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Estudo do livro Roteiro lição 23

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Estudo do livro Roteiro, de Emmanuel, psicografia de Chico Xavier, lição 23, Na Extensão do Serviço.

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Estudo do livro Roteiro lição 23

  1. 1. Livro de Emmanuel Psicografia de Chico Xavier Na Extensão do Serviço Lição 23
  2. 2.  A cada lição do livro Roteiro somos convidados a refletir sobre questões que são importantes em nossa existência. Caminhamos pela criação, pelos reinos, pela evolução do homem, física e espiritual, por sua história em diversos povos e, também, refletimos sobre algumas Leis Divinas como a do trabalho e chegamos a lição anterior que trata da Doutrina Espírita.  Sem o Cristo não há espiritismo, ainda que alguns o queiram, basta um olhar mais atento sobre a codificação e veremos que ele está inteiramente alicerçado nos ensinamentos deixados por Jesus. Somos, então, convidados a adentrar na seara do Mestre, como trabalhadores, como colaboradores de sua missão na Terra. E é preciso compreender que o Mestre não trabalha para si mesmo.
  3. 3.  Eis, então, que Emmanuel nos traz importantes reflexões sobre a nossa conduta na Terra.  Caminhemos com ele iniciando as lições do livro Roteiro.   “Que seria do Espiritismo se não guardasse finalidades de aperfeiçoamento da própria Terra, onde se expressa por movimento libertador das consciências?  Seria louvável subtrair o homem do campo à função laboriosa da sementeira, distraindo-o com narrativas brilhantes e induzindo-o à inércia?  Seria aconselhável a imposição do êxtase ao esforço ativo, congelando-se preciosas oportunidades de realização para o bem?” Roteiro
  4. 4.  Três perguntas que nosTrês perguntas que nos trazem, também, trêstrazem, também, três direcionamentos:direcionamentos:  - aperfeiçoamento da- aperfeiçoamento da própria Terra;própria Terra;  - não subtrair o homem- não subtrair o homem do campo à funçãodo campo à função laboriosa da sementeira;laboriosa da sementeira;  - realização para o bem.- realização para o bem.
  5. 5.  Temos, então, que o espírita e, também, todos os corações sinceros queTemos, então, que o espírita e, também, todos os corações sinceros que sigam a Cristo, são convidados a trabalhar para que a Terra seja umsigam a Cristo, são convidados a trabalhar para que a Terra seja um lugar melhor para se viver. A questão que se impõe e que nos fazlugar melhor para se viver. A questão que se impõe e que nos faz tropeçar ao longo dos séculos é justamente o complemento destetropeçar ao longo dos séculos é justamente o complemento deste movimento de querer aperfeiçoar o nosso lindo planeta azul. Vejam quemovimento de querer aperfeiçoar o nosso lindo planeta azul. Vejam que Emmanuel nos diz que ele (aperfeiçoamento da Terra) se expressa porEmmanuel nos diz que ele (aperfeiçoamento da Terra) se expressa por movimento libertador de consciências.movimento libertador de consciências.  Criamos regras de conduta e queremos impor aos que estão sob a nossaCriamos regras de conduta e queremos impor aos que estão sob a nossa direção que pensem e ajam conforme o nosso entendimento, porém,direção que pensem e ajam conforme o nosso entendimento, porém, isto não é liberdade. A consciência livre se expressa de forma única eisto não é liberdade. A consciência livre se expressa de forma única e apenas um ambiente amoroso está apto a acolhê-la.apenas um ambiente amoroso está apto a acolhê-la. Evangelho de Lucas 9:62
  6. 6.  Queremos, muita vez, que a transformação se dê de fora para dentro, cristalizados neste movimento ao longo dos milênios, porém, o que se pede é justamente o inverso, que tenhamos um ambiente fraterno para que as consciências se expressem com liberdade e neste conjunto sejamos capazes de construir algo bom.  É certo que diante de nossa condição evolutiva, teremos dificuldades com trabalhadores que destoam do grupo e tomam atitudes que não promovem nem o seu aperfeiçoamento nem o do ambiente em que se encontra, não obstante, temos que lembrar que a transformação está em seu querer, em sua vontade e de nada adiantará a nossa intenção de impor o nosso pensar. Teremos sempre regras a serem seguidas, e cada um usará de sua liberdade para aderir ou não ao que é proposto e neste caminhar teremos a oportunidade de melhorarmo-nos e, também, melhorar o lugar em que estamos.
  7. 7.  A segunda pergunta também nos traz reflexão importante.A segunda pergunta também nos traz reflexão importante. Emmanuel nos diz: “Seria louvável subtrair o homem doEmmanuel nos diz: “Seria louvável subtrair o homem do campo à função laboriosa da sementeira, distraindo-o comcampo à função laboriosa da sementeira, distraindo-o com narrativas brilhantes e induzindo-o à inércia?”narrativas brilhantes e induzindo-o à inércia?”  Quando ouço uma palestra ou leio um livro ou realizoQuando ouço uma palestra ou leio um livro ou realizo um estudo, ao final, sempre pergunto a mim mesma: oum estudo, ao final, sempre pergunto a mim mesma: o que ficou? De tudo o que ouvi, o que levarei para a minhaque ficou? De tudo o que ouvi, o que levarei para a minha vida? O que me fez refletir sobre a minha conduta?vida? O que me fez refletir sobre a minha conduta?  Tudo o que fazemos necessita ter um propósito, assim,Tudo o que fazemos necessita ter um propósito, assim, as sementes de luz que recebemos não podem nos levar àas sementes de luz que recebemos não podem nos levar à inércia, a ficarmos parados no tempo em reflexão inócua.inércia, a ficarmos parados no tempo em reflexão inócua. O fato do discurso ser brilhante, do orador ou oradora nosO fato do discurso ser brilhante, do orador ou oradora nos brindar oratórias eloquentes e frases cheias de complexasbrindar oratórias eloquentes e frases cheias de complexas referências não é garantia de aprendizado. Assim como oreferências não é garantia de aprendizado. Assim como o homem do campo, o trabalhador do Cristo deve pegar ohomem do campo, o trabalhador do Cristo deve pegar o seu arado e ir para a terra, realizar o trabalho, preparar oseu arado e ir para a terra, realizar o trabalho, preparar o solo para amanhã aproveitar da colheita.solo para amanhã aproveitar da colheita.
  8. 8.  Emmanuel nos esclarece sobre a questão do aprendizado:  “Na aquisição do conhecimento superior, não acredites que o deslumbramento substitua o trabalho.  Nem julgues que o benfeitor espiritual, por mais amigo, possa efetuar a obra que te compete.  O professor esclarece. O aluno, porém, deve equacionar os problemas da escola.  O médico auxilia. O doente, contudo, deve atender-lhe as indicações.  Toda realização pede esforço. Toda construção pede tempo.  (...)
  9. 9.  Agradece, pois, o carinho dos Espíritos generosos, encarnados ou desencarnados, que te amparam a experiência, aplicando-te às lições de que são mensageiros.  Não admitas, contudo, que a presença deles te baste ao aprimoramento individual.  Recorda que nem os companheiros da glória do Cristo escaparam ao impositivo do serviço constante.  Os apóstolos que lhe respiraram a convivência não repousam ante as flamas do Pentecostes, mas seguem, luta diante, de renúncia em renúncia, adquirindo, pouco a pouco, a grande libertação, e Saulo de Tarso, visitado pelo próprio Mestre, em pessoa, não para sob o jorro solar da senda de Damasco, mas avança, de suplício em suplício, assimilando, a preço de sofrimento, o dom da Divina Luz.  Livro Seara dos Mediuns, lição Conhecimento Superior
  10. 10.  Por fim, a terceira pergunta que Emmanuel nos traz: “Seria aconselhável a imposição do êxtase ao esforço ativo, congelando-se preciosas oportunidades de realização para o bem?”   O intercâmbio com o mundo espiritual nos remete a ambientes de profunda paz, contemplamoscontemplamos um mundo diferente, porém, estamos aqui na Terra para o trabalho e não podemos nos esquecer que toda tarefa na seara espiritual deve ter um propósito de auxiliar aos que sofrem e necessitam de uma mão amiga para seguir em frente.   Não se trata, assim, da prece ou da comunicação com os espíritos amigos ou sofredores, será sempre o propósito que levamos em nosso coração de viver e agir em favor do outro, buscando, através de nossas vidas, oferecer algo de nós mesmos.
  11. 11.  Há quem pense que nadaHá quem pense que nada possui de si mesmo parapossui de si mesmo para oferecer e é certo que aindaoferecer e é certo que ainda não temos a luz interior como anão temos a luz interior como a do Sol que leva vida por tododo Sol que leva vida por todo um sistema, não obstante,um sistema, não obstante, quando se está na escuridão,quando se está na escuridão, muitas vezes bastará ummuitas vezes bastará um pequeno fósforo para nospequeno fósforo para nos apontar o caminho. Assim, nãoapontar o caminho. Assim, não deixemos de brilhar, toda luz édeixemos de brilhar, toda luz é necessária, até mesmo a de umnecessária, até mesmo a de um pequenino fósforo.pequenino fósforo.
  12. 12.  Sigamos em frente com a lição.  “Mas, se nos abeirarmos do trabalhador, com o intuito de estimula-lo ao serviço, auxiliando-lhe o entendimento, para que a tarefa se lhe faça menos sacrificial, e favorecendo-o a fim de que descubra, por si mesmo, os degraus da própria elevação, estaremos edificando o bem legítimo, no aprimoramento da vida e da coletividade.  De que valeria a intimidade do homem com os Espíritos domiciliados em outras esferas, sem proveito para a existência que lhe é peculiar? Não será deplorável perda de tempo informarmo-nos, sem propósito honesto, quanto aos regulamentos que regem a casa alheia? Se a criatura humana ainda não pode dispensar o suprimento de proteínas e carboidratados, de oxigênio e vitaminas, se não pode prescindir do banho e da leitura, por que induzi-la ao ocioso prazer das indagações sem elevação de vistas? Atendamos, acima de tudo, ao essencial.” Roteiro
  13. 13.  Eis o nosso trabalho: auxiliar o entendimento, favorecer para que o outro descubra por si mesmo.  A doutrina espírita nos fala de evolução e, não raro, nos esquecemos de agir dentro destes princípios. Cada um está em um momento evolutivo e precisamos respeitar isto, porque se assim o é decorre da vontade de nosso Pai. A diversidade é um fato e estar nela implica em reconhecermos que ora estamos com mão estendida para auxiliar, ora estamos com a mão estendida para sermos auxiliados.  Paulo sabia disto e o expressou na Carta que encaminhou aos cristãos que viviam em Roma: “Eu sou devedor, tanto a gregos como a bárbaros, tanto a sábios como a ignorantes ROMANOS, 1:14
  14. 14.  Emmanuel, ao comentar este versículo, nos diz:Emmanuel, ao comentar este versículo, nos diz:  ““O Apóstolo da Gentilidade frisou claramente a suaO Apóstolo da Gentilidade frisou claramente a sua condição de legítimo devedor de todos e essacondição de legítimo devedor de todos e essa condição e a de qualquer outro ser da comunidadecondição e a de qualquer outro ser da comunidade humana.humana. A criatura em si, não e apenas a soma das própriasA criatura em si, não e apenas a soma das próprias realizações, mas também o produto de débitosrealizações, mas também o produto de débitos inumeráveis para com o grupo a que pertence.inumeráveis para com o grupo a que pertence. Cada um deve incalculáveis tributos às almas comCada um deve incalculáveis tributos às almas com quem convive.quem convive. Não nos esqueçamos de que vivemos empenhadosNão nos esqueçamos de que vivemos empenhados a boa vontade dos corações amigos…a boa vontade dos corações amigos… A sabedoria dos mais experientes…A sabedoria dos mais experientes… Ao carinho dos companheiros próximos…Ao carinho dos companheiros próximos… Ao apoio e ao estimulo dos familiares…Ao apoio e ao estimulo dos familiares… Aos nobres impulsos das relações fraternais…Aos nobres impulsos das relações fraternais…
  15. 15. ““Portanto, pelo reconhecimento dasPortanto, pelo reconhecimento das nossas dívidas comuns, provamos anossas dívidas comuns, provamos a real inconsequência do orgulho e dareal inconsequência do orgulho e da vaidade em qualquer coração e avaidade em qualquer coração e a impraticabilidade do insulamento emimpraticabilidade do insulamento em nosso passo evolutivo.nosso passo evolutivo. A dívida importa em compromisso eA dívida importa em compromisso e compromisso significa resgate naturalcompromisso significa resgate natural ou compulsório.ou compulsório. Todos somos devedores uns dosTodos somos devedores uns dos outros.outros. Se ainda alimentas algum laivo deSe ainda alimentas algum laivo de superioridade egoística, à frente dossuperioridade egoística, à frente dos semelhantes, lembra-te das dívidassemelhantes, lembra-te das dívidas numerosas, que ainda não saldaste, anumerosas, que ainda não saldaste, a começar pelo próprio instrumento físicocomeçar pelo próprio instrumento físico
  16. 16.  Convida-nos, assim, a atender o essencial. A priorizarmos em nossas vidas o que é realmente importante, buscando da simplicidade de viver o aprendizado para nosso espírito imortal. Fato é que em nossa jornada as prioridades se misturam e se confundem. Qual o caminho? Como agir de forma eficaz, trazendo para os nossos dias a alegria de bem viver?  Emmanuel, nas próximas linhas, nos falará do Cristo, de como agiu quando este entre nós nas mais diversas situações. Aproveitemos as linhas para refletir em como nós outros estamos agindo.
  17. 17.  “É curioso notar que o próprio Cristo, em sua imersão nos fluidos terrestres, não cogitou de qualquer problema inoportuno ou inadequado.” Roteiro  Duas palavras importantes: inoportuno e inadequado.  Consultando o dicionário on line temos os seguintes significados:  Inoportuno: que não é oportuno, que sobrevém num mau momento, numa ocasião imprópria; inconveniente, intempestivo.  Inadequado: que não se adequou; impróprio, inconveniente.
  18. 18.  O primeiro, inoportuno, nos remete a ação no tempo. Qual o melhorO primeiro, inoportuno, nos remete a ação no tempo. Qual o melhor momento para determinada ação ou tarefa? Qual a melhor hora paramomento para determinada ação ou tarefa? Qual a melhor hora para falar? E para silenciar?falar? E para silenciar?  Já o segundo, nos remete ao meio utilizado. O que estou oferecendo éJá o segundo, nos remete ao meio utilizado. O que estou oferecendo é adequado a necessidade do outro? Estou humilhando ou constrangendoadequado a necessidade do outro? Estou humilhando ou constrangendo o outro com minhas ações ou palavras?o outro com minhas ações ou palavras?  Cristo, diante dos problemas que se lhe apresentavam era, então,Cristo, diante dos problemas que se lhe apresentavam era, então, oportuno e adequado. Agia no melhor tempo e de forma mais eficaz. Éoportuno e adequado. Agia no melhor tempo e de forma mais eficaz. É importante, então, observarmos os exemplos que Emmanuel nos ofereceimportante, então, observarmos os exemplos que Emmanuel nos oferece a fim de que aprendamos mais com o nosso Mestre, Modelo e Guia.a fim de que aprendamos mais com o nosso Mestre, Modelo e Guia.
  19. 19.  ““Não se sentou na praça pública para explicar a natureza de Deus e,Não se sentou na praça pública para explicar a natureza de Deus e, sim, chamou-lhe simplesmente “Nosso Pai”, indicando os deveres desim, chamou-lhe simplesmente “Nosso Pai”, indicando os deveres de amor e reverência com que nos cabe contribuir na extensão e noamor e reverência com que nos cabe contribuir na extensão e no aperfeiçoamento da Obra Divina.” Roteiroaperfeiçoamento da Obra Divina.” Roteiro  O povo hebreu, até hoje, conserva um grande respeito pela figuraO povo hebreu, até hoje, conserva um grande respeito pela figura paterna. Será o pai quem irá dirigir a família, até mesmo quando ospaterna. Será o pai quem irá dirigir a família, até mesmo quando os filhos casavam e continuavam morando com o pai, era ele consultadofilhos casavam e continuavam morando com o pai, era ele consultado para o direcionamento da família. Não se trata apenas do provedorpara o direcionamento da família. Não se trata apenas do provedor financeiro.financeiro.
  20. 20.  Encontramos uma dissertação de José Maurício (PucMinas) que trata sobre o lugar do pai no decorrer do tempo e das sociedades, um estudo muito interessante, do qual grifamos um trecho:  “A vida social de Israel, segundo Ringgren (1970), é mais rural e caracterizada pelo nomadismo. O fator determinante na estrutura social era a tribo e o clã. Neste contexto, a parentagem e a genealogia eram consideradas importantes. Assim, o aspecto tribal ou o ancestral é muito significativo. Em Is 51, 2, Abraão é invocado como “seu pai”, no sentido de ancestral, pai tribal e exemplo de homem destemido a ser seguido.  No seio da família israelita, a autoridade do pai era quase ilimitada; ele era o mestre, chefe da casa; as crianças eram ensinadas a honrá-lo e temê-lo; ele controla outros membros da família como o oleiro controla a argila (Is 6, 4-7). Ele não é um déspota isolado, mas o centro de tudo o que lhe pertence, e tudo gira ao seu redor. Quando um homem é chamado de pai, isto deduz da mesma coisa, parentesco e autoridade são expressos pelo mesmo nome de pai. Para o israelita, o nome de pai resulta em autoridade.”
  21. 21.  Ainda estamos distantes de entender quem é o nosso Criador, mas o queAinda estamos distantes de entender quem é o nosso Criador, mas o que observamos é que, com Jesus, ele deixou de ser o Rei dos Exércitos a quemobservamos é que, com Jesus, ele deixou de ser o Rei dos Exércitos a quem devíamos servir para tornar-se o Pai, que também exerce sua autoridade,devíamos servir para tornar-se o Pai, que também exerce sua autoridade, porém, está muito mais próximo, eis que o amor filial inaugura uma novaporém, está muito mais próximo, eis que o amor filial inaugura uma nova forma de compreendermos a ação de Deus em nossas vidas.forma de compreendermos a ação de Deus em nossas vidas.  Sigamos com o livro Roteiro:Sigamos com o livro Roteiro:  ““Embora asseverasse que “na casa do Senhor há muitas moradas”, não seEmbora asseverasse que “na casa do Senhor há muitas moradas”, não se deteve a destacar pormenores quanto aos habitantes que as povoam. Nãodeteve a destacar pormenores quanto aos habitantes que as povoam. Não obstante exaltar o Reino Celeste, nele situando a glória do futuro, nãoobstante exaltar o Reino Celeste, nele situando a glória do futuro, não olvidou o Reino da Terra, que procurou ajudar com todas as possibilidadesolvidou o Reino da Terra, que procurou ajudar com todas as possibilidades de que dispunha.” Roteirode que dispunha.” Roteiro
  22. 22.  Este trecho encontra-se no Evangelho de João: “Não se turbe o vossoEste trecho encontra-se no Evangelho de João: “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai hácoração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vosmuitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar. E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levareilugar. E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também. Mesmopara mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também. Mesmo vós sabeis para onde vou, e conheceis o caminho.” João 14:1-4vós sabeis para onde vou, e conheceis o caminho.” João 14:1-4  Ele nos fornece a verdade, mas não a torna um fardo pesado demais paraEle nos fornece a verdade, mas não a torna um fardo pesado demais para que possamos carregar. Nem sempre estaremos aptos para nosque possamos carregar. Nem sempre estaremos aptos para nos aprofundarmos em determinados assuntos e tenhamos a humildade emaprofundarmos em determinados assuntos e tenhamos a humildade em reconhecer que em determinadas áreas ainda temos um longo caminho areconhecer que em determinadas áreas ainda temos um longo caminho a fim de melhorarmos nossa compreensão. Não precisamos ter um opiniãofim de melhorarmos nossa compreensão. Não precisamos ter um opinião sobre todos os assuntos, e sobre aquilo que não sabemos tenhamos asobre todos os assuntos, e sobre aquilo que não sabemos tenhamos a sabedoria de não opinar.sabedoria de não opinar.
  23. 23.  Vejamos mais um trecho:  ““Curando cegos e leprosos, loucos e paralíticos, deu a entender que vinhaCurando cegos e leprosos, loucos e paralíticos, deu a entender que vinha não somente regenerar as almas e sem também socorrer os corposnão somente regenerar as almas e sem também socorrer os corpos enfermos, na recuperação do homem integral. Não se contentou, porém,enfermos, na recuperação do homem integral. Não se contentou, porém, com isso. Em todas as ocasiões, exaltou nossos deveres de amor para comcom isso. Em todas as ocasiões, exaltou nossos deveres de amor para com a vida comum.” Roteiroa vida comum.” Roteiro  Jesus nunca desconsiderou a vida física como algo importante e relevante para o nosso aprendizado, porém, sempre nos convidou a compreendermos que o que o físico deixa transparecer está ligado ao espírito, quem ele é e o que ele pensa.  Assim, como trabalhadores na seara de Jesus podemos auxiliar nossos irmãos que se encontram enfermos, através de nossas preces, do passe, da água fluidificada e das diversas ações que visam o amparo dos que sofrem. Porém, urge compreendermos que o espírito também necessita ser tratado e é importante que quem recebe a cura do corpo físico também seja alertado sobre a necessidade de cuidar do espírito, sob pena de padecer novamente de outros males até que consiga compreender o que o espírito clama para que seja resolvido.
  24. 24.  Kardec nos auxilia na compreensão deste tema no Livro dos Mediuns, cap. V:  “Os milagres de Jesus converteram todos os seus contemporâneos? Aos fariseus, que lhe diziam: “Mestre, faz-nos ver algum prodígio”, não se assemelham os que hoje vos pedem lhes façais presenciar algumas manifestações? Se não se converteram pelas maravilhas da criação, também não se converterão, ainda quando os Espíritos lhes aparecessem do modo mais inequívoco, porquanto o orgulho os torna quais alimárias empacadoras. Se procurassem de boa-fé, não lhes faltaria ocasião de ver; por isso, não julga Deus conveniente fazer por eles mais do que faz pelos que sinceramente buscam instruir-se, pois que o Pai só concede recompensa aos homens de boa vontade.
  25. 25.  “A incredulidade deles não obstará a que a vontade de Deus se cumpra. Bem vedes que não obstou a que a doutrina se difundisse. Deixai, portanto, de inquietar-vos com a oposição que vos movem. Essa oposição é, para a doutrina, o que a sombra é para o quadro: maior relevo lhe dá. Que mérito teriam eles, se fossem convencidos à força? Deus lhes deixa toda a responsabilidade da teimosia em que se conservam e essa responsabilidade é mais terrível do que podeis supor. Felizes os que creem sem ter visto, disse Jesus, porque esses não duvidam do poder de Deus.”
  26. 26.  Caminhemos mais um pouco com a lição do livro Roteiro:  “Recorre à semente de mostarda e à dracma perdida para alinhar preciosos ensinamentos. Compara o mundo a vinha imensa, onde cada servidor recebe determinada quota de obrigações. Consagra especial atenção as criancinhas, salientando o amparo que devemos às gerações renascentes.” Roteiro
  27. 27.  Exemplos simples da vida cotidiana podem levar a uma compreensão prática do ensinamento apresentado, e Jesus a todo tempo utilizava-se destas pequeninas lições que até hoje nos fazem refletir e compreender melhor a vontade de nosso Pai Celestial.   Conclama a cada um a ocupar o seu lugar na criação, lugar único. Se todos fossem palestrantes, quem iria administrar o passe que restaura e fortalece? Se todos buscarem as mesmas tarefas, muito trabalho importante deixará de ser realizado.
  28. 28.  Por fim, encerra a lição:  “Nessa mesma esfera de realizações, os princípios do Espiritismo Evangélico se estenderão em favor da Humanidade.  Os desencarnados testemunham a sobrevivência individual, depois da morte, provam que a alma se transfere de habitação sem alterar-se, de imediato, mas, preconizando o estudo e a fraternidade, a cultura e a santificação, o trabalho e a análise, em obediência e ditames superiores, objetivam, acima de tudo, a melhoria da vida na Terra, a fim de que os homens se façam, efetivamente, irmãos uns dos outros no mundo porvindouro que será, indiscutivelmente, iluminada seção do Reino Infinito de Deus.” Roteiro  Estamos aqui para construir um mundo melhor, não apenas para nós mesmos, mas para os que virão. O trabalho do Cristo é incessante e cabe a nós aderir ou não ao seu reino de amor e de paz.

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