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Estudo do livro Roteiro lição 24

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Estudo do livro Roteiro, de Emmanuel, psicografia de Chico Xavier, lição 24, o Fenômeno Espírita.

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Estudo do livro Roteiro lição 24

  1. 1. Livro de Emmanuel Psicografia de Chico Xavier O Fenômeno Espírita Lição 24
  2. 2.  O homem, ao perceber-se como um ser consciente e pensante não ficou adstrito ao mundo físico que o rodeia, mas passou a conjecturar sobre quem era, se apenas um corpo que se extinguia com a morte física ou se possuía também uma alma, que permanecia viva, mesmo após a morte do corpo. De onde viemos? Quem somos? Para onde iremos? São perguntas que atravessam os milênios e que, humildemente, reconhecemos, não temos todas as respostas. Porém, muito já avançamos para compreender que o corpo é instrumento e a vida verdadeira é a do espírito.
  3. 3.  Acreditar na vida espiritual é um pressuposto para seguir em frente neste estudo, uma vez que ele trata deste intercâmbio com o mundo dos espíritos. Não obstante, mesmo quem não tem certeza se acredita ou não, vale a pena seguir este caminho que Emmanuel nos oferece na lição, principalmente para observar que esta questão não se restringe ao espiritismo, mas acompanha o homem desde os tempos mais remotos.
  4. 4.  Iniciemos, assim, a lição do livro Roteiro:  "Em todas as civilizações, o culto dos desencarnados aparece como facho aceso de sublime esperança.  Rápido exame nos costumes e tradições de todos os remanescentes da vida primitiva, entre os selvagens da atualidade, nos dará conhecimento de que as mais rudimentares organizações humanas guardam no intercâmbio com os “mortos” suas elementares noções de fé religiosa.  Aparições e vozes, fenômenos e revelações do mundo espiritual assinalam a marcha das tribos e das povoações do princípio." Roteiro  Em tempos difíceis a palavra esperança nos salta aos olhos e Emmanuel nos afirma, neste início de estudo, que em todas as civilizações o culto dos desencarnados acende esta chama, a crença em um outro mundo após a morte nos dá esperança.
  5. 5.  Kardec reflete sobre esta questão com maestria na Revista Espírita de 1859:  " Todos nós, sem exceção, atingimos mais cedo ou mais tarde o termo fatal da vida. Nenhuma força nos poderia subtrair a essa necessidade, eis o que é positivo. Muitas vezes as preocupações do mundo nos desviam o pensamento daquilo que se passa além-túmulo, mas quando chega o momento supremo, são poucos os que não se perguntam em que se vão transformar, porque a ideia de deixar a existência sem uma possibilidade de retorno tem algo de pungente. Com efeito, quem poderia encarar com indiferença a ideia de uma separação absoluta e eterna de tudo quanto amou? Quem poderia ver sem assombro abrir-se à sua frente o imenso abismo do nada, em que iriam desaparecer para sempre todas as nossas faculdades e todas as nossas esperanças? “O que!? Depois de mim, o nada; nada mais que o vazio; tudo acabado irremediavelmente? Mais alguns dias e a minha lembrança se apagará da memória dos que sobreviverem a mim; em breve não restará nenhum traço de minha passagem pela Terra; o próprio bem que eu tiver feito será esquecido pelos ingratos a quem tiver beneficiado, e nada para compensar tudo isso; nenhuma outra perspectiva além de meu corpo a ser roído pelos vermes?!”
  6. 6.  Este quadro do fim de um materialista, traçado por um Espírito que tinha vivido esses pensamentos, não tem algo de horrível e de glacial? Ensina-nos a religião que não pode ser assim, e a razão o confirma. Mas essa existência futura, vaga e indefinida, nada tem que satisfaça ao nosso amor ao que é positivo. É isto que gera a dúvida em muitos. Vá lá que tenhamos uma alma. Mas o que é a nossa alma? Ela tem forma e aparência? É um ser limitado ou indefinido? Dizem uns que é um sopro de Deus; outros, que uma centelha; outros, uma parte do grande todo, o princípio da vida e da inteligência. Mas o que concluímos de tudo isto? Diz-se, ainda, que ela é imaterial. Mas uma coisa imaterial não poderia ter proporções definidas. Para nós isso não é nada. Ensina-nos ainda a religião que seremos felizes ou infelizes, conforme o bem ou o mal que tivermos feito. Mas qual é essa felicidade que nos espera no seio de Deus?"
  7. 7.  Será uma beatitude, uma contemplação eterna, sem outro objetivo além de cantar os louvores ao Criador? As chamas do inferno são uma realidade ou uma ficção? A própria Igreja o entende nesta última acepção; mas quais são os sofrimentos? Onde o lugar do suplício? Numa palavra, que é o que se faz ou se vê nesse mundo que nos espera a todos? Costuma-se dizer que ninguém voltou para nos dar informações. Isso é um erro, e a missão do Espiritismo é precisamente esclarecer-nos sobre esse futuro, fazendo-nos, por assim dizer, tocá-lo e vê-lo, não pelo raciocínio, mas pelos fatos. Graças às comunicações espíritas, já não se trata de uma presunção ou de uma probabilidade, sobre a qual cada um imagina à vontade e que os poetas embelezam com as suas ficções ou repletam de imagens alegóricas que nos enganam. É a própria realidade que se nos apresenta, pois são os próprios seres de além-túmulo que nos vêm descrever a sua situação e falar-nos do que fazem, permitindo-nos, por assim dizer, assistir a todas as peripécias de sua vida nova, e dessa maneira mostrar-nos a sorte inevitável que nos aguarda, conforme os nossos méritos e os nossos deméritos. Haverá nisso algo de anti-religioso? Muito pelo contrário, pois os incrédulos encontram nisso a fé e os tíbios uma renovação do fervor e da confiança. O Espiritismo é, pois, o mais poderoso auxiliar da religião. Se assim é, é que Deus o permite, e o permite para reanimar nossas esperanças vacilantes e para reconduzir-nos ao caminho do bem, pela perspectiva do futuro que nos aguarda."
  8. 8.  Sigamos em frente com Emmanuel, galgando alguns passos na história de outros tempos em que, talvez, nós tenhamos vivido.  "No Egito, os assuntos ligados à morte assumem especial importância para a civilização. Anúbis, o deus dos sarcófagos, era o guardião das sombras e presidia à viagem das almas para o julgamento que lhes competia no Além." Roteiro
  9. 9.  Sobre o assunto, compartilhamos um trecho do estudo A Mediunidade na Antiguidade:  No Egito antigo, os magos dos faraós evocavam os mortos e muitos comercializavam os dons de comunicabilidade com os mundos invisíveis para proveito próprio ou dos seus clientes, fato esse comprovado pela proibição de Moisés aos hebreus: "Que entre nós ninguém use de sortilégio e de encantamentos, nem interrogue os mortos para saber a verdade" (Deuterônimo).  De forma idêntica às práticas religiosas da antiga índia, as faculdades mediúnicas no Egito foram desenvolvidas e praticadas no silêncio dos templos sagrados, sob o mais profundo mistério e rigorosamente vedadas à população leiga. A iniciação nos templos egípcios era cercada de numerosos obstáculos e exigia-se o juramento de sigilo. A menor indiscrição era punida com a morte.
  10. 10.  Saídos de todas as classes sociais, mesmo o das mais ínfimas, os sacerdotes eram os verdadeiros senhores do Egito. Os reis por eles escolhidos e iniciados só governavam a nação a título de mandatários.  Os magos dos faraós realizavam todos esses prodígios que são referidos na Bíblia. É bem certo que eles evocavam os mortos, pois Moisés, seu discípulo, proibiu formalmente que os hebreus se entregassem a essas práticas.  Os sacerdotes do antigo Egito eram tidos como pessoas sobrenaturais, em face dos poderes mediúnicos que eram misturados maliciosamente com práticas mágicas e de prestidigitação.  http://www.ippb.org.br/textos/especiais/editora- vivencia/a-mediunidade-na-antiguidade
  11. 11.  Vejamos mais um trecho da lição.  " Na China multimilenária, os antepassados vivem nos alicerces da fé. Em todas as circunstâncias da vida, os Espíritos dos avoengos são consultados pelos descendentes, recebendo orações e promessas, flores e sacrifícios." Roteiro
  12. 12.  Gabriel Delane, no livro O Fenômeno Espírita, ratifica os dizeres de Emmanuel:  "Desde tempos imemoriais, o povo da China entrega-se à evocação dos Espíritos dos avoengos. O missionário Huc refere grande número de experiências, cujo fim era a comunicação dos vivos com os mortos, sendo que, em nossos dias, essas práti-cas estão ainda em uso em todas as classes da sociedade. Com o tempo e em consequência das guerras que forçaram parte da população hindu a emigrar, o segredo das evocações espalhou-se em toda a Ásia, encontrando-se ainda entre os egípcios e entre os hebreus a tradição que veio da índia."
  13. 13.  Rainer Gonçalves, ao discorrer sobre a História da Religião Chinesa também nos ensina:  "Desde tempos remotos, a religião chinesa consistia na veneração aos deuses liderados por Shang Di ("O Senhor das Alturas"), além de venerações aos antepassados. Entre as famílias importantes da dinastia Chou, este culto era composto de sacrifícios em locais fechados. Durante o período dos Estados Desunidos (entre 403 e 221 a.C.), os estados feudais suspenderam os sacrifícios. Na dinastia Tsin, e no início da Han, os problemas religiosos estavam concentrados nos "Mandamentos do Céu". Existiam, também, seguidores do taoísmo- místico-filosófico que se desenvolvia em regiões separadas, misturando-se aos xamãs e médiuns."
  14. 14.  Muito mais que relatos históricos, temos a oportunidade de aprender, não apenas dentro do ambiente espírita, mas também pautando nossas buscas em historiadores, que demonstram que o fenômeno espírita acompanha o homem há muito tempo.  Os espíritos nos alertam quanto à importância da comunicação entre os mundos físico e espiritual na questão 459 do Livro dos Espíritos:  "Influem os Espíritos em nossos pensamentos e em nossos atos? Mais do que imaginais, pois com bastante frequência são eles que vos dirigem."
  15. 15.  Não se trata apenas de um intercâmbio voluntário que posso ou não fazer, mas de algo que me atinge diretamente conforme a sintonia e a vibração espiritual em que estou. Assim, vale a pena refletir, qual o espírito que tem me influenciado? A minha vida está alicerçada moralmente para atrair bons espíritos e boas influências?
  16. 16.  Sigamos em frente.  " Na Índia encontram nos “rakchasas”, Espíritos maléficos que residem nos sepulcros, os portadores invisíveis de moléstias e aflições." Roteiro
  17. 17.  "Rakshasa (em português,  raxasa) é uma raça de  seres mitológicoshumanoides ou  espíritos malignos na  religião Budista e Hindu. O nome  vem do sânscrito "raksha", pedir  proteção, já que eram seres tão  horripilantes que induziam, a  quem quer que se deparassem  com eles, a pedir proteção. Eram  seres abomináveis, canibais e de  mente perversa. O Rakshasa mais  célebre foi Ravana, que se tornou  rei de Sri Lanka (Ceilão) e que  teve a ousadia de abduzir Sita, a  esposa de Vixnu, que havia se  encarnado como Rama, história  detalhada no clássico  hindu Ramayana." Wikipedia
  18. 18.  Caminhemos mais um pouco com a lição.  " Os gregos acreditavam-se cercados pelas entidades que  nomeavam  por  “demônios”  ou  familiares  intangíveis,  as  quais os inspiram na execução de tarefas habituais.  Em Roma, os Espíritos amigos recebem o culto constante  da  intimidade  doméstica,  onde  são  interpretados  como  divindades menores. Para a antiga comunidade latina, as  almas  bem-intencionadas,  que  haviam  deixado,  na  Terra,  os  traços  da  sabedoria  e  da  virtude  eram  os  “deuses  lares”,  com  recursos  de  auxiliar  amplamente,  enquanto  que os fantasmas das criaturas perversas eram conhecidos  habitualmente  por  “larvas”,  cuja  aproximação  causava  dissabores e enfermidades." Roteiro
  19. 19.  Continua o benfeitor nos falando da forma como nossos antepassados buscaram compreender o mundo espiritual.  Como já vimos anteriormente, este referências trazidas por Emmanuel nos permitem não apenas ampliar nosso conhecimento histórico, mas avaliar aquilo que trazemos de vivências anteriores e renovamos em nosso viver com outros nomes.  Gregos e romanos sentiam a influencia contínua dos espíritos maléficos, bem como dos espíritos tutelares que desde os tempos antigos nos assistem e trabalham por nossa jornada evolutiva. Temos algo semelhante no entendimento da doutrina espírita nos dias de hoje.
  20. 20.  "Lares eram divindades da religião romana antiga. É mais comum a forma no plural, “os Lares”,em referência direta ao latim Lares familiares, como nome coletivo para indicar os espíritos que poderiam proteger ou prejudicar uma família romana (conjunto de pessoas), incluindo os servos e os escravos. Por sua vez, a existência do singular “Lar”, da expressão latina Lar familiaris, provavelmente se explique por ser, no início, um “Lar” por família, que protegia tanto o local onde se vivia como a própria família. O seu sentido coletivo talvez seja resultado da multiplicidade de “Lares” (familiae) e também da variedade de divindades domésticas, que também englobavam os Penates e Vesta." Wikipedia
  21. 21.  Sigamos mais um pouco com a lição.  "Os  feiticeiros  das  tabas  primitivas  eram  nas  civilizações  recuadas substituídos por magos, cujo poder imperava sobre a  espada dos guerreiros e sobre a coroa dos príncipes.  E ainda, em todos os acontecimentos religiosos que precederam  a  vinda  do  Cristo,  a  manifestação  dos  desencarnados  ou  o  fenômeno  espírita  comparece  por  vívido  clarão  da  verdade,  orientando  os  sucessos  e  guiando  as  supremas  realizações  do  esforço coletivo." Roteiro
  22. 22.  A Federação Espírita Brasileira possui estudo interessante sobre a evolução histórica da mediunidade, da qual grafamos a ordem e alguns trechos:  "Mediunidade Primitiva: A intuição é a mediunidade inicial; o médium é idólatra; adora ou teme as forças da natureza, nomeadas como “deuses”: sol, céu, lua, estrelas, chuva, árvores, rios, fogo, ser humano que se destaca na comunidade.   Mediunidade Tribal : Desenvolve -se uma mentalidade mediúnica coletiva: crença grupal em Espíritos ou deuses. Aparecem as concepções de céu -pai (o criador ou o fecundador) e terra -mãe (a geratriz, a que foi fecundada pelo criador).
  23. 23.  Fetichismo: Forma mais aprimorada do mediunismo tribal, apresentando forte colorido anímico, pelo culto aos fetiches ou objetos materiais que representam a Divindade ou os Espíritos. Surge a figura do curandeiro ou feiticeiro, altamente respeitada e reverenciada, amada e temida pelos demais membros da tribo ou clã. Em algum momento, estas práticas se desdobraram em outras, conhecidas atualmente: vodu e magia negra.  Mediuinismo Mitológico: A prática mediúnica caracteriza-se pela presença dos mitos (simbolismo narrativo da criação do universo e dos seres) e pela magia (práticas mediúnicas e anímicas de forte conotação ritualística).
  24. 24.  Mediuinismo Oracular: É o mediunismo que aparece no período da história humana considerado como início da civilização: é politeísta e religioso. • Os oráculos constituem o cerne de toda a atividade humana, nada se faz sem consultá-los. A Grécia torna-se o centro da mediunidade oracular, sendo o Oráculo de Delfos o mais famoso.  Prática Mediúnica dos Iniciados: Egípcios - a mediunidade de cura é especialmente relatada em O Livro dos Mortos, mas os fenômenos de emancipação da alma eram especialmente conhecidos e praticados. Hindus - em os Vedas encontram-se descritas todas as etapas da iniciação mediúnica e do intercâmbio com os Espíritos. Os hindus se revelam como mestres no domínio de práticas anímicas, tais como faquirismo e desdobramento espiritual. Judeus - a mediunidade é natural, revela-se exuberante na Bíblia, que apresenta uma significativa variedade de fenômenos, os de efeitos físicos e os de efeitos inteligentes. O profetismo é o tipo de mediunismo que mais se destaca e que marca o surgimento da primeira religião revelada: o judaísmo. Neste cenário surge a figura notável de Moisés, médium de vários e poderosos recursos, a quem Deus concedeu a missão de trazer ao mundo o Decálogo ou Os Dez mandamentos da Lei Divina.
  25. 25.  Pentecostes: No Novo Testamento, os apóstolos e discípulos de Jesus demonstram maior entendimento da mediunidade que, manifestada aos borbotões, é utilizada para auxiliar o próximo. • O dia de Pentecostes é caracterizado por ser o maior feito mediúnico conhecido, até então (Atos dos Apóstolos, 2; 1-13)."  (Estudo disponível no site da FEB: http://www.febnet.org.br)
  26. 26.  Seguindo a lição do livro Roteiro e também os fatos históricos apresentados pela FEB e, também, por Emmanuel, adentramos, então, na mediunidade com Jesus.  " Com a supervisão de Jesus, porém, a marcha da espiritualidade na Terra adquire novos característicos.  Ele é o disciplinador dos sentimentos, o grande construtor da Humanidade legítima.  Por trezentos anos, os discípulos do Senhor sofrem, lutam, sonham e morrem para doar ao mundo a doutrina de luz e amor, com a plena vitória sobre a morte, mas a política do Império Romano reduz, por dezesseis séculos consecutivos, o movimento libertador." Roteiro
  27. 27.  Há um propósito divino em termos este intercâmbio com o mundo espiritual e com Jesus avançamos, treinando sentimentos, percebendo que o mundo que nos cerca é uma ínfima parcela da vida verdadeira. Ampliamos nossa perspectiva e isto nos dá força e coragem para as lutas diárias, que se revestem de importância menor ante o avanço de nossa percepção do mundo e das leis divinas.
  28. 28.  Assim, também, nos ensina André Luiz, no livro Mecanismos da Mediunidade:  " Em nos reportando a qualquer estudo da mediunidade, não podemos olvidar que, em Jesus, ela assume todas as características de exaltação divina. Desde a chegada do Excelso Benfeitor ao Planeta, observa-se-lhe o pensamento sublime penetrando o pensamento da Humanidade. Dir-se-ia que no estábulo se reúnem pedras e arbustos, animais e criaturas humanas, representando os diversos reinos da evolução terrestre, para receber-lhe o primeiro toque mental de aprimoramento e beleza. Casam-se os hinos singelos dos pastores aos cânticos de amor nas vozes dos mensageiros espirituais, saudando Aquele que vinha libertar as nações, não na forma social que sempre lhes seria vestimenta às necessidades de ordem coletiva, mas no ádito das almas, em função da vida eterna.
  29. 29.  Antes dele, grandes comandantes da ideia haviam pisado o chão do mundo, influenciando multidões. Guerreiros e políticos, filósofos e profetas alinhavam-se na memória popular, recordados como disciplinadores e heróis, mas todos desfilaram com exércitos e fórmulas, enunciados e avisos em que se misturam retidão e parcialidade, sombra e luz. Ele chega sem qualquer prestígio de autoridade humana, mas, com a sua magnitude moral, imprime novos rumos à vida, por dirigir-se, acima de tudo, ao espírito, em todos os climas da Terra. Transmitindo as ondas mentais das Esferas Superiores de que procede, transita entre as criaturas, despertando-lhes as energias para a Vida Maior, como que a tanger-lhes as fibras recônditas, de maneira a harmonizá- las com a sinfonia universal do Bem Eterno."
  30. 30.  Eis então o encerramento da lição:  “Os séculos, contudo, na eternidade, são simples minutos e, em seguida às sombras da grande noite, o evangelismo puro surge, de novo.  Cristianismo _ doutrina do Cristo...  Espiritismo _ doutrina dos Espíritos...  Volta a influência do Mestre sobre a imensa coletividade humana, constituída por mentes de infinita gradação.  Homens por homens, inteligências por inteligências, incorreríamos talvez no perigo de comprometermos o progresso do mundo, isolados em nossos pontos de vista e em nossas concepções deficitárias, mas, regidos pela Infinita Sabedoria, rumaremos para a perfeição espiritual, a fim de que, um dia, despojados em definitivo das escamas educativas da carne, possamos compreender a excelsa palavra da celeste advertência: _ “vós sois deuses”..." Roteiro
  31. 31.  Muitos verão e falarão com espíritos, porém, com Jesus somos convidados a uma harmonia e a uma fraternidade que até então inexistiam. Os espíritos mais evoluídos nos auxiliaram em nossa jornada, e os que nos são inferiores ou que encontram-se em situação de sofrimento, poderão ser por nós auxiliados.  Importante observar que a doutrina espírita não considera os espíritos maléficos como inimigos eternos, mas compreende que também eles são nossos irmãos e que encontrarão oportunidades de redenção. Esta visão é única. Nos outros segmentos do cristianismo acredita-se no inferno e em espíritos que transitaram no mal eternamente, porém, o espírita reconhecendo as diversas vidas e as diversas oportunidades, acolhe o irmão sofredor que ainda transita no mal com amor, caridade e compaixão, colocando em prática o ensinamento maior do Cristo aos seus discípulos:
  32. 32. "Um novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como Eu vos amei; que dessa mesma maneira tenhais amor uns para com os outros." João 13:34 Pelo muito que já erramos, carecemos da misericórdia divina e reconhecemos que a caridade para com todos é o único caminho que poderá redimir a humanidade. Um fraterno abraço e até o próximo estudo

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