATICA MÉDICA
WEB 2.0 E A PRATICA MÉDICA
 
Demências diagnótico & tratamento
Demências diagnótico & tratamentoDemências diagnótico & tratamento
Demências diagnótico & tratamento
 
disturbios do sono no idoso
disturbios do sono no idosodisturbios do sono no idoso
disturbios do sono no idoso
 

BIOLOGIA DO ENVELHECIMENTO

  • 3. O que é envelhecimento? Conceito Simplista “ é o processo pelo qual o jovem se transforma em idoso”
  • 4. O que é envelhecimento? Conceito Biológico “ fenômenos que levam à redução da capacidade de adaptação a sobrecargas funcionais” Homeostenose
  • 5. Mais sobre nomenclatura? senescência = envelhecimento normal senilidade = envelhecimento patógico
  • 6. Homeostenose: Declínio estimado em algumas funções % aos 60 % aos 80 V. De condução nervosa 96 88 Gasto metabólico basal 96 84 Índice cardíaco 82 70 Função renal 96 61 Capacidade pulmonar 80 58
  • 8. Conceito Cronológico: 60 ou mais (países em desenvolvimento) 65 ou mais (países desenvolvidos) muito idosos (very old): 80 e 85 ou mais
  • 10. O ENVELHECIMENTO DOS VASOS Túnica íntima alterações das céls. endoteliais; aumenta espessura da membrana basal; invasão por céls. musculares e macrófagos; aumenta síntese de matriz extracelular. Túnica média elastina substituída por colágeno; diminui elasticidade do vaso; acúmulo intra e extracelular de lipídeos; calcificação. Túnica adventícia diminui tecido elástico; deposição de tecido adiposo.
  • 11. O ENVELHECIMENTO DO CORAÇÃO Tecido de condução: perda gradual de fibras marca-passo + deposição de tec. Fibroso e gorduroso Valvas tornam-se mais rígidas Miocárdio: deposição de lipofuscina e colágeno, espessamento da parede ventricular esquerda Esqueleto fibroso: calcificação
  • 12. Envelhecimento e Sistema cardiovascular Diminuição da elasticidade parietal dos vasos- elevam-se os níveis sistólicos da pressão arterial,da impedância aórtica e da pós carga. Aumento da rigidez ventricular e diminuição da complacência ventricular. Alterações autonômicas- aumenta os níveis plasmáticos de adrenalina e noradrenalina
  • 13. Modificações funcionais do envelhecimento Aumento da pressão sistólica Aumento do tempo de relaxamento do VE Aumento da importância do mecanismo de Frank-Starling Diminuição do volume diastólico inicial do VE Aumento da importância da contração atrial
  • 15. Morte dos neuronios com o envelhecimento (50K/dia) neuronios não fazem mitose perda neuronal não é reposta redução gradual do tecido nervoso Senescencia do SN outras alterações Axonios delgados diminuição da mielina redução do citoesqueleto
  • 16. Senescencia do SN perda de 25% de massa cerebelar Perda de neuronios + perda de mielina = Diminuição da massa cerebral Diminuição não é uniforme Diminuição lenta do tamanho do cerebro aos 30 e acelerada após os 60 anos dilatação dos ventriculos, giros cerebrais se tornam menores, sulcos se alargam
  • 17. O que costuma ter grande declinio? Senescencia do SN tempo de resposta nivel de alerta (tempo de reação cerebral ) O que declina mais lentamente? ablilidade verbal memória
  • 18. Com o envelhecimento alguns neuronios brotam novos axonios e estabelecem novas sinapses. novas sinapses = rede neural aumenta em conexões Aprendizagem requer desenvolvimento de novas sinapses Senescencia do SN Existe,todavia um declinio idade relacionado da inteligencia Acredita-se relacionado a perda neural O idoso tem 25% do declinio da capacidade verbal variablilidade individual
  • 19. Memória é afetada pelo envelhecimento memória de longo prazo preservada cerebro ativo retem melhor a memória Senescencia do SN aumento da condução do impulso nervoso diminuição da liberação de NT redução dos receptores pós sinápticos
  • 20. redução dos dendritos e espiculas dendriticas diminuição da substancia de Nissl (ribossomes) No hipocampus: Senescencia do SN fusos neurofibrilares placas senis alterações neurais intracelulares alterações da neuroglia
  • 21. Alterações na atividade simpatica Aumento de noradrenalina Diminuição da metabolização de noradrenalina diminuição da sensibilidade dos receptores Senescencia do SN Alterações da atividade parassimpatica
  • 22. Alterações dos neuronios piramidais do cortéx cerebral
  • 23. Na senescencia a perda dos neuronios ocorre principalmente nas areas: Locus ceruleus (neuronios adrenérgicos) Substancia nigra (neuronios dopaminergicos) Nucleo basal de Meynert (neuronios cholinergicos ) Hipocampo (neuronios colinergico)
  • 25. C A & B: fusos neurofibrilares C: placas senis
  • 27. Alterações no sistema colinérgico, catecolaminérgico e serotonérgico córtex Núcleo caudado
  • 28. Redução da atividade motora(reflexos posturais) Queda da sensibilidade de barorreceptores e quimioceptores(alteração da pressão arterial)
  • 29. Neuronios morrem com o envelhecimento Velocidade de condução diminui coma idade Existe um retardo na tranmissão sinaptica Ha muitas alterações intracelulares Relembrando
  • 30. SONO
  • 31. ESTÁGIOS DO SONO NORMAL Muitos distúrbios do sono são subdiagnosticados e subtratados nos idosos Durante o sono normal, um indivíduo passa por 4 estágios NREM (movimentos oculares não rápidos) e atinge o estágio REM (movimentos oculares rápidos). O ciclo dura aproximadamente 90 minutos O ciclo repetindo-se 4 a 5 vezes durante o sono noturno (8-9 horas)
  • 32. ESTÁGIOS DO SONO NORMAL As fases do sono não-REM são fisiologicamente controladas pelo Sistema Nervoso autônomo parassimpático e são divididas em quatro estágios: I – sono leve II – maior relaxamento/sono leve III IV profundo ou delta
  • 33. ESTÁGIOS DO SONO NORMAL Sono REM: segue o NREM, corresponde a 20% do sono total e está associado aos sonhos , alterações de PA, FR, batimentos cardíacos, ocorre relaxamento do tônus muscular ( Registro no EEG semelhante ao estado de vigília )
  • 34. SONO NOS ADULTOS Duração de 8 a 8 1/2 horas restaurador Estágio I transição acordado/dormindo – 5 a 10% total (sono) Estágio II 40 a 50% tempo total dormindo Estágios III e IV 20% do tempo dormindo Sono REM 20 – 25% do total sono
  • 35. SONO NOS IDOSOS Estágio III e IV diminuem em 10 a 15% > 5% do Estágio II A latência para cair no sono e o número de despertares e duração maiores (duração do sono = 6 horas) A fragmentação do sono resulta do maior número de despertares noturnos e pode ser exacerbada pelo número crescente de patologias clínicas nos idosos
  • 37. Logo após o nascimento... formação acelerada de alvéolos e capilares
  • 38. Lentificação em torno dos oito anos de idade... o crescimento ocorrerá por aumento de volume
  • 39. Modificações nos pulmões Diminuição do tamanho das vias aéreas
  • 40. Estreitamento de bronquíolos Aumento de ductos alveolares Achatamento dos sacos alveolares
  • 42. Músculos Respiratórios Substituição do tecido muscular por tecido gorduroso
  • 43. Maior participação do diafragma e dos músculos abdominais... Menor participação dos músculos torácicos
  • 44. O volume de ar inspirado contido no espaço morto aumenta de 1/3 para ½ do volume corrente. O fechamento prematuro das pequenas vias aéreas ocasiona uma desproporção na relação ventilação/perfusão. complacência torácica força dos músculos respiratórios complacência pulmonar redução da capacidade vital
  • 45. O mecanismo de clareamento encontra-se reduzido... Atrofia do epitélio colunar ciliado Atrofia das glândulas da mucosa brônquica
  • 46. rigidez traquéia e brônquios  elasticidade e contratilidade dos bronquíolos  número e motilidade dos cílios  camada de muco e o número de glândulas secretoras Alargamento das paredes alveolares  superfície respiratória e interface alvéolo-capilar SISTEMA RESPIRATÓRIO
  • 47. Enrijecimento da caixa torácica Redução das forças musculares que promovem expansão. Maior colabamento das vias aéreas Com envelhecimento o diafragma enfraquece até 25%. Complacência Pulmonar
  • 48. Pressão parcial de oxigênio no plasma Declínio linear da pressão PaO2 numa taxa de aproximadamente 0,3%/ano. PaO2 = 109 - (0.43 × idade) PaO2 permanece estável em 83 mmHg a partir dos 75 anos. (ocorre em paralelo com a redução da força elástica e o aumento fisiológico do espaço morto).
  • 50. ENVELHECIMENTO DO SISTEMA DIGESTÓRIO Alterações estruturais Alterações da motilidade Alterações da função secretória
  • 51. Dentes alteração em sua cor , ficando mais escuros; desgaste por atrição, abrasão ou erosão de causa multifatorial redução da câmara coronária, devido à contínua deposição de dentina nas paredes internas (dentina esclerosada), o que reduz a permeabilidade e, conseqüentemente, a sensibilidade dentinária
  • 52. Lingua alterações na sua estrutura superficial em conseqüência da perda ou da atrofia das papilas , tornando-se lisa e plana. Essas alterações provocam diminuição no sentido do paladar , com a conseqüente perda do apetite.
  • 53. Glândulas salivares há evidências de redução do volume e da concentração de alguns constituintes salivares Isso conduz a uma série de outras alterações na cavidade bucal, como: perda da textura superficial da mucosa oral; secura nos lábios; queilite angular e dificuldade no processo de mastigação do bolo alimentar
  • 55. “ Presbiesôfago” Trabalhos pioneiros de Soergel e cols, 1964 Aumento da frequência de contrações terciárias Presença de aperistalse Distúrbios funcionais do esfincter inferior do esôfago Contrações não propulsivas em 45% das deglutições
  • 56. Administrar remédios VO com mais líquidos e em posição ortostática Alterações da motilidade são frequentes e raramente associados a sintomas idoso com disfagia deve ser exaustivamente investigado para patologia e nunca atribuídas somente a alterações da motilidade relacionada ao envelhecimento CONSEQUENCIAS
  • 57. Alterações estruturais Declínio na secreção ácida Esvaziamento gástrico retardado ESTÔMAGO
  • 58. ESTÔMAGO Alterações tem baixa expressão clínica aumento do tempo de esvaziamento gástrico, principalmente para líquidos
  • 59. Secreção ácida ( gastrite atrófica?) Secreção de pepsina independente da presença de infecção pelo H. Pylori, gastrite atrófica ou tabagismo Fator intrínseco produção reduzida Absorção de Fe pode ser pela hipocloridria. Não atribuir anemia as alterações fisiológicas do estômago Aumento da colonização pelo H Pylori (75%). Significado clínico ? da capacidade de regeneração da mucosa ESTÔMAGO
  • 60. FÍGADO Sofre importantes alterações estruturais : Redução do peso em 30 a 40% da segunda a nona década de vida; Os hepatócitos aumentam de tamanho Há deposição de lipofuscina, cor acastanhada Redução do fluxo sanguíneo hepático Função secretora redução da secreção de albumina em até 20% Redução da secreção de colesterol Redução da quantidade de ácidos biliares
  • 61. FÍGADO Metabolismo de medicamentos : Duas fases distintas: fase I consiste na ação de enzimas monoxigenase microssomais (incluindo o sistema citocromo P-450 ) que promovem a oxidação , redução ou hidrólise da medicação original, convertendo-a em metabólitos mais polares. Redução de 5 a 30% (o sistema citocromo P450 se mantém pouco alterado) Fase II se caracteriza por reações sintéticas ou de conjugação , que acoplam a medicação . Mostram menor alteração com o envelhecimento
  • 62. FÍGADO Testes de Função Hepática e de Lesão Hepatocelular: Função hepática: Dosagem de bilirrubinas, albumina, fatores de coagulação Presença de lesão hepatocelular: transaminases Presença de lesões canaliculares: Fosfatase alcalina, gama-glutamil transferase Alterações desses testes e enzimas devem ser considerados, até prova em contrário, sinais de doença subjacente, que precisa ser investigada
  • 63. PÂNCREAS Sofre importantes alterações estruturais : Redução do peso ; Alterações histológicas que incluem dilatação do ducto principal , proliferação de epitélio ductal e formação de cistos. Há fibrose e lipoatrofia focal . Alterações funcionais redução da capacidade de secreção de lipase e de bicarbonato
  • 64. INTESTINO DELGADO Alterações estruturais : Relativa Redução da superfície mucosa, redução das vilosidades intestinais e redução do fluxo esplâncnico entre 40-50%; Tempo de transito normal Alterações da motilidade podem ter importante significado clínico, permitindo a hiperproliferação bacteriana
  • 65. INTESTINO DELGADO Função absortiva : Pouco alterada para a maioria dos nutrientes, incluindo açucares e proteinas Alguns estudos mostram que a absorção de nutrientes específicos pode estar reduzida com o envelhecimento, incluindo ácido fólico, vit B12, cálcio, cobre, zinco, ácidos graxos e colesterol.
  • 66. COLON Ocorrem tres fatores evidentemente relacionados a idade: Aumento da prevalência de constipação; Aumento da incidência de neoplasias ; Aumento da prevalência de doença diverticular
  • 67. RETO E ÂNUS Incontinência fecal: Alterações da musculatura do esfincter exterior, com espessamento e alterações estrutur ais do tecido colágeno e redução da força muscular Alterações da elasticidade retal e da sensibilidade a sua distenção
  • 69. na meia idade tem 15% do tamanho original REGRESSÃO DO TIMO
  • 70. na proporção de células T de memória em relação às virgens potencial de reatividade a novos antígenos LINFÓCITOS T
  • 71. Declínio acentuado da função imune celular e humoral Níveis mais altos de citocinas pró-inflamatórias: TNFalfa e Interleucina 6 Estado pró-coagulante é mais acentuado IMUNOSENESCÊNCIA
  • 73. Com o envelhecimento: Degeneração óssea Formação óssea osteoclasto OSTEOPENIA
  • 74. OSSO COMPACTO Após os 50 anos perde-se osso cortical Canal de Harvers lacuna Antes dos 50 anos perde-se osso trabecular
  • 75. CONSEQÜÊNCIAS DO ENVELHECIMENTO Perda de massa óssea Maior risco de fraturas Alterações na postura e no caminhar
  • 76. OSSOS Densidade óssea progressivamente reduz desde os 50 anos em ambos os sexos Mais rapidamente na mulher (alterações hormonais) Unidade multicelular básica = osteoblastos e osteoblastos Até os 35 anos = formação ( Pico de massa óssea ) Após os 35 anos = reabsorção
  • 77. OSSOS Redução da formação de osteoblastos Aumenta a formação de adípócitos na M.O. Reduz a taxa de formação do osso Reduz a DMO (densidade mineral óssea) Até os 50 anos = osso trabecular Após os 50 anos = osso cortical
  • 78. CONDRÓCITOS a atividade sintética a função reparadora
  • 79. Matriz extracelular: Proteoglicanas Colágeno água MUDANÇAS NA COMPOSIÇÃO DA MATRIZ E NA CARTILAGEM redução de colágenos com ligações transversais prejuízo da integridade dos proteoglicanos alterações estruturais da lâmina superficial Matriz extracelular condrócito Cartilagem
  • 80. CARTILAGEM ARTICULAR Condrócitos secretam a cartilagem Formada por uma matriz de colágeno tipo II + proteoglicanos Proteoglicanos : são complexos de proteínas-mucopolissacarídeos COM rápido ritmo metabólico Função : suportar cargas Agregam-se glucosaminoglicanos ( condroitina )
  • 81. CARTILAGEM ARTICULAR Muda a composição da cartilagem Condrócitos : Menor capacidade de regenerar e de formar tecido novo Reduz a função reparadora do condrócito A rede colágena torna-se mais rígida Aumenta os danos causados por doenças
  • 83. SARCOPENIA A massa muscular diminui As fibras musculares diminuem em 20% Há redução das unidades motoras
  • 84. MÚSCULO ESQUELÉTICO DIMINUIÇÃO lenta e progressiva da massa muscular = SARCOPENIA Substituição por gordura e colágeno Atrofia muscular ‘as custas de uma perda gradativa e seletiva de fibras esqueléticas (maior em fibras tipo II )
  • 85. MÚSCULO ESQUELÉTICO Média de 60 % destas fibras tipo II em adultos = reduz para 30 % aos 80 anos EVENTO DIRETAMENTE RELACIONADO A DIMINUIÇÃO DE FORÇA MUSCULAR Reduz a área de secção transversal do músculo
  • 86. MÚSCULO ESQUELÉTICO Exerce função mas com lentidão Contração mais duradoura Relaxamento lento Aumento da fatigabilidade Maior dificuldade para levantar-se (cintura pélvica e extensores do quadril) Redução da força da mão e do tríceps (dificulta o uso de bengalas)
  • 88. Redução do número de néfrons e da quantidade total de tecido renal. Os vasos sanguíneos podem endurecer
  • 89. Bexiga menos elástica com o envelhecimento
  • 90. MUDANÇAS ANATÔMICAS RENAIS Histologicamente, a lesão característica do rim senil é a esclerose glomerular O peso e o volume renal diminuem em 20 a 30% entre as idades de 30 a 90 anos O número de glomérulos diminui em 30 a 50% O mesângio mostra graus variados de expansão, bem como fibrose intersticial Os túbulos se mostram diminuídos em número, volume e extensão
  • 91. Glomeruloesclerose Substituição da arquitetura normal por matriz e aderência a cápsula de Bowman
  • 92. MUDANÇAS ANATÔMICAS RENAIS Atrofia tubular focal , fibrose intersticial e inflamação crônica são achados freqüentes As arteríolas desenvolvem espessamento da íntima , duplicação da lâmina elástica interna, hialinização com graus variados de estenose do lúmen
  • 93. MUDANÇAS FISIOLÓGICAS RENAIS O fluxo plasmático renal diminui para aproximadamente 300ml/min Declínio da taxa de filtração glomerular, sendo esperada uma depuração de 50ml/min na maioria dos indivíduos com 90 anos de idade Progressiva diminuição da taxa de reabsorção tubular de glicose Aumento na excreção urinária de enzimas, como gama glutamil transpeptidase, enzima conversora de angiotensina, sem relação com proteinúria, sugerindo, assim, a existência de dano tubular independente de lesão glomerular Diminuição da depuração de água livre
  • 94. MUDANÇAS FISIOLÓGICAS RENAIS A atividade plasmática da renina está diminuída em 30 a 50% nos indivíduos idosos, havendo uma redução similar nos níveis plasmático da aldosterona Prejuízo de vasopressina e na responsividade das células do ducto coletor para o efeito hidro-osmótico Restauração mais lenta do equilíbrio ácido-básico , que pode ser inaparente em condições basais, mas que podem ser notado em situações que produzam acidose metabólica como obstrução do trato urinário
  • 96. - Achatamento das papilas dérmicas -Reduzida proliferação basal dos queratinocitos -Perda de aproximadamente 20 % da espessura da derme
  • 97. O colágeno fica mais estável com a idade. O que causa um aumento na rigidez e na perda de elasticidade do tecido conjuntivo
  • 98. O foto-envelhecimento é caracterizado por rugas, amarelamento, aspereza, atrofia, pintas pigmentadas , máculas amarronzadas e vasodilatação
  • 99. A epiderme com a velhice torna-se seca, flácida e muito fina como decréscimo do tamanho do queratinócito Os melanócitos declinam numa taxa de 10 % por década.
  • 100. REPERCUSSÕES CLÍNICAS DO ENVELHECIMENTO FISIOLÓGICO Fragilidade Manifestações atípicas Pluripatologias Fenômeno do Iceberg Polifarmácia: alta incidência de efeitos colaterais e interações medicamentosas Incapacidade funcional e ausência de autonomia: necessidade de maior suporte formal e informal Grande utilização dos recursos de saúde: situação do sistema público de saúde no Brasil Gigantes da Geriatria
  • 101. A VELHICE SEGUNDO... Nascher, Geriatria (1912) Velhice etapa da vida. Durante 2000 anos concepção grega: “velhice é uma doença”. A velhice em si não cria ou engendra doenças. Ocorrem várias mudanças. Não está em nossas mãos, em nossos programas, o rejuvenescimento .
  • 102. “ O que faremos é tentar curar, até onde seja possível e reabilitar para a readaptação do dia-a-dia, de acordo com o meio, no qual habita o idoso”. (Nascher, 1912)
  • 103. FIM