SlideShare uma empresa Scribd logo
OS GIGANTES DA GERIATRIA
Nezilour Lobato Rogrigues
Presidente da Sociedadede Brasileira de
Geriatria e Gerontologia
31.8
2
1950
2025
21
HOJE
DESAFIO DEMOGRÁFICO
AUMENTO DE IDOSOS NO BRASIL
( em milhões de habitantes)
ENVELHECIMENTO POPULACIONAL BRASILEIRO
53%
114%
IBGE. Projeção da População do Brasil por Sexo e Idade 1980-2050. Revisão 2008
BRASIL: UM SÉCULO DE MUDANÇAS
ESTRUTURA ETÁRIA DA POPULAÇÃO 1950-2050
1
43
Ref: IBGE 2008
2
Expectativa média de vida
Fonte: IBGE. Tábuas completas de mortalidade, 2010.
Brasil Homens Mulheres Total
Ao nascer 68,8 76,6 72,7
Aos 60 anos 19,4 22,6 21,1
Aos 80 anos 8,9 9,9 9,4
População idosa em Ourinhos
• 6.000 homens
acima de 60
anos
• 7.631 mulheres
acima de 60
anos
População residente: 103.035 hab.
TOTAL: 13.631 idosos
IDH 0,813
Fonte: Censo IBGE 2010
Envelhecimento em Ourinhos
Gigantes da Geriatria
• Comorbidades
• Sobreposição de
sintomas e causas
• Sintomas atípicos
• Omissão de sintomas
• Mitos do que é
normal para idade
O envelhecimento traz consigo…
“FENÔMENO ICEBERG” NOS IDOSOS
Nos idosos, múltiplas doenças crônicas coexistem,
frequentemente, de forma oculta, sendo que algumas só se
tornam aparentes quando causam complicações agudas
• O comprometimento dos principais sistemas
funcionais gera incapacidades e, em seguida,
as tricas.
•
de do
idoso.
Síndromes geriátricas
iatrogenia
instabilidade postural (e quedas)
imobilidade
insuficiência (cerebral)
incontinência (urinária e fecal)
Os 5 “Is” da Geriatria
5
Falando sobre os “Is” geriátricos
1. IATROGENIA
• “Doenças ou complicações iatrogênicas, são
aquelas decorrentes da intervenção do
médico e/ou da equipe, seja esta intervenção
certa ou errada, mas da qual resultam
conseqüências prejudiciais para a saúde do
paciente”
(Carvalho-Filho e col., 1996)
Iatrogenia: conceito
• Exemplos:
• Erro médico
• Negligência
• Efeitos secundários a
tratamentos
• Efeitos colaterais de
medicações
Iatrogenia
Fatores de Risco para Reação Adversa a Drogas
• Polifarmácia (> 4 medicamentos) 3 x > risco
 ↑ exponencial com - nº de medicamentos
 2 drogas – 8%
 5 drogas – 50%
 8 ou + drogas – 100%
• Constituem a principal causa de iatrogenia em
todas as faixas etárias
• 3 a 7 x mais observadas em idosos
Cascata Medicamentosa
Bloq. Ca++
Diurético
Alopurinol + KCl
Inibidos H2 + Antiácido
Laxante
Antiespasmódico
Edema
Hipocalemia
Hiperuricemia
Dispepsia
Obstipação
Dor abdominal
Revisão dos critérios de BEERS
• Desenvolvido em 1991 (na época estudante de medicina)
• Revisado em 2003 (Comitê de farmácia)
• Atualizado em 2012 (American Geriatrics Society)
• Inclui 53 medicações divididos em 3 categorias:
 Inapropriados (deveriam ser sempre evitados)
 Potencialmente inapropriados nos idosos com
condições clínicas particulares
 Aqueles que deveriam ser usados com cautela
American Geriatrics Society 2012 Beers Criteria Update Expert Panel.
J Am Geriatr Soc 2012; 60:616.
1. Existe indicação para o uso do medicamento?
2. O medicamento é eficaz para aquela condição?
3. A dosagem é correta?
4. A orientação dada foi correta?
5. Existe potencial para interação com outros medicamentos,
álcool ou alimentos?
6. Existe potencial para interação com alguma doença da qual o
paciente é portador?
7. A prescrição é fácil de ser seguida?
8. Existe redundância ou duplicidade terapêutica?
9. A duração do tratamento é aceitável?
10. Existe outra alternativa mais barata, porém c/ igual eficácia e
segurança?
Proposta de "Checklist"
Outras iatrogenias: preconceitos
• Ele é muito velho para ser submetido a isto.
• UTI não é local de velho.
• Ele não pode saber ou decidir.
• Polifarmácia é uma necessidade.
Falando sobre os "Is" Geriátricos
2. INSTABILIDADES POSTURAIS
Instabilidade: quedas
• 6a causa de morte no idoso
• 40% das admissões em casas de repouso
• Incidência
70 anos 25%
75 anos 35%
>80 anos 40%
institucionalizados 50%
Consequências das Quedas
• Fraturas: 4 a 6 %
• Morte: 2,2 %
• Incapacidade em levantar-se
• Imobilidade
• Medo de cair :40 a 73% dos que já caíram
20 a 46% dos que não caíram
• Diminuição na atividade
• Maior morbidade (quedas = marcadores de
condições clínicas subjacentes)
CONDIÇÕES
MÉDICAS
ALTERAÇÕES
SENSORIAIS
ALTERAÇÕES
FISIOLÓGICAS DO
ENVELHECIMENTO
PERIGOS DO
MEIO AMBIENTE
INADEQUADA
AJUDA PARA O
CUIDAR
MEDICAMENTOS
CAUSAS INTRÍNSECAS CAUSAS EXTRÍNSECAS
QUEDA
COMPLICAÇÕES
FRATURAS
IMOBILISMO
HEMATOMAS,
TRAUMAS,
FERIDAS
PERDA DA
AUTOCONFIANÇA,
MEDO DA QUEDA
DIMINUIÇÃO DA
QUALIDADE DE VIDA
NENHUMA
CONSEQUÊNCIA
INSTITUCIONALIZAÇÃO
MORTE
É necessário
investigar
Gigantes da Geriatria
Gigantes da Geriatria
Instabilidade
Quedas: Fator ambiental
Quedas :Fator Ambiental
• Circunstâncias
• Fármacos
• Enfermidades
• Visão
• Função Articular
• Mobilidade
• Marcha e equilíbrio
• Tempo de Reação
• Exame Cardiovascular
– Frequência , ritmo
– PA, ortostatismo
• Exame Neurológico
– Estado Mental
– Força muscular
– Nervos
– Propiocepção
– Cerebelo
• Exames de Laboratório
• Hemograma
• Electrólitos
• Urea-creatinina
• Glicose
• Vitamina B12
• TSH
• Neuroimagens
• Holter
Avaliação mais detalhada do “Idoso Caidor”
Avaliação Multiprofissional: Fisioterapia / TO / Nutrição / ...
Falando sobre os "Is" Geriátricos
3. IMOBILIDADE
Imobilidade
• Incapacidade de se deslocar sem o auxílio de
outra pessoa, com finalidade de atender às
necessidades da vida diária. Pode o paciente
estar restrito a uma poltrona ou ao leito.
Fatores Predisponentes:
• Osteoartrose
• Doenças reumáticas
• Sequelas de fraturas
• DPOC, ICC, AVC e Infecções
• Desnutrição e Desidratação
• Parkinson, Demência e Depressão
Imobilidade
• Comprometimento da mobilidade - Passos a seguir:
a) Quantificar a imobilidade( escalas de AVDs)
b) Exame Clínico
c) Exames complementares, de acordo com as suspeitas levantadas
no exame clínico:
- desnutrição: albumina
- Distúrbio metabólico: Na , K,U, C, TSH, T4 livre, Ca, glicemia jejum
- Anemia: hemograma e ferritina
- Artropatia: PCR, Raio X
- Miopatias inflamatórias: CK, transaminases
- Síndromes Infecciosas: hemograma, Urina , Raio X
Imobilidade
• Depressão
• Confusão mental
• Hipotensão e constipação
intestinal
• Incontinência e Infecção Urinária
• Trombose Venosa e embolia
pulmonar 20% das mortes em
acamados.
• Pneumonia e broncoaspiração
• Úlcera de pressão - escaras
• Atrofia muscular - sarcopenia
Imobilidade: consequências
• Mudança de decúbito
a cada 2h
• Colchão de água e
caixa de ovo
• Óleos e hidratantes
• Curativos apropriados.
• Aporte hídrico,
metabólico e protéico.
Imobilidade: orientações
Falando sobre os "Is" Geriátricos
4. INCONTINÊNCIAS
Falando sobre os "Is" Geriátricos
4.1. INCONTINÊNCIA URINÁRIA
Importância Clínica
• Queixa importante em mulheres >60a
– 30-30% tem qualquer IU
– 6-14% tem IU diária
Incontinência urinária
Hiperplasia prostática benigna
Maior volume residual
IDOSO SAUDÁVEL vs. JOVEM SAUDÁVEL
Diminui a capacidade vesical total
Menor pressão de fechamento uretral máxima
Atrofia vaginal e uretral
Maior número de contrações vesicais involuntárias
Maior número de micções noturnas
TRATO GENITO-URINÁRIO
Alterações com o Envelhecimento
Incontinência urinária
Importância Clínica
• Institucionalização
• Isolamento social
• Vergonha / Ansiedade / Depressão
• Declínio funcional
• Úlceras de pressão / ITU
• Aumenta o Risco de Quedas/Fraturas
CONSEQUÊNCIAS
Incontinência urinária
• Frequentemente não mencionada
– 50% dos idosos c/ IU não procuram o médico
• Vergonha / Normal para idade / Sem tratamento
– <10-30% dos médicos documentam IU no prontuário
• Profissionais não capacitados
– 1/2 a 2/3 dos médicos não fazem nem uma simples
avaliação quando ficam sabendo do problema
DESCASO
Dave J. ACP-ASSIM on line 2001
Importância Clínica
Incontinência urinária
Afastar Causas Transitórias
• Delirium
• Psicológica
• Imobilidade
• Infecção
• Endócrina
• Excesso de volume urinário
• Medicamentos
• Atrofia
• Fecaloma
Incontinência urinária
Medicamentos
Parkinson
Dç Agudas
Demência
Diabetes
Imobilidade
I.T.U.
Fecaloma
Álcool
A.V.C.
Causas: Multifatoriais
Incontinência urinária
Diário Miccional
Definir o Diagnóstico
• IU do tipo estresse
– de esforço
• IU por hiperatividade do
detrusor
– tipo urgência
• UI por hipoatividade do
detrusor
• UI por obstrução uretral
Incontinência urinária
• Causa Mais comum em >75a
• Apresentação: Urgência
– Causas
• Doenças neurológicas
• Idiopática (Geralmente)
– Exame Clínico
• Frequentemente normal
• Volume residual baixo
“Detrusor Hiperativo”
Incontinência urinária
Abordagem Comportamental
• Reduzir a ingesta de líquidos, cafeína,...
CUIDADO !
• Posição sentada / Esvaziamento
completo
• Treinamento vesical
– Ir ao banheiro a intervalos muito curtos
– Aumentar os intervalos gradualmente
• Postura do Cuidador
– Reação positiva para “roupa seca”
– Reação neutra para “umidade”
Incontinência urinária
TRATAMENTO
Instabilidade do Detrusor
• Abordagem Comportamental (Primeira Escolha)
• Exercícios do Assoalho Pélvico
– Exercícios de Kegel
– Biofeedback
• Anticolinérgicos
– Oxibutinina
– Tolterodina
– Imipramine
– Outros
Incontinência urinária
Comportamental
(Biofeedback)
Medicamento
(oxibutinina 2,5-15mg/d)
Controle
% de redução na incontinência
N = 197 mulheres (55-97anos) com IU urgência ou mista
ECCR
Resposta após 8 semanas de intervenção
Comportamental vs. Medicamentos
Burgio. JAMA 1998
0
10
20
30
40
50
60
70
80
90
100
100% 75% 50%
Incontinência urinária
Falando sobre os "Is" Geriátricos
4.2. INCONTINÊNCIA FECAL
Incontinência Fecal
• DISTÚRBIO SOCIAL IMPORTANTE –
INSTITUCIONALIZAÇÃO
• DESAFIO
• IMPACTO SÓCIO-ECONÔMICO
• Assaduras, infecções, alienação,
depressão, alteração, libido
N Eng J Med 1992:326
Incontinência fecal
Incontinência fecal: fatores de risco
• Idade > 60 anos
• Sexo feminino
• Precário estado geral
• Limitações físicas
• Cirurgias orificiais
• Partos – multíparas
• Prolapso retal
• Trauma
• Doenças neurogênicas – demências
• Doenças reto
• Radioterapia
Dis Colon Rectum 1993; 36:77-97
Am J Gastroenterol 1996; 91:33-6
Incontinência fecal
Incontinência fecal: etiologia
•Envelhecimento
•Idade avançada
•Sedentarismo
•Debilidade geral
•Alteração consciência
•Esforço crônico evacuar
Br J Community Nurs 2010;15(8):370-4
Incontinência fecal
• ABORDAGEM
• DIAGNOSTICO
• TRATAMENTO
INDIVIDUALIZADO
Incontinência fecal
Incontinência fecal: etiologia
Rev Med Chir Soc Med
5. INSUFICIÊNCIA CEREBRAL
Falando sobre os "Is" Geriátricos
•
scimo na plasticidade neuronal.
duo
a franca.
Insuficiência das funções cognitivas
Considerações Gerais
• Queixas de memória
 30% dos idosos em geral
 75% dos idosos internados
• Fatores que interferem na memória
idade avançada ansiedade estresse
isolamento desconfiança psicofármacos
Insuficiência das funções cognitivas
Capacidade
cognitiva
Alterações
normais do
envelhecimento
CCL
Demência
Dellirium
Insuficiência das funções cognitivas
Identificar e
quantificar o
declínio cognitivo
Determinar o nível
de
comprometimento
que acarreta a vida
do indivíduo.
Possível causa e
plano de cuidado.
DEPRESSÃO
Os 3 “Ds”...
Depressão no idoso: importância
• Alta prevalência no idoso
• Potencialmente tratável
• Causa grande prejuízo à reabilitação do paciente e
maior permanência hospitalar
• Acarreta grande sofrimento e desorganização
pessoal, familiar, social e profissional
• Aumento da morbimortalidade
• Condição subdiagnosticada e subtratada
Avaliação Diagnóstica
• O diagnóstico é clínico,
baseado em uma história
clínica completa (incluir
história psiquiátrica
pregressa e familiar:
• DSM IV
1. OBSERVAR O ASPECTO FÍSICO
(APARÊNCIA) DO PACIENTE,
2. OBSERVAR O CONTEÚDO DO
DISCURSO
3. IDENTIFICAR FATORES DE RISCO
; SUICIDIO
- Escalas de avaliação:
- Depressão – edg de yesavage (5, 15 ou
30 itens)
- Hamilton, montgomery-asberg,
beck, cornell, mini-mental
- Funcional (katz, barthel)
- Inventário medicamentoso
- Exame físico (neurológico)
- Exames complementares
- Avaliação neuropsicológica
Sinais de alerta para depressão no idoso
VanItallie TB. Subsyndromal depression in the elderly: underdiagnosed and undertreated. Metabolism.
2005
• Queixas somáticas desproporcionais aos achados dos exames
clínico e complementares
• Alterações do comportamento e da conduta
• Perda da capacidade funcional
• Distúrbio de memória
• Dor crônica
• Reação anormal ao luto
• Mudanças na vida social
• Institucionalização
• Etilismo de início recente
• Fatores de risco especiais:
– Sexo feminino
– Solidão
– Episódios depressivos prévios
– Doenças clínicas
– Estado civil, morar só
– Luto
– Aposentadoria
– Dificuldade financeira
– Internação
– Perda funcional
Principais “Gatilhos da Depressão”
Doenças clínicas que podem apresentar sintomas depressivos
Independente da etiologia,
podem desenvolver um
quadro depressivo.
Doença
Doenças Endócrinas
Pulmonar obstrutiva crônica
Doença renal em estágio terminal
Câncer - cabeça de pâncreas
AIDS
Doenças Virais
Doenças Auto-imune
Doenças Neurológica
Dor crônica
Doenças Clínicas
Antihipertensivos reserpina,clonidina, propranolol, hidralazina, metildopa
Antiarrítmicos lidocaína, procainamida
Antiparkinsonianos levodopa, bromocriptina
Analgésicos AINH; indometacina; opióides
Anticonvulsivantes carbamazepina; fenitoína; barbitúricos
Sedativos-hipnóticos benzodiazepínicos; hidrato de cloral
Antipsicóticos butirofenonas; fenotiazinas
Antibióticos
penicilinas; sulfametoxazol; clotrimazol; tetraciclina;
dapsona; metronidazol; estreptomicina; griseofulvina
Bloqueadores H2 cimetidina; ranitidina
Antineoplásicos
azatioprina; plicamicina; vincristina; vinb;astina;
interferon; bleomicina; 6-azauridina; tamoxifeno
Hormônios corticóides; noretisterona; estrógenos, progesterona
Estimulantes do SNC anfetaminas; fenfluramina; dietilpropiona
Medicamentos associados à depressão
Alexopoulos GS. Depression in the elderly. Lancet, 2005
TRATAMENTO
Medicamentos
Psicoterapia
Eletroconvulsoterapia (ECT)
Outros..
DEMÊNCIAS
Os 3 “Ds”...
- Loucura?
- Perturbação mental?
O que é demência?
“A demência consiste em comprometimento
cognitivo e/ou comportamento que
compromete pelo menos dois dos domínios
cognitivos : memória, função executiva,
habilidades visuo - espaciais, linguagem,
personalidade e comportamento, sendo que
nesses domínios acometidos a memória pode
ou não está acometida. ”
Considerações Gerais
• Queixas de memória
 30% dos idosos em geral
 75% dos idosos internados
• Fatores que interferem na memória
idade avançada ansiedade estresse
isolamento desconfiança psicofármacos
Funções cognitivas alteradas
Atenção
Imaginação
Compreensão
Concentração Memória Raciocínio
JulgamentoAfetividade
Percepção
linguagem
Tipos de demências
• Alzheimer
 Demência Vascular
 Demência Fronto temporal
 Demência dos Corpos de Levy
 Demência na Doença de Parkinson
 Demência e AIDS
 Outras...
A Memória e a Doença de Alzheimer
Personagem “Laura”
Novela “Senhora do Destino”
Fatores determinantes:
 Composição genética
 Nínel educacional
 Nível socioeconômico
 Estilo de vida
 Acuidade visual e auditiva
 Relações sociais
Fatores de Risco - Alzheimer
• Idade avançada
• História familiar
• Sexo feminino (?)
• Traumatismos ou infecções
cerebrais anteriores
• Síndrome de Down
• Baixo nível de
escolaridade
Novas abordagens de tratamento
Treino de familiares
e cuidadores
Terapia
Comportamental
Terapia de orientação
para realidade
Facilitadores
ambientais
Terapia de
reminiscências
Musicoterapia
DELÍRIUM
DELIRIUM
• Delirium ou Estado de confusão mental foi descrito por
Hipócrates por volta de 460-366 a.C., sendo um dos
primeiros transtornos neurológicos conhecidos.
Do latim 'delirare', que significa "estar fora do lugar",
mas é usado atualmente com o sentido de "estar confuso,
distorcendo a realidade, fora de si”.
Delirium
• 'delirium' é uma síndrome neurocomportamental,
causada pelo comprometimento transitório da
atividade cerebral, obrigatoriamente em função de
distúrbios sistêmicos. O prejuízo cognitivo decorre
da quebra da homeostase /bom funcionamento do
cerebro e da desorganização da atividade neural.
Delirium
• Abrupto, flutuante e alteração no nível de
consciência e atenção.
• Metabólica, renal, hepática, infecciosa,
doença da tireóide, TCE, encefalite, meningite,
efeito colateral de drogas.
• Tratamento: Tratar a causa
Equipe Interdisciplinar
BIO
SOCIALPSICO
O.M.S.
SAÚDE
Conclusão
Gigantes da Geriatria
Gigantes da Geriatria

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Saúde do Idoso - Transtornos psiquicos
Saúde do Idoso - Transtornos psiquicosSaúde do Idoso - Transtornos psiquicos
Saúde do Idoso - Transtornos psiquicos
Júnior Maidana
 
Velhice e Envelhecimento - Profa. Rilva Muñoz / GESME
Velhice e Envelhecimento - Profa. Rilva Muñoz / GESMEVelhice e Envelhecimento - Profa. Rilva Muñoz / GESME
Velhice e Envelhecimento - Profa. Rilva Muñoz / GESME
Rilva Lopes de Sousa Muñoz
 
Atenção à Saúde do Idoso
Atenção à Saúde do Idoso Atenção à Saúde do Idoso
Exame Físico Neurologico
Exame Físico NeurologicoExame Físico Neurologico
Exame Físico Neurologico
resenfe2013
 
Demências
DemênciasDemências
Demências
Inaiara Bragante
 
Fundamentos De Gerontologia Parte 1
Fundamentos De Gerontologia Parte 1Fundamentos De Gerontologia Parte 1
Fundamentos De Gerontologia Parte 1
Eduardo Gomes da Silva
 
Conceitos Básicos
Conceitos BásicosConceitos Básicos
Conceitos Básicos
agemais
 
Aula sobre cuidados paliativos e segurança do paciente
Aula sobre cuidados paliativos e segurança do pacienteAula sobre cuidados paliativos e segurança do paciente
Aula sobre cuidados paliativos e segurança do paciente
Proqualis
 
O CORAÇÃO DO IDOSO
O CORAÇÃO DO IDOSOO CORAÇÃO DO IDOSO
O CORAÇÃO DO IDOSO
Márcio Borges
 
Saúde do idoso
 Saúde do idoso Saúde do idoso
Saúde do idoso
Marcos Figueiredo
 
Aula saude do idoso
Aula saude do idosoAula saude do idoso
Aula saude do idoso
morgausesp
 
SAÚDE DO IDOSO: ENFERMAGEM
SAÚDE DO IDOSO: ENFERMAGEMSAÚDE DO IDOSO: ENFERMAGEM
SAÚDE DO IDOSO: ENFERMAGEM
Centro Universitário Ages
 
Causas e consequências de quedas de idosos
Causas e consequências de  quedas de idososCausas e consequências de  quedas de idosos
Causas e consequências de quedas de idosos
Nome Sobrenome
 
Apresentação saude do idoso coletiva
Apresentação saude do idoso coletivaApresentação saude do idoso coletiva
Apresentação saude do idoso coletiva
Carla Couto
 
O envelhecimento saudável
O envelhecimento saudávelO envelhecimento saudável
O envelhecimento saudável
Rubens Junior
 
Doenças Neurológicas
Doenças NeurológicasDoenças Neurológicas
Doenças Neurológicas
Fábio Simões
 
Semiologia da Febre
Semiologia da FebreSemiologia da Febre
Semiologia da Febre
pauloalambert
 
Alteracoes fisiologicas e anatomicas do idoso
 Alteracoes fisiologicas e anatomicas do idoso Alteracoes fisiologicas e anatomicas do idoso
Alteracoes fisiologicas e anatomicas do idoso
Keylla Tayne
 
Queda do idoso
Queda do idosoQueda do idoso
Queda do idoso
Renan Nalin
 
Insuficiência Renal Crônica
Insuficiência Renal CrônicaInsuficiência Renal Crônica
Insuficiência Renal Crônica
ivanaferraz
 

Mais procurados (20)

Saúde do Idoso - Transtornos psiquicos
Saúde do Idoso - Transtornos psiquicosSaúde do Idoso - Transtornos psiquicos
Saúde do Idoso - Transtornos psiquicos
 
Velhice e Envelhecimento - Profa. Rilva Muñoz / GESME
Velhice e Envelhecimento - Profa. Rilva Muñoz / GESMEVelhice e Envelhecimento - Profa. Rilva Muñoz / GESME
Velhice e Envelhecimento - Profa. Rilva Muñoz / GESME
 
Atenção à Saúde do Idoso
Atenção à Saúde do Idoso Atenção à Saúde do Idoso
Atenção à Saúde do Idoso
 
Exame Físico Neurologico
Exame Físico NeurologicoExame Físico Neurologico
Exame Físico Neurologico
 
Demências
DemênciasDemências
Demências
 
Fundamentos De Gerontologia Parte 1
Fundamentos De Gerontologia Parte 1Fundamentos De Gerontologia Parte 1
Fundamentos De Gerontologia Parte 1
 
Conceitos Básicos
Conceitos BásicosConceitos Básicos
Conceitos Básicos
 
Aula sobre cuidados paliativos e segurança do paciente
Aula sobre cuidados paliativos e segurança do pacienteAula sobre cuidados paliativos e segurança do paciente
Aula sobre cuidados paliativos e segurança do paciente
 
O CORAÇÃO DO IDOSO
O CORAÇÃO DO IDOSOO CORAÇÃO DO IDOSO
O CORAÇÃO DO IDOSO
 
Saúde do idoso
 Saúde do idoso Saúde do idoso
Saúde do idoso
 
Aula saude do idoso
Aula saude do idosoAula saude do idoso
Aula saude do idoso
 
SAÚDE DO IDOSO: ENFERMAGEM
SAÚDE DO IDOSO: ENFERMAGEMSAÚDE DO IDOSO: ENFERMAGEM
SAÚDE DO IDOSO: ENFERMAGEM
 
Causas e consequências de quedas de idosos
Causas e consequências de  quedas de idososCausas e consequências de  quedas de idosos
Causas e consequências de quedas de idosos
 
Apresentação saude do idoso coletiva
Apresentação saude do idoso coletivaApresentação saude do idoso coletiva
Apresentação saude do idoso coletiva
 
O envelhecimento saudável
O envelhecimento saudávelO envelhecimento saudável
O envelhecimento saudável
 
Doenças Neurológicas
Doenças NeurológicasDoenças Neurológicas
Doenças Neurológicas
 
Semiologia da Febre
Semiologia da FebreSemiologia da Febre
Semiologia da Febre
 
Alteracoes fisiologicas e anatomicas do idoso
 Alteracoes fisiologicas e anatomicas do idoso Alteracoes fisiologicas e anatomicas do idoso
Alteracoes fisiologicas e anatomicas do idoso
 
Queda do idoso
Queda do idosoQueda do idoso
Queda do idoso
 
Insuficiência Renal Crônica
Insuficiência Renal CrônicaInsuficiência Renal Crônica
Insuficiência Renal Crônica
 

Semelhante a Gigantes da Geriatria

Câncer de prostata.pdf
Câncer de prostata.pdfCâncer de prostata.pdf
Câncer de prostata.pdf
JohnSilva87104
 
Câncer de prostata.pdf
Câncer de prostata.pdfCâncer de prostata.pdf
Câncer de prostata.pdf
John Madson Silva
 
Incontinência Urinária: O que devo saber?
Incontinência Urinária: O que devo saber?Incontinência Urinária: O que devo saber?
Incontinência Urinária: O que devo saber?
Maria Betania Alves
 
Incontinência urinária na pessa idosa
Incontinência urinária na pessa idosaIncontinência urinária na pessa idosa
Incontinência urinária na pessa idosa
Humberto Amadori
 
Ppt cancer de prostata
Ppt cancer de prostataPpt cancer de prostata
Ppt cancer de prostata
Kamilla Morganna
 
Rabdomiolise hcm 2015
Rabdomiolise hcm 2015Rabdomiolise hcm 2015
Rabdomiolise hcm 2015
Adilsonjuiz001
 
a saude do idoso e o processo de envelhecimento.ppt
a saude do idoso e o processo de envelhecimento.ppta saude do idoso e o processo de envelhecimento.ppt
a saude do idoso e o processo de envelhecimento.ppt
judsonzaidan
 
a saude do idoso e o processo de envelhecimento.ppt
a saude do idoso e o processo de envelhecimento.ppta saude do idoso e o processo de envelhecimento.ppt
a saude do idoso e o processo de envelhecimento.ppt
profigorcursos
 
a saude do idoso e o processo de envelhecimento.ppt
a saude do idoso e o processo de envelhecimento.ppta saude do idoso e o processo de envelhecimento.ppt
a saude do idoso e o processo de envelhecimento.ppt
Valdimiro Cardoso
 
a saude do idoso e o processo de envelhecimento.ppt
a saude do idoso e o processo de envelhecimento.ppta saude do idoso e o processo de envelhecimento.ppt
a saude do idoso e o processo de envelhecimento.ppt
marciaenfermagem27
 
Lombalgia
LombalgiaLombalgia
Shared care hbp ii
Shared care hbp iiShared care hbp ii
Shared care hbp ii
Fortunato Barros
 
DI_Aula_T2_Envelhecimento_e_doenca.pdf
DI_Aula_T2_Envelhecimento_e_doenca.pdfDI_Aula_T2_Envelhecimento_e_doenca.pdf
DI_Aula_T2_Envelhecimento_e_doenca.pdf
francisco551255
 
Toxicodep..
Toxicodep..Toxicodep..
Toxicodep..
R C
 
O envelhecimento e os rins - Dia mundial do Rim 2014
O envelhecimento e os rins -  Dia mundial do Rim  2014O envelhecimento e os rins -  Dia mundial do Rim  2014
O envelhecimento e os rins - Dia mundial do Rim 2014
Walter Gouvea
 
Assistência de enfermagem nas doenças do sistema digestivo prof graziela
Assistência de enfermagem nas doenças do sistema digestivo prof grazielaAssistência de enfermagem nas doenças do sistema digestivo prof graziela
Assistência de enfermagem nas doenças do sistema digestivo prof graziela
Wekanan Moura
 
Abdome agudo no idoso
Abdome agudo no idosoAbdome agudo no idoso
Abdome agudo no idoso
Vicente Santos
 
Etilismo Crônico
Etilismo CrônicoEtilismo Crônico
Etilismo Crônico
Julio Cesar Matias
 
Hipertensao_para_Leigos.pdf
Hipertensao_para_Leigos.pdfHipertensao_para_Leigos.pdf
Hipertensao_para_Leigos.pdf
juniorcef
 
Iatrogenia nos idosos
Iatrogenia nos idososIatrogenia nos idosos
Iatrogenia nos idosos
Eli Oliveira
 

Semelhante a Gigantes da Geriatria (20)

Câncer de prostata.pdf
Câncer de prostata.pdfCâncer de prostata.pdf
Câncer de prostata.pdf
 
Câncer de prostata.pdf
Câncer de prostata.pdfCâncer de prostata.pdf
Câncer de prostata.pdf
 
Incontinência Urinária: O que devo saber?
Incontinência Urinária: O que devo saber?Incontinência Urinária: O que devo saber?
Incontinência Urinária: O que devo saber?
 
Incontinência urinária na pessa idosa
Incontinência urinária na pessa idosaIncontinência urinária na pessa idosa
Incontinência urinária na pessa idosa
 
Ppt cancer de prostata
Ppt cancer de prostataPpt cancer de prostata
Ppt cancer de prostata
 
Rabdomiolise hcm 2015
Rabdomiolise hcm 2015Rabdomiolise hcm 2015
Rabdomiolise hcm 2015
 
a saude do idoso e o processo de envelhecimento.ppt
a saude do idoso e o processo de envelhecimento.ppta saude do idoso e o processo de envelhecimento.ppt
a saude do idoso e o processo de envelhecimento.ppt
 
a saude do idoso e o processo de envelhecimento.ppt
a saude do idoso e o processo de envelhecimento.ppta saude do idoso e o processo de envelhecimento.ppt
a saude do idoso e o processo de envelhecimento.ppt
 
a saude do idoso e o processo de envelhecimento.ppt
a saude do idoso e o processo de envelhecimento.ppta saude do idoso e o processo de envelhecimento.ppt
a saude do idoso e o processo de envelhecimento.ppt
 
a saude do idoso e o processo de envelhecimento.ppt
a saude do idoso e o processo de envelhecimento.ppta saude do idoso e o processo de envelhecimento.ppt
a saude do idoso e o processo de envelhecimento.ppt
 
Lombalgia
LombalgiaLombalgia
Lombalgia
 
Shared care hbp ii
Shared care hbp iiShared care hbp ii
Shared care hbp ii
 
DI_Aula_T2_Envelhecimento_e_doenca.pdf
DI_Aula_T2_Envelhecimento_e_doenca.pdfDI_Aula_T2_Envelhecimento_e_doenca.pdf
DI_Aula_T2_Envelhecimento_e_doenca.pdf
 
Toxicodep..
Toxicodep..Toxicodep..
Toxicodep..
 
O envelhecimento e os rins - Dia mundial do Rim 2014
O envelhecimento e os rins -  Dia mundial do Rim  2014O envelhecimento e os rins -  Dia mundial do Rim  2014
O envelhecimento e os rins - Dia mundial do Rim 2014
 
Assistência de enfermagem nas doenças do sistema digestivo prof graziela
Assistência de enfermagem nas doenças do sistema digestivo prof grazielaAssistência de enfermagem nas doenças do sistema digestivo prof graziela
Assistência de enfermagem nas doenças do sistema digestivo prof graziela
 
Abdome agudo no idoso
Abdome agudo no idosoAbdome agudo no idoso
Abdome agudo no idoso
 
Etilismo Crônico
Etilismo CrônicoEtilismo Crônico
Etilismo Crônico
 
Hipertensao_para_Leigos.pdf
Hipertensao_para_Leigos.pdfHipertensao_para_Leigos.pdf
Hipertensao_para_Leigos.pdf
 
Iatrogenia nos idosos
Iatrogenia nos idososIatrogenia nos idosos
Iatrogenia nos idosos
 

Mais de Dany Romeira

Todos Contra a Dengue: Ourinhos (SP)
Todos Contra a Dengue: Ourinhos (SP)Todos Contra a Dengue: Ourinhos (SP)
Todos Contra a Dengue: Ourinhos (SP)
Dany Romeira
 
Desconstrução do Mito da Adolescência
Desconstrução do Mito da AdolescênciaDesconstrução do Mito da Adolescência
Desconstrução do Mito da Adolescência
Dany Romeira
 
Prevenção também se ensina
Prevenção também se ensinaPrevenção também se ensina
Prevenção também se ensina
Dany Romeira
 
Pediatria: Otite
Pediatria: OtitePediatria: Otite
Pediatria: Otite
Dany Romeira
 
IVAS- Infecção das Vias Aéreas Superiores
IVAS- Infecção das Vias Aéreas SuperioresIVAS- Infecção das Vias Aéreas Superiores
IVAS- Infecção das Vias Aéreas Superiores
Dany Romeira
 
Infecção Urinária - Pediatria
Infecção Urinária - PediatriaInfecção Urinária - Pediatria
Infecção Urinária - Pediatria
Dany Romeira
 
Reabilitação do Idoso
Reabilitação do IdosoReabilitação do Idoso
Reabilitação do Idoso
Dany Romeira
 
Delirium, depressão e demência sbgg (para curso)
Delirium, depressão e demência   sbgg (para curso)Delirium, depressão e demência   sbgg (para curso)
Delirium, depressão e demência sbgg (para curso)
Dany Romeira
 
Politicas públicas e Direitos dos Idosos
Politicas públicas e Direitos dos IdososPoliticas públicas e Direitos dos Idosos
Politicas públicas e Direitos dos Idosos
Dany Romeira
 
Entre perdas e ganhos
Entre perdas e ganhosEntre perdas e ganhos
Entre perdas e ganhos
Dany Romeira
 

Mais de Dany Romeira (10)

Todos Contra a Dengue: Ourinhos (SP)
Todos Contra a Dengue: Ourinhos (SP)Todos Contra a Dengue: Ourinhos (SP)
Todos Contra a Dengue: Ourinhos (SP)
 
Desconstrução do Mito da Adolescência
Desconstrução do Mito da AdolescênciaDesconstrução do Mito da Adolescência
Desconstrução do Mito da Adolescência
 
Prevenção também se ensina
Prevenção também se ensinaPrevenção também se ensina
Prevenção também se ensina
 
Pediatria: Otite
Pediatria: OtitePediatria: Otite
Pediatria: Otite
 
IVAS- Infecção das Vias Aéreas Superiores
IVAS- Infecção das Vias Aéreas SuperioresIVAS- Infecção das Vias Aéreas Superiores
IVAS- Infecção das Vias Aéreas Superiores
 
Infecção Urinária - Pediatria
Infecção Urinária - PediatriaInfecção Urinária - Pediatria
Infecção Urinária - Pediatria
 
Reabilitação do Idoso
Reabilitação do IdosoReabilitação do Idoso
Reabilitação do Idoso
 
Delirium, depressão e demência sbgg (para curso)
Delirium, depressão e demência   sbgg (para curso)Delirium, depressão e demência   sbgg (para curso)
Delirium, depressão e demência sbgg (para curso)
 
Politicas públicas e Direitos dos Idosos
Politicas públicas e Direitos dos IdososPoliticas públicas e Direitos dos Idosos
Politicas públicas e Direitos dos Idosos
 
Entre perdas e ganhos
Entre perdas e ganhosEntre perdas e ganhos
Entre perdas e ganhos
 

Gigantes da Geriatria

  • 1. OS GIGANTES DA GERIATRIA Nezilour Lobato Rogrigues Presidente da Sociedadede Brasileira de Geriatria e Gerontologia
  • 2. 31.8 2 1950 2025 21 HOJE DESAFIO DEMOGRÁFICO AUMENTO DE IDOSOS NO BRASIL ( em milhões de habitantes)
  • 3. ENVELHECIMENTO POPULACIONAL BRASILEIRO 53% 114% IBGE. Projeção da População do Brasil por Sexo e Idade 1980-2050. Revisão 2008
  • 4. BRASIL: UM SÉCULO DE MUDANÇAS ESTRUTURA ETÁRIA DA POPULAÇÃO 1950-2050 1 43 Ref: IBGE 2008 2
  • 5. Expectativa média de vida Fonte: IBGE. Tábuas completas de mortalidade, 2010. Brasil Homens Mulheres Total Ao nascer 68,8 76,6 72,7 Aos 60 anos 19,4 22,6 21,1 Aos 80 anos 8,9 9,9 9,4
  • 6. População idosa em Ourinhos • 6.000 homens acima de 60 anos • 7.631 mulheres acima de 60 anos População residente: 103.035 hab. TOTAL: 13.631 idosos IDH 0,813
  • 7. Fonte: Censo IBGE 2010 Envelhecimento em Ourinhos
  • 9. • Comorbidades • Sobreposição de sintomas e causas • Sintomas atípicos • Omissão de sintomas • Mitos do que é normal para idade O envelhecimento traz consigo…
  • 10. “FENÔMENO ICEBERG” NOS IDOSOS Nos idosos, múltiplas doenças crônicas coexistem, frequentemente, de forma oculta, sendo que algumas só se tornam aparentes quando causam complicações agudas
  • 11. • O comprometimento dos principais sistemas funcionais gera incapacidades e, em seguida, as tricas. • de do idoso. Síndromes geriátricas
  • 12. iatrogenia instabilidade postural (e quedas) imobilidade insuficiência (cerebral) incontinência (urinária e fecal) Os 5 “Is” da Geriatria 5
  • 13. Falando sobre os “Is” geriátricos 1. IATROGENIA
  • 14. • “Doenças ou complicações iatrogênicas, são aquelas decorrentes da intervenção do médico e/ou da equipe, seja esta intervenção certa ou errada, mas da qual resultam conseqüências prejudiciais para a saúde do paciente” (Carvalho-Filho e col., 1996) Iatrogenia: conceito
  • 15. • Exemplos: • Erro médico • Negligência • Efeitos secundários a tratamentos • Efeitos colaterais de medicações Iatrogenia
  • 16. Fatores de Risco para Reação Adversa a Drogas • Polifarmácia (> 4 medicamentos) 3 x > risco  ↑ exponencial com - nº de medicamentos  2 drogas – 8%  5 drogas – 50%  8 ou + drogas – 100% • Constituem a principal causa de iatrogenia em todas as faixas etárias • 3 a 7 x mais observadas em idosos
  • 17. Cascata Medicamentosa Bloq. Ca++ Diurético Alopurinol + KCl Inibidos H2 + Antiácido Laxante Antiespasmódico Edema Hipocalemia Hiperuricemia Dispepsia Obstipação Dor abdominal
  • 18. Revisão dos critérios de BEERS • Desenvolvido em 1991 (na época estudante de medicina) • Revisado em 2003 (Comitê de farmácia) • Atualizado em 2012 (American Geriatrics Society) • Inclui 53 medicações divididos em 3 categorias:  Inapropriados (deveriam ser sempre evitados)  Potencialmente inapropriados nos idosos com condições clínicas particulares  Aqueles que deveriam ser usados com cautela American Geriatrics Society 2012 Beers Criteria Update Expert Panel. J Am Geriatr Soc 2012; 60:616.
  • 19. 1. Existe indicação para o uso do medicamento? 2. O medicamento é eficaz para aquela condição? 3. A dosagem é correta? 4. A orientação dada foi correta? 5. Existe potencial para interação com outros medicamentos, álcool ou alimentos? 6. Existe potencial para interação com alguma doença da qual o paciente é portador? 7. A prescrição é fácil de ser seguida? 8. Existe redundância ou duplicidade terapêutica? 9. A duração do tratamento é aceitável? 10. Existe outra alternativa mais barata, porém c/ igual eficácia e segurança? Proposta de "Checklist"
  • 20. Outras iatrogenias: preconceitos • Ele é muito velho para ser submetido a isto. • UTI não é local de velho. • Ele não pode saber ou decidir. • Polifarmácia é uma necessidade.
  • 21. Falando sobre os "Is" Geriátricos 2. INSTABILIDADES POSTURAIS
  • 22. Instabilidade: quedas • 6a causa de morte no idoso • 40% das admissões em casas de repouso • Incidência 70 anos 25% 75 anos 35% >80 anos 40% institucionalizados 50%
  • 23. Consequências das Quedas • Fraturas: 4 a 6 % • Morte: 2,2 % • Incapacidade em levantar-se • Imobilidade • Medo de cair :40 a 73% dos que já caíram 20 a 46% dos que não caíram • Diminuição na atividade • Maior morbidade (quedas = marcadores de condições clínicas subjacentes)
  • 24. CONDIÇÕES MÉDICAS ALTERAÇÕES SENSORIAIS ALTERAÇÕES FISIOLÓGICAS DO ENVELHECIMENTO PERIGOS DO MEIO AMBIENTE INADEQUADA AJUDA PARA O CUIDAR MEDICAMENTOS CAUSAS INTRÍNSECAS CAUSAS EXTRÍNSECAS QUEDA COMPLICAÇÕES FRATURAS IMOBILISMO HEMATOMAS, TRAUMAS, FERIDAS PERDA DA AUTOCONFIANÇA, MEDO DA QUEDA DIMINUIÇÃO DA QUALIDADE DE VIDA NENHUMA CONSEQUÊNCIA INSTITUCIONALIZAÇÃO MORTE É necessário investigar
  • 30. • Circunstâncias • Fármacos • Enfermidades • Visão • Função Articular • Mobilidade • Marcha e equilíbrio • Tempo de Reação • Exame Cardiovascular – Frequência , ritmo – PA, ortostatismo • Exame Neurológico – Estado Mental – Força muscular – Nervos – Propiocepção – Cerebelo • Exames de Laboratório • Hemograma • Electrólitos • Urea-creatinina • Glicose • Vitamina B12 • TSH • Neuroimagens • Holter Avaliação mais detalhada do “Idoso Caidor” Avaliação Multiprofissional: Fisioterapia / TO / Nutrição / ...
  • 31. Falando sobre os "Is" Geriátricos 3. IMOBILIDADE
  • 32. Imobilidade • Incapacidade de se deslocar sem o auxílio de outra pessoa, com finalidade de atender às necessidades da vida diária. Pode o paciente estar restrito a uma poltrona ou ao leito.
  • 33. Fatores Predisponentes: • Osteoartrose • Doenças reumáticas • Sequelas de fraturas • DPOC, ICC, AVC e Infecções • Desnutrição e Desidratação • Parkinson, Demência e Depressão Imobilidade
  • 34. • Comprometimento da mobilidade - Passos a seguir: a) Quantificar a imobilidade( escalas de AVDs) b) Exame Clínico c) Exames complementares, de acordo com as suspeitas levantadas no exame clínico: - desnutrição: albumina - Distúrbio metabólico: Na , K,U, C, TSH, T4 livre, Ca, glicemia jejum - Anemia: hemograma e ferritina - Artropatia: PCR, Raio X - Miopatias inflamatórias: CK, transaminases - Síndromes Infecciosas: hemograma, Urina , Raio X Imobilidade
  • 35. • Depressão • Confusão mental • Hipotensão e constipação intestinal • Incontinência e Infecção Urinária • Trombose Venosa e embolia pulmonar 20% das mortes em acamados. • Pneumonia e broncoaspiração • Úlcera de pressão - escaras • Atrofia muscular - sarcopenia Imobilidade: consequências
  • 36. • Mudança de decúbito a cada 2h • Colchão de água e caixa de ovo • Óleos e hidratantes • Curativos apropriados. • Aporte hídrico, metabólico e protéico. Imobilidade: orientações
  • 37. Falando sobre os "Is" Geriátricos 4. INCONTINÊNCIAS
  • 38. Falando sobre os "Is" Geriátricos 4.1. INCONTINÊNCIA URINÁRIA
  • 39. Importância Clínica • Queixa importante em mulheres >60a – 30-30% tem qualquer IU – 6-14% tem IU diária Incontinência urinária
  • 40. Hiperplasia prostática benigna Maior volume residual IDOSO SAUDÁVEL vs. JOVEM SAUDÁVEL Diminui a capacidade vesical total Menor pressão de fechamento uretral máxima Atrofia vaginal e uretral Maior número de contrações vesicais involuntárias Maior número de micções noturnas TRATO GENITO-URINÁRIO Alterações com o Envelhecimento Incontinência urinária
  • 41. Importância Clínica • Institucionalização • Isolamento social • Vergonha / Ansiedade / Depressão • Declínio funcional • Úlceras de pressão / ITU • Aumenta o Risco de Quedas/Fraturas CONSEQUÊNCIAS Incontinência urinária
  • 42. • Frequentemente não mencionada – 50% dos idosos c/ IU não procuram o médico • Vergonha / Normal para idade / Sem tratamento – <10-30% dos médicos documentam IU no prontuário • Profissionais não capacitados – 1/2 a 2/3 dos médicos não fazem nem uma simples avaliação quando ficam sabendo do problema DESCASO Dave J. ACP-ASSIM on line 2001 Importância Clínica Incontinência urinária
  • 43. Afastar Causas Transitórias • Delirium • Psicológica • Imobilidade • Infecção • Endócrina • Excesso de volume urinário • Medicamentos • Atrofia • Fecaloma Incontinência urinária
  • 46. Definir o Diagnóstico • IU do tipo estresse – de esforço • IU por hiperatividade do detrusor – tipo urgência • UI por hipoatividade do detrusor • UI por obstrução uretral Incontinência urinária
  • 47. • Causa Mais comum em >75a • Apresentação: Urgência – Causas • Doenças neurológicas • Idiopática (Geralmente) – Exame Clínico • Frequentemente normal • Volume residual baixo “Detrusor Hiperativo” Incontinência urinária
  • 48. Abordagem Comportamental • Reduzir a ingesta de líquidos, cafeína,... CUIDADO ! • Posição sentada / Esvaziamento completo • Treinamento vesical – Ir ao banheiro a intervalos muito curtos – Aumentar os intervalos gradualmente • Postura do Cuidador – Reação positiva para “roupa seca” – Reação neutra para “umidade” Incontinência urinária
  • 49. TRATAMENTO Instabilidade do Detrusor • Abordagem Comportamental (Primeira Escolha) • Exercícios do Assoalho Pélvico – Exercícios de Kegel – Biofeedback • Anticolinérgicos – Oxibutinina – Tolterodina – Imipramine – Outros Incontinência urinária
  • 50. Comportamental (Biofeedback) Medicamento (oxibutinina 2,5-15mg/d) Controle % de redução na incontinência N = 197 mulheres (55-97anos) com IU urgência ou mista ECCR Resposta após 8 semanas de intervenção Comportamental vs. Medicamentos Burgio. JAMA 1998 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 100% 75% 50% Incontinência urinária
  • 51. Falando sobre os "Is" Geriátricos 4.2. INCONTINÊNCIA FECAL
  • 52. Incontinência Fecal • DISTÚRBIO SOCIAL IMPORTANTE – INSTITUCIONALIZAÇÃO • DESAFIO • IMPACTO SÓCIO-ECONÔMICO • Assaduras, infecções, alienação, depressão, alteração, libido N Eng J Med 1992:326 Incontinência fecal
  • 53. Incontinência fecal: fatores de risco • Idade > 60 anos • Sexo feminino • Precário estado geral • Limitações físicas • Cirurgias orificiais • Partos – multíparas • Prolapso retal • Trauma • Doenças neurogênicas – demências • Doenças reto • Radioterapia Dis Colon Rectum 1993; 36:77-97 Am J Gastroenterol 1996; 91:33-6 Incontinência fecal
  • 54. Incontinência fecal: etiologia •Envelhecimento •Idade avançada •Sedentarismo •Debilidade geral •Alteração consciência •Esforço crônico evacuar Br J Community Nurs 2010;15(8):370-4 Incontinência fecal
  • 55. • ABORDAGEM • DIAGNOSTICO • TRATAMENTO INDIVIDUALIZADO Incontinência fecal Incontinência fecal: etiologia Rev Med Chir Soc Med
  • 56. 5. INSUFICIÊNCIA CEREBRAL Falando sobre os "Is" Geriátricos
  • 57. • scimo na plasticidade neuronal. duo a franca. Insuficiência das funções cognitivas
  • 58. Considerações Gerais • Queixas de memória  30% dos idosos em geral  75% dos idosos internados • Fatores que interferem na memória idade avançada ansiedade estresse isolamento desconfiança psicofármacos
  • 59. Insuficiência das funções cognitivas Capacidade cognitiva Alterações normais do envelhecimento CCL Demência Dellirium
  • 60. Insuficiência das funções cognitivas Identificar e quantificar o declínio cognitivo Determinar o nível de comprometimento que acarreta a vida do indivíduo. Possível causa e plano de cuidado.
  • 62. Depressão no idoso: importância • Alta prevalência no idoso • Potencialmente tratável • Causa grande prejuízo à reabilitação do paciente e maior permanência hospitalar • Acarreta grande sofrimento e desorganização pessoal, familiar, social e profissional • Aumento da morbimortalidade • Condição subdiagnosticada e subtratada
  • 63. Avaliação Diagnóstica • O diagnóstico é clínico, baseado em uma história clínica completa (incluir história psiquiátrica pregressa e familiar: • DSM IV 1. OBSERVAR O ASPECTO FÍSICO (APARÊNCIA) DO PACIENTE, 2. OBSERVAR O CONTEÚDO DO DISCURSO 3. IDENTIFICAR FATORES DE RISCO ; SUICIDIO - Escalas de avaliação: - Depressão – edg de yesavage (5, 15 ou 30 itens) - Hamilton, montgomery-asberg, beck, cornell, mini-mental - Funcional (katz, barthel) - Inventário medicamentoso - Exame físico (neurológico) - Exames complementares - Avaliação neuropsicológica
  • 64. Sinais de alerta para depressão no idoso VanItallie TB. Subsyndromal depression in the elderly: underdiagnosed and undertreated. Metabolism. 2005 • Queixas somáticas desproporcionais aos achados dos exames clínico e complementares • Alterações do comportamento e da conduta • Perda da capacidade funcional • Distúrbio de memória • Dor crônica • Reação anormal ao luto • Mudanças na vida social • Institucionalização • Etilismo de início recente
  • 65. • Fatores de risco especiais: – Sexo feminino – Solidão – Episódios depressivos prévios – Doenças clínicas – Estado civil, morar só – Luto – Aposentadoria – Dificuldade financeira – Internação – Perda funcional Principais “Gatilhos da Depressão”
  • 66. Doenças clínicas que podem apresentar sintomas depressivos Independente da etiologia, podem desenvolver um quadro depressivo. Doença Doenças Endócrinas Pulmonar obstrutiva crônica Doença renal em estágio terminal Câncer - cabeça de pâncreas AIDS Doenças Virais Doenças Auto-imune Doenças Neurológica Dor crônica Doenças Clínicas
  • 67. Antihipertensivos reserpina,clonidina, propranolol, hidralazina, metildopa Antiarrítmicos lidocaína, procainamida Antiparkinsonianos levodopa, bromocriptina Analgésicos AINH; indometacina; opióides Anticonvulsivantes carbamazepina; fenitoína; barbitúricos Sedativos-hipnóticos benzodiazepínicos; hidrato de cloral Antipsicóticos butirofenonas; fenotiazinas Antibióticos penicilinas; sulfametoxazol; clotrimazol; tetraciclina; dapsona; metronidazol; estreptomicina; griseofulvina Bloqueadores H2 cimetidina; ranitidina Antineoplásicos azatioprina; plicamicina; vincristina; vinb;astina; interferon; bleomicina; 6-azauridina; tamoxifeno Hormônios corticóides; noretisterona; estrógenos, progesterona Estimulantes do SNC anfetaminas; fenfluramina; dietilpropiona Medicamentos associados à depressão Alexopoulos GS. Depression in the elderly. Lancet, 2005
  • 70. - Loucura? - Perturbação mental? O que é demência? “A demência consiste em comprometimento cognitivo e/ou comportamento que compromete pelo menos dois dos domínios cognitivos : memória, função executiva, habilidades visuo - espaciais, linguagem, personalidade e comportamento, sendo que nesses domínios acometidos a memória pode ou não está acometida. ”
  • 71. Considerações Gerais • Queixas de memória  30% dos idosos em geral  75% dos idosos internados • Fatores que interferem na memória idade avançada ansiedade estresse isolamento desconfiança psicofármacos
  • 72. Funções cognitivas alteradas Atenção Imaginação Compreensão Concentração Memória Raciocínio JulgamentoAfetividade Percepção linguagem
  • 73. Tipos de demências • Alzheimer  Demência Vascular  Demência Fronto temporal  Demência dos Corpos de Levy  Demência na Doença de Parkinson  Demência e AIDS  Outras...
  • 74. A Memória e a Doença de Alzheimer Personagem “Laura” Novela “Senhora do Destino” Fatores determinantes:  Composição genética  Nínel educacional  Nível socioeconômico  Estilo de vida  Acuidade visual e auditiva  Relações sociais
  • 75. Fatores de Risco - Alzheimer • Idade avançada • História familiar • Sexo feminino (?) • Traumatismos ou infecções cerebrais anteriores • Síndrome de Down • Baixo nível de escolaridade
  • 76. Novas abordagens de tratamento Treino de familiares e cuidadores Terapia Comportamental Terapia de orientação para realidade Facilitadores ambientais Terapia de reminiscências Musicoterapia
  • 78. DELIRIUM • Delirium ou Estado de confusão mental foi descrito por Hipócrates por volta de 460-366 a.C., sendo um dos primeiros transtornos neurológicos conhecidos. Do latim 'delirare', que significa "estar fora do lugar", mas é usado atualmente com o sentido de "estar confuso, distorcendo a realidade, fora de si”.
  • 79. Delirium • 'delirium' é uma síndrome neurocomportamental, causada pelo comprometimento transitório da atividade cerebral, obrigatoriamente em função de distúrbios sistêmicos. O prejuízo cognitivo decorre da quebra da homeostase /bom funcionamento do cerebro e da desorganização da atividade neural.
  • 80. Delirium • Abrupto, flutuante e alteração no nível de consciência e atenção. • Metabólica, renal, hepática, infecciosa, doença da tireóide, TCE, encefalite, meningite, efeito colateral de drogas. • Tratamento: Tratar a causa